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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

12
Fev21

Sem Medo

por Sara Sarowsky

No fear.jpgOra viva! ✌️ 

Estes dias têm sido uma loucura ainda maior do que o habitual. Para além de tudo o resto na minha já concorrida agenda, ando a braços com os preparativos do lançamento oficial do meu serviço de matching, o Love for You, que será este domingo, durante um jantar romântico (virtual), a que batizei de 'Banquete do Amor' e para o qual estás desde já convidada.

Se a isso acrescentar o recrutamento de convidadas para as lives do ciclo 'Saturday Single Spot', o jogging (às segundas, quartas e sextas), o trabalho por conta de outrém (de segunda a sexta, das 9 às 18), o voluntariado na AMCDP, o curso de tarot mediúnico (às quintas), a procura de casa (todo o santo dia) e as solicitações imprevistas, abençoo o facto de estar solteira, pois sei que de contrário não seria capaz de dar conta do recado.

O assunto que me trouxe aqui hoje foi a prosa com que concorri ao Prémio Literário Hernâni Cidade, promovido pela Câmara Municipal de Redondo, em outubro passado, e cujos resultado foram revelados esta semana. Dado que não fui um dos felizes contemplados, já me considero livre para dar-to a conhecer, mais não seja para não desperdiçar conteúdo inédito.

Sem Medo
Traiçoeiro, ardiloso e cobarde, ages pela calada, feito um inimigo inexorável.
Guloso, possessivo e compulsivo, nunca estás satisfeito, queres sempre mais.
Impiedoso, oportunista e calculista, alimentas-te da tua própria força, da minha própria fraqueza.
Invasivo, inconveniente e desleal, vais ceifando almas, mentes e corações, na tua eterna sede de poder.
Não te vejo, mas pressinto-te.
Não te toco, mas sinto-te.
Não te quero, mas tenho-te.
Não te desejo, mas possuis-me.
Estás comigo tantas vezes, há tanto tempo, que já és parte de mim.
Podes não desaparecer, contudo sigo adiante, levando-te comigo.
Limitas. Intimidas. Paralisas. Incapacitas. Vergas. Magoas. Corróis. Destróis.
És real, aceito-o.
Mas fica sabendo que eu não tenho MEDO de ti!

A minha primeira aventura nos concursos literários não teve o desfecho pretendido, mas fica a experiência e a vontade de voltar novamente à carga, da próxima vez com mais qualidade e profundidade. Peço-te, não sejas muito dura na crítica, lembra-te que sou novata nisto. 😉

Que o amor que anda no ar paire sobre o teu coração!

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naked-1123184_1920.jpgOra viva!

Circunstâncias adversas impelem-nos a adotar soluções menos convencionais, daí que aproveite este tempo de antena para anunciar que procuro um(a) sexólogo(a) para a próxima live do ciclo 'Saturday Single Spot', cujo tema será 'A vida sexual dos solteiros em tempo de pandemia'.

Tenho preferência por alguém sem papas na língua, capaz de abordar a questão numa perspetiva pragmática, direta e simplificada. Se for do outro lado do Atlântico, entenda-se Brasil, melhor ainda, pois tenho imensos seguidores lá.


Caso conheças alguém com o perfil mencionado, agradeço a indicação do meu email direto: aindasolteira@gmail.com.

Agradeço desde já a tua ajuda. Aquele abraço amigo!

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08
Fev21

boudoir-4669606_1920.jpgOra viva!

Em complemento ao tema abordado na live de sábado, 'Sexo sem amor ou amor sem sexo', e porque trata-se de um assunto que não se esgota, sem falar que nunca é demais lembrar, para hoje proponho analisarmos as vantagens da atividade sexual na saúde humana. É consensual que o sexo reúne a simpatia de (quase) todos, assim como é que, quando praticado com gosto e regularidade, traduz-se em inúmeros benefícios, cientificamente reconhecidos, os quais passo a citar:

Queima calorias
O sexo pode não ser tão eficaz quanto outras formas de exercício físico, mas certamente queima calorias. Um estudo da Universidade de Montreal garante que durante uma sessão de 30 minutos, os homens queimam uma média de 101 calorias, enquanto as mulheres 69.

Aumenta o sistema imunitário
Outro estudo, que reuniu uma série de estudantes que fizeram sexo pelo menos uma vez por semana, confirmou que estes tinham níveis mais altos de um anticorpo vital para combater as doenças. De facto, os níveis eram 30% mais altos do que naqueles que não tinham sexo algum.

