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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

11
Jun21

anúncio sentimental.jpgViva! ✌️ 

Como o exemplo deve vir de cima, eis o anúncio de estreia do tal consultório sentimental de que falei há pouco. Preciso dizer quem é a autora?
 Afinal, tenho um altar para galgar daqui a seis meses. 😉

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business-idea-1240830_1920.jpgViva! ✌️ 

Na senda do tema do workshop de amanhã, o sucesso, trouxe-te cinco regras de ouro, que, de acordo com a Vichy, vale a pena implementares na tua vida, já que são bem capazes de a tornar mais profícua. 

Planeia e persiste
Para manteres o foco nos teus objetivos, sejam eles quais forem, necessitas de planeamento, concentração e persistência, os quais acabam por criar a motivação necessária para a sua implementação. Vai por mim, a mudança precisa de prática diária.

Sê realista
Temos tendência para traçar metas muito vagas, pouco concretas ou exageradas. Expectativas realistas são pois fundamentais para que consigas atingir o que mais desejas, pelo que é importante teres os pés bem assentes na terra e seres minuciosa no que te propões realizar.

Sonha
Quais os teus sonhos? Quantos já concretizaste? Quantos tens adiado? De quantos já desististe? A vida em si, com as suas constantes exigências, impele-nos a abrir mão dos nossos projetos. Manter inabalável a crença em nós mesmos e nas nossas capacidades não é tarefa fácil. Ainda assim, vale a pena sonhar, já que o sonho comanda a vida e quando sonhamos a obra nasce. É importante nunca deixares de sonhar. Acredita no que ambicionas, cultiva a motivação, planeia como podes alcançar esses desejos e lembra-te de que a realização dos sonhos depende apenas das ações que traças para os concretizar.

Apaixona-te
A paixão é condição fundamental (quer a nível emocional, quer a nível físico) para nos manter felizes e motivados. Independentemente da tua situação amorosa, apaixona-te pela vida, apaixona-te por ti… e por tudo o que estiver ao teu redor. Como? Adota um animal de estimação, inscreve-te numa aula de pintura, dança, faz escalada, aprende a tocar guitarra ou faz voluntariado. O importante é descobrires um interesse que te faça vibrar e nele investir.

Confia
Confia em ti, nas tuas circunstâncias de vida, no teu discernimento. Rodeia-te de pessoas com quem te sintas bem e pelas quais sentes verdadeira empatia. Não te compares com ninguém de forma depreciativa; ao invés disso, investe no teu amor-próprio, respeitando-te e confiando em ti e nas tuas decisões. Confia que tudo chega no momento certo.

Despeço-me com dois recados. O primeiro tem a ver com a sessão de amanhã, para a qual ainda vais a tempo de inscrever. Para tal, só tens que seguir a minha página do Facebook e enviar um email para aindasolteira@gmail.com. O segundo tem a ver com a minha oferta de consultoria sentimental, anunciada no início desta semana. Caso estejas a pensar fazer algo concreto para conheceres alguém, que não passe pelas apps de encontro, envia-me um pequeno anúncio que tentarei arranjar-te um par, sem que tenhas que pagar rigorosamente nada. Atreve-te, pois é fora da zona de controlo que a magia acontece.

Aquele abraço amigo e bom fim de semana!

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09
Jun21

Merecemos amar e ser amados

por Sara Sarowsky

couple-560783_1280.jpgViva! ✌️ 

Conforme adiantado no post anterior, cá estou eu para dar-te conhecimento da minha última crónica no Balai Cabo Verde, desta feita dedicada ao amor, tema que nunca se esgota, tamanha a sua importância na nossa vida. Espero que gostes!

Hoje quero falar de amor. Não desse de que se ouve falar por tudo e por nada, instantâneo e efémero, mas daquele maior, verdadeiro o suficiente para durar toda uma vida. Para grande desconsolo meu, tenho que reconhecer que vivemos tempos que promovem relações efémeras, despoletadas num clique, dissolvidas num instante...

Nos dias de hoje, mais fácil do que entrar num relacionamento amoroso é dela sair. Fala-se de amor ao primeiro olhar e vira se lhe as costas ao primeiro desgosto. A culpa - se é que a podemos imputar a algo, ao invés de a alguém - parece residir na infinidade de alternativas disponíveis, em que, por cada parceiro que fica pelo caminho, abre-se uma dezena delas. E as aplicações de encontro, pensadas para solucionar um problema, mas acabando por criar outro ainda mais alarmante, parecem ter um papel incontornável na agudização deste cenário.

