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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

16
Set22

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Ora viva! ✌️

Estou cansada, e, pelos vistos, vou continuar a estar nos próximos dias. Pelo segundo fim de semana consecutivo, estou envolvida num evento outdoor, desta vez o Festival Cultura Sem Fronteiras, promovido pela Junta de Freguesia dos Olivais, em Lisboa.

Serão quatro dias a ir dormir às tantas da madrugada, para acordar às primeiras horas do dia, já que os afazeres habituais não desapareceram, e dar conta dos meus compromissos não é uma opção. Como tal, hoje vou ser muito breve na minha intervenção por aqui, mais não seja porque é sexta-feira, e sabes bem que eu sou uma acérima defensora da máxima de que o último dia útil da semana pede leveza na alma e descontração no espírito.

Como sei que não resistes ao tema sexualidade, hoje trouxe o segredo para uma vida amorosa e sexual plena. De acordo com a terapeuta sexual Cheryl Fraser, numa publicação para o blogue do Instituto Gottman, a harmonia perfeita entre o casal resume-se a um único modelo, o qual apelida de Triângulo da Paixão, através do qual visa ensinar os casais a criarem uma paixão romântica e sexual duradoura.

São estes os três componentes do modelo aplicado pela terapeuta:

1. Emoção
Sensação infalível de entusiasmo, interesse e atração pelo parceiro que é vivida numa fase inicial da relação e que, muitas vezes, desaparece com o tempo.

2. Intimidade
Característica que se desenvolve com o passar do tempo, através do partilhar das vulnerabilidades e do aprofundar da conexão emocional, os parceiros conhecem-se mutuamente ao milímetro.

3. Sensualidade
Espectro da conexão romântica, erótica e sexual entre duas pessoas, desde dar as mãos ao prazer sexual em si.

Escusado será dizer que nem todas as relações possuem estas três qualidades, não obstante ser isto que deve acontecer num cenário ideal. Caso tenhas interesse em fazer o teste que te vai permitir apurar em que pé está a harmonia da tua relação amorosa, caso a tenhas, é só clicar neste link.

Beijo 💋 em ti e bom fim de semana!

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Ora viva! ✌️ 

Hoje o tempo - e a cabeça, porque não reconhecer? - só dá mesmo para repescar uma crónica de há seis anos, na qual abordo um ponto muito pertinente do atual panorama das relações amorosas: amor líquido, um conceito curioso, não obstante incontornável nos dias de hoje. Boa leitura e, já agora, boa reflexão.

Nas minhas andanças pela rede descobri no blog obvious um artigo que, citando o sociólogo polaco Zygmunt Bauman, faz um retrato sem filtros da realidade atual das relações interpessoais.

Amor Líquido, talvez a obra mais popular deste que é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade, analisa de forma simples e prática as relações amorosas e algumas particularidades da sociedade atual, a que ele chama de "modernidade líquida".

Segundo ele, vivemos tempos líquidos, onde nada é feito para durar, tão pouco sólido. Não obstante o desejo comum a todos, os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água, devido à nossa dificuldade de comunicação afetiva, seja por medo ou insegurança.

Para este pensador, as relações terminam tão rápido quanto começam. Perante a adversidade e a contrariedade, resolve-se a situação cortando de imediato os vínculos. O que acaba por acumular (mais) problemas aos já existentes.

É um mundo de incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumadas com o mundo virtual e com a facilidade de "desconectar-se", as pessoas não conseguem manter um relacionamento a longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, ou seja, assim que dá defeito descarta-se - ou até mesmo troca-se por "versões mais atualizadas".

O romantismo do amor parece estar fora de moda, o amor verdadeiro foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas, as quais se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites de sexo sem compromisso são apelidadas de "fazer amor". Não existe mais responsabilidades de se amar e a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas nem fazem ideia do seu real significado.

