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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

Ora viva!

 

Nos últimos cinco meses, desde a lesão na cervical, que a minha relação com o exercício físico anda estremecida, naquela dinâmica semana-no-ginásio-semana-no-sofá. Saldo dessa atividade intermitente? Quatro quilos na balança, alguma celulite a reivendicar o seu lugar ao sol e o abdómen a perdez a rijeza a olhos vistos.

 

Ansiosa como sou e sem muita inspiração para dar duro no ginásio, nada melhor que uma solução rápida, ainda que de eficácia controversa. Já algum tempo que venho ouvindo falar na prática do jejum. Dias atrás, numa palestra sobre saúde e bem-estar, tomei conhecimento de que, segundo a filosofia oriental, estar sem comer durante 24 horas, uma vez por semana, ao longo de um ano, pode traduzir-se em benefícios vários para o nosso organismo, sendo as duas mais flagrantes o rejuvenescimento celular e a perda da massa gorda.

 

A ideia de experimentar tal método, que não só "promete" melhor saúde, como a perda daqueles extras que não fazem falta a ninguém, começou a ovular na minha mente. Coincidência ou não, depois disso para onde quer que me virasse lá vinha o assunto à baila, quer em conversas de gajas, artigos ou este vídeo da Autoridade Fitness.

 

Vou saltar a parte dos prós e contras de tal técnica, que disso trata o vídeo que aqui partilho, e concentrar-me apenas na curiosidade em testar o seu efeito, na minha capacidade de resistência à fome, na possibilidade de queimar os extras e no lançamento da primeira pedra de uma forma de estar que pode vir-se a traduzir em mais e melhor saúde e num corpinho danone tudo de bom.

 

Este domingo será, literalmente, o dia D, portanto, se na segunda-feira eu não der sinal de vida é porque deu m****. Bom jejum para mim e bom fim de semana para ti.

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19
Jul16

Dicas para ser (mais) feliz

por Sara Sarowsky

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Apesar das pontas soltas na minha vida, ando numa maré tão feliz - o verão faz-nos isso, não faz? - que faço questão de contaminar tudo e todos à minha volta com este sentimento. Sim, coisas boas valem, de facto e de direito, a pena serem partilhadas.

Porque nunca é demais elevarmos a nossa maneira de estar e ver a vida, o post de hoje é uma compilação de vários conselhos que tenho vindo a apregoar ao longo deste blog e que me ajudam a ser e a estar mais felizes.

Vamos lá então rever a matéria dada:
1. Torna-te na tua melhor amiga
Gosta de ti, admira-te e ama-te incondicionalmente, que os outros também gostarão.

2. Investe no conhecimento
Lê bastante - inclusive livros técnicos e de autoajuda (se necessário for) - estuda, faz cursos, ou seja, cultiva o teu lado intelectual e adiciona valor à tua pessoa.

3. Dá mais (e melhor) de ti
Atenta-te aos outros e sê solidária (caso tenhas tempo e vocação, faz algum género de voluntariado).

4. Espalha (só) coisas boas
Sai por aí distribundoi afeto, amizade e energia positiva (porque não fazer disso a tua imagem de marca?).

5. Assume o comando da tua felicidade
Sai da tua zona de conforto e parte à conquista da tua felicidade - arrisca, expõe-te, dá-te a conhecer, declara-te, apaixona-te, ri, chora, vive, sem nunca esquecer que colhemos aquilo que plantamos.

6. Evita a toxidade
Foge a sete pés de pessoas tóxicas, negativas, egoístas, pessimistas, interesseiras, problemáticas e por aí fora.

7. Poupa-te
Aprende a filtrar e a extrair apenas o que for positivo.

8. Cultiva o desapego
Não dês tanta importância a bens materiais, já que da vida só levamos o que vivemos.

9. Toma conta de ti
Cuida do teu corpo e da tua saúde, pois ninguém mais o pode fazer por ti.

10. Ocupa-te
Descobre algo que gostes de fazer, um hobbie, e dedica-te a isso de corpo e alma.

11. Acredita em ti
Aconteça o que acontecer o caminho é para a frente e quando damos o melhor de nós o sucesso é só uma questão de tempo e oportunidade. Por isso, faz para te tornares, a cada dia, a melhor versão de ti mesma.

