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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

17
Mai21

couple-1030744_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Terá fundamentação científica a ideia cliché - nem por isso menos romântica - de dois estranhos trocarem olhares e terem a certeza de que foram feitos um para o outro, tamanha a atração existente entre ambos? Será o amor à primeira vista, perfeitamente ilustrado no cenário há pouco descrito, um fenómeno real ou uma mera fantasia emocional? É o que intenta esclarecer este artigo.

Apesar de não abundarem dados empíricos sobre o tema, um estudo de 2017 oferece evidências que suportam a teoria de que ele é, de facto, real. Uma investigação da Universidade de Groningen, que pediu a quase 400 indivíduos de ambos os sexos que se manifestassem, imediatamente após o primeiro encontro, sobre potenciais parceiros românticos, permitiu tirar as seguintes ilações:

O amor à primeira vista não é só memória tendenciosa
A amostra relatou tê-lo sentido no instante em que se encontrou com alguém. Trata-se, portanto, de uma forte atração inicial que, posteriormente, pode transformar-se num relacionamento.

É mais provável sentirmos amor à primeira vista por pessoas bonitas
Os participantes com classificações mais altas na escala da aparência física tinham uma probabilidade nove vezes maior de despertar esse sentimento.

Os homens assumem sentir amor à primeira vista mais do que as mulheres
Os investigadores não foram capazes de apurar o motivo concreto para que assim seja, pelo que recomendaram estudos complementares.

O amor à primeira vista tende a ser um fenómeno tipicamente unilateral
Os cientistas suspeitam que a intensa experiência inicial de um parceiro pode ajudar a moldar as lembranças do outro, mudando-a para a crença de que este também sentiu amor à primeira vista.

O amor à primeira vista, tecnicamente, não é “amor”
O tipo de qualidades que espelham amor (intimidade, compromisso, paixão) não é particularmente forte nos momentos iniciais desse sentimento. No entanto, aqueles que o sentiram parecem ter maior predisposição para tal do que aqueles que reconheceram não ter sentido amor à primeira vista.

Crença e/ou experiência pessoal à parte, a verdade é que as evidências existem e foram aqui citadas. Eu acredito em paixão à primeira vista e não tanto em amor à primeira vista. Isto porque o amor - que demanda conhecimento, investimento e comprometimento - não é sentimento que surge de forma tão instantânea e espontânea. Ele vai sendo construído, e fortalecido, com tempo e convivência, daí que não desapareça à primeria crise.

Por hoje é tudo, voltarei na quarta para mais uma conversa amiga. Até lá, fica com o meu abraço e muita energia positiva para a semana.

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social-networks-5025657_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Nas das minhas recentes andanças pelos bastidores do blog encontrei um rascunho sobre as aplicações de encontro adequadas a cada tipo de personalidade. Dado que este é um tema que mesmo requentado sabe sempre bem, eis-me aqui a partilhá-lo contigo, na expectativa de que te possa proporcionar um bom repasto.

Sobre as ofertas para encontrar o amor online pouco mais há a dizer, pelo que vou pular essa parte. Inúmeras são as opções disponíveis no mercado, cada uma tentado marcar a sua posição e distanciar-se da concorrência. Entre essas, existem umas quantas que, segundo uma publicação da Maag datada de 2018, podem ser catalogadas em função do propósito do utilizador. Ei-las:

Tinder
Por ser o mais popular, esta aplicação é ideal para quem prefere a quantidade à qualidade. Assim, se és do tipo de gosta de conhecer muitas (mas mesmo muitas) pessoas, esta é uma boa opção. Há de tudo e para todos, à vontade do freguês. A superficialidade e a instantaniedade são os ingredientes principais, isto de acordo com a minha apreciação.

The League
Adequado a quem tem uma vida ocupada, sem tempo para o romance nos moldes tradicionais, esta aplicação faz o trabalho todo. Diariamente, às 17 horas, sugere três candidatos com base nos nossos "requisitos", que podem ir da altura até à educação. Assumidamente elitista, por ali não figuram ligações random, jogos, perfis falsos, decoro ou voyeuristas.

Bumble
Esta app resume-se a uma coisa: poder de iniciativa da mulher. Se és das que considera que já não faz sentido serem os homens a darem o primeiro passo, esta opção é perfeita para ti, já que aqui quem manda é a mulher, e é a ela que cabe ir atrás deles, sem medos ou vergonhas.

