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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


zp_7.jpgViva!

Diz o ditado: "Ajoelhou, vai ter que rezar!". No post anterior, ajoelhei-me sobre os erros que alguns homens cometem nos primeiros encontros. Neste, vou rezar sobre a razão porque tantos romeus e julietas andam por aí a atuar a solo, não obstante a sua imensa vontade por um dueto.

Numa sociedade que nos oferece de bandeja um buquê de meios e canais (leia-se, sites e apps) que apregoam facilitar o acesso ao sentimento-mor, a pergunta que não posso calar é esta: porque raios então continuamos desemparelhados e/ou secos de afeto alheio? A explicação para este paradoxo parece residir no overdating, isto é na overdose de datings. Em tradução livre para a língua camoniana, o mal dos problemas dos solteiros atuais é o excesso de encontros.

"Como? Esta gaja deve estar a surtar, só pode! Como é que ir a muitos encontros pode complicar a vida daqueles que procuram o amor? Quantos mais encontros se for, mais probabilidade uma pessoa tem de encontrar alguém compatível, certo?" Aposto que foi algo assim que acabou de te passar pela cabeça. Antes que me apedrejes em fórum público, deixa-me dizer-te que esta teoria não é minha, mas sim de quem de direito percebe do assunto.

De acordo com os especialistas em relações, o principal motivo porque a maioria de nós (ainda) se encontra desemparelhada está precisamente na ânsia de encontrar um parceiro, ânsia essa que se traduz em encontros atrás de encontros, que em nada dão.

Ao que os estudos indicam, com o boom de apps de romance, quem está no encontro acaba por, inconscientemente, se focar no próximo em vez de no atual; um problema flagrante numa época em que a frequência de saídas com pessoas novas acelera a olhos vistos, atingindo uma média de dois first dates por semana. Na prática, os praticantes desta autêntica maratona de encontros, acabam por não se permitirem deixar conhecer a fundo, visto estarem numa frenética procura pelo próximo que, creem, será melhor do que o atual.

Apontam aqueles que analisam esta realidade, que o problema começa no facto de se estar constantemente à procura do par ideal no primeiro encontro. Dado que a probabilidade de tal acontecer é mínima, não é dada uma segunda oportunidade a possíveis parceiros. Esta procura 'automática' por alguém é, pois, vista como uma tendência da geração Millennial, que vive da espontaneidade e acaba por esquecer que aqueles com quem tem encontros não são descartáveis.

Insistir over and over again nos primeiros encontros leva a que aquele que procura se canse e se sinta farto de falhar, culpabilizando-se pelo problema e levando-o a desistir de procurar um companheiro. Sobre isso, há que atentar-se ao reverso da moeda: quando se toma o gosto pela atenção que se recebe num primeiro encontro – deveras viciante – entra-se numa espiral de vaidade e futilidade.

Portanto, para quem anda à procura de um chinelo para o seu pé cansado, o melhor mesmo é focar-se numa crush de cada vez e lembrar-se que quando ambas as partes querem embarcar numa relação comme il faut, todo o investimento vale a pena (e, mais importante, a espera).

Acreditar que será através de um 'match' no Tinder ou em qualquer outra app do género que vais encontrar o amor da tua vida é pura utopia. Claro que, volta e meia, a media nos dá conta de um ou outro caso bem-sucedido, mas livra-te de acreditar que isso é regra, e não exceção.

Moral da estória: por mais opções que a tecnologia ponha à nossa disposição, ela de pouco nos vale se não estivermos dispostos a perder tempo para encontrar a 'tal' pessoa. Investir (tempo, sentimentos, expectativas e paciência), single mine, é a chave do sucesso no amor.

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1 comentário

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De JB Berdmen a 09.03.2018 às 18:20

...deves ser mesmo linda no teu guarda-jóias, ás voltas e voltas nesse dossel da caixinha de música...

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