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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

16
Abr18

Ser sexy é isto!

por LegoLuna

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Ora viva!

 

Já aqui manifestei a minha convicção de que, em matéria de atração e sedução, a beleza por si só não é garante de coisa nenhuma. Há quem atraia de cara mas seja incapaz de dar continuidade à sedução e há quem seduza sem ter atraído à primeira vista. É preciso bem mais do que uma carinha laroca ou um corpinho esculpido para que uma pessoa possa ser considerada irresistível.

 

A sensualidade não se resume ao visível, ao palpável, ao tangível. Pelo contrário, o que faz dela uma arma tão letal é justamente a combinação da aparência com aquele je ne sais quoi que a todos fascina e aos homens deixa com água na boca. Ser sexy é saber conjugar o físico com tudo o resto (e esse tudo o resto abarca o intelectual, o emocional, o social e até o profissional).

 

Quem nunca se cruzou com uma pessoa fisicamente desprovida de encantos, mas que, após algum tempo de contacto, se revela um ser extraordinariamente cativante, ao ponto da sua aparência ficar relegada a um papel secundário?

 

De pouco ou nada nos serve ter uma figura escultural se o conteúdo não for de encontro a essa imagem. Grande hipócrita seria eu se viesse para aqui apregoar que a beleza não tem o seu valor. Ela é importante para a maioria dos mortais, e eu não sou exceção. Para alguns, ela é fundamental até. Afinal, o primeiro sentido a que recorremos quando se trata de interação (social ou sexual, dá no mesmo) é a visão. A primeira impressão é construída com base naquilo que vemos, pois são os olhos que nos permitem avaliar o objeto do nosso interesse.

 

Salvo raras exceções, se não soubermos nos expressar, se não formos interessantes ou não conseguirmos sustentar uma conversa, dificilmente a nossa beleza consegue resistir ao desapontamento proveniente de uma expectativa defraudada. A pensar nisso, a ciência – na sua incessante missão de compreender, prever e, se possível, antecipar o comportamento humano – identificou cinco formas de nos tornarmos irresistíveis, independemente do nosso aspeto físico:

 

1. O humor é sexy
Toda a gente gosta de rir, motivo pelo qual saber fazer os outros darem gargalhadas seja uma caraterística tão apreciada. Estudos recentes mostram que, embora homens e mulheres digam que apreciam o sentido de humor num potencial parceiro, não se estão a referir ao mesmo. As mulheres gostam de homens que as façam rir e os homens gostam de mulheres que riam das suas piadas.

 

2. A personalidade é sexy
A personalidade é que nos confere uma individualidade única. Segundo estudos realizados com indivíduos de dez regiões do mundo, as pessoas agradáveis e conscientes são melhores conjuges e pais; enquanto que as desagradáveis e inconscientes têm mais parceiros sexuais — ou seja, exibem níveis mais altos de promiscuidade. Ah, e têm tendência para a infidelidade.

 

3. A forma de sentir é sexy
O modo como nos sentimos quando estamos com alguém confirma a teoria de que não nos apaixonamos por uma pessoa, mas sim pela forma como nos sentimos quando com ela estamos. Sentirmo-nos animados ou estimulados está intimamente relacionado com aqueles que nos rodeiam, mesmo que esses não sejam a causa direta do nosso estado de espírito. Pode parecer grosseiro resumir uma relação a esta equação, mas a verdade é que é exatamente isso que acontece na prática.

4. O que se diz é sexy
Saber transmitir informações pessoais e emocionais é uma forma poderosa de estebelecer conexão com os outros. Tem coisa mais irresistível do que estar com alguém que fala do que sabe e sabe do que fala, que acredita naquilo que diz e, sobretudo, que o faz com alma? Modéstia à parte, uma das minhas armas de sedução mais poderosa é justamente o dom da palavra. Ainda há dias referiram-se publicamente à minha pessoa nestes termos: "É brutal a tua capacidade de comunicação. Não há palavras. Tocas a alma pela genuinidade da tua postura. Parabéns querida Sara por seres por dentro tão bonita e especial como és por fora."

 

5. Amor à primeira vista é sexy
Fantasias à parte, existem vários estudos que comprovam que "amor à primeira vista" é real. O autor de Love at First Sight, Earl Naumann, concluiu que o amor à primeira vista não é uma experiência rara. Pelo contrário, segundo ele, se nele acreditamos, a probabilidade de nos acontecer é de cerca de 60%. É caso para se dizer: "Que venha então o amor à primeira vista".