Para melhor explicar as relações amorosas, Bauman estabelece uma relação entre parentesco e afinidade, afirmando que o primeiro seria o laço irredutível e inquebrável - aquilo que não nos dá escolha -, e o segundo voluntário, ou seja escolhido. No entanto, o objetivo da afinidade é ser como o parentesco. Só que, vivendo numa sociedade de total "descartabilidade", até as afinidades estão se tornando raras.

A questão do amor próprio também não escapou à análise deste sociólogo, que considera que as pessoas precisam sentir que são amadas, ouvidas e amparadas. Precisam igualmente saber que fazem falta. Ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar, cabendo a nós aceitar (ou não) essa classificação. Contudo, perante tantas incertezas e relações sem forma - líquidas - nas quais o amor nos é negado, como garantir o amor próprio? Os amores e as relações humanas de hoje são todos instáveis, e assim não temos certeza do que esperar. Relacionar-se é caminhar na neblina sem a certeza de nada - uma descrição poética da situação.

Num mundo em que ninguém parece ter tempo, paciência e muito menos vontade de investir numa relação verdadeira, duradoura e sustentável, não é de se admirar a quantidade de boa gente de coração livre e cama vazia. Pudera, nem todos estão para levar com um amor líquido!

Beijo 💋 em ti e até sexta!

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couple-g6ef5324fa_1920.jpgOra viva! 🫶

Como te disse no início da semana, estes dias tenho estado a fazer  trabalho presencial, um extra para repor as finanças após a escapadela a Peñíscola, motivo pelo qual o tempo e a inspiração andam condicionados.

Como tal, para o post de hoje tive que ir às catacumbas dos meus arquivos pessoais para descobrir um tema que fosse interessante q.b., e ao mesmo tempo tivesse aquela leveza que tão bem cai à sexta-feira. Assim, acabei por descobrir um antigo estudo que explica, por a+b, porque os casais que são realmente felizes não expõem a sua vida nas redes sociais.

Um estudo datado de 2014 e publicado no Personality and Social Psychology Bulletin deixou claro que os casais felizes não expõem os seus relacionamentos na rede e que os que gostam de dar detalhes da sua vida a dois são os mais inseguros. As razões pelas quais não o fazem prendem-se com o facto de não sentirem necessidade de chamarem a atenção para a sua felicidade. Provavelmente, por saberem que a inveja anda sempre à espreita.

Preciso dizer que estes casais, ao invés de estarem na internet a fazer declarações de amor e a postar fotos juntos, procuram passar tempo de qualidade um com o outro?

De acordo com os testes realizados no âmbito do citado estudo, pessoas ansiosas postam mais no Facebook, já que dependem da visão dos outros para avaliar a sua relação amorosa. Pessoas assim buscam a aprovação nas redes sociais como forma de sentirem que o relacionamento é sólido e real. Expor a vida a dois é igualmente uma forma delas provarem a si mesmas que estão  numa relação feliz.

Numa época em que (quase) tudo é exposto nas redes sociais, a ideia com que se fica é que o que não foi postado não pode ser provado que realmente aconteceu. Nada mais desfasado da realidade. O que realmente importa acontece na vida real, ou seja, fora do virtual.

A mim, por exemplo, já alertaram para o facto de não revelar muito sobre a minha vida privada nas redes sociais. Volta e meia, lá vou partilhando um ou outro evento, mas porque sinto feeling para tal, não porque sinto que tenho que o fazer para provar seja o que for a quem quer que seja. Capice? 😉

Aproveito o embalo para dar-te conhecimento de sete regras na vida dos casais felizes:
1. Não precisam provar nada a ninguém,
2. Não procuram a aprovação dos outros,
3. Não precisam de validação externa,
4. Não discutem online para todos tomarem conhecimento,
5. Não vivem momentos para serem publicados,
6. Vivem momentos para serem desfrutados e recordados,
7. Fazem declarações ao vivo.