Hinge
Assume-se como uma aplicação que segue a premissa de juntar os seus utilizadores ao "amigo do amigo" através das ligações de Facebook, portanto a probabilidade de encontrar alguém completamente fora do teu círculo é bastante menor. Ainda assim, é uma boa escolha para quem procura uma relação verdadeira.

Coffee Meets Bagel
O mote aqui é qualidade em vez de quantidade. Todos os dias os utilizadores recebem uma lista de 21 potenciais candidatos, que podem aprovar ou não. Quanto mais utilizamos a app mais inteligente ela fica, uma vez que regista os nossos gostos e aplica-os na próxima vez que sugerir alguém.

Hater
Para quem odeia tudo e mais alguma coisa esta é aquela que deve instalar. Com mais de quatro mil tópicos de coisas para odiar (ou não), a aplicação apresenta pessoas com base nos ódios que as unem. Afinal, não há nada que una mais duas pessoas do que partilhar coisas de que não gostam.

Taffy
Esta aplicação acredita que a ligação entre duas pessoas surge através da conversa e não da aparência. Por isso mesmo, as imagens de todos os utilizadores estão desfocadas até começarem a conversar. Ainda assim, ela não é exclusiva de quem quer uma relação séria, uma vez que podes procurar pessoas de acordo com o que elas andam à procura - seja uma relação séria, casual ou amizade.

Happn
Nesta aplicação os utilizadores têm de se cruzar para se poderem ver. Depois, são eles que decidem se se aprovam mutuamente, antes de poderem iniciar uma conversa. Portanto, para quem não quer correr o risco de interessar-se por alguém a léguas de distância, esta é uma alternativa bem viável.

Agora que já te apresentei o menu das aplicações de encontro à medida do teu gosto, é hora de fazer bom proveito! 😉

Ate breve!

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12
Mar21

Cartaz_Live 7.jpgViva!

Preciso lembrar-te que amanhã é dia de live no Instagram? Acompanhada pela minha business partner, Isabel Soares dos Santos, vou falar sobre a missão que recentemente abraçámos: ajudar os corações solitários a encontrarem o verdadeiro amor. 

O que é um serviço de matching (correspondência amorosa, para quem não está familiarizado com o termo), como funciona, o que fazer para aderir, quem pode inscrever-se, quais as fases do processo de triagem e seleção e como é que os pretendentes são apresentados são apenas alguns dos pontos que vamos abordar nesta sétima sessão do ciclo 'Saturday Single Spot'.

Para além disso, é nossa intenção promover matchs em tempo real, ou seja, fazer correspondência amorosa durante o direto. Caso estejas interessada, ou conheces alguém que esteja, serás muito bem-vinda. Para participar, basta enviar, por email ou direct message, o primeiro nome, idade, altura, peso, localidade, signo e perfil do par ideal.

Nessa live vamos ainda falar do próximo evento do Love for You Match, um Festival do Amor agendado para o dia 20 de março, entre as 18 e as 20 horas, via Zoom. Muitas supresas temos reservadas para os participantes: música, dança, terapia, meditação, partilha e, quem sabe, uma ou outra correspondência amorosa. Porque o amor não tem estado civil, nem deve permanecer confinado por muito mais tempo, abrimos este evento a todas as pessoas que queiram desfrutar de um final de tarde diferente, descontraído, animado e deveras inovador.

Curiosa? É só aceder ao perfil @sara_sarowsky
, amanhã, a partir das 22 horas. Até lá!

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22
Fev21

Porque temos um 'tipo'?

por Sara Sarowsky

black-and-white-2564387_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Porque temos tendência a envolver-nos com o mesmo 'tipo' de pessoa, já te perguntaste? Eu já, daí que tenha ido em busca de uma resposta cabível. Para surpresa minha descobri que o motivo para que os nossos exs tenham caraterísticas semelhantes nada tem a ver com a noção de que temos um 'tipo', mas sim com uma questão de circunstâncias.

Pelo menos é o que garante um estudo conjunto das universidades da Califórnia, Texas e Utah, com base na análise de mais de mil casais heterossexuais. "Em princípio, os indivíduos poderiam formar relações românticas com um número vasto de pessoas. Contudo, apenas conhecem ou estão em contacto com um subconjunto dos seus pares - um subconjunto que historicamente foi circunscrito a partir de um contexto demográfico local específico", esclarecem os autores da investigação, originalmente publicada no Journal of Personality and Social Psychology, em março de 2017.

