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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


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Ora viva! ✌️

Neste que será o penúltimo post da temporada, quero partilhar contigo a minha última crónica para o Balai Cabo Verde, o portal de notícias da minha terra querida. 

Nesta que será a primeira crónica da temporada Verão 2022, quero retomar um assunto por mim abordado vezes sem conta, não obstante haver sempre algum dado novo a ser acrescentado. O dado novo que hoje trago é fruto de um novo estudo - mais um – que estabelece uma correlação (direta) entre a solteirice e a felicidade, sobretudo quando conjugada no feminino.

Desde os primórdios do Ainda Solteira, blog do qual sou criadora e gestora, que não me canso de defender a causa que esteve na origem da sua concepção: a solteirice, mais concretamente, o estar confortável com uma situação que, na maioria dos casos, é alheia à nossa vontade. Foi isso que me motivou a criá-lo e é isso que ainda me motiva a alimentá-lo, não obstante todo o tipo de desafios com que me deparo na concretização dessa intenção. Sete anos depois, continuo firme no propósito de desencardir mentes e de levar uma palavra de esperança às mulheres, inicialmente, e aos homens, mais recentemente, que ainda acusam a pressão social para estar emparelhada(o), mesmo que isso comprometa a sua felicidade e o seu bem-estar emocional.

Defender tal causa, aquela que melhor conheço e que, por isso mesmo, dou a cara sem tabu nem pudor, implica defender pontos de vistas pessoais e transmissíveis, os tais "achismos" de que todo escritor padece, mas, igualmente, partilhar outros pontos de vistas congruentes com os meus. É neste contexto, que, com todo o gosto, replico ideias, teorias e estudos que sustentam aquilo que desde a primeira publicação defendo: a solteirice não é tão feia quanto a família, os amigos, os colegas e a sociedade faz questão de pintar.

O celibato, como tudo nesta vida, reveste-se de um lado B(om) e convém que o exponhamos tanto ou mais do que expomos o seu lado M(au). E pelos vistos são cada vez mais as mentes desencardidas que se interessam por compreendê-lo e desmistificá-lo, não com o intuito de o apresentar como o estatuto amoroso de eleição, mas antes como uma condição que apresenta as suas vantagens, algumas delas (surpreendentemente) melhores que a dos outros estados civis.

Por exemplo, vários estudos conseguiram provar que as mulheres solteiras sem filhos são mais felizes e saudáveis do que as restantes. Mais ainda, o género feminino apresenta um maior grau de satisfação ao permanecer desemparelhado comparativamente ao género masculino. É esta a convicção do especialista em felicidade e professor de ciência comportamental na London School of Economics, Paul Dolan, que, baseando-se em várias pesquisas, garante que as mulheres solteiras sem filhos são as mais felizes.

Quanto a isso, o académico não poderia ser mais peremptório: "Vou fazer um enorme desserviço a essa ciência e apenas dizer: se é homem, provavelmente deveria casar-se; se é mulher, não se incomode". E a explicação, de acordo com o professor, é bem simples: os homens beneficiam do casamento porque "acalmam".

"[Eles] correm menos riscos, empenham-se mais no trabalho e ganham mais dinheiro, e vivem um pouco mais. Elas, por outro lado, têm que aturar isso e acabam por morrer mais cedo do que se nunca se tivessem casado. O subgrupo populacional mais saudável e feliz são as mulheres que nunca se casaram ou tiveram filhos", concluiu o académico. 

Esta é apenas mais uma voz a expressar aquilo que algumas de nós há muito sabemos. Espartilhadas por crenças, preconceitos e estereótipos, nem sempre temos a petulância e a coragem necessárias para sair por aí dizendo de boca cheia que somos mais felizes e saudáveis do que as colegas casadas, mancebadas, divorciadas ou viúvas. Eu como tenho, eis-me aqui a partilhar contigo mais este atestado de validez da solteirice, cada vez mais feliz e saudável.

Aquele abraço amigo e até um dia destes!

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2 comentários

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De Anónimo a 28.07.2022 às 13:24

Women are happier without children or a spouse, says happiness expert
This article is more than 3 years old

Behavioural scientist Paul Dolan says traditional markers of success no longer apply
Still from Girls
Unmarried, childless women have never had it so good, according to Paul Dolan’s research. Photograph: Sky
Sian Cain
@siancain
Sat 25 May 2019 14.47 BST
Last modified on Mon 2 Nov 2020 11.40 GMT

We may have suspected it already, but now the science backs it up: unmarried and childless women are the happiest subgroup in the population. And they are more likely to live longer than their married and child-rearing peers, according to a leading expert in happiness.

Speaking at the Hay festival on Saturday, Paul Dolan, a professor of behavioural science at the London School of Economics, said the latest evidence showed that the traditional markers used to measure success did not correlate with happiness – particularly marriage and raising children.

“We do have some good longitudinal data following the same people over time, but I am going to do a massive disservice to that science and just say: if you’re a man, you should probably get married; if you’re a woman, don’t bother.”

Men benefited from marriage because they “calmed down”, he said. “You take less risks, you earn more money at work, and you live a little longer. She, on the other hand, has to put up with that, and dies sooner than if she never married. The healthiest and happiest population subgroup are women who never married or had children,” he said.
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Dolan’s latest book, Happy Ever After, cites evidence from the American Time Use Survey (ATUS), which compared levels of pleasure and misery in unmarried, married, divorced, separated and widowed individuals.

Other studies have measured some financial and health benefits in being married for both men and women on average, which Dolan said could be attributed to higher incomes and emotional support, allowing married people to take risks and seek medical help.
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De Sara Sarowsky a 28.07.2022 às 13:39

Hi unknown,
I’m glad for you comment as d hope to see you here often.
I would like to discuss if you the results of that kind of studies.
A hug 🤗

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