As dificuldades estão inerentes à condição humana e dependendo do que fazemos com elas, a nossa vida será mais ou menos boa. Problemas, não fui eu que os inventei nem sou eu que vou acabar com eles, por isso para que me vou estar a ralar com coisas que me ultrapassam? Uma vida feliz não é aquela que é pautada pela ausência de problemas, mas sim pela diária superação destes. Já que só se vive uma vez, que tal vivermos um dia de cada vez e enfrentarmos a vida de cara levantada, sorriso no rosto, esperança no coração e paz na alma?

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19
Jul16

Dicas para ser (mais) feliz

por Sara Sarowsky

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Apesar das pontas soltas na minha vida, ando numa maré tão feliz - o verão faz-nos isso, não faz? - que faço questão de contaminar tudo e todos à minha volta com este sentimento. Sim, coisas boas valem, de facto e de direito, a pena serem partilhadas.

Porque nunca é demais elevarmos a nossa maneira de estar e ver a vida, o post de hoje é uma compilação de vários conselhos que tenho vindo a apregoar ao longo deste blog e que me ajudam a ser e a estar mais felizes.

Vamos lá então rever a matéria dada:
1. Torna-te na tua melhor amiga
Gosta de ti, admira-te e ama-te incondicionalmente, que os outros também gostarão.

2. Investe no conhecimento
Lê bastante - inclusive livros técnicos e de autoajuda (se necessário for) - estuda, faz cursos, ou seja, cultiva o teu lado intelectual e adiciona valor à tua pessoa.

3. Dá mais (e melhor) de ti
Atenta-te aos outros e sê solidária (caso tenhas tempo e vocação, faz algum género de voluntariado).

4. Espalha (só) coisas boas
Sai por aí distribundoi afeto, amizade e energia positiva (porque não fazer disso a tua imagem de marca?).

5. Assume o comando da tua felicidade
Sai da tua zona de conforto e parte à conquista da tua felicidade - arrisca, expõe-te, dá-te a conhecer, declara-te, apaixona-te, ri, chora, vive, sem nunca esquecer que colhemos aquilo que plantamos.

6. Evita a toxidade
Foge a sete pés de pessoas tóxicas, negativas, egoístas, pessimistas, interesseiras, problemáticas e por aí fora.

7. Poupa-te
Aprende a filtrar e a extrair apenas o que for positivo.

8. Cultiva o desapego
Não dês tanta importância a bens materiais, já que da vida só levamos o que vivemos.

9. Toma conta de ti
Cuida do teu corpo e da tua saúde, pois ninguém mais o pode fazer por ti.

10. Ocupa-te
Descobre algo que gostes de fazer, um hobbie, e dedica-te a isso de corpo e alma.

11. Acredita em ti
Aconteça o que acontecer o caminho é para a frente e quando damos o melhor de nós o sucesso é só uma questão de tempo e oportunidade. Por isso, faz para te tornares, a cada dia, a melhor versão de ti mesma.

As dificuldades estão inerentes à condição humana e dependendo do que fazemos com elas, a nossa vida será mais ou menos boa. Problemas, não fui eu que os inventei nem sou eu que vou acabar com eles, por isso para que me vou estar a ralar com coisas que me ultrapassam? Uma vida feliz não é aquela que é pautada pela ausência de problemas, mas sim pela diária superação destes. Já que só se vive uma vez, que tal vivermos um dia de cada vez e enfrentarmos a vida de cara levantada, sorriso no rosto, esperança no coração e paz na alma?

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14
Jul16

0 lactose = 0 alergia?

por Sara Sarowsky

zerolactose.jpgHá dias a Tercia ofereceu-me um convite para a Feira Alternativa de Lisboa. Admito que só me dispus a deixar o conforto do meu lar num domingo – é o único dia da semana em que não gosto mesmo de por o pé na rua, ainda por cima em dia da final do Euro 2016 – mas foi tão amável o convite desta minha amiga, conterrânea, vizinha e colega de ginásio e de solteirice que não tive como.

Portanto, lá tive eu que enfrentar o sentimento de lesmice, típico de domingo, o sol escaldante e a escassez da carreira 767 e abalar-me até Alvalade. E não é que a feira revelou-se uma agradável e didática surpresa, superando largamente as mais otimistas expectativas?

