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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que ainda não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

sunset-3754082_1920.jpgViva!

Dando continuidade ao tema da última publicação, são estes os hábitos de conquista que, de acordo com Stephanie Reeds, numa publicação no site CuriousMindMagazine, devemos resgatar do desuso. Como referido antes, estas dicas destinam-se aos homens, a quem cabe, na minha opinião, dominar a arte da conquista.

Arrisca e convida-a para sair
Se tens alguém que mexe contigo, não percas tempo com rodeios ou "joguinhos". Assume que estás interessado e convida-a para sair. O não já tens, pelo que tudo o que vier será ganho. Simples assim!


Cuidado com a aparência
A aparência é importante, pelo que a forma como te vestes diz muito sobre ti. Somos o que vestimos, acredita. Não precisas usar fato e gravata o tempo todo, assim como escusas de andar por aí de fato de treino. O meio termo, o tal casual chic, é uma aposta segura e eficaz.


Oferece flores ou um presente simbólico
Presentear demonstra interesse, sensibilidade e generosidade. Uma flor, uma caixa de bombons, um livro ou uma agenda são bons exemplos de que não é preciso muito para fazer com que alguém se sinta estimado.


Deixa o telemóvel de lado
A dependência do telemóvel é atualmente um dos maiores carrascos de qualquer relacionamento. Poucas coisas são piores do que estar num encontro com uma pessoa que não para de olhar ou mexer no telemóvel. Não só é deselegante como demonstra falta de respeito e de interesse. Se não és capaz de passar uma hora "desconectado", escusas de marcar um encontro com quem quer que seja.

Abre-lhe a porta do carro
Sabemos que ela tem duas mãos, logo que é perfeitamente capaz de o fazer sozinha. O que conta é o gesto, a elegância, o galanteio. Sem falar que será um bom pretexto para te abeirares dela, sem parecer invasivo nem faminto. Pessoalmente, derreto-me toda quando abrem-me a porta do carro.

Sê honesto em relação às tuas intenções
Mentiras, meias-verdades e joguinhos não ocupam espaço na mente de uma pessoa bem resolvida. Pessoas narcisistas e inseguras é que são adeptas de tais subterfúgios, a que recorrem como forma de se sentirem valorizadas. Assim como é de bom tom assumir que se está interessado, revelar as verdadeiras intenções também. Nada de mentir para obter sexo rápido ou para massagear o ego.

Proporciona-lhe uma noite romântica
Sim, refiro-me àquela saída a dois, ao estilo do Dia dos Namorados. As mulheres gostam, fazer o quê? Mesmo que não sejas adepto desse tipo de programa, o esforço costuma valer a pena, já que elas ficam todas derretidas, logo ávidas por retribuir (se é que me entendes). Uma reserva num restaurante chique, uma noite num bom hotel ou uma escapadela para um destino cobiçado costumam surtir o efeito desejado.

Não contes com sexo no primeiro encontro
Independemente da tua ânsia (ou fome), não queiras por o carro à frente dos bois. No tempo dos nossos avós, o sexo só era legitimidado em ambiente matrimonial. Nos dias de hoje, este tornou-se mais banal do que sei lá o quê. A meu ver, tanto um como outro pecam por extremismo, logo há que encontrar um meio termo. Sexo sim, mas porque é o desejo de ambos e não porque tem que ser. Pela minha experiência, digo que este é o maior calcanhar-de-aquiles dos homens do século XXI.

Diz "Amo-te" somente quando for verdade
Não sejas do tipo que anda por aí a proferir declarações de amor a todas as mulheres com quem se envolve. O amor é um sentimento demasiado nobre para ser encarado com tamanha frivolidade. Mesmo que to cobrem (sei que existem mulheres que praticamente obrigam os seus homens a fazer isso), só te declares quando estiveres seguro dos teus sentimentos. Não sejas leviano nem inconsequente; o amor é para ser levado a sério.

Lembra-te das coisas que a fazem feliz
Presta atenção às pequenas coisas que a deixam nas nuvens (não, não me refiro ao sexo). Refiro-me, por exemplo, a levá-la à estreia de um filme pelo qual está ansiosa, encomendar o seu prato favorito, escolher uma música que ela adora, convidar a sua melhor amiga um encontro a três ou lembrar-se do nome do seu perfume. São esses detalhes que mostram que te importas com ela e que estás atento ao que a faz feliz.

