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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

15
Set21

Reeducação alimentar.jpgOra viva! ✌️ 

Esta quinta-feira haverá live e o tema não poderia ser mais propositado: a reeducação alimentar. Como convidada terei a psicóloga Rosa Sena que vai partilhar a sua recente empreitada rumo a uma vida mais saudável. E vida mais saudável sabemos nós que passa, indubitavelmente, por uma alimentação consciente, responsável e sustentável.

No que toca à minha pessoa, nunca vivi grandes dramas em relação a esta questão, já que sempre apreciei comida saudável, ainda que seja avessa a regimes alimentares restritivos - a meu ver, insustentáveis a longo prazo. É certo que fui beneficiada com uma boa génetica, mas nem por isso deixo de fazer a parte que me cabe para manter um corpo são e elegante.


A nova colega de casa, no auge dos seus 20 aninhos, não conseguia acreditar que eu tivesse mais 23 anos do que ela, ou seja, a mesma idade da sua mãe. Isso é um claro indicador de que estou fazendo um ótimo trabalho nesse sentido. E não penses que é "achismo" ou bazófia. Há dias a sobrinha de uma grande amiga minha, prestes a completar 16 anos, disse-me que quando chegar à minha idade quer ter um aspeto igual ao meu. Tem elogio maior? 😉

Sobre o direto de amanhã, tenho a dizer que a minha convidada e eu pretendemos abordar a correlação entre a reeducação alimentar e a autoestima, vamos sugerir dicas e truques para implementar, e levar avante, a mudança e partilhar experiências pessoais. Fora isso, vamos ainda demonstrar que nunca é tarde para mudarmos de vida, para adotarmos um estilo de vida mais alinhado com a saúde e o bem-estar e para termos orgulho daquilo que vemos ao espelho.

Tens aqui motivos mais do que suficientes para participares, sendo que a tua intervenção, quer através de comentários, quer através de pedido para aderir, serão sempre bem recebidos. A Rosa e eu esperamos por ti amanhã, a partir das 21 horas (19 em Cabo Verde), no perfil sara_sarowsky, para mais um papo amigo. Aparece!

Aquele abraço amigo e até lá!

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Como solteira gostosa e turbinada que sei que és, acredito que estejas ciente de que uma autoestima elevada é mais do caminho andado para ao sucesso, seja ele na esfera pessoal, social, amoroso, profissional e sexual. Quem se ama (e é correspondido) a todos fascina e a muitos contamina.

Por mais que disso saibamos e um desses exemplares queiramos ser, tal nem sempre é possível. Há momentos na vida em que, por este ou aquele motivo, pura e simplesmente deixamo-nos ir abaixo. O desleixo para com o nosso corpo, em primeira instância, e para com a nossa alma, em última, são as consequências imediatas deste estado de espírito.

Quem de nós nunca passou por uma fase menos boa, em que o simples ato de se banhar representava um esforço hercúleo. Agora imagina o resto: corpo em forma, depilação em dia; cabelo, unhas e sobrancelhas arranjadas; pele cuidada; alimentação saudável, vida social ativa e até sexo satisfatório. O desalento é tal que simplesmente não queremos saber.

Seja por teres passado, estejas a passar ou venhas a passar por tal situação – eu estou –, contigo partilho hoje algumas dicas sobre como resgatar a autoestima das masmorras do desânimo e voltar ao ativo ainda mais poderosa.

O primeiro passo é começares a ser bondosa contigo. Não te leves demasiado a sério, não te critiques tanto, não exijas tanto de ti, nem te culpes tanto. As coisas são como são e há coisas que não conseguimos controlar, por mais que tentemos ou queiramos. É fundamental que sejas a tua melhor amiga. Tudo fica infinitamente mais difícil quando adotamos aquela atitude derrotista, vestimos o papel da coitada vítima das vicissitudes da vida ou cultivamos o espírito negativo.

Esquece as comparações. Cada um de nós é um ser único e especial, detentor de uma estória de vida e de um percurso só seu. A comparação com os outros é inglória e injusta, mais não seja porque, quase sempre, achamo-los bem mais bonitos, felizes, inteligentes ou bem-sucedidos do que nós. Além de não te levar a lado nenhum, tal atitude faz-te sentir inferior e desmerecedora de coisas boas. Não te esqueças que nem tudo é o que parece e que todos, mas absolutamente todos, temos algo que encanta e cativa.

Os teus pontos fortes são aquilo que faz de ti alguém que valha a pena. Com isso quero dizer-te que ninguém é perfeito em tudo, por mais que às vezes tenhamos essa impressão ao interagir com algumas pessoas. O meu conselho é que invistas naquilo em que realmente és boa, que te foques no que te diferencia (pela positiva, claro!) e que tentes melhorar aquelas que forem possíveis. Se fizeres isso, a confiança dará o ar da sua graça mais cedo do que o esperas.