 

Como ficou claro, ser sexy não implica — de todo — usar roupas minúsculas e muito menos andar a distribuir olhares languidos a torto e a direito. Ser sexy implica conhecer-se e tirar partido de uma série de caraterísticas, das quais se destacam estas cinco. Claro que existem mais. Por exemplo, para mim saber dançar é sexy, saber sorrir com os olhos é sexy, ter bom gosto é sexy e gostar de si é hot.

 

Ser irresistível está ao alcance da habilidade de cada um em saber usar aquilo que de melhor tem para oferecer aos outros.

 

Até!

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Viva!

 

No dia 28 que vem, vou participar, pela primeira vez, num workshop de reprogramação mental. Era algo que há muito ambicionava, só que por um motivo ou outro – quase sempre monetário – este desejo foi sendo adiado, adiado, adiado... Até agora.

 

De PNL (Programação Neurolinguística) já deves ter ouvido falar. E sobre a reprogramação mental, o que me sabes dizer? Para falar a verdade, eu mesma pouco sei sobre o assunto. O que sei, e basta-me, é que pode ser um poderoso aliado na hora de mudar a forma de pensarmos e encararmos a vida. Disse-te que estou encentando mudanças profundas na minha vida, não disse? Pois, este é mais um passo nessa direção.

 

Creia-se ou não no invisível aos olhos, uma coisa é certa: tudo é energia! Até o génio Einstein teve que se render a esta evidência. Basta um google it para confirmares o que acabei de escrever. Ora pois, se tudo é energia, ao mudarmos a nossa, estaremos em condições de mudar radicalmente as circunstâncias atuais e vindouras. Ou seja, ao reprograrmos a nossa mente podemos transformar a nossa vida, dando-lhe aquele rumo que tanto desejamos, e merecemos.

 

Como se processa? Sendo a reprogramação mental uma capacidade humana de dominar a própria mente trocando informações neurais anticrescimento por informações prósperas e evolutivas, ela atua com recurso a técnicas baseadas em vibrações energéticas mais elevadas, dizem os especialistas. Como funciona? Respondo-te no dia 29 de abril. O que por ora te posso adiantar é que durante o evento o profissional de serviço fará recurso a técnicas como autohipnose, meditação, visualização, ho’oponopono, só para citar aquelas que me deixaram a salivar.

 

Incrível a forma como a idade nos impõe uma maturidade e uma humildade mental e espiritual. Eu, uma cética crónica desde o berço, jamais me vi a embarcar neste tipo de aventuras imateriais. Como a vida é uma eterna caixinha de surpresas, e uma educadora paciente, eis-me aqui predisposta a reprogramar a minha mente na convicta expectativa de que tal procedimento me ajude a atingir os meus objetivos e a alcançar uma existência mais plena e feliz.

 

Se te quiseres juntar a mim nesta odisseia espiritual, apita que terei todo o gosto em dar-te uma boleia. Quem sabe não é o que também tu estás a precisar para dares um novo rumo à tua vida. Bom fim de semana e até breve!

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Viva!

 

Por estes dias, tenho duas "manamigas" que andam por demais precisadas de palavras de conforto, amizade e solidariedade, tamanho é o peso da dor que carregam nos seus ombros. A elas, mas também a todos aqueles que estejam a braços com alguma provação, dedico esta crónica, como forma de lhes transmitir alento e esperança.

 

Sei muito bem o quanto a vida pode ser dura, mas também sei a força de uma palavra amiga nessas alturas. Não é à toa que dizem que alegria dividida é alegria a dobrar e tristeza dividida é meia tristeza.

 

As profundas mudanças que tenho estado a incrementar na minha vida de há uns tempos para esta parte têm vindo a reforçar a minha crença – inabalável, diga-se de passagem – de que a vida vale a pena, no matter what. Vale sim, ai vale vale! Contudo, só nos apercebemos disso quando nos dispomos a abraçá-la sem reservas; a encará-la nos olhos, sem baixar a cabeça; a levantarmo-nos sempre que ela nos passa uma rasteira e a continuar a caminhada mesmo com os pés em carne viva.

 

Ela não é fácil; na verdade, não é sequer suposto ela ser. Tem vezes que achamos que não aguentamos tamanha carga e tem outras que sentimos que toda ela conspira a nosso desfavor. Quem nunca? Ainda assim, ela continua a merecer que não desistamos dela. Ainda assim, ela continua a merecer o benefício da dúvida, mais não seja para ficarmos a saber qual a sua próxima jogada.

