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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Este artigo é contribuição de Sílvia C., amiga de há muito lá na terra sab, companheira de solteirice e fiel leitora das minhas crónicas, que logo pela manhã enviou-me uma mensagem pelo Viber. Sabias que antigamente, na Inglaterra, as pessoas que não fossem da realeza tinham que pedir autorização ao monarca para terem relações sexuais, começou ela por perguntar-me.

 

Perante o meu ensonado não, remete-me ela um elucidativo texto sobre a origem de algumas palavras do nosso calão, consideradas por muito obscenas, mas que na sua origem tiveram motivações bem legítimas e legais. Por exemplo, quando os súbditos queriam ter filhos, pediam ao rei, que autorizava o coito e mandava entregar-lhes uma placa que deveria ser pendurada à porta da casa com a frase: Fornication Under Consent of the King (fornicação sob o consentimento do rei). Daí a sigla F.U.C.K, que originou fuck.

 

Em Portugal, devido à baixa natalidade, as pessoas eram obrigadas a manter relações sexuais por ordem do rei. Isso era chamado Fornicação Obrigatória por Despacho Administrativo. Daí a sigla F.O.D.A., da qual resultou a palavra foda.

 

Por sua vez, quem fosse solteiro e estivesse há muito tempo em abstinência, tinha que ter à porta da sua casa a frase Processo Unilateral de Normalização Hormonal por Estimulação Tática  Autoinduzida. Daí a sigla P.U.N.H.E.T.A.

 

Pode-se até dizer palavrão, mas com cultura o nível é outro. Votos de um excelente fim de semana, se for o caso. Começo hoje um trabalho -  reforço de Natal - numa grande superfície comercial. Quero só ver como vou adaptar-me a trabalhar da meia-noite às nove da manhã. Se não tiveres novas minhas nos próximos dias, já sabes…

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06
Out16

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Para mim, o beijo é um tema que nunca se esgota, mais não seja porque é-me algo muito prazeroso, para não dizer a melhor coisa do mundo. Não tenho qualquer problema em assumir que valorizo bem mais o beijo do que o que (geralmente) lhe costuma suceder. Quando se beija só por beijar, sem outra finalidade, aí sim é o prazer sublime. Só lamento que tantas pessoas desconheçam ou subestimam a sua importância, em detrimento de um contacto físico mais íntimo (sexo).

 

Por aspirar voltar a sentir o gosto de um beijo comme il faut e por considerar que os homens que passaram, ou hão de passar, pela minha vida precisam estar por dentro do verdadeiro poder de um beijo, o artigo de hoje versa sobre três curiosidades sobre este gesto de amor.

 

1. De acordo com as estatísticas, 53 por cento das mulheres preferem beijar um homem que tenha a barba feita. Cá para mim isto justifica-se pelo facto de que uma pele lisinha ser muito mais afrodisíaca. Para que não restem dúvidas, digo que a nossa posição em relação a pelos faciais é a mesma que a dos homens em relação à depilação na zona púbica. Fui clara?

 

2. Para além da boca, o sítio onde mais gostamos de ser beijadas é o pescoço. Eu pessoalmente adoro no canto da boca e na parte de dentro dos cotovelos - fico hum... O curioso é que apenas 10 por cento dos homens gosta de sentir os lábios nessa parte do corpo. Eu cá sei onde gostam eles de sentir os lábios... tu também sabes, não te faças de desentendida!

 

3. As nossas principais queixas em relação aos homens no que ao beijo toca é que por não variarem muito. Mais parecem autómatos - para não dizer robots -, sem falar nos beijos repetitivos e destituídos de qualquer carga de entusiasmo. Tão focados em chegar ao destino do que propriamente em apreciar a viagem, eles acabam por descurar este importante gesto de amor, afeto, atração e tesão. Rapazes, vejam a coisa desta forma: uma mulher bem beijada é mais do que caminho andado para uma boa performance sexual. Por estar feliz e satisfeita, ela vai caprichar na hora de retribuir. E como...

 

Queremos vários beijos longos, apaixonados, húmidos e sobretudo sentido, seja onde for: no pescoço, nas orelhas, chupões (com moderação), mordidelas, lambidelas… o que importa é serem criativos, ousados e dedicados.

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Solteiro meu que me segue e atura as minhas "bocas", presta atenção que isto pode ser do teu interesse: um estudo canadiano diz que há uma coisa que muitos de homens não fazem na cama, mas deviam, e que está a comprometer a vida amorosa e o prazer das mulheres. Adivinha lá que coisa é essa.