Não a deixes à espera
Não se deixa uma senhora à espera, aposto que já ouviste dizer. Ainda que seja mais um hábito em desuso, a verdade é que deixar alguém à espera é desrespeitoso e pouco romântico. Se for logo no início da relação, pior ainda. Faz tudo para que estejas no sítio combinado, pelo menos 10 minutos antes. Além de pensar que estavas ansioso por encontrá-la, vais-lhe proporcionar uma oportunidade de ouro para fazer aquela entrada triunfal, digna da passadeira vermelha.

Por mais que os tempos atuais transmitam a ideia de que são démodées, a verdade é que estes hábitos combinam lindamente com o romance. Até porque o respeito, a atenção, a gentileza e a dedicação são tendências que nunca saem de moda. Lembra-te disso da próxima vez que estiveres empenhado em conquistar alguém.


Aquele abraço amigo de sempre!

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online-dating-5213415_1920.jpgOra viva!

As plataformas de encontro - apps de engate, como gosto de chamá-las - são um tema que não se esgota na sua (in)significância, até porque nos dias que correm, com todas as restrições ao convívio e ao contacto físico que a Covid-19 veio impor, os desemparelhados precisam mais do que nunca de toda e qualquer ajuda para incrementar a sua vida amorosa.

Com uns mais focados na parte sentimental e outros assumidamente interessados em sexo, as relações românticas, tal como tudo na vida (e no mundo), estão a ser alvo de uma transformação sem precedentes. As plataformas de encontro assumem assim um papel preponderante nesta mudança de paradigma, não só por permitirem a tão conveniente interatividade, imediata e ininterrupta, como por aumentarem exponencialmente o leque de opções.

"Conhecer" alguém nunca foi tão fácil, barato e descompromissado. Iniciar/terminar uma relação faz-se num piscar de olhos, melhor dizendo, num deslizar de dedos. Os encontros, que antes implicavam conhecer fisicamente a pessoa, passaram a estar ao alcance de dois ou três cliques. Os conhecidos de amigos ou colegas de trabalho/universidade deram lugar a fotografias, as quais vamos aceitando ou rejeitando, conforme o nosso agrado.

A excitação inicial que é descobrir pretendentes, explorar os seus perfis, encetar uma conversa, trocar informações, para, no final, arriscar um tête-à-tête, com o passar do tempo vai dando lugar ao tédio, à impaciência, à frustração e à desilusão. Precisamente por haver demasiadas opções à nossa mercê, acreditamos que o próximo perfil será sempre melhor do que o anterior. Só assim é-nos possível alimentar a esperança de que nada perdemos com aqueles que rejeitamos. Esta dinâmica torna-nos aditos, ao ponto de, ao invés de apreciarmos o que temos garantido, continuarmos a correr compulsivamente os dedos pelo ecrã na expectativa do que ainda poderemos vir a ter.

A minha odisseia pelo ciberespaço em busca do amor é sobejamente conhecida pelos meus leitores/seguidores. A última aliada nesta aventura foi o Facebook Dating, do qual dei conhecimento em dois posts. Do que ainda não tinha dado conhecimento é que, duas semanas após a sua descoberta, e exploração, o veredicto resume-se a "menos do mais". Falando curto e grosso, a nova funcionalidade do Facebook é uma versão low-coast do Tinder, motivo pelo qual não me restou outra opção que não fosse eliminar o perfil. Claro que um encontro aquém das expectativas, no sábado, foi a gota de água para acabar de vez com esta estória de conhecer gajos interessantes através desta, ou de qualquer outra, plataforma digital.

Assim, de momento, e por tempo indeterminado, está suspensa da minha vida toda e qualquer procura do amor através da internet. Se tiver que acontecer, que seja de forma espontânea, de preferência ao estilo convencional, como sucedeu com o tal mec francês. Sim, porque não desisti do amor, pelo contrário! A cada dia que passa, mais convencida fico de que uma vida sem amor é meia vida. A questão aqui é esclarecer o tipo de amor que cobiçamos: o próprio ou o alheio. O primeiro é algo que tenho de sobra, pelo que, nesse quesito, tenho uma vida inteira. Quanto ao segundo, anseio pela sua versão maior, aquela que soma, acrescenta, engrandece, enaltece e envaidece.

