Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

18
Abr17

2017pperosporto16.png

Ora viva!

 
Há que tempos que estou para partilhar contigo um artigo que aborda a realidade de um fenómeno cada vez mais flagrante: pessoas que moram sozinhas.
 
Como já aqui referi, divido casa com mais duas colegas (uma conterrânea e outra tuga), não por vontade própria (vê-se logo), mas por falta de condições financeiras para sustentar um cantinho só meu. Não se quiser continuar a residir no centro da cidade.
 
Na minha terra, por duas vezes vivi sozinha. Arrumada, asseada, amante do sossego, ciosa da privacidade e cada vez mais adepta do silêncio, ter um espaço só meu é o meu sonho de consumo, desde sempre. Nessas ocasiões, fui de tal modo feliz que faço questão de manter viva a esperança de conseguir voltar a viver esse sonho aqui em Portugal, de preferência na Estefânia Street, a Manhattan de Lisboa, como gosto de chamar o meu adorado bairro.
 
É por isso que não poderia estar mais de acordo com o artigo Por que é que há cada vez mais gente a querer viver sozinha? – publicado há cerca de dois meses no noticiasmagazine – quando este assume que morar só é cada vez menos um constrangimento e cada vez mais uma escolha.
 
O artigo, cujo primeiro parágrafo começa por referir que este é um fenómeno em crescimento nos países mais desenvolvidos e ligado à melhoria das condições socioeconómicas e à emancipação das mulheres, faz uma análise detalhada do perfil de quem vive só.
 
Para além de dados estatísticos (p.e., em duas décadas, o fenómeno quase duplicou em Portugal), cita vários testemunhos de quem escolheu esse modo de vida. Pelo meio, o texto (extenso, porém compensador) faz referência a estudos sobre a temática, abordagens sociodemográficas, dados de recenseamento populacional, pareceres de peritos na matéria, e por aí fora, culminando nesses termos: "um futuro em que viver só seja uma escolha cada vez mais acessível a quem quer fazê-la e cada vez menos significado de solidão, isolamento e olhares oblíquos, porque é apenas isso: uma escolha".
 
O que importa aqui salientar é que nunca como nos dias de hoje, tanta gente viveu sozinha. E mais: quem escolhe viver sozinho não quer outra coisa, isso posso garantir. Convém é saber se esta realidade é "resultado de constrangimento, de escolha, de constrangimento que se tornou escolha ou de escolha que acabou em constrangimento".

Autoria e outros dados (tags, etc)

13
Abr17

17883959_1417405941631634_7509866245366717833_n.jp

Ora viva!

 

Porque nunca é demais vestir a camisola desta causa; porque a violência é um atentado ao mais básico direito humano; porque a tolerância da sociedade para com tal prática deve ser zero; porque as vítimas não devem ficar caladas; porque os agressores não podem ficar impunes; porque quem cala torna-se conivente; porque mulher merece ser tratada com afeto e respeito; porque este é o tipo de coisa que me revolta; porque antes solteira do que numa relação abusiva; partilho contigo uma publicação da atriz Camila Pitanga sobre os vários tipos de agressão (física, psicológica, moral, sexual, etc.) a que pode estar sujeita uma mulher.

 

"Toda e qualquer violência física e psicológica contra a mulher deve, sim, ser repudiada. Quando se fala em agressão, não devemos pensar apenas em socos, tapas e chutes. A agressão também se faz com palavras, atitudes e manipulações que ferem a nossa dignidade. Estar presa em um relacionamento abusivo é também não ter real dimensão da gravidade da situação. É preciso que fique claro aqui que as atitudes de Marcos Harter são de truculência e violência, principalmente psicológica, contra Emilly Araújo. Sempre é importante destacar: a lei Maria da Penha enquadra a tortura psicológica como violência doméstica.

Para além dessa nossa fala, o protagonismo do público em denunciar e amplificar o caso é comovente. Que nossa voz ecoe e ajude a não deixar uma de nós só. Porque se mexeu com uma, mexeu com todas, SIM."

