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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

05
Out16

Nada como o tempo

por Sara Sarowsky

10-Hidden-Signs-of-a-Narcissist.jpg

Entre as minhas memórias do Facebook encontrei este texto publicado há exatamente três anos. O que honestamente não sei garantir é se este é da minha autoria ou fruto de algum copy paste. Caso seja produção criativa alheia, o dono que se manifeste. Caso contrário, deve ser meu mesmo. Bom feriado!

 

Nada como o tempo

"Com o tempo,
Vais percebendo que para seres feliz com outra pessoa,
Precisas, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebes também que aquele alguém que amas (ou achas que amas) e que não quer nada contigo, definitivamente não é o "alguém" da tua vida.
Aprendes a gostar de ti,

A cuidar de ti, e, principalmente,
A gostar de quem também gosta de ti.
O segredo é não correr atrás das borboletas...
Mas sim cuidar do jardim para que elas venham até ti.

No final, vais encontrar não quem estavas procurando,
Mas quem estava procurando por ti!"

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12640373_10208635324187582_3069049775916713289_o.jLembras-te do artigo Não é por isto que estás solteira!, aquele que versa sobre algumas respostas preparadas pela Cosmo para quando nos perguntarem porque (ainda) estamos "desocupadas"? Sim? Nesse caso passa para o próximo parágrafo. Caso contrário, convém leres o artigo antes de prosseguires com a leitura.

Agora é a minha vez de te preparar uma resposta à altura desta inglória, castradora e sempre inoportuna questão. Da próxima vez que alguém te perguntar porque estás sozinha/solteira, olha bem fundo nos olhos dessa criatura que se deve achar uma espécie de inspetor do amor e, da forma mais descontraída e brincalhona que conseguires, sai-te com esta: "Estou sozinha/solteira porque não estou com ninguém. Dah!"

Tão simples quanto isso! Além de deixares a pessoa desarmada, para não dizer aparvalhada, com a obviosidade lógica da tua resposta, demonstras ainda que te sentes à vontade com o teu estatuto amoroso ao ponto de brincares com a situação. E se fores pestinha como eu, podes ainda rematar o assunto com mais esta: "No dia que me perguntares porque não estou com ninguém, aí sim, eu explico-te!"

Touché!

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20-sure-signs-healthy-relationship.jpgOntem à noite tive um longo e interessante bate-papo com um seguidor deste blog, que me confiou a sua estória de amor. A meu ver, esta é digna de ser dada a conhecer; não só por ser capaz de resgatar em nós aquela veia romântica algures perdida, como por nos fazer sentir que o amor vale sempre a pena.

Assim, após obter a devida permissão dele, – a quem passo a tratar por MC – e da sua amada – a quem passo a tratar por S –  eis-me aqui a partilhar contigo a versão abreviada da sua inspiradora experiência:

"É assim…
Após o divórcio bati no fundo... porque tenho uma filha desse casamento que agora está longe... e ir vê-la não é fácil.
Fiz o meu luto, em baixo claro. É horrível para um homem saber que foi traído. Depois tive umas amigas coloridas... como tu dizes "bazei os cxxxx", até que um dia saí com a S.
Passado pouco tempo pensei: "Para tudo. Acabou. É com ela que vou ficar".
E pronto... 4 anos, 1 filho, muita compreensão, muito amor.
Às vezes os meus pais ficam aqui de babysitting e nós vamos sair e namorar. E o engraçado é que quando sei que vou sair com ela à noite sinto-me excitadíssimo, como se de um primeiro encontro se tratasse.
O mais fácil para ela seria ter-se afastado, já que um dia depois de termos começado a namorar a minha vida entrou em loucura, dei por mim com uma catrefada de acusações mergulhado em tribunal. Ela ficou sempre do meu lado. Acreditou em mim e agora que tudo se arquivou penso: "Bolas, que bela companheira, mulher, que tenho".