Meu bem, caso estejas de coração livre, na ânsia de viver ou reviver um grande amor, o meu conselho só pode ser este: estar atenta, ser paciente e não procurar muito. Afinal, não somos nós que encontramos o amor, mas o amor que nos encontra. Bem sei que amar intimida, sobretudo quando já fomos magoados. Ainda assim, continua a valer a pena. Mesmo com o coração despedaçado, é possível amarmos com esses pedaços. Amar alguém e não resultar, não tira valor ao que se viveu e lá porque terminou, não deixa de ser uma estória de amor.

Aquele abraço amigo de sempre!

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28966272-B496-44AA-A453-2177711BB0A6.pngOra viva ✌️!

Em compasso de espera para a aula de inglês, acredito ter tempo para por-te a par da tal nova funcionalidade amorosa sobre a qual falei na passada sexta-feira. Coincidência ou não, poucas horas após ter publicado o post, eis que me deparo com o tal separador Encontros na minha app. Num frenesim para explorá-lo, não hesitei em seguir todos os passos, começando pelo típico questionário - tão mais do mesmo das apps de engate - e terminando com as fotografias mais estilosas.

Uma vez concluído o processo, sou informada de que de momento não existiam perfis para mostrar, uma vez que a funcionalidade tinha acabado de estar disponível.
Ser pioneiro tem destas coisas: temos que esperar pela chegada dos outros, cada um a seu tempo e ritmo. Assim, andei eu expectante durante todo o fim de semana, à espera de ser notificada sobre potenciais pretendentes. O que não aconteceu, vou logo adiantando.

Há instantes, ao abrir o separador para fazer o print screen, reparei que já tenho uma dúzias deles, o primeiro de nome Jean Ricardo. Mereço?! Dado que só me restam 20 minutos para acabar de escrever esta crónica, a exploração dos seus perfis terá de ser adiada para a calada da noite, quando nada mais houver para ocupar o meu tempo.


A par de nos ajudar a encontrar o amor, parece que o Facebook também abraçou a missão de nos aproximar daqueles que nos estão fisicamente próximos. Como poderás constatar na imagem acima, existe igualmente um outro separador intitulado Amigos nas Proximidades. A esse ainda não aderi, já que demanda que altere as minhas definições, de modo a ser possível partilhar a minha localização. Dado que sou muito ciosa da minha privacidade, para depois deixei a exploração desta segunda novidade de uma rede social que anda a reinventar-se a toda a força, na tentativa de controlar a evasão dos utilizadores mais jovens.

Da parte que me toca, estou bastante agradada com todas estas novas funcionalidades, assumo. Se a isso acrescentar o facto de ser totalmente gratuito, tudo o que vier será lucro.


Por ora é tudo, que a aula já começou e prestar atenção é imperativo. Retomarei o assunto mal tenha novidades, que a cada swipe à esquerda parece condenar ao fracasso as minhas possibilidades de sucesso. Just a feeling... 😉

Aquele abraço 🤗 amigo de sempre!

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Viva!

Esta quinta-feira trouxe uma boa nova aos solteiros deste país, pelos quais dou a cara, com gosto e orgulho. O Facebook Dating, do qual dei-te conhecimento no post A solteirice é que está a dar (até o Facebook já se apercebeu disso), já se encontra operacional em Portugal, ainda que apenas na versão app.

Esta nova funcionalidade da gigante tecnológica de Mark Zuckerberg fará uso do perfil dos utilizadores, a partir das suas preferências, páginas seguidas, atividade, grupos e eventos, para encontrar potenciais pares românticos. A melhor parte é que estes sequer precisam "conhecer-se" para serem "apresentados".

Com muita pena minha, ao meu telemóvel a dita cuja ainda não se dignou a dar as caras. Logo eu que estou (por todos os motivos e mais algum) ansiosa por conhecê-la e dela fazer-me amiga; caso haja empatia, obviamente... Mal lhe ponha a vista em cima, virei aqui contar-te. Promessa de solteira a quem o Facebook vai dar uma oportunidade para encontrar o amor.

Aquele abraço amigo e até segunda!

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beauty-863439_1920.jpgViva!