 

Acredito que este tomar de posição, não só dela, mas de muitas outras figuras públicas e anónimas, seja uma reação ao caso de assédio sexual que envolveu, há coisa de dias, um conhecido galã das telenovelas brasileiras.

 

Junta-te a nós neste retumbante não à violência contra a mulher partilhando este artigo. Juntas somos mais fortes.

Autoria e outros dados (tags, etc)

acoso_sexual-noesdehombres-campana-metro_cdmx-viol

Ora viva (novamente)!

 
Sei que já nos falamos hoje, mas acabo de deparar com algo que tenho mesmo que partilhar contigo. E tem que ser agora, pois há coisas tão fantásticas que se adiarmos, ainda que por um dia, perdem todo o encanto.
 
Refiro-me a duas iniciativas, registadas em vídeo, da campanha de sensibilização No es de hombres (Não é de homem), levada a cabo pelas autoridades mexicanas, no intuito de consciencializar os homens para a praga que é o assédio sexual de que as mulheres são diariamente vítimas nos transportes públicos.
 
Viral nas redes sociais, infelizmente esta diligência tem gerado muita polémica, sobretudo por parte do sexo masculino. Isto porque uma das ações deste marketing social consiste num banco em formato de homem com o pénis exposto, afixado numa das carruagens de metro da Cidade do México. Acima do banco pode ler-se o aviso: "Exclusivo para homens" e abaixo o texto: "É mau viajar aqui mas não se compara à violência sexual que as mulheres sofrem durante as suas deslocações no dia-a-dia". 

Noutra parte da campanha, os rabos dos homens que esperavam por este meio de transporte subterrâneo foram exibidos nos ecrãs da estação, numa sequência de imagens que termina com a mensagem: "As mulheres sofrem isto todos os dias".

Era de se esperar que ELES se sentissem desconfortáveis, melindrados até, com algo nestes moldes, mas, a meu ver, só sentindo na pele o calvário porque passam todo o santo dia milhares de mulheres – que podem perfeitamente ser suas mães, namoradas, irmãs, esposas, primas, amigas, colegas, vizinhas ou apenas conhecidas –, não só no México, mas em qualquer ponto deste planeta.
 
Só é pena que os energúmenos que praticam estes atos infames estão nem aí para iniciativas destas, até porque a enfermidade patológica de que padecem é crónica e degenerativa.
 
Da minha parte, tenho a dizer que esta é uma das melhores campanhas do género de que já tive conhecimento, mais não seja pela sua componente didática, já que com ela fiquei a saber que os muchachos mexicanos são portadores de um derrière deveras apetecível.
 
Vivendo e aprendendo, meu bem...

Autoria e outros dados (tags, etc)

16729465_10212249581061745_5126571181069086780_n.j

Ora viva!

 

Porque gente feliz não incomoda (pelo contrário); porque de fel e fealdade deve-se manter distância; porque a felicidade é um dos poucos sentimentos infecto-contagiosos que queremos, necessitamos e devemos ter por perto; porque acredito que a vida só vale a pena se for para ser e fazer os outros felizes; porque a essência deste blog é promover uma solteirice feliz; porque sim; deixa-me partilhar contigo este texto de Marcel Camargo, publicado este domingo no CONTI outra, um sítio bastante interessante onde volta e meia vou inspirar-me.

 

"A sociedade nos dita regras e normas de convivência, como se existissem manuais de como se portar perante os outros, como se houvesse homogeneidade naquilo que podemos ou não fazer, naquilo que devemos sempre sentir, em tudo o que é errado, inconveniente, e no que é o correto. Esquecem-se de que sentimentos não vêm com manuais, muito menos caráter. Esquecem-se de que não são as regras de etiqueta, mas sim o nosso comportamento com o próximo, que nos define a essência humana.

 

Existem pessoas extremamente polidas, bem vestidas, com um currículo académico impecável, mas que não cumprimentam ninguém por onde passam. Existem indivíduos que vivem em missas e cultos religiosos, que ditam de memória qualquer versículo bíblico, que participam ativamente dos eventos das paróquias, mas que só sabem fofocar e criticar a vida dos outros. Não podemos confundir apenas o que vemos superficialmente com o que cada um possui dentro de si.