Algo que me tocou particularmente é que enquanto conversava com MC, que tem a mesma idade que eu, a sua amada estava mesmo ao lado a acompanhar tudo, num espírito de cumplicidade e liberdade que raramente se ouve narrar nos dias de hoje. Não conheço muitas mulheres que encaram de ânimo leve o seu homem manter conversações com outra mulher na rede, ainda mais se não a conhecem.

São coisas assim que me fazem acreditar que esse é o amor que vale a pena. MC confidenciou-me ainda que a sua S – refere-se a ela como "a minha S" – deseja outro filho. E eu ofereci-me para tomar conta da cria quando quiserem sair para namorar.

O amor é lindo, não é? O ser humano é que é feio!

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coito.jpgSolteiro meu que me segue e atura as minhas "bocas", presta atenção que isto pode ser do teu interesse: um estudo canadiano diz que há uma coisa que muitos de homens não fazem na cama, mas deviam, e que está a comprometer a vida amorosa e o prazer das mulheres. Adivinha lá que coisa é essa.

Não? Porque não estou surpreendida? Assistência pós-sexo, meu caro. E com assistência quero dizer beijos, abraços e mimos, não antes mas depois do Ohhhhhh. E não me venhas com essa de que tudo não passa de conversa da treta para colmatar a carência crónica do mulherio.

A pesquisa, realizada pelo Conselho de Educação e Informação Sexual do Canadá, em parceria com uma marca de preservativos, não poderia estar mais correta: de facto, manifestações (físicas) de carinho – e não de desejo – aumentam a satisfação sexual feminina em 30%.

Para nós mulheres estes carinhos são tão importantes como os preliminares. Surpreso? Mais surpreso vais ficar quando te disser que, de acordo com os dados recolhidos, 53% – ou seja, mais de metade –, dos homens saltam essa parte, abandonando logo o leito do amor, adormecendo ou, pior, assediando o smartphone.

A principal autora deste estudo, Robin Milhausen, em conversa com a Men's Health, destacou que apostar no aconchego pós-coito é a forma "mais fácil" de melhorar a relação, sendo esta uma oportunidade de ligação muito importante, mas tantas vezes esquecida.

Só para rematar, e aniquilar de vez com qualquer réstia tua de reticência para com estes dados, fica a saber que a análise levada a cabo aponta ainda que os aconchegos fazem (igualmente) bem a vocês, como já havia revelado um outro estudo da Universidade de Toronto.

Se gostamos nós, se gostam vocês, consegues explicar-me porque não o fazem (mais vezes)? No aguardo da tua resposta, despeço-me com aquele abraço amigo.

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23
Set16

 

913621.jpgSalvaguardando o respeito pela intimidade e vida privada alheia, esta não posso deixar de te contar. Até porque coisas boas valem sempre a pena serem partilhadas. Há dias, um seguidor deste (nosso) espaço mandou-me uma mensagem, que mais não era que um S.O.S. amoroso.

Após leu aquele meu artigo onde escrevia uma carta ao tal rapaz lá do ginásio, o dito – trintão, romântico, aventureiro e sonhador, como ele próprio assume – achou boa ideia enviar uma carta de amor à dona do seu coração. E a mim recorreu por ter jeito com as palavras.

Segundo ele: "A menina faz muito bom uso das palavras, uso esse que me pode ajudar a conquistar o afeto da pessoa por quem estou enamorado há já algum tempo, mas a quem não tenho coragem de me declarar, pois fico nervoso e não sei usar as palavras certas. Depois de ter o teu artigo, pensei que me poderias ajudar a escrever-lhe uma carta, retomando um costume antigo e bastante eficaz, onde exponho os meus sentimentos. Gostaria de lhe demonstrar que as minhas intenções para com ela são as melhores, mas sem parecer lamechas ou desesperado. Achas que me podes ajudar?".

Como deves imaginar, nem me passou pela cabeça negar-lhe este favor. Aliás, foi com alegria e orgulho que encarei tal pedido. Saber que há quem conte connosco para resolver uma situação; mais do que isso, saber que podemos contribuir (efetivamente) para a felicidade de outro ser é algo que é-me verdadeiramente caro e que me faz sentir mais pessoa, logo mais merecedora do meu lugar no mundo.

