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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

29
Nov21

Despertar a alma é preciso

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️

A escassas horas do meu aniversário, e com vários preparativos da festa para agilizar, sinto que é o momento ideal para falar-te da alma, assunto para a qual a maior parte dos mortais não está desperta; e ao que tudo indica, não faz questão de estar.

Com o rebentar da pandemia cheguei a acreditar que a mudança de atitude seria uma realidade. Só que com o passar dos meses, tudo leva a crer que não, já que as boas resoluções e os bons sentimentos que reinaram durante a sua fase mais crítica parecem ter-se refugiado nos recantos da memória coletiva.

Não é novidade para ninguém que, de há uns bons tempos para cá, a espiritualidade é presença constante no meu quotidiano. Foi através dela que consegui descobrir que a vida pode ser uma bênção ou uma maldição, dependendo das energias que soubermos ativar. Foi também através dela que encontrei respostas para questões que desde a mais tenra idade me inquietaram e que - por não encontrá-las no plano material - despoletavam revolta e frustração.

No plano imaterial, para lá do visível aos olhos, sintonizei a linguagem do amor, da gratidão, da compaixão, da verdadeira essência divina. Os últimos dois anos foram duros, provavelmente, os mais exigentes da história moderna. Aqueles que sobreviveram - física, emocional e espiritualmente - vão ter ainda pela frente bastante turbulência. E, por mais que desejássemos acreditar que sim, o pior ainda não passou, motivo pelo qual a conselheira espiritual deste blog, a Isabel Soares dos Santos, aconselha a que devemos estar preparados para o que aí vem.

Percebes agora porque é tão importante investirmos à séria no nosso bem-estar espiritual? Despertar a alma implica uma profunda autoavaliação sobre tópicos como autoconsciência, relações, trabalho, papel na sociedade e missão de vida. Questões como: estou feliz, faz sentido fazer alguma mudança na minha vida ou o que é isso de trocar o errado pelo certo tornam-se ensurdecedoramente presentes na mente. Nesse momento não há volta a dar, é a consciência a despertar-se, e quando ela faz-se presente, duas opções temos nós: prestar atenção e avançar para o despertar da alma ou enterrar a cabeça na areia e continuar a fazer de conta que nada se passa.

É da natureza humana temer o desconhecido, motivo pelo qual tanta gente não se atreve a dar o primeiro passo rumo a esse despertar. Para complicar ainda mais o processo, a sociedade não nos incentiva a investir em questões espirituais, bem pelo contrário. Ainda assim, para quem anda em busca de uma felicidade mais sustentável, o esforço vale a pena. Vai por mim, meu bem. Caso precises de alguma orientação nesse sentido, aqui estarei para ajudar-te no que for possível.

Aquele abraço amigo de sempre!

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26
Nov21

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Viva! ✌️ 

Estes dias ando numa onda de reuniões, motivo pelo qual só consegui dar a cara na segunda-feira e hoje estou chegando mais cedo do que o habitual. Na quarta, estive boa parte da tarde numa reunião com aquela que, se as negociações chegarem a bom porto, será a editora do meu livro. Já hoje é a vez de um almoço de negócios, com vista a um novo desafio profissional, a arrancar logo no início de janeiro. Feito o ponto da situação, passemos então ao assunto que aqui me traz.

Vem aí o meu aniversário, já para a semana. Estou tão excitada como há muito não. Este 2021, independentemente de todas as turbulências que se lhe possam atribuir, foi um ano especial a vários níveis. Para começar, consegui reunir coragem para desvincular-me de um emprego que me estava a fazer mais mal do que bem. No verão, depois de ter contraído o "bicho", ensaiei um novo recomeço, em terras gaulesas, o qual acabou por sofrer um retrocesso, por motivos alheios à minha vontade, como a falta de habilitação para conduzir, por exemplo.

De volta à base, Lisboa, indícios vários acabaram por evidenciar que ainda tenho coisas para resolver por cá, antes de me aventurar por novas paragens. Uma dessas pendências é o livro sobre provérbios cabo-verdianos, o qual parece que, finalmente, vai passar do sonho à realidade, num futuro próximo. Para encerrar este 2021 com chave de ouro, eis que chego aos 44 outonos de vida - sei que se costuma dizer primaveras, mas como nasci em novembro prefiro dizer outono, já que se trata da minha estação do ano favorita.