O que importa aqui realçar é que o sentimento que o casal nutre deve ser mais importante que a necessidade de gritar a sua felicidade aos quatro ventos. Casais felizes fazem declarações de amor ao vivo, aproveitam cada momento, fazem planos, sem nenhuma precisão de postar essas coisas na internet para que outras pessoas vejam. Estão tão satisfeitos vivendo o seu amor que dispensam likes, comentários e visualizações.

Beijo em ti 💋 e até para a semana!

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22
Jun22

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Ora viva! ✌️ 

Falar do comportamento humano face ao amor é como falar do mar, ou seja, é um assunto que nunca se esgota e que sempre tem algo mais a ser descoberto ou acrescentado. Como tal, para hoje proponho falarmos sobre o que devemos ter em comum com um potencial parceiro para que a relação dê certo.

De acordo com um artigo do Psychology Today, assinado por Mark Tavares, a honestidade-humildade, a emotividade, a extroversão, a agradabilidade, a conscienciosidade e a abertura à experiência são os seis traços de personalidade que levam as pessoas em relações longas a acreditar que são semelhantes ao parceiro.

Contudo, um novo estudo publicado na revista científica Journal of Research in Personality, atesta que a primeira - honestidade-humildade - e a última - abertura à experiência - são aqueles que mais pesam na identificação mútua entre o casal. Ou seja, ser honesto, leal e sincero, em vez de ser soberbo, hipócrita e pretencioso, e ser curioso, criativo e intelectual, em vez de desprovido de imaginação, superficial e convencional, são os dois pontos em comum que fazem com que um relacionamento romântico consiga prosperar e perdurar.

Segundo o especialista, "isto pode acontecer porque estes traços são o reflexo de valores pessoais como a igualdade ou liberdade". Segundo esta solteira aqui, isto pode (realmente) acontecer porque quando se é honesto e humilde, a relação tem tudo para dar certo e quem está aberto à experiência de amar e deixar-se amar está preparado para dar o melhor de si, para comprometer-se, para fazer o outro feliz.

Por hoje é tudo, estarei de volta na sexta para mais um papo amigo. Até lá, beijo em ti 💋 e votos de um dia feliz!

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08
Jun22

As cinco linguagens do amor

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️

Buenas! Hoje quero falar contigo sobre as linguagens do amor. Sim, o amor fala e quem quer ser bem-sucedido na arte da conquista e da sedução deve dominar com desenvoltura o seu idioma, mais não seja para deixar bem claro como gosta de tratar os outros, e, sobretudo, de como gosta de ser tratado.

De acordo com Gary Chapman, autor do best-seller The 5 Love Languages, todos nós temos uma linguagem de amor primária e outra secundária. Como tal, é importante que as conheçamos bem, não só para estarmos familiarizados com as nossas necessidades, mas também para podermos responder adequadamente às necessidades daqueles que amamos.

Para este pastor e conselheiro são estas as cinco linguagens do amor:

1. Presentes
Podem ser cartas de amor, flores ou até mesmo chocolates. O importante é que tenha valor (que pode perfeitamente ser sentimental e não material), tanto para quem dá como para quem recebe. A constatação de que aqueles que amamos despenderam dinheiro e/ou tempo para escolher algo para nós faz com que nos sintamos valorizados, estimados, amados.

2. Toque Físico
Abraçar, beijar, acariciar, sexar é outra linguagem do amor. Para as pessoas que apreciam toques físicos constantes trata-se de demonstrações de afeto espontâneas e inequívocas, que as faz sentirem-se amadas, ao mesmo tempo que lhes permite expressarem o seu afeto.

3. Afirmação verbal
Esta linguagem envolve uma comunicação verbal afirmativa, positiva, apreciativa. As palavras positivas têm o poder de fazer com que as pessoas se sintam mais valorizadas, confiantes e amadas. Ou seja, elas tratam de confirmar o amor interno de uma forma externa.