 

Não? Porque não estou surpreendida? Assistência pós-sexo, meu caro. E com assistência quero dizer beijos, abraços e mimos, não antes mas depois do Ohhhhhh. E não me venhas com essa de que tudo não passa de conversa da treta para colmatar a carência crónica do mulherio.

 

A pesquisa, realizada pelo Conselho de Educação e Informação Sexual do Canadá, em parceria com uma marca de preservativos, não poderia estar mais correta: de facto, manifestações (físicas) de carinho – e não de desejo – aumentam a satisfação sexual feminina em 30%.

 

Para nós mulheres estes carinhos são tão importantes como os preliminares. Surpreso? Mais surpreso vais ficar quando te disser que, de acordo com os dados recolhidos, 53% – ou seja, mais de metade –, dos homens saltam essa parte, abandonando logo o leito do amor, adormecendo ou, pior, assediando o smartphone.

 

A principal autora deste estudo, Robin Milhausen, em conversa com a Men's Health, destacou que apostar no aconchego pós-coito é a forma "mais fácil" de melhorar a relação, sendo esta uma oportunidade de ligação muito importante, mas tantas vezes esquecida.

 

Só para rematar, e aniquilar de vez com qualquer réstia tua de reticência para com estes dados, fica a saber que a análise levada a cabo aponta ainda que os aconchegos fazem (igualmente) bem a vocês, como já havia revelado um outro estudo da Universidade de Toronto.

 

Se gostamos nós, se gostam vocês, consegues explicar-me porque não o fazem (mais vezes)? No aguardo da tua resposta, despeço-me com aquele abraço amigo.

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Para hoje um reprise de um artigo publicado há uns mesitos sobre uma nova espécie de sedutores: Cinderfella.

 

Afinal alguém tratou de dar um nome àquele tipo de gajo que está desesperado por trocar calores e ansioso pelo O (de orgasmo) com que me deparo praticamente todos dias na rede (sim, por cá continuo, afinal enquanto há vida, há esperança) e na vida real. Nessa então... é o que mais há.

 

Segundo Michelle Martin, bloger do Huffington Post e inventora do conceito, estes tipos nada mais são do que "Cinderfellas", isto é "homens que se sentem desesperados por uma relação emocional e física íntima. Querem paixão! Querem fogo-de-artifício! Querem sentir-se vivos! Querem ser retirados de uma vida solitária. E querem isto tudo logo no segundo ou no terceiro encontro", considera Martin.

 

De acordo com esta, o Cinderfella é atraente, romântico e carinhoso, mas é também carente e obsessivo. Não gosta de conflitos, mas adora situações dramáticas. A autora diz mesmo que, na maioria dos casos, são homens que se divorciaram recentemente.

 

Por experiência própria, e acredito que a maior parte das fêmeas que preencham os requisitos mínimos de beleza e sex apeal também, subscrevo totalmente esta teoria da Martin. O que não me falta é estórias de gajos que querem passar, em modo via verde (ou seja, sem pagar portagem nem fila de espera), do "olá como te chamas" para o finalmente.

 

Afinal, no auto (sim, auto!) da sua deficiência emocional, a corte é pura perda de tempo, portanto bora lá dar o corpo ao manifesto, sem muita fita, paleio, expectativas ou promessas de sentimentos mais profundos que a tesão. O que importa aqui é despejar os colhões, de preferência a custo zero: zero sentimento, zero despesa, zero compromisso, zero fidelidade, zero relação, zero apego.

 

O que lhes salva a vida, o ego e os colhões, é que para cada Cinderfella há sempre uma fulana qualquer disposta a aderir às suas causas. Generosas elas, liberais, desapegadas e muito (mal) resolvidas. Tudo que esta solteira aqui não é. Nem pretende ser.

 

Felizes daqueles que não complicam e se contentam com aquilo que lhes aparece à frente. Quando pouco se espera da vida, pouco dela se recebe!

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Hoje quero falar-te sobre as conclusões, algumas bastante curiosas e outras surpreendentes até, de um estudo realizado pelo site de encontros Victoria Milan sobre o tipo de corpo que chama mais a atenção na praia (e acredito que em todo o lado).

 

Para os homens, a caraterística física mais atraente são nádegas bem definidas, com 85% a dizer que esta é a que mais lhes chama a atenção quando vêm uma mulher na praia. A atração pelos seios confirma-se, com 70% a assumir que os grandes despertam atenção imediata, enquanto 45% assume que os prefere pequenos.