Serão as mulheres poderosas (entenda-se independentes e seguras de si próprias) mais propensas a fracassaram no campo das relações efetivas? Já aqui abordei esta questão, assumindo - com base na minha experiência pessoal - que de facto assim é. Sempre senti que, a nível amoroso, a minha maneira de ser, segura, autónoma, despachada e desapegada, era-me mais prejudicial do que benéfica. No entanto, há dias estive a ler uma crónica da psicóloga Sara Ferreira que pôs-me a pensar que esta minha perceção pode estar enviesada, provavelmente viciada.

Porque estou pondo em causa uma crença até então enraizada em mim? Porque continuo firme no meu processo de desenvolvimento pessoal e espiritual, através do qual vejo-me impelida a reformular o modo como vejo as coisas, como encaro as situações, como analiso as pessoas, como compreendo a vida.

Todos nós, independentemente do género, raça, credo ou orientação sexual, queremos ser felizes; de preferência ao lado de outro alguém que nos ame, compreenda, valorize e apoie. É o que nos inspira, motiva, impulsiona e conforta. Não obstante este desejo, comum e universal, humanamente legítimo, há imensa gente avulsa por aí. Pessoas que permanecem desemparelhadas, por mais que queiram, e tentem, conseguir um parceiro para a vida. Quando se tratam daquelas seguras de si, com boa autoestima, alto astral e espírito do bem este fenómeno parece ainda mais difícil de se compreender. Daí que seja senso comum acreditarmos que para as mulheres poderosas essa tarefa seja, à primeira vista, muito mais árdua.

Ao que parece a coisa não é bem assim, pelo que ninguém melhor que uma psicóloga clínica para nos elucidar. "Não podemos afirmar que os homens fogem de relacionamentos com mulheres que dizem o que pensam e que exercem as suas vontades e outras (legítimas) liberdades pessoais!", garante Sara Ferreira, para quem não é a independência ou a segurança de uma mulher o que os assusta, mas antes a forma como ela as expressa. Os homens não temem mulheres poderosas, temem, sim, aquelas que, escudadas por essa faceta da sua personalidade, se revelam arrogantes, chatas, manipuladoras, adeptas de joguinhos emocionais. Ainda de acordo com esta psicoterapeuta, fogem eles a sete pés das "armadas em boas", que acham que têm sempre razão.


Resumindo e concluindo, a forma como uma mulher demonstra a sua independência/segurança é que determina se ela cativa ou intimida um homem. Ditas as coisas desta maneira, não posso deixar de pensar se não terá sido esse o meu problema, isto é, se, nas minhas relações, não acabei por fazer mau uso dessas caraterísticas. É hora de eu refletir a sério sobre este ponto, pois só azar no amor já não é argumento que satisfaça, muito menos justifique, esta minha solteirice crónica. 

Voltarei na sexta com mais um assunto do meu, aliás, do teu, na verdade, do nosso, interesse. Até lá, fica com aquele abraço amigo de sempre.

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25
Jun20

moon-2106892_1920.jpgViva!

De volta ao confinamento domiciliário, desta vez sob recomendação médica por causa de uma entorse no tornozelo direito que reluta em sarar, resolvi - ao invés de partilhar os primeiros episódios do meu diário de incapacitada de primeira viagem - abordar alguns comportamentos típicos de uma pessoa apaixonada.

Protelando o relato dos meus dramas quotidianos para outra altura, passo então a identificar três sinais, que, segundo a autora Wendy L. Patrick, permitem apurar com o desejado grau de certeza se alguém está ou continua caído de amores.

1. Interesse
Quem está apaixonado quer saber aquilo que o outro pensa, sente, deseja e precisa. Como tal, demonstra um interesse profundo e real, no intuito de conhecer o melhor possível a pessoa por quem o seu coração bate mais depressa.
 
2. Memória
Quando temos sentimentos verdadeiros, tudo o que queremos é ver o objeto da nossa afeição feliz. Lembrar-se de detalhes como música favorita, prato preferido ou nome do perfume habitual é um claro indício de que se está atento a tudo o que lhe diz respeito.
 
3. Sorte
Assumir que se é um sortudo por ter alguém na sua vida é uma genuína declaração de amor. Quando é um parceiro que profere tal declaração, deixa de existir qualquer margem para dúvida. Afinal, há sorte maior do que estar com a pessoa amada?

