Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


29
Dez15

Renascer depois da adversidade

por Sara Sarowsky

a75b49a8b__750x0.jpg

 

Um dos exemplares da minha (modesta) biblioteca pessoal é O Segredo, um livro que me foi recomendado pela minha amiga maior Clara há já muitos anos e que comecei a devorar com entusiasmo, mas que às páginas tantas (literalmente falando!) interrompi a leitura para nunca mais retomar. Na altura, considerei os seus ensinamentos meras palavras, bonitas de facto, mas inexequíveis ou ineficazes. Quanta ignorância e arrogância!

 

Por estes dias, altura propícia à introspeção e à reflexão sobre o ano que acaba, voltei a folheá-lo e abordagem ao tema resiliência pareceu-me um excelente pretexto para este post.

 

Quem de nós, em algum momento das nossas vidas, não sofremos algum tipo de situação traumática? Alguns traumas são devastadores (como a morte de um filho, uma doença grave ou ser vítima de um atentado ou violência sexual, por exemplo), mas outros podem ser bem mais "simples" e corriqueiros (como perder o trabalho, ter problemas económicos ou terminar uma relação).

 

O livro apregoa que cada um de nós tem a capacidade inerente de enfrentar as adversidades e superá-las, assim como aprender a adaptar-se às novas situações com que se depara. Essa faculdade é definida como resiliência (palavra com que tenho tenho levado inúmeras vezes nos últimos tempos, já que os recrutadores parecem adorá-la, usando-a torto e a direito e muitas vezes descontextualizadas).

 

Quando se diz que uma pessoa é resiliente, não quer dizer que ela não tem sentimentos ou que seja incapaz de sentir mal estar ou dor emocional perante as dificuldades. Significa, na verdade, que, depois de um tempo de dor, de incerteza e de insegurança, a pessoa tem a capacidade de juntar forças para aceitar a realidade e continuar com a sua vida.

 

Nesta ótica, os mais resilientes caraterizam-se por um modo de pensar mais exato, realista e flexível, além de serem menos propensos a tirar conclusões precipitadas ou exagerar. Além disso, partilham três caraterísticas principais:

– Aceitam a realidade tal como ela é;

– Acreditam que a vida tem um verdadeiro sentido;

– Possuem uma enorme capacidade de se recuperarem.

 

Deste modo, da mesma maneira que a fénix (criatura mitológica com a qual me identifico na íntegra) renasce das suas próprias cinzas, os seres humanos são capazes de deixar as tragédias para trás, aprender com elas e sairem fortalecidos dos problemas. No entanto, a família, a escola e a sociedade tem uma palavra a dizer na formação de uma pessoa mais, ou menos, resiliente.

 

Ser resiliente ajuda-nos a saber identificar as causas de um problema (para que este não se repita no futuro) e a controlar as emoções e os impulsos perante situações de crise. Sendo assim, o indivíduo resiliente tem um otimismo realista, com uma perceção positiva do seu futuro e da ideia de que controla a sua vida, além de ser dotado da capacidade de saber procurar novos caminhos e oportunidades para alcançar mais satisfação na sua vida.

 

Além disso, as pessoas resilientes esbanjam boa saúde (não só física, é claro), possuem uma melhor imagem sobre si mesmas, têm uma maior satisfação com as suas relações e são menos propensas a sofrer de depressão.

 

Partindo destes pressupostos todos, posso dizer com todo o orgulho de que sou uma resiliente, ainda que reconheça algumas nuances que merecem ser aprimoradas. E tu, meu bem, considera-se um resiliente ou uma vítima da vida?

Autoria e outros dados (tags, etc)


Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.



Mais sobre mim

foto do autor


Melhor Blog 2020 Sexo e Diário Íntimo


Melhor Blog 2019 Sexo e Diário Íntimo


Melhor Blog 2018 Sexualidade





Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D