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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

13
Dez19

O (meu) ano em revista

por Sara Sarowsky

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Viva!

Por esta altura do ano são inúmeros os media a fazerem um apanhado do que se passou em 2019. Também nós devemos fazer um balanço deste ano que caminha a passos largos para o seu término. No meu caso concreto tenho a dizer que foi um dos mais exigentes de sempre, cujo primeiro trimestre proporcionou-me as experiências mais traumáticas de toda a minha vida.

Vejamos (citando apenas os episódios mais relevantes, porque se for contar tudo o que me aconteceu nestes últimos 11 meses e 13 dias tão cedo não saimos daqui 🤦‍♀️):

Janeiro
O ano arrancou sob uma brutal carga de tensão, ansiedade e medo. Refiro-me ao ter ficado sem teto praticamente de um dia para o outro, sem falar do assédio de que fui vítima por parte de uma pessoa por quem tinha grande estima e consideração. À custa disso, deixei de dormir e de comer e esse estado de espírito repercutiu se me no rosto, com uma crise de acne aguda sem precedentes. Caso não estejas por dentro desse drama, deixo-te com o post que na altura escrevi dando conta do sucedido.

Fevereiro
Mal comecei a recuperar do episódio traumático de janeiro, eis que perco um dos dois trabalhos que tinha na época. Além do facto de ter sido dispensada por email, enviado às dez da noite de uma sexta-feira, dando conta que a partir da próxima segunda-feira ficaria sem trabalho, logo sem fonte de rendimento, o mais traumatizante foi a desconsideração total com que o assunto foi tratado. Depois de anos a vestir a camisola, onde sempre dei mais do que recebi, foi essa a paga que recebi. O facto de sequer terem tido a dignidade de me comunicar a cessação do contrato olhos nos olhos fez-me perder a confiança e o respeito naquela que é a representante máxima da minha pátria em Portugal.

Março
A crise dermatológica atingiu o seu apogeu, ao ponto de sentir vergonha em por o nariz para fora de casa. A depressão rondava-me sem dó nem piedade e só não conseguiu levar a melhor porque estava determinada em não deixar-me abater, não obstante todo o calvário porque passava. Poucas vezes vivenciei tamanho sentimento de solidão, desamparo e desânimo.

Abril
A morte do meu pai, vítima de um ataque cardíaco fulminante, e consequente cerimónia fúnebre, foi o culminar de um trimestre emocionalmente avassalador, em que experienciei os piores sentimentos que um ser humano é capaz. Sobre isso prefiro não me alongar muito, sob pena de reviver toda essa tragédia pessoal e familiar. Abril foi também o mês em que questionei como nunca dantes o propósito da vida e o conceito de felicidade e realização.

Maio, junho e julho
Estes três meses trouxeram a acalmia necessária ao meu estado de espírito para fazer o luto, curar as feridas, lamber as cicatrizes e recuperar a alegria de viver, numa lógica "um dia de cada vez". Foram tempos de (re)aprendizagem, introspeção, reflexão, ponderação e maturação. O desgaste psíquico-emocional foi tanto que o corpo acusou um cansaço físico até então desconhecido por mim.

Agosto
O melhor mês desde há muito muito tempo, durante o qual pude desfrutar de umas merecidas férias numa cidadezinha francesa aninhada nos Pirenéus, entre o país basco gaulês e o país basco espanhol. Foram semanas inesquecíveis, em que, conforme escrevi na altura, "nas cálidas águas do oceano atlântico banhei até mais não, em lagos chapinhei pela primeira vez, em rio molhei ineditamente os pés, em piscinas mergulhei, em florestas embrenhei, no alto-mar aventurei (à procura de golfinhos), no paddle e na gaivota iniciei, ao circo (finalmente) cheguei, ao zoo e ao oceanário turismei, fogo de artifício visionei, concertos assisti, a Espanha dei um saltinho, os Pirenéus atravessei e até à Cimeira do G7 dei uma espreitadela."