A vivenciar uma das melhores fases de sempre, a entrada nos 4.4. dar se á com esta pessoa aqui serena, confiante, segura
 do que quer, em paz com o mundo, perfeitamente confortável com a solteirice, a trabalhar incansavelmente na sua melhor versão e profundamente grata ao universo por tudo. De boca cheia apregoa o quão orgulhosa está da criatura que diariamente vê refletida no espelho. Claro que está ciente de que muito ainda tem para afinar, aprender, executar, experenciar. Contudo, não teme o devir; anseia por recebê-lo, enfrentá-lo, desfrutá-lo, desafiá-lo, abraçá-lo, com toda a humildade, otimismo e esperança.

A fé nesta nova volta ao sol, que iniciarei no último dia deste mês, é tanta que decidi celebrar com toda a popa e circunstância. Vou fazer uma escapadela de uma noite rumo a uma das mais apetecíveis zonas balneares do país. Só que desta vez, ao contrário do que sucedeu há dois anos, irei acompanhada das minhas besties. Se há coisa que a pandemia deixou claro é que estar com aqueles que estimamos é mais importante que tudo o resto, motivo pelo qual faço questão de ter a minha tribo radicada em Portugal comigo neste momento.

De modo a que seja possível festejar sem grandes ralações com barulho ou medidas anti-covid, reservei uma magnífica casa de férias, aonde pretendo brindar à amizade, à saúde, à superação, à esperança, ao sucesso, no fundo, à vida. O plano consiste em deixarmos Lisboa mal as minhas convidadas se desembaracem dos respetivos compromissos profissionais (já que se trata de um dia útil). Uma vez chegadas ao destino, é passar, sem moras nem delongas, à comemoração. Após a pernoita, um belo desjejum teremos nós para degustar. Ainda quero ver se consigo dar um mergulho no mar, um ritual muito auspicioso para limpar as energias.

Como o day-after é feriado, um passeio pelas redondezas será o último ponto do roteiro, com o regresso a casa previsto para o final da tarde. Comprometo-me a partilhar alguns dos momentos no meu perfil do Instagram, de modo a poderes estar comigo neste momento tão especial.

Acaso já te disse que 44 anos é um marco muito importante na vida de alguém? De acordo com a numerologia, a soma de 4 com 4 dá 8, o número da abundância. Se a isso acrescentar o facto de que vou iniciar o ano 1 (cito novamente a numerologia), motivos para estar entusiasmada e expectante não me faltam.

Aquele abraço amigo de bom fim de semana!

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Ora viva! ✌️ 

Várias foram as reações à publicação anterior, algumas das quais deveras inquietantes, na medida em que detetei vestígios de exacerbada autocrítica. Ser genuíno é um traço de personalidade altamente desejável, recomendável até. Sorte de quem já nasceu com isso, mérito de quem conseguiu tornar-se e azar de quem não é capaz de o ser (por mais que tente).

Cada um é como é e cada qual como faz por ser, daí que me sinta no dever de lembrar que de nada vale a pena martirizar-nos por não sermos aquilo que gostaríamos de ser. Tudo isso para dizer às pessoas que se sentiram inferiorizadas ou desmerecidas por não se reconhecerem como altamente genuínas que não há nada de errado com elas.

Abro aqui um parentêsis para te recomendar a leitura ou releitura do artigo Autocrítica sim, mas com peso e medida, no qual dou conta de seis sinais de que somos demasiado críticas connosco.


Retomando o fio à meada, tenho a dizer que todo e qualquer ser humano é possuidor de traços de personalidades únicos, que o distingue dos demais da sua espécie. Quem não é autêntico, provavelmente, possui outra(s) caraterística(s) que o torna(m) igualmente encantador. A pessoa só precisa conhecer-se muito bem e saber identificar os seus pontos fortes e neles investir, de modo a colmatar a deficiência de outras, como a genuinidade, por exemplo.

Aqueles que não se reviram na publicação anterior devem, ao invés de se sentirem diminuídos, alegrar-se por possuírem outra(s) qualidade(s) que os tornam especiais. Entre essas qualidades destacam-se a honestidade, a generosidade, a empatia, a solidariedade, a humildade e a boa disposição. E não acredito que existam criaturas que não possuam nenhuma delas, nem possam trabalhar no sentido de as adquirir.

Pensa nisso e não sejas tão dura contigo por não seres uma pessoa genuína. És especial do jeito que és e tenho a certeza que tens os teus encantos, os quais te ajudam a brilhar. Aquele abraço amigo!

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19
Nov21

Serás tu uma pessoa genuína?