 

Queridas amigas, façam-me o favor de não desistir da vida, porque ela não desistiu de vocês, por mais que ela vos dê a entender que sim. Ela só está vos pondo à prova, no intuito de avaliar se são, de facto, dignas das graças que, com toda a certeza, vos estão reservadas.

 

Viver é preciso! Atenção que eu escrevi "viver" e não "existir". Viver é que nos move no caminho da felicidade. Existir é o que nos faz respirar, dormir, trabalhar, pagar as contas e por aí fora. Existir é viver sem alento, sem alegria, sem brio, sem esperança, sem magia. Nos tempos atuais, a maioria das pessoas existe, ao invés de viver. Até pouco tempo atrás, também eu integrava esse lote humano. Hoje não! 

 

Hoje escolho só tomar como garantido o "aqui" e "agora". Hoje escolho desfrutar da vida como se não houvesse amanhã. Hoje escolho desapegar-me do que me possa vir a acontecer no futuro. Hoje escolho seguir a máxima "um dia de cada vez". Hoje escolho viver!

 

Hoje escolho ser feliz, do jeitinho que dá para ser. Sem ter tudo o que quero, mas querendo tudo o que tenho. Porque eu quero, porque eu posso, porque eu mereço e porque a vida só faz sentido se for para ser assim.

 

Noite feliz e até à próxima!

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11760086_1008355652537998_1052707973627477187_n.jpViva!

 

Sem muita inspiração para uma crónica inédita (além de estar a estudar o código da estrada, estou a dirigir o falecimento de um parente muito próximo, e ainda por cima jovem), espero que te contentes com esta eloquente crónica do José Paulo do Carmo sobre aquilo que ele chama de "agitadores sociais", subespécie humana com a qual me identifico plenamente. Se bem te conheço, garanto-te que vais gostar do que aí vem.

 

Gosto mais dos que dizem o que pensam do que os que pensam muito no que dizem.
Gosto dos que o fazem de peito feito, não para serem incorretos ou só para serem do contra mas que odeiam subserviência.
Que abominam "lambe-cus" e que lhes dá urticária só de olhar para "engraxadores".
Dos que vão sem medos, quase sempre sozinhos e não se escondem em comentários cobardes atrás de um qualquer nome fictício nas redes sociais.
Os que dão a cara e não se escondem, que se informam, se transformam e mudam de opinião quando vão para melhor.
Os que crescem e evoluem.
Que assumem os seus erros como parte da sua construção pessoal e não têm vergonha de pedir desculpa.
Os que falam do que sabem, que pesquisam e analisam e que vencem pelos seus méritos sem ter que andar de mão estendida no meio da multidão, porque desses já há cá de sobra.


Gosto dos que fazem da palavra a sua bandeira, dos que trabalham para serem felizes e terem sucesso, que gostam de partilhar o seu conteúdo e que falam mesmo quando sabem que o mundo inteiro vai estar contra.
Dos que defendem posições e convicções, dos que são incómodos sem ser injustos, que não vivem da produção de tudo aquilo que não são e que mesmo que às vezes façam um esforço para estarem calados não conseguem. Porque é puro, natural e incorrigível.


Gosto dos que sabem que podem prejudicar a sua vida social e a sua carreira mas que não sucumbem aos vícios, aos interesses instalados e às mordaças políticas. Dos que preferem felicidade interna bruta ao produto interno bruto e que entre a esquerda e a direita preferem aquilo que os faz sentir bem, que os preenche e que pensam ser melhor em determinado momento para determinada situação especifica.
Dos que analisam caso a caso e não generalizam.
Gosto dos que participam quando por vezes era tão mais fácil ficar de boca fechada e que o fazem por uma questão de principio, de coerência e dever cívico.

 

Gosto dos que são tão livres que num primeiro momento são ostracizados e postos de parte, mas depois puxados para bem perto para ver se os compram e se os mantêm "domados" e controlados e ao serem goradas as expectativas ficam na linha do respeito cumprindo a distância de segurança com receio do que possam fazer.
Adoro quando os que estão habituados a ter "lambe-botas" ao seu redor apanham um destes.
Dos que conquistam o direito a dizer o que lhes vai na alma mesmo que nem tudo seja certo. Que arriscam sem subterfúgios ou meias palavras e que pensam no que os filhos um dia irão pensar deles à frente de um tacho ou de paninhos quentes.