Perante a imensidão de opções que elas oferecem, poucos são os dispostos a apostar seriamente no romance. Como tal, esforçar-se para conhecer verdadeiramente alguém, investir numa relação, trabalhar a dinâmica do casal, não desistir à primeira dificuldade, batalhar pela felicidade a dois e aceitar que o amor demanda sacrifícios não é para todos. Daí que considere que esse amor maior que há pouco descrevi seja o novo el dorado da contemporaneidade; dele ouve-se falar o tempo todo e até se acredita que existe, mas somente uns poucos o conhecem realmente.

Ao longo destes seis anos de dedicação à solteirice, em momento algum conheci quem assuma não querer ser amado. Independente da dimensão da nossa veia romântica, estamos todos cientes de que amor faz toda a diferença. Desejo primeiro e último de qualquer humano, é ele que dá sentido à sua existência, que o faz querer ser melhor a cada dia, que dignifica o divino que nele habita. A questão é que nem todos são suficientemente corajosos para enfrentar a sua força, a sua dimensão, a sua grandiosidade. Contudo, quem for capaz de superar a turbulência de emoções que ele acarreta e se permitir ser vulnerável, facilmente chegará à conclusão de que não há sensação mais apaziguadora, mais compensadora, mais libertadora.

Amor verdadeiro é mais do que sexo escaldante, beijos apaixonados ou declarações inflamadas nas redes sociais. É partilhar sonhos, respeitar o outro acima de tudo, fazer da lealdade o maior aliado, abraçar um projeto a dois, ser genuinamente compreendido pelo outro, ter um verdadeiro amigo para conversar e um companheiro para ajudar a enfrentar as provas e as turbulências da vida. Amar e ser amado é a maior aventura da vida.

E todos nós merecemos experienciar um amor assim, nem que seja por uma única vez. Resta saber o que estamos dispostos a fazer por isso. Por estar ciente do enorme desafio que está a ser encontrar esse tipo de amor, coloco à disposição de qualquer pessoa que ainda mantém viva a chama da esperança os meus préstimos de consultora sentimental,. Para tal, basta entrar em contacto comigo, que tudo farei para ajudar. Que o amor esteja connosco e que a esperança esteja com todos os corações solitários.

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heart-1192662_1920.jpgViva! ✌️ 

A inspiração que andou arisca no sábado voltou em força, pelo que hoje estou on fire, cheia de ideias e novidades. Para começar, decidi avançar com o workshop dedicado ao sucesso de que te falei no post anterior. Assim, este sábado, a partir das 22 horas, vou transmitir em direto só que no Facebook, através de um grupo que vou criar para esse propósito.

Em caso de interesse, e relembro que valerá a pena, só tens que seguir a minha página e manifestar interesse através do Messenger. Ao longo da semana, receberás um convite e no dia e hora marcada bastará acederes ao tal grupo para teres acesso à minha partilha. Para além de mais profissional, parece-me ser a opção que permitirá o acesso apenas àqueles que tiverem genuíno interesse em conhecer as minhas dicas para atingir e manter o sucesso.

Outra novidade é que esta tarde, a partir das 19 horas, vou participar num direto da cinderelasobrerodas, para dar a conhecer os próximos passos do serviço de cupido profissional Love for You Match, do qual sou mentora, juntamente com a Isabel Soares dos Santos. É cada vez mais incontornável o facto de que o mundo anda precisado de amor. São demasiadas pessoas à procura de uma oportunidade para ser feliz. E como queremos fazer a diferença na arte de juntar corações solitários, voltamos em força, após a pausa ditada pela minha viagem a Cabo Verde, mais motivadas do que antes. Conto com a tua presença nesta live.

A terceira e última nova do dia, porque tenho umas quantas outras na calha, tem precisamente a ver com esta pandemia de solteirice que anda a assolar as sociedades modernas e ao qual eu própria não sou alheia, até porque dela também padeço. A pedido de muitos desemparelhados, e sobretudo porque acredito que todos merecem a oportunidade de encontrar o amor, independemente da sua capacidade financeira, dou-te conhecimento, em primeira mão, de que o Love for You Match terá uma versão gratuita, através da qual vou oferecer os meus dotes de casamenteira a custo zero.

