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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

11
Ago20

4DA394FE-3E34-401F-8B15-194E922E98E1.jpegOra viva! 👋

Eis-nos na segunda semana de agosto, tradicionalmente o mês mais "querido" de praticamente todos os habitantes do hemisfério norte. Digo "praticamente todos" porque, por incrível que pareça, há quem não goste do verão, precisamente por estar associado ao calor, à praia, ao sol e à diversão. Como não é o caso desta solteira aqui, o oitavo mês do ano é por mim, de há uns tempos para cá, aguardado com ansiedade e expectativa.

O engraçado é que - até tornar-me numa assalariada que dá expediente todos os dias úteis, das 9 às 18, cerca de 231 vezes ao ano - costumava encarar agosto como outro mês qualquer, com a particularidade de haver pouco que fazer, logo muito que desfrutar. Curioso como a vida nos leva a valorizar coisas às quais não dávamos grande importância quando tidas como garantidas. Penso que a isso se chama amadurecer.

Voltando ao tema deste post, o último da primeira temporada da série dramática 2020, cumpre ele o propósito de te informar que vou estar ausente nas próximas semanas, para aquele merecido descanso que só agosto é capaz de nos proporcionar.

Citando a Michelle Obama, acredito estar a braços com uma "depressão ligeira", resultado, não só da situação epidemiológica global, mas sobretudo da impotência em concretizar, para já, alguns dos meus planos e projetos. 
Tenho perfeita noção de que este desabafo denuncia uma pitada de egocentrismo, bem como alguma insensibilidade para com aqueles a quem a pandemia ceifou saúde, vida, entes queridos, emprego, rendimentos e tudo o mais. No meu caso ela só está a ceifar-me o ânimo e a esperança, o que acaba por comprometer a minha alegria de viver.

Ainda há pouco li uma frase de Diana Gaspar que dizia o seguinte: "Às vezes para avançarmos, precisamos mesmo de parar!" De facto, as férias cumprem essa missão. Após meses e meses de limitações, alterações e adaptações constantes e profundas, num cenário nunca dantes visto em toda a minha existência, esta pausa vai-me saber melhor do que todas as outras que alguma vez tive. Assim, é minha intenção aproveitar as próximas semanas para descansar, recuperar o ânimo, reconectar-me com o essencial e desligar o mais que puder da minha realidade atual.

Como e onde conto-te depois. Para já, fica com aquele abraço amigo e votos de que este agosto te seja o mais "querido" possível. Até setembro!

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05
Ago20

sexy-4578028_1920.jpgOra viva!

Esta crónica assenta numa sugestão da FL, que encaminhou-me um texto sobre o orgasmo, na esperança de que pudesse ser um tópico para este blog, eleito, por duas vezes consecutivas, como o melhor da categoria sexualidade. Como não poderia ela estar mais certa, eis-me aqui a partilhá-lo contigo, acreditanto que será do teu interesse, tanto quanto foi do meu.

Pode o orgasmo ser um comportamento que se aprende, pergunta Barbara Cadabra, autora da página Lua das Colheitas, num post datado de 31 de julho deste ano. Sobre tal questão, considera ela que "a reprodução é instintiva, mas o prazer e o orgasmo são aprendidos durante a vida. E para aprender são necessárias informações claras e corretas sobre a sexualidade em si, mas, principalmente, sobre o nosso próprio corpo. E só vamos perceber como funciona o nosso corpo quando o tocarmos e o reconhecermos"  (como um instrumento de prazer).

Para ter um orgasmo é preciso que o corpo esteja preparado e, para a mulher, esse processo é muito mais demorado do que para o homem. Para que o corpo da mulher se sinta plenamente recetivo, é necessário que os órgãos internos, vagina e clitóris, estejam altamente irrigados de sangue, permitindo, assim, que a sensibilidade aumente. Esta preparação do corpo feminino leva em média 20 minutos e é essencial que a mulher não se distraia, sob pena da excitação desaparecer. Portanto, é absolutamente essencial a estimulação do corpo e da vagina através de festinhas, carícias, massagens e beijos.

