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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

04
Jan18

Namorado procura-se

por LegoLuna

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Viva!

 

Ano novo, vida nova, certo? Parece que para uma das ainda solteira o amor é uma prioridade em 2018. Daí que me tenha pedido que divulgasse este anúncio:

 

Mulher na casa dos 30, sem filhos, bem conservada, de boa aparência, espírito jovem e personalidade afável, culta, com formação superior, situação económica indefinida e cheia de amor para dar procura namorado para relação exclusiva, com possibilidade de compromisso.

 

Os candidatos deverão possuir situação amorosa definida (livre, leve e solto), disponibilidade total e imediata, caráter confiável, habilitações ao nível superior, conjuntura laboral ativa, condição financeira estável, cadastro criminal imaculado, além de aparência apelativa ao olhar.

 

Os interessados deverão manifestar interesse via este canal, num período de até 30 dias, a contar desta data, detalhando ocupação atual e expectativas amorosas. Deverão também anexar comprovativo de rendimento, extrato bancário dos últimos 6 meses, foto recente (de cara e corpo) e cópia de certificado de habilitações.

 

Mais se informa que dá-se preferência a quem tenha viatura própria (e dinheiro para combustível, claro está!), idade não superior a 40 anos e aparência cuidada.

 

Oferece-se amor, carinho, sexo do bom, além de respeito, amizade, solidariedade, lealdade e outras coisas a serem acertadas entre as partes.

 

Outras informações não detalhadas serão posteriormente abordadas durante o processo de seleção.

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Viva!

 

Tal como um país inteiro, também eu tenho acompanhado, com atenção, o desenrolar da novela Raríssimas. Apesar de não ser apologista de julgamentos em praça pública e menos ainda do desporto favorito de tantos cibernautas: destilar veneno, o facto é que também eu tenho uma palavra a dizer sobre este caso:

 

Ponto 1
Onde há fumo há fogo. Com isso quero dizer que acredito que as acusações tenham fundamento, ainda que não esteja a par da sua real dimensão.

 

Ponto 2
Ao que parece o sustento integral da família (mãe, pai e filho), num total que rondava os seis mil euros mensais, provinha daquela Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS). Afinal, família é mesmo assim: onde come um, comem todos. Se o repasto for de qualidade, melhor ainda.

 

Ponto 3
A dita presidente – que se demitiu mas recusa-se a formalizar a carta de rescisão – só admite largar a cadeira do poder mediante indeminização e subsídio de desemprego, diz a comunicação social. A ser verdade, isso revela o caráter (nubloso) da criatura. Uma pessoa de bem, com a consciência limpa, não hesistaria em abdicar do cargo, mais não seja porque estaria convicta de que, com o apurar da verdade dos factos, este ser lhe ia restituído por justa causa. A meu ver, não o faz porque sabe que com o nome sujo na praça só por um milagre consegueria um trabalho que lhe permitisse manter o estilo de vida a que se habituou à custa da Raríssimas. E dado que o marido e o filho tinham, igualmente, aquela como entidade patronal, é-me evidente que, com o fechar da torneia, o clã Brito e Costa corre um sério risco de celebrar o próximo Natal na cantina da Cidade Universitária ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa. Afinal, aonde mais iria a família metralha assacar semelhantes salários e regalias?

 

Ponto 4
Ao que parece a senhora acusada-de-fraude-que-acha-que-o-país-inteiro-lhe-deve-um-pedido-de-desculpas não é capaz de destinguir a coisa pública da coisa privada. Não obstante ter sido a própria a fundá-la, a Associação Raríssimas não é propriedade sua. Só o seria se não beneficiasse de fundos alheios. Com o nosso dinheiro fazemos o que bem entendemos. Com o dinheiro dos outros – ainda para mais provinientes do erário público e de donativos de mecenas – a conversa é outra. Há que prestar contas sim, há que justificar e há que responder judicialmente pelo seu uso. E não há que gastá-lo em proveito próprio.

 

Ponto 5
O facto de alguém não consumir certo alimento, não é justificação cabível para esse item não constar da sua lista de compras. Refiro-me ao facto de, perante a acusação de ter gasto mais de 200 euros de uma assentada só na compra desse marisco, ela ter dito que nem sequer o come. Pode uma coisa dessas?

