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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

30
Jun21

goose-3265356_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Já que estamos sintonizados na frequência do amor, nada mais plausível do que dar continuidade ao assunto, cuja primeira emissão foi para o ar esta segunda-feira com a live do Love for You Match dedicado ao tema traição. Na sequência disso, a outra mentora deste serviço de consultoria amorosa, a Isabel Soares dos Santos, levou ontem a cabo uma outra live, desta vez dedicada ao tema 'Voltar a acreditar no amor'. Para hoje proponho então falarmos de atitudes que minam as relações, ao ponto de acabar por destruí-las. 

Nenhum relacionamento é perfeito, disso estamos todos cientes. Contudo, existem umas quantas atitudes que, quando praticadas de forma reiterada, funcionam como uma sentença de morte da harmonia do casal. Nesse sentido, o psicólogo John Gottman, especialista em uniões, identifica quatro fatores como sendo aqueles que mais influenciam o (in)sucesso de uma relação. São eles:

Criticismo
Questionar frequentemente o caráter e a postura do outro fomenta um clima de animosidade entre o casal, o que se traduz em constantes discussões e acusações de parte a parte.

Desprezo 
Não há felicidade conjugal que consiga resistir por muito tempo à arrogância ou à indiferença. Este tipo de postura faz com que o outro se sinta desprezado, logo desvalorizado enquanto pessoa e enquanto parceiro.

Postura defensiva 
Está na defensiva quem evita constantemente as responsabilidades que uma relação amorosa implica. A falta de empenho de um dos envolvidos é apontada como um dos grandes causadores da ruptura do casal.

Ambiguidade 
Quando um dos parceiros recusa comprometer-se com assuntos inerentes a uma vida a dois, como, por exemplo, conta conjunta, crédito habitação, eventos familiares ou até mesmo apresentar aos amigos.

Importa salientar que é a frequência com que estes fatores se manifestam que determina o fracasso de uma relação, ou seja, quanto mais rotineiras pior para o casal. Para quem está numa dinâmica a dois este post deve ser encarado com uma chamada de atenção no sentido de evitar estes comportamentos e, caso existam, trabalhá-los de modo a (re)estabelecer a harmonia do casal.

Um beijo, um abraço e um sorriso!

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7C6F72BF-5391-40B2-B021-7DDB24400582.jpegOra viva! ✌️

Um artigo publicado ontem na Activa serve de mote a este post, o qual intenta dar-te conhecimento de 15 sinais comuns àqueles que sacrificam constantemente as suas necessidades emocionais em prol da felicidade e do bem-estar alheios.

Uma coisa é querer dar-se bem com os outros, fazendo por agradá-los, outra bem diferente é dar-lhes prioridade absoluta na nossa vida. "Quando comprometemos quem somos e aquilo de que precisamos, agradar aos outros ultrapassou a linha que separa a bondade do auto-abandono", explica a psicoterapeuta Sharon Martin, num artigo para o Psychology Today. Daí que esta especialista alerte para os seguintes comportamentos, típicos de quem vive para agradar aos outros:

1. Queres que toda a gente goste de ti;

2. Pedes desculpa por tudo;

3. Anseias por validação;

4. Permites que as pessoas se aproveitem de ti;

5. Sentes-te culpada, ou que és má pessoa, quando impões limites;

6. Tens medo de conflitos;

7. Sempre foste ‘certinha’, ou seja, uma pessoa que segue as regras;

8. Acreditas que o 'self-care' é opcional;

9. Sentes-te tensa, ansiosa e no limite;

10. Esperas ser perfeita e segues padrões elevados;

11. Colocas-te em último lugar e não sabes pedir aquilo de que precisas;

12. És sensível a críticas;

13. Pensas que os seus sentimentos, necessidades, opiniões e ideias não são tão importantes quanto os das outras pessoas;

14. Gostas de ‘consertar’; detestas ver alguém magoado, com medo, triste ou desconfortável;

15. Ficas ressentida porque pedem-te sempre para fazeres mais e gostavas que as outras pessoas tivessem mais consideração pelos teus sentimentos e necessidades.

Se te revires em mais do que uma dezena destes sinais é caso para acionares o alerta vermelho e repensares a tua postura, pois não és uma prioridade para ti mesma. No meu caso, ficou claro que preciso lapidar sete deles.