Em tempos idos, os solteiros procuravam par em anúncios de jornais, os quais cumpriam todos os requisitos de seriedade e credibilidade. É minha intenção resgatar esse costume caído em desuso, mas com eficácia comprovada. Tudo isso para contextualizar em que moldes vai-se processar a versão gratuita dos meus dotes de cupido profissional. Quem tiver interesse só terá que enviar um pequeno texto (contendo primeiro nome, dados biográficos que considerar relevante, cidade de residência, interesses e predicados que procura num parceiro). Através dos meus canais, tratarei da divulgação, salvaguardando sempre a identidade e a privacidade do anunciante, na expectativa de obter manifestações de interesse dignas de serem consideradas uma opção viável e sustentável. Caso queiras saber mais detalhes, é só entrar em contacto comigo.

Por hoje é tudo, voltarei na quarta. Até lá, fica com aquele abraço amigo!

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04
Jun21

3215BAEF-3CB0-4C67-A283-576DB5318938.jpegOra viva! ✌️ 

O feriado já foi, que venha o próximo, pelo que cá estamos nós de volta ao ativo, ainda que por apenas um dia. Na véspera do Saturday Single Spot (SSS), o ciclo de lives que tenho vindo a protagonizar no Instagram e cuja segunda temporada arrancou na semana passada, por confirmar está a sessão deste sábado. O motivo é tão simples quanto isso: não consegui confirmar atempadamente com nenhum dos convidados abordados.

Em nome da verdade, tenho que admitir que não fiz o suficiente por isso. Estou numa fase tão introspetiva, que só me apetece refugiar-me no meu mundo interior. Para teres uma ideia, ontem, em duas tiragens de tarot distintas, calharam-me as cartas Solidão e Isolamento. Dado que elas jamais mentem, está tudo dito sobre o meu estado de espírito, que desconfio estar intimimante relacionado com o atual momento astrológico.

Voltando ao assunto que aqui me trouxe, o próximo direto no Instagram, ainda estou para decidir se avanço a solo. Aproveitando a deixa do tema da semana passada, empreendedorismo no feminino (cuja gravação poderás ver aqui), considero de todo pertinente - relevante até - partilhar o conteúdo da minha apresentação no congresso que levou-me a Cabo Verde, em abril, o qual incide precisamente sobre dicas práticas para conquistar e conservar o sucesso.

Dita o bom senso que a plataforma mais adequada para tal será o Zoom, mas como não tenho conta paga, ao fim de uma hora a reunião seria automaticamente encerrada, uma limitação que não me agrada nem um pouco. Embora o Instagram finte esse constrangimento, é evidente que não é o ideal para o que tenho em mente: um workshop, onde os assistentes teriam a possibilidade de tomar notas e interagir comigo.

Vou continuar a matutar e, caso decida avançar, anunciarei o canal e os moldes em que se processará tal partilha. Fica atenta, pois o que tenho a dizer, inspirado no meu caso real e no dos que me rodeiam, vai seguramente valer os cerca de 60 minutos do teu sábado à noite. Como uma das minhas amigas mais chegadas desembarcará amanhã em Lisboa, pode ser que eu consiga debelar esta inércia espiritual e recupere a inspiração a tempo de mais uma sessão do SSS.

Por hoje é só. No melhor dos cenários, voltaremos a falar amanhã no direto, caso contrário temos encontro marcado na segunda-feira. Seja como for, o abraço amigo de sempre é garantido. Até breve!

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02
Jun21

194174650_1711913805678462_4052340972023734104_n.jOra viva! ✌️ 

Junho chegou, com muita tensão e inquietação no ar, por causa de planetas retrógados, cuja energia desafiante e irritante vai perdurar até ao dia 22. É, portanto, hora de apertar o cinto e aguentar a turbulência das próximas três semanas. Este sexto mês do ano, que assinala a entrada em cena do verão, vai-nos impor muitos desafios, os quais convém estarmos à sua altura, sob pena de vermos a nossa vida a andar para trás.

Ninguém melhor do que a guia de luz e minha conselheira espiritual para nos dizer com toda a certeza o que nos reservam os astros para os próximos dias.

Sejam muito bem-vindos ao mês do Renascimento! É tempo de tomar consciência de todas as coisas que ainda nos são desconfortáveis, sem a qual é impossível renascer. Por isso, vamos abraçar esta viagem maravilhosa que é a vida, com gratidão por toda a aprendizagem que as nossas partes escuras nos trouxeram.