 

Gosto de quem ainda acredita que pode existir ética na vida, dos que sabem criticar mas que elogiam ainda com maior prazer.
Dos que não são sempre do contra e que têm sensibilidade para dar valor a atitudes e a gestos.
Dos que não decidem em função da cor mas sim do que está certo, dos que sabem que nem tudo está bem mas que certamente não estará tudo mal.
Dos positivos que não se encolhem e que acham que podem mudar o mundo mesmo sabendo que não mudando quase nada se sentem na obrigação de fazer a sua parte.
Dos que não são rançosos e invejosos, antes compreensivos e exigentes, solidários e calorosos.


Insaciáveis apaixonados pela liberdade de pensar e opinar, eternos incompreendidos, esta espécie em vias de extinção. Os agitadores sociais.

 

Depois desta brilhante abordagem, é com a alma leve, o pensamento desanuviado e o coração renovado de esperança num mundo melhor que retomo os meus estudos de sinais, regras e tudo o mais que me é exigido saber para ser considerada apta à condução de um ligeiro de passageiros. Até breve!

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11705375_1008843785822518_7184954541760765737_n.jpViva!

 

De pessoas tóxicas já aqui falei, estou certa. Que tal falar-te agora de uma outra espécie de humanóides que pouco ou nada contribuem para o bem-estar psíquico e emocional daqueles com os quais cruzam? Refiro-me aos psicopatas do quotidiano, cujos "traços de personalidade podem ser encontrados nos briguentos do trânsito, nos vizinhos problemáticos ou nos progenitores que fazem chantagem emocional com os filhos", segundo explicação da psiquiatra Katia Mecler, no livro Psicopatas do Quotidiano (à venda na Fnac por 10,85€).

 

Se é inevitável que nos deparemos com psicopatas de pequeno porte – tipos que seduzem, manipulam, amedrontam ou sufocam, causando desconforto e até medo – também o é que, embora não sejam propensos a matar (como os psicopatas a sério), acabam por nos perturbar a vida. Do estilo, "não mata, mas mói", se é que me entendes.

 

No intuito de nos ajudar a reconhecer esses psicopatas do quotidiano, com quem acabamos por lidar diariamente, esta especialista da mente aponta algumas caraterísticas comuns, que passo a citar:

1. Não deseja nem desfruta de relações íntimas

2. Prefere atividades solitárias

3. Tem pouco interesse por experiências sexuais

4. Referências e crenças estranhas ou pensamento mágico

5. Desconfiança ou perceções paranoides

6. Pensamento e discurso diferente do convencional

7. Suspeita, sem fundamento, de estar a ser explorado, maltratado ou enganado

8. Preocupação injustificada com lealdade de amigos e colegas

9. Incapacidade de confiar em quem quer que seja

10. Incapacidade de ajustamento às normas sociais

11. Tendência para a falsidade

12. Irritabilidade ou agressividade

13. Esforços desesperados para evitar ser abandonado

14. Costuma ter relacionamentos intensos e instáveis

15. Tem problemas de identidade

16. Desconforto em situações em que não se é o centro das atenções

17. Comportamento sexualmente sedutor e exagerado

18. Mudanças emocionais rápidas

19. Sensação grandiosa da própria importância

20. Fantasias de sucesso ilimitado, na vida profissional e na vida amorosa

21. Crença de ser único e especial

22. Dificuldade em tomar decisões por si próprio

23. Passa as responsabilidades que tem na vida para outras pessoas

24. Raras manifestações de desacordo, para não perder apoio ou aprovação

25. Evitar atividades profissionais que incluam contacto interpessoal significativo

26. Não se envolver com os outros sem a certeza de que serão bem recebidos

27. Ser reservado nas relações íntimas, por vergonha ou medo do ridículo

 

O acima exposto permite concluir que esses pequenos psicopatas encontram-se em toda a parte: na sociedade, no trabalho e até na família. Na Internet, principalmente através das redes sociais, é cada vez mais fácil identificá-los; basta prestar atenção ao que partilham.

 

Quem foi incapaz de identificar alguém das suas relações que fale agora ou se cale para sempre. Da minha parte nem um pio pretendo dar, já que obriga-me a honestidade a admitir que ao longo da minha vida tenho lidado com uma infinidade de exemplares destes. Até eu acuso três dos sintomas. Olha que sorte a minha!

 

Despeço-me com um até à próxima e desejos de uma noite feliz!

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Abr18

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Viva!

 

Se dúvidas houvesse de que boas ondas me guiam por estes dias, estas previsões da conselheira espiritual deste blog, Isabel Soares dos Santos, acabam de dissipá-las de vez. Obrigada nossa guru do bem por toda a sabedoria e generosidade com que agracias o Ainda Solteira.

