Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que ainda não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


red-631349_1920.jpg

Viva!

O amor é o tempero da vida, não me canso de assumir; e repetir. A maioria dos comuns mortais o perceciona no contexto romântico ou maternal, absolutamente alheia a uma das suas formas mais puras, saudáveis e enriquecedoras: o próprio. Tendo como emissor e recetor o mesmo destinatário, o amor pela nossa própria pessoa é, na dose certa, o melhor aliado na interação com os outros, sobretudo no que toca ao romance.

Longe de mim desmerecer o amor romântico. Estou bem ciente do seu papel social, sexual, biológico e emocional na existência humana. Ainda me lembro do quão feliz e realizado faz-nos ele sentir. A questão aqui é desmistificar a crença - um tanto ou quanto infantil, em grande parte impingido pelos filmes Disney da vida - de que precisamos dele para sermos felizes. Errado! Precisamos do amor romântico para sermos MAIS felizes. A nossa felicidade, na sua génese, não está no outro, mas sim em nós mesmos.

Acreditar que a nossa felicidade está no amor alheio é disruptivo, razão pela qual abundam tantas criaturas infelizes por não estarem emparelhadas. Amas e és amada? Sorte tua! Amas e não és amada? Azar teu! Não amas e és amada? Sorte irónica essa tua! Não amas nem és amada? Ainda há esperança! Amas-te a ti mesma como gostarias de um dia ser amada? Estás no caminho certo para viver um amor para a vida toda!

Amor não é algo que se vai à Internet e faz download, que se vai ao supermercado e compra, que se pede emprestado a quem tem muito ou que se obtém pela via da cobiça. Amor não é algo que se tem só porque se deseja. Ele simplesmente acontece. Ou não. E enquanto não acontece, convém nutrirmos o nosso coração com amor próprio, aquele cuja intensidade, profundidade e duração depende única e exclusivamente da nossa vontade em ser feliz, do jeitinho que dá.

Autoamor só depende de nós, já amor de outrem… Single mine, se tal como eu, (ainda) não tens o segundo, a minha dica é só uma: sê feliz com o primeiro, como se não houvesse o segundo (que por enquanto não há mesmo). O amor alheio há de chegar na hora exata e na pessoa certa. Até lá, vai sendo feliz contigo mesma!

Autoria e outros dados (tags, etc)


1 comentário

Imagem de perfil

De bii yue a 09.06.2020 às 13:05

Amar a nos próprias acaba por ser o começo de algo. Caminho difícil, mas que traz tanta recompensa com paciência claro

Comentar post



Mais sobre mim

foto do autor


Melhor Blog 2019 Sexo e Diário Íntimo


Melhor Blog 2018 Sexualidade





Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.