Meia dúzia de mensagens depois – era imperativo que eu soubesse um pouco da sua amada e do tipo de contacto existia entre eles –, lá pari a dita carta de amor, a qual teria todo o gosto em partilhar contigo, caso obtenha a permissão das partes envolvidas.

Caprichei na coisa, pelo que, modéstia à parte, a dita é capaz de derreter o coração da mais insensível das criaturas. E não é que surtiu o efeito desejado? A rapariga, que ao que parece também já estava de olho no nosso Romeu, pura e simplesmente deixou-se render ao amor e aceitou de bom grado a manifestação de interesse dele.

Isso aconteceu há coisa de duas semanas e, tanto quanto sei, a relação deles vai de vento em popa. Na sequência do follow-up da praxe – sou cusca, assumo! –, fiquei a saber que "as coisas não poderiam estar melhor entre nós", palavras do próprio.

Já viste isto? Quando poderia eu imaginar que a ideia de uma lettre d'amour ao objeto do meu afeto poderia ser "franchisada" para afeto alheio? Se a moda pega, quem sabe não passe a fazer disso o meu ganha-pão. Assim, no futuro quando me perguntarem qual a minha profissão, em vez de desempregada, direi com todo o orgulho: "escritora de cartas de amor".

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Sex-Appeal.jpgUm seguidor enviou-me estes versos. Tocou-me, fazer o quê? Como acho que também te vai tocar, partilho-o contigo:
Sou um homem que procura ser importante para alguém
Quero voltar a sentir aquele
friozinho na barriga
Que
ro sentir o meu coração bater mais depressa
Quero ficar
sem palavras para descrever o que sinto
Quero ficar deslumbrado a ouvir-te falar
Quero que me confies os teus segredos
Quero
ouvir os teus desabafos
Quero perder-me no
teu sorriso, no teu olhar...
Enfim, quero conhecer alguém que faça a diferença na minha vida, seja de que forma for!!!

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maxresdefault.jpgA propósito de um artigo publicado na coluna The girl next door, da revista Men’s Health, dedico o post de hoje a ti, meu querido seguidor do sexo masculino. Porque quem é amigo não quer ver o outro a fazer figuras tristes e muito menos a levar tampas, bora falar sobre "a" frase de engate que nunca deves usar, caso queiras ter sucesso na investida, claro!

Estou ciente que nem sempre é tarefa fácil encetar uma conversa com alguém de quem pouco ou nada se sabe, ainda menos se queremos cativar essa pessoa e fazê-la ver-nos como alguém a quem vale a pena dar atenção. Sei-o bem, pois há meses que ando a tentar ganhar coragem para meter conversa com o tal rapaz lá do ginásio.

Acredito que, tal como eu, mais pessoas tenham dificuldade em meter conversa com a pessoa em que estão interessadas. Há quem considere que a melhor estratégia passa por iniciar a interação com um elogio, do tipo "és muito/tão bonita", mas a verdade é que esta é a frase que menos resulta.

É o que escreve a autora da referida coluna, Ali Eaves; é o que defendo eu e é o que confirma a esmagadora maioria das 'minas' do meu círculo de socialização. Começar uma conversa com um elogio ao aspeto físico da 'presa' é a pior opção. Cai mal, não só porque, além de soar a frase feita - que se diz a todas -, a alusão à aparência faz parecer que és superficial e só te interessas pela embalagem. Pelo menos é esta a perceção que tenho quando me saem com esta. Penso logo que me querem "papar".

Além disso, ouvir "és muito bonita" ou "perfeitinha" - como disseram há dias à minha colega de casa, como se ela fosse um artigo sem defeito, logo digno de ser desejado - deixa quem ouve numa situação, no mínimo embaraçosa. O que responder? "Tu também", "obrigada" ou simplesmente nada? Seja qual for a resposta, a conversa dificilmente consegue sobreviver àquele silêncio desconfortável que se instala a seguir. Assim, o mais provável, é que a interação fique por ali mesmo.