Um dos grandes bloqueios ao orgasmo é a educação sexual que não temos... Conceitos rígidos sobre a sexualidade e sobre como devemos explorá-la dificultam imenso o processo de reconhecimento do prazer. É urgente refletirmos sobre as crenças relativas ao sexo, sobre o que consideramos ser o modo correto de o praticar. Se existe um bloqueio de crenças ou emoções relativamente à expressão sexual, o corpo não vai conseguir funcionar correta e plenamente, afastando a possibilidade de alcançar o máximo prazer orgásmico.

Se queres melhorar os teus orgasmos, começa a dedicar-te mais tempo, a conhecer os teus genitais, a tocar-lhes, a explorá-los e a estimulá-los... Entrega-te a um prazer só teu, de modo a que possas convidar alguém a desfrutar contigo.

Quem não alcança o orgasmo sozinho, dificilmente o alcançará com outra pessoa.

Meu bem, concordas que desfrutar plenamente do prazer sexual é algo que se aprende? Se assim for, és capaz de me dizer porque carga de água existem tantas mulheres que nunca lá chegaram?

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03
Ago20

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Ora viva!

Agosto chegou, com o mundo inteiro a desejar que venha a gosto, trazendo com ele uma trégua na dura batalha contra esta maldita pandemia. Ainda que longe daquele "querido mês de agosto" a que estávamos habituados, ansiamos todos por descanso e relaxamento, de preferência embalados pela brisa marítima ou pelo ar campestre.

A carta deste mês é um convite irrecusável ao aproveitar os pequenos prazeres da vida. Experienciar é, portanto, a palavra de ordem. Feita a nota introdutória, deixo-te então com as previsões energéticas da Isabel Soares dos Santos, conselheira espiritual deste blog, para este oitavo mês do ano.

E num ápice chegámos ao mês de agosto. Este ano de 2020, além de nos desafiar a encontrar novas soluções para a nossa vida, está a passar a uma velocidade estonteante. Muito em breve chegaremos ao Natal e muitos irão olhar para trás sem perceber nada do que aconteceu... Espero que faças parte do grupo de pessoas dedicado a aprender com esta mudança tão necessária para podermos, todos juntos, encontrar um novo rumo para a história da humanidade.

Agosto surge com a energia do elemento fogo a dar um forte impulso para a ação. E para darmos os melhores passos precisamos parar, encontrar a nossa luz interior e depois decidir onde queremos brilhar, com quem queremos brilhar e como queremos brilhar. Este será um mês muito importante, que nos vai ensinar a dar valor às pequenas coisas. Vais ser desafiada a olhar para dentro  de ti e questionar:
. Tenho orgulho no meu percurso ao longo da vida?
. Já consegui encontrar o caminho da paz interior?
. Já me libertei das raivas acumuladas ao longo dos anos?
. Aprendi o real significado de perdoar?
. Consigo perdoar-me?
. Encontrei dentro de mim a força necessária para ir ao encontro da minha felicidade?
. Já compreendi que a cada dia posso tomar novas decisões e aprender a ser mais feliz?

São tantas as perguntas que este 2020 nos traz. Se não estiveres atenta aos sinais, se não parares um pouco para compreender que a mudança começa por ti, então vais precisar de toda a força do mundo, pois terás pela frente vários 2020 consecutivos até aprenderes. Assim, sem dó nem piedade. 

A vida é muito generosa connosco. Mas se não aprendes a ser generosa com a tua vida, e com as tuas decisões mais profundas, então não fiques sentada à espera de um milagre, pois os verdadeiros milagres acontecem a quem se preparou para os merecer. Ainda vais a tempo. Aproveita este mês para viveres mais em autenticidade com os teus valores. Ou então, se os teus valores não te trouxeram bons resultados nos últimos anos, muda de valores. Bem sei que é difícil, bem sei que é preciso coragem. Mas, se realmente queres aprender alguma coisa com 2020, faz por isso. Começa por mudar o que está mal em ti e simplesmente ficar atenta aos sinais. Vais ser agradavelmente surpreendida. Tenho a certeza. Confia!