 

Ponto 6
Durante mais de cinco anos frequentei as mais altas rodas sociais, políticas e culturais. Sempre fui elogiada pela elegância e bom gosto no vestir, não obstante auferir pouco mais que o salário mínimo. E para isso nunca foi preciso comprar vestidos de 300 euros no El Corte Inglés. Claro que os cargos não se comparam e os salários menos ainda. O que posso garantir é que, no lugar dela, eu não precisaria usar o cartão de crédito corporativo para representar dignamente a instituição pela qual daria a cara.

 

Ponto 7
Se a pobre coitada está a ser vítima de uma intriga da oposição, porque não apresenta provas concretas da sua inocência? As denúncias não foram só da boca para fora; foram devidamente fundamentadas com documentos. A senhora Paula que faça o mesmo. Que apresente provas da sua não culpa e não fique tentando confundir a opinião pública com aquele discurso de mártir totalmente incompratível com aquele seu arzinho arrogante e destituído de remorsos.

 

Ponto 8
Quiça por se considerar protegida política; quiçá por ter subestimado os seus subordinados (aquela de que todos tinham que lhe prestar vassalagem através do levantar-se sempre que ela passava é de rir para não chorar); quiçá por o poder lhe ter subido à cabeça; quiçá por pura burrice embrulhada num vestido de grife; quiçá por sofrer de um raríssimo desvio de carácter; a senhora nunca acreditou que as coisas chegariam ao ponto que chegaram. Daí nem se ter dado ao trabalho de tentar disfarçar a coisa.

 

Ponto 10
Sejam lá quais foram as motivações da dita cuja, e seja lá for o desfecho desta estória, o que ela não pode é continuar a perturbar o normal funcionamento da Raríssimas. Não percebe ela que, com esta atitude de não se desvincular daquela IPSS, está a comprometer, não só o bom nome da instituição, como também a por em causa o serviço prestado por esta àqueles que realmente precisam? Todo este clima de suspeição à volta da mesma – sob a gestão da dita senhora, não esqueçamos – não é benéfica nem para a própria associação e menos ainda para os raríssimos.

 

Que o bom senso faça luz na mente da senhora e a Raríssimas possa voltar brevemente ao bom caminho.

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Ora viva!

 

Uma vez mais, às primeiras horas deste dia, chega o Mr. FB para me lembrar de uma publicação de há seis anos, através da qual partilhei com o meu cibermundo os meus votos para o ano que na altura se avizinhava (2012). Dado que as mesmas se mantêm praticamente inalteráveis, serve este post o propósito de reafirmá-las, na inabalável confiança de que assim será já em 2018.

 

Os meus votos para o novo ano 

Que eu possa superar os problemas, as contrariedades, os abstáculos e as dificuldades sempre com um espírito aberto, um soriso no rosto, uma alegria no coração, uma confiança nas minhas capacidades e uma certeza de que no fim tudo dará certo.

Que eu possa fazer da alegria, da honestidade, da sinceridade, da lealdade, da amizade, da generosidade, da autenticidade, da sabedoria, da humanidade, da gentileza, da educação, da inteligência, do discernimento, da bondade, da compreensão, da tolerância, e, sobretudo, da humildade as minhas melhores aliadas para uma existência feliz e realizada.

Que eu possa rir das desgraças do passado, das coisas más que me aconteceram, das pessoas que me fizeram sofrer sem sentir "aquele" aperto no peito.

Que eu possa usar as lições que aprendi este ano em situações futuras com sabedoria, mestria, humanidade, simplicidade, sensatez, generosidade e tolerância.

Que eu possa, finalmente, vivenciar um amor sincero, verdadeiro, companheiro, leal, e, mais importante, correspondido.

Que nunca mais homem nenhum me faça sofrer, me faça sentir que não mereço ser feliz ou que não sou digna dele.

Que os meus olhos nunca mais conheçam lágrimas de tristeza, desgosto, desilusão, dor, amargura ou solidão.

Que eu nunca mais sinta que a minha existência não vale a pena ou que a vida não merece ser vivida até o último instante.

Que eu nunca desista de ser feliz e que nunca me faltem forças para lutar pelas coisas que quero, acredito e valorizo.

