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Crónicas, contos e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Viva!

Prestes a ceder o lugar a agosto, eis que julho chega ao fim. Habitualmente um dos meses mais quentes do calendário, o julho deste ano esteve longe de cumprir a missão que os amantes do calor lhe confiaram. Falando por mim, passei mais tempo resgatando a coleção primavera/outono do que propriamente a dar uso à de verão.

Já que o fim de algo representa quase sempre o início de outro algo, o fim deste mês representa o início de umas merecidas férias para a minha pessoa. Com mais umas quantas camadas de melanina na derme, a mulher nesta foto poderia perfeitamente ser eu, já que este é o cenário que me acolherá daqui a menos de 24 horas.

Serão três semanitas inteiras longe do trabalho, do AS, de ti, de casa, de Lisboa, de Portugal; já agora da vida minha de todo dia. Como a meteorologia lusa não tem dado aos veraneantes motivo para sorrir a tempo inteiro (ainda tenho bem presente na memória o fiasco da escapadela a Ferreira do Zêzere), e de modo a garantir que terei injeção máxima de vitamina D, ao estrangeiro rumo em busca de um verão digno desse nome. E não, não vou para os trópicos, mais concretamente para os dez grãozinhos de terra que me viram nascer.

Se fores meu stalker nas redes sociais, amanhã por esta altura já saberás por onde vai andar a passear esta solteira aqui. Por enquanto só posso dizer que vou fazer praia até dizer chega, tostar até mais não, ociar até enfadar. Como estou precisada de uns belos dias de dolce fare niente à beira-mar e de umas tépidas noites mediterrânicas. E mais não digo por ora.

Se também vais partir em breve para uma merecida pausa na vida laboral, desejo-te umas férias fantásticas, quiçá ao lado de um bofe escândalo, como dizem as 'minas' lá pelas bandas da Brasilândia.

Prometo regressar cheia de novidades e estórias incríveis para contar. Até lá, porta-te mal. Mega abraço!

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Viva!

Recebi esta manhã, por via eletrónica, uma mensagem cujo título não poderia ser mais contundente: Atenção Ainda Solteira, que há um novo site de relacionamentos e encontros em Portugal. Acredito que para ma ter enviado, o remetente esteja a par da minha relação íntima com este blog, daí que tenha aproveitado a oportunidade para promover este recente serviço para solteiros, na expectativa de obter divulgação gratuita. Como não sou de deixar na mão quem a mim recorre, eis-me aqui para te relatar o último episódio da vida desta Ainda Solteira.

SugarDaters assim se chama o novo site de encontros de que tomei conhecimento hoje. Pelo que pude apreender do texto que recebi, trata-se de um conceito um tanto ou quanto diferente da concorrência. Para começo da conversa, foi importado diretamente do país 2 da felicidade, a Dinamarca. Para meio da conversa, este que é o maior e mais popular site do género na Escandinávia está presente em 26 países, Portugal incluído. E para fim da conversa, vais ter que ler até ao fim...

Esta plataforma online de encontros apregoa que o que a diferencia dos concorrentes é o facto de "o respeito ser sempre o fio condutor, o princípio orientador de uma dinâmica que inclui ambientes luxuosos, glamour e muito mimo". Ao ler tal coisa, fui para o terreno investigar o quanto de verdade conteria a garantia dada pelo seu fundador de que não seria apenas mais um site de encontros, mas sim o espaço que junta "homens e mulheres que controlam totalmente a sua vida e que sabem o que querem de uma relação"; razão pela qual "o SugarDating baseia-se no desenvolvimento de relacionamentos, e não na troca de serviços".

Mal acedi à página, saltou-me à vista a promessa de um ambiente seguro e acolhedor, com todos os perfis dos utilizadores a serem alvos de uma verificação e validação manual. Um segundo aspeto que mereceu a minha imediata aprovação foi a regra em relação às fotos de perfis, que não poderiam de todo conter carne humana exposta (entenda-se nudes e afins).