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️ 

Nas minhas andanças pelos bastidores deste blog, deparei-me com um artigo do Psychology Today, datado de março de 2015, que dá conta de sete caraterísticas comuns às pessoas genuínas. Reconhecendo-me como uma delas, e na esperança de que tu também sejas, ou possas vir a ser, eis-me aqui a partilhá-las contigo.

Ser aquilo que somos - mais do que isso, assumir que somos o que somos - é façanha para uma minoria, a qual faz questão de manter-se fiel à sua essência, não obstante o preço, por vezes elevado, a pagar. Por experiência própria, sei quanta força interior requer sermos autênticos, no meio de tantos lobos em pele de cordeiro, que ao menor descuido vão-nos à jugular.

Nos tempos que correm - com a falsidade, a hipocrisia, o falso moralismo, o ódio gratuito, a inveja, a maldade, a falta de compaixão o descaso para com o sofrimento alheio a fazerem um barulho ensurdecedor - ser genuíno é um privilégio, luxo mesmo. Há quem o seja desde a mais tenra idade (como é o meu caso) e quem opte por sê-lo ao longo da vida, na busca por uma existência mais verdadeira e alinhada com as melhores práticas sociais e humanas.

Para esses, recomenda o psicólogo Guy Winch, num artigo para o referido site, "muitas jornadas de autoaperfeiçoamento e autodescoberta”. 
"O que posso então fazer para ser mais fiel a mim mesma", deves estar a perguntar-te neste preciso instante. Recomenda o Dr. Winch que, para além de adotares alguns dos hábitos abaixo enumerados, mantenhas presente que o equilíbrio é importante, já que “exagerar pode fazer mais mal do que bem”. 

São esses os sete hábitos das pessoas genuínas:
1. Dizem o que pensam;
2. Respondem a expectativas internas, e não apenas às externas;
3. Trilham o próprio caminho;
4. Encaram os fracassos como parte integrante da vida;
5. Conseguem admitir as próprias falhas;
6. Não julgam os outros;
7. Têm uma sólida autoestima.

Com exceção do penúltimo ponto (o qual venho aperfeiçoando), posso dizer que sou de uma genuinidade exemplar, o que me dá legitimidade para dizer isto: a autenticidade só é cativante se brotar da tua essência. Forçá-la - pior, fingi-la - não costuma trazer bons resultado, daí que o especialista da mente recomende que, na sua implementação, devas definir metas moderadas, e não extremas.

Que a autenticidade esteja contigo e que o fim de semana seja genuinamente agradável. Aquele abraço amigo de sempre!

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Viva! 👋

Hoje resgato da memória deste blog (mais) um artigo que atesta que, no que toca à solteirice, as mulheres são mais felizes do que os homens. Datada de 17.11.17, a publicação faz referências às conclusões de um estudo (recente, na altura) sobre relações amorosas, o qual deu que falar, não só por deitar por terra velhos dogmas, como por deixar os polícias do estado civil alheio cada vez mais espartilhados.

Escreveu o The Telegraph que uma pesquisa levada a cabo pela Mintel no Reino Unido apurou que 61% das mulheres solteiras está feliz com o seu estado civil, em comparação com 49% dos homens. Ao que se conseguiu apurar, as inquiridas sentem-se tão confortáveis com essa situação que ¾ não procurou ativamente, durante o último ano, um relacionamento, em comparação com 65% dos homens solteiros.

A esta altura da leitura já deves estar a pensar que as minas de sua majestade não querem saber de gajos. No way, my dear! Simplesmente sentem-se bem sozinhas. Analisando por faixa etária, entre os 45 e os 65 anos, 32% das discípulas de Vénus afirma estar bem sozinha, enquanto apenas 19% reconhece o mesmo.

Ilações dos autores desta pesquisa
Genericamente, quando solteiras, elas são mais felizes do que eles na mesma condição. Isto porque são mais abertas e melhores a socializar, envolvendo-se em mais atividades; são mais propensas a ter uma rede de amigos próximos a quem podem recorrer em caso de necessidade; realizam mais tarefas domésticas que o parceiro e gastam mais tempo e dinheiro para manter uma boa aparência quando estão numa relação.

Ilações da autora desta crónica

Ponto 1: Quanto mais maduras as mulheres, mais seguras e realizadas se sentem e menos suscetíveis tornam-se à opinião alheia. Por saberem exatamente o que querem e o que lhes faz feliz, não estão para aturar um macho qualquer da vida só porque sim.