 

Por outro lado, há pessoas que são solidárias, acolhedoras, agradáveis, éticas, que nos abraçam com verdade, que nos orientam com propriedade, que nos ouvem em silêncio reconfortante, sem precisar se mostrar, brilhar, sem afetações. São os sorrisos mais sinceros e curativos que existem. Pessoas que nos curam a alma, que nos resgatam dos escombros emocionais, que nos guiam para longe do nosso pior, que são felizes e por isso não aborrecem ninguém.

 

São aquelas pessoas doidas, simplesmente porque não se ajustam às convenções impostas, caso tenham que perder aquilo que as define, caso tenham que se anular para se adequar à suposta normalidade de uma sociedade hipócrita, cujos discursos, em sua maioria, cheiram a mofo. Na verdade, são doidas pela verdade, são loucas para ajudar, são malucas pelo bem do todo, pelo contentamento natural, sentindo-se bem quando quem caminha junto também está bem, sem inveja, sem mesquinharia alguma.

 

Se prestarmos atenção em tudo o que estamos perdendo, por conta de ficarmos dando importância a coisas inúteis, a momentos que devem ser deletados sumariamente e a pessoas desprezíveis, perceberíamos que falta muito pouco para sermos realmente mais felizes e tranquilos. Falta apenas caminhar junto das pessoas certas, guardando no coração somente o que nos fez melhores e nos desviando daquilo que não serve para nada, mas nada mesmo. É assim que deve ser e é de nós que isso depende, de mim e de você."

 

Que tal este artigo, tocou-te ou nem por isso? Dia bem feliz para ti, de preferência partilhado com pessoas felizes.

Autoria e outros dados (tags, etc)

porque-os-homens-traem-0.jpg

Ora viva!

 

Espero que a pausa semanal tenha servido para recarregares as baterias e repores os níveis de energia positiva e boa disposição, já que arranca hoje uma nova maratona de 40 horas laborais, outras tantas de repouso, intercaladas com afazeres domésticos, atividade física, convívio, stress, cansaço, risos, beijos, abraços, insónias e todas as demais coisas que fazem parte do pacote "viver".

 

Infidelidade masculina é o tema do artigo de hoje, mais não seja porque o sonho de consumo amoroso de qualquer mulher é um homem fiel. Pela minha experiência pessoal, digo-te que conseguir um homem assim é tão fácil quanto encontrar um unicórnio na entrada do prédio. Fazendo um diagnóstico do meu histórico amoroso, só consigo garantir a não infidelidade de um único namorado. O que dá uma média de 5%, se tanto, logo eu que sou de uma fidelidade canina. Eis a prova viva de que os opostos, de facto, se atraem.

 

Experiência pessoal à parte, um estudo publicado na revista Social Psychology Quarterly garante que os homens que traem tendem a ter um quociente de inteligência (QI) mais baixo. Isto porque os inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual.

 

A partir do cruzamento de dados de duas pesquisas que mediam atitudes sociais e QI de milhares de adolescentes e adultos, o autor do estudo, o especialista em psicologia evolutiva da London School of Economics, Satoshi Kanazawa, concluiu que aqueles que acreditam na importância da fidelidade sexual para uma relação demonstraram possuir um QI mais alto.

 

Está-se mesmo a ver que a escolha de parceiros amorosos não é de todo o meu forte, pois, a ser verdade esta teoria, torna-se claro que toda a vida só me envolvi com equus asinus. Poderá o facto de ser sagitariana (metade humana metade cavalo) ter alguma coisa a ver com essa minha preferência por espécie semelhante? Até encontrar uma explicação convincente, o melhor que faço é permanecer Ainda Solteira.

 

Aquele beijinho amigo e uma boa semana.

Autoria e outros dados (tags, etc)

16665877_765081000313584_6803625648663383665_o.jpg

Ora viva!

 

O Dia de S. Valentim tem muito que se lhe diga, dias antes, no próprio dia e nos dias posteriores. Nem imaginas a quantidade de artigos que foram publicados no day-after ao 14 de fevereiro. Vai-te preparando que nas próximas publicações vais levar com uma data delas, até porque ando constipadíssima, sem condições físicas e psicológicas para escrever crónicas originais.