Por tudo isto e mais alguns outros pontos que não vou agora referir, sob pena desta crónica tornar-se demasiado extensa, posso dizer com toda a convicção que vi, gostei e aderi sem pestanejar. Bastaram 10 minutos para ter o meu perfil criado e outros cinco para vê-lo validado. A esta altura, o entusiasmo seguia em crescendo e a expectativa de encontrar pretendentes "fora da caixa" despertava em mim uma adrenalina há que tempos entorpecida.

Até que chega o balde de água gelada; sim porque essa cedo ou tarde chega, com toda a certeza. Ainda que o registo seja gratuito, a permanência não é. Apesar de reconhecer que é justo cobrar-se por um serviço prestado, por uma questão de princípios, não me sinto confortável em pagar para ter acesso ao amor. Isso seria admitir que, nesta nossa sociedade cada vez mais comercializável, até o amor tornou-se um bem de consumo. Por não querer abrir mão deste meu ideal "domquixotiano", dei por encerrada esta minha
flash love story sem sequer ter privado com um único pretendente. Lá se foi a oportunidade – mais uma – de dar um update à minha love life...

Como as hipóteses de uma solteira não se esgotam no online, resta-me torcer para que o Single Mingle de amanhã dê (bons) frutos. Sim, finalmente acedi a embarcar num speed dating. Mas isso é tema para uma outra crónica, que partilharei oportunamente.

Até lá, porta-te mal!

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Viva!

Em contagem decrescente para umas merecidas férias, proponho encerrarmos esta última semana de julho com um tema muy caliente e de suma relevância para os intervenientes numa relação física. Vai um palpite sobre que tema será? Nem te atrevas a pensar em sexo, que sei que a tua mente não é assim tão primitiva quanto isso.

De facto, não vou falar sobre sexo, mas antes sobre aquilo que lhe permite concretizar-se; pelo menos no contexto homem-mulher/homem-homem. Dito isto, considero desbravado o terreno que nos conduzirá ao ponto G desta crónica: as medidas ideais das "credenciais" masculinas; se é que me entendes...

Sobre este assunto, e tendo em conta a recetividade da blogosfera para com os "meus" estudos, volto a citar uma outra pesquisa, desta vez levada a cabo pelas universidades do Novo México e da Califórnia, através da qual se quis saber, junto de 75 mulheres, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, qual a dimensão ideal do pénis dos seus parceiros.

Os investigadores americanos – curiosos como eles só – quiseram na realidade descobrir a preferência dessas mulheres face ao órgão sexual masculino, mais concretamente o tamanho e a espessura que melhor satisfaçam os seus desejos. O resultado não poderia ser mais esclarecedor: quando se trata de um parceiro sexual de longa data, as caraterísticas do pénis parecem não assumir tanta relevância como quando se trata de um parceiro novo ou recente. No primeiro caso, elas consideram como tamanho ideal 16 cm de comprimento e 12,2 cm de circunferência. No segundo caso, entenda-se situações de one night stand ou casual sex, elas preferem um membro ligeiramente mais generoso: 16,3 cm de comprimento e 12,7 cm de circunferência.

Para ficares com uma ideia mais concreta do real significado destes valores, o órgão ereto médio é de 13,1 cm de comprimento e 11,7 cm de circunferência. Pelo menos foi isso que uma análise a 15 mil homens permitiu apurar.

Sabidas estas americanas, não te parece? Seja para fazer amor ou para fazer sexo, a verdade é que elas o querem acima da média, mais 3 cm para ser exata. Três centímetros em qualquer outro contexto pode parecer coisa pouca, mas "naquilo" faz uma grande diferença. Oh se faz!

Estes dados voltam a deixar claro que de 'coiso' pequeno ninguém quer saber. Que me perdoem os homens horizontalmente desfavorecidos, mas essa conversa de que o tamanho não importa é treta que só se ouve da boca de quem não foi abençoado pela anatomia. O tamanho importa sim (e de que maneira), que isso fique bem claro. Só que um pénis grande, por si só, não é garantia de satisfação, há que reconhecer.