Ponto 2: O estigma em relação às mulheres solteiras está (finalmente) a minguar. Já não são vistas como rejeitadas para passarem a ser percecionadas como pessoas independentes e satisfeitas consigo próprias, que não têm de ter uma relação se não o quiserem.

Ponto 3: Provavelmente, a maioria destas mulheres já foi esposa e mãe/avó, ou seja, já "cumpriram" o papel que delas se esperava. Sendo assim, já não sofrem tanta pressão e cobrança para arranjarem um companheiro.

Ponto 4: Muitos homens ainda cultivam aquela mentalidade jurássica de que espécies femininas acima de uma certa faixa etária são como artigos fora do prazo de validade, isto é, impróprias para consumo.

Ponto 5: O que realmente importa é estar feliz (com ou sem par). O resto é conversa para encher a chouriça.

Aquele abraço amigo e até sexta!

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15
Nov21

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Viva! ✌️ 

O fim de semana teve o sabor de tempos idos, onde a paródia - música, dança, convívio e palhaçada - governava com maioria absoluta. A sabura (diversão) arrancou ainda na quinta-feira, com um concerto de música brasileira no adro da igreja de Santos-o-Velho. No dia seguinte, foi a vez de assistir ao concerto dos 25 anos de carreira da minha conterrânea Lura, que soube levar o Coliseu dos Recreios ao delírio, numa performance digna de uma diva.


Após o espetáculo, já o dia tinha trocado e com o estômago a refilar, dei comigo a visitar - pela primeira vez - o icónico Galeto para um prego no pão tardio (ou devo dizer, matutino), tal como nos tempos da faculdade. Uma vez saciada a fome, ainda houve tempo e genica para uma ida até ao B.Leza para aquele pezinho de dança que tão bem faz à alma.

A noite de sexta-feira foi de tal ordem intensa, que não fui capaz de reunir energia suficiente para ir ao ginásio, o meu ritual sagrado de todo sábado. Por isso, acabei no sofá a treinar para a maratona de filmes, naquela que é uma das minhas modalidades favoritas quando se trata de lazer. O grand finale do fim de semana deu-se ontem com o espetáculo de outra conterrânea, a Nancy Vieira, criola de voz doce, sorriso franco e coração generoso, que encantou os presentes no Museu do Oriente com uma atuação fenomenal.

Circunstâncias à parte, socializar é deveras importante para o bem-estar psíquico e emocional do ser humano. Estar com amigos, rever conhecidos e/ou travar conhecimento com estranhos é uma ótima forma de sentirmos que fazemos parte de um todo, que pertencemos a algo. Nestas últimas semanas, tive mais vida social do que nos últimos anos e nem posso imputar a totalidade da culpa à pandemia, pois antes dela chegar já a minha vida social andava em coma induzido. 

Neste mês do meu aniversário tem abundado motivos para celebrar. Posso dizer que se trata de um auspicioso indício do que será a entrada nos 4.4., o qual marcará o início de um novo ciclo na minha existência. Meu bem, espero que esta partilha te ajude a ver, com olhos de ver, que não precisamos de muito para ser feliz. Pré-disposição, boa vontade e companhia certa costumam ser quanto baste.

Despeço-me com o lembrete de que felicidade é um estado de espírito que devemos cultivar todo o santo dia, sob pena de não desfrutarmos do melhor da vida. 
Aquele abraço amigo e até quarta!

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12
Nov21

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Viva! 👋

De uma conversa com uma amiga de uma amiga surgiu a inspiração para esta crónica. Ontem, durante um papo de gajas, sobre gajos, veio à baila o termo 'Tinderella', que admito nunca antes ter ouvido. De acordo com a sua autora, uma brasileira que se assume - sem pudor nem bazófia - frequentadora assídua do Tinder, 'Tinderellas' são as mulheres que andam pela aplicação à procura de amor, mesmo sabendo que aquilo "é uma porcaria" (palavras da própria, com as quais concordo plenamente).

Para a Larissa (assim se chama ela), não devemos desistir do amor e se a alternativa viável é o Tinder que seja então o Tinder. Não é novidade para ti que eu também sou consumidora deste produto, ainda que com uma regularidade cada vez mais esporádica. Não gosto, nunca gostei e não me vejo a vir a gostar do Tinder. Tudo ali é demasiado hardcore para uma romântica da velha guarda como eu. 

Sentimentalismo à parte, o facto é que volta e meia lá dou uma espreitadela, apenas para limpar as vistas (ou não). 
Por exemplo, há pouco recebi a notificação de uma nova correspondência. Não resistindo à curiosidade, e já que estava a fazer tempo para arranjar as unhas, lá acedi à app, mas como o match não enviou mensagem, fui à minha vida.