Previne problemas cardíacos
De acordo com o National Health Service, qualquer atividade que exercite o coração é bom e isso inclui sexo. Mas os benefícios dependem de quão rigoroso se é ao praticar. Em média, o pico da frequência cardíaca durante o ato sexual é quase o mesmo que subir um lance de escadas.

Diminui o stress
Ainda que em qualquer das suas variantes ajude as pessoas a relaxar, uma pesquisa provou que o sexo com penetração ajuda as pessoas a lidar melhor com os níveis de stress.

Reduz o risco de cancro da próstata
As ejaculações frequentes parecem estar ligadas a uma diminuição do risco de cancro de próstata, garante um outro estudo.

Aumenta a sensação de bem-estar
De acordo com um estudo junto de três mil americanos, com idades entre 57 e 85 anos, as pessoas que faziam sexo classificaram sua saúde geral mais alta do que aquelas em abstinência sexual.

Reduz o risco de uma úlcera
Um casamento feliz pode influenciar, em homens, a redução do risco de angina (doença cardíaca) e úlceras no estômago, revela uma pesquisa.

Reduz a pressão arterial
Um estudo de 2003 apurou que os amantes de abraços, provavelmente, terão pressão arterial mais baixa e que casais que se abraçam e seguram as mãos acusam menos o stress.

Melhora a qualidade do sono
Através da libertação de oxitocina, que ajuda a que fiquemos mais sonolentos, o sexo tem um efeito positivo na qualidade do sono, algo fundamental ao bem-estar humano.

Faz com que os homens estejam mais contectados com as suas emoções
Uma pesquisa do Centro Médico da Universidade de Groningen registou um aumento do fluxo sanguíneo para a ínsula - uma área que está ligada ao processamento de emoções, dor e calor.

Ajuda a melhorar a memória
O sexo pode melhorar o desempenho humano em testes de memória a curto prazo, de acordo com um estudo de 2018.

Ajuda a reduzir os níveis de ansiedade
O sexo diminui o fluxo sanguíneo para a amígdala, a área do cérebro ligada a distúrbios de ansiedade.

O sexo liberta substâncias que aliviam a dor
Durante o sexo, as endorfinas - analgésicos naturais do corpo - inundam o corpo e o cérebro, aliviando qualquer tipo de desconforto. Para algumas pessoas, pode mesmo curar uma dor de cabeça.

Os benefícios do sexo não se esgotam na prevenção de doenças, menos ainda no prazer físico. Estes são capazes de melhorar substancialmente a nossa saúde e, por consequência, influenciar o nosso dia-a-dia de forma positiva. Motivo pelo qual o sexo seja remédio santo para todos os males, isento de receita e sem efeitos secundários indesejados.

Que o sexo seja presença constante na nossa vida e que nos livre de todas as doenças são os meus desejos. 
Aquele abraço amigo só nosso!

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Cartaz_Live2.jpgOra viva! ✌️ 

Como referi no post anterior, os diretos no Instagram da semana passada correram lindamente. Tanto assim é que este sábado volto à carga com a segunda do ciclo de lives Saturday Single Spot, através do qual pretendo debater os temas mais interessantes da solteirice, e não só.

Desta vez, o tema em foco será 'Sexo sem amor ou amor sem sexo'. Já perdi a conta de homens que desabafam comigo sobre o quanto a falta de uma vida sexual ativa com a sua parceira condiciona - muitas vezes condenando ao fracasso - o seu relacionamento. É, pois, hora de esmiuçarmos esta questão e perceber até que ponto cada uma dessas condições interfere com uma relação amorosa.

É possível uma relação sobreviver ao jejum sexual prolongado? Até que ponto o sexo sem sentimento, ou seja, sem amor, é satisfatório? Entre o sexo e o amor, qual escolherias? O amor é mais importante que o sexo, ou será mais o contrário? Qual o peso do sexo na felicidade do casal? Eis alguns dos pontos que pretendo abordar nesta live, na qual tinha intenção de partilhar o tempo de antena com uma convidada. Infelizmente, acredito que pelo modesto número de seguidores nas minhas redes sociais, nenhuma das duas sexólogas, as que mais estão a bombar neste momento, dignaram-se a reagir às minhas (inúmeras) tentativas de contacto. Paciência!