Setembro
O mês da rentrée não registou grande agitação, exceto o regresso ao ginásio, que obrigou o meu património genético, confortavelmente acomodado ao sedentarismo, a um esforço extra, do qual se ressentiu durante semanas. Fora isso, foi um período tranquilo, mas deveras solitário. A ausência de uma vida social ativa é um dos itens a dedicar especial atenção em 2020.

Outubro
Tirando o anúncio, of record, de que o AS estava novamente nomeado para melhor blog (não comercial) do ano, outubro não trouxe grande alteração à rotina do mês que lhe precedeu: casa-trabalho-ginásio-casa. Mal sabia eu que o melhor estaria reservado para o fim. Foi também neste mês que tive um sério percalço: uma sessão de depilação a laser mal sucedida que me deixou ambas as pernas serveramente queimadas.

Novembro
O mês que me viu nascer ficou marcado por momentos de intensas emoções, todas elas de alegria, orgulho e reconhecimento. Logo no dia 1, arrancou a corrida aos Sapos do Ano e na sua sequência conheci uma inédita exposição mediática que me rendeu sentimentos inversamente proporcionais aos do início do ano. Foram momentos de puro êxtase, em que vi reconhecido todo o meu talento, empenho e dedicação. Foi também nesse mês que foi dado à luz o meu primeiro projeto literário, no qual participei com a prosa Quisera eu ser como tu mulher, como te dei a conhecer neste post. Novembro terminou com o meu aniversário, em que proporcionei à minha pessoa uma estada de uma noite num hotel 5*, com direito a tudo o que o corpo e a alma precisam para saciarem a sua fome de bem-estar (leia-se, sauna, banho turco, hidromassagem, spa e afins).

Dezembro
Este último mês de 2019 trouxe de volta mais algum mediatismo, bem como a perspetiva (renovada) de um segundo Sapo do Ano. Pelo dia 17– data prevista para o anúncio dos vencedores – tenho aguardado com ansiedade e pensamento positivo. Dezembro impôs-me uma reflexão profunda sobre a minha relação com a entidade para a qual exerço funções há quase dois anos. E o balanço, a bem da verdade, não foi abonatório. Do nosso DR (discutir a relação) ficou claro que voltei a dar mais do que recebia. Por isso quando me propuseram renovar nas mesmas condições, não hesitei em recusar. Convicta de que é hora de recuperar o comando da minha vida, bem como a gestão das minhas prioridades, resolvi fazer-me (novamente) à estrada da vida, desta vez focada em tornar-me autora a tempo inteiro, não só deste blog, mas também de um novo projeto literário (desta vez a solo) no qual venho trabalhando há um ano, sem nunca ter encontrado tempo nem motivação para me dedicar a fundo. A hora é essa, e tanto assim é que consegui despertar o interesse de uma editora, a qual me convidou para uma reunião no início do ano.

Ciente que a extensão desta crónica ultrapassou há muito o recomendável, termino frisando o seguinte: por piores coisas que nos aconteçam nunca devemos perder a esperança, pois dias melhores virão; sempre. No meu caso, um ano que começou da pior forma está prestes a terminar em grande. Um ano que, a princípio parecia condenado ao fracasso, acabou por se revelar espetacular.

Espero de todo o coração que esta crónica reforce em ti a convicção de que, independentemente dos seus dissabores (que podem ser inúmeros, violentos e injustos), a vida vale sempre a pena. Por mais traumático que tenha sido o teu passado, por mais desafiante que esteja sendo o teu presente, o futuro pode ser surpreendentemente generoso para contigo. Queres melhor prova que este meu testemunho?

Vou ali gozar o fim de semana e já volto. Até lá fica com aquele abraço amigo de sempre!

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Viva!

 

Começo por pedir desculpa pela ausência (anormalmente) injustificada. Têm sido dias turbulentos, pautados por dramas domésticos psicodélicos, os quais pretendo dar-te conhecimento oportunamente. Para já, digo que estou em Paris com a parte da minha família a que me foi possível juntar este ano.