Agora que já te pus a par dos três sintomas reveladores de um quadro de paixonite aguda, é hora de retomar à minha vidinha de solteira coxa, confinada e teletrabalhadora.

Beijo no ombro e desejos de um dia apaixonante!

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chair-4256570_1920.jpgViva!

As expectativas de um primeiro encontro raramente são encaradas de ânimo leve, sobretudo quando se quer muito arranjar alguém. Em termos emocionais, a sua antevisão acarreta um misto de ansiedade, entusiasmo e insegurança. Por assim ser, a margem de erro costuma ser bastante elevada, com consequências perfeitamente capazes de comprometer a continuidade de algo que muito se deseja.

Detalhes podem arruiná-lo, alguns tão pequenos que muita gente deles sequer se apercebe. Sabendo da importância de se causar uma boa impressão nesse momento, Eduardo Torgal, coaching do programa Casados à Primeira Vista, chama a atenção para dez erros que toda a pessoa que se aventura num primeiro encontro deve evitar, sob pena de continuar desemparelhada. São elas:

1. Falar do(s) ex
Conversas sobre relacionamentos passados não devem fazer parte da ementa de um primeiro encontro, o momento ideal para que duas pessoas tenham a oportunidade de se conhecerem, identificarem os pontos em comum, confirmarem se a atração é mutua e apreciarem a companhia um do outro. Não há espaço para uma terceira pessoa, menos ainda se essa pessoa ocupou um lugar especial na vida de quem estamos interessados.

2. Fazer planos para um futuro a dois 
Não tem mal nenhum demonstrar que se está verdadeiramente a fim. Convém é que essa demonstração não exceda o limite do razoável. Mencionar um futuro a dois logo no primeiro encontro é meio caminho andado para um "ligo-te depois para combinarmos alguma coisa!". Todas nós sabemos o que isso quer dizer, não é mesmo?

3. Queixar-se da vida
Problemas todos temos, mas nem por isso devemos sair por aí a contá-los ao primeiro que disponibilizar um par de ouvidos. O first date serve para causar uma boa impressão no outro, para despertar nele a vontade de voltar a querer estar connosco. Quem quererá voltar a estar com uma pessoa que, logo na primeira vez que estiveram juntos, andou a queixar-se de tudo e mais alguma coisa?

4. Expectativas desencontradas

Um dos principais motivos para que não haja um segundo encontro deve-se à expectativa de relação, ou seja, àquilo que cada um quer e espera do outro. Daí que seja essencial esclarecer sobre o que se está à procura e o quanto se está disposto a investir. Pela minha experiência pessoal, quanto mais cedo se abordar esta questão, menos expectativas defraudadas haverá.

5. Dar demasiada atenção ao telemóvel
Nada mais frustrante do que estar a falar com alguém que não para de dar atenção ao telemóvel. Além de demonstrar desinteresse pela conversa, e pelo interlocutor, é de uma deselegância e desconsideração intoleráveis para com quem abriu mão do seu tempo para estar connosco.

6. Discutir
Exaltar-se quando é suposto mostrar-se cativante é outro dos erros fatais na primeira vez que se sai com alguém. Além de revelar um temperamento inflamável, deixa claro que não se tem um bom domínio das emoções. Quem se aventura num encontro a dois, fá-lo na expectativa de desfrutar de um bom momento, numa companhia agradável, pelo que uma discussão é a última coisa com que deseja levar.

7. Não ter opinião
Assim como entrar numa discussão não é uma boa estratégia de conquista, não expressar as nossas ideias ainda menos. Como referi antes, o primeiro encontro serve para que duas pessoas se conheçam e vejam quais os interesses em comum. Se uma das partes não partilha o que pensa acerca de determinado(s) assunto(s), como é que o outro vai ficar a conhecê-lo? No caso de não se querer expressar a opinião, o que é perfeitamente compreensível, duas sugestões: alimentar a conversa com perguntas ou mudar habilmente de assunto.

8. Não planear o encontro

O sucesso de uma saída a dois, seja ele primeiro ou não, passa, como em tudo na vida, por um bom planeamento. Só assim se consegue assegurar que os interesses convergem em direção a um programa que seja prazeroso para ambas as partes. Na hora de decidir sobre que programa fazer, é recomendável ter em consideração as conversas mantidas o e os gostos de cada um.