 

Antes de adentrar pelo tema do post de hoje, gostaria de te perguntar o que foi feito de ti na terça-feira, dia do nosso rendez-vous. Não deste a cara no Evolution nem aqui no blog. É caso para perguntar por onde andaste o dia todo. Estarei perante emparelhado disfarçado de solteiro ou, por um acaso com sentido, conseguiste companhia nesse dia. Conta-me que quero saber porque me deixaste pendurada.

 

O título do artigo de hoje, O mundo nunca foi simpático para os solteiros, é uma produção do Publico, que não poderia ser mais revelador de uma realidade que tão bem conhecemos e pelo qual temos estado a batalhar arduamente para lhe dar uma nova roupagem, mais trendy e bem mais cool.

 

Precisamente porque (ainda) é estigmatizada a solteirice, é mais do que hora de nós (solteiros) fazermos por mudar essa realidade e afirmarmo-nos como uma classe consciente, bem resolvida e absolutamente convicta da sua escolha em permanecer desemparelhado.

 

Bem, deixa-me lá partilhar o dito artigo contigo, caso contrário o texto vai ficar muito extenso e aí já não terás paciência para ler tudo. Despeço-me com aquele abraço amigo de sempre e muita fé de que ainda haveremos de vencer esta batalha social e amorosa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

16
Jan17

supportfriend.jpg

Ora viva!

 

A rede é uma coisa fantástica, que não para de nos surpreender, não é mesmo? A cada clique uma novidade. A de hoje prende-se com uma nova designação da sexualidade. Para além de assexuado, bissexual, homossexual, pansexual, sapiossexual, metrossexual, e companhia limitada, agora existe o demissexual. Já tinhas ouvido falar?

 

De acordo com o site demisexuality.org, este conceito tem como definição "um estado em que a pessoa só se sente sexualmente atraída depois de formar uma ligação emocional". Ou seja, as pessoas demissexuais não se sentem sexualmente atraídas por alguém, independentemente do género, sem primeiro criarem um forte laço emocional.

 

Ainda sobre este assunto, um artigo do Washington Post, assinado por Meryl Williams, explica um pouco melhor em que consiste a demissexualidade: "Há uns anos, sentia-me culpada por deixar frustradas as pessoas com as quais me envolvia. Não queria sentir a necessidade de explicar o porquê de não me sentir preparada para uma fase mais íntima… Normalmente coloco o intelecto e o sentido de humor à frente da beleza de alguém. Se um homem não disser nada ofensivo e me fizer rir no primeiro encontro, é provável que marque um segundo. Mesmo assim, sei que os atributos de uma pessoa não garantem necessariamente que haja uma atração física. Tenho de ser paciente e esperar que esta surja".

 

Numa sociedade que parece incentivar o culto do "dar à primeira", assumir esta postura é, por vezes, uma tarefa hercúlea, inglória por demais. Disso não tenha dúvida! Vejamos: se damos logo somos fáceis, se não damos somos esquisitas, armadas em difíceis, complexadas ou estamos a jogar para valorizar o produto.

 

Independentemente de como a sociedade encara esta questão, o que sei é que está encontrada a minha orientação sexual. Sou demissexual e não se fala mais no assunto. Agora até tenho um argumento científico a que recorrer na hora do nega.

Autoria e outros dados (tags, etc)

07
Dez16

bulbs.jpg

 Ora viva (declaro instituída a saudação oficial deste blog)!

 

Depois de um fim de semana de chuva (urgh), retomo ao teu convívio com as conclusões de um artigo da Insider Pro sobre algumas facetas de um verdadeiro líder. Tenho a impressão que já aqui tinha falado sobre, mas dado que esta (humilde) solteira acusa todas elas – sim, leste bem –, nada mais natural que volte a trazer o assunto à baila, mais não seja por não querer perder a oportunidade de me gabar.