 

O que me deixou de queixo caído foi o facto de uma barriga lisa ser a caraterística física menos popular entre a amostra estudada, atraindo apenas 28%. Assim como os corpos magros, que atraem apenas 25% dos entrevistados. E eu que me farto de fazer abdominais para estar sequinha e eles nem ligam. Os homens são mesmo umas criaturas muito estranhas, não são? Ou será que nós mulheres é que somos exigentes demais?

 

Já agora, aproveito para dizer-te que, de acordo com esta pesquisa que abordou que 5.874 indivíduos do sexo masculino e 3.412 do sexo feminino, a maioria de nós mulheres (65%) sente-se atraída por um homem com costas largas e torso musculado, valor quase idêntico para as que preferem homens altos (63%). Em relação aos pelos do peito, os dados recolhidos atestam que elas - porque aqui não me revejo - preferem um macho com pelo no peito (37%), em oposição a um peito depilado (10%).


Um último dado bastante interessante neste estudo é que, definitivamente, as mulheres vão atrair mais atenção se escolherem fio dental.

 

Recapitulando: uma gaja para fazer sucesso na praia só precisa de ter um rabo bem definido, peito firme (independentemente do tamanho) e fio dental. Simples assim! Com certeza que eles vão olhar com luxúria e elas com inveja.

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20
Jul16

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Nas minhas andanças pela rede descobri no blog obvious um artigo que, citando o sociólogo polaco Zygmunt Bauman, faz um retrato sem filtros da realidade atual das relações interpessoais.

 

Amor Líquido, talvez a obra mais popular deste que é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade, analisa de forma simples e prática as relações amorosas e algumas particularidades da sociedade atual, a que ele chama de "modernidade líquida".

 

Segundo ele, vivemos tempos líquidos, onde nada é feito para durar, tão pouco sólido. Não obstante o desejo comum a todos, os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água, devido à nossa dificuldade de comunicação afetiva, seja por medo ou insegurança.

 

Para este pensador, as relações terminam tão rápido quanto começam. Perante a adversidade e a contrariedade, resolve-se a situação cortando de imediato os vínculos. O que acaba por acumular (mais) problemas aos já existentes.

 

É um mundo de incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumadas com o mundo virtual e com a facilidade de "desconectar-se", as pessoas não conseguem manter um relacionamento a longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, ou seja, assim que dá defeito descarta-se - ou até mesmo troca-se por "versões mais atualizadas".

 

O romantismo do amor parece estar fora de moda, o amor verdadeiro foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas, as quais se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites de sexo sem compromisso são apelidadas de "fazer amor". Não existe mais responsabilidades de se amar e a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas nem fazem ideia do seu real significado.

 

Para melhor explicar as relações amorosas, Bauman estabelece uma relação entre parentesco e afinidade, afirmando que o primeiro seria o laço irredutível e inquebrável - aquilo que não nos dá escolha -, e o segundo voluntária, ou seja escolhida. No entanto, o objetivo da afinidade é ser como o parentesco. Só que, vivendo numa sociedade de total "descartabilidade", até as afinidades estão se tornando raras.

 

A questão do amor próprio também não escapou à análise deste sociólogo, que considera que as pessoas precisam sentir que são amadas, ouvidas e amparadas. Precisam igualmente saber que fazem falta. Ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar, cabendo a nós aceitar (ou não) essa classificação. Contudo, perante tantas incertezas e relações sem forma - líquidas - nas quais o amor nos é negado, como garantir o amor próprio? Os amores e as relações humanas de hoje são todos instáveis, e assim não temos certeza do que esperar. Relacionar-se é caminhar na neblina sem a certeza de nada - uma descrição poética da situação.

 

Ainda admiram por eu estar (ainda) solteira. Num mundo em ninguém parece ter tempo, nem paciência e muito menos vontade de investir numa relação verdadeira, duradoura e sustentável.

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07
Jul16

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Sabemos nós que há coisas que são autênticas "corta-tesão", tanto para eles como para elas. No meu caso particular são as tatuagens grandes, cabelo comprido, barba rija, demasiado músculo, camisa cavada, alargador, roupas demasiado justas, tabaco, pelos, dentadura feia ou mal cuidada, baixa estatura, só para citar os mais flagrantes. Sim, estou ciente que sou exigente e picuinhas. Porque achas que continuo solteira, não obstante todos os meus predicados?

 

Que me perdoem os meus seguidores que se revejam nesta minha descrição. Não é de todo minha intenção ferir suscetibilidades e muito menos marginalizar quem quer se seja. A culpa é da minha líbido, que, quando confrontada com estas caraterísticas, pura e simplesmente se recusa a despertar do seu estado letárgico de indiferença - muitas vezes, repugnância mesmo.