A grande mais-valia deste estudo prende-se com a constatação de que, no que toca ao prazer sexual, a fronteira entre o amor e a libido está muito bem sinalizada. Quando é o amor que está no comando, a fasquia em relação ao tamanho do pénis do parceiro é mais baixa, pois sabe-se que desse prato poder se á degustar over and over again. Por sua vez, quando é a libido a comandar, e tendo-se consciência da impossibilidade de se repetir o prato toda vez que se queira, as expectativas sobem. Afinal, quanto maior a fome, maior o tamanho do prato.

Com esta despeço-me, não sem antes deixar-te com aquele abraço amigo de sempre e, como é sexta-feira, sinceros desejos de um excelente fim de semana.

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Viva!

Hoje quero falar-te sobre um assunto um tanto ou quanto desagradável, daí que te aconselhe a estar preparada para o tom mordaz que aí vem. Às "minas" que se sentem ofendidas, chocadas, ultrajadas ou melindradas quando se apercebem que "alguém" as deseja sexualmente só tenho a dizer o seguinte: parem de frescuras que desejar não é pecado, menos ainda crime.

Antes de prosseguir, saliento que a palavra alguém levou aspas precisamente para que seja possível associá-la à criatura humana por quem não se sente o mais pequeno desejo sexual.

Retomo a operação Bora desencardir mentes, sem anestésicos nem analgésicos, para dizer que, por mais desgusting que possa ser esse desejo que sobre nós recaia, ele nada mais é do que uma emoção alheia sobre a qual não detemos nenhum controlo. Abro aqui um parêntesis para uma pequena contextualização do termo "emoção". De acordo com a ciência da mente, uma emoção é um conjunto de respostas químicas e neurais que surgem quando o cérebro recebe um estímulo externo. No caso do desejo sexual, deverá ser um ou mais atributo físico a despoletar essa emoção.

Este princípio de que não é crime "sentir" emoções aplica-se a toda espécie de desejo que imaginar se possa: 'sexar', matar, roubar, maltratar, ferir, injuriar, violentar, trair, prejudicar e por aí fora. O desejo de um pedófilo por uma criança, o de um psicopata por uma vítima, o de um canibal por carne humana, o de um clérigo por sodomia, o de um chefe por um subordinado, o de um progenitor por um filho, o de um colega por outro colega ou o de um cônjuge por outra pessoa qualquer, por mais que sejam – e são, na maioria destes casos que acabei de citar – moralmente reprováveis, aos olhos da lei, não configura crime.

O destino que se dá a esse desejo é que pode sim configurar crime. Ou seja, a infração dar se á a partir do momento em que aquele que deseja resolve agir sem se atentar ao disposto no código ético, moral e/ou penal. Para que não restem dúvidas, com este exemplo troco por miúdos: um indivíduo desejar ter sexo com uma criança não é crime, ainda que seja moralmente condenável. Esse mesmo indivíduo ter sexo (ou qualquer outro tipo de intimidade física previsto na lei como abuso sexual de menor) é considerado crime, punível com até não sei quantos anos de prisão, dependendo da gravidade do caso.

Por mais desagradável que possa ser – e sei por experiência própria o quanto pode – saber que alguém nos deseja não deve ser motivo para drama, quando muito para algum desconforto, perfeitamente expectável e legítimo. Como ficou explícito mais acima, o desejo é uma caraterística intrínseca à condição humana, pelo que nada nem ninguém é capaz de inibi-lo. Até porque o nosso cérebro não se deixa controlar, nem mesmo pelo seu próprio portador. Já que não nos é possível controlar a emoção alheia, neste caso concreto o desejo alheio, porque não optar por controlar a nossa própria reação? A meu ver, não dar importância ou simplesmente ignorar será a melhor forma de lidar com situações do género.


