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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


woman-1439909_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Um artigo da Holofote, datado de junho de 2016, dá conta de uma série de coisas que os solteiros não acham piada que os amigos lhes façam, não obstante toda a confiança e estima existente entre ambos. Na qualidade de solteira crónica, posso garantir que, ainda que saibamos reconhecer as suas boas intenções, muitas vezes eles mais atrapalham do que ajudam, quando tentam arranjar-nos um par.

Por acreditar que qualquer solteira, em algum momento da sua vida, tenha passado por algo semelhante, partilho contigo algumas atitudes que não matam mas são bem capazes de moer uma amizade. Ei-las:

Estarem sempre a fazer-nos "arranjinhos"
Contamos sair com um casal de amigos e, supresa, eles trazem um amigo a tiracolo. O que até parecia uma boa ideia torna-se motivo de embaraço, pois, de tão pouco subtil que é esta tentativa de emparelhamento, as duas pessoas ficam constrangidas, impossibilitanto uma interação descontraída. Sem falar que os nossos amigos, por mais íntimos que sejam, raramente sabem com exatidão que tipo de pessoa desperta o nosso interesse.

Sugerir que tentemos a sorte online quando sabem que não é a nossa onda
Há pessoas que estão perfeitamente à vontade com o engate online, mas outras nem por isso. Daí que seja um drama quando os amigos insistem que devem procurar alguém online. No meu caso, foi uma irmã que empurrou-me para este universo paralelo das relações amorosas. Hoje, depois de vários anos à caça na internet, estou cada vez mais convicta de que o amor não deve ser procurado, já que ele simplesmente acontece.

Pesquisar sobre alguém que acabamos de conhecer
Mal lhes contamos que conhecemos alguém, bombardeiam-nos com um verdadeiro inquérito policial: qual a sua aparência, quantos anos tem, que faz na vida, com quem costuma dar e, sobretudo, se está nas redes sociais. São incansáveis na procura e descobrem tudo e mais alguma coisa, coisas que, se calhar, preferíamos não saber, pelo menos não tão cedo. Existem aquelas amigas que até pedem amizade ao fulano, algumas sob um perfil falso, para poderem seguir todos os seus passos. Creepy!

Convidar-nos para uma saída só de casais

Esta então é deveras deprimente! Já passei por isso e jurei para nunca mais. Por mais boa onda que sejam os casais, a pessoa desemparelhada sente sempre que está a mais. Como se não bastasse o lugar ao seu lado estar vago, exibindo assim a sua "maldição" amorosa, ainda tem que dar uma de castiçal, assistindo aos beijinhos, abracinhos e arulhinhos que os pombinhos vão trocando entre si, como se de propósito o fizessem  com o intuito de fazer lembrar o que estamos a perder.

Achar que o Zé era mesmo um bom para nós
Lá porque acham que o fulano de tal é bom partido, isso não quer dizer que ele seja bom partido para nós. A pessoa até pode abarrotar predicados por tudo quanto é lado e nós simplesmente não sentirmos aquela química. Volta e meia, sou lembrada do quanto o Luís, com quem fiz uma tentativa há uns anitos, é o sonho de consumo de qualquer mulher. De nada parece adiantar eu explicar que nunca senti a mais pequena faísca perto ele. Tenho a sensação que, pura e simplesmente, fazem ouvidos de mercador, daí que continuem a atiram-nos à cara a oportunidade que perdemos.

Dizer que somos muito exigentes
Esta então é o pão-nosso-de-todo-o-dia. Não perdem uma oportunidade para fazer-nos sentir culpadas do nosso malfadado estado de solteirice, como se fosse uma doença que é preciso curar; pior, que é nossa culpa. Não se cansam de dizer que não sabem como é que uma rapariga tão gira e simpática não encontra ninguém, como é que os homens não percebem o Ferrari que somos, que não estamos a esforçar para conhecer alguém, que queremos o príncipe encantado e que estes já não existem, que somos irrealistas, que temos de baixar as expectativas, que isto, que aquilo, que aqueloutro. Fazem-nos sentir que temos de aceitar (e agradecer) o primeiro que nos aparecer à frente, que vale tudo menos permanecer solteira.

A estes amigos, que no fundo só querem ajudar, é preciso lembrar-lhes que às vezes uma mulher é solteira por escolha; sua escolha, não de outros. E que ter um par não é garantia de felicidade. Enfim...

Aquele abraço amigo e desejos de bom fim de semana!

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2 comentários

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De Fox a 22.01.2021 às 22:14

Tenho de agradecer as muitas vezes que fizeste esboçar um sorriso no meu rosto, esta noite, ao ler este texto.
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De Sara Sarowsky a 22.01.2021 às 22:33

A gente faz o que pode... 😉

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