Para mim, a parte pior deste tipo de "interação amorosa" prende-se com o facto de os pretendentes não tomarem a iniciativa de meter conversa e quando o fazem esta resume-se a monossílabos ou diálogos tão espaçados no tempo que a dinâmica da conversa, e o interesse, acaba por esvair-se no vazio da superficialidade do próprio conceito. Não há paciência!

Como não sou apreciadora de fast foda, não sinto que esteja a perder grande coisa. Já instalei e desinstalei a aplicação tantas vezes que mais vale deixá-la estar e encará-la como mero instrumento de pesquisa para o blog. Porque sentimento real e verdadeiro não estou a ver-me a encontrá-lo nessa aplicação, ainda que tenha conhecimento de umas quantas estórias que começaram por lá e tiveram um final feliz.

Na busca pelo amor, entre o real e o virtual, fico-me pelo primeiro. Nada como ver com os próprios olhos, ouvir a voz, sorrir, tocar, cheirar... Antes de terminar esta reflexão, quero confessar que estou de olho num rapaz lá do ginásio. Again! Ao menos, desta vez consegui reunir coragem suficiente para passar do "olá, tudo bem" da praxe e enceter uma conversação com algum conteúdo. Até tomei a iniciativa de o seguir no Instagram, vê lá tu. On va voir qu'est-ce que va se passer à l'avenir (vamos ver o que vai acontecer no futuro).

Beijo na vida e alegria nos próximos dias, que para a semana cá estarei para mais um papo amigo. Au revoir!

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11
Nov21

O dia mais auspicioso do ano

por Sara Sarowsky

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Viva! 🍀

Conforme adiantado ontem, eis-me aqui para falar-te daquele que é, provavelmente, o dia mais auspicioso do ano. Para começo de conversa, assinalam-se hoje três datas de relevada importância para os solteiros e não só: Dia dos Solteiros, Dia de São Martinho e Portal Energético 11:11. 

Sobre a primeira efeméride, não vou alongar-me, dado que os posts O dia é dos solteiros, mas a festa é das marcas e No Dia dos Solteiros, a palavra de ordem é consumo contam (quase) tudo o que precisas de saber sobre o espaço no calendário que a sociedade (capitalista, claro está!) consagrou aos desemparelhados.

Quanto ao dia de São Martinho, festejado um pouco por toda a Europa, com as celebrações a variarem de país para país, tenho a dizer que em terras lusas é comumente associado à celebração da maturação do vinho do ano, sendo tradicionalmente o primeiro dia em que o novo pode ser degustado. É tradição fazer-se um grande magusto, castanhas assadas sob as brasas da fogueira (às vezes figos secos e nozes), e beber-se uma bebida alcoólica local chamada água-pé, resultante da adição de água ao bagaço da uva, ou jeropiga (um licor doce obtido de forma muito semelhante, que inclui ainda aguardente).


Em relação ao portal energético, o assunto que realmente me interessa, tenho bastante mais a dizer. Só quem trata o espiritualismo por tu saberá dizer o quão importante é o dia de hoje. Onze de onze, numa sequência de quatro números um é para muitos a data mais auspiciosa deste ano 2021. Isto porque, de acordo com a minha guia espiritual, Isabel Soares dos Santos, neste dia 11 do mês 11 do ano 5 (2+0+2+1) temos uma oportunidade extraordinária para expandir a nossa energia. Esse expandir tanto pode ser para o bem como para o mal. Com isso quer ela frisar que podemos escolher expandir os nossos medos ou expandir as nossas bênçãos, naquela que será uma escolha exclusivamente nossa, uma vez que só a nossa voz interior nos poderá guiar para o caminho certo.

Para isso, deixa-nos ela algumas indicações para aproveitarmos este dia da melhor maneira:
. Beber bastante água ou chá;
. Ouvir a nossa canção favorita, dançar, sorrir, respirar profundamente e escrever num papel os nosso maiores sonhos;
. Agradecer genuinamente todas as bênçãos da nossa vida, mesmo aqueles momentos que ainda não conseguimos vislumbrar como tal!

Este portal energético é deveras muito importante e se souberes tirar partido da sua energia, a tua vida pode conhecer a melhoria pela qual tanto tens batalhado. O meu conselho é que comeces por seguir estas dicas da Isabel, anotes aquilo que gostarias de concretizar na tua vida e faças uma prece ao universo, pedindo proteção divina e coragem para enfrentares com leveza de espírito as vicissitudes da vida.