4. Atos de serviço
Ser atencioso com alguém é outra forma de se expressar amor. Quer se trate de fazer as limpezas, cozinhar, dar boleia ou fazer um recado, através destes gestos, uma pessoa sente ou demonstra que gosta da outra, que gosta de cuidar dela, que gosta de agradá-la.

5. Tempo de qualidade
Nesta linguagem tudo se resume ao tempo dedicado à pessoa amada, com toda a atenção completamente virada para ela. Diz respeito a ouvir e compreender a cara-metade, sem deixar que distrações atrapalhem esse momento. Durante esse tempo só a pessoa que está ao lado importa.

Uma vez dado o recado, vou tratar da minha vidinha, que o tempo é pouco e os afazeres mais do que muitos. Como vem aí fim de semana prolongado (esta sexta-feira e a próxima segunda-feira são feriados em Lisboa), só voltarás a saber de mim daqui a uma semana. Eu também sou filha de Deus 😉 e quero aproveitar estes dias para descomprimir e festejar os santos populares sem maiores responsabilidades.

Beijo em ti! 💋

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27
Mai22

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Ora viva! ✌️ 

Esta semana, tá que tá! Estou em contrarrelógio para terminar um novo conto erótico, o qual foi-me "encomendado" há quase três meses, mas que só esta semana comecei a escrever. Yep, há quem goste de trabalhar sobre pressão... Mesmo assoberbada, e estressada, porque não admitir?, não pude deixar de vir aqui dar-te aquele olá de alegria e deixar-te mais uma dica amiga, esta bem útil para quem ainda não perdeu a esperança de encontrar o "tal".

De acordo com duas especialistas em relacionamentos, o segredo para que um homem seja considerado um bom partido está na existência e na qualidade da convivência com a(s) irmã(s). Segundo elas, um homem que tenha crescido (e que tenha uma boa relação) com a(s) irmã(s) é o mais bem posicionado para se comprometer numa relação amorosa. Isto porque tal facto é sinónimo de um nível mais profundo de inteligência emocional.

"Ter uma irmã melhora a capacidade de uma pessoa se tornar um parceiro mais comunicativo e empático", esclarece a psicoterapeuta Imani Movva. Os motivos? As mulheres costumam ser melhores do que os homens no que toca a autorreflexão, bem como a entender as necessidades dos outros, explica a especialista. E crescer perto deste tipo de "energia" só nos traz benefícios.

Além disto, "alguém que tenha crescido com irmãs tem maiores probabilidades de aprender a comprometer-se, ter paciência, ou, no mínimo, esperar pela sua vez", garante por sua vez a especialista em relacionamentos Stephania Cruz.

Obviamente que, por mais que seja verdade (e acredito que seja, pois faz todo o sentido), encontrar o par ideal não passa somente por este requisito. Muitos mais fazem parte da "lista" de cada um de nós, umas mais detalhadas do que outras, é certo. O que importa aqui ressalvar é que esta dá-nos uma nova perspetiva de olhar para um pretendente e avaliar a sua predisposição para ser um bom parceiro para a vida. 

Uma vez dado o recado, despeço-me com aquele abraço amigo de sempre e a vibe de um estupendo fim de semana!

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25
Mai22

O amor é bom

por Sara Sarowsky

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Ora viva! 🫶

Hoje trago a minha última crónica para o Balai Cabo Verde, acabadinha de estrear na rede. Boa leitura e um ótimo dia.

Dedico esta crónica a todos aqueles que têm dificuldade em sentir, expressar ou acreditar no amor. E quando falo em amor refiro-me a todo o tipo de amor, ainda que o romântico possa, por motivos mais do que óbvios, assumir o protagonismo.

De origem latina, a palavra "amor" refere-se essencialmente a todo e qualquer sentimento de afeição, paixão ou grande desejo. Considera o dicionário da língua portuguesa que ela pode ser definida como "um sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração", "grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa" ou "ligação afetiva com outrem, incluindo geralmente também uma ligação de cariz sexual".