 

Justificado que está o meu paradeiro, vamos ao propósito deste post: desejar-te um feliz Ano Novo. Não é por acaso que escolhi esta imagem (um registo da época em que eu conjugava reveillon com discoteca) para ilustrar este post. Com ela quero assumir que estou a dar as costas a 2018, não por estar zangada ou ressentida, mas apenas porque é a melhor forma de receber 2019 de braços abertos, cabeça erguida, coração repleto de esperança e espírito vibrante de boas energias.

 

Obrigada por fazeres parte do meu 2018. Conto contigo em 2019?

 

Boas Entradas e até breve!

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26
Dez18

Como começar 2019 em grande

por Sara Sarowsky

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Viva!

 
Agora que o Natal se foi só consigo pensar no Ano Novo. Se 2018 foi um ano excecionalmente generoso para com esta pessoa aqui, as previsões energéticas da minha guru do bem apontam para um 2019 ainda melhor.
 
Sabendo de antemão que o novo ano me tem reservado coisas incríveis, é expectável que tenha estado mais empolgada com o reveillon do que com a consoada, uma celebração da qual me desapeguei há anos. Ao reveillon associo festa, música, dança, espumante, fogos-de-artifício, animação, mas sobretudo, amigos. Não atino com melhor forma de se dar as boas-vindas a um novo ano.
 
Acredito que o modo como viramos o ano é um presságio de como este vai correr, daí que sempre tenha feito questão de receber um novo ano na melhor companhia de todas: amigos. Mesmo quando emparelhada (sim já fui dessas), jamais me passou pela cabeça abrir mão de estar com eles nessa noite.
 
Era minha intenção receber 2019 no calor dos trópicos, ao lado da minha tribo, As Poderosas, coisa que já não acontece desde 2006. Só que com o falecimento da minha avó o meu desejo ficou adiado, dado que mandam os nossos costumes que durante o período de luto a paródia seja banida da agenda social.
 
Mesmo sem estar num clima de grandes festejos, sequer cogito a hipótese de deixar passar a data em branco. Afinal, trata-se da Passagem do Ano, o momento perfeito para renovar as minhas melhores expectativas nos 365 dias vindouros. É neste contexto que, ainda que de forma mais contida, tenha em mente uma noite discreta, pautada por um jantar requintado, regado a bom vinho, comigo espartilhada no vestido deslumbrante de lantejoulas que comprei há dias na Feira Outlet e rodeada do maior número possível de amigos. Na impossibilidade de desfrutar da presença dos que estão longe, contento-me de bom grado com a de todos aqueles que me quiserem dar essa honra.
 
A Fixando, uma plataforma online presente em 14 países, foi um dos que se interessaram em estar comigo nessa noite. Como? Divulgando o AS na sua rede de blogs interna. Em contrapartida eu menciono as suas ofertas para a passagem de ano nesta crónica. Dado que nada tenho a perder (pelo contrário), eis-me aqui a partilhar contigo os seus serviços de catering em Lisboa e no Porto que incluem dezenas de serviços de entrega de comida ao domicílio para todos os bolsos e paladares. Desde comida tradicional, passando por comida étnica ou um sushiman; tudo isso à distância de um clique. Até cachupa, vê lá tu!
 
A sua carta de catering é de tal modo variada que o melhor mesmo é dares um saltinho até ao portal deles, fazeres o registo, selecionares o que queres e solicitares um orçamento. Mais fácil do que isso, só mesmo o Tinder.
 
E já que 2019 promete ser um ano ainda melhor que este, presenteei-me a mim mesma com uma viagem à terra natal do reveillon: Paris, mon amour. Se te quiseres juntar a mim serás mais que bem-vinda, se não vai à Fixando, que lá hás de encontrar tudo que precisas para entrares no novo ano com pé direito ao lado dos que te são mais próximos.
 
Aquele abraço amigo e votos que esta época festiva seja mais um momento em que se acredite que vale a pena viver um Ano Novo!

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