 

Os três primeiros meses do ano foram um tanto ou quanto cansativos, com muita coisa para fazer ao mesmo tempo, muito para organizar, oportunidades que não se quiseram perder e que fizeram com que tentássemos "jogar" em todas as frentes. Tudo isto, a juntar ao Mercúrio retrógrado, até ao dia 15 de abril, faz prever que temos pela frente duas semanas com alguns contratempos e muita frustração à mistura. Mas nem tudo é mau. Aos poucos a confusão e o desgaste dissipar se ão e tudo começará a melhorar.

 

Abril será o mês em que começamos a ter clareza para percebermos melhor as oportunidades à nossa frente, mas ainda temos algum receio em arriscar. Como mostra a imagem: a porta da gaiola está aberta e à frente existe um céu de oportunidades em aberto. Por isso, o mês promete. Na primeira quinzena irá existir a tendência para ficares parada à porta da oportunidade a observar, mas nas semanas seguintes, e até ao final do mês, a palavra de ordem será voar e arriscar.

 

Nada irá impedir a existência de um futuro melhor. Todas as portas estão abertas, todas as oportunidades em cima da mesa. A única coisa a fazer é aproveitares bem os primeiros dias deste mês para decidires o que desejas fazer, ponderar todas as possibilidades até chegares a uma conclusão. Depois da decisão tomada é só "abrires as asas e voar"!

 

Não percas mais do teu precioso tempo estagnada ou simplesmente a apreciar a paisagem. Tens tudo para vingar e alcançares os teus maiores sonhos. Mas para isso, é fundamental que compreendas que as tuas maiores realizações acontecem depois de algumas batalhas, de várias noites sem dormir e de muitos medos derrubados. Tudo isto faz parte da construção e da caminhada para algo muito melhor.

 

Quem estiver disposta a derrubar todos os medos e a caminhar para algo muito melhor, cá estarei para apoiar. 🙏

 

Desejos de um mês de libertação e abertura de espírito para algo muito melhor!

 

Abraço de Luz,
Isabel

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Viva!

 

Acontecimentos excecionais justificam posts excecionais, daí que te escreva, excecionalmente, num dia de domingo. Muito tem-me acontecido nos últimos dias; e é precisamente esse muito, ou pelo menos parte dele, que faço questão de partilhar contigo, tamanho o seu impacto na minha vida, e neste blog, por certo.

 

Mudei! Mudei de casa, mudei de telefone, mudei de sentimento, mudei de vida, ao fim e ao cabo. Conheces aquela canção que é o génerico de uma série do canal 1, Bem-vindos a Beirais, se não me engano? Ela é uma fiel narrativa do estado de espírito que me tem assolado nos últimos tempos e que, volta e meia, aqui deixei transparecer. Algumas dessas batalhas que tenho vindo a travar culminam agora numa retumbante vitória, que, confesso, jamais pensei ser possível a esta altura da beligerância.

 

Mas a vida é assim mesmo: uma vezes mãe, outras madrasta e, por vezes, fada-madrinha. Para gaúdio meu, por estes dias ela resolveu vestir a terceira farda. Num passe de mágica, de modo inesperado, generoso e caprichoso até, ela tudo mudou, trazendo uma merecida e aclamada lufada de esperança à minha vida.

 

No último post, contei-te que estava de bagagem aviada para uma nova residência, mudança essa que se concretizou na manhã deste sábado. Entre incontáveis descidas de um 4º andar (sem elevador) e subidas para um 6º andar (com elevador), lá se fez a transição de código postal sem uma única baixa a registar. Acreditas que, mesmo sem caixas nem papel de jornal à volta, não se partiu uma só peça de louça? Sucesso absoluto, da exclusiva responsabilidade do corpo de intervenção que esteve envolvido em toda operação.

 

Sentada na cama – sequer me lembro da última vez que escrevi nestas circuntâncias – no conforto da minha suite master, a inspiração corre-me solta pelos neurónios. Pudera. Além de uma monumental varanda com vista para tudo e mais alguma coisa (diz quem aqui vive há muito que nos dias desanuviados é possível ver a olho nu a Serra da Arábida, vê lá tu!), este meu reino da Graceland é limitado à direta pelas terras do Marquês do Pombal e à esquerda pelas do Duque de Saldanha. É caso para se dizer: bendita sou eu entre a nobreza alfacinha.