Seres a tua melhor amiga, não quer dizer mimares-te ao ponto de perderes a objetividade e a clareza de espírito para encarar as coisas como elas de facto são, e não como gostarias que fossem. Tenta analisar o que te acontece de forma assertiva e objetiva: sem tendencialismo, vitimização ou autocomiseração.

O amor é como a lotaria: para ganhar há que jogar. Há quem não jogue de todo; há quem jogue toda a vida sem ganhar uma única vez; há quem vá ganhando prémios simbólicos; há quem ganhe o jackpot e o desperdice; há quem lhe saia a sorte grande mais do que uma vez e há quem aposte uma única vez e ganhe o prémio máximo. Com isso quero dizer que se não jogas não esperes ganhar. Para ganhar há que perder. Continuar a alimentar a doce ilusão de que o amor e a dor estão dissociados não te vai levar a lado nenhum. Aceita as coisas como elas são e tenta ver sempre o lado bom das coisas – sim, porque tudo tem o seu lado bom. Só assim alcançarás um tal estado de serenidade e maturidade emocional necessárias para não exigires tanto dos outros e menos ainda de ti.

Sabias que o auto orgulho, a par do amor-próprio, tem via verde para autoestima de cima? Conhecermo-nos bem, gostarmos de ser quem somos, orgulharmo-nos da nossa pessoa e querermos ser a melhor versão de nós mesmos são as chaves para o sucesso pessoal, profissional, emocional e social.

Há que fazer as pazes com o passado e com aqueles que nos provocaram sofrimento. Só assim será possível construirmos uma relação sólida com quem quer que seja. Assegura-te de que estejas segura do que sentes e do que queres. Varre do teu coração todo e qualquer vestígio de qualquer um destes sentimentos: mágoa, tristeza, ressentimento, frustração, desesperança ou dor.

De que adianta ter um excelente produto se a embalagem não apela à compra e menos ainda ao consumo? Esta minha analogia pode parecer-te um tanto ou quanto cruel – sou profissional do marketing, fazer o quê? – mas é verdade que a aparência conta, e muito, para desgosto das mal amadas, ressabiadas, preguiçosas, desleixadas e (autodenominadas) feministas. Nas minhas conversas de café, costumo apregoar que quem não se cuida não me inspira confiança nenhuma. Se não cuida do seu bem mais precioso, aquilo que lhe permite viver e interagir – o corpo –, vai cuidar do quê? Do meu corpo, do teu corpo? Uma alimentação equilibrada, exercício físico regular e alguns cuidados de beleza irão deixar-te mais bonita, logo bem mais confiante. Um corpo bem cuidado e saudável é um poderoso aliado na luta contra todos os desafios da vida.

O presente é a única garantia que a vida nos dá; o passado já cumpriu a sua missão e o futuro uma completa incógnita. Dado que só temos o aqui e agora, porque nos procrastinamos tanto? Vive, ousa, arrisca, ama, ri, chora, ou seja, goza a vida sem culpa ou arrependimento. Da vida só levamos o que vivemos, portanto não deixes que fiquem muitos "se" no teu passado. Às vezes basta uma única atitude para tudo mudar.

Tu és a pessoa mais importante da tua vida, ponto final! No filme que é a tua vida deves ser o argumentista, o produtor, realizador, figurinista, mas sobretudo protagonista. Baixar ou abrir mão dos teus níveis e padrões de exigência não deve ser opção. Por algum motivo os estabeleceste, daí que só tens que te lembrar dele. Por mais que te tentem convencer do contrário, não há nada de errado em ter expectativas elevadas, sobretudo em relação ao amor. Quem pouco espera, pouco ou nada recebe.

Se achas que não consegues por em prática todos estes tópicos, enganas-te! Só depende de ti. Se fores capaz disso, vais ver como tudo muda. Com uma confiança renovada e a autoestima melhorada, tornares-te numa pessoa maravilhosa será apenas uma questão de (pouco) tempo. Nessa altura, o mundo será teu e o teu limite o céu. Sentir te ás disposta e preparada para tudo, vai por mim!

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08
Jan16

 

Após uma troca de mensagens com uma ex-colega de trabalho - e já agora amiga para a vida - a propósito das estrias, pergunto-me se algum dia serei capaz de as assumir com desenvoltura, quiçá ostentá-las, não digo com orgulho, mas pelo menos sem complexo. Afinal elas, estas malditas marcas na pele, lembram-me a todo o instante que sem elas teria o corpo dos meus sonhos. Mesmo!

 

Lembro-me perfeitamente da nossa primeira vez. Foi num belo dia de março, quatro meses depois de chegado a Portugal para fazer a licenciatura. O tempo já me permitia destapar-me o suficiente para ver o meu corpo ao espelho (recém-chegada da África o inverno lisboeta afigurava se me como o antónimo do inferno apocalíptico) e qual não foi o meu espanto quando reparo numas marcas meio avermelhadas meio acastanhadas na parte interna das coxas, das pernas e das nádegas. Após uma análise mais meticulosa, dou-me conta que o mal tinha-se alastrado pelos gémeos, com alguns salpicos pelos seios, abdómen e ancas.