Para renascer na luz, é necessário atravessar a libertação do nosso passado e isso é das situações mais desafiantes da vida. É muito mais fácil perdermos anos de vida a remoer no que deveria ter sido e não foi do que arregaçar as mangas e abraçar a libertação de tudo o que já não está de acordo com a nossa verdadeira essência.

Com alguns planetas retrógrados a fazerem-nos companhia durante grande parte deste mês, alguns assuntos do passado irão surgir para termos a certeza do caminho a seguir.

Não te esqueças que o passado deve ficar no passado. Quanto mais tempo ficas agarrada a recordações e memórias, menos vives...

Neste mês com mais luz e calor do sol, vamos aproveitar para agradecer a bênção da vida. Vamos abraçar a nossa luz. Vamos ter mais compaixão por todos à nossa volta. Vamos viver mais em amor connosco, pois esse é o caminho para conseguirmos ter e sentir mais amor por todos à nossa volta.

Desejo-te um mês cheio de luz e de boas decisões.

Abraço de Amor 🧡 
Isabel

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religion-3727463_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Para começar a semana com a melhor “auspiciosidade”, dedico este post a um dos pilares do meu bem-estar emocional e, por tabela, do meu sucesso pessoal e profissional: a espiritualidade, assunto que, para gaúdio meu, começa a assumir um papel incontornável na vida de muitas pessoas, como deixou evidente o programa O eco da alma, exibido na passada quinta-feira, no canal 1 da RTP.

Sobre a espiritualidade já aqui disse quase tudo o que considero relevante, pelo que hoje vou apenas partilhar o ponto de vista dos protagonistas da citada reportagem, a qual aconselho vivamente que assistas. Além de muito elucidativa, conseguiu abordar a questão com a dose exata de objetividade e sensibilidade, deixando evidente que o bem-estar do corpo é indissociável do bem-estar da alma.

Por experiência própria, garanto-te que a felicidade - ambição primeira e última de todo ser humano - passa impreterivelmente pela espiritualidade. Quando predispus-me a questionar, em busca das respostas certas, quem sou eu, que sentido tem a minha vida, o que ando aqui a fazer, qual a minha missão nesta encarnação, se a vida é apenas isto e se existirá algo mais além, deparei-me com o (verdadeiro) caminho da felicidade. Não aquela instantânea e fugaz, mas a plena e intrínseca, que brota da alma e invade todo o ser com a sua essência.

É surpreendente a quantidade de desinformados, quase todos leais seguidores do cristinianismo, que insistem em associar a espiritualidade a espíritos (entenda-se almas penadas). Obcecados em reproduzir dogmas e doutrinas fundamentalistas, recusam-se terminantemente a ver a questão como ela de facto é: a alma existe, todos a temos e é ela que alberga a nossa essência divina, ou seja, o toque de Deus que habita em nós.

Programas como estes, ainda para mais protagonizados por figuras públicas, os melhores veículos para despertar curiosidade e conferir legitimidade e credibilidade, servem para desconstruir a panóplia de preconceitos e estereótipos à volta do tema. Termino com um sincero agradecimento à equipa do Linha da Frente, a qual, nas palavras da minha guia de luz, vem mostrar que "ainda há esperança" numa humanidade mais desperta e melhor harmonizada com a essência divina.

Que a tua semana seja leve, doce e inspirada. Aquele abraço amigo!

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28
Mai21

Empreendedorismo no feminino

por Sara Sarowsky

Saturday Single Spot_Leila Portela.jpgViva! ✌️ 

Sextou, o quer dizer que amanhã haverá live no meu Instagram. Será o arranque da segunda temporada do ciclo Saturday Single Spot, iniciado a 30 de janeiro e cuja primeira temporada acabou a 24 de abril. Após uma pausa criativa de cinco semanas, eis-me de volta aos diretos, com novos temas para debater, novos convidados para receber, novas perspetivas para explorar e novos paradigmas para desconstruir, sendo o primeiro deles o empreendedorismo feminino.

É chegada a hora de dedicar uma atenção especial a este tema tão em voga nos tempos que correm e no qual estou interessada em aventurar-me num futuro próximo. Caso não estejas ainda familiarizada com o conceito, começo por dizer que o empreendedorismo pode ser definido, segundo Robert D. Hisrich, como "o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação económica e pessoal".