 

Adiante, que este artigo não é sobre o que me atrai a mim no sexo oposto, mas sim sobre o que pouco atrai os homens em nós. Meu bem, presta atenção ao que vem a seguir, pois o teu estado de solteirice talvez se deva a alguns destes aspetos.

 

Comer num transporte público ou ter um piercing na parte superior do lábio são dois dos aspetos que mais afastam os homens das mulheres, considera o Reedit, citado pelo The Telegraph. Brincos de argola (essa apanhou-me desprevenida, admito), perfume com cheiro a velha, sabrinas e unhas demasiado compridas tão pouco lhes agradam. Assim como batom com cor demasiado berrante.

 

Em contrapartida, não resistem a personalidade cativante, aspeto físico cuidado (independentemente do size dela), cor vermelha, voz agradável (nem grossa nem estridente), leveza de espírito e energia positiva. Estas caraterísticas que conseguem deixar qualquer macho pelo beicinho.

 

Como pudeste constatar, o sexo masculino não é assim tão esquisito ou exigente no que toca ao sex apeal. Sendo assim, cabe às mulheres que estiverem para aí viradas investir nestes aspetos e começar a colecionar admiradores e pretendentes.

 

Caso contrário, sempre podem continuar solteiras e seguidoras deste blog. Afinal, alguém tem que me fazer companhia na minha solteirice.

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Hoje tenho um almoço com uma grande amiga que veio lá da terra, daí que o tempo para escrever é pouco. Ainda assim, trago-te um artigo publicado no Observador e que vem complementar o post de ontem. Refere-se a um novo conceito de relação: benching.

 

Benching, nouvelle terminologia em matéria de relações, como o próprio nome indica vem de bench, que em inglês significa banco, ou seja, é o ato de ficar no banco.

 

Ilustrando a coisa, pode-se dizer que é quando conheces alguém — regra geral no Tinder ou numa rede social –, têm um ou dois encontros e essa pessoa subitamente deixa de responder às tuas mensagens, para umas semanas mais tarde voltar a dar sinais de vida, isso é benching. A comunicação é intermitente e pressupõe convites para jantares ou cafés que à última da hora nunca acontecem. E isto pode durar meses. Quem está "sentado" acha que é uma questão de timing e que, eventualmente, a coisa vai dar-se.

 

As desculpas pela ausência inexplicável são sempre elaboradas, envolvem agendas preenchidíssimas, prazos de entrega de trabalhos ou problemas familiares que são corroborados por fotografias tiradas com um único propósito: iludir a pessoa sentada.

 

Quem "senta" outra pessoa fá-lo por indecisão e para manter as suas hipóteses em aberto. Não tem a certeza de gostar o suficiente para assumir uma relação, mas não quer descartar essa possibilidade — está à espera de que apareça alguém melhor e não se quer comprometer, para além de estar de olho em mais dois ou três pretendentes. Quer ver no que vai dar e, no caso de não dar com alguma das alternativas, não fica sem ninguém. Tem sempre alguém seguro, no banco.

 

Há dois tipos de benching: quando alguém é solteiro e está ocasionalmente com outra pessoa de quem não tem a certeza se gosta ou não, mas não quer deixá-la ir, e quando alguém está numa relação e não tem a certeza de querer continuar nela, mas prefere não acabar e começar a procurar outras opções.

 

Segundo escreve o The Telegraph, as "benchees" também servem para acompanhar a casamentos ou para quando a pessoa não quer chegar a uma festa sozinha e sabe que basta mandar uma mensagem no Whatsapp para arranjar um par. Para quem está sentado isto só aumenta a incerteza de não saber se aquela pessoa gosta efetivamente de ti ou não. Basicamente o que te passa pela cabeça é: se não gostasse de mim não me mandava estas mensagens versus se gostasse de mim não ficava tanto tempo sem dizer nada.

 

Porque é que tanta gente cai nesta história? Porque o bencher (aquele que pratica o benching) é atencioso, tem o cuidado de perguntar à pessoa como é que ela está, como foi o seu dia, além de uma série de outros cuidados que são interpretados como interesse genuíno. Mesmo que isso só aconteça de duas em duas semanas e seja sempre por telemóvel.