Havia de tudo e mais: cosmética natural; alimentação saudável; suplementos alimentares; artigos esotéricos; consultas de tarot; as mais variadas terapias para o corpo, mente e alma; leituras de mãos e cartas; todo o tipo de meditação; massagens; comidas do mundo; cristais; amuletos; vestuário; calçado; bijuteria; artigos para o lar; tratamentos de beleza; ou seja, uma infinidade de produtos e serviços o mais natural, saudável e benéfico possível.

Perante aquele cenário, esqueci o calor, ignorei o corpo húmido de suor, mandei à fome às favas e parti à descoberta daquele encantado mundo alternativo. Não vou detalhar tim tim por tim tim tudo o que vi, adquiri e experimentei por lá, porque nunca mais saía daqui e acabaria por desviar-me do tema deste artigo.

Numa barraquinha de suplementos alimentares, questiono o expositor sobre qual o mais indicado para combater a acne – sim, à beira dos 40 anos e ainda me debato com algo que é suposto ter ficado sanado lá trás no tempo. Na adolescência tive imensas borbulhas, mas estas acalmaram-se na idade adulta, ficando reservadas a ocasiões especiais como menstruação, ingestão de comida mais gordurosa ou descontrolo emocional.

Há uns anitos já que a minha pele não conhecia mais do que umas quantas borbulhas esporádicas. Desde que fui de férias lá para a terra, há coisa de um ano, tudo mudou. Agora ando com uma crise de acne que até mete medo. E não é uma acne normal, pois não cede nem a cremes (caríssimos, por sinal), nem a tratamentos profissionais, e muito menos à atenção redobrada com a alimentação e com os cuidados de limpeza. É algo mais, eu sei, já que não nem mesmo reage à medicação, ando a tomar antibióticos que a dermatologista me receitou para infeções cutâneas – altamente eficazes numa outra ocasião, mas que agora parecem nulas.

Voltando à barraquinha de suplementos, um conhecido com quem tinha cruzado instantes antes, ao ouvir a minha pergunta, responde de prontidão: "não precisas de suplementos para resolver esse problema". Quando lhe pergunto porquê, diz-me ele que já não tinha idade para ter espinhas (que novidade!) e que o meu problema não passava de alergias - como é que ele podia saber isso? De facto, como já aqui mencionei n vezes, ando com alergia a tudo e mais alguma coisa.

A esta altura da conversa, abeira-se de nós um outro senhor (que nunca tinha visto mais magro) e resolve dar o seu contributo à conversa. Pelo que pude deduzir, o dito é um expert na matéria, pelo que, sem hesitação ou falinhas mansas, fez-me um diagnóstico fiel do estado da minha saúde: os intestinos não funcionam como é suposto (disse que pôde ver isso através dos meus lábios) e as alergias podem advir de uma intolerância ao leite e derivados.

Mal conseguia disfarçar o meu interesse no rumo que aquela tertúlia improvisada estava a tomar. Perante a descrição que lhe fiz do meu estado de saúde (e de beleza, por consequência), este foi perentório na prescrição: cortar de imediato com todo e qualquer produto lácteo. Ainda tentei argumentar que não consumia leite, apenas iogurte e requeijão, e que ao retirar esses produtos da minha alimentação o meu organismo iria ressentir-se da falta de cálcio. De nada valeu. Categórico, rematou ele: "experimenta e depois vês se a coisa não melhora. Quanto ao cálcio, tens imensas opções, como a aveia, a quinoa e o feijão."

Recomendou-me ainda que evitasse o açúcar e o trigo. Nesse quesito garanti-lhe que já estava tudo sob controlo, pois, nas raras vezes em que preciso recorrer diretamente a esta substância, faço uso da versão mel ou canela.

Portanto, o problema parece, de facto, residir na lactose, o açúcar naturalmente presente no leite. Abreviando o parlapiê que o texto já vai para longo, já há quatro dias que não consumo nenhum produto lácteo e, coincidência ou não, parece que a coisa acalmou. Como estou menstruada, só vou ter a certeza daqui a mais uns dias.