Que eu possa sempre seguir em frente de cabeça erguida sem temer o que encontrarei pelo caminho.

Que a alegria dos meus amigos, seja minha alegria duas vezes.

Que as pessoas que me são queridas, permanecem sempre juntinho de mim e perto do meu coração, quando a distância assim o determinar.

Que eu possa continuar a ser aquilo que sempre fui e que tente sempre tornar-me numa pessoa melhor e mais afetuosa aos que me são importantes.

Que eu possa continuar a ter orgulho da minha maneira de ser e da forma de estar na vida que escolhi para mim.

Que todas as coisas más que me aconteceram neste ano façam parte do passado, juntamente com 2011.

Que o novo ano que se aproxima me traga o dobro, o triplo de tudo o que 2011 me negou.

Porque eu quero, eu posso, eu mereço.

E porque vou fazer por isso!

 

É minha intenção reciclar esta lista, à qual acrescentarei novas resoluções, mais adequadas à atual fase da minha vida. Mas isso é assunto para uma nova crónica. Até lá, Boas Festas e uma ótima quinta-feira.

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12
Dez17

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Ora viva!

 

Ainda que alguns exemplares pareçam reunir consenso, a verdade é que o tipo de homem que arranca suspiros no sexo feminino varia muito de pessoa para pessoa. O que mexe com as hormonas de uma pode perfeitamente não levantar nem uma sobrancelha de outra.

 

No meu caso, por exemplo, o tipo que me provoca palpitações encaixa-se no seguinte perfil: alto, magro, tonificado, lábios cheios, dentadura bonita, orelhas domesticadas, estilo casual chic. Basicamente é isso, pois não sou uma mulher muito exigente (imagina se fosse).

 

Seja branco ou negro, alto ou baixo, loiro ou moreno, musculado ou franzino, sisudo ou divertido, a pergunta sobre a qual se debruça esta crónica é: afinal qual é o tipo de homem de que mais gostamos?

 

Uma pesquisa recente parece ter encontrado a resposta a essa questão, já que, segunda ela, a maioria das mulheres modernas procura um homem maduro, confiante, com uma vida profissional estável e que goste de dominar na cama. Másculo, sem ser exagerado; cuidadoso, sem ser vaidoso; atencioso, sem ser piegas: prestativo, sem ser intrometido; parceiro nas tarefas domésticas, sem dar uma de mulher a dias. Fora isso, são-lhe ainda associados mais estes atributos:

 

Confiança
Um tipo seguro de si, que passa uma imagem de poder e controlo, sem ser arrogante, é o must have do sexo masculino. Se a isso acrescentarmos o não sentir ciúmes, nem sentir-se ameaçado por outros homens, é o jackpot. Este perfil torna-se ainda mais irresistível se for natural e não forçado.

 

Veia artística
Músicos, pintores e até artistas de rua são sobejamento conhecidos por serem espontâneos, criativos, viverem o momento e serem atentos a pequenos detalhes que fazem toda a diferença para as mulheres. São precisamente essas caraterísticas que fazem com que emanem uma atração especial que faz com que cada uma de nós se sinta única, uma espécie de musa inspiradora.

 

Pinta de bad boy
Sabes aquele tipo de "espírito livre", meio perdido na vida e que não se deixa espartilhar pelas convenções sociais? Geralmente, são homens muito aventureiros, que proporcionam uma adrenalina bastante apelativa. E é esta forma despreocupada de encarar a existência humana que nos deixa pelo beicinho.

 

Intelectual q.b.
Conviver com um homem inteligente é um dos mais poderosos afrodisíacos, na minha opinião. As conversas nunca são superficiais, nem ocas e muito menos estéreis. O mais fascinante neste tipo é o seu real interesse em saber o que a mulher tem para dizer. Além disso, tende a ser bastante maduro, algo que apreciamos bastante.

 

Sentido de humor
Quem não quer um homem com um senso de humor apurado, adequado e refinado, capaz de arrancar sorrisos fáceis e contagiar com a sua boa disposição? Ao lado de um exemplar desses a vida fica bem mais leve e a relação uma dádiva.

 

Com o acima exposto ficou claro que agradar (efetivamente) ao sexo feminino depende muito mais daquilo que se é do que daquilo que se tem. Uma carinha laroca, um corpo musculado e uma carteira recheada não são, por si só, garantia de felicidade, ainda que, num primeiro momento, possa parecer que sim.