As definições acima citadas tornam evidente que existem várias formas de amar, ainda que a palavra capaz de as expressar na perfeição seja apenas uma: "amor". Os gregos, sábios desde os primórdios da civilização moderna, criaram oito palavras para descrever os diferentes tipos de amor que, ao longo da vida, vamos experenciando. São elas: Eros (amor apaixonado), Pragma (amor prático), Ludus (amor lúdico), Ágape (amor universal), Philia (amizade profunda), Philautia (amor-próprio), Storge (amor familiar) e Mania (amor obsessivo).

O ser humano, em algum momento da sua existência, experimentou ou experimentará a maior parte - se não mesmo todos - destes tipos de amor. A começar pelo Ágape, o primeiro que conhece mal acaba de nascer, o amor incondicional da sua mãe. Pela vida fora vai descobrindo as outras formas de amar, sendo o amor romântico (Eros) e o amor-próprio (Philautia) os que mais impacto terão na construção e na conservação da sua identidade e felicidade.

Para muitas pessoas, sobretudo aquelas que foram vítimas de algum desgosto amoroso ou presenciaram de perto uma dor de amor, talvez seja mais fácil não amar de todo, fechar o coração a qualquer tipo de afeição ou dependência emocional. É uma decisão sensata, contudo, inglória. Isto porque o amor é o que dá sentido, propósito e sabor à vida. Ele nutre, engrandece, embeleza, colore, preenche, cura, restabelece, fortalece, dignifica.

Independentemente da sua situação amorosa, familiar ou social, cada um de nós tem o poder de determinar a sua Philautia, ainda que reconheça que esta possa ser condicionada por factores externos à própria pessoa. A presença deste tipo de amor na vida de qualquer um de nós depende - e de que maneira - do amor que conhecemos desde a mais tenra idade. Depende, essencialmente, do Ágape. Quem nunca foi amado, terá grande dificuldade em amar, inclusive ama si propi cabeça, como dizemos em bom crioulo. Como poderia? Afinal, não se pode dar o que nunca se teve!

Ainda assim, garanto-te que é possível abraçar o amor e trazê-lo para a tua vida. Isto porque o amor não é algo que se procura ou que se encontra. É sim algo que se é, que se sente, que se vive, na qual se vibra. A correspondência por parte de outrem será consequência direta dessa forma de ser e estar na vida. Assim como a vida sem esperança assemelha-se à morte, um coração sem amor assemelha-se à decadência. O amor só precisa de coração, pelo que todo e qualquer ser humano é capaz de amar.

É por este motivo que jamais cansarei de apregoar que, de entre todos os tipos de amor possíveis, "sentíveis" e imagináveis, o mais importante seja o amor-próprio, aquela que depende única e exclusivamente da nossa vontade de vibrar em amor. Essencial é, pois, concentrarmo-nos em nós e estarmos felizes connosco, ao invés de delegarmos essa responsabilidade a terceiros.

O amor é bom! Ponto final, parágrafo, travessão. Por isso amemos, amemos muito. Amemos os nossos familiares, amemos os nossos amigos, amemos os nossos vizinhos, amemos os nossos colegas, amemos o nosso planeta, amemos a nossa vida e, acima de tudo, amemos a nossa pessoa, e tudo o que faz dela alguém tão especial, único.

 Que o amor 🧡 esteja (sempre) contigo e até um dia destes!

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Ora viva! 🫶

Dedico esta crónica a todos aqueles que, como eu, insistem em manter viva a chama da esperança, na expectativa de (re)viver um romance para a vida. Porque o amor pode acontecer a qualquer momento, e porque dicas de quem sabe são sempre oportunas, hoje trouxe frases de engate ideais para ficares a conhecer bem o alvo do teu interesse.