Desejo-te um mês maravilhoso, quente como o sol que te impulsiona para seguires caminhos melhores e sereno como a lua que fala diretamente ao teu coração!

Abraço de Luz,
Isabel

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27
Jul20

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Viva! 

Ando tão enfadada que pouco mais que vegetar tenho feito. Por vegetar refiro-me a executar apenas o essencial à minha sobrevivência biológica e financeira. Pelos vistos, estou a acusar bem mais do que o expectável toda esta situação epidemiológica. Sinceramente, não sei que rumo dar ao meu ânimo, confinado a uma profunda apatia. Espero tratar-se apenas de cansaço e não de uma caminhada rumo à depressão.

Consegui sair do marasmo em que me vi presa nas últimas semanas quando iniciei um curso para aprender a andar de bicicleta. Por incrível que pareça, até este fim de semana andar de bicicleta para mim era o mesmo que pilotar uma nave espacial. E acredita que já fui proprietária de uma reluzente Champion vermelha, enviada da França pelo meu querido e saudoso pai, andava eu no auge da adolescência.

Tanto os meus irmãos como a vizinhança usaram, abusaram e lambuzaram da dita máquina, topo de gama na altura. Todos menos eu! Por medo dos tais efeitos colaterais de que todos falavam (entenda-se quedas), nunca cheguei a aprender. No verão de 2008 ainda ensaiei uma aula com o então namorado de uma das minhas amigas maiores, atleta federado de BTT, mas a coisa não passou disso mesmo, uma tentativa ímpar. A frustração de não ser bem-sucedida à primeira, aliada às dores nas partes traseiras, falaram mais alto que a vontade de aprender.

No verão passado, em terras gaulesas, vi-me novamente condicionada pela minha inaptidão cicloturística. Numa pequena vila onde a oferta de transportes públicos é bastante limitada, as formas de locomoção alternavam entre duas e quatro rodas. Sem habilitação para nenhuma delas, vi-me à rasca em diversos momentos, comprometendo, inclusive, os planos da minha família, que viu-se obrigada a abrir mão dos seus passeios de modo a não excluir-me. Aprender tornou-se, portanto, imprescindível, mais não seja porque tenho planos de para lá ir viver num futuro próximo.

Por isso mal pude acreditar na minha sorte ao deparar-me, já em contagem decrescente para voltar ao sítio onde fui tão feliz no ano passado, com um curso de iniciação à bicicleta, promovido pela autarquia alfacinha em parceria com a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta. Foi preciso uma operação de charme ao mais alto nível para conseguir uma vaga at last minute, já que a edição esgotara. Foi assim que, no sábado, iniciei uma aventura sobre (duas) rodas; aventura essa que tem suscitado em mim um mix de sentimentos: orgulho, humildade, receio, gratidão e... dor.

Quem olha para os meus membros inferiores dirá, seguramente, que fui vítima de violência. Para bem dos meus pecados, a violência foi desportiva e não doméstica, caso contrário estaria o agressor em maus lençóis e esta solteira aqui em outros bem piores. Ainda que sem ferimentos de maior gravidade, tenho as pernas e as canelas de tal modo raspadas, pisadas e arranhadas, que hoje optei por um vestido longo, quando era minha intenção estrear um modelito midi que comprei há dias com 70% de desconto.

Ainda assim, digo de boca cheia: vale a pena. Finalmente, estou deixando para trás uma limitação que há muito moía-me o juízo. A par disso, estou-me aventurando para fora da minha zona de conforto (literalmente falando). 
Nestes últimos dois dias, convivi com desconhecidos, partilhei situações insólitas, superei o medo, a ansiedade, o nervosismo, a vergonha e a humilhação. Redescobri o sentido daquela máxima que diz que não há sucesso sem fracasso e que só vence quem insiste, persiste e não desiste. Voltei a lembrar-me que nunca é tarde para se aprender e que abrir mão dos meus sonhos jamais deve ser uma opção. 