 

O que diferencia o benching do ghosting é que no último a pessoa desaparece sem aviso e de vez, isto é, não volta para se assegurar de que não perdeu nada. De acordo com a revista nova-iorquina BetaMale, o benching é bem mais traiçoeiro do que o ghosting ou do que simplesmente dizer que não está interessado e acabar com tudo de uma vez. Uma vítima de ghosting pode fazer o seu luto quando se apercebe do fim da relação — mesmo que não encontre uma explicação –, já a vítima de benching não sabe em que pé estão as coisas porque a pessoa desaparece e aparece constantemente.

 

Jason Chen, editor da referida revista, acredita que esta é uma prática essencialmente dos homens. As mulheres entram em jogos com homens que conhecem há muito tempo e com os quais têm confiança, mas não são capazes de o fazer com alguém que acabaram de conhecer. Até porque elas ainda se regem bastante pela ideia de o homem ter de dar o primeiro passo.

 

A verdade é que o nome até pode ser recente e as aplicações de encontros até podem propiciar um acréscimo da prática, mas infelizmente o conceito não tem nada de novo. É o velho "iludir alguém" com uma roupagem nova e tecnológica.

 

Se depois de leres este texto chegaste à conclusão de que estás "sentada"”, tens duas opções: sentar a outra pessoa de volta ou ires à tua vida. Porque quando o benching acontece, a velha máxima de "ele/a não está assim tão interessado" continua a ser verdadeira.

 

É por estas e por outras que estou (ainda) solteira. Para ser assim, mais vale estar só do que "sentada". Cheira-me que o tal fulano de que te falei ontem, a prioósito do "datexit" é um bencher. O que ele não deve ter previsto é que já levo muitos anos na estrada da vida e uns quantos nas redes sociais.

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01
Jul16

Sexo? Sim, por favor!

por LegoLuna

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Ainda na senda do post anterior, eis 10 motivos que levam nós mulheres a fazer sexo:

1. Sentirem-se atraídas pela outra pessoa;

2. Quererem ter prazer físico;

3. Só porque lhes sabe bem;

4. Quererem mostrar carinho pela outra pessoa;

5. Quererem expressar o amor que sentem pela outra pessoa;

6. Quererem libertar a tensão;

7. Têm uma vontade inexplicável de fazer sexo;

8. Por ser divertido;

9. Por terem percebido que estavam apaixonadas;

10. Por se terem envolvido no calor do momento.

 

Nota: Este top ten é obra do Daily Star que se baseou numa investigação da Universidade de Otava que descobriu que existem 237 motivações diferentes para as mulheres quererem ter relações sexuais.

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Longe de mim querer ferir suscetibilidades, até porque a beleza é algo muito subjetivo, mas o facto é que pessoas pouco apelativas ao olhar (vulgo, feias) são constantemente alvo de discriminação. Até na hora de coisar. Sim, já sabemos que as mais atraentes têm a priori maiores possibilidades de serem bem sucedidas na arte da conquista. O assunto aqui é outro e passo a explicar.

 

Um estudo das Universidades de Bristol e Southampton, publicado no British Medical Journal, assegura que a vontade de um homem usar preservativo numa relação sexual casual varia consoante a beleza física da parceira. Ou seja, se a gaja for bonita (boa como o milho também serve) ele não faz muita questão de se proteger, já que parte do princípio que ela será saudável. Agora, se a coitada teve o azar de não ter nascido bela ou rica (digo isso porque hoje em dia, desde que se tenha capital, pode-se perfeitamente comprar a beleza, e à la carte, convém salientar), aí sim, ele faz questão de evitar o contacto pele-pele.

 

Contraproducente, não? Talvez! O facto é que os dados estão aí para quem quiser tirar as suas ilações: 51 homens heterossexuais entre os 19 e os 61 anos foram convidados a avaliar fotos de 20 mulheres diferentes e a dizer com as quais concordariam ter sexo sem proteção. As conclusões não deixam margens para dúvidas: para eles, quanto mais atraente fosse a mulher, menores seriam as hipóteses de terem uma doença sexualmente transmissível e portanto maior a probabilidade de se deitarem com as mesmas sem proteção.

 

Estes dados só vêm reforçar aquela (velha e insensata) ideia que, regra geral, temos tendência a associar a boa aparência à saúde ou à ausência de algo com que nos devamos acautelar. O que muitas vezes se esquece, como se constatou neste caso, é que as doenças – sobretudo as sexualmente transmissíveis  – não olham a raça, credo, religião, filiação política, genética ou um físico atraente. Elas são democráticas, afetando feios, bonitos, pobres e ricos, brancos, negros, hétero, homo, bi ou trans.

 

O meu conselho aos meus seguidores masculinos? Na hora H usem primeiro a cabeça de cima e só depois a de baixo, de preferência devidamente equipada com capacete de latex.

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