 

Ao partilhar contigo os 10 sinais que caraterizam um líder 5*, expecto ajudar-te a reconhecer o líder que há em ti. Afinal, acredita-se que raramente se nasce líder e que alguns dos grandes líderes que já terás encontrado na tua vida nem sabem que são líderes. Não é o meu caso, está-se mesmo a ver.

 

Sinais de um bom líder:

1. Mente aberta e vontade de saber a opinião dos outros
Se as pessoas falam contigo por seres aberto à opinião alheia e se procuras conhecer as suas perspetivas, és um líder.

2. Propensão para dar dicas e conselhos
Se dás conselhos aos teus colegas, se os teus amigos te procuram para saber o que pensas e se as pessoas valorizam o que dizes e se ajudas os outros a superarem períodos difíceis, líder és.

 

3. Alguém com quem se pode contar
Se mostras responsabilidade constante e os outros confiam em ti, se acreditam nas tuas promessas e pretendem seguir-te, adivinha lá o que és.

 

4. Bom ouvinte
Ser capaz de ouvir os outros ou de levá-los a desabafarem contigo, confiando os seus segredos, sem se preocuparem com o uso que poderás fazer destas informações são sinais de forte liderança (e de que és uma boa pessoa).

 

5. Servir de exemplo e inspirar seguidores
Se és pessoa para estar presente nos bons e maus momentos, se és eficaz e trabalhas arduamente para resolver as coisas, ao ponto de seguirem naturalmente o teu exemplo, és um líder.

 

6. Perfecionismo
Quando a qualidade do resultado é a tua maior prioridade – ou quando mostras aos outros que preferes agir a falar, mostrar a dizer e cumprir a prometer – e quando manténs um padrão de excelência e qualidade, és um líder.

 

7. Otimismo
Uma atitude otimista não fecha os olhos aos problemas, mas permite encontrar algo bom em quase todas as situações. Se tens esse tipo de espírito – que mantém as pessoas motivadas e felizes – és um líder.

 

8. Respeito
Se procuras ver o lado bom das pessoas com que convives e se respeitas quem te rodeia, é provável que te estimem bastante e que te vejam como um líder.

 

9. Preocupação sincera
Se apoias os que estão ao seu redor, dás conselhos amigos e partilhas o que sabes – dando a eles oportunidades para serem bem sucedidos – e se te preocupas verdadeiramente com o bem-estar dos outros e fazes tudo para ajudá-los, és um líder.

 

10. Confiança e entusiasmo
Se segues em frente com autoconfiança e és apaixonado por aquilo em que acreditas, combatendo todos os obstáculos que surgem no caminho e se trabalhas constantemente para atingir uma meta com confiança, és um líder.

 

Depois do que acabaste de ler, achas que és um líder?

Autoria e outros dados (tags, etc)

28
Nov16

12719511_10209018078156192_3778825970661483255_o.j

O artigo de hoje inspira-se num outro intitulado Viver sozinho é uma tendência que veio para ficar, do Sapo LifeStyle. Dado a sua extensão, retirei apenas a parte que considerei mais relevante para a temática deste blog. Falemos então da solitude e da abordagem social a este fenómeno cada vez mais pujante e menos dramático.

 

O número de pessoas que optam por viver sozinhas, por opção ou por imperativos da vida, está a aumentar. Esta é uma tendência cada vez maior, sobretudo nos países mais desenvolvidos. Só para teres uma ideia, de acordo com os Censos de 2011, 8,2 por cento da população residente em Portugal vive sozinha, um número que duplicou nas últimas duas décadas.

 

Fruto de uma escolha ou resultado de circunstâncias da vida, morar sozinho está longe de ser sinónimo de isolamento, individualismo ou perda da importância da família. De acordo com Bella de Paulo, psicóloga da Universidade da Califórnia e uma das principais estudiosas da vida em solidão, citada num artigo recente do jornal El País, por norma, os solteiros contatam mais com amigos vizinhos e familiares do que as pessoas casadas.

 

"Outro conceito erróneo sobre os solteiros é o que os retrata como pessoas que fogem ao compromisso. Muitos deles têm mais tempo livre que dedicam aos amigos, familiares mais velhos ou, inclusivamente, a fazer algum tipo de trabalho social ou voluntário para a comunidade", remata esta especialista.