Para aqueles que, como eu, já iniciaram o seu processo de despertar a palavra de ordem é serenidade e confiança para saber lidar com tudo o que se passa e ainda vai acontecer. É pois hora de estarmos mais atentos a nós próprios e não nos distrairmos, pois quanto mais distrações, mais perdidos estaremos.

Termino com este simples conselho: quanto mais centrado em ti, mais em paz ficarás! Que o dia de hoje te seja imensamente auspicioso e que te permita a concretização de um desejo há muito acalentado. Feliz 11 de novembro meu bem!

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Viva! 👋

Lembras-te de no último post ter referido que ainda não tinha decidido que tema iria abordar hoje? Nem de propósito, ontem, um amigo partilhou comigo um artigo da Men's Health, datado de 28 de outubro, que dá conhecimento de algo que a maioria de nós adora na intimidade sexual. És capaz de adivinhar qual é a coisa, qual é ela que 70% das mulheres adora na hora do bem bom?

De acordo com a empresa de brinquedos sexuais Lovehoney, as palmadas traseiras parecem ser uma aposta ganha na hora de proporcionar prazer sexual. Com base numa pesquisa a mais de 4.500 pessoas sobre as suas posições e fantasias favoritas, esta descobriu que, durante o sexo, 70 por cento das mulheres e 61 por cento dos homens estão ligados por este ato que pode estimular as terminações nervosas na vagina.

A ti gajo que estás a ler isto (sim, tu mesmo), preciso lembrar-te que informação é poder? Neste caso concreto, informação é prazer, por isso toca a por em prática mais esta dica da tua solteira favorita. Na tua próxima performance sexual, lembra-te que estaladas na parte inferior das nádegas pode levar a tua parceira à estratosfera. Escuso dizer que tal prática só se justifica se ela se mostrar receptiva e responsiva. Por isso, convém perguntar antes de avançares, não vá a coisa correr mal.

Por hoje é tudo. Conto voltar amanhã, excecionalmente, para falar-te do poderoso portal energético que vai acontecer neste 11 de 11, que é também o Dia dos Solteiros. Até lá, fica com aquele abraço amigo de sempre!

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08
Nov21

De volta, feliz e realizada

por Sara Sarowsky

845A7098-C83C-4508-99A7-4EC62B3F0351.jpegOra viva! ✌️ 

A semana passada, como prognostiquei na última publicação, foi uma loucura total, com esta solteira aqui a sair de casa antes das nove da manhã e a regressar ao lar depois das 22 horas, numa média de 14 horas de trabalho intensivo. Eu, que não abro mão das minhas 8-9 horas de sono, tive que contentar-me com bem menos do que isso, e sempre com o cérebro em atividade constante.

Para alívio meu, o desafio profissional que abracei nas últimas quatro semanas - dar apoio na organização de um evento para cerca de 400 pessoas - acabou ontem, pelo que eis-me de volta à rotina que tanta falta me fez. Desta vez, o regresso à normalidade conta com a benesse de poder desfrutar do tão ansiado sossego domiciliário. A última das colegas de casa deixou o teletrabalho para voltar à base. Só quem gosta da solidão é capaz de compreender o que me vai na alma. 

Poder escrever sem interferência é uma benção que não experenciava há mais de três anos, motivo pelo qual o meu estado de espírito neste preciso instante é de tal ordem que nem o facto de estar em jejum forçado (há semanas que não piso num supermercado) é capaz de comprometer a boa performance desta mente hiperativa.

O último mês foi intenso, exigente, duro mesmo, contudo, altamente recompensador. Para além da boa remuneração que conto receber, proporcionou-me o privilégio voltar ao trabalho em equipa. Colaborar com pessoas por quem se nutre afeição e admiração é sempre um bónus em contexto profissional. Saber que a nossa prestação fez toda a diferença equivale a jackpot.

Ainda que combalida do enorme esforço físico e mental dos últimos dias, estou de coração cheio e alma lavada. 
É assim que retomo a nossa dinâmica virtual, feliz e realizada. Na quarta-feira, estarei de volta com um novo artigo, cujo tema ainda estou para decidir. Por aqui fico que é hora de ir abastecer a despensa e dar combustível ao corpo, o qual acabou negligenciado nestes últimos dias. Tudo isso antes das 13h30, altura em que vou ter uma reunião de negócios, com vista a uma nova parceria.

Aquele abraço amigo de sempre e desejos de uma semana fantástica, repleta de momentos felizes!

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