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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

14
Fev20

Enamora-te!

por Sara Sarowsky

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girl-4791674_1920.jpgViva! ✌️ 

Single mine, para o caso de ainda não te teres apercebido, o Dia dos Namorados está mesmo mesmo à porta. Não é por ser o mais romântico do ano, e também o mais duro para aqueles que não têm par, que o 14 de fevereiro tem que ser um dia amargo para as mulheres solteiras. A não ser que assim o queiram, claro!

Tomemos como exemplo o meu caso. Há muito que nesse dia ofereço a mim mesma uma prenda amiga, que tanto pode ser uma peça de roupa, uma bela refeição ou uma experiência sensorial. Este ano, será uma estada num hotel de 5 estrelas, com direito a massagem, spa, jacuzzi, sauna e otras cositas más. A ideia resultou tão bem por ocasião do meu aniversário, que não via a hora de... ups, I did it again!

Como solteira de longa duração que sou, o Dia de São Valentim há muito que deixou de ser um melodrama pessoal. Longe de mim insinuar que namorar, e tudo o mais que isso implica, não seja bom. A questão é que não ter com quem trocar juras de amor nesse dia não é coisa que me desmereça, muito menos entristeça. Arrisco-me a dizer que desfrutar da minha própria companhia no dia que o mundo (comercial) consagrou ao amor é quase tão bom como passá-lo na companhia de outrém, com a vantagem de que todas as despesas inerentes serão em benefício próprio e não alheio.

Infelizmente, nem todas as portadoras de corações solitários encaram esta realidade com a mesma leveza e presença de espírito. É precisamente a elas que dedico este post, no intuito de lhes fazer ver que estar solteira no Dia dos Namorados pode, e deve, ser encarado como uma oportunidade para se proporcionarem um dia digno da rainha que nelas habita. Como? Deixando-se inspirar por estas seis sugestões:

Banho de imersão
Desperta a diva que há em ti com um belo banho de imersão, daqueles dignos de Hollywood. Para tal, só tens que encher a banheira, atirar lá para dentro os sais de banho que tens guardado para a "tal" ocasião especial, escolher uma playlist que te faça sentir nas nuvens, bebericar uma bela taça de vinho e deixar-te embalar pelo momento.

Chocolate
O chocolate, a alegria aos pedaços, costuma ser a cura, ainda que momentânea, para a maioria dos males femininos. Caso sejas apreciadora desta ou de outra iguaria com açúcar, esquece a dieta, aplaca a culpa e rende-te à luxúria. Come o que te apetecer, na quantidade que te apetecer. Afinal, o São Valentim só te visita uma vez por ano, por isso recebe-o em grande estilo.

Home cinema
Nada melhor que um filme lamechas para dar aquele gostinho de romance; o tal que nos tem faltado na vida real. Recomendo que apostes em comédia romântica, pois drama é tudo que não precisas neste momento. Confesso que esta é a minha parte favorita de um Dia dos Namorados a solo. Consumir filmes românticos é uma forma de restaurar a esperança de que um dia serei (novamente) protagonista de uma bela estória de amor, tal como no cinema.

Drink
Desfruta da noite a um na companhia da tua bebida favorita, seja ela vinho, gin, vodca, champanhe, mojito ou caipirinha. Não te esqueças é dos aperitivos (queijo, pipocas, presunto, pizza, sushi ou outro snack que gostes), pois beber de estômago vazio nunca é boa ideia. Boa ideia é apreciares a tua própria companhia, o teu drink e o facto de desfrutares deste momento tão teu, gozado na santa paz da tua liberdade.

Disco night
Caso estejas numa de celebrar porta fora, porque não ligar às amigas desemparelhadas e sair para a borga? Emboneca-te, escolhe uma discoteca in e toma conta da pista como se não houvesse amanhã. Não te esqueças é do baton escandalosamente rouge, dos saltos altos e de um dress code que te favoreça. Afinal, nada como um look bem conseguido para fazer com que te sintas poderosa e autoconfiante.

Blind date
Que tal saíres da tua zona de conforto e arriscares um encontro às cegas? Se estás numa onda de aventura ou a querer fazer pela tua vida amorosa, esta é uma boa altura para isso. E opções não te faltam, é só ir a uma dessas apps de engate e... voilá! O pior que pode acontecer é teres uma divertida estória para contar às amigas. Na melhor das hipóteses, podes acabar a noite nos braços (ou na cama) de alguém.

Meu bem, depois daquilo que acabaste de ler ainda acreditas que uma mulher desemparelhada tem motivos para amaldiçoar o Dia de São Valentim? 

Despeço-me com aquele abraço amigo e este conselho: Be Your Valentine, hoje, amanhã e sempre!

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11
Fev20

Amour amour!

por Sara Sarowsky

love-1075476_1920.jpgOlá solteiriano! Como estás desde o mês passado?