Estou tão empolgada que, mesmo sem ter concluído o curso, combinei ir dar umas voltas com outras colegas. O entusiasmo é tal que já identifiquei novos alvos: trotineta e patins. Se é para sofrer que seja tudo de uma vez!

Um abraço desta tua amiga dorida, mas realizada!

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17
Jul20

Acreditar é preciso

por LegoLuna

F1A0A3A9-8AEF-4EFE-A8E5-A587DA2BE3A7.jpegOra viva!

Porque acreditar é preciso - nesta altura mais do que nunca - deixo-te com estes versos, repescados de uma publicação de julho de 2017.

Acredita no destino.
Lembra-te que às vezes o que temos que fazer é soltar as rédeas e acreditar que quem nos guia conhece o caminho.
Acredita no amor.
Por mais que ele nos faça sofrer, não há outra fonte que alimente tanto o sentido desta vida.
Acredita no amanhã.
Embora incerto, é lá que devem estar as nossas esperanças mais sinceras.
Acredita nas pessoas.
Eu sei, elas erram muito, mas nós também. É justamente por isso que existe o perdão: para que pessoas como tu e eu tenham a condição de continuarmos juntos apesar de tudo.
Acredita na vida.
Na paz e na guerra também.
Acredita nos teus sonhos.
Jamais desistas de perseguir a tua felicidade.
É simples, mas é quase tudo!
 
Meu bem, aproveita estas palavras para renovar a tua crença de que as coisas vão melhorar e que o mundo vai superar este período turbulento da sua história.

Aquele abraço amigo de bom fim de semana!

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self-love-65693_1920.jpgOra viva!

A inspiração - que andou arisca na última semana, provavelmente escaldada pelo tempo - parece ter voltado em força, graças à LL, uma seguidora que partilhou comigo o drama de estar numa relação com alguém centrado, unica e exclusivamente, em si mesmo. O seu desabafo mais não me pareceu do que um grito de infelicidade e impotência, um claro pedido de socorro.

Escuso dizer que a minha primeira reação foi sugerir que mandasse o gajo à merda, mas como percebi que, para ela, a solução não era tão simples quanto isso, comprometi-me a escrever sobre o assunto, na expectativa de que mais alguém se identifique, ao ponto de querer partilhar a sua experiência, dando assim à LL uma luz sobre o rumo a dar a uma estória que de amor só tem dele para ele mesmo. Confusa? Já vais entender!

Do que depreendi do nosso bate-papo, e mesmo sem qualquer qualificação profissional na área da mente, atrevo-me a diagnosticar a personalidade do dito cujo com quem ela anda metida, a raíz de toda a sua angústia. Em resultado da pesquisa que fiz, é-me possível reconhecer nele os traços de um narcisita de primeira linha. Vejamos: o gajo acha-se
melhor do que os outros (ela inclusive); vive num permanente estado de competição; quer sempre tudo sem dar nada em troca; demonstra grande dificuldade, incapacidade até, em compreender o ponto de vista dela; não faz nada a custo zero; lida muito mal com a frustração; esforça-se demasiado para ser admirado, para ser o centro das atenções; raramente mostra empatia para com as necessidades ou sentimentos alheios; encara a relação amorosa com superficialidade, dando a entender que esta só serve para lhe afagar o ego; revela uma postura arrogante, soberba, insolente e crítica, sempre centrado nos seus pontos de vista e jamais nos dos outros.

Uma vez traçado o perfil dessa pessoa totalmente focada em si, analisemos, à luz da psicologia, o seu comportamento no contexto amoroso-sentimental. "À primeira vista, é relativamente fácil gostar de um narcisista, já que é uma pessoa sedutora, atraente, com carisma e que se mostra extrovertida, autoconfiante e determinada", esclarece Rita Fonseca de Castro, da Oficina de Psicologia. "Quando estabelece um objetivo, é muito persuasivo pelo que, se estiver interessado em se relacionar com alguém, para sua própria gratificação, fará com que o alvo da sua cobiça se sinta especial e desejado." Foi precisamente isso que aconteceu com a protagonista deste melodrama. No início, o fulano demonstrou ser um encanto de homem, com uma personalidade impossível de resistir.