Um beijo, um abraço, um sorriso e um até quarta!

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75BE6D37-ED74-4886-A2E9-34AB00479413.jpegOra viva! ✌️

Dias de pura frustração é o que tenho vivido nas últimas semanas. Para além da dificuldade em conseguir fechar com os convidados do ciclo de lives Saturday Single Spot, também não fui bem-sucedida na intenção de partilhar o meu know-how sobre o sucesso. O tal workshop a que me propus fazer no sábado, só recebeu uma manifestação de interesse, e mesmo essa acabou por eclipsar-se ante a informação que era a única. Não que eu não tenha mostrado disponibilidade para avançar mesmo assim (sou mulher para isso e bem mais), a pessoa é que desistiu, dando a entender que estava mais interessada na popularidade da sessão do que propriamente em adquirir conhecimento.

Outro foco de tensão emocional tem a ver com o Love for You Match, ao qual não encontro forma de levar as pessoas a aderir, não obstante a quantidade de corações solitários que diriamente me confidenciam precisar de ajuda para encontrar o amor. E nem o facto de ter disponibilizado uma versão gratuita deste serviço de cupido foi suficiente para despertá-los do estado comatoso em que insistem permanecer. A sensação que tenho é que todos clamam por amor, mas poucos são aqueles que estão dispostos a fazer algo concentro para o obter. Enfim... cada um é responsável pela sua própria felicidade.

Para colmatar todo este malogrado quadro, propus-me a mudar de editora, já que a outra não demonstra estar à altura do desafio que é o tal livro de provérbios cabo-verdianos de que já te falei em ocasiões anteriores. A editora que eu queria, a melhor de todas em Portugal, emitiu um parecer negativo em relação à publicação da obra, não me deixando outra alternativa que não seja recomeçar novamente a operação de charme junto de outras. Preciso, pois, gerir a frustração, levantar o ânimo, erguer a cabeça e ir bater a outra(s) porta(s).

Bem que os astros previram que este mês de junho exigiria “uma tomada de consciência de todas as coisas que ainda nos são desconfortáveis, sem a qual é impossível renascer”. Falando por mim, é claro que os tais planetas retrógrados, Mercúrio e Saturno (se bem me recordo), não estão para brincadeiras. Tudo bem, faz parte, há dias e dias e há ir e vir...

Para atenuar o desânimo, nada melhor do que "shoppingterapia", de preferência na companhia de uma boa amiga. Assim, a tarde de ontem foi passada no Vasco da Gama, num entra e sai de lojas, naquela que foi a nossa primeira maratona de compras em tempo de pandemia. Após meses e meses a comprar apenas online, a aventura deste domingo soube-me lindamente, não obstante as largas dezenas de euros que investi em novos modelitos para o verão, a ser novamente gozado na costa gaulesa, aonde sempre sou feliz.

Voltando ao tema-chave deste post, a frustração, com esta partilha pretendo relembrar-te que o fracasso faz parte da dinâmica do sucesso, que na verdade ele é tão essencial quanto o próprio. Como poderia um existir sem o outro? Assim como o fraquejar fazer igualmente parte do percurso de qualquer guerreiro. O importante é levantar e seguir adiante. 

Noutra altura, provavelmente, não assumiria tão abertamente o momento atual pelo qual estou a passar. Hoje, com a maturidade, a sabedoria e a humildade que só aqueles que se mantêm firmes no propósito de evoluir sabem reconhecer, dou a cara, sem bazófia nem pudor, por qualquer fase da minha vida, seja ela boa, seja ela menos boa. Tenho consciência - e aceito - de que tudo faz parte da experiência e que na vida mais importante do que a meta é o percurso que se faz para lá chegar.

É meu princípio de vida ser assertiva e transparente nas minhas ações, daí que pretenda com este desabafo frisar que a vida é feita de altos e baixos e que a minha não foge à regra. Como tal, tanto partilho momentos de sucesso como partilho momentos de fracasso, já que ambos fazem parte do pacote chamado vida. E não penses que me sinto desmerecida por estar a vivenciar neste momento o período baixo. Frustrada sim, desanimada, claro, mas fracassada jamais.