Desgastarmo-nos com algo que não controlamos é altamente contraproducente e emocionalmente desgastante. Por mais que a revolta e o asco se apessoem do nosso espírito quando somos fustigados por olhares dardejantes por parte de alguém por quem nutrimos desejo sexual zero, a verdade é que não existe enquadramento legal para qualquer tipo de denuncia. Agora se esse desinfeliz tiver a audácia de verbalizar esse desejo, quer por palavras, gestos ou atos, o caso muda completamente de figura.

Moral da estória: assim como amar não é pecado, desejar também não. Pelo menos até se passar da intenção à ação.

Por hoje é tudo. Hasta la vista baby!

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Viva!
 
Quão distante parece estar aquele tempo em que se angariavam pretendentes – e se colecionavam admiradores – na escola, na praia, na discoteca ou numa esquina qualquer da vida. Nos dias que correm, a dificuldade, para não dizer impossibilidade, de conhecer alguém fora do universo virtual é claustrofóbico. E pelo que tenho visto, lido e ouvido, este é um mal transversal a todas as faixas etárias, com especial incidência nos "enta".
 
Académicos das universidades do Novo México e de Stanford vêm precisamente confirmar a realidade acima descrita. Um estudo por eles levado a cabo, envolvendo 3.510 casais heterossexuais, apurou que, atualmente, as pessoas conhecem-se cada vez mais online e cada vez menos no dia-a-dia. A partir da análise de dados de 2017, estes académicos chegaram à conclusão que 39% da amostra se conheceu pela primeira vez no ciberespaço. Em contrapartida, o número de casais que se conheceu pelos métodos tradicionais baixou. Uma constatação de que, em matéria de relacionamento amoroso, o virtual está a superar o real; pelo menos num primeiro momento.
 
A título de curiosidade, em 1995, apenas 2% dos casais conheceu-se pela internet; em 2000 a percentagem passou para 5%; em 2010 o valor quadruplicou, atingindo os 20%; e em 2017 chegou aos 39%. O mais provável é que, às portas de 2020, estes valores já estejam perto dos 50%.
 
De acordo com este estudo divulgado há coisa de um mês, apesar de ainda não ter sido publicado, o contacto inicial entre casais é maioritariamente feito pela internet ou pelo telemóvel. Quatro razões parecem estar na base desta crescente tendência: uma maior variedade de pessoas à disposição, um sítio livre onde as preferências e atividades podem ser expressas sem o julgamento da família ou dos amigos, uma informação atualizada sobre quem está disponível e a promessa de compatibilidade por parte de aplicações.
 
De um modo ou de outro, o online está cada vez mais presente na vida de (quase) todos nós. Portanto, o amor, como parte essencial da nossa existência, não poderia manter-se alheio a essa realidade. Aspetos como falta de tempo, apetência patológica para a praticidade e o comodismo, inexperiência e/ou inaptidão na arte da conquista, receio da rejeição, medo da acusação de assédio sexual e facilidade no acesso às apps de engate fazem com que cada vez mais corações solitários tentem a sorte no amor através da internet. Daí que seja perfeitamente compreensível o porquê do online estar a roubar espaço, e protagonismo, aos tradicionais métodos de engate.
 
Single mine, por hoje é tudo. Conto regressar na quarta com mais um post sobre um assunto digno de aqui ser abordado. Até lá fique bem e cuide desse coração, que (solitário ou não) a ti cabe o dever de preservar.

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19
Jul19

Viva!

Madonna deu-nos hoje a conhecer o vídeoclipe de Batuka, o seu trabalho musical com as batucadeiras de Cabo Verde, com quem canta e dança ao longo de seis minutos. Gravado em Portugal, onde a artista reside há quase dois anos, esta é a quarta faixa do seu último álbum, intitulado Madame X.

Não é de hoje que a rainha da pop se confessa fã dos géneros musicais do país da morabeza. Há 15 anos, quando conheceu Cesária Évora num concerto em Londres, ficou rendida ao genuíno talento da diva dos pés descalços. Chegou, inclusive, a convidá-la para atuar num dos seus casamentos. Depois que passou a viver em Lisboa, Madonna estreitou os laços com a tradição crioula, que agora ganha um brutal destaque neste vídeo.