Essencialmente, acabamos por namorar sistematicamente parceiros com atributos e aspetos semelhantes, porque estes são os 'tipos' de pessoas que nos rodeiam - na escola, no trabalho ou em casa - e não porque estamos subconscientemente à procura deles. Quanto às semelhanças físicas das pessoas pelas quais sentimos atração, isso terá a ver com a nossa própria atratividade, uma vez que sentimo-nos atraídos por pessoas semelhantes a nós próprios e procuramos por esses predicados em cada novo parceiro.

Uma retrospetiva da minha vida amorosa é prova viva de que a probabilidade de termos antigos parceiros românticos com caraterísticas (físicas, religiosas, académicas e intelectuais) semelhantes é bastante comum. A não ser que resolvamos aventurar por mares nunca dantes navegados, a tendência de envolvimento com o mesmo tipo de pessoa será uma constante. Quanto a isso, os encontros online podem acrescentar alguma diversidade às nossas opções. Um dos autores do estudo, Paul Eastwick, considera que "com as plataformas de namoro online os indivíduos têm uma oportunidade de fazer uma escolha ativa acerca das pessoas que vão conhecer. Porém, a não ser que estejam numa fase experimental, o mais certo é que acabem num encontro com o mesmo 'tipo' de pessoa". 

Dá que pensar, não dá? Aquele abraço amigo de sempre!

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Cartaz_Live2.jpgOra viva! ✌️ 

Como referi no post anterior, os diretos no Instagram da semana passada correram lindamente. Tanto assim é que este sábado volto à carga com a segunda do ciclo de lives Saturday Single Spot, através do qual pretendo debater os temas mais interessantes da solteirice, e não só.

Desta vez, o tema em foco será 'Sexo sem amor ou amor sem sexo'. Já perdi a conta de homens que desabafam comigo sobre o quanto a falta de uma vida sexual ativa com a sua parceira condiciona - muitas vezes condenando ao fracasso - o seu relacionamento. É, pois, hora de esmiuçarmos esta questão e perceber até que ponto cada uma dessas condições interfere com uma relação amorosa.

É possível uma relação sobreviver ao jejum sexual prolongado? Até que ponto o sexo sem sentimento, ou seja, sem amor, é satisfatório? Entre o sexo e o amor, qual escolherias? O amor é mais importante que o sexo, ou será mais o contrário? Qual o peso do sexo na felicidade do casal? Eis alguns dos pontos que pretendo abordar nesta live, na qual tinha intenção de partilhar o tempo de antena com uma convidada. Infelizmente, acredito que pelo modesto número de seguidores nas minhas redes sociais, nenhuma das duas sexólogas, as que mais estão a bombar neste momento, dignaram-se a reagir às minhas (inúmeras) tentativas de contacto. Paciência!

Sendo assim, convido-te a dividir o protagonismo desta live comigo, ou seja, a participares e expores o teu ponto de vista. Para tal, só terás que aceder ao @stillsingleblog amanhã, às 22 horas locais (21 em Cabo Verde) e pedir para aderir. Nunca me deixaste na mão, portanto, não vai ser agora, pois não? Conto contigo!

Aquele abraço amigo e até amanhã. Até lá, stay cool, stay safe, stay at home!

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18
Jan21

versão blog.jpegOra viva! ✌️ 

Ano novo vida nova, costuma dizer-se. No meu caso, será ano novo, projeto novo. Em parceria com a Isabel Soares dos Santos, acabo de criar um serviço de matching, a que batizamos de ❤️Love for You❤️. Fruto do meu percurso como autora deste blog, mas sobretudo da minha experiência enquanto solteira de longa duração, e da sabedoria da Isabel, na área do coaching espiritual e da organização de casamentos, este serviço que hoje aqui apresento vai dar a cara a 14 de fevereiro, dia em que promoveremos um primeiro encontro entre os solteiros que decidirem embarcar connosco nesta aventura. 