Termino dizendo que continuarei a batalhar para atingir os meus sonhos, para alcançar os meus objetivos. O não ter dado certo desta vez não quer de modo algum dizer que não dará certo da próxima. Tentarei as vezes que forem precisas, até conseguir. Espero de todo o coração que te sintas inspirada por esta crónica ao ponto de (re)assumires o comando do teu sucesso e renovares a esperança em atingi-lo, pois quando queremos, e fazemos por isso, chegar lá é mera questão de tempo. E oportunidade, está visto!

Aquele abraço amigo e uma semana esplendorosa para ti, para mim e para todas os outros.

P.S. - A boa nova é que a partir do dia 22 os planetas vão aliviar a pressão, passando assim a conspirar a favor dos mortais 😉.

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business-idea-1240830_1920.jpgViva! ✌️ 

Na senda do tema do workshop de amanhã, o sucesso, trouxe-te cinco regras de ouro, que, de acordo com a Vichy, vale a pena implementares na tua vida, já que são bem capazes de a tornar mais profícua. 

Planeia e persiste
Para manteres o foco nos teus objetivos, sejam eles quais forem, necessitas de planeamento, concentração e persistência, os quais acabam por criar a motivação necessária para a sua implementação. Vai por mim, a mudança precisa de prática diária.

Sê realista
Temos tendência para traçar metas muito vagas, pouco concretas ou exageradas. Expectativas realistas são pois fundamentais para que consigas atingir o que mais desejas, pelo que é importante teres os pés bem assentes na terra e seres minuciosa no que te propões realizar.

Sonha
Quais os teus sonhos? Quantos já concretizaste? Quantos tens adiado? De quantos já desististe? A vida em si, com as suas constantes exigências, impele-nos a abrir mão dos nossos projetos. Manter inabalável a crença em nós mesmos e nas nossas capacidades não é tarefa fácil. Ainda assim, vale a pena sonhar, já que o sonho comanda a vida e quando sonhamos a obra nasce. É importante nunca deixares de sonhar. Acredita no que ambicionas, cultiva a motivação, planeia como podes alcançar esses desejos e lembra-te de que a realização dos sonhos depende apenas das ações que traças para os concretizar.

Apaixona-te
A paixão é condição fundamental (quer a nível emocional, quer a nível físico) para nos manter felizes e motivados. Independentemente da tua situação amorosa, apaixona-te pela vida, apaixona-te por ti… e por tudo o que estiver ao teu redor. Como? Adota um animal de estimação, inscreve-te numa aula de pintura, dança, faz escalada, aprende a tocar guitarra ou faz voluntariado. O importante é descobrires um interesse que te faça vibrar e nele investir.

Confia
Confia em ti, nas tuas circunstâncias de vida, no teu discernimento. Rodeia-te de pessoas com quem te sintas bem e pelas quais sentes verdadeira empatia. Não te compares com ninguém de forma depreciativa; ao invés disso, investe no teu amor-próprio, respeitando-te e confiando em ti e nas tuas decisões. Confia que tudo chega no momento certo.

Despeço-me com dois recados. O primeiro tem a ver com a sessão de amanhã, para a qual ainda vais a tempo de inscrever. Para tal, só tens que seguir a minha página do Facebook e enviar um email para aindasolteira@gmail.com. O segundo tem a ver com a minha oferta de consultoria sentimental, anunciada no início desta semana. Caso estejas a pensar fazer algo concreto para conheceres alguém, que não passe pelas apps de encontro, envia-me um pequeno anúncio que tentarei arranjar-te um par, sem que tenhas que pagar rigorosamente nada. Atreve-te, pois é fora da zona de controlo que a magia acontece.

Aquele abraço amigo e bom fim de semana!

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24
Mai21

feedback-1977986_1920.jpgViva! ✌️ 

Para hoje proponho desconstruirmos o tema da live de sábado, 'A toxidade por detrás dos comentários', a qual foi bem interessante e elucidativa. Quando ouvimos falar de pessoas tóxicas vem-nos imediatamente à cabeça a imagem de criaturas mal-intencionadas que - de forma deliberada ou não - contaminam os que estão à sua volta com a sua negatividade.

A existirem, são poucas as pessoas que assumem a sua toxidade, daí que seja deveras desagradável tomarmos consciência de que podemos ser nocivos à boa convivência social. O que nos escapa na maioria das vezes é que não precisamos ser tóxicos para manifestarmos comportamentos tóxicos, como é o caso dos comentários. Confusa? Já explico! 

