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Cr√≥nicas, contos e confiss√Ķes de uma solteira gira e bem resolvida que n√£o cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


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Ora viva!¬†ūüĎč

De modo a começarmos a semana sob a mais auspiciosa das energias, proponho para hoje um dos meus temas favoritos. Como tal, intenta esta crónica abordar a felicidade, mais concretamente, descobrir aonde reside o segredo daquele que é o sentimento mais cobiçado pelo ser humano.

Sabemos bem que a felicidade é um conceito difícil de definir, praticamente impossível na realidade; isto porque a sua definição (e perceção) é intrínseca a cada ser humano. O que um indivíduo imagina como uma vida feliz pode ser o total oposto do que o seu amigo deseja.

Justamente por isso, h√° muito que os cientistas tentam desvendar o seu segredo, e parece que um estudo norte-americano chegou a umas conclus√Ķes bem interessantes.¬†De acordo com uma publica√ß√£o da revista M√°xima, datada de 31 de janeiro deste ano, dados provenientes de um estudo iniciado em 1938 sugerem que fatores como o QI ou a classe econ√≥mica dos participantes n√£o s√£o o mais importante no que toca a vidas longas e felizes.

Investigadores do Harvard Study of Adult Development seguiram as vidas de 724 participantes de v√°rias classes econ√≥micas e sociais a viver nos Estados Unidos desde 1938.¬†Ao longo dos anos, estudaram a sua sa√ļde mental e f√≠sica e analisaram a sua trajet√≥ria profissional e pessoal. Eventualmente, as mulheres dos volunt√°rios foram adicionadas ao estudo, bem como os seus descendentes - atualmente s√£o 1300 participantes.

Segundo os dados apurados, existem duas causas prim√°rias que determinam a felicidade. "A descoberta surpreendente √© que as nossas rela√ß√Ķes - e qu√£o felizes estamos nas nossas rela√ß√Ķes - t√™m uma influ√™ncia poderosa na nossa sa√ļde", afirmou Robert Waldinger, coordenador atual do estudo, num artigo da revista cient√≠fica The Harvard Gazette.

Ao que tudo indica, esses laços são melhores indicadores de vidas longas e felizes do que a classe social da pessoa, o seu QI ou mesmo a herança genética. "A ligação pessoal cria estímulos mentais e emocionais, que são automáticos estimuladores do humor, enquanto o isolamento [social] é um destruidor do humor", comentou o académico ao Harvard Health Blog.

A pesquisa apurou ainda que a satisfa√ß√£o conjugal tem um efeito positivo na sa√ļde mental das pessoas e que quem tinha casamentos infelizes sentia mais dores emocionais e f√≠sicas. Aqueles que n√£o fumavam, n√£o bebiam e tinham um forte apoio social tamb√©m viviam mais tempo e sofriam menos deteriora√ß√£o da fun√ß√£o mental. "As boas rela√ß√Ķes n√£o protegem apenas o nosso corpo; protegem o nosso c√©rebro", disse Waldinger numa TED Talk que deu em 2015.

Dita a minha experi√™ncia pessoal que as conclus√Ķes deste estudo est√£o perfeitamente alinhadas com a realidade dos factos. V√™ s√≥ o meu caso: mesmo tendo p√£o pouco em termos materiais, considero-me uma criatura feliz e realizada e tenho perfeita no√ß√£o de que o grande respons√°vel por isso s√£o os la√ßos afetivos que tenho com aqueles que me importam e com a comunidade na qual estou inserida.

Tenho tudo o que quero? N√£o! Mas quero tudo o que tenho, disso podes estar certa. √Č aqui que est√° o segredo da minha felicidade. E tu, que tens a dizer sobre esta quest√£o? Aonde est√° o segredo da tua felicidade?

Por hoje é tudo. Conto estar de volta amanhã com mais um episódio do podcast, dedicado ao primeiro encontro, mais concretamente com uma listagem de boas práticas de comportamento para a primeira vez que se vai sair com alguém.

Despeço-me com aquele abraço amigo e desejos de uma semana maravilhosa, repleta de felicidade!

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