 

Ainda que destituída de telefone e internet e cansada até à medula, não poderia sentir-me mais realizada. Na verdade, não me vem à memória a última vez que me senti assim, tão bem, tão em paz. Assim que me habituar ao barulho deste trânsito frenético e incessante, que não dá tréguas nem mesmo ao fim de semana, serei uma mulher ainda mais realizada.

 

Quem comigo convive sabe que há muito acalentava o desejo – que muitas vezes chegou a soar como uma fantasia, de tão inalcansável que parecia – de morar sozinha, ou pelo menos partilhar espaço somente com a Natalie, a minha companheira de casa, lutas, sonhos, projetos e, mais importante que tudo, filosofia de convivência habitacional.

 

Desde os tempos de estudante que venho partilhando casa. Já tive colegas de raças, nacionalidades, credos, formações e educações bem distintas. Aos 20 anos encarava a coisa como uma aventura. Aos 30, uma força das circunstâncias.  Aos 40, uma fatalidade, que estava a dar comigo em doida. Ainda que no último ano e meio não tenha havido dança de cama no Dona Estefânia 7, a verdade é que achava cada vez menos piada ao ter que partilhar o meu espaço com forasteiros, cuja presença me era imposta por um dos elementos.

 

Para além de me ver obrigada a abrir mão da minha privacidade, da minha rotina e do meu sossego, ou seja, da minha paz de espírito, a presença de pessoas estranhas à casa implicava a esta pobre criatura trabalho a dobrar. Ainda que sob acusação de excesso de asseio (quero lá saber, antes isso do que ser porca), uma habitação limpinha e organizada é algo do qual nunca consegui abrir mão. Por trabalhar em casa, é nela que passo a maior parte do meu dia, em primeira instância, e da minha vida, em última. Diz-me lá se é um absurdo tão grande que faça questão que esse espaço esteja sempre impecável?

 

Xiiiiiii, a crónica já vai no parágrafo 7 – eu disse que a inspiração corria solta, não disse – e tanto mais há para dizer. Queria falar de como esta mudança calhou numa altura deveras auspiciosa, já que a Páscoa (a celebração mais importante para a comunidade católica) está associada à ressureição, que é com quem diz à vida depois da morte. Exatamente o que esta mudança representa para mim. E para a Natalie, acredito.

 

Pelos vistos, vai ter que ficar para a próxima, assim como para a próxima vai ficar a imagem da vista da minha varanda. Agora vou aí ao vizinho ver se lhe consigo cravar 10 minutos de internet, tempo suficiente para te fazer chegar este post.

 

Despeço-me com um abraço mais amigo do que o costume e desejos de que a tua Páscoa seja tão abençoada quanto esta nova fase que ora se inicia para esta ainda solteira que tanto bem que quer.

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Viva!

 

Depois de quase uma semana sem dar as caras por aqui, eis-me de volta ao teu convívio. Por estes dias o tempo anda tão minguado que me foi de todo impossível reunir as condições desejáveis à boa escrita. Caprichosa como ela só, a vida tem dessas coisas: quando é para acontecer vem tudo em catadupa, sem hora marcada.

 

O tempo livre, até então dedicado em regime de exclusividade ao Ainda Solteira, sofreu uma drástica redução. Como mais vale tarde que nunca, parece que é desta que, finalmente, me tornarei uma orgulhosa portadora de outro cartão rosa, só que que desta vez emitido pelo IMT, em vez do SEF.

 

Diz-se que à terceira é de vez, por isso não tenho desculpa, dinheiro e muito menos descaramento, para não picar o ponto na escola de condução durante as próximas semanas.

 

Como uma mudança (seja ela boa ou má) de solitária só acusa uma costela, estou de malas, caixas e sacos aviados rumo a um novo código postal. É, meu bem, depois de década e meia, vou deixar os domínios da Estefanilândia. O que me consola é que a separação será uma mera questão de localização geográfica, já que faço questão de manter-me por perto, não vá o bairro entrar em depressão por saudade minha.

 

Agora que já te fiz um breve apanhado do que tem sido a minha rotina nos últimos dias, permita-me partilhar contigo a estória do Bruno M., um militar da marinha e bombeiro voluntário que rompeu com o espartilho social do preconceito e assumiu a sua paixão (e talento) pela arte do bordado em ponto cruz. Sim, leste bem!

 

Porque a arte não deve (nem pode) ter género e porque sei reconhecer uma boa oportunidade para chegar aos meus leitores masculinos, fica aqui o poderoso testemunho de quem fez de um passatempo pouco comum uma forma de estar na vida e na sociedade.

 

"Ola, bom dia.