Não acredito que o iogurte me cause intolerância, porque sempre o consumi, mas já o requeijão, com maior teor de lactose, só há coisa de quatro meses o introduzi na minha alimentação. É, portanto, altamente provável que seja realmente intolerante ao leite, coisa que nunca bebi nem quando bebé. Em Cabo Verde fartei-me de bebê-lo, mas na versão fermentada, que adoro. E foi precisamente a partir dessa altura que começaram a aparecer, para não mais irem embora, monstruosas espinhas nesta minha face tão adorada e mimada pela dona.

Para já, vou continuar sem consumir qualquer derivado seu e ver como corre a coisa. Mais tarde, voltarei à minha alergologista para confirmar in vitro esta questão.

Há já algum tempo que ouço falar de intolerância ao glúten e à lactose, e de como várias celebridades têm cortado esses itens da sua dieta, mais para manter (ou recuperar) a linha - parece que ao retirar a lactose da dieta, a pessoa desincha, já que o intestino é regularizado, o corpo funciona melhor, por consequência, ocorre uma perda de peso.

No meu caso, a ruptura será essencialmente por uma questão de saúde, mas se com isso conseguir ficar (ainda) mais fit, não me importo mesmo nada. Seria uma espécie de bónus, uma mais do que justa compensação por todos os problemas com que me tenha deparado nos últimos tempos.

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22
Jun16

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Este artigo é para ler, reter e ter sempre à mão, afinal nunca se sabe quando pode dar jeito usá-lo como atestado de atrasadez (essa acabei de inventar). Agora falando a sério, um estudo britânico, publicado no Nuffield Department of Clinical Neurosciences, sugere que forçar alguém a acordar antes das 10 da manhã é extremamente prejudicial para o metabolismo corporal, de tal modo que equivale a tortura.

 

De acordo com Paul Kelley, da Universidade de Oxford, forçar alguém a trabalhar e estudar antes dessa hora afeta fisica e emocionalmente o desempenho do corpo, podendo causar stress e exaustão.

 

A explicação para tal parece residir no argumento de que, antes dos 55 anos de idade, o ritmo circadiano dos humanos, o ciclo biológico influenciado principalmente pela variação de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite, é iniciado a partir das 10 horas da manhã. Para quem tem o hábito de dormir tarde e acordar cedo, os efeitos no cérebro é comparado à embriaguez.

 

Os investigadores defendem ser necessário uma mudança global nos horários, de modo a haver uma melhor sincronização. A ser assim este é um argumento mais do que válido para justificar os atrasos, especialmente quando levamos nas orelhas por parte das chefias.

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10
Mai16

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Acabo de ler uma crónica sobre as memórias que me inspirou a escrever sobre o tema. Memórias! Quem não as tem? Quem não gostaria que fossem todas felizes? Quem não gostaria de trocar algumas delas ou até mesmo banir outras para todo o sempre?

 

Haruki Murakami, um popular escritor e tradutor japonês, considera que as memórias tanto podem aquecer-nos por dentro como podem destruir-nos. Não poderia estar mais de acordo com isso e acredito que tu também. Nada dura para sempre, exceto as memórias. Uma parte de nós, mais não são do que o registo das nossas vivências, fazendo de nós o que somos.

 

Bem delas, mal delas, estas dão-nos a oportunidade de recordar bons momentos, relembrar estórias passadas, revisitar lugares que nos marcaram, reviver amores idos, regressar ao passado onde fomos tão in/felizes. Sejam elas que de natureza forem, é facto assente que a qualquer sentimento associamos memó­rias e pes­soas.

 

Não im­porta quanto tempo passou, não im­porta o que acon­teceu entretanto, as me­mó­rias possuem o dom de nos animar, amadurecer, amargurar, curar, perdoar, superar, (re)viver, sonhar, rir, chorar, acreditar, amar, aceitar, etc. Por tudo isso, a nós, mortais embebidos de memórias, cabe aceitá-las ou com­batê-las.

 

As terapias a favor do bem estar físico, emocional e psíquico são consensuais no que toca às memórias: podemos usá-las a nosso favor ou desfavor. E (mais) felizes são aqueles que conseguem apegar-se às felizes e desvalorizar ou mesmo erradicar aquelas que causam sofrimento.

