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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


new-single-woman.jpgViva!

Há dias uma seguidora interpelou-me sobre qual a melhor estratégia a adotar por quem está solteira e disponível para uma nova relação. Sem pestanejar, respondi-lhe: "estar recetiva!"

De tão óbvia, esta resposta até parece infantil. Mas a verdade é que dar uma de Bela Adormecida à espera do Príncipe Encantado não é uma estratégia sustentável. Primeiro, porque o príncipe encantado é cada vez mais uma espécie em vias de extinção. Segundo, porque a mulher moderna não está para depositar a sua felicidade nas mãos de um estranho (por mais azul que seja o seu sangue); até porque ela tem plena consciência de que não existe nenhuma garantia de que ele, após o beijo, não vá se transformar num sapo qualquer da vida.

Que o digam as mulheres vítimas de todo o tipo de violência por parte daqueles a quem confiaram o coração. Se contentar-se com o primeiro pretendente a despertar-nos do "sono amoroso" não é lá muito boa ideia, ser demasiado exigente no processo de escolha menos ainda, já que pode estar a impedir-nos de viver boas experiências. A solução passa, portanto, por não definir requisitos de forma rígida.

De forma consciente (ou não) todas nós procuramos a perfeição; mas quantos mais critérios estabelecemos menos compatibilidade vamos encontrar. Falo em meu nome pessoal e no de todas as demais desemparelhadas do meu círculo de amizades (reais e virtuais). 

Depois de uma certa idade (geralmente, depois dos 30), das duas uma: ou os padrões de exigência de uma mulher aumentam mais e mais ou diminuem mais e mais. Aumentam porque ela vai ganhando consciência do seu valor, ao ponto de não se contentar com alguém que não considere estar à sua altura. Mais do que saber o que quer de um homem e de uma relação, ela sabe, com uma exatidão alarmante, o que não quer para a sua vida. Por observação direta das outras ao seu redor, ela vai tomando consciência de que a presença de um homem na sua vida, na sua cama, na sua família e no seu círculo social só se justifica se este acrescentar valor. Se assim não for, ela prefere estar sozinha, pois sabe que consegue ser feliz solteira, mesmo que não plenamente. 

Do lado oposto, está a mulher que, em desespero de causa, aceita abrir mão de uma boa parte dos seus padrões de exigência só para não "ficar para tia", como se diz na gíria popular. Ou porque o relógio biológico não para de piscar, ou porque as amigas/colegas desemparelhadas vão minguando a olhos vistos, ou porque a pressão da família e da sociedade assumem proporções dantescas ou simplesmente porque não sabe nem tem interesse em estar só. Para esse tipo de mulher, qualquer um destes motivos é razão mais do que válida para abraçar uma relação, mesmo que, no fundo do seu coração, ela se sinta tão ou mais solitária do que aquela que descrevi no parágrafo anterior. 

Portanto, à querida seguidora ND, deixo este conselho: "Interage com eles de forma tranquila, sem pensar de antemão no que pode ou não desencadear, aproveita cada momento e cada pessoa que cruza o teu caminho. Limita as tuas expectativas e retira a pressão de ter que ter alguém só porque sim. Sê o tipo de pessoa que gostavas de ter ao teu lado. Vais ver que mais cedo ou mais tarde o amor que tanto desejas e mereces chegará. E se não chegar tens-te a ti, o teu primeiro, grande e verdadeiro amor."

Capice? Estamos juntas!

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6 comentários

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De Nuno a 05.10.2018 às 10:26

Gostei do texto e da forma desaombrada como falas da solteiro e ainda assim premiteme pergu tsr co o co segue alguém seja mulher ou ho em ser de facto feliz sem amor?
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De Sara Sarowsky a 05.10.2018 às 10:32

Mas eu tenho amor, muito amor por mim. Só não tenho amor alheio, de outra pessoa.
Auto amor é algo que só depende de nós. Já amor de outrém não. Enquanto não tenho o segundo, vou sendo feliz (muito feliz até) com o primeiro.
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De Nuno a 05.10.2018 às 10:46

Louvo essa tua capacidade que eu nso tenho é sim eu sei que sou eu que estou errado mas sinda assim sendo o ser humano um animal social acho que sem amor amizade etc há sempre algo em nós que nos falta
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De Sara Sarowsky a 05.10.2018 às 10:53

Não poderia estar mais de acordo. O amor é o tempero da vida, já o assumi aqui várias vezes. Mas lá porque não o tens vais ser infeliz?
Amor não é algo que se vai à Internet e se faz download; que se vai ao supermercado e se compra; que se tem só porque se quer. Ele simplesmente acontece. Ou não. Eu recuso-me a ser infeliz só porque não o tenho. Amor próprio e amor dos amigos não o substituem, mas compensa-o.
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De Nuno a 05.10.2018 às 11:01

Se tiveres tempo e paciência para passares no mru cantinho e leres alguns posts irás preceber melhor o que te quis dizer. É sim eu sei que essa falha é minha 3 eu louco a tua capacidade já shora parabéns pelo blog fiquei fã passti a seguirte e vou passar a ser visita assídua
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De Sara Sarowsky a 05.10.2018 às 11:36

Nuno, esta nossa tertúlia matinal inspirou-me a dedicar o artigo de hoje a este assunto. Aceitei o teu desafio e dei uma vista de olhos no teu cantinho. Interessante. O artigo sobre dominação/submissão deu-me que pensar. Espero continuar a ver-te por aqui, pois o teu ponto de vista será uma mais-valia para o AS. Bom feriado.

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