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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


14
Out19

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Viva!

Estou para escrever sobre isto já faz algum tempo, só que entre um post e outro acabei sempre por protelar o assunto. Até que decidi que de hoje não passa. Assim, eis-me aqui para te apresentar o Livres para Amar, um grupo do Facebook no qual me alistei há uns mesitos, quatro para ser mais exata. 

Criado, gerido e moderado pel'A Gaja, uma solteira empedernida cujas aventuras e desventuras amorosas acompanho através das redes sociais, é propósito desse fórum privado "permitir que pessoas solteiras se conheçam e interajam". Assim, demanda a sua mentora que a prioridade das publicações seja dada a posts com perfis, apresentações, temas ou questões diretas.


Não obstante tratar-se de um grupo exclusivo a pessoas disponíveis e livres para amar – solteiras, para quem tem dificuldade em entender a língua de Camões – o bando do chico esperto tem-se por lá infiltrado sempre que possível. Em relação a esses penetras (entenda-se casados e/ou num relacionamento), os membros que os denunciem com vista à sua imediata expulsão de uma comunidade que não é a sua. Nem poderia ser.

Faço aqui uma pausa para deixar um recado a essa malta emparelhada incapaz de perder uma oportunidade para dar uma ciscada em galinheiro alheio: "Tomem vergonha na cara e parem com essa obsessão em estarem precisamente onde não é suposto estarem. Escolhem emparelhar e depois querem fazer vida de leve, livre e solto, como se de facto assim o fossem? O vosso problema não é fome mas gula, não é falta mas gana, não é carência mas promiscuidade. Se estão infelizes, epa, livrem-se da trela e façam-se à estrada da vida. Agora permanecer "busy" e "online" ao mesmo tempo é que não. Isso é imoral, indecente, inconcebível, desleal e imperdoável. Tratem de procurar quem vos ajude a lidar com essa síndrome de engate compulsivo!

Voltando a grupo de que falava há pouco, no que toca ao conteúdo que por lá circula, não obstante a apertada supervisão d’A Gaja, convém saber separar o trigo do joio, pois, como em tudo na vida, há tanto do melhor como do piorio. Volta e meia somos compensados com textos deveras cativantes, como este, por exemplo, cujo autor deu-me permissão para aqui partilhar:

O grupo 'Livres para Amar' não é, nem pode ser visto, como um grupo de desesperados anónimos (por ser fechado) que se lamentam diariamente de não terem uma mulher ou homem com quem partilhar o seu dia a dia.
Quantos de nós aqui estamos solteiros ou divorciados por opção? Não tenho dúvidas que ainda sejamos alguns…
Façam uma experiência: andem pela rua, durante uma hora que seja, e vejam qual a percentagem de casais que vos parecem felizes? Já para não falar em descontar aqueles que se esforçam para transmitir uma união feliz em público, quando em privado…
Façam outra experiência: olhem para a vossa família e verifiquem em quantos casamentos ainda existe cumplicidade entre o casal. Quantas vezes não ouviram: "Foi o homem que escolhi e é esta a minha cruz" ou "Tenho de dar comer a quem tem fome, se não ele procura fora" ou "Fulano ou sicrano vai-se separar. Ai o falatório que vai ser."
Resumindo e indo diretamente à "ferida", conto pelos dedos os namoros/casamentos em que me revejo, que não sejam mais que uma imposição social, só porque: "ah e tal, Maria já estás a caminho dos 30/40 anos. Não achas que está na altura de arranjares alguém?!"
Só a palavra "arranjar" já me faz vomitar.
Na mesma ótica, tenho lido por aqui, e por mais que uma vez, a expressão "encalhada". Considero essa palavra muito infeliz; parece que a maioria dos casais com quem conviveis amiúde e que "desencalharam" são mais felizes que vós, só por viverem na mesma casa (sim, porque muitas vezes é a única partilha que fazem).
Atenção: isto não quer dizer que um verdadeiro amor, alimentado continuamente e incondicionalmente, não seja bem melhor que estar sozinho… Disso também não tenho dúvidas, já amei uma (única) vez e sei como é magnífico. Agora, não façam do ser "solteiro" ou "divorciado" um drama, porque acreditem que somos bem mais felizes que muitos casais. E se não encontrarmos novamente o amor, qual o problema? Vamos casar com a amiga de um amigo que também está "encalhada" só para "português ver"?
Caramba, se encontrarem alguém que vos faça fervilhar por dentro e sentirem que é recíproco não hesitem em arriscar, independentemente do vosso passado. Mas se não encontrarem qual é o mal? Ainda não se paga multa, pessoal 😌
Desculpem a frontalidade, mas considerei importante falar sobre isto.

Como sabe bem ler este tipo de texto, uma verdadeira ode ao nosso estado civil. Termino com esta prece: mais respeito e menos depreciação, que a solteirice não é nenhum cancro social, pelo contrário!

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