 

No livro Famílias nos Censos – Diversidade e Mudança, o capítulo Pessoas Sós em Portugal: Evolução e Perfis Sociais aponta vários fatores que confluem para o cada vez maior número de pessoas a viver sozinhas. "Nos últimos anos, a sociedade tem-se desenvolvido num sentido mais individualista, ou seja, cria-se a necessidade de uma população cada vez mais autónoma", escreveu Cristiana Pereira.

 

"Alguns estudos sobre este tema referem que as pessoas que vivem sozinhas sentem-no como uma marca de distinção e sucesso. E, por isso, vêem-no como uma forma de investir tempo no seu crescimento pessoal e profissional", afirma a psicóloga clínica da Oficina de Psicologia, para quem este tipo de investimento é necessário, tendo em conta a fragilidade das estruturas familiares e laborais contemporâneas. "Existe cada vez mais a necessidade de as pessoas serem capazes de dependerem delas próprias", salienta.

 

Esta tendência, que não é nova, mas que só agora ocupa o espeço que lhe é devido na esfera social, tem provocado mudanças na oferta de serviços, ao mesmo tempo que lança um desafio para o futuro. Como criar redes de apoio para uma futura geração de idosos sós? Esta é uma das perguntas que já começam a exigir respostas.

 

É um facto que há cada vez mais pessoas que vivem sozinhas. E gostam! Um paradigma que está a levar ao aparecimento de novos negócios e que obriga a repensar o futuro das novas gerações, levantando interrogações para as quais ainda não existem muitas respostas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

25
Nov16

achas-que-tens-mau-feitio1.jpgOntem, um pretendente acusou-me de ser teimosa e ter mau feitio. Na altura, achei por bem não reagir, pois tenho tentando reprimir respostas a quente, das quais, quase sempre, me arrependo. Hoje, dou-lhe a resposta através deste artigo.

 

Um estudo da Universidade de Queensland, na Austrália, atesta que, tanto eles como elas, tendem a procurar parceiros que apresentem um comportamento fora do vulgar ou rebelde. Alguém com perfil out of the box (fora da caixa), digamos assim.

 

Esta pesquisa vem assim acrescentar (mais) um interessante dado aos padrões de comportamento instituídos e valorizados pela sociedade, ao mesmo tempo que desformata a ideia de que os homens preferem as boazinhas e bem comportadas.

 

Na realidade, muitos até preferem, já que mulheres assim – pacatas e cordatas – não dão muito trabalho, sendo mais fácil dominá-las e levá-las na cantiga. Por outro lado, mulheres como eu – donas e senhoras do seu nariz, que dizem o que pensam e pensam o que dizem, que não se anulam para tentar agradar nem recorrem a subterfúgios para conseguir caçar um macho – requerem mais inteligência, empenho, dedicação, jogo de cintura, tato e diplomacia.

 

Somos mais difíceis de conquistar e aturar, é verdade. Mas valemos, infinitamente, mais a pena, pois connosco a monotonia não fica para o jantar. Connosco tudo é intenso e arrebatador: a conquista, o beijo, o sexo, a zanga, a reconciliação, o tempo que se passa junto, a relação, a emoção e por aí fora.

 

Por termos personalidade forte e atitude firme; por sermos não-conformistas e portadoras daquele "feitio especial", que aos outros soa mais como maldição do que como bênção, quebramos as regras, pensamos pela nossa própria cabeça, emitimos opiniões sentidas e tomamos decisões por nós mesmas.

 

Colidimos com o senso comum? Claro que sim! Chocamos vezes sem conta? Podes crer! Somos passionais e reativas? Desde o berço! Por tudo isso, e mais umas quantas caraterísticas de que falarei noutra ocasião, somos mais interessantes, mais intensas, mais genuínas, mais autênticas e mais humanas. Sorte daqueles que nos souberem apreciar. Azar dos restantes (tapados), personalidades sem colhões para lidar com mulheres assim.

 

Pronto, está dado o recado.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D