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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


beach-14119_960_720.jpgViva!

Tinha lido algures que só há uma raça humana e que os cientistas tiveram um papel decisivo no que toca ao racismo. Dado que o assunto me interessa particularmente, não só por pertencer ao que "etiquetam" de raça negra – relegada à base da pirâmide da supremacia racial – mas sobretudo porque nunca consegui atinar com essa coisa de raça a, b ou c, parti à cata de informações mais detalhadas sobre o assunto.


Assim, durante as malfadadas férias (aquelas aquém das expectativas, lembras-te?), tive tempo de sobra para encetar várias pesquisas que acabaram por conduzir-me até Rui Diogo, especialista em biologia evolutiva e antropologia, que, durante uma conferência em Lisboa, defendeu que "biologicamente não há nenhuma raça humana" e que não existem raças negras ou brancas.

Se assim é, pergunto eu porque carga d'água está tão enraizada na humanidade esta distinção de raças? Pior ainda, com que direito se consideram umas superiores a outras? Segundo este especialista, a resposta encontra-se no estudo de primatas e da evolução, os quais foram usados ao longo da história para reforçar o preconceito e garantir a distinção de "raças humanas", legitimando a ideia de que há raças superiores e raças inferiores.

"Os seres humanos pertencem todos à mesma raça, mas ao longo dos séculos cientistas contribuíram deliberadamente para a ideia de que há várias raças e que a branca europeia é superior", esclareceu este professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade de Howard e membro do Centro de Estudos Avançados de Paleobiologia dos Hominídeos da Universidade George Washington.

Biologicamente, é facto comprovado pela ciência, as diferenças de cor da pele devem-se a mudanças das funções genéticas herdadas (epigenéticas) relacionadas com o clima. "A cor da pele tem a ver com os raios ultravioleta, não é raça nem é genético", esclareceu o investigador português, acrescentando que é a ciência que explica que peles mais escuras existem onde há mais sol e as mais claras em países com pouco sol, precisamente para assim absorverem o pouco sol que existe.


O que acontece é que, ao longo de muitos anos, essa ciência, dos brancos, foi usada para colocar "o negro ao lado dos macacos" e o "branco europeu" como raça superior. Assim, "os preconceitos dos cientistas também influenciaram a ciência", frisou o investigador. "Seria reconhecer que os investigadores promoveram de forma ativa e baseados em agendas políticas o racismo durante centenas de anos", remata o autor de 14 livros científicos e a preparar um novo sobre racismo.

Disse quem sabe e aceita quem quer, tão simples quanto isso! Para mim, somos todos humanos, logo iguais, apenas com caraterísticas físicas (sendo a tonalidade da pele apenas uma delas) bem distintas umas das outras.

Por hoje é tudo. Despeço-me com aquele abraço amigo e desejos de um fim de semana (quase) tão escaldante quanto este calor que se faz sentir lá fora.

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5 comentários

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De Luísa de Sousa a 28.06.2019 às 21:22

Minha querida eu não ligo nada a isso de raças. Para mim só há uma raça - humana onde estamos todos inseridos. Nunca, mas mesmo nunca olhei para outro ser humano e o considerei diferente ou com outra raça, devido à cor da sua pele!!!
Beijinhos minha linda vizinha!
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De Sara Sarowsky a 29.06.2019 às 22:50

Fico mesmo feliz de te saber da turma dos antiracismo. O que não me surpreende de todo, pelo que tenho vindo a saber de ti.
Um abraço amigo, vizinha do bem. 🌹🌹🌹
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De Rute Justino a 29.06.2019 às 22:04

Boa partilha ;)
Bom fim de semana!
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De Sara Sarowsky a 29.06.2019 às 22:46

Obrigada 🙅
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De Bla bla bla a 01.07.2019 às 12:41

A distinção de raças existe da mesma forma que existe a distinção de géneros, nacionalidades, religiões, e por aí fora.
Não acredito que distinguir uma raça da outra seja por si só um ato de racismo; é um assinalar de diferenças dentro das nossas semelhanças. Obviamente que infelizmente também há quem o faça com esse propósito.

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