 

Porque a vida é curta. Porque só vi­vemos uma vez. Porque estamos neste mundo para ser feliz. Porque da vida só levamos o que vivemos, lanço a mim mesma – e a ti também se quiseres alinhas – o desafio de investir mais e mais em memórias felizes e dar um chega para lá nas restantes.

 

Agora, mais do que nunca, pretendo fazer uma co­leção de me­mó­rias de que me or­gulhe. Viver a vida à minha maneira (bem isso já faço). Fazer as coisas que sempre desejei e nunca não em atrevi. Ir atrás do que eu quero. Valorizar bem mais as coisas que amo. Falar com pes­soas novas. Manter ou recupera o con­tato com an­tigas relações que me despertam doces e saudosas memórias. Re­solver, de uma vez por todas, as rela­ções me marcaram profundamente – pelos piores motivos.

 

As me­mó­rias que os ou­tros de nós terão serão o nosso único le­gado. De fe­li­ci­dade ou de tris­teza, convém é assegurar de que não serão arrepen­di­mentos. Quero ser capaz de es­boçar um sor­riso e reviver no­va­mente no mo­mento, mesmo que perante memórias que me causaram dor.

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04
Mai16

6 Benefícios do sol

por Sara Sarowsky

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Sabias que ontem, 3 de maio, assinalou-se o Dia Internacional do Sol? Pois eu só soube agora. Mais um pretexto para dar sequência ao tema do post anterior. Desculpa lá, solteira minha, mas estes dias só dá sol na minha vida (melhor dizendo, mente). O artigo de ontem era sobre os efeitos do sol no nosso sex apeal. O de hoje será sobre as vantagens da radiação solar (moderada) no combate a 6 doenças. Toma nota de seis delas:

 

1. Alivia a depressão - O sol aumenta os níveis de um dos antidepressivos naturais do cérebro, a serotonina. Em dias ensolarados, o cérebro produz maiores quantidades desse neurotransmissor do que em dias encobertos.

 

2. Previne cancro

Não são apenas as plantas que metabolizam a luz solar. Os seres humanos também. Através de um processo complexo, os nossos corpos transformam a luz solar em vitamina D revitalizante. A conexão entre a deficiência de vitamina D e o cancro é conhecida cientificamente. Porém, convém moderar na luz solar. Um estudo publicado no Journal of Steroid Biochemistry and Molecular Biology concluiu que a percentagem de casos de cancro do pâncreas é maior em países com menos quantidade de luz solar, devido à baixa absorção desta vitamina.

 

3. Menor risco de esclerose múltipla

A vitamina D desempenha um fator essencial nacmanutenção e fixação do cálcio nos ossos. Os níveis de vitamina D da progenitora durante a gravidez influenciam o risco de contrair esclerose múltipla no feto. Os nossos ossos agradecem uma boa e moderada exposição solar.

 

4. Benéfico para doentes com Alzheimer

A exposição à luz solar durante o dia, alternada com a escuridão da noite, ajuda a melhorar alguns aspetos da doença de Alzheimer, reduzindo a agitação, aumentando a eficiência do sono e diminuindo as insónias.

 

5. Sono mais tranquilo

Quando a luz solar atinge os olhos, o nervo ótico envia uma mensagem para a glândula no cérebro que produz melatonina (uma hormona que ajuda a dormir) diminuindo a sua secreção até que o sol se põe.

 

6. Diminui sintomas da psoríase

A exposição à luz solar é extremamente benéfica para as pessoas com psoríase. Um estudo demonstrou que uma terapia de banhos de sol durante quatro semanas provoca a diminuição significativa dos sintomas da psoríase em 84 por cento.

 

Muito me admira as pessoas, como a minha colega de casa, que não gostam do sol, nem tão pouco apreciam os seus efeitos na beleza, saúde e bem-estar. Pelo amor da santa, como é possível não se gostar do sol?

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18
Abr16

O fim da insónia: será?

por Sara Sarowsky

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Estou certa que concordarás comigo de que uma das coisas mais aborrecidas, incómodas e difíceis de gerir é a insónia. Ficar deitada na cama por horas e horas a fio sem que o sonho venha é daquele tipo de situação que acaba comigo. Infelizmente, tem-se tornado um hábito nos últimos tempos da minha vida.