Permite-me a minha experiência pessoal e profissional, catalogar os comentários tóxicos em dois grupos: espontâneos (os quais chamo de "maliciosos") e deliberados (os quais chamo de "maldosos"). Em relação a estes últimos, igualmente conhecidos como "comentários de ódio", tenho a dizer que são baseados em intenções obscuras, com a maldade a ser proferida de forma deliberada e indiscriminada. Visam estes magoar, ofender, desestabilizar, gerar caos e espalhar energias negativas. As pessoas por detrás deles, os "haters", fazem-no (quase sempre) escudadas pelo anonimato do ciberespaço, com o claro propósito de destilar veneno, espalhar o ódio e semear a discórdia.

Sobre este tipo de comentários falarei noutra oportunidade, que a intenção desta crónica é analisar apenas os "maliciosos", aqueles que são feitos de forma espontânea, geralmente desencadeados pela falta de empatia ou pouca sensibilidade da parte de quem as profere. A maldade por detrás deles - a existir - é sutil e por vezes inconsciente, daí que os outros sejam capazes de aturá-los durante um longo período de tempo, sem acusarem desconforto ou ressentimento. Na sua origem podem estar sentimentos como amargura, ressentimento, inveja, infelicidade ou apenas má educação.

Feita a contextualização dos dois tipos de comentários tóxicos que circulam por aí, eis quatro dicas para evitares a toxidade no teu palavreado:

1. Substitui o "não" por uma sugestão construtiva
Ao invés de dizeres a alguém que não pode ou que não deve proceder de certa forma, que tal fazeres uma sugestão? Dou um exemplo: um amigo que acaba de tirar a carta de condução diz-te que vai comprar um carro zero quilómetros. Sabendo tu da enorme probabilidade deste vir a ter um acidente, ou seja de o carro ir parar à sucata, que tal, ao invés de lhe dizeres que "não deve" comprar um carro novo, sugerires um em segunda mão, pelo memos até estar à vontade com a condução, que assim em caso de acidente o prejuízo será menor.

2. Reconhecer que estás num dia não
Naqueles dias de má disposição, em que só te apetece mandar tudo e todos à merda, o mais sensato é evitar interações e focar-te em ti. Mil vezes dizeres a alguém que não estás bem e que preferes ficar quietinha no teu canto do que saíres por aí a distribuir patadas e comentários ferinos, capazes de magoar ou até mesmo por em xeque a tua relação com os outros.

3. Na ausência de algo simpático para dizer, fica calada
Não é à toa que se diz que a palavra é de prata e o silêncio de ouro, Com isso quero lembrar-te que a ter que fazer uma comentário desagradável, mais vale não fazer nenhum. A vida já é cheia de negatividade, pelo que comentários tóxicos são perfeitamente dispensáveis. Se sentires que tens mesmo que dizer algo pouco abonatório, ao menos tenta suavizar o discurso de maneira a não constranger, muito menos humilhar, o outro.

4. Na dúvida, perguntar se gostarias de ouvir tal coisa
Quando não tens a certeza de que o que vais dizer será bem acolhido, pensa se gostarias que alguém te dissesse o mesmo. Não existe estratégia mais eficaz do que esta para por travão à toxidade nas nossas palavras ou atitudes. A postura de "não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti" cai sempre bem e aplica-se a todas as esferas da coexistência humana.

Termino realçando que todos nós, em algum momento da vida, fomos, ou podemos ser, tóxicos. Basta um dia mau, uma pessoa mal encarada ou um acontecimento estúpido para despoletar em nós sentimentos nefastos, muitas vezes verbalizados através de comentários tóxicos. O importante é saber reconhecer os sintomas e intervir a tempo de evitar males maiores.

Aquele abraço amigo e até quarta!

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woman-1006102_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Uma vez comprovado que o amor à primeira vista existe e que pode acontecer a qualquer momento (vide post anterior), é de todo pertinente falarmos sobre o final que nenhum amor - seja ele à primeira, segunda, terceira ou enésima vista - deseja: desilusão. Infelizmente, faz ela parte da dinâmica existencial, daí que cumpre esta crónica a missão de dar conhecimento de quatro mandamentos para amenizar o impacto de uma desilusão, seja ela amorosa ou não.