 

Atraímos pela aparência, mas é pela essência que cativamos, lembra-te disso!

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Ora viva!

 

Começo por pedir perdão peor estes dias de ausência. A verdade é que não tive inspiração (nem vontade, assumo) para dar um saltinho até aqui, quanto mais para escrever algo à altura deste blog. Ando numa verdadeira maratona a fim de conseguir entrar no novo ano com um emprego decente, que me permita alcançar a tão ambicionada estabilidade financeira (e emocional, por tabela). Não está fácil, confesso. É um acumular de negas, mensagens de consolação e ostentivos silêncios em torno das minhas manifestações de interesse. Enfim...

 

Ultrapassado a sessão de lamúrias, e dado que o alento para a escrita continua em baixo, deixo-te com uma repescagem de um post publicado há exatamente um ano e que versa sobre a dificuldade em nos voltarmos a cair de amores por alguém.

 

"Um inspirador artigo do Já Foste sobre um dos efeitos colaterais da solteirice: a dificuldade de se apaixonar novamente. Identifico-me totalmente com o conteúdo deste, pelo que aproveito a oportunidade para mandar um recado teleguiado para todos aqueles que não se cansam de dar bitaites em relação à nossa escolha de permanecer desemparelhado. Até parece que preferem ver-nos numa relação abusiva ou infeliz do que sem uma alma a tiracolo. Um dia ainda hei de perceber porque a solteirice incomoda tanto, e a tanta gente.

 

Depois de um tempo fica difícil abrir o coração novamente, assim de maneira espontânea. As derrotas no amor ensinam a racionalizar alguns sentimentos, e por este motivo gostar de alguém deixa de ser tão simples como deveria ser. Criamos barreiras, exigências, inventamos mil motivos, mais para o não do que para o sim.

 

Meio que por sobrevivência, acabamos descobrindo atalhos para sermos felizes sozinhos o tempo todo. Aprendemos as coisas que nos aliviam, que nos deixam felizes, que nos acalmam, que nos distraem e que nos fortalecem. Construí­mos um mundo particular confortável e uma cela quase intransponível para o coração.

 

De vez em quando aparece alguém batendo na porta, educadamente, querendo entrar, e por mais que a pessoa mereça uma chance, às vezes entregar-se é custoso. Parece cansativo sair do conforto de não sentir vazios no coração ou nós na garganta – porque gostar de alguém às vezes causa estes efeitos colaterais – mesmo que isso tenha um custo: não morrer de amores nos finais de semana e levar uma vida sem grandes intimidades. Pagamos o preço de não amar.

 

Com o acumular de deceções nós vamos criando um medo enorme, mas ele não é de amar, nunca foi. O medo é de dar errado, de se machucar, de se entregar à toa, de quebrar a cara e sofrer novamente. Com o tempo ficamos fortes para a vida, mas frouxos para o amor. É como ter medo de alturas, porque não se tem medo da distância entre o chão, mas sim da possí­vel queda.

 

E no meio desse medo que vamos acumulando, passam algumas pessoas que poderiam ter valido a pena insistir, mas até nisso, a motivação acaba. Lutar por alguém, dedicar-se um pouco mais para que algo dá certo, custa um esforço danado. Insistir em alguém parece exaustivo. Com o tempo ficamos práticos: se der certo ótimo, se não adeus. Enquanto encaixa, o jogo continua, mas se uma peça se perde, é melhor substituir. O problema é que ficamos práticos demais.

 

Outras vezes chega a ser meio contraditório, pois o medo é de dar certo. E se com esta pessoa funcionar? E se eu for feliz de uma maneira que nunca imaginei que seria? Quem me garante que desta vez a pessoa não irá embora? Quem me promete que as atitudes dela me renovarão a cada dia?

 

Mas a vida é este risco incalculável de incertezas, e talvez a solução seja mesmo entregar-se totalmente, sem limitações. Se correr mal, correu; com coragem a gente recupera, a gente traz de volta a esperança, e transforma as deceções em lições e em aprendizado.

