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Crónicas, contos e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


29
Jan19

fire-heart-961194_1920.jpg

Viva!

 

Esta madrugada, entre uma ida à casa de banho e outra – que esta minha bexiga está a anos-luz da minha idade biológica – tive uma pequena epifania sobre o amor, mais concretamente sobre a panóplia de emoções que nos assola o coração, o espírito e a alma quando atingidos pela fecha do cupido.

 

Antes de prosseguir, sinto-me na obrigação de deixar claro que não me refiro a essa versão descartável de amor que a sociedade moderna nos tem vindo a impingir sustentada naquela lógica de "à falta de um amor maior, contenta-te com um amor menor". Refiro-me sim àquele AMOR que vem dar (mais) sentido à nossa existência e nos torna na mais perfeita criação divina.

 

Se bem me lembro, quando um amor assim nos bate à porta somos acometidos por vários feelings, que passo a enumerar:

- Ao pé da pessoa amada, sentes (como nunca antes) que só agora a tua vida faz sentido

- Finalmente, percebes porque não deu certo com ninguém antes

- Aceitas que os teus fracassos amorosos anteriores só serviram para te conduzir até "o tal"

- Sentes-te capaz de desafiar e conquistar o mundo só com o poder do teu amor

- Podes ter tido o pior dia da tua vida, mas assim que chegas ao pé da pessoa amada tudo fica bem

- Sentes-te a mais sortuda e corajosa das criaturas, com a constante sensação de que nada nem ninguém neste mundo tem poder suficiente para te abalar

- O abraço da pessoa amada é remédio santo para todo o stress do teu dia a dia

- Sorrisos rasgados e contínuos e olhos cintilantes são uma constante na tua fisionomia

- Preocupas-te mais do que nunca com a tua aparência e fazes tudo para estar sempre bonita, cheirosa, depilada e tudo o mais que faz parte do cardápio de uma mulher vaidosa

- Queres desfrutar da companhia dessa pessoa o tempo todo, em detrimento dos demais

- Começas a falar, pensar e agir na primeira pessoa do plural

- Contas os segundos para estares com o alvo do teu afeto

- Sentes-te no auge da tua beleza, feminilidade, sensualidade e magnificência

- Mal te consegues lembrar daquelas feridas e cicatrizes amorosas que tanta dor e amargura te causaram no passado

- Transpiras felicidade por todos os poros e queres contaminar tudo e todos à tua volta

- O tempo passado com o teu amor parece nunca ser suficiente

 

É precisamente por já ter experienciado um amor assim que continuo solteira. Por esse amor estou disposta a esperar o tempo que for preciso e abrir mão do meu celibato. Se o universo me considerar digna de voltar a viver algo parecido, cá estarei para receber essa bênção de braços abertos e coração repleto de gratidão e humildade.

 

É melhor dar por concluída estar crónica que a continuar por este caminho ainda sou bem capaz de ficar deveras deprimida por estar ainda solteira.

 

One heart, one love, one hug!

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8 comentários

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De Luísa de Sousa a 29.01.2019 às 20:51

Isso mesmo, ou um amor verdadeiro e intenso ou ficar solteira!
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De LegoLuna a 30.01.2019 às 09:23

Mais nada!
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De Urso a 29.01.2019 às 22:04

Cono te compreendo cara amiga dou ho em nas nos embora muitos de nós se recuse a confessar também sonos asoberbados dessa panóplia de sensações e sentimentos e é tão bom e a melhor sensação do mundo diria eu
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De LegoLuna a 30.01.2019 às 09:27

Não poderia estar mais de acordo.
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De Eurico a 29.01.2019 às 23:45

E se o Amor for serenidade ao invés de intensidade, falo naturalmente ao nível conceptual da palavra. Da serenidade vem o respeito, a tolerância, a compreensão, a responsabilidade, a autenticidade, a espontaneidade, a verdade(o exterior é o espelho do interior), a entre-ajuda, por exemplo.
Uma pessoa serena é absolutamente confiante em si própria e totalmente confiável.
A meu ver, o Amor não é um sentimento, mas um modo de estar. Da mesma forma que alguém deve ser incauto ao ponto de navegar em águas tenebrosas, também deve-se evitar a todo custo chamar à responsabilidade de forma irreflectida um indivíduo sereno.
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De LegoLuna a 30.01.2019 às 09:29

Não podem as duas as duas coexistir pacificamente? Penso que a existência da intensidade não tem que exclui necessariamente a existência da serenidade.
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De Eurico a 30.01.2019 às 14:35

A haver alguma coexistência, ela apenas será admissível em planos diferentes no envolvimento de duas pessoas. Um homem e uma mulher ligam-se de forma serena um ao outro, mas relacionam-se intensamente.
Traduzindo: quando falam fazem-no calmamente, mas sempre que é para foder, a noite é mesmo uma criança!
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De Eurico a 30.01.2019 às 14:41

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