Importa referir que este serviço não tem nada a ver com apps ou sites de encontros, menos ainda com speed dates. Assenta ele em encontros reais (ainda que virtuais) entre pessoas que querem dar uma oportunidade ao amor, mesmo em tempo de pandemia. No fundo, vou oficializar (e rentabilizar, claro) aquilo que há muito venho fazendo nos bastidores do Ainda Solteira: tentar arranjar um par para os solteiros que partilham comigo a sua vontade em viver uma estória de amor. Já aqui partilhei, em várias ocasiões até, episódios que ilustram bem esse meu papel de cupido amadora.

Dado que o segredo é a alma do negócio, por ora mais não digo, a não ser para ficares atenta à pagina do Instagram @love4ymatch, através da qual vamos dando mais informações sobre este recém-criado serviço de encontros. Caso tenhas interesse em saber mais ou em fazer a tua pré-inscrição no Banquete do Amor, contacta-nos por aqui, pelo Instagram ou por email, que teremos todo o gosto em ajudar-te a encontrar a tua cara-metade. E não te preocupes que o preço será meramente simbólico. Palavra de solteira!

Aquele abraço amigo, de boa semana e de boa sorte no amor!

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people-2557411_1920.jpgOra viva!

A minha vida continua aquela loucura que só eu sei, um corre-corre que parece alimentar-se da sua própria dinâmica. Ainda bem que já estou em contagem decrescente para as (habituais) férias de Natal. Este ano, a pandemia trocou-nos as voltas de tal modo que vi-me obrigada a abrir mão de estar com os meus, os quais, feliz ou infelizmente, vivem além-fronteiras. Por terras lusas terei eu que desvencilhar nas próximas semanas, o que não me agrada nada, vou já dizendo.

Como o que não tem remédio remediado está, mais vale conformar e tentar ver o lado bom da situação. 
Desabafo à parte, contigo partilho hoje um texto de Nelson Marques, publicado na edição online do Expresso, em junho de 2018, que versa sobre um tema particularmente interessante: a junção da amizade com o amor, resultando naquilo que o autor chama de amorzade. Deixo-te então com esta reflexão sobre se será (ou não) uma boa ideia namorar com um amigo.

A culpa desta geração que diz ser "inamorável" é das crianças. Ou melhor, é nossa quando éramos crianças. Lembram-se do tempo em que trocávamos bilhetinhos nas aulas ou no recreio da escola? "Queres namorar comigo?", perguntávamos. E lá inscrevíamos as três opções que a nossa paixão infantil devia considerar: sim, não, talvez. Na idade da inocência ainda não tínhamos percebido que o amor é incondicional. Ou sim ou não. Não há espaço para talvez.

O bom daquela idade é que ninguém tinha bagagem. Não havia feridas emocionais por cicatrizar, corações partidos à espera de quem os consertasse, fantasmas do passado que voltavam para nos assombrar. Éramos ainda folhas em branco, mas já disponíveis para as migalhas de um amor em suspenso. "Queres namorar comigo?" Talvez. Bastava isso para nos colocar um sorriso na cara.

Hoje já quase não se namora. Salta-se da discoteca ou do Tinder para a cama e em menos de duas semanas a combustão já se extinguiu, foi afinal fogo fátuo. Numa hora andamos nas nuvens, na outra já estamos a olhar por cima do ombro à procura de alguém melhor. Tão depressa nos deitamos a pensar que nada podia ser mais certo, como acordamos a ouvir "há dias em que penso que tudo o que faço é errado". O "não és tu sou eu" deu lugar ao "és uma pessoa incrível, mas tenho de me resolver a mim antes de nos resolver a nós". E quanto mais incrível for a pessoa, mais medo temos de falhar. Paralisamos. Em menos de nada, desistimos.

O amor tornou-se um jogo de tentativa e erro. Tentamos muito, mas acertamos pouco. E a cada nova tentativa, partimos com a armadura reforçada, para amparar o tombo. Já poucos aceitam saltar sem para-quedas, viver a sensação de queda-livre, mesmo que acabem estatelados ao comprido, para depois montarem os ossos do esqueleto, um a um, até estarem de pé de novo. Tornámo-nos a geração que tenta muito, mas arrisca pouco. Parece um contrassenso, mas não é. Para arriscar é preciso investir, como no tempo das paixões juvenis. Agora, desiste-se ao primeiro embate.