 

Depois de um tempo é preciso muita coragem para sair dessa mediocridade de relações superficiais. Talvez valha a pena encarar o medo, mesmo que a gente precise de um tempo de solidão e de calma no coração. É preciso criar um alarme para não perder o horário de voltar a abrir o coração, de querer com ânsia os mais puros sentimentos.

 

Mesmo que não seja o momento, uma hora tu precisas criar coragem para voltar a subir nas alturas, mesmo com medo, porque um dia a alma fica inquieta e pede por isso. E que este tempo seja para criar impulso e depois pular com tudo, porque estar vivo só vale a pena quando podemos – com toda a nossa plenitude – sentir."

 

Continuação de bom fim de semana e até breve.

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25
Nov17

Quem trai mais?

por LegoLuna

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Ora viva!

 

No embalo das duas últimas crónicas, que versaram essencialmente sobre o amor e suas complicações, nada mais pertinente que um olhar sobre o inimigo número um de qualquer relação amorosa e o maior pesadelo de quem ama: a traição.

 

Sobre isso, começo por dizer que ninguém está livre da traição e que quem nunca provou deste amargo sabor deve-se considerar a mais sortuda das criaturas. Traição é algo deveras penoso, difícil de superar, especialmente se gostamos mesmo do nosso parceiro ou nele confiamos plenamente. Podemos prevê-la, minimizá-la, fintá-la, ignorá-la e até perdoá-la, mas evitá-la é algo que dificilmente passa pela decisão de quem leva com os cornos (perdoa-me a expressão um tanto ou quanto ordinária).

 

Quem sabe por estar a par daqueles danos irreversíveis para o coração de que falei no post anterior, o Psychology Today encetou uma investigação no sentido de desvendar os tipos de pessoas com maior propensão para "dar uma facadinha na relação". Três perfis foram identificados:

 

1. Quem utiliza (ativamente) as redes sociais
Diariamente somos confrontados com evidências de que o social media tem vindo a assumir uma influência cada vez mais nociva nos relacionamentos amorosos. Acerca disto, a Cyberpsychology, Behavior and Social Networking apurou que a excessiva utilização das redes sociais é capaz de originar conflitos no relacionamento, que poderão repercurtir-se em traições e até mesmo divórcios. Que o digam os Second Loves, Tinders, Cupids e companhia ilimitada.

 

2. Quem já tenha traído
Pessoas que já traíram uma vez têm uma maior probabilidade de o vir a fazer novamente. Lembro-me perfeitamente do primeiro namorado que me fez vestir a carapuça de rena a dizer-me que para quem trai o que custa mesmo é a primeira vez. A partir daí é só deixar-se ir. É por isso que nem sequer cogito a hipótese de me envolver com alguém comprometido. Além de moralmente questionável, fico com uma clara noção do que posso esperar desse fulano.

 

3. Quem tenha poder
Aquela velha ideia de que o poder "dá a volta" às pessoas parece mesmo ser verdadeira. E esta máxima aplica-se a ambos os sexos, garantem vários estudos científicos. Tal deve-se ao facto do poder fazer com que os indivíduos tenham maior confiança em atrair novos parceiros e, assim, a tornarem-se mais prováveis traidores. Sem falar que muitos envolvem-se com pessoas poderosas à espera de levaram vantagem ou ficarem bem vistas aos olhos da sociedade.

 

Como disse há pouco, ninguém está livre de tal drama emocional. Ao menos com este artigo ficas a saber de antemão quais os tipos mais suscetíveis à prevaricação. Cuida desse coração e não permitas que ninguém to parta, pois ele foi feito para o amor e não para a dor.

 

Feliz sábado!

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Ora viva!

 

Lembras-te de no post anterior o autor do livro Quem nunca morreu de amor ter dito que precisamos morrer de amor algumas vezes? Ah, pois, isso pode até parecer muito romântico aos olhos de quem lê, mas na vida real dor de amor é algo que não traz benefício nenhum, pelo contrário, pode causar sérios e permanentes danos à saúde cardiovascular. Dos psíquico-emocionais, escuso mencionar...

 

Reza a minha experiência que um coração partido equivale a morrer um pouquinho todos os dia, para se renascer no dia seguinte e voltar a morrer novamente. Uma, duas, três, vezes sem conta. O que nos salva é que um dia ela acaba por entrar em estado vegetativo, até que decidamos que é hora de desligar a máquina e deixá-la descansar em paz nos confins da memória. Até lá, só nos resta recorrer à máscara de oxigénio, um dia de cada vez.