Como conselho, a escritora recomenda a velha e intemporal 'conversa fiada', ou seja, uma frase casual, em que o conteúdo é o menos importante, mas através do qual é possível iniciar uma conversa. Tópicos como o tempo, aquilo que estão a consumir, o atendimento do bar em que se encontram são alguns dos mais fáceis de usar. No meu caso, todos me recomendam que peça ajuda para fazer um exercício ou comente sobre algo relacionado com ginásio, desporto ou atividade física.

Pessoalmente, acho uma falta de originalidade de todo o tamanho esta conversa da chacha, aborrecem-me de morte e fazem-me pensar que o fulano é primitivo e pouco criativo. Por outro lado entrar a matar com elogios também não me caem no agrado. Sou exigente e difícil de me contentar, eu sei! Até decidir sobre a abordagem mais eficaz, é melhor seguires o conselho da Ali e investir na conversa fiada mesmo. Se esta tática conseguiu sobreviver até os dias de hoje, por algum motivo é.

Simplificando: o mais importante é despertares a curiosidade dela, sem "dares uma de engatatão". Capice?

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14
Set16

Os números da mulher solteira

por Sara Sarowsky

image.skreened-t-shirt.white.w1001h1001b3z1.jpg

Na opinião da Cosmopolitan, às vezes é tudo uma questão de matemática na vida de uma solteira. Duvidas? Espreita só o artigo de hoje.

 
2. Número de vezes que deves dizer o nome dele durante uma conversa para lhe mostrares que estás interessada. Especialistas comprovam que, ao repetir o nome de alguém, o subconsciente dessa pessoa faz com que se sinta mais ligada a ti. Mas dizê-lo mais do que duas vezes pode tornar-se demasiado intenso.
 
92. Percentagem de homens que acha que jantar é o programa perfeito para o primeiro ou segundo encontro.
 
97. Número médio de dias que um homem demora até dizer "Amo-te".
 
78. Percentagem de homens que verifica online informações sobre ti antes do primeiro encontro.
 
5. Número de vezes, em 15 minutos, que deves tocar num homem em quem estás interessada. Os homens não são peritos em detetar subtileza, por isso, alguns toques no braço, peito, rosto, mão ou joelho, quiçá, são extremamente essenciais para que ele perceba.
 
30. Número de centímetros que vos devem separar num primeiro encontro, para que ele entenda que estás definitivamente interessada, segundo especialistas. Chama-se distância íntima…
 
7.3. Número médio de segundos que ele vai permanecer de olhar fixo na tua boca se estiveres a usar batom vermelho (comparado com apenas 2.2 se for um tom nude, ou absolutamente nada).
 
21-34. Intervalo médio de idades em que a maioria dos homens pensa em ter filhos.
 
20. Número médio de segundos que um homem demora a decidir se quer ver-te de novo.
 
22. Número médio de homens que beijas antes de encontrares o príncipe encantado.
 
6. Número médio de encontros desastrosos que terás na tua vida.
 
40. Mínimo de euros gastos por ele em cada encontro nas primeiras semanas da relação.
 
8. Número de vezes que deves sair com ele antes de o apresentares aos teus amigos. Os especialistas afirmam que é aconselhável fortalecer os vossos laços e cumplicidade antes de o submeteres à opinião alheia.
 
52. Percentagem de homens livres em Portugal, contabilizando solteiros, divorciados e viúvos, segundo estudos recentes. Só tens de encontrar "o tal"!

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13
Set16

12705193_10208635324067579_8913128443409180189_n.jUm brilhante texto da Nat Medeiros, publicado domingo no Já Foste, a propósito de se estar solteira. Como indentifico-me totalmente com ele, sem falar que tem tudo a ver com o alinhamento deste caderno digital, é com todo o gosto que o partilho contigo.

