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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


06
Nov18

 

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Viva!

 

Alguém sabe porque é que o amor escolhe uns e não outros? A verdade é que ninguém – nem a própria ciência – consegue dar uma resposta fidedigna a esta questão. Podes ser uma brasa, ir a n encontros, frequentares os melhores bares/discotecas, viajares pra caramba e ainda assim o amor simplesmente não te acontecer.

 

De facto, é cada vez mais flagrante que não somos nós que encontramos o amor; é ele que nos encontra. Por mais que queiramos amar e ser amada, o amor só acontece quando… sei lá quando… Se soubesse, não estava ainda solteira. O que sei é que, enquanto ele não nos escolhe, o melhor que fazemos é aproveitar a viagem e ir desfrutando da vida tal como ela se nos apresenta.

 

O amor verdadeiro não é um bem de consumo que se vai ali e se compra, à medida da nossa vontade ou da nossa necessidade. Quando muito pode ser equiparado a um produto pré-confecionado, como no Casados à Primeira Vista, programa ao qual cheguei a concorrer, tendo desistido ainda na fase de candidatura. Sobre isso, escreverei noutra altura.

 

Retomando o fio à meada... Por estar ciente do drama de muitos dos meus seguidores em relação à falta de amor, contigo quero hoje partilhar a minha receita de amor feliz. Digo amor feliz porque amor infeliz não carece de receita; carece tão somente de duas pessoas que não nutrem um sentimento sincero e verdadeiro pelo outro.

 

De confeção demorada, dispendiosa e muito exigente, o segredo do sucesso desta receita está na escolha criteriosa de cada um dos ingredientes, na recolha seletiva dos condimentos e especiarias e na dosagem certa da mistura de todos eles. É por isso que a logística que antecede a sua preparação assume um papel fundamental. Daí que te recomende que uses apenas produtos de primeira, de preferência frescos e isentos de amargura, desilusão e expectativas elevadas. Eis a lista do que vais precisar.

 

Ingredientes
- 2 pessoas inteiras
- 2 corações disponíveis 
- 1 mão cheia de romance
- Todo o afeto que conseguires encontrar dentro de ti
- 1 dose inteira de atração física
- 3 sessões de sexo por semana (no mínimo)
- 2 taças de humor/alegria 
- 2 vontades cheias de ficar juntos
- paixão, respeito, admiração, amizade, sinceridade, partilha, solidariedade, altruísmo, intimidade, tempo, dedicação, paciência e tolerância q.b. 

 
 
Preparação
Uma vez na posse de todos estes ingredientes, o passo seguinte consiste em lavar cuidadosamente cada um, de modo a retirar-lhes qualquer vestígio de relação anterior ou desilusão amorosa. Feito isso, deves deixá-los de molho em água e sal para purgar as más energias e os fantasmas do passado. Quando sentires que estes já não contêm grandes vestígios de sentimentos tóxicos que possam por em perigo o sabor e a qualidade do preparado, deves picar cada ingrediente com todo o mimo, juntar tudo numa panela e deixar cozer em lume brando. Ao teu critério deixo a escolha do eletrodoméstico a ser usado na confeção. Depois é ires acompanhado a cozedura, ao mesmo tempo que vais adicionando os temperos e as especiarias, ao teu gosto, mas no tempo certo e na proporção exata.
 
Escusado será dizer-te que este é um prato a ser servido, preferencialmente, quente ou morno. Frio é que jamais. Importa reter que a probabilidade deste necessitar de (re)aquecimento é elevadíssima, daí que aconselhe que a cozedura fique al dente, de modo que, a cada "esquentada", ela nunca passe do ponto, conservando aquele aspeto delicioso e saudável.
 
Meu bem, o estar desemparelhada há muito não é sinónimo de ignorância em relação ao que considero um amor comme il faut: aquele que o nosso coração reconhece como o que nos faz feliz, ao invés daquele que a Disney nos impinge.
 
Bon appetit!

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5 comentários

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De Nuno a 06.11.2018 às 13:01

Adorei este tru post e adoraria continuar a trocar emdil e expriencias contigo se para isso estiveres disponível, adorei a nossa troca de ideias ontem e concordo com quase tudo o que aqui escreves so acho que a quantidade de sexo pode ser diferente de relacso para relacso não será dosagem estanque que achas?
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De LegoLuna a 06.11.2018 às 14:36

Obrigada Nuno.
Sabes que o meu tempo é limitadissimo, mas sempre que possível vamos falando. Obrigada pelo teu comentário.
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De Eurico a 06.11.2018 às 19:24

Nem mais!!
O amor real é um cozinhado que se prepara com muito cuidado simplesmente com duas Pessoas.
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De Inês Martelo a 07.11.2018 às 21:37

Adorei este texto sobre o amor, em acordo com muita coisa.
Mas acho que o ingrediente-chave é mesmo estarmos disponíveis. Muitas vezes achamos que até estamos prontos e dispostos, mas continuamos a colocar-nos entraves. Às vezes é mesmo necessário repensarmos e reinventarmos aquilo que somos face ao amor. E depende de cada um de nós perceber.
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De LegoLuna a 07.11.2018 às 23:13

Não poderia estar mais de acordo Inês. Quantas vezes não tive possibilidade de viver um amor, mas sem disponibilizar-me para tal? O celibato pode ser um ótimo sofá. Obrigada pela tua partilha 🙋

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