Sendo assim, convido-te a dividir o protagonismo desta live comigo, ou seja, a participares e expores o teu ponto de vista. Para tal, só terás que aceder ao @stillsingleblog amanhã, às 22 horas locais (21 em Cabo Verde) e pedir para aderir. Nunca me deixaste na mão, portanto, não vai ser agora, pois não? Conto contigo!

Aquele abraço amigo e até amanhã. Até lá, stay cool, stay safe, stay at home!

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couple-1822497_1920.jpgOra viva! ✌️ 

Um artigo da NiT inspirou-me a desviar o rumo desta crónica, com a qual pretendia fazer-te um balanço das lives de sábado e domingo, as quais - vou já adiantando - foram interessantíssimas. Tanto assim é que este sábado, 6 de fevereiro, haverá uma nova, desta feita sobre este intrincado dilema: sexo sem amor ou amor sem sexo? Que venha a libido e escolha! 😉

Sobre isso falarei no próximo post, por ora deixa-me dar-te conhecimento do resultado de um inquérito sobre as aspirações sexuais dos portugueses. A pandemia confinou de forma indelével, e irrecuperável, a vida amorosa dos solteiros, disso estamos nós cientes até mais não. As hipóteses de emparelhamento ficaram reduzidas à saudade, e nem mesmo a aplicações de encontro têm conseguido fintar os constrangimentos impostos pela dificuldade e/ou impossibilidade do contacto físico.

Na expectativa de perceber o impacto de toda esta situação na vida amorosa dos seus utilizadores, o Second Love levou a cabo, em dezembro de 2020, um inquérito junto de uma amostra de 600 pessoas, entre homens e mulheres. Os resultados mostraram que 56% admitiu o aumento do desejo de viver uma aventura. Curiosamente, sobre o primeiro confinamento (de março e abril de 2020), 65% assumiu não ter tido videochamadas, sexting, sexo virtual ou encontros românticos virtuais. Tendo em conta que a clientela deste site são criaturas "amarradas" não é de se estranhar que assim seja, pois fechadas em casa com as suas caras-metades teriam lá chances de protagonizar escapadelas (ainda que virtuais).


Ao que tudo indica a esperança dos inquiridos, e de toda a nação global, encontra-se neste momento à mercê da evolução desta maldita doença. Dado que ninguém sabe precisar quando vai ela dar-nos dar uma trégua, o Love for You, o meu novel serviço de matching, vai bombar nos próximos tempos. Ai não? 😉

Aquele abraço amigo só nosso!

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01
Fev21

143534840_1622186314651212_902496468061010134_o.jpOra viva!

Fevereiro chegou, auspiciando dias (ainda mais) exigentes, aos quais desejamos estar à altura, mais não seja em nome da sanidade física e mental. É, pois, o momento para recarregar, para os próximos 28 dias, a bateria da esperança, sentimento tão essencial nos tempos que correm.

Deixo-te então com as previsões da guia espiritual Isabel Soares dos Santos para este segundo mês do ano 2021, cuja carta é Guidance, que significa Orientação, o que por si só já diz tudo.

Janeiro já passou. Há que respirar fundo e agradecer por termos sobrevivido a mais um mês desafiante. Agora é tempo de abrir os braços à nossa intuição e aprendermos de uma vez por todas a seguir o caminho do coração.

Fevereiro vai continuar a ser bastante desafiante, energeticamente falando, mas faz parte da nossa evolução enquanto alma e enquanto humanidade, aprendermos a encontrar as nossas certezas absolutas no meio das incertezas que a cada dia vão surgindo. Por isso, o que deves fazer durante este mês:
❣️arranjar rotinas saudáveis da tua mente que te ajudem a entrar em contacto com a tua intuição;
❣️aprender a olhar para dentro, aceitar as tuas dores com amor;
❣️descansar o mais possível e dormir pelo menos 8 horas por dia;
❣️fazer uma alimentação saudável e beber muita água;
❣️ter uma prática regular de exercício físico (existem imensas pessoas a oferecer aulas online);
❣️aprender a ouvir a voz do coração. O teu coração vai levar-te a escolher o que é melhor para ti. Confia!
 
Desejo-vos um mês maravilhoso, em que o amor, a compaixão e a gratidão façam parte de todos os dias da vossa vida.