"Eu sei que isto pode parecer um tanto contraditório. Mas calma e senta-te que eu explico. Também quero deixar claro que não estou a querer dizer que quem está a namorar não acredite no amor. Só estou a dizer que eu estou solteira porque acredito no amor.

Estar solteiro nem sempre é uma escolha. Eu mesma já estive solteira mesmo querendo o contrário. Mas a vida é isso mesmo… Querer e nem sempre ter. Só que hoje, após tantas situações, eu escolhi não estar num relacionamento apenas por estar; e escolhi isso com toda a minha alma e coração.

Quando a pessoa não me tratou com respeito, eu escolhi ficar solteira porque eu acreditava no amor e eu sabia que amor não era aquilo. Quando o outro me proibiu de viver, eu escolhi estar solteira porque eu acreditava no amor e o amor não era aquilo. Quando o outro falou demais de si e não quis ouvir-me, ou quando ele falou de menos e omitiu que tinha uma namorada… Em inúmeros casos, eu escolhi estar solteira porque eu acreditei que o amor estava longe de ser aquilo.

Acontece que muitas pessoas se acostumam com migalhas, com relacionamentos abusivos, com traições e descaso e acham que sacrifício é amor. Aceitam qualquer coisa que lhes ofereçam e esquecem do próprio valor.

Não acho que dominemos os nossos sentimentos, mas nós temos que aprender a levantar-nos da mesa quando o amor não está mais a ser servido. Nós temos toda e total capacidade de fugir das armadilhas disfarçadas de 'Amor'. Na verdade, nós temos mais que a capacidade de fazê-lo. Nós temos é a OBRIGAÇÃO. Somos responsáveis pelas nossas escolhas e decisões…

Há algum tempo, apaixonei-me. Apaixonei-me de tal modo que comecei a sonhar acordada e escrever poesias. Paixão é tórrida, uma coisa meio urgente, algo que não sabe esperar. Paixão é igual a uma criança: quer porque quer, deita no chão e esperneia.

Eu não tinha olhos para mais ninguém, essa era a verdade. E eu não tinha como mudar esse sentimento. Fugir do que eu estava a sentir era como fugir de mim mesma. Só que há algo muito bom na paixão: ela por si só é fugaz. O véu da ilusão sempre cai. Paixão é um fogo que não se sustenta sozinho. Ou se transforma em amor ou acaba. Transforma-se em amor quando há reciprocidade, quando há conquista contínua, respeito e admiração por quem está ao nosso lado. Mas se o respeito acaba, se a vontade de conquistar termina, se os argumentos se tornam fracos… até o desejo diminui. A paixão é frágil porque não é construída em cima de alicerces sólidos e sim em cima de desejo, atração, situação… E tudo isso pode acabar bem rápido.

O meu coração foi desapaixonando dessa tal pessoa. Nada mais naquela "relação" me fazia suspirar. O prato que antes me atraía já não me era mais servido. E eu resolvi afastar-me daquilo porque eu acreditava no amor e eu sabia que aquilo que eu estava a viver e a sentir estava longe de ser amor. Era dor, carência e apego. E então eu optei mais uma vez por ficar solteira. Fácil não foi, mas foi o que me permitiu cair fora de algo ilusório.

Por ser uma romântica e acreditar no amor, eu tenho me tornado mais exigente. Amor não sobrevive e nunca sobreviveu com falta de consideração, falta de interesse real na vida do outro e muito menos com falta de respeito.

Amor não nasce de conversa fiada nem de ausências seguidas de aparecimentos repentinos. O amor está naquilo que é constante. Para haver amor é preciso sintonia também. Sintonia das ideias. É preciso admirar quem está ao nosso lado. É preciso ser amigo, parceiro, companheiro. Não que eu exija um tipo específico de pessoa para amar.

Muito pelo contrário, eu quero mais é que a vida me surpreenda. Mas eu exijo que para estar ao meu lado, o outro esteja não só disposto a receber mas a oferecer também.