Esta geração de gente "inamorável", que diz ser feliz a viajar sozinha pelo mundo, mas que sonha com alguém com quem possa ver uma série de pijama no sofá, criou uma nova categoria de relacionamentos: as "nossas pessoas". "És a minha pessoa", dizemos, quase como uma declaração de amor. É o(a) amigo(a) que está lá sempre quando tudo o resto falha, a companhia para jantar, para ir ao cinema, para viajar. É o(a) namorado(a) com o qual não temos sexo. E de tanto estarmos com a nossa pessoa, esperando que ela um dia nos abra a porta, esquecemo-nos de olhar para outras. E nem percebemos que, por estarmos sempre acompanhados, não damos espaço a que se aproximem de nós.

E neste círculo vicioso, com pessoas cada vez mais magoadas, com mais cicatrizes, com cada vez mais receio de arriscar, talvez um dia olhemos para o lado e pensemos "Porque não?". Então, é muito provável que ouçamos "Não digas asneiras, somos só amigos". Mas será um erro assim tão grande? Se calhar quem tanto procurávamos esteve sempre ali ao nosso lado, como no tempo dos bilhetinhos da escola. Se ao menos tivéssemos coragem de escolher o "sim".

Aquele abraço amigo de sempre!

P.S. - Não te esqueças de votar em mim para blog do ano. A votação termina este domingo, pelo que ainda vais a tempo de fazer a diferença. Para fazê-lo só tens que clicar aqui e escrever o nome Ainda Solteira na caixa "Comentar", tal como esta imagem.

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sunset-3754082_1920.jpgViva!

Dando continuidade ao tema da última publicação, são estes os hábitos de conquista que, de acordo com Stephanie Reeds, numa publicação no site CuriousMindMagazine, devemos resgatar do desuso. Como referido antes, estas dicas destinam-se aos homens, a quem cabe, na minha opinião, dominar a arte da conquista.

Arrisca e convida-a para sair
Se tens alguém que mexe contigo, não percas tempo com rodeios ou "joguinhos". Assume que estás interessado e convida-a para sair. O não já tens, pelo que tudo o que vier será ganho. Simples assim!


Cuidado com a aparência
A aparência é importante, pelo que a forma como te vestes diz muito sobre ti. Somos o que vestimos, acredita. Não precisas usar fato e gravata o tempo todo, assim como escusas de andar por aí de fato de treino. O meio termo, o tal casual chic, é uma aposta segura e eficaz.


Oferece flores ou um presente simbólico
Presentear demonstra interesse, sensibilidade e generosidade. Uma flor, uma caixa de bombons, um livro ou uma agenda são bons exemplos de que não é preciso muito para fazer com que alguém se sinta estimado.


Deixa o telemóvel de lado
A dependência do telemóvel é atualmente um dos maiores carrascos de qualquer relacionamento. Poucas coisas são piores do que estar num encontro com uma pessoa que não para de olhar ou mexer no telemóvel. Não só é deselegante como demonstra falta de respeito e de interesse. Se não és capaz de passar uma hora "desconectado", escusas de marcar um encontro com quem quer que seja.

Abre-lhe a porta do carro
Sabemos que ela tem duas mãos, logo que é perfeitamente capaz de o fazer sozinha. O que conta é o gesto, a elegância, o galanteio. Sem falar que será um bom pretexto para te abeirares dela, sem parecer invasivo nem faminto. Pessoalmente, derreto-me toda quando abrem-me a porta do carro.

Sê honesto em relação às tuas intenções
Mentiras, meias-verdades e joguinhos não ocupam espaço na mente de uma pessoa bem resolvida. Pessoas narcisistas e inseguras é que são adeptas de tais subterfúgios, a que recorrem como forma de se sentirem valorizadas. Assim como é de bom tom assumir que se está interessado, revelar as verdadeiras intenções também. Nada de mentir para obter sexo rápido ou para massagear o ego.

Proporciona-lhe uma noite romântica
Sim, refiro-me àquela saída a dois, ao estilo do Dia dos Namorados. As mulheres gostam, fazer o quê? Mesmo que não sejas adepto desse tipo de programa, o esforço costuma valer a pena, já que elas ficam todas derretidas, logo ávidas por retribuir (se é que me entendes). Uma reserva num restaurante chique, uma noite num bom hotel ou uma escapadela para um destino cobiçado costumam surtir o efeito desejado.