Antes disso, convém fazer uma pequena contextualização, já que conhecer verdadeiramente uma pessoa, por mais tempo de convivência que haja, é tarefa árdua. Isto porque só conhecemos aquilo que ela permite que saibamos sobre si. Quem de nós nunca ouviu falar de alguém que fez algo que todos julgavam improvável? Os sociopatas e os psicopatas são experts nessa forma de estar na vida: revelar apenas o que lhes convém.

No caso de se tratar de alguém que se acabou de conhecer, a tarefa torna-se ainda mais complicada... No caso de se tratar de alguém que faz o coração bater mais forte, é caso para chamar o Tom Cruise. Ah pois é... as benditas hormonas da paixão têm esse efeito nos humanos: baralhar a capacidade de discernimento, fazendo com que vejam apenas corações e borboletas, se é que me entendes...

Um utilizador do Reddit, provavelmente a braços com o mesmo dilema, pediu sugestões sobre como ficar a conhecer melhor a pessoa por quem está interessado, e as respostas que recebeu foram de uma utilidade tal que a própria rede social decidiu partilhá-las com os seus. É com todo o gosto que eu agora repasso a informação.

Ei-las:
1. Como ocuparias o tempo se tivesses dinheiro para não ter um emprego?
2. O que ocupa a maior parte do teu tempo no dia-a-dia?
3. Como descreverias o teu mehor amigo?
4. Se escrevesses um livro, sobre o que seria?
5. Como defines "sucesso"?
6. Se pudesses ir para qualquer lugar do mundo, para onde irias e porquê?
7. Qual a primeira coisa que fazes quando entras em casa?
8. Que momento da tua vida achas que te mudou mais para melhor ou pior? Porquê?
9. Uma coisa pela qual mal podes esperar que aconteça?

As questões são, de facto, muito pertinentes e estou em crer que as respostas serão reveladoras, quanto baste, da personalidade, do propósito de vida, da forma de estar e da intenção do crush. Resta saber se aquele que questiona saberá interpretá-las com precisão. Eu, por exemplo, confesso que não consegui chegar ao cerne de algumas delas. Mas isso já é tema para outra crónica.

Beijo no ombro - que na boca tá difícil - e até sexta!

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30
Mar22

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Ora viva! ✌️ 

Conhecer um gajo de jeito está tão desafiante, mas tão desafiante que nenhuma ajuda é demasiada. Pelo contrário, qualquer dica amiga afigura-se como uma vela que ilumina a esperança de que o fim do túnel se avizinha. Sabendo disso melhor do que ninguém, hoje trago uma mão cheia de segredos para encontrares o par dos teus sonhos. Que dos meus, rendi-me às evidências, se é que me entendes.

Segundo consta, existem segredos para se acertar em cheio na escolha do parceiro ideal. Pelo menos é o que atesta uma publicação da Activa desta terça-feira, 29 de março, a qual garante que "além de variáveis como a idade, religião, cultura, hobbies, atitudes e crenças, a compatibilidade tem mais que se lhe diga".

Oh se tem! Tanto tem que os psicólogos Karin Sternberg e Robert J. Sternberg, em declarações à revista Psychology Today, apontam estas cinco coisas que deves ter em mente enquanto procuras o parceiro ideal:

1. Identifica a tua 'história de amor' ideal e aquela que tens com o teu parceiro.

2. Relacionamentos felizes envolvem histórias de amor coincidentes. Fala com o teu parceiro para tentares perceber se as tuas expectativas são compatíveis com as dele.

3. Entende o que realmente queres de um relacionamento, incluindo paixão, intimidade e compromisso.

4. Muitas vezes, as pessoas não têm noção de como o parceiro se sente verdadeiramente. Assim sendo, faz perguntas.

5. O relacionamento tem de responder tanto às tuas necessidades como às do teu parceiro - e não às de quem está à vossa volta.

Pertinentes estes tópicos, contudo, totalmente desfasados da realidade de quem (ainda) não encontrou a sua cara-metade. Enfim... como este diário não é exclusivo à comunidade celibatária, conto que esta crónica seja de utilidade prática para os que já se emparelharam.