Pois é, já estamos em fevereiro, o mês do amor. Goste-se ou não, esteja-se comprometido ou livre, leve e solto, este é o mês em que todos nós queremos despertar aquele lado romântico que dizemos não ter, mas que na realidade somos uns c*nas moles e derretemo-nos quando passamos em frente àquelas vitrines da Baixa e vemos aqueles ursinhos pirosos em forma de moldura para oferecermos ao "date" ou à nossa cara metade com a fotografia dos dois… poupa-me ok!

O Dia de São Valentim, por estas bandas, celebra-se a 14 de fevereiro, e reza a história do comércio que é um dia em que temos de agradar à pessoa amada. Vá lá malta, estamos em 2020. Temos o dever de agradar o alvo do nosso afeto todos os dias. Por isso, esquece aqueles clichés básicos de levar a jantar fora, reservar um quarto de hotel, fazer uma pequena viagem, comprar um ramo de flores, uma caixa de chocolates e uma embalagem de preservativos, já a pensar que com tanto mimo a tua miúda vai-te esfregar o coiso como se não houvesse mais dias no ano.

Óbvio que todos gostamos de presentes, mas, a menos que ainda tenhas 20 anos, deixa de ver esta data como um mero dia de troca de mimos. Se queres mesmo surpreender, faz algo que nunca tenhas feito ou que seja menos comum.

De seguida, deixo-te com um pequeno guia de ideias de como surpreender neste 14 de fevereiro, por muito parvo ou básico que possa ser:

Escreve uma carta e envia-a pelo correio
Por menos de um euro podes enviar uma carta de amor a quem te preenche o coração. Pode ser uma simples declaração, um convite ou uma proposta indecente. É garantido que quem a receber vai gostar e guardar como se de um tesouro se tratasse. Como? Muito simples, alguém costuma receber ou enviar cartas?
 
Faz uma colagam de fotografias vossas
De preferência impressas, mas se for digital também é giro. Se estão numa relação há algum tempo ou se querem muito que o vosso envolvimento colorido dê um passo em frente, mostra à outra pessoa o quão "fixe" são vocês juntos. Caso não corra bem é porque certamente a pessoa não está no teu mood.
 
Cozinha para ela
Por pior que sejam os nossos dotes de Gordon Ramsay, nenhuma refeição do mundo bate aquela que se faz com carinho para quem nos faz acelerar o pulso. Se não correr bem, terás sempre os serviços de delivery à tua disposição, ou melhor, à disposição da tua carteira.
 
Não te desmereças
Por último, mas não menos importante, há que ter sempre em mente que somos o que somos, pelo que temos de parar de procurar a nossa metade da laranja. Nós somos uma laranja inteira, só temos que encontrar quem nos chupe ou lamba gomo a gomo.

See you next month!
Yours, Mr. Bali.

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Viva!

A menos de 48 horas do dia mais romântico do ano, que melhor tema para uma crónica do que a emoção que o poeta-mor da lusofonia descreveu, entre outras estrofes, como "querer estar preso por vontade".

Por mais que respeite e admire a genialidade de Luís de Camões, não estou incondicionalmente de acordo com esta frase do épico 'Amor é fogo que arde sem se ver'. Isto porque, para mim, amor é liberdade, liberdade para ser (mais) feliz!


Com isso quero deixar claro que me recuso a encarar o amor – o sentimento mais sublime que um ser humano é capaz de experienciar – como uma prisão, ainda que voluntária. Vejo-a sim como um escape para uma existência mais plena e infinitamente mais realizada. Logo, encaro-a como uma libertação. 

O amor, quando sincero e correspondido (convém!), nada mais é do uma via verde para a felicidade. Quando amamos transpiramos felicidade por todos os poros, contaminando tudo e todos ao nosso redor (como referi há dias num outro post). Quando amamos somos mais generosos, mais solidários, mais tolerantes e mais gratos, no fundo, mais fiéis à nossa essência divina.


Assim, amar é o mais perfeito exercício da liberdade, connosco livres para revelarmos os nossos melhores sentimentos; livres para zelarmos pelo bem-estar alheio; livres para apreciarmos (mais) a vida; livres para melhor nos conectarmos com o que nos rodeia; livres para sermos mais felizes.

Independentemente do alvo da nossa afeição (seja ele namorado, marido, filho, parentes ou amigos), amor será sempre liberdade e em momento algum prisão.

Aproveito esta deixa para mandar um recado a todos aqueles cujo amor remete para prisão ao invés de liberdade. Se tens hipotecado a tua felicidade em nome de uma relação que não te faz sentir mais e melhor pessoa, lamento dizer-te que não é amor. E se não é amor, não te permitas manter acorrentada a algo que não te dá liberdade para seres feliz.

Mais e melhor amor para todos nós!

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