 

Tem vezes que sei perfeitamente qual o motivo – preocupação, ansiedade ou desgosto –, pelo que nem me ralo muito, já que sei que será só uma questão de tempo até recuperar o sono. Mas quando não consigo atinar com nenhum motivo plausível para não conseguir embarcar no mundo dos sonhos, fico pra morrer. Foi o que voltou a acontecer uma noite destas. Do nada, sem quê nem porquê, o sono simplesmente recusou-se a dar o ar da sua graça.

 

De manhã, com aquele ar de zombie e uma brutal dor de cabeça, fui ao meu médico de família de plantão – o Google (quem mais?!) – para ver se ele me receitava algo. Entre um artigo e outro, deparei-me com uma solução que aparentava ser tão fácil, rápida e natural que até duvidei da sua eficácia. Mas dado, que não custava nada tentar, lá me propus a servir de cobaia a mim mesma para uma pesquisa in vitro.

 

Baseada numa técnica especial de respiração, a solução a que me refiro consiste num método conhecido como 4-7-8 e promete provocar sono em menos de 5 minutos. Nas suas pesquisas para combater stress e insónia, Andrew Weil, doutor em ciências médicas da Universidade de Harvard, desenvolveu esta técnica, praticada há séculos pelos melhores mestres de ioga da Índia.

 

Esta é tão simples quanto isso: inspirar o ar pelo nariz durante quatro segundos, manter o ar nos pulmões por sete segundos e exalar pela boca durante oito segundos. Ilustrando passo a passo:

  1. Deita-te de costas, na cama, com as palmas das mãos voltadas para cima (esta posição assegura que fiques confortável).
  2. Respira fundo e inala o máximo de ar que puderes, contando o tempo de 4 segundos.
  3. Segura o ar nos seus pulmões por 7 segundos.
  4. Expira o ar pela boca suavemente durante 8 segundos.
  5. Repete o procedimento 4-7-8 até adormeceres, o que possivelmente ocorrerá em menos de 5 minutos.

No meu caso, não me lembro quanto tempo demorei para pegar no sono, mas não foi muito, disso estou certa. Se também padeces deste mal, experimenta esta técnica. Quem sabe não resultará contigo também.

 

Não é de hoje que especialistas do corpo, da mente e da alma defendem o uso da respiração como forma de combatermos o estresse e promovermos o bem-estar físico, psíquico e emocional. Agora entendo o porquê e posso afirmar que, muitas vezes, para grandes problemas a solução pode estar em pequenas soluções.

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06
Abr16

O poder do açafrão

por Sara Sarowsky

 

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A propósito do meu almoço de hoje, arroz à valenciana, lembrei-me de partilhar contigo algumas curiosidades sobre o açafrão, um tempero que aprecio muito e que vai bem com (quase) tudo. Sobretudo com paella.

Inúmeros estudos de alta qualidade e rigor demonstram os benefícios do açafrão para o corpo e para o cérebro. Entre os mais evidentes, destacam-se efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, antidepressivos, melhoria da função cerebral, redução do risco de doenças do coração, prevenção e tratamento de doenças como diabetes, cancro, Alzheimer e artrite, efeito antiaging e combate a doenças crónicas relacionadas com o envelhecimento.

O açafrão previne leucemia, impede que o cancro de mama se espalhe, reduz inchaço e inflamações, inclusive nas articulações, fortalece o sistema digestivo, auxilia a circulação sanguínea, regula o nível de açúcar no sangue e aumenta a imunidade do organismo. Para todas essas condições, basta ingerir meia colher de chá misturada na água, todos os dias.

No que toca ao bem-estar físico, os seus principais benefícios prendem-se mais com os cuidados da pele, uma vez que regula a pigmentação, trata a acne, o eczema e a psoríase. Ingerir açafrão com frequência ajuda a diminuir manchas escuras na face, causadas pelo sol, e deixa o tom de pele com a sua cor natural. Para além disso, pode usar esta substância nestas mezinhas caseiras:

* Para clarear a pele: misturar bem ½ colher de sopa de açafrão com 1 colher de sopa de sumo de limão (ou, em alternativa, 1 colher de sopa de sumo de pepino); passar no rosto; deixar agir 20 minutos e retirar com água fria. O uso regular desta máscara proporciona uma pele clara, hidratada, com aspeto brilhante.