Na prática, o empreendedorismo mais não é do que a capacidade de cada indivíduo para realizar e montar o seu próprio negócio, e ser bem-sucedido dentro deste processo. 
É justamente sobre isso - com enfoque nos desafios e constrangimentos impostos ao género feminino - que vou estar à conversa com a Leila Portela, conterrânea minha mentora do Global Women in Tourism, uma comunidade de mulheres que atuam na área do turismo, através de um olhar penetrante sobre as questões de género no turismo, tais como o empoderamento feminino, a liderança, o amor-próprio, o empreendedorismo e as adversidades que o género enfrenta.

Às páginas dantas da live vamos levantar o véu sobre o II Fórum Internacional: Mulheres e Turismo, a minha voz, promovido pela minha convidada para os dias 2, 3 e 4 de junho. Como podes ver, motivos de sobra tens tu para assistir à nossa conversa amiga, amanhã, a partir das 22 horas, no meu perfil sara_sarowsky. Conto com a tua presença!


Abraço de bom fim de semana!

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26
Mai21

Vivemos ou vegetamos?

por Sara Sarowsky

abstract-2915769_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Contigo partilho hoje a minha última crónica para o Balai Cabo Verde, a qual foi publicada esta manhã, mesmo a tempo do nosso encontro. Boa leitura!

Há muito que estou para escrever sobre o (real) significado da vida, uma questão crucial ao autoconhecimento e à evolução de qualquer humano disposto a fazer bom uso da sua capacidade analítica. Abro aqui um parêntesis para alertar que não é intenção desta crónica dissertar sobre o sentido filosófico da vida, mas antes sobre a forma como cada um de nós a experiencia.

O que é para ti viver, já alguma vez pensaste nisso? Para o dicionário é basicamente existir. Para mim é essencialmente desfrutar desse existir. A meu ver, existe uma linha muito nítida que separa aqueles que "existem" daqueles que "vivem", daí que te desafie a pensar em qual das categorias te enquadras. Claro que para assumires uma posição vais precisar de mais elementos, os quais darei com todo o gosto ao longos dos próximos parágrafos.

Todo aquele que vive existe, correto? Mas será que todo aquele que existe vive? Confusos? A esta altura do raciocínio até eu estou, confesso! A desconstrução deste meu ponto de vista parte de um pressuposto bem simples: os vegetais existem mas não vivem. Concordas que os vegetais existem, certo? Hás de igualmente concordar que eles não vivem. Com os humanos passa-se o mesmo; há os que existem e vivem e os que existem mas não vivem, logo, vegetam.

Vivem aqueles que aproveitam da vida, que tiram vantagem de tudo, que desfrutam da experiência de estar vivo. Vivem aqueles que têm um propósito na vida, que se reinventam a cada dia, que procuram ser mais e melhor, que investem em si e nos outros ao seu redor, que buscam evoluir, que fazem por atingir seus sonhos e suas ambições. Vivem aqueles que contribuem, somam, acrescentam valor. Vivem aqueles que sabem ser gratos pelo que possuem, mas nem por isso se conformam. Vivem aqueles que não têm tudo o que querem mas querem tudo o que têm. Vivem aqueles que reconhecem a vida como uma bênção. Vivem aqueles que apreciam a viagem, independentemente do destino ao qual ela os conduz.

Em contrapartida, vegetam aqueles cuja existência é conduzida em modo automático; aqueles que respiram, comem, dormem, trabalham, pagam contas e por aí fora, sem questionar, contestar, almejar, desafiar, batalhar. Vegetam aqueles que não exercem o seu querer nem a sua vontade própria. Vegetam aqueles que não fazem uso do seu livre arbítrio, da sua capacidade para dizer "não" ou "basta" a tudo que não acrescenta valor. Vegetam aqueles que se regem cegamente pela cartilha da religião, da política, da informação oca e da coscuvilhice. Vegetam aqueles que gratuitamente criticam, julgam, condenam e castram tudo o que não vai de encontro à sua ideologia. Vegetam aqueles que encaram a vida como um fardo. Vegetam aqueles que, só por existirem, tornam o mundo um lugar menos agradável para se viver.

Acima de cada uma delas, identifico outras duas categorias: os sobreviventes (aqueles que ainda não vivem, mas já não vegetam) e os extraviventes (aqueles que cumprem a sua missão de vida, atingindo assim o mais alto patamar da vivência). Mas isso já é assunto para outra crónica...

Aquele abraço amigo e até sexta!