 

Mas esta crónica não é para falar dos meus desgostos amorosos, mas sim de um novo estudo da British Heart Foundation que garante que o síndrome do coração partido (ou miocardiopatia Takotsubo, cientificamente falando) é um facto, com consequências mensuráveis, embora ainda não reúna consenso entre a comunidade académica.

 

A referida investigação apurou que três mil britânicos padecem anualmente deste mal, que, na prática, enfraquece o músculo cardíaco ao ponto de dificultar o seu normal funcionamento. Testes à amostra permitiram concluir que as consequências de uma desilusão amorosa assemelham-se às de um ataque cardíaco, isto porque, tanto num caso como no outro, há danos no músculo cardíaco, algo que é não reversível. Tal constatação permite afirmar que aqueles que padecem deste síndrome ficam com as mesmas taxas de sobrevivência que aqueles que sofreram um ataque cardíaco.

 

De acordo com os entendidos na matéria, essa tal de Takotsubo é uma doença tão devastadora que pode, num ápice, prejudicar a mais saudável das criaturas. Se antes se pensava que as suas consequências seriam temporárias, agora não restam dúvidas de que pode deixar marcas para o resto da vida.

 

Aos (ex)corações partidos dedico esta bela composição do Alejandro Sanz. Estou ciente que não cura dor nenuma, mas ao menos anima a alma.

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Ora viva!

 

O meu tempo nesta sexta-feira estará mais concorrido que o CR7 numa covfefe: de manhã vou estar lá pelas bandas da Betinholândia (leia-se Cascais), num forum de alto nível, e à tarde no Bazar Diplomático, a explorar as mil e uma maravilhas do mundo.

 

Daí que escreva de véspera, não só para não faltar ao nosso rendez-vous, mas sobretudo para te dar conhecimento das conclusões do mais recente estudo sobre relações amorosas que está a dar que falar – não só por deitar por terra velhos dogmas, como por deixar os polícias do estado civil alheio cada vez mais espartilhados.

 

Escreveu o The Telegraph que uma pesquisa levada a cabo pela Mintel no Reino Unido apurou que 61% das mulheres solteiras está feliz com o seu estado civil, em comparação com 49% dos homens. Ao que se conseguiu apurar, as inquiridas sentem-se tão confortáveis com essa situação que ¾ não procurou ativamente, durante o último ano, um relacionamento, em comparação com 65% dos homens solteiros.

 

A esta altura da leitura já deves estar a pensar que as minas de sua majestade não querem saber de gajos. No way, my dear! Simplesmente sentem-se bem sozinhas. Analisando por faixa etária, entre os 45 e os 65 anos, 32% das descípulas de Vénus afirma estar bem sozinha, enquanto apenas 19% reconhece o mesmo.

 

Ilações dos autores desta pesquisa
Genericamente, quando solteiras elas são mais felizes que eles na mesma condição. Isto porque são mais abertas e melhores a socializar, envolvendo-se em mais atividades; são mais propensas a ter uma rede de amigos próximos a quem podem recorrer em caso de necessidade; realizam mais tarefas domésticas que o parceiro e gastam mais tempo e dinheiro para manter uma boa aparência quando estão numa relação.

 

Ilações da autora desta crónica

Ponto 1: Quanto mais maduras as mulheres, mais seguras e realizadas se sentem e menos suscetíveis tornam-se à opinião alheia. Por saberem exatamente o que querem e o que lhes faz feliz, não estão para aturar um macho qualquer da vida só porque sim.

Ponto 2: O estigma em relação às mulheres solteiras está (finalmente) a minguar. Já não são vistas como rejeitadas para passarem a ser percecionadas como pessoas independentes e satisfeitas consigo próprias, que não têm de ter uma relação se não o quiserem.

Ponto 3: Provavelmente, a maioria destas mulheres já foi esposa e mãe/avó, ou seja, já "cumpriram" o papel que delas se esperava. Sendo assim, já não sofrem tanta pressão e cobrança para arranjarem um companheiro.

Ponto 4: Muitos homens ainda cultivam aquela mentalidade jurássica de que espécies femininas acima de uma certa faixa etária são como artigos fora do prazo de validade, isto é, impróprias para consumo.

