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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


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Viva!

Comemora-se hoje o Dia Internacional da Mulher, data assinalada pela primeira vez em 1975, pelas Nações Unidas, mas só reconhecida como tal, dois anos mais tarde. Num dia que se quer de celebração e exaltação da condição feminina, a realidade mostra-nos que há ainda um longo e penoso percurso a ser feito até que a mulher seja, de facto e de direito, estimada, respeitada, valorizada e protegida. 

Este ano, motivos para celebrar são ainda mais escassos. Em apenas 67 dias, foram brutalmente ceifadas 12 vidas femininas, só em solo português. Alguém que me faça entender (suplico) como tal é possível, estando nós em pleno século XXI e num país da União Europeia? Com toda a certeza que uma das explicações está acoitada na brandura com que se tem lidado com a violência doméstica, um flagelo social subestimado pelas autoridades competentes (preciso citar aquele juiz desembargador cujo nome não pode ser escrito sob pena de levarmos com um processo judicial custeado pelo nosso próprio bolso?), negligenciado pela sociedade civil e desdenhado pelos agressores.

Este é apenas um dos motivos – talvez, o mais flagrante – porque este dia mais parece de luto do que de festa. O que o salvou e renovou as minhas esperanças num futuro mais risonho para as provedoras de vida foi saber que a capital alemã, Berlim, tornou-se na primeira cidade da União Europeia a decretar feriado no Dia Internacional da Mulher. Isto sim, é digno de registo.

É facto que este dia, mais do que todos os outros, é nosso. Celebremo-lo pois com orgulho, mas ao mesmo tempo com a consciência de que tanto há ainda a ser feito. Batalha a batalha, a vitória vai ganhando forma; só que ela não se faz sozinha nem se alimenta do ar. Ela demanda – exige até – um investimento contínuo e redobrado de todas as partes envolvidas. 

Hoje a mulher se faz presente em tudo, e essa presença se multiplica em cada sonho alcançado; motivo pelo qual concluo esta crónica com o seguinte repto: que nós as mulheres saibamos interiorizar o verdadeiro significado desta data; que os homens aprendam a respeitá-la e que o mundo consiga dignificá-la nos restantes dias do ano. Feliz Dia Internacional da Mulher!

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