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24
Mai21

feedback-1977986_1920.jpgViva! ✌️ 

Para hoje proponho desconstruirmos o tema da live de sábado, 'A toxidade por detrás dos comentários', a qual foi bem interessante e elucidativa. Quando ouvimos falar de pessoas tóxicas vem-nos imediatamente à cabeça a imagem de criaturas mal-intencionadas que - de forma deliberada ou não - contaminam os que estão à sua volta com a sua negatividade.

A existirem, são poucas as pessoas que assumem a sua toxidade, daí que seja deveras desagradável tomarmos consciência de que podemos ser nocivos à boa convivência social. O que nos escapa na maioria das vezes é que não precisamos ser tóxicos para manifestarmos comportamentos tóxicos, como é o caso dos comentários. Confusa? Já explico! 

Permite-me a minha experiência pessoal e profissional, catalogar os comentários tóxicos em dois grupos: espontâneos (os quais chamo de "maliciosos") e deliberados (os quais chamo de "maldosos"). Em relação a estes últimos, igualmente conhecidos como "comentários de ódio", tenho a dizer que são baseados em intenções obscuras, com a maldade a ser proferida de forma deliberada e indiscriminada. Visam estes magoar, ofender, desestabilizar, gerar caos e espalhar energias negativas. As pessoas por detrás deles, os "haters", fazem-no (quase sempre) escudadas pelo anonimato do ciberespaço, com o claro propósito de destilar veneno, espalhar o ódio e semear a discórdia.

Sobre este tipo de comentários falarei noutra oportunidade, que a intenção desta crónica é analisar apenas os "maliciosos", aqueles que são feitos de forma espontânea, geralmente desencadeados pela falta de empatia ou pouca sensibilidade da parte de quem as profere. A maldade por detrás deles - a existir - é sutil e por vezes inconsciente, daí que os outros sejam capazes de aturá-los durante um longo período de tempo, sem acusarem desconforto ou ressentimento. Na sua origem podem estar sentimentos como amargura, ressentimento, inveja, infelicidade ou apenas má educação.

Feita a contextualização dos dois tipos de comentários tóxicos que circulam por aí, eis quatro dicas para evitares a toxidade no teu palavreado:

1. Substitui o "não" por uma sugestão construtiva
Ao invés de dizeres a alguém que não pode ou que não deve proceder de certa forma, que tal fazeres uma sugestão? Dou um exemplo: um amigo que acaba de tirar a carta de condução diz-te que vai comprar um carro zero quilómetros. Sabendo tu da enorme probabilidade deste vir a ter um acidente, ou seja de o carro ir parar à sucata, que tal, ao invés de lhe dizeres que "não deve" comprar um carro novo, sugerires um em segunda mão, pelo memos até estar à vontade com a condução, que assim em caso de acidente o prejuízo será menor.

2. Reconhecer que estás num dia não
Naqueles dias de má disposição, em que só te apetece mandar tudo e todos à merda, o mais sensato é evitar interações e focar-te em ti. Mil vezes dizeres a alguém que não estás bem e que preferes ficar quietinha no teu canto do que saíres por aí a distribuir patadas e comentários ferinos, capazes de magoar ou até mesmo por em xeque a tua relação com os outros.

3. Na ausência de algo simpático para dizer, fica calada
Não é à toa que se diz que a palavra é de prata e o silêncio de ouro, Com isso quero lembrar-te que a ter que fazer uma comentário desagradável, mais vale não fazer nenhum. A vida já é cheia de negatividade, pelo que comentários tóxicos são perfeitamente dispensáveis. Se sentires que tens mesmo que dizer algo pouco abonatório, ao menos tenta suavizar o discurso de maneira a não constranger, muito menos humilhar, o outro.

4. Na dúvida, perguntar se gostarias de ouvir tal coisa
Quando não tens a certeza de que o que vais dizer será bem acolhido, pensa se gostarias que alguém te dissesse o mesmo. Não existe estratégia mais eficaz do que esta para por travão à toxidade nas nossas palavras ou atitudes. A postura de "não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti" cai sempre bem e aplica-se a todas as esferas da coexistência humana.

Termino realçando que todos nós, em algum momento da vida, fomos, ou podemos ser, tóxicos. Basta um dia mau, uma pessoa mal encarada ou um acontecimento estúpido para despoletar em nós sentimentos nefastos, muitas vezes verbalizados através de comentários tóxicos. O importante é saber reconhecer os sintomas e intervir a tempo de evitar males maiores.

Aquele abraço amigo e até quarta!

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