As desilusões podem ser desmotivadoras, arrasadoras mesmo. Várias são as pessoas que na sequência delas acabam desistindo, de algo, de si, da alegria de viver, em alguns casos, da própria vida. Sobre isso, considera a psicóloga Jennice Vilhauer, ao Psychology Today, que "dependendo de como se olha para as coisas, a desilusão pode ser devastadora ou uma oportunidade para algo melhor." Daí que recomende estas quatro estratégias para reprogramar o seu significado, de modo a superá-las com mais eficácia:

Não generalizar
O facto de não ter dado certo desta vez não quer dizer que será sempre assim.

Não personalizar
Nem sempre o problema somos nós, existem factores situacionais que estão para lá do nosso controlo.

Não rotular como "má"
As situações dececionantes tendem a ter o potencial para abrir portas a eventos positivos, basta encararmos a situação com outros olhos.

Aprender com ela
Muitas vezes, é do fracasso que advém o sucesso.


Estas dicas, igualmente aplicáveis às demais esferas da vida (profissionais, sociais ou familiares, por exemplo), cumprem o dever de te munir de ferramentas capazes de ajudar-te a gerir com sabedoria e leveza de espírito as agruras da vida. Por isso, faz bom uso delas.

Aquele abraço amigo!

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17
Mai21

couple-1030744_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Terá fundamentação científica a ideia cliché - nem por isso menos romântica - de dois estranhos trocarem olhares e terem a certeza de que foram feitos um para o outro, tamanha a atração existente entre ambos? Será o amor à primeira vista, perfeitamente ilustrado no cenário há pouco descrito, um fenómeno real ou uma mera fantasia emocional? É o que intenta esclarecer este artigo.

Apesar de não abundarem dados empíricos sobre o tema, um estudo de 2017 oferece evidências que suportam a teoria de que ele é, de facto, real. Uma investigação da Universidade de Groningen, que pediu a quase 400 indivíduos de ambos os sexos que se manifestassem, imediatamente após o primeiro encontro, sobre potenciais parceiros românticos, permitiu tirar as seguintes ilações:

O amor à primeira vista não é só memória tendenciosa
A amostra relatou tê-lo sentido no instante em que se encontrou com alguém. Trata-se, portanto, de uma forte atração inicial que, posteriormente, pode transformar-se num relacionamento.

É mais provável sentirmos amor à primeira vista por pessoas bonitas
Os participantes com classificações mais altas na escala da aparência física tinham uma probabilidade nove vezes maior de despertar esse sentimento.

Os homens assumem sentir amor à primeira vista mais do que as mulheres
Os investigadores não foram capazes de apurar o motivo concreto para que assim seja, pelo que recomendaram estudos complementares.

O amor à primeira vista tende a ser um fenómeno tipicamente unilateral
Os cientistas suspeitam que a intensa experiência inicial de um parceiro pode ajudar a moldar as lembranças do outro, mudando-a para a crença de que este também sentiu amor à primeira vista.

O amor à primeira vista, tecnicamente, não é “amor”
O tipo de qualidades que espelham amor (intimidade, compromisso, paixão) não é particularmente forte nos momentos iniciais desse sentimento. No entanto, aqueles que o sentiram parecem ter maior predisposição para tal do que aqueles que reconheceram não ter sentido amor à primeira vista.

Crença e/ou experiência pessoal à parte, a verdade é que as evidências existem e foram aqui citadas. Eu acredito em paixão à primeira vista e não tanto em amor à primeira vista. Isto porque o amor - que demanda conhecimento, investimento e comprometimento - não é sentimento que surge de forma tão instantânea e espontânea. Ele vai sendo construído, e fortalecido, com tempo e convivência, daí que não desapareça à primeria crise.

Por hoje é tudo, voltarei na quarta para mais uma conversa amiga. Até lá, fica com o meu abraço e muita energia positiva para a semana.

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07
Mai21

30D78869-20C1-4823-8926-D73235D1E82D.jpegOra viva! ✌️ 

O regresso a Lisboa, e a consequente remota à normalidade, após quatro semanas na terra da morabeza, vai levar o seu tempo, está-se mesmo a ver. Ainda meio zombie, sem saber bem por onde começar, entre a enormidade de tarefas que demandam seguimento, conto com alguma paciência da tua parte no que toca à curiosidade acerca das novidades que trouxe na bagagem. Enquanto organizo as prioridades, proponho para hoje um artigo sobre o motivo por detrás da nossa tendência em seguir a opinião dos outros.