Ao Refinery29, Madonna não poupou elogios a estas verdadeiras embaixadoras do batuco, uma das mais típicas expressões culturais de Cabo Verde. "Aprendi muito com estas mulheres. São tão fortes, autênticas, cheias de alma, amorosas, generosas e gentis. Não se consegue aprender isto na escola e elas ensinaram-me essas coisas", afirmou. A cantora reconheceu igualmente a honra de ter conhecido as cabo-verdianas e de contar com a sua colaboração em Batuka. "É inspirador trabalhar com pessoas que tiveram de lutar, mas que ainda assim conseguem manifestar e partilhar alegria com todos nós", rematou.

Depois de devorar as declarações daquela que é incontestavelmente uma das maiores artistas da atualidade, que outra coisa poderia fazer a não ser correr para aqui para te dar a novidade em primeira mão, aproveitando para partilhar o vídeo que consagra o batuco?

Quanto orgulho do meu amado país. Quanto orgulho da sua cultura, dos seus géneros musicais, das suas gentes, no fundo, da sua história. Quanto orgulho destas mulheres, com quem tive o privilégio de privar em várias ocasiões: batalhadoras, trabalhadeiras, divertidas, humildes, donas dos seus destinos e das suas próprias vontades. Quanta gratidão à Madonna, artista que acaba de conquistar um lugar cativo no meu coração. Quanto orgulho deste projeto, Orquestra de Batukadeiras de Portugal, delineado por outro grande artista, também filho de Cabo Verde, o Dino D' Santiago. Quanto orgulho, quanta emoção, quanta gratidão, quanta alegria, quanto tudo.

A rebentar de orgulho por todos os poros, despeço-me com aquele abraço amigo e um sincero desejo de ter dado mais um contributo para levar mais longe o nome de um país que tanto amo e ao qual devo muito daquilo que sou.

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Viva!
 
Que pensamento te ocorreu no momento em que leste o título deste post? Aposto que algum relacionado com sexo, mais precisamente fantasias. Acertei? De facto, o título, cuja escolha não foi por acaso, dá azo a essa interpretação. O que um escritor não faz para captar a atenção do leitor…
 
Retomando o nosso assunto, tenho a dizer que um estudo sobre o comportamento sexual dos norte-americanos, baseada numa amostra de mais de dois mil indivíduos de ambos os sexos, permitiu chegar a uma conclusão inesperada, e por isso mesmo, surpreendente: na intimidade, tanto eles como elas desejam beijos apaixonados e carinhos acima de qualquer outra coisa. Por esta não esperavas, confessa!
 
Por incrível que possa parecer, a maioria dos participantes admitiu que apenas procurava afeto sólido e romance. "Contrariamente aos estereótipos, os comportamentos mais apelativos, até para os homens, são românticos e afetuosos. Isso inclui beijos com mais frequência, carinhos e dizer coisas doces/românticas durante o sexo, bem como tornar o quarto mais romântico na preparação para o sexo", esclarece uma das líderes deste estudo publicado na revista científica PLOS One.
 
Na posse destes dados, os investigadores aconselham os casais a falarem mais abertamente sobre os seus desejos e interesses sexuais, já que, juntos, podem descobrir novas formas de serem românticos ou sexuais um com o outro, aumentando tanto a sua satisfação sexual como a felicidade no relacionamento.
 
Mesmo não me identificando em nada com a realidade da sociedade na qual se baseou (abro aqui um parêntesis para dizer que acho os norte-americanos marrados da cabeça e que depois que elegeram o Trampa essa perceção acentuou-se ainda mais), não posso deixar de reconhecer o mérito deste estudo. Deixou claro que, não obstante a superficialidade e descartabilidade que andam a contaminar sem dó nem piedade os relacionamentos amorosos nos dias de hoje, os sentimentos continuam a prevalecer sobre as emoções; ou seja, o coração ainda fala mais alto que a libido.
 