9. Escolher o local habitual
É de se evitar ao máximo marcar o encontro no mesmo sítio que se costuma frequentar com os amigos ou familiares. Esse deverá dar-se em território neutro, de modo a que ambos estejam em igualdade de circunstâncias. Se se marca um primeiro encontro no "sítio do costume", para além do risco de ser abordado por algum conhecido, dá-se ao outro motivo para pensar que não houve empenho na sua preparação. Sem falar que ele pode sentir-se intimidado com o à vontade caraterístico de quem está familiarizado com o ambiente.

10. Falar sobre o trabalho
É expectável, recomendável até, que se faça menção ao que cada um faz na vida. Agora falar exaustiva e detalhadamente sobre o assunto é que não. Além do too much information, existe o perigo de o outro pensar que não se tem mais tema de conversa ou que se é viciado em trabalho. O outro aceitou encontrar-se para conhecer a pessoa por quem está interessado, e não o trabalho que ela faz. Se for caso de abordar a questão, que seja de forma superficial e descontraída.

Para que não restem dúvidas: os ex ficam no passado, não precisamos começar já a escolher os nomes dos filhos, muito menos por o outro a chorar com os nossos problemas ou entediado com assuntos do trabalho. No amor, como em tudo na vida, as coisas são mais simples do que imaginamos. Precisamos é estar mais atentos ao outro e menos focados em nós.

Single mine, espero que estas dicas te sejam verdadeiramente úteis e eficazes num próximo encontro, que desejemos que esteja para breve.

Aquele abraço amigo de bom fim de semana!

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20442361_0ENI2.jpegOra viva!

Hoje escolhi reeditar um post do dia 26 de maio de 2017, que versa precisamente sobre uma das minhas maiores batalhas enquanto desencardidora de mentes. Refiro-me aos homens errados, espécies que, para mal dos pecados das solteiras, proliferam que nem pragas pelos campos, tantas vezes agrestes, da vida amorosa. 

Foi neste contexto que na altura citei diz-lhe que não, livro da autoria da jornalista Helena Magalhães. Reza a obra que há que saber dizer NÃO aos homens errados, assim como às relações fast-food. Para esta profissional da comunicação, que também é blogger, existe uma linha muito clara que separa o "eu quero" do "eu preciso". Com isso quer ela dizer que todas nós queremos um homem, mas nem todas precisamos de um para ser feliz. "Existem muitas pessoas que não conseguem viver sozinhas, porque não têm capacidade de estar consigo próprias, ou ir jantar ou ao cinema ou ao café sozinhas, e o que acontece é que muitas vezes estão em relações de 'merda' só porque não conseguem estar sem ninguém, e isso é ridículo", defende a autora.

O facto de as mulheres serem mais propensas a "envolver-se e permanecer numa relação que não é, de todo, saudável", não quer dizer que este seja um drama exclusivamente feminino. Pelo contrário! Também eles embarcam em vínculos (emocionais ou sexuais, é-me indiferente o nome que lhes queiram dar) estéreis, cujas motivações resumem-se essencialmente a três: "despejar os colhões" (sei que a expressão é um tanto ou quanto ordinária, mas dado que se trata da mais pura verdade, dispensemos a luva de pelica), ter quem lhes afague o ego e quem dê assistência toda vez que o défice de atenção bater à porta.

É por isso que é essencial à sanidade emocional (e, já agora mental) ter a coragem para dizer 'não' aos homens inadequados, assim como às relações que não acrescentam valor à nossa vida. Para Helena Magalhães, "a pessoa errada será sempre a pessoa errada", pelo que insistir no erro de pouco ou nada adiantará, já que a felicidade que essa relação poderá trazer será sempre uma miragem, tal e qual uma alma perdida no deserto do Saara, a que se agarra com unhas e dentes como forma de continuar a acreditar que (ainda) há vida pulsando.

Ao longo do livro, uma espécie de manual de sobrevivência em tempos de calamidade amorosa, é clara a mensagem a ser passada às single ladies: mais saudáveis são aquelas que conseguem pensar 'eu quero um homem, mas não preciso'. Sabe-se lá se por carência, desespero, solidão, urgência ou pressão social, imensas mulheres acreditam que precisam de um par de calças para serem felizes. Errado! Precisam de outra pessoa para ser mais feliz. A felicidade de cada uma depende única e exclusivamente de si mesma!

