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Crónicas, contos e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Viva!

A amizade é um assunto que nunca se esgota. Não sei se alguma vez paraste para pensar como seria a tua existência sem os teus amigos. Eu já, e só de pensar sinto um aperto no peito e um frio na alma.

Uma das coisas que mais acuso nesta vida de forasteira é estar longe dos meus (verdadeiros) amigos, aqueles com quem partilho laços afetivos inquebrantáveis; a minha referência naquilo que sou e, sobretudo, naquilo que aspiro vir a ser.

Sempre fui uma pessoa sociável, não obstante muito reservada num primeiro momento. Era do tipo que chegava num sítio e gastava a primeira meia hora só a cumprimentar quem lá estivesse. Houve, inclusive, uma fase da minha vida em que me orgulhava descaradamente de ser uma das raparigas mais populares do meio. Isso fazia-me sentir importante, apreciada, cobiçada e invejada. Pura ingenuidade! Com o passar dos anos fui-me apercebendo que ser popular passa antes pela qualidade das amizades e muito pouco pela quantidade delas.

Dessa profusão de amizades, nos dias de hoje só sobraram pouco mais de uma dúzia de amigos na verdadeira aceção da palavra: pessoas sinceras e leais com as quais posso, de facto e de direito, contar, sobretudo nos momentos menos bons. Por este, aquele ou aqueleoutro motivo, ao longo dos anos as tais dezenas de amizades foram caindo por terra, as máscaras arrancadas, as verdadeiras faces reveladas e a fealdade dos sentimentos emergida.

A uma frequência acelerada e de uma forma impiedosa, a vida foi-me mostrando que o facto de uma pessoa se dizer tua amiga não quer dizer necessariamente que o seja. Pelo contrário! Lembras-te da estória da pshyco da minha ex-senhoria de que te falei no post Stalkers: cuidado que eles andam aí e quando menos esperares...? Aquele foi tão somente um dos últimos coices desferidos por pseudoamigos; ainda ontem fiquei a saber que um outro a quem ajudei a conseguir trabalho na mesma instituição onde eu presto serviços está a fazer por ficar com o meu lugar. Com amigos assim há matéria para "cronicar" o resto da vida...

É justamente a esse tipo de humanos que eu chamo de amigos acessórios, perfeitamente dispensáveis, mas necessários quando precisamos enfeitar a nossa vida social. Já houve uma altura em que, no auge da desilusão, os bani completamente da minha convivência. Houve outras em que, no pico da solidão, prefiri tê-los por perto a não ter ninguém. Hoje, mais sábia, menos ingénua e muito mais calculista, prefiro tê-los por perto quando me convém e mandá-los à merda quando não. Por algum motivo se diz: "Mantém os amigos perto e os inimigos ainda mais!"

Hoje em dia me dou com quem quero, quando quero e nos termos que eu definir. Não tenho qualquer escrúplulo em reclamar a presença tipo de amigos se isso for do meu interesse, nem que seja uma simples noitada ou um favor. Quando não me servirem para coisa nenhuma reduzo-os à sua insignificância. 

Carregada de razão está aquela máxima de que "há amigos e amigos". Os amigos acessórios são perfeitamente dispensáveis, mas necessários quando, à falta de coisa melhor, queremos enfeitar a nossa vida. No fundo, são uma espécie de bobos da corte a quem confiamos a missão de nos entreter quando estamos aborrecidos, deprimidos ou carentes.

Até breve!

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26
Dez18

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Viva!

 
Agora que o Natal se foi só consigo pensar no Ano Novo. Se 2018 foi um ano excecionalmente generoso para com esta pessoa aqui, as previsões energéticas da minha guru do bem apontam para um 2019 ainda melhor.
 
Sabendo de antemão que o novo ano me tem reservado coisas incríveis, é expectável que tenha estado mais empolgada com o reveillon do que com a consoada, uma celebração da qual me desapeguei há anos. Ao reveillon associo festa, música, dança, espumante, fogos-de-artifício, animação, mas sobretudo, amigos. Não atino com melhor forma de se dar as boas-vindas a um novo ano.
 