A necessidade que nós humanos, criaturas sociais por excelência, temos de nos sentir amados, desejados, apreciados e valorizados parece estar a roubar pontos ao seu primitivo e eterno adversário: a satisfação das necessidades sexuais. Esta batalha parece ganha, agora é esperar para ver se a guerra também.

Aquele abraço amigo de até breve!

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Viva!

Parece que é desta que vamos falar sobre o tal estudo que referi no último post, segundo o qual as mulheres mais inteligentes preferem parceiros intelectualmente menos abonados. Uma investigação, levada a cabo pela Universidade Yale, conseguiu apurar que, no que toca a levar a bom porto uma relação amorosa, as discípulas de Vénus com elevados níveis de educação académica acabam por optar por homens com menor grau de formação.

A explicação para esta teoria, chocante à primeira vista, é bem mais simples do que parece e não tem nada a ver com soberba ou elitismo. Tem antes a ver com a dificuldade que mulheres bem-sucedidas e bem resolvidas enfrentam para conseguirem arranjar um parceiro à altura do seu nível intelectual e profissional.

"Há menos homens instruídos no mundo do que mulheres", esclarece uma das investigadoras, citada pelo The Daily Telegraph. De facto, dados do Banco Mundial comprovam que em 70 países existem mais mulheres licenciadas do que homens, uma realidade que compromete o velho paradigma de é melhor emparelhar com alguém de nível igual ou superior.

Numa onda de "à falta de tu, vai tu mêmo", quando chega a hora de descer do salto agulha e adotar as mom jeans, estas mulheres acabam abrindo mão da hipergamia – desejo de casar com homens de um nível socioeconómico mais elevado e grau de formação equivalente, na tentativa de garantir um futuro melhor para si e para seus filhos.

Acredito que, finalmente, descobri o motivo pelo qual sou Ainda Solteira. A fiar no acima exposto, é óbvio que tenho perdido o meu tempo à caça deles inteligentes quando deveria estar à procura deles burros; perdão menos abonados intelectualmente, que não quero ferir suscetibilidades.

Por hoje é tudo, pelo que deixo-te com aquele abraço amigo e desejos de bom fim de semana. Até mais!

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Viva!

Era minha intenção que esta crónica versasse sobre o resultado de um estudo que garante que mulheres inteligentes (leia-se, com elevados níveis de formação) têm tendência a escolher homens intelectualmente menos abonados. Ia eu a meio do segundo parágrafo quando uma epifania alterou a direção dos meus pensamentos.

Assim, eis-me aqui prestes a desabafar contigo sobre a minha desventura enquanto cronista profissional. Confusa? A esta altura do discurso até eu estou, confesso. Deixa-me respirar fundo que já conto tudo.

Então é assim… há coisa de ano e meio, mais concretamente em fevereiro de 2018, tomei a iniciativa de abordar três meios de comunicação com boa reputação nos mercados português e cabo-verdiano, a propor-me como cronista. Do contacto com esses pretendentes, apenas um – e logo o mais garboso – mostrou-se recetivo à minha corte. Dos outros dois nem tchum quanto mais tcham.

Voltando à narrativa, foi com uma alegria imensa que acolhi a resposta positiva da responsável editorial, que me desafiou a enviar uma proposta original e inédita para avaliação. A transpirar orgulho por todos os poros celebrei a conquista, partilhei a novidade, visualizei a fama, delineei o texto, sonhei com a glória. Só não escrevi p*rra nenhuma.

O tempo foi passando, os dias deram lugar a semanas, as semanas a meses, comigo a repetir todos os dias, feita papagaio gago: "Sara, tens que escrever o tal artigo", "Sara tens que escrever o tal artigo", "Sara tens que escrever o tal artigo", "Sara tens que escrever o tal artigo", "Sara tens que escrever o tal artigo…" E assim passaram nove meses.