Sou o Bruno, tenho 36 anos, sou casado, tenho dois lindos filhos, um de dois anos e meio e outra de cinco anos. Sou militar da marinha há 16 anos, sou bombeiro voluntario, sou pai, marido e tudo o mais que um homem com família é. Mas para além disso tenho um "hobbie" muito pouco comum para um homem: faço ponto cruz…

Projeto este que começou com uma simples oferta a um familiar há cerca de sete anos e aos poucos foi crescendo, ao ponto de atualmente eu ter o certificado de artesão do IEFP bem como a UPA (Unidade de Produção Artesanal). Todo este projeto é dividido a dois, pois a esposa também faz parte dele.

Este meu mail vai ao encontro de duas ideias nossas: levar este nosso projeto o mais longe possível e desmistificar que fazer ponto cruz é só para senhoras.

Somos criadores de muitas peças de designer único (a esposa é formada em designer de equipamentos), bem como outras personalizadas ao pormenor. O cliente pode pedir tudo ao seu gosto. Fazemos de tudo um pouco, pois só assim angariamos alguns euros para desenvolvermos os nossos projetos mais arrojados. Como pegar numa cadeira com mais de cem anos e bordar ponto cruz no acento em palhinha de origem.

Durante estes sete anos andei sempre escondido atrás da nossa marca 'Bis Ponto Cruz', pois tinha medo que as pessoas me descriminassem, o que, de facto aconteceu algumas vezes. Mas aos poucos os amigos foram passando a palavra, ao mesmo tempo que iam dando apoio no sentido de eu olhar em frente e falar abertamente desta minha paixão. O maior salto foi dado quando fomos contactados para irmos a um programa de televisão. De início, recusámos o convite, mas, também aí, os amigos fizeram grande pressão no sentido de darmos a cara e falarmos abertamente do assunto. Foi aí que decidimos avançar e "dar o corpo às balas" pelo nosso projeto e eu sair da sombra da marca e avançar sem medo.

Nesse sentido estou aqui a dar a conhecer um pouco o nosso projeto e a saber em que sentido nos pode ajudar a chegar mais longe. Estamos de mente aberta e recetivos a todas as propostas."

 

Agora que te inteiraste do caso na íntegra, é fácil perceber porque não poderia deixar de atender ao apelo do Bruno. Afinal, a causa é nobre e a diginificação das escolhas menos convencionais uma prioridade para este blogue.

 

Noite feliz e uma ótima Semana Santa!

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Viva!

 

A crónica de hoje mais não é que uma singela e "sutil" homenagem à minha pessoa, melhor dizendo a uma certa parte da minha anatomia. Baralhada? Deixa-me só organizar as ideias que já te explico. É que, com esta taça de tinto à minha frente, a escrita só consegue fluir em slow motion.
 
Na qualidade de legítima descendente de Chaka Zulu, fui agraciada pela genética com lábios bem grossos; caraterística esta que, até uns tempos atrás, me causava um atroz desconforto. Isto porque sempre os considerei demasiado vistosos – demasiado eróticos, para ser mais precisa.
 
Na minha pátria-mãe esse atributo físico pouco me embaraçava, já que para os meus uma boca carnuda é praticamente parte do ADN. Afinal, não é por acaso que a raça negra detém o record mundial do perímetro labial (e do outro perímetro também – se é que me entendes. Pelo menos é o que dizem os adeptos do benchmarking). Foco Sara, foco, que se fores por aí esta crónica não poderá ser publicada sem uma bolinha vermelha no canto superior direito.
 
Passando adiante... conto que quando aqui cheguei pela primeira vez, a escassos anos da virada do século, esta obsessão intergalática por uma boca roliça estava longe de atingir as atuais proporções. Antes pelo contrário. Pouco genérico entre a população caucasiana, eles despertavam demasiada atenção, demasiada cobiça masculina, demasiada inveja feminina, demasiados comentários alheios, demasiadas conexões libidinosas.
 
Lembro-me, como se fosse hoje, que no primeiro trabalho que arranjei aqui em Portugal – numa dessas conhecidas cadeias de distribuição de pizza – uma colega me apelidar de "boca de broche". Fiquei para morrer. Aquilo afetou-me de tal modo que não me atrevia a pintar os lábios por nada deste mundo. Só depois de entrar na terceira década de vida é que reuni coragem, autoestima e "tou nem aí para o que os outros pensam" para começar a usar baton. Agora, com mais uma década em cima, ainda não sou capaz de usar baton rouge, por muito que salive por uma boca vermelho escarlate. Hei de lá chegar, nem que leve mais uma ou duas décadas.
 