Quanto a isso, a opinião dela vai de encontro à minha: antes temos que aprender a (con)vivermos connosco próprios, e com os outros, e a ter a liberdade de sermos felizes, independentemente da situação em que nos encontramos e de quem ocupa o outro lado da nossa cama.

Não poderia terminar sem fazer referência a um outro aspeto convergente entre mim e a autora: o dar o corpo ao manifesto a custo zero (como costumo dizer), sobretudo no primeiro encontro. A propósito disso, eis a perceção dela: "Hoje em dia, os primeiros encontros tornaram-se atos sexuais, porque o sexo é o encontro, e se alguém diz que não, parte-se para outra pessoa. Por isso é que digo que as pessoas estão desinteressadas, porque querem tudo muito rápido, tudo a acontecer neste momento, o agora, e se demoramos um bocadinho desaparecem... Mesmo quando dizemos, 'vamos jantar' ou 'vamos ao cinema', desaparecem, porque há outra pessoa que quer dar o que eles querem".

Preciso escrever mais? 

Às proprietárias de corações solitários, a palavra de ordem desta crónica só poder uma: left-swiped (na linguagem das apps de engate) aos homens errados!

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18
Mai20

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Viva!
 
Hoje quero falar-te de um dos temas do momento na minha vida: o amor. Antes que comeces com ideias, vou já adiantando que não me refiro a esse amor em que provavelmente estás a pensar, mas antes a um tipo de amor incondicional, aquele que só acontece no plano espiritual.
 
À conta da minha bem-aventurança no mundo da espiritualidade, tenho estado a encetar uma profunda redefinição de alguns conceitos essenciais a uma existência plena: abundância, gratidão, perdão, realização pessoal, e, ora aí está, amor. Volta e meia aqui tenho partilhado alguns episódios desta odisseia para lá da matéria, como por exemplo aquele workshop de coaching espiritual que fiz em janeiro, e cujo efeito transformador ainda hoje conservo bem presente.
 
À boleia desta quarentena, estou a tirar um curso de tarot – yep, ando a reunir aptidões e conhecimentos para tentar a sorte na cartomância. A par disso, a meditação é outra compenente da espiritualidade na qual venho investindo fortemente; não só pela sua indiscutível capacidade relaxante, mas, sobretudo, pelos inúmeros benefícios em termos de autoconhecimento, autoaceitação e autoamor.
 
É neste contexto que, estou prestes a concluir um ciclo de meditação de 21 dias com Deepak Chopra, médico indiano e autor de mais de 25 livros de autoajuda, traduzidos em 35 línguas. Fundador do The Chopra Center for Well Being, este professor de ayurveda, espiritualidade e medicina corpo-mente, desenvolve os seus próprios programas e cursos para o desenvolvimento pessoal.
 
Do tanto que com ele – e a sua filosofia de vida – tenho aprendido, a visão do amor é, sem sombra de dúvida, a que mais tem impactado a minha perceção do mundo, dos outros e, sobretudo, de mim mesma. Sempre encarei o amor como a força mais poderosa do universo, aquele sentimento que extasia, inspira, preenche, transforma e cura. A maioria de nós vê o amor como externo a nós mesmos; como algo que tanto pode ser dado como retirado, por terceiros, a qualquer momento. O que este guru espiritual tem reforçado na minha pessoa é a convicção de que a vida é amor e o amor é vida.
 
Se tudo o que existe no universo é energia, nós, enquanto componentes desse universo, só podemos ser energia. Como o amor é uma manifestação energética, nós somos amor. Um dom eterno, imprescendível a nós mesmos e aos outros, o amor é a via direta para nos conectarmos intima e definitivamente com o nosso eu superior. Quando vivemos de verdade o amor, encontramo-nos a nós mesmos e (re)descobrimos o nosso propósito nesta vida.
 
Termino com esta frase: "Toda a vez que experenciamos amor, mais não fazemos do que homenagear o divino que há em nós!"
 
Que esta tua semana seja repleta de amor!

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Viva!