Ponto 5: O que realmente importa é estar feliz (com ou sem par). O resto é conversa para encher a chouriça.

 

Aquele abraço amigo e desejos de bom fim de semana.

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15
Nov17

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Ora viva!

 

A crónica de hoje é uma oferta das Spices, composto pelas minhas amigas mais chegadas que deixei lá na terra, a quem aproveito para dedicar este post e endereçar as mais sentidas saudades.

 

Era uma vez uma ilha onde moravam os seguintes sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria e o Amor. Um dia avisaram aos moradores dessa ilha que ela ia ser inundada. Apavorado, o Amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem, exclamando:

- "Fujam todos. A ilha vai ser inundada!"

Todos correram e agarraram nos seus barquinhos, a fim de irem para um lugar seguro localizado num monte bem alto. Só o Amor não se apressou, pois queria ficar um pouco mais com a sua ilha. 

Quando já estava para se afogar, correu a pedir ajuda.

Estava passando, nesse momento, a Riqueza, a quem ele disse:

- "Riqueza leva-me contigo!"

Ao que ela respondeu:

- "Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e não vais caber nele!" 

Passou, logo a seguir, a Vaidade, a quem ele também pediu ajuda e ao que ela respondeu: 

- "Infelizmente, não posso, pois vais sujar o meu barco!"

Logo atrás vinha a Tristeza e um outro pedido de ajuda foi lançado. 

- "Tristeza posso ir contigo?" 

Retrucou esta:

- "Ah! Amor, estou tão triste que, sinceramente, prefiro ir sozinha!"

Mais adiante vinha chegando a Alegria que, de tão contente que estava, nem ouviu o Amor. Este começou a chorar.

Finalmente, eis que surge, passando perto de si, um velhinho navegando a sua embarcação que lhe disse:

- "Sobe Amor, eu levo-te!" 

O Amor radiante de felicidade nem se lembrou de perguntar o nome daquela boa alma. Chegado ao cimo do monte, onde já se encontavam os restantes sentimentos a salvo, perguntou o Amor à Sabedoria quem era o velhinho que o trouxera até ali.

- "O Tempo!" , respondeu ela.

O Amor voltou a perguntar:

- "O Tempo? Mas porque só o Tempo me trouxe até aqui?"

A Sabedoria, novamente:

- "Porque só o Tempo é capaz de ajudar a entender um grande Amor".

 

Gostaste, meu bem?

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Ora viva!

 

Onze de onze. Sabes que dia é hoje, meu bem? Dia Nosso, ou seja, Dia dos Solteiros. Recuando um pouco no tempo, este foi instituído, em 1993, pela Universidade de Nanjing, que começou a celebrá-lo como forma de dar uma oportunidade aos estudantes sem parceiros de celebrar o próprio estatuto. Foi assim escolhido 11 de novembro (11.11 ou Double 11), uma vez que é a única data do ano com quatro dígitos que simboliza a solitude. Capice?

 

Infelizmente, o que era suposto ser uma celebração para os solteiros chineses transformou-se numa extravagância que supera as vendas da Black Friday e da Cyber Monday juntas. Ai esse consumismo desenfreado que anda a dar cabo da nossa sociedade. Só para teres uma ideia, a gigante chinesa de comércio eletrónico Alibaba assegura que as vendas deste ano totalizaram 10 bilhões de iuanes (1,51 bilhão de dólares) em pouco mais de três minutos.

 

A data que se tornou a maior maratona de compras a nível mundial é assinalada um pouco por todo o mundo, só que em dias diferentes. Em terras de Afonso Henriques está, desde 2006, agendada para 29 de setembro. Em terras de Vera Cruz para 15 de agosto, curiosamente o dia de Nossa Senhora da Graça. Quererá isso dizer que os desemparelhados brasileiros benefeciam da graça divina?

 

E já que este é um dia dedicado ao nosso estado civil, que tal celebrá-lo com pompa e circunstância? Vai um doube date, cara mia? É que decidi aceitar o convite de um pretendente para sair hoje. Ao menos não deixo a efeméride passar em branco e posso sempre dar-me bem ao final da noite.

 

Happy Single's Day, my dear!

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