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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


Clara Roc.jpgOra viva!

O conteúdo deste post é mérito da Clara Roc, que ontem enviou-me um áudio com a sua "reflexão sobre a solteirice", como lhe chamou esta minha amiga maior, cuja análise da condição amorosa que nos une é de tamanha profundidade e verdade que não hesitei um nanossegundo a tomar a decisão de partilhá-lo contigo.

Segundo ela, "o grande peso da solteirice não é o facto de estarmos sozinhas, mas sim de termos toda a liberdade do mundo para gerirmos as nossas vidas." O melhor mesmo é deixar-te com a transcrição integral do áudio.

Minha amiga maior, eu fico muito feliz por falares sobre a solteirice e fico ainda mais feliz por este tema estar a ser tão acarinhado por tanta gente e tu poderes realmente influenciar tantas mulheres. Durante muito tempo eu não fui solteira, como bem sabes. Mas hoje em dia sou uma de vós. Eu às vezes lembro-me de tu, e mesmo a Natalie, falarem de peito cheio de como é bom ser solteira e eu pensava assim: "Mas que raio, como é que isso é possível?" E afinal, começo a achar que ser solteira é melhor do que ser emparelhada. E eu queria partilhar contigo esta minha reflexão porque pode ser um mote para possíveis divagações, possíveis textos teus...

A verdade é que quando nós estamos solteiras, assim que acordamos, todo o dia é gerido de acordo com a nossa simples vontade, com aquilo que queremos fazer, desde aquilo que vestimos à forma como comemos, aonde vamos, as coisas que fazemos, com quem queremos estar, a quem vamos ligar para nos fazer companhia, por exemplo. Quando estamos emparelhadas, há - tem que haver sempre - que procurar um equilíbrio. Ao pequeno-almoço, se calhar, não vou comer tudo o que me apetece porque é para os dois, se calhar eu até queria ir às compras ao fim da tarde mas o companheiro está em casa e se ele não quiser ir, eu também não vou. E a nossa liberdade, vou-lhe chamar partilhada, fica partilhada e isso tira-nos bastante grau de autonomia.

E esse encantamento que eu neste momento estou a viver, e que acho que é um ponto muito positivo em ser solteira, é realmente esta profunda liberdade, profunda autonomia, que é na realidade muito assustador. Descobri que o grande peso da solteirice não é o facto de estarmos sozinhas, mas sim de termos toda a liberdade do mundo para gerirmos as nossas vidas. Porque lidar com todo este poder, todos os dias, é uma experiência arrebatadora. Daí que não seja para qualquer uma.

Todas as tuas seguidoras que são celibatárias devem estar muito muito felizes porque qualquer solteira que o é há muito tempo e que tem este poder é um ser humano muito grande, uma mulher muito grande. E essas mulheres não podem ser iguais às outras; elas têm o poder, não é mesmo? É uma pequena reflexão sobre o meu estado de solteirice e sobre o quão enamorada estou de mim própria.

A reflexão da minha adorada Clara traz um novo olhar sobre a questão do celibato feminino. Confesso que nunca tinha pensado na questão dessa forma, ainda que sempre tenha sentido que ser solteira acarreta uma liberdade inebriante, da qual facilmente se fica viciada. A solteirice implica lidar com uma profunda liberdade, e sabemos bem que nem toda a gente está disposta a pagar o preço de ser dona e senhora do seu próprio destino.


Por hoje é tudo, voltarei na sexta com a temática da próxima live, cuja convidada desmarcou à última da hora, deixando-me com a ingrata missão de encontrar uma substituta em tempo recorde. Vai correr tudo bem, sei-o. 

Aquele abraço amigo!

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