Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Crónicas, contos e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


tic-tac-toe-1777815_960_720.jpg

Viva!

É-nos cada vez mais indubitável que as relações longas e duradouras, os "até que a morte nos separe", são cada vez mais exemplos raros de encontrar. O que era regra virou exceção, e como tal o amor tradicional tem-se desmembrado em várias versões, sendo uma delas o fast love. Falemos então desta nova forma de vivenciar o mais intenso de todos os sentimentos.

O conceito de amor para toda a vida, que o Nicholas Sparks tão bem nos vende, definha-se a olhos vistos; e em seu lugar vão ganhando força as relações efémeras, voláteis e descartáveis, sustentadas no pressuposto de que "se isto não está a dar certo, mais vale partir já para outra". São as tais "relações de consumo rápido", como as define a psicóloga Ana Carvalheira.

De acordo com esta investigadora na área da psicologia e da sexualidade, nos tempos atuais a maioria de nós procura uma pessoa que sirva os seus interesses, que se encaixe na sua personalidade, no seu estilo de vida, nos seus ideais, sonhos e metas; no fundo, que vá de encontro às suas expectativas. O problema é que assim que se chega à conclusão que esta não corresponde àquilo que se idealizou, troca-se. É o tal fast love.


Explica a mesma que por detrás desta exigência redobrada está "um processo de individualização muito marcado". Hoje, prima o "eu" sobre o "nós", o indivíduo sobre o casal. Ora, acontece que uma relação exige investimento, dedicação, motivo pelo qual a esfera do "eu" nunca deverá estar acima da esfera do "nós", sob pena da relação não vincar. Por isso é que atualmente os casais se unem e separam com tanta facilidade.

 

E para piorar ainda mais todo este cenário, existem as novas tecnologias, que através de sites, aplicações e ferramentas de comunicação, potenciam e facilitam relações instantâneas, à mercê de um match. Um simples swipe para a direita pode conduzir-nos ao amor. Esta multiplicidade de meios que a tecnologia põe ao nosso dispor possibilitam interações que de outra forma não aconteceriam. O que facilita sobremaneira a vida deste tal fast love, reforça Ana Carvalheira.

Só que o amor exige envolvimento, nem que seja a prazo. E isso implica objetivos além dos individuais. Lamentavelmente, "hoje em dia, a maior parte dos casais tem imensa dificuldade em apontar objetivos além do viajar", considera a psicóloga.

Outra explicação para este proliferar de amores de consumo rápido deve-se a um menor conformismo em permanecer numa relação infeliz. “No passado as relações eram mais longas, mas não necessariamente mais felizes. Eram as normas sociais e a vergonha em assumir que um projeto de vida falhou que mantinham muitos casamentos de pé. Agora, os jovens não estão dispostos a estar numa relação que deixou de ser feliz só porque parece bem", remata a especialista.

Sabendo que o conceito de fast food transpôs a fronteira da culinária e chegou ao amor, é caso para nos interrogarmos se o regime amoroso que temos vindo a praticar é o mais adequado ao nosso bem-estar emocional, psíquico, social e familiar. A cada um de nós cabe a responsabilidade de adotar aquela que lhe for mais conveniente.

Até breve!

Autoria e outros dados (tags, etc)


8 comentários

Imagem de perfil

De Urso a 25.02.2019 às 19:37

Cono em tudo na vida acho que cono fiz o velho ditado "no mrio está a virtude" e verdade que as tecnologias facilitam o fast love mas a responsabilidade não pode ser as sacada apenas há tecnologia mas sim a nós seres humanos afinal cabe-nos a nós saber o que fazemos com ela e se é verdade que as relações para a vida sob toda e qualquer circunstância eram infelizes e as vezes até tinham fins trágicos também não é me os verdade que hoje já não se luta por pessoas por amor estamos tão czbsados das lutas e gymueras profissionais que no amor não queremos ter trabslho embora que prazer ido de investir no outro
Imagem de perfil

De LegoLuna a 25.02.2019 às 22:12

Nuno, infelizmente, a sociedade atual não está para se esforçar pelo amor. Numa era em que com um clique arranjas "amor", com uns euritos compras sexo e companhia e por mais alguns até parceira,esforçar por uma relação exige tempo, dedicação, paciência, altruísmo, perseverança e compromisso. Quantas pessoas conheces dispostas a tal? 😉
Imagem de perfil

De Urso a 25.02.2019 às 22:17

Poucas aliás talvez por issdo eu próprio esteja e vá ficar sozinho porque sou pessoa de relações duradouras nso gosto de nada descartável
Sem imagem de perfil

De A Desconhecida a 25.02.2019 às 20:53

Gostei.. Bom post!
Imagem de perfil

De LegoLuna a 25.02.2019 às 22:08

Obrigada No Name Lady
Imagem de perfil

De Luísa de Sousa a 25.02.2019 às 21:15

Gostei imenso, mais um vez, do que escreves. Eu ainda acredito no amor, não digo para a vida toda, mas por muitos bons anos (se calhar sou uma tótó). Beijinhos
Imagem de perfil

De LegoLuna a 25.02.2019 às 22:08

Não és nada totó. És sim romântica e sentimental, tal como eu (acredites ou não 😉). E eu quero acreditar no "felizes para sempre", afinal que graça teria a vida se não acreditarmos em algo assim tão sublime? 😚, minha querida.
Imagem de perfil

De Urso a 26.02.2019 às 23:12

Já somos 3 acredito no felizes para sempre se nso for asim não vale a pena

Comentar post



Mais sobre mim

foto do autor


Blog do Ano




Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Pesquisar

  Pesquisar no Blog