Não contes com sexo no primeiro encontro
Independemente da tua ânsia (ou fome), não queiras por o carro à frente dos bois. No tempo dos nossos avós, o sexo só era legitimidado em ambiente matrimonial. Nos dias de hoje, este tornou-se mais banal do que sei lá o quê. A meu ver, tanto um como outro pecam por extremismo, logo há que encontrar um meio termo. Sexo sim, mas porque é o desejo de ambos e não porque tem que ser. Pela minha experiência, digo que este é o maior calcanhar-de-aquiles dos homens do século XXI.

Diz "Amo-te" somente quando for verdade
Não sejas do tipo que anda por aí a proferir declarações de amor a todas as mulheres com quem se envolve. O amor é um sentimento demasiado nobre para ser encarado com tamanha frivolidade. Mesmo que to cobrem (sei que existem mulheres que praticamente obrigam os seus homens a fazer isso), só te declares quando estiveres seguro dos teus sentimentos. Não sejas leviano nem inconsequente; o amor é para ser levado a sério.

Lembra-te das coisas que a fazem feliz
Presta atenção às pequenas coisas que a deixam nas nuvens (não, não me refiro ao sexo). Refiro-me, por exemplo, a levá-la à estreia de um filme pelo qual está ansiosa, encomendar o seu prato favorito, escolher uma música que ela adora, convidar a sua melhor amiga um encontro a três ou lembrar-se do nome do seu perfume. São esses detalhes que mostram que te importas com ela e que estás atento ao que a faz feliz.

Não a deixes à espera
Não se deixa uma senhora à espera, aposto que já ouviste dizer. Ainda que seja mais um hábito em desuso, a verdade é que deixar alguém à espera é desrespeitoso e pouco romântico. Se for logo no início da relação, pior ainda. Faz tudo para que estejas no sítio combinado, pelo menos 10 minutos antes. Além de pensar que estavas ansioso por encontrá-la, vais-lhe proporcionar uma oportunidade de ouro para fazer aquela entrada triunfal, digna da passadeira vermelha.

Por mais que os tempos atuais transmitam a ideia de que são démodées, a verdade é que estes hábitos combinam lindamente com o romance. Até porque o respeito, a atenção, a gentileza e a dedicação são tendências que nunca saem de moda. Lembra-te disso da próxima vez que estiveres empenhado em conquistar alguém.


Aquele abraço amigo de sempre!

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online-dating-5213415_1920.jpgOra viva!

As plataformas de encontro - apps de engate, como gosto de chamá-las - são um tema que não se esgota na sua (in)significância, até porque nos dias que correm, com todas as restrições ao convívio e ao contacto físico que a Covid-19 veio impor, os desemparelhados precisam mais do que nunca de toda e qualquer ajuda para incrementar a sua vida amorosa.

Com uns mais focados na parte sentimental e outros assumidamente interessados em sexo, as relações românticas, tal como tudo na vida (e no mundo), estão a ser alvo de uma transformação sem precedentes. As plataformas de encontro assumem assim um papel preponderante nesta mudança de paradigma, não só por permitirem a tão conveniente interatividade, imediata e ininterrupta, como por aumentarem exponencialmente o leque de opções.

"Conhecer" alguém nunca foi tão fácil, barato e descompromissado. Iniciar/terminar uma relação faz-se num piscar de olhos, melhor dizendo, num deslizar de dedos. Os encontros, que antes implicavam conhecer fisicamente a pessoa, passaram a estar ao alcance de dois ou três cliques. Os conhecidos de amigos ou colegas de trabalho/universidade deram lugar a fotografias, as quais vamos aceitando ou rejeitando, conforme o nosso agrado.

A excitação inicial que é descobrir pretendentes, explorar os seus perfis, encetar uma conversa, trocar informações, para, no final, arriscar um tête-à-tête, com o passar do tempo vai dando lugar ao tédio, à impaciência, à frustração e à desilusão. Precisamente por haver demasiadas opções à nossa mercê, acreditamos que o próximo perfil será sempre melhor do que o anterior. Só assim é-nos possível alimentar a esperança de que nada perdemos com aqueles que rejeitamos. Esta dinâmica torna-nos aditos, ao ponto de, ao invés de apreciarmos o que temos garantido, continuarmos a correr compulsivamente os dedos pelo ecrã na expectativa do que ainda poderemos vir a ter.