Em dezembro, com a conquista do Sapo do Ano, sentindo-me ainda mais confiante, retomei o contacto com a tal editora dando conta da distinção, bem como da vontade, agora redobrada, de fazer parte da sua equipa de cronistas. Novamente, a minha proposta de colaboração foi recebida de braços abertos. Como seguro morreu de velho, eu mesma estabeleci um prazo para enviar o texto. "Para a semana conte com um texto meu", garanti na altura à pessoa. Sete meses depois nada enviei. Como poderia, se nada escrevi?

Terminará, sem nunca ter começado, a minha carreira de cronista profissional? A seguir cenas dos próximos episódios, que ainda há muita trama para desvendar. Despeço-me com um 'Crónica da Ainda Solteira em breve numa banca perto de si!'

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Viva!

Qual é a coisa qual é ela que quem tem a mais não consegue vender e quem tem a menos não consegue comprar? É com esta charada que dou o pontapé de saída a uma crónica sobre o mais valioso de todos os bens na atualidade: o tempo.

Até onde sabemos nenhum ser humano, por maior que seja o seu poder, riqueza ou sabedoria, conseguiu ainda fazer com que o dia tenha mais de 24 horas, a hora mais de 60 minutos e o minuto mais de 60 segundos. Dono e senhor absoluto de si próprio, o tempo é provavelmente a única coisa neste mundo que não difere de género, raça, idade, ideologia, formação, religião, educação, profissão, localização, orientação sexual ou outra coisa qualquer. O que difere é o uso que dele se faz.

É por isso que não hesito em afirmar que o tempo é o único bem impossível de ser transacionado. Ouro compra-se, dinheiro ganha-se, riqueza acumula-se, bens materiais adquirem-se, saúde preserva-se, juventude prolonga-se, velhice retarda-se, morte finta-se. Quanto ao tempo, absolutamente nada a fazer para alterar o seu status quo. Numa lógica inversamente proporcional, quem tem mais "tudo" é justamente quem tem "menos" tempo.

Estamos numa era em que se quer ter tudo, fazer tudo, estar em todo o lado, num constante e ininterrupto desafio à lei da omnipresença e da omnipotência. Ambicionamos, ainda que muitas vezes de forma insconsciente, desempenhar concomitantemente o papel de deus e de homem, numa alarmante obsessão com o divino a prestar vassalagem ao humano, o imortal ao mortal, o criador à criatura.

É alarmante a quantidade de pessoas que se queixa a toda a hora da falta de tempo: tempo para ir ao ginásio, tempo para conviver, tempo para dormir, tempo para ler, tempo para namorar, tempo para cuidar de si, tempo para estar com a família, tempo para isto, aquilo e mais aquele outro. Esta nossa sociedade está a viver (perigosamente, atrevo-me a prognosticar) em função do tempo; e, perante as suas demandas, não há que chegue para tudo.

Se se consegue arranjar tempo para algo com toda a certeza há de faltar para outra coisa qualquer. Por exemplo, se se dorme 8-9 horas é quase certo que há de faltar tempo para ver Netflix, pastar nas redes sociais, navegar na net ou bater papo no Whatsapp; se se dedica muito tempo ao trabalho, a vida pessoal, social ou familiar há de ressentir-se; e vice-versa para cada uma das restantes esferas da nossa vida.

Tempo tempo tempo tempo… Comprar, roubar, aumentar, manipular, reter ou ignorar não é opção. Como fazê-lo então render de modo a ser possível alocá-lo a tudo o que nos importa e faz feliz? Diz a OIT que 85% das profissões de 2030 ainda não foram inventadas. Quem sabe o comerciante (traficante, também dá) de tempo não será uma delas? O que se sabe à partida é que será a mais bem paga de sempre. 

Para já só existe uma certeza: por maior que seja o nosso querer, o tempo é pessoal, instransmissível e inalterável.

Despeço-me com aquele abraço amigo e o conselho de que dês melhor uso ao teu tempo.

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