* Para eliminar as marcas da acne: misturar 1 pitada de açafrão com 1 colher de sopa de pó de sândalo; acrescentar água suficiente para obter uma pasta lisa; passar no rosto; e deixar cerca de meia hora (dependendo da gravidade da situação, repetir 2 vezes na semana, ou três).

* Para exfoliar e tonificar o corpo: separar 2 colheres de sopa (ou mais, dependendo do teu tamanho) de farinha de grão-de-bico - que pode ser obtida a partir da trituração dos grãos secos -; adicionar ½ colher de chá de açafrão; acrescentar leite em caso de pele normal e água de rosas em caso de pele oleosa; passar por todo o corpo em movimentos suaves e circulares; deixar atuar por 10 minutos; e em seguida tomar banho normalmente.

* Para remover estrias: juntar 1 colher de sopa de iogurte natural a 2 pitadas de açafrão; esfregar sobre as marcas e deixe agir por 10 minutos e enxaguar. Deve ser repetido todos os dias.

* Para curar cortes, feridas, psoríase ou eczema: aplicar (2x por dia) o açafrão puro sobre a área a ser tratada.

* Para eliminar cravos: esfregar o pó de açafrão diretamente sobre ele, durante 5 minutos, todos os dias, até que seja eliminado.

Por acaso nunca experimentei nenhuma delas, mas é minha intenção fazê-lo logo que possível. Dado que o dinheiro para tratamentos estéticos mais elaborados (refiro-me a spa’s e clínicas) há muito que não abunda para os meus lados, resta-me recorrer a este tipo de soluçõe e rezar para que funcionem. Espero que a máscara facial revele-se particularmente eficaz no combate a estas malditas manchas na cara, efeitos secundários "daquela" alergia, que está a mutilar a minha autoestima. Morro por dentro cada vez que me vejo ao espelho – só de lembrar que apenas uns meses atrás tinha uma pele maravilhosa.

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Ninguém melhor do que nós mesmos para lidar com a nossa própria vida, sonhos e paixões. Daí que seja imperativo não permitirmos certas coisas por parte dos outros. Coisas essas que pouco ou nada acrescentam à nossa felicidade. Bem pelo contrário!

 

A meu ver, um dos luxos da idade adulta é o livre arbítrio para podermos decidir quem deve (ou não) fazer parte do nosso círculo de convivência. A nós mulheres então, na qualidade de criaturas confiantes e bem resolvidas, cabe-nos a tarefa - muitas vezes dolorosa e ingrata - de afastar de nós certo tipo de pessoas e de atitudes que simplesmente boicotam a nossa felicidade. O artigo de hoje debruça-se sobre algumas delas:

 

1. Quem sabe da tua vida és tu: Não permitas que te digam como viver a tua vida, e muito menos que nela interfiram nela, sobretudo em relação ao que deves vestir, com quem deves namorar e o que deves comer.

 

2. A tua paz de espírito deve ser sagrada: Bane da tua vida as pes­soas tóxicas, que servem apenas para perturbar a tua paz de espírito, sugar a tua energia e interferir com o teu bem-estar psíquico e emocional.

 

3. A tua vida privada deve ser inexpugnável: A vida é tua e só tu sabes as batalhas que enfrentas todos os dias. Por isso mesmo, não temas em manter dis­tância dos bis­bilho­teiros e das pes­soas que não se im­portam con­tigo, mas que, ainda assim, insistem em intrometer-se e dar palpites na tua vida privada.

 

4. O sonho comanda a vida: Evita contato com todo aquele que faz pouco dos teus sonhos, que os desvaloriza e até ri deles. Em compensação, cerca-te de quem acre­dita neles e que te pode ajudar a realizá-los.

 

5. Tolerância zero para com segundas oportunidades: Com isso quero dizer que dar uma se­gunda hi­pó­tese a pessoas que já te desiludiram e nas quais deixaste de confiar é o mesmo que esperar que chova no deserto do Saara. Ou seja, espera-se demasiado tempo para presenciar tal fenómeno. Acre­ditar nas promessas de quem não soube merecer a tua confiança não passa de ilusão, por isso afasta-te desse tipo de espécie humana.