A minha odisseia pelo ciberespaço em busca do amor é sobejamente conhecida pelos meus leitores/seguidores. A última aliada nesta aventura foi o Facebook Dating, do qual dei conhecimento em dois posts. Do que ainda não tinha dado conhecimento é que, duas semanas após a sua descoberta, e exploração, o veredicto resume-se a "menos do mais". Falando curto e grosso, a nova funcionalidade do Facebook é uma versão low-coast do Tinder, motivo pelo qual não me restou outra opção que não fosse eliminar o perfil. Claro que um encontro aquém das expectativas, no sábado, foi a gota de água para acabar de vez com esta estória de conhecer gajos interessantes através desta, ou de qualquer outra, plataforma digital.

Assim, de momento, e por tempo indeterminado, está suspensa da minha vida toda e qualquer procura do amor através da internet. Se tiver que acontecer, que seja de forma espontânea, de preferência ao estilo convencional, como sucedeu com o tal mec francês. Sim, porque não desisti do amor, pelo contrário! A cada dia que passa, mais convencida fico de que uma vida sem amor é meia vida. A questão aqui é esclarecer o tipo de amor que cobiçamos: o próprio ou o alheio. O primeiro é algo que tenho de sobra, pelo que, nesse quesito, tenho uma vida inteira. Quanto ao segundo, anseio pela sua versão maior, aquela que soma, acrescenta, engrandece, enaltece e envaidece.

Meu bem, caso estejas de coração livre, na ânsia de viver ou reviver um grande amor, o meu conselho só pode ser este: estar atenta, ser paciente e não procurar muito. Afinal, não somos nós que encontramos o amor, mas o amor que nos encontra. Bem sei que amar intimida, sobretudo quando já fomos magoados. Ainda assim, continua a valer a pena. Mesmo com o coração despedaçado, é possível amarmos com esses pedaços. Amar alguém e não resultar, não tira valor ao que se viveu e lá porque terminou, não deixa de ser uma estória de amor.

Aquele abraço amigo de sempre!

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28966272-B496-44AA-A453-2177711BB0A6.pngOra viva ✌️!

Em compasso de espera para a aula de inglês, acredito ter tempo para por-te a par da tal nova funcionalidade amorosa sobre a qual falei na passada sexta-feira. Coincidência ou não, poucas horas após ter publicado o post, eis que me deparo com o tal separador Encontros na minha app. Num frenesim para explorá-lo, não hesitei em seguir todos os passos, começando pelo típico questionário - tão mais do mesmo das apps de engate - e terminando com as fotografias mais estilosas.

Uma vez concluído o processo, sou informada de que de momento não existiam perfis para mostrar, uma vez que a funcionalidade tinha acabado de estar disponível.
Ser pioneiro tem destas coisas: temos que esperar pela chegada dos outros, cada um a seu tempo e ritmo. Assim, andei eu expectante durante todo o fim de semana, à espera de ser notificada sobre potenciais pretendentes. O que não aconteceu, vou logo adiantando.

Há instantes, ao abrir o separador para fazer o print screen, reparei que já tenho uma dúzias deles, o primeiro de nome Jean Ricardo. Mereço?! Dado que só me restam 20 minutos para acabar de escrever esta crónica, a exploração dos seus perfis terá de ser adiada para a calada da noite, quando nada mais houver para ocupar o meu tempo.


A par de nos ajudar a encontrar o amor, parece que o Facebook também abraçou a missão de nos aproximar daqueles que nos estão fisicamente próximos. Como poderás constatar na imagem acima, existe igualmente um outro separador intitulado Amigos nas Proximidades. A esse ainda não aderi, já que demanda que altere as minhas definições, de modo a ser possível partilhar a minha localização. Dado que sou muito ciosa da minha privacidade, para depois deixei a exploração desta segunda novidade de uma rede social que anda a reinventar-se a toda a força, na tentativa de controlar a evasão dos utilizadores mais jovens.

Da parte que me toca, estou bastante agradada com todas estas novas funcionalidades, assumo. Se a isso acrescentar o facto de ser totalmente gratuito, tudo o que vier será lucro.


Por ora é tudo, que a aula já começou e prestar atenção é imperativo. Retomarei o assunto mal tenha novidades, que a cada swipe à esquerda parece condenar ao fracasso as minhas possibilidades de sucesso. Just a feeling... 😉

Aquele abraço 🤗 amigo de sempre!

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