Acredito que o modo como viramos o ano é um presságio de como este vai correr, daí que sempre tenha feito questão de receber um novo ano na melhor companhia de todas: amigos. Mesmo quando emparelhada (sim já fui dessas), jamais me passou pela cabeça abrir mão de estar com eles nessa noite.
 
Era minha intenção receber 2019 no calor dos trópicos, ao lado da minha tribo, As Poderosas, coisa que já não acontece desde 2006. Só que com o falecimento da minha avó o meu desejo ficou adiado, dado que mandam os nossos costumes que durante o período de luto a paródia seja banida da agenda social.
 
Mesmo sem estar num clima de grandes festejos, sequer cogito a hipótese de deixar passar a data em branco. Afinal, trata-se da Passagem do Ano, o momento perfeito para renovar as minhas melhores expectativas nos 365 dias vindouros. É neste contexto que, ainda que de forma mais contida, tenha em mente uma noite discreta, pautada por um jantar requintado, regado a bom vinho, comigo espartilhada no vestido deslumbrante de lantejoulas que comprei há dias na Feira Outlet e rodeada do maior número possível de amigos. Na impossibilidade de desfrutar da presença dos que estão longe, contento-me de bom grado com a de todos aqueles que me quiserem dar essa honra.
 
A Fixando, uma plataforma online presente em 14 países, foi um dos que se interessaram em estar comigo nessa noite. Como? Divulgando o AS na sua rede de blogs interna. Em contrapartida eu menciono as suas ofertas para a passagem de ano nesta crónica. Dado que nada tenho a perder (pelo contrário), eis-me aqui a partilhar contigo os seus serviços de catering em Lisboa e no Porto que incluem dezenas de serviços de entrega de comida ao domicílio para todos os bolsos e paladares. Desde comida tradicional, passando por comida étnica ou um sushiman; tudo isso à distância de um clique. Até cachupa, vê lá tu!
 
A sua carta de catering é de tal modo variada que o melhor mesmo é dares um saltinho até ao portal deles, fazeres o registo, selecionares o que queres e solicitares um orçamento. Mais fácil do que isso, só mesmo o Tinder.
 
E já que 2019 promete ser um ano ainda melhor que este, presenteei-me a mim mesma com uma viagem à terra natal do reveillon: Paris, mon amour. Se te quiseres juntar a mim serás mais que bem-vinda, se não vai à Fixando, que lá hás de encontrar tudo que precisas para entrares no novo ano com pé direito ao lado dos que te são mais próximos.
 
Aquele abraço amigo e votos que esta época festiva seja mais um momento em que se acredite que vale a pena viver um Ano Novo!

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07
Fev16

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A energia desta semana é representada pela Celebração! Todos os dias são bons para celebrar, mas quantas vezes nos sentimos assoberbados com os afazeres do dia a dia e esquecemo-nos de celebrar as pequenas vitórias?
Tens um lar? Celebra!
Tens comida na mesa? Celebra!
Amas e és amado/a? Celebra!
Tens família que te adora? Celebra!
Falaste recentemente com alguém que não vias há anos? Celebra!
Partilhas momentos felizes com família e amigos? Celebra!
Estás a ler um livro que te inspira? Celebra!
Sorriste para um estranho e sabes que com isso lhe deste alguma alegria? Celebra!
O que não faltam são motivos para celebrar! Não precisamos de datas especiais, apenas devemos sentir-nos gratos, pois quanto mais agradecermos mais motivos teremos para celebrar!
No próximo domingo será o dia dos namorados. Andamos tão esquecidos de demonstrar e sentir amor que tiveram que inventar um dia para isso...
Amem e celebrem todos os dias da vossa vida!
Desejos de uma semana muito feliz!
Abraço de Luz,
Isabel

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