É melhor retomar o fio à meada que o texto já periga para o longo e ainda nem adentrei no cerne da questão. Que era mesmo qual? Ah, lembrei! Uma homenagem a uma certa parte da minha anatomia. Adivinha a qual delas me refiro? Touché!
 
Um estudo publicado no Journal of Cranio-Maxillofacial Surgery, baseando num inquérito aplicado a mais de mil pessoas de 35 países, concluiu que a maioria delas considera os lábios carnudos o must-have da sedução. De entre esses, os que apresentam um rácio de 1:1 entre o lábio superior e o inferior (ou seja, com tamanho igual) foram percecionados como os mais atraentes. Só para teres uma ideia mais concreta, cai nesta categoria, por exemplo, a atriz Scarlett Johansson e a blogger Lego Luna (eu, me, je).
 
Entendes agora todo esse parlapiê de homenagem? Entendes também o motivo de toda esta minha "humildade"? Afinal, tenho dois bons motivos para todo este "cheia de si".
 
Dou por encerrada este texto dizendo que o responsável por este estudo (do qual tomaram parte 560 cirurgiões plásticos e 560 cidadãos comuns) alertou para o facto de, à semelhança de todas as modas, estas preferências, ainda que universais, não serem imutáveis. Ou seja, o que hoje reune a preferência da maioria, amanhã pode deixar de o fazer. Até lá, o mundo continuará a levar com uma febre que têm levado a que muitos se sujeitam a autênticas carnificinas clínicas só para conseguirem uns lábios à Betty Boop.
 
E com esta volto à minha taça para um merecido brinde a uns lábios que tanto orgulho me proporcionam neste preciso instante. Tchim tchim e até mais!

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Viva!

 

"Chegou a Primavera! A tua equipa do Facebook deseja-te uma estação cheia de luz e beleza.", foi assim que me atinei que o início da nova estação afinal é hoje e não amanhã, como estava em crer. Assim sendo, tive que alterar a pauta do blog e parir a toda a pressa (sem epidural nem cesariana, vê lá tu a minha agonia) este artigo. Afinal, a prima vera bem merece uma homenagem, mais não seja porque é pelas semanas dela que se dá o renascimento de tudo o que esteve hibernado nos últimos gélidos meses.

 

Se ainda me restasse alguma dúvida quanto ao tema desta crónica, uma memória facebookiana chamou-me a atenção para o facto de nesta terça-feira também se assinalar o Dia Internacional da Felicidade, efeméride instituída pelas Nações Unidas em 2013.

 

Já que as duas estão juntas desde os primórdios da humanidade, porque não selar o seu enlance com a pergunta da praxe: "Primavera, aceitas a felicidade como tua legítima parceira, prometendo ser-lhe fiel, de dia e de noite, na luz e na escuridão, na residência e na rua, por todos os dias desta estação até que o verão vos separe?" 

 

Antes de te contar qual foi a resposta da nossa nubente, faço uma pausa para referir que aqueles que entendem do assunto acreditam que a estação das flores está, de facto, intimamente ligada à felicidade, na medida em que promove o aumento e/ou melhoria de uma série de aspetos, tais como:
- contacto com a natureza
- prática do exercício físico
- atividades outdoor
- convívio com os outros
- exposição à vitamina D

 

Existe, igualmente, uma relação direta entre a estação do ano que ora se inicia e a nossa autoestima; quiçá porque, libertos do vestuário pesado, passamos a dedicar mais atenção àquilo que nos reflete o espelho. Não é nesta altura do ano que se fazem mais planos de emagrecimento, que se idealizam as férias e que se passa mais tempo polindo a calçada? Sem falar nas primeiras excursões à praia, no quente abraço do areal, no arranque da época bronzeal, nos finais de tarde nas esplanadas e nos cocktails nos rooftops. Tudo coisas que contribuem ativamente para a elevação da autoestima humana.

 

Com mais horas de sol, muitos se despedem dos estados de espírito mais vulneráveis. É na primavera que o índice de depressão costuma atingir os mínimos. Se a tudo isso acrescentarmos os dias ensolarados, as tardes amenas, as árvores em flor, as relvas esverdeadas, os campos floridos, os pássaros tagarelas e as roupas coloridas, é caso para se dizer: "Primavera e felicidade, declaro-vos luz e vida até que o apocalipse vos separe!"

 

Uma feliz primavera a todos os inquilinos deste planeta!

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