Envolver-se com um narcisista é entrar numa montanha-russa de emoções, que de um modo geral termina rápido e mal. "Alguém com uma personalidade assim tende a estabelecer relações de curta duração e superficiais, sempre focadas nos seus ganhos pessoais. Quem tem uma relação com uma pessoa com esta patologia acaba por investir tudo (sozinho) na relação, e só se apercebe verdadeiramente disso quando acaba", alerta a psicóloga.

Cara LL, para o caso de ainda teres alguma dúvida, retém isto: o teu namorado já encontrou o grande amor da sua vida: ele mesmo! Motivo pelo qual é-lhe francamente difícil entregar-se genuinamente a outra pessoa. Ele pode até sentir-se - e mostrar-se - apaixonado, só que as suas motivações nunca serão verdadeiramente altruístas. Por muito que te custe ouvir, não há como dourar a pílula: a ele só lhe interessa os benefícios que a vossa relação lhe proporciona. É da sua natureza preocupar-se apenas consigo mesmo, pelo que, por mais que queiras, ele não vai mudar. Nem por ti, nem por ninguém. Afinal, uma onça jamais perde as suas pintas, por mais que as tente camuflar.

Um abraço afetuoso meu!

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01
Jul20

Guidance.jpgViva!

O sétimo mês deste turbulento ano de 2020 chega irremediavelmente condicionado pelo clima de incerteza, angústia e medo que tem reinado nos últimos três meses. Ainda assim, sobre ele paira uma energia de confiança renovada, regida por uma carta muito auspiciosa, a Guidance (Guia, em português). Sobre isso, ninguém melhor que a conselheira espiritual deste blog, a Isabel Soares dos Santos, para nos por a par das previsões energéticas para julho, que hoje arranca.

Metade do ano já passou. Se tens casa, comida e, principalmente, saúde, agradece por isso. Dois mil e vinte é o ano para aprendermos a viver um dia de cada vez e a dar valor a todas as nossas conquistas ao longo da vida. Quando vivemos em gratidão e em amor puro somos capazes de sobreviver a todos os desafios.

Os últimos três meses foram bastante desafiantes, nomeadamente, pela instabilidade e mudanças constantes. Um tempo novo está a surgir, uma nova ordem mundial já se começa a vislumbrar aos poucos e, ainda há muito a fazer para nos prepararmos para a mudança para uma sociedade mais justa e equilibrada.

Por isso mesmo, o mês de julho de 2020 surge com uma energia de confiança renovada. Tivemos a oportunidade, nos últimos meses, de perceber que a cada dia temos que estar preparados para o que der e vier. Neste momento vamos aproveitar para recarregar energias, principalmente, a energia interior. A fé vai estar presente durante todo o mês.

É chegada a hora de valorizarmos mais a verdadeira fé. Como?
. Acreditando mais nas nossas capacidades;
. Perdoando mais, tanto os outros, como a nós próprios;
. Vivendo mais a compaixão e abandonando a necessidade de crítica constante;
. Aumentando o amor próprio e a autoestima;
. Vivendo mais em gratidão a cada dia.

Durante este mês devemos aproveitar os tempos livres para relaxar, descansar bastante, olhar mais para dentro e voltar a encher o nosso coração de fé. Temos que estar preparados, pois até ao final do ano ainda iremos ter bastantes sobressaltos e, a melhor preparação que podemos fazer neste momento, é estarmos confiantes de quem somos, aumentando a nossa fé e a nossa confiança interior.

Desejos de um mês cheio de luz, que possas reencontrar-te com a tua fé e confiança interior!