Esta minha ausência, mais prolongada do que o previsto, prende-se com uma letal crise de desinspiração/desânimo que me tem assolado desde que descobri informações relevantes sobre aquela minha crush crónica made in gym. Coisas do coração, se é que me entendes... Enquanto tento debelar mais esta recaída na minha (há muito vegetativa) vida amorosa, e porque a vida segue (imune à minha dor de c*rno), eis-me aqui a republicar um post de 2016 sobre como a solteirice nos ensina a ser mais exigentes. Boa leitura!
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Solteira minha, dá uma olhadela neste artigo de Nat Medeiros, publicado no blog Já Foste. Parece que ela tirou-me as palavras da mente. Nem eu teria conseguido expressar desta maneira tão flagrante e intensa, tenho que admitir.

Em relação ao amor, hoje sou menos iludida, mas também muito mais criteriosa. Não que eu tenha desistido deste sentimento, mas aquela empolgação juvenil e até inocente já não existe mais.

O x da questão é que já vivi situações suficientes para perceber que relacionamento amoroso não envolve só sentimento. Envolve diferenças, envolve família, envolve vizinhos, animais de estimação, e até smartphones. Dois deixam de ser dois e passam a ser um número incontável de gente, torcendo pela sua felicidade (ou não). Envolve paciência, pressão, frustração, desconfiança. Claro que envolve também coisas maravilhosas, como vida partilhada, companheirismo, afeto, amor, confiança.

Lembro-me muito bem quando eu tinha 15 anos e sonhava em namorar. Achava que era o melhor que me poderia acontecer na época, mas não aconteceu… Fiquei frustrada, mas fui levando a vida. Quando finalmente tive um relacionamento mais profundo posso dizer que a vida me deu uma bofetada na cara.

Namorar não era nada daquilo que eu criara fantasiosamente. Não fiquei amarga ou desesperançosa. Fiquei realista.

Hoje, após alguns relacionamentos profundos, e aos 27 anos, eu vejo o quanto ser solteira representa liberdade e aprendizagem para mim. Não tenho medo de ficar sozinha em casa em pleno sábado à noite. Não tenho medo de ir a eventos sociais sem um rapaz ao meu lado. Eu construí a vida com os meus passos. Um atrás do outro, aos trancos e barrancos. Mas hoje eu sou eu. Quem entrar na minha vida não será o protagonista, pois a protagonista já existe. Quem entrar na minha vida tornar se á referência e não coordenada.

A questão é que as frustrações ensinaram-me a amar-me mais, a valorizar mais os meus momentos comigo mesma. Estar feliz e solteira ensinou-me a ser mais exigente. E alguém para adentrar no meu mundo tem que fazer por merecer. Se ficar com joguinhos, se ficar com palavras fartas e atitudes vazias eu, simplesmente, perco o interesse.

Eu gosto tanto de escrever, eu gosto tanto de estar e conversar comigo mesma que não dá para trocar isso por nenhum "olá gata" ou pior: "olá, sua desaparecida", sendo que desaparecida eu nunca fui nem estive. Não dá para trocar um episódio de Downton Abbey por uma conversa superficial ou sem afinidades.

Só vai entrar na minha vida quem realmente merecer. Porque vida é mais íntimo que quarto, vida é mais íntimo que cama. As pessoas costumam relacionar intimidade com sexualidade. Mas intimidade é sonho, é medo, é esperança, é falar do passado, da infância, é planear um futuro, é olhar juntos para a mesma direção. Intimidade requer tempo, requer dedicação, requer interesse profundo. Intimidade é oposto de superficialidade.

Intimidade não é saber a cor da calcinha ou do sutiã. Intimidade é saber a cor dos sonhos, a cor dos olhos quando choram, a forma exata dos lábios quando sorriem. Intimidade não é ver alguém de lingerie… Isso tu podes ver a qualquer momento, com alguém que tu conheces há muitos anos ou há poucas horas. Intimidade não é ver alguém a despir-se das roupas.

Intimidade é ver alguém a despir-se das barreiras, dos medos, das suas verdades incontestáveis, das suas certezas absolutas. Intimidade é a entrega, mas não a entrega do corpo. Intimidade é a entrega mais difícil: a entrega da alma e do coração.

Também te identificaste com estas palavras ou nem por isso?

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