Então, quando alguma tia, algum colega ou quem quer que seja me diz: "Então, tu és tão interessante, inteligente, simpática, bonita… Porque estás solteira?". Eu apenas respondo: "Eu estou solteira porque eu acredito no amor".

E assim permanecerei até que um dia apareça aquele alguém que faça o meu coração acelerar, e as pupilas dilatarem e que, sobretudo, decida ficar. Até que apareça aquele alguém com quem eu vou ter tanta sintonia e conversa que o relógio perderá a sua utilidade quando estivermos juntos. Até que apareça aquele alguém que esteja disposto a respeitar e a aceitar os meus defeitos, medos, qualidades e a minha essência. Corpo com Corpo. Mente com Mente. Alma com Alma. Coração com Coração.

Mas enquanto ele não vem, eu sigo solteira. E eu sigo solteira porque eu acredito no amor."

Está tudo dito!

Fotografia de Alexandre Conceição (todos os direitos reservados).

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12
Set16

14256624_10210390247863375_1330703690_n.jpgA semana começa com novidades. Atentendo ao parecer dos que seguem este blog, a partir de hoje, está instituída uma nova rubrica no Ainda Solteira: À conversa com... o(a) solteiro(a) da semana. Este será um espaço onde aqueles que assim o queiram podem dar-se a conhecer, revelando um pouco da sua experiência de single.

É minha intenção publicar uma entrevista por semana, alternando entre os géneros. Qualquer pessoa pode participar, bastando, para tal, enviar-me uma mensagem privada por aqui ou pela página do Facebook, para que eu possa elaborar o guião da entrevista e combinarmos os detalhes. Que te parece esta ideia, meu bem?

A minha primeira cobaia é EA (de quem, por motivos de confidencialidade, só revelo as iniciais do primeiro e último nome), um muy guapo universitário de 24 anos, que de imediato se disponibilizou para partilhar connosco a sua experiência de solteiro. Fica a conhecer um pouco mais sobre ele.

O que é para ti ser ou estar solteiro?

Se não assumo nada de sério com ninguém, isto é, uma relação romântica exclusiva com uma pessoa, com o intuito de construir um futuro a dois, considero-me solteiro.

Como encaras a tua solteirice do ponto de vista social?

De uma forma muito tranquila. Acho que ser solteiro é algo muito normal, muito natural, e nunca me impediu de fazer nada ou de ir a certos eventos.
E acho que, hoje em dia, é muito comum ser-se solteiro. As pessoas já não têm aquela ideia de que aos 22 anos já se tem de estar casado, aos 30 com filhos, etc. 

A tua vida social costuma registar constrangimentos por causa do teu celibato?

Não, é tudo muito normal. O facto de a maioria dos meus amigos também serem celibatários faz com que não me sinta excluído do grupo, nem que se torne estranho eu ser um.
Mesmo em outros eventos, nunca senti qualquer constrangimento. As pessoas tratam-me de forma normal, nunca fazendo aquelas perguntas: "Porque é que ainda não tens namorada? Já estás na idade…", nem nada disso. Sou tratado banalmente, por assim dizer.

Hás de concordar que ser comprometido (também) é bom. Mesmo assim, (ainda) solteiro. Porquê?

A principal razão foi ainda não ter encontrado uma mulher que me faça assentar, assumir uma relação com ela.
O facto de também não ter muito tempo, devido a estar a acabar os estudos, e de ter certos objetivos que são mais fáceis de realizar estando solteiro, também influenciam o estar solteiro.

Qual o papel do amor – o sublime sentimento de afeto – no teu estado civil?

Bem, se estou solteiro, foi porque ainda não encontrei o amor. Essa é a razão principal para estar solteiro. Quero, quando estiver com alguém, que seja mesmo amor, quase daqueles que se vê nos filmes, que dure para o resto das nossas vidas.

Tens alguma filosofia de vida relacionada com a solteirice que queiras partilhar connosco?

A minha filosofia é apenas de ser feliz solteiro, pois só assim poderei ser feliz quando estiver comprometido, e aproveitar ao máximo a vida de descomprometido.

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