 

6. Se conselho fosse bom, seria pago: Todo mundo tem conselhos para dar sobre tudo e mais alguma coisa. Sobre a vida alheia, então…. Perante aquelas pessoas que passam a vida a dizer-te como deves viver a tua, em especial as que não põem em prática o que apregoam, só há uma coisa sensata a fazer: não desperdiçares o teu tempo com elas, já que o mais provável é que não saibam o que é me­lhor para elas quanto mais para ti.

 

7. Os fracassos são teus e mais ninguém tem direito a fazer uso deles: In­fe­liz­mente, algumas pes­soas sentem-se me­lhor me­nos­prezando os ou­tros. Não permitas que tal aconteça contigo. Man­tém-te firme na tua po­sição e evita o tipo de pessoas que te atira com os fracassos à cara e te faz sentir incompetente ou incapaz.

 

8. És digna de amor sim e ponto final: Por isso, evita as pessoas que in­sistem em dizer que és com­pli­cada e tal e que de­verias mudar. Acredita que existem pes­soas que te amam e te aceitam exatamente como és, ou seja, com todos os teus defeitos. São essas que interessa ter sempre por perto. O resto é o resto. E nunca ninguém precisou de restos para ser feliz.

 

9. Usar e abusar da tua bondade: Permitir que façam uso indevido das tuas qualidades mais altruístas é emocionalmente desgastante e uma batalha inglória. Dás o teu melhor e, em contrapartida, absorvem toda a tua boa vontade, sem falar no teu tempo, sem nada de bom dar em troca. Escusas deixar de ser uma boa amiga para saberes iden­ti­ficar quando alguém te toma por garantida.

 

10. É a paixão que nos faz querer ir mais além: Não deixes que te desviem da tua paixão, ainda que esta pa­reça insana, exequível ou incapaz de te garantir o sustento. Per­mitir que os ou­tros in­ter­firam com a tua verdadeira vo­cação é abrir mão do melhor de ti e deixar que outros assumam o comando da tua vida.

 

11. O teu tempo é mais importante de que o tempo dos outros: Não deixes que te pressionem com limites de tempo. As pessoas adoram ca­lendá­rios e prazos, mas isso não quer dizer que tenhas que te regular em função delas. Dá o teu me­lhor, sempre dentro do teu timing, e deixa a vida te levar.

 

12. Os artigos é que levam rótulos: Não permitas que te rotulem. As pessoas adoram ro­tular os ou­tros - vul­ne­rável, emo­ci­onal, louco, inde­ciso, chato, exigente, com­pli­cado e por aí adiante - porém não és obri­gada a aturar isto. Abre mãos de todos os ró­tulos para não ter que levar com nenhum deles.

 

13. Os teus planos devem ser a tua prioridade: Não permitas que te façam desistir dos teus planos. E se fores abrir mão deles, que seja por ti e não pelos outros. Na vida há que arriscar e de ter fé, pelo que não vale a pena par­tilhares os teus planos e as tuas ideias com quem não será capaz de os en­tender.

 

14. Os erros alheios não são responsabilidade tua: Não deixes que te culpem pelos erros dos outros e muito menos admitas que te usem como saco de pancada ou bode ex­pi­a­tório para fa­lhas alheias.

 

15. Cada um tem o lugar que merece na tua vida: Dá a cada pessoa o lugar que ela merecer, caso contrário, corres o risco de te sentires usada, esgotada ou até mesmo de­ce­cionada. Se alguém te trata como prioridade, dá-lhe um lugar de destaque na tua vida. Se não, relega-a para os bastidores, de preferência dentro de um armário trancado a cadeado e cuja chave caiu num calabouço.

 

Para o bem da nossa sanidade mental, social e, porque não dizer física, convém não darmos margens a esse tipo de atitudes, que só servem para nos deixar ansiosos, estressados, diminuídos, infelizes, frustrados e ressentidos. Se para isso tivermos que banir algumas pessoas do nosso convívio…, olha temos pena. O importante é sermos e estarmos felizes, pelo que quem não contribui para tal coisa, não merece fazer parte da nossa vida.

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