Ser a ovelha rebelde - aquela que (na maioria das vezes) segue o seu próprio trilho, ainda que isso a obrigue a afastar-se do rebanho - não é pera doce. Tanto assim é que nem todos lhe conseguem vestir a pele. Por saber o quão exigente é pensar pela própria cabeça, mais ainda assumir esse livre pensar, esta crónica cumpre o dever de partilhar contigo um estudo que indica que o ser humano está de certo modo predestinado a seguir a opinião alheia.

Porque seguimos a opinião dos outros? Pelo simples motivo de querermos evitar conflitos no futuro. Um estudo levado a cabo por uma equipa de neurocientistas da Universidade HSE, na Rússia, detetou que o ato de se opor à opinião geral emite um sinal de alerta no cérebro, deixando resquícios que permanecem por um longo período de tempo. Assim, os investigadores consideram que, a curto prazo, a anuência com o grupo no qual estamos integrados desperta zonas do cérebro responsáveis pela sensação de prazer. Ao invés, em casos de discordância, são emitidos sinais de 'erro'. 

"O cérebro absorve a opinião dos outros como uma esponja e ajusta suas funções à opinião do seu grupo social", considera Aleksei Gorin, coautor do estudo. Para Vasily Klucharev, igualmente coautora, "vivemos em grupos sociais e ajustamos automaticamente as nossas opiniões às da maioria, e a opinião dos nossos colegas pode mudar a maneira como o nosso cérebro processa informações por um tempo relativamente longo".

Quem nunca se sentiu pressionado a concordar com a opinião da maioria que atire o primeiro comentário. Claro está que é preciso coragem para desafiar o pensamento coletivo e determinação para manter essa posição; daí que seja de extrema importância rodearmo-nos das pessoas certas, aquelas que partilham dos mesmos valores e perspetivas de vida. Só assim conseguimos aligeirar o fardo que é pensar pela própria cabeça.

Despeço-me com aquele abraço de sempre e a promessa de voltar na segunda-feira para outro papo amigo. Até lá, desejo-te um fim de semana acarinhado pelo sol e abençoado pela felicidade.

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car-1967698_1920.jpgOra viva!

Para hoje, proponho analisarmos, com base num artigo da Activa, publicado originalmente em outubro de 2016, algumas situações às quais pode estar sujeito qualquer mortal que se aventure numa relação amorosa. Mais do que exemplificar o quão desafiante é viver um amor, esta crónica visa ilustrar que ainda que cometamos asneiras, o importante é dar a volta por cima e recuperar o controlo da felicidade.

Mudei a minha vida por amor e a relação não deu certo…
De acordo com a psicóloga e terapeuta familiar Cláudia Morais, não é boa ideia abdicar de tudo em nome do amor. "Não se coloque em dependência financeira e mantenha as ligações às pessoas." Mesmo que a relação tenha tudo para dar certo, se estivermos isoladas é mais provável que nos deprimamos.
Moral da estória: deixar tudo não é fácil e não é para toda a gente.
Se não der certo: Resgatar a 'rede' de contactos e recomeçar do zero.

Gostava tanto de mudar a outra pessoa...
"Nunca é demais perceber que podemos mudar alguns comportamentos e hábitos, mas nenhum de nós vai mudar significativamente", avisa a especialista. "É um sinal de inteligência não reivindicarmos muitas mudanças à pessoa que está ao nosso lado. Mais do que sinal de respeito para com ela, é um sinal de respeito para com nós próprios. E é muito desgastante tentar mudar outra pessoa. Além disso, geralmente é inútil".
Moral da estória: aceitar o outro tal como ele é, ou seja, com todas as suas qualidades e defeitos.
Se não for capaz: Ir à procura de quem seja exatamente como se deseja.

O meu parceiro é bonito e interessante, mas não existe química…
"Todos nós queremos a mesma coisa: alguém que esteja lá para nós!", garante Cláudia Morais. "A sensação de segurança, de saber que aquela pessoa se preocupa connosco, é muito forte. Contudo, as leis da atração são diferentes para toda a gente."
O que fazer: Ter autoconhecimento suficiente para perceber que uma enorme quantidade de virtudes não vai fazer com que nos apaixonemos por determinada pessoa, isto porque "alguns aspetos da atração não estão ao nível da consciência, e a química entre dois seres humanos ainda é um mistério".
Como remediar: Deixar falar a voz do coração.