Abraço de Luz,
Isabel Soares dos Santos
💖

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leisure-1869744_1920.jpgViva!

Saberás tu indicar qual é a qualidade física dos homens que mais atrai as mulheres? Vou já avisando para não olhares para a fotografia, pois ela, provavelmente, induzir te á em erro. Aposto que olhaste - apesar de ter-te aconselhado a não fazê-lo - e que neste momento estás a pensar que a resposta estará relacionada com músculos definidos, six pack para ser mais exata. Acertei?

Acredites ou não, a resposta encontra-se bem acima, mais concretamente no rosto. Surpreendentemente (ou talvez não), um sorriso 😀 brilhante e imaculado é a principal caraterística que as mulheres procuram num potencial parceiro. Eu que sou uma fã incondicional do tal "pacote seis", tenho a dizer que concordo ipsis verbis com esta preferência feminina.

Dados recolhidos junto de 2.197 mulheres solteiras não poderiam ser mais contundentes em relação a esta questão: 71 por cento prefere "um belo sorriso" acima de tudo o resto. E esse tudo o resto resume-se a quatro aspetos: boa personalidade e bom sentido de humor (62 por cento), aspeto físico 'agradável' (61 por cento), bons valores familiares (44 por cento) e confiança (40 por cento).


A pesquisa propiciou outra descoberta, no mínimo inesperada: 70 por cento das inquiridas admitiu evitar ou ignorar um potencial parceiro amoroso devido à sua aparência. Pergunto-me em qual área geográfica esta incidiu. Garanto que não foi pelas bandas do arquipélago da morabeza, onde os homens são ferozmente disputados com base no seu corpinho danone. O que é perfeitamente compreensível, já que, na hora do vamos ver, é o corpo que se come e não o sorriso, por mais estonteante que este seja.

Aos gajos comuns, a mensagem é clara: invistam seriamente no sorriso, não descurando a higiene oral, o branqueamento dentário e o aparelho ortodontico (se necessário for). Aos gajos bons, a mensagem é bem mais específica: de pouco vos servirá um corpo todo trabalhado no fitness se o sorriso não estiver à altura. Às gajas solteiras que, tal como eu, querem o melhor dos dois mundos, a mensagem é só uma: gajo bom com sorriso bonito. Oh yeah 😉!

Vou aí caçar um exemplar desses e já volto. Enquanto isso, deixo-te com aquele abraço 🤗  amigo de sempre!

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25
Jun20

moon-2106892_1920.jpgViva!

De volta ao confinamento domiciliário, desta vez sob recomendação médica por causa de uma entorse no tornozelo direito que reluta em sarar, resolvi - ao invés de partilhar os primeiros episódios do meu diário de incapacitada de primeira viagem - abordar alguns comportamentos típicos de uma pessoa apaixonada.

Protelando o relato dos meus dramas quotidianos para outra altura, passo então a identificar três sinais, que, segundo a autora Wendy L. Patrick, permitem apurar com o desejado grau de certeza se alguém está ou continua caído de amores.

1. Interesse
Quem está apaixonado quer saber aquilo que o outro pensa, sente, deseja e precisa. Como tal, demonstra um interesse profundo e real, no intuito de conhecer o melhor possível a pessoa por quem o seu coração bate mais depressa.
 
2. Memória
Quando temos sentimentos verdadeiros, tudo o que queremos é ver o objeto da nossa afeição feliz. Lembrar-se de detalhes como música favorita, prato preferido ou nome do perfume habitual é um claro indício de que se está atento a tudo o que lhe diz respeito.
 
3. Sorte
Assumir que se é um sortudo por ter alguém na sua vida é uma genuína declaração de amor. Quando é um parceiro que profere tal declaração, deixa de existir qualquer margem para dúvida. Afinal, há sorte maior do que estar com a pessoa amada?

Agora que já te pus a par dos três sintomas reveladores de um quadro de paixonite aguda, é hora de retomar à minha vidinha de solteira coxa, confinada e teletrabalhadora.

Beijo no ombro e desejos de um dia apaixonante!