Beijo no ombro e até sexta, que uma aula de pilates me aguarda!

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Ora viva! ✌️ 

Por ontem ter estado a trabalhar num evento que me levou a passar sete horas consecutivas em pé, hoje só consigo arranjar energia e criatividade para reciclar um post datado de há exatamente seis anos, que versa sobre a dificuldade - cada vez mais incontestável - que as pessoas inteligentes, sobretudo as mulheres, demonstram em entregar o coração. 

Não é de hoje que venho refletindo sobre as relações amorosas, especialmente em como parece cada vez mais difícil as mulheres inteligentes e bem resolvidas conseguirem estabelecer ou manter um relacionamento verdadeiro e saudável. Sim, porque relações há muitas, mas as que valem de facto a pena não abundam.

Obviamente que falo em nome pessoal. Contudo, falo também no de inúmeras mulheres das minhas relações, bem como das leitoras e seguidoras que partilham comigo os seus dramas pessoais. E a conclusão a que chego é que as pessoas inteligentes revelam um maior ceticismo e desapego em relação ao romance. Não porque não lhe reconhecem a importância, mas essencialmente por estes nove motivos:

1. Sabem o que querem
Por saberem exatamente o que querem, e melhor ainda o que não querem, essas pessoas não se contentam com menos do que aquilo que acham que merecem. 

2. Têm padrões de exigência elevados
Nâo estão dispostas a abrir mão da sua check list só para terem alguém na sua vida.

3. Conhecem o seu valor
São tão bem resolvidas que a independência, o amor-próprio, a realização pessoal e os projetos de vida acabam por falar mais alto do que o compromisso emocional.

4. Não fazem do amor uma prioridade
Para elas faz mais sentido a dedicação ao trabalho/carreira, por exemplo, do que a um parceiro.

5. Possuem uma beleza oculta
Mais do que fisicamente atraentes, elas possuem uma beleza oculta, ou seja, um tipo de beleza interior que só uma pessoa especial é capaz de reconhecer e apreciar, sem sentir-se inseguro ou complexado.

6. A sua inteligência basta
A realização que sentem por serem inteligentes é suficiente para as suas vidas, fazendo com que o amor romântico assuma um papel secundário. Não precisam de um relacionamento para se sentirem completas, mas se ele surgir, ele só serve se for para acrescentar valor às suas vidas.

7. São objetivas
Têm a exata noção do que é certo e errado, pelo que muitas vezes fazem questão que o outro saiba o que está errado na relação. Convenhamos, que nem toda a gente sabe lidar com essa objetividade.

8. Não são fáceis de entender
Por terem uma mente por vezes complicada, nem sempre conseguem fazer-se entender. Isso não quer dizer que não tentam, só que para elas  é difícil e cansativo estar o tempo todo a explicar o que lhes vai na cabeça e no coração.

9. Por vezes, falta-lhes sutileza
Dado que se focam nas coisas maiores, deixam escapar as dicas sutis acerca de pequenas coisas que são importantes para o outro. Não o fazem propositadamente, mas ainda assim podem magoar o parceiro.

Deixou claro este artigo que para as mentes mais brilhantes, entregar o coração não é pera doce. Os motivos acima mencionados justificam essa dificuldade em render-se ao amor, mas outros existirão com toda a certeza, já que cada um sabe examente aonde lhe aperto o calo, se é que me faço entender 😉.

O romance faz falta? Oh se faz! O romance dá outra cor à vida? Sem dúvida! O romance ilumina o sorriso, aquece a alma, acalma o coração e ilumina a vida? Absolutamente! Somos mais felizes com ele? Com certeza! Podemos viver sem ele? Estou aqui, não estou? Apesar de lhe reconhecer o seu valor, não é coisa sem a qual não possa viver ou ser feliz.

Aquele abraço amigo e até quarta!

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