Tive um caso e a pessoa com quem estou descobriu
"Temos de assumir que esse 'caso' foi importante para a pessoa traída", explica a autora do livro Sobreviver à Crise Conjugal". “É fácil - e tentador - dizer que não teve importância nenhuma, mas há ali algo que se quebra: a confiança".
Como é que se repara: "O primeiro passo é haver disponibilidade para assumir o erro, aceitar as consequências e estar disposto a reparar os estragos. A seguir, devem criar alguns acordos: por exemplo, não é razoável que quem traiu seja 'castigado'. Mas tem de amparar a pessoa traída, permitir que ela fale da sua dor e devolver-lhe gradualmente a confiança. Isto não significa fazer-lhe relatórios diários do seu paradeiro, mas por exemplo estar disponível para responder às perguntas."

Independentemente da sua natureza, os relacionamentos não são fáceis, assim como não são gratuitos os sentimentos que neles investimos, sobretudo se estes não forem valorizados ou retribuídos pelo alvo do nosso afeto. Isso só prova que erros de casting fazem parte do percurso e que só não comete asneiras sentimentais quem não se envolve emocionalmente.

Aquele abraço amigo de sempre!

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nude-5304222_1920.jpgViva! ✌️ 

Agora que os holofotes deram uma trégua a esta blogger aqui, que tal retomarmos o fio à meada com um tema coincidente com a categoria pelo qual este blog foi distinguido por dois anos consecutivos: a sexualidade? O ano passado por esta altura andava a blogosfera a votar para eleger os melhores de Portugal. Parece que até disso a pandemia nos privou...

Conforme adiantado no post anterior, para hoje proponho um novo mantra contra o stress, um vilão do bem-estar cada vez mais impiedoso e do qual tenho sido presa fácil, para mal dos meus pecados. 😉

Sei que és uma pessoa (bem) informada, porém, duvido que estejas por dentro do conceito 'Gastrosiexta', uma tendência que combina três dos maiores prazeres da vida: comer, dormir e 'sexar'. Pelos benefícios que se lhe adivinham, esta prática é vista por muitos especialistas como a fórmula perfeita para combater o stress. "Sentimos prazer ao provar comidas novas e descobrir novos sabores. Dormir ajuda a reduzir o stress cardíaco e a pressão arterial e promove a produtividade, através do aumento da concentração e do desempenho. A atividade sexual, além de proporcionar benefícios, tanto para a saúde física como para a psicológica, também contribui para o bom relacionamento do casal", esclarece a psicoterapeuta espanhola Marisa Navarro, uma das defensoras desta tendência.

Apesar de a 'Gastrosiexta' adequar-se na perfeição ao estilo de vida de nuestros hermanos, dada a tradição de se fazer a sesta, nada nos impede de adotar tal modalidade, sobretudo nestes tempos de pandemia, em que estamos tão confinados. A descompressão da ditadura horária e a avidez por momentos Covid free soam-me como dois excelentes motivos para aqueles que estão numa relação quererem aventurar-se numa nova experiência sexual.

Há que estar ciente de que a prática da 'gastrosiexta', que pode acontecer antes ou ou até antes e depois (conforme a predisposição do casal), requer tempo, pelo que é essencial não haver pressas ou preocupações. Daí que se recomende a escolha de um dia em que ambos os parceiros estejam disponíveis e desligados de tudo o resto. Nessa altura, devem optar por uma novidade gastronómica, de modo a que prevaleça o prazer de provar algo pela primeira vez. Depois do almoço, segue-se a sesta na companhia do parceiro. A fase seguinte é dar o corpo ao manifesto como se não houvesse amanhã (se é que me entendes 😉).

O sexo é uma das experiências mais íntimas e prazerosas para o ser humano. A sua prática, além de apresentar inúmeras vantagens, ajuda ainda a reduzir o stress e a fortalecer o sistema imunológico, dois benefícios imprescindíveis nos tempos que correm.

Aos emparelhados a palavra de ordem é 'gastrosiextar' tão logo possível e por tempo indeterminado. Aos desemparelhados cabe manter a esperança de, em breve, poderem explorar esta tendência. Até lá, saúde e esperança para todos.

Aquele abraço amigo e até sexta!

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