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Viva!

Hoje quero desabafar contigo sobre o motivo por detrás da minha, cada vez mais acentuada, aversão pela literatura romântica. O perfil de devoradora compulsiva de livros com corações, vulgo romances, relevou-se ainda nos primórdios da minha adolescência, como já aqui tive oportunidade de contar no post A felicidade pode estar ao virar da páginaClássico ou de bolso, pelas minhas mãos passaram milhares de exemplares de Sabrinas, Júlias, Biancas, Harlequins e companhia limitada.

A leitura de romances, em especial o momento de partilha com as amigas que se lhe procedia, era, sem sombra de dúvida, o passatempo favorito da minha meninice, pelo qual ansiava desde a hora em que acordava até à hora em que ia dormir. Já adulta, o gosto pela coisa manteve-se, ainda que com menos intensidade, à medida que ia descobrindo que o amor na vida real podia ser bem mais interessante. Hoje em dia, salvo três ocasiões (viagem de autocarro para a França, férias ou idas à praia), é raro eu pegar neste tipo de livro.

Ainda que continue a considerá-las ideais para desanuviar as ideias, ao mesmo tempo que resgata a veia sonhadora que há em nós, os seus enredos têm-me cativado cada vez menos, ao ponto de abandonar a maior parte deles ao fim de um ou dois capítulos. Porquê? Porque é-me cada vez mais difícil identificar com o perfil das protagonistas. Em mais de 90% das histórias, elas são retratadas como criaturas frágeis, inseguras e com pouca autoestima, pobres coitadas a quem o amor de um homem impele à metamorfose necessária à felicidade.

A ideia comum à maioria delas é que a solução para os problemas de uma mulher reside quase que exclusivamente no homem pelo qual se apaixona. Exemplificando: se ela é pobre, é através do casamento que consegue resolver os seus problemas financeiros; se é vítima de chantagem ou algum outro tipo de coação, caberá ao homem dos seus sonhos livrá-la dos apuros; se está a passar qualquer tipo de dificuldade, a sua salvação é responsabilidade do dito cujo. 

Esta visão da mulher no contexto amoroso representa, a meu ver, a mais pura expressão de machismo que possa existir; uma postura absolutamente incompatível com o empoderamento feminino, tema que me é tão caro. É por isso que vou deixando de ler romances. Ainda há dias, durante as férias no Algarve, dos quatro exemplares que levei comigo, só consegui acabar de ler apenas um. Aos restantes dei-me tão somente ao trabalho de folhear as primeiras páginas, já que rezavam pela mesma cartilha: a coitadinha que é resgatada da sua miserabilidade por um homem com quem, no fim, acaba a trocar juras de amor eterno.

Em pleno século XXI não há, nem pode haver, lugar para pensamentos destes, alarmantemente ilustrativos de uma visão estereotipada, enviesada e desajustada da realidade. Há sim lugar para incutir nas leitoras, que tal como eu devem começar a consumir este tipo de literatura ainda na adolescência, de que as mulheres devem ser donas e senhoras do seu destino, perfeitamente capazes de resolver os seus problemas, de batalhar pelo seu lugar ao sol, de serem felizes à própria custa.

Portanto, às novelistas desta vida lanço o desafio de abraçarem a causa feminista e de adaptarem a sua escrita aos tempos atuais. Peço ainda o especial favor de pararem de alimentar o monstro da dependência de uma mulher em relação a uma figura masculina, como se a felicidade da primeira só pudesse ser justificada pela presença da segunda.

Afinal, o que vos impede de caracterizar a personagem principal como uma mulher segura, confiante, dona da sua vontade, a quem um amor vem apenas acrescentar mais valor à sua vida? É preciso lembrar-vos que os escritores têm uma enorme responsabilidade social, cujo impacto é imensurável; e que, por isso mesmo, devem ter um cuidado extra na forma como retratam cada um dos personagens, sobretudo a principal?

Por hoje é tudo. Aquele abraço amigo de sempre!

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