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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


 

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Viva!

 

Olha só quem voltou ao teu convívio. Antes que comeces com cobranças, deixa-me dizer-te que sinto muito por cada um destes 10 dias que fiquei longe de ti. Tanto aconteceu desde o último artigo, que vou ter que ir relatando os acontecimentos aos poucos, sob pena deste artigo ultrapassar as quatro laudas.

 

Como te dei conhecimento através do Instagram, na quinta-feira passada voei até Barcelona para uma escapadela de quatros dias. A minha excitação era indescritível, não só por ir viajar (coisa que amo fazer), mas sobretudo porque estava prestes a realizar um sonho de há muito: conhecer uma das cidades que ano entra ano sai constava da minha wish list.

 

À chegada ao aeroporto de El Prat, recebo um telefonema de Lisboa a perguntar se estaria disponível para voltar para o trabalho dos meus sonhos (aquele que tinha perdido há dois anos por causa da implicância de uma fulana que achou que eu era demasiado vistosa para a instituição em causa). Como o voo de regresso estava marcado para domingo à noite e eles tinham grande precisão dos  meus préstimos, comprometi-me a "picar o ponto" na segunda, logo às nove da manhã.

 

Descaradamente mais esfusiante do que antes, desfrutei de três dias de puro deleite, a namorar a cidade, a absorver tudo o que me chegava aos olhos, a conviver com pessoas de diferentes nacionalidades, a praticar o portunhol, a descobrir recantos, segredos e estórias da Catalunha, a dançar na rua às tantas da noite, a subir e a descer encostas, a visitar exposições de arte; ou seja, a turismar.

 

Até que... a lua de mel dá lugar à lua de fel. A passagem do paraíso para o inferno dá-se por uma questão de minutos. Devido a um atraso de meia hora, em parte justificado pelo escaldante Barcelona-Real Madrid desse dia, que deixou os transportes a rebentar pelas costuras, eis que perco o voo que me traria de volta para casa. Com a cidade mais apinhada do que o costume (à custa dos blaugrana), os voos para Lisboa estavam todos lotados, motivo pelo qual só consegui um novo para dali a dois dias.

 

Entre procurar alojamento à última da hora, voltar ao estilo de vida estudantil – em que se dorme no sofá de alguma alma caridosa, lava-se roupa numa lavandaria, come-se pão com cuspo ao pequeno-almoço e otras cositas más – lá consegui aterrar na Alfacilândia na terça de manhã, mesmo a tempo de apanhar o Carris Express para o (novo) trabalho, com 36 horas de sono em cima (16 delas sem uma higiene pessoal digna desse nome), longas horas de jejum (forçado) e com a minha tralha a descoberto, já que na volta a minha mochila (comprada na véspera) foi inutilizada pelo pessoal de handling.

 

Enfim... foi uma aventura e tanto. Pena eu não ter tempo nem disposição para te contar os detalhes mais sórdidos. Estou a cair para o lado de tanto sono e cansaço. Desde que cheguei de viagem, tenho trabalhado das nove da manhã às tantas da noite, hoje inclusive.

 

Conto voltar à rotina já amanhã. Ainda bem, porque sinto-me à beira de uma estafa. Na última semana dormi pouco, comi mal, trabalhei em contrarrelógio e não escrevi uma única frase. Preciso mesmo retomar as aulas de código, as crónicas do Ainda Solteira, o social media manager da missão diplomática, o convívio com a minha tribo, as tarefas domésticas, as idas ao supermercado, e por aí fora. Preciso respirar, relaxar, meditar e vegetar, nem que seja por umas horitas.

 

Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo e desejos de uma semana abençoada.

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