 

Sem fazer a menor ideia do que seria aquilo - em 20 anos de vida jamais tinha conhecido ou ouvido falar de alguém que sofresse de tamanho infortúnio - o primeiro pensamento que me ocorreu foi cancro da pele (instantes de absoluto pânico). Superada a fase hipocondríaca, parti para um segundo diagnóstico: uma reação alérgica qualquer. Quanta ignorância, quanta ingenuidade, quanto otimismo!

 

Escusado será dizer que passei as horas seguintes a tentar chegar a um veridicto sobre que doença seria aquela. Estávamos em 1998, como devem imaginar nada de google, nem ligação à net fora do perímetro académico. Ao final do dia quando a minha colega de quarto (sim, naqueles tempos de caloira cheguei a dividir quarto), alguns anos mais velha, já formada e empregada, mostro-lhe as marcas - com aquela cara de doente nos cuidados paliativos - e ela diz-me sem sequer pestanejar: "são estrias". Tão simples quanto isso. São estrias!

 

E foi assim que as estrias se instalaram na minha vida (no meu corpo, melhor dizendo), sem pudor e sem pedir licença. Claro que o facto de ter passado de 49 para 60 kilos em apenas 120 dias, pouco ou nada teve a ver com o fenómeno. Nada mesmo!

 

E com elas surgiu a vergonha de vestir saia e vestido, de exibir as pernas à luz do dia (à noite todos os gatos são pardos, logo no stress), de expor o corpo pela primeira vez perante um homem... enfim, tanto palavreado para dizer que apesar de não as ostentar orgulhosamente, a elas vergo-me. Que remédio!

 

Com o passar dos anos (já lá vão 18 para, ser mais precisa), vejo-me obrigada a aceitar que, no que a elas diz respeito, pouco ou nada há a fazer. E acredita que já tentei de tudo, desde cremes de farmácia com preços pornográficos a truques e mezinhas caseiras. Até cheguei a cogitar a automutilação da derme infetada, mas isso já seria too much (até mesmo para mim). A não ser que nasça de novo ou consiga os 2000 euros para aquela cirurgia a laser, o jeito é aceitá-las.

 

Para mal dos meus pecados, não estou assim tão bem resolvida em relação a elas e posso dizer de boca cheia que é o único complexo que tenho em relação ao meu corpo. Mas como "não há bela sem senão"... o meu senão são as estrias. Até porque nunca fui adepta do conceito de que as estrias são também marcas da estória escrita no nosso corpo, porque, podendo, escolheria nunca mais vê-las à minha frente, na imagem espelhada. Elas são frutos de um enorme aumento de peso, daí a mágoa, a autorrejeição, a recriminação e o complexo de fealdade, embora a caminho da aceitação. Que remédio!?

 

E porque a beleza está nos olhos de quem vê, mas principalmente na alma de quem sente. E dito isto, que se lixem as malditas das estrias, uma vez cá fora não se pode voltar e retornar de acordo com o padrão de beleza estabelecido. Eu quero é ser feliz!

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07
Jan16

Quando me amei de verdade

por Sara Sarowsky

506270.jpg

 

"Quando me amei de verdade,

compreendi que em qualquer circunstância,

eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.

E, então, pude relaxar.

Hoje sei que isso tem nome… autoestima.

Quando me amei de verdade,

pude perceber que a minha angústia, meu sofrimento emocional,

não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.

Hoje sei que isso é… autenticidade.

Quando me amei de verdade,

parei de desejar que a minha vida fosse diferente

e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.

Hoje chamo isso de… amadurecimento.

Quando me amei de verdade,

comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém

apenas para realizar aquilo que desejo,

mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.

Hoje sei que o nome disso é… respeito.

Quando me amei de verdade,

comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável…

pessoas, tarefas, crenças, tudo e qualquer coisa que me deixasse para baixo.

De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo.

Hoje sei que se chama… amor-próprio.

Quando me amei de verdade,

deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos,

abandonei os projetos megalômanos de futuro.

Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.

Hoje sei que isso é… simplicidade.

Quando me amei de verdade,

desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes.

Hoje descobri a… humildade.

Quando me amei de verdade,

desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar muito com o futuro.

Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.

Hoje vivo um dia de cada vez.

Isso é… plenitude.

Quando me amei de verdade,

percebi que a minha mente pode me atormentar e me dececionar.

Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração,

ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Tudo isso é…. saber viver!

A cada dia que vivo,

mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos,

nas forças que não usamos,

na prudência egoísta que nada arrisca,

e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade."

Carlos Drummond de Andrade

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