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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


16
Mai22

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Ora viva! 🫶

Que a vida gira em redor da sexualidade (literalmente falando) e que a sociedade é obcecada pelo sexo estamos todos cientes. Ainda no outro dia, numa amena cavaqueira com o tal crush do ginásio, praticamente amigos a esta altura do campeonato, já que é óbvio que da sua parte mais não obterei, assumi que os "brancos" e os "pretos" vivenciam o sexo de forma distinta, ainda que o pratiquem de forma similar.

O que quero dizer com isso? Que o "branco" fala mais de sexo do que faz sexo, ao contrário do "preto", que faz mais sexo do que fala de sexo. Para quem nunca "provou" um "black" legítimo, ou seja, born in Africa, pode ser difícil entender o que quero dizer. Mas para quem já, está tudo dito.

Por experiência própria, sei que os homens negros não são dados a falar de sexo, ao contrário dos brancos, que falam sobre isso com uma frequência indesejada, enervante até. Na minha terra, diz-se que "não se fala do sexo porque está-se ocupado a fazê-lo!". E esta máxima aplica-se a todos os géneros, idades, credos e preferências.

Em toda a minha vida sexual, jamais encontrei um "black" que me tivesse perguntado o que eu gostava na cama ou que apregoasse que era "bom de bola" e coisa e tal. Quando se trata de sexo, o "black" vai e faz, ou seja, vive-o na prática, ao invés do branco que o vive mais na teoria do que outra coisa qualquer. E olha que não sou só eu que o digo. O próprio crush com quem partilhei este meu ponto de vista, caucasiano até à medula, concordou comigo. Pudera, contra factos não há argumentos.

Exemplifico: nos inúmeros sites e apps de engate pelas quais passei ao longo da última década, a conversa desembocava quase sempre no mesmo: "O que gostas de fazer?", "O que gostas que te façam?", "Eu gosto disto!", "Eu faço isto e aquilo!", "A minha posição favorita é esta!", "A minha fantasia é coisa e tal!", "Adoro sexo!" e por aí fora. O que me faz chegar à óbvia conclusão de que o dito popular de que "quem muito fala, pouco faz" é perfeita para este contexto.

Os "blacks", pelo menos aqueles com quem me relacionei intimamente, nunca estiveram para conversas do género. Na hora do "vamos ver", deram tudo o que tinham, exigiram tudo o que queriam, fizeram tudo o que puderam. É na prática que os negros expressam o que gostam de fazer e o que gostam que lhes façam. Mais importante do que isso, não cometem o erro fatal de, no final do ato sexual, perguntar se gostaste. Sabes porquê? Porque asseguraram que assim foi!

Porque é que eu há pouco disse que tal questão era fatal? Simplesmente porque é ridícula, infantil até. Esperam mesmo que a parceira vá responder: "Não, não gostei. És péssimo na cama!"? Quando muito estão a induzi-la a uma mentira ou a uma meia verdade.

Homens que me estão a ler, fixem isto: mulher satisfeita - vou mais longe até, mulher bem f*dida - é tão expressiva que escusam de perguntar se ela gostou. Façam o vosso trabalho como deve ser, com gosto, dedicação e, sobretudo, altruísmo, que ela dar vos á todo o feedback que tanto apreciam. Sem precisar abrir a boca.

Percebem aonde quero chegar? Isto não quer dizer que não sabemos o quão importante é para vocês saber o que faz vibrar a parceira ou se esta ficou satisfeita. Acreditem que para nós mulheres é igualmente importante essa "validação", até porque sabemos que o ego masculino nutre-se precisamente disso. Um conselho de amiga? Menos conversa e mais ação. Poupem nas palavras e invistam na performance, que essa sim é que assegura o orgasmo e a vontade de ela querer voltar a estar convosco.

Eu pessoalmente detesto aqueles tagarelas que, durante o ato, não se calam, sempre a perguntar "Estás a gostar?". Corta-me logo a tesão. Eu não quero que me perguntem se estou a gostar, quero que façam com que eu goste! Capice? 😉

Agora que o recado está dado, vou à minha vidinha, que, para além das tarefas rotineiras de todo dia, ainda tenho que escrever a nova crónica para o Balai Cabo Verde, sem falar num conto erótico, encomendado há mais de dois meses, e do qual ainda não escrevi uma única linha.

Beijo no ombro e até quarta!

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