Abraço de Amor,
Isabel ❤️

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30
Jan21

Hoje há live no meu Instagram

por Sara Sarowsky

FF0BC00E-E2C7-4604-8064-9472BD7B19C9.jpegOra viva! ✌️ 

O tempo hoje está escorregadio (literalmente, falando 😉), pelo que só passei para dizer-te três coisas. A primeira é que a live de quinta-feira, em O Lado Negro da Força, foi épica, a melhor de sempre (palavras de alguns intranautas, não minhas). O que eu posso dizer é que foram as quatro horas mais divertidas de há muito tempo. Num dia que estejas aborrecida até ao tutano, clica neste link e assiste à minha performance. Aposto que vais-te animar na hora.

A segunda coisa que te queria dizer é que hoje, a partir das 22 horas, estarei numa nova live, desta vez promovida por mim. Com a ajuda da psicóloga Kátia Marques, vou tentar confirmar se é verdade que as mulheres bem-resolvidas têm menos sorte no amor. Não percas, que será uma conversa descontraída e esclarecedora, sem filtros, tabus ou papas na língua, em que qualquer pessoa poderá intervir (se assim o desejar, claro!). Conto contigo!

O terceiro motivo que aqui me trouxe hoje é lembrar-te da live de amanhã com a happiness coach Raquel Godinho, na qual eu, na qualidade de convidada, vou abordar o impacto do confinamento na felicidade dos solteiros em Portugal. Temos reservado um desafio, pelo que só terás a ganhar participando. Anota aí, este domingo (31 de janeiro), às 18 horas, no instagram @nitidamente.pt.

Por hoje é tudo. Estarei de volta na segunda-feira, para mais uma conversa amiga. Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo e desejos de uma bom fim de semana. Hasta luego baby!

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28
Jan21

EE8342DF-DFBC-43D9-9763-E9B0DBD193D9.jpegOra viva! ✌️ 

A minha vinda aqui hoje não estava prevista, e se aqui estou é porque mal pude esperar para partilhar contigo o resultado de uma entrevista que dei ao site Afrolink há já umas semanitas. De todas as que já dei, e ainda são umas quantas, esta é aquela que melhor espelha o que sou, o que faço e o que quero da vida. Jamais alguém, nem mesmo eu, conseguiu "captar" com tanta verdade a minha essência. Vi-me, senti-me, ouvi-me em cada palavra desta magnífica reportagem da Paula Cardoso, a quem serei eternamente grata por ter-me proporcionado, ao ler o seu trabalho, uma comoção indescritível e indelével. 

Podes aceder à entrevista através do link acima mencionado ou, para facilitar-te a vida, ler já aqui.

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Ainda solteira? Sara Sarowsky responde com um blogue, e planos para TV

Licenciada em Comunicação Empresarial e mestre em Marketing Estratégico, Sara Sarowsky transformou o seu estado civil num blogue premiado. Chama-se “Ainda Solteira!”, foi distinguido como o melhor de 2020 na categoria Sexo e Diário Íntimo, e dá resposta a uma série de cobranças familiares e culturais dirigidas a mulheres que, como a autora, nunca deixaram o celibato. "O blogue é o meu grito, a minha maneira de dizer que não tenho problema nenhum", conta Sara, de 43 anos, empenhada em desestigmatizar o “mercado da solteirice”, também na televisão. Com passagem pelo O Lado Negro da Força, onde, amanhã, assume o lugar de convidada.

Os primeiros comentários chegaram na informalidade de convívios familiares. Depois começaram a reproduzir-se na solenidade de eventos profissionais. Com o avançar do tempo, também se colaram à impulsividade de observações de desconhecidos.

Ao longo dos anos, o estado civil de Sara Sarowsky tem suscitado todo o tipo de incompreensões. “Há quem diga que sou lésbica, quem aposte que tenho uma relação clandestina, quem acredite que sou uma promíscua que dorme com os chefes, enfim… tudo porque não conseguem perceber porque é que continuo solteira”.

Além do coro de maldizer, avolumado pela pressão de tradições familiares africanas, a cabo-verdiana conta que também se tornou comum ouvir palavras de comiseração, a partir do interrogatório da praxe. “Nem és muito feia, nem és muito má, até tens educação, até sabes falar bem”, são frases que preenchem o vazio de quem não se coíbe de perguntar: “Onde está o teu acompanhante? Porque é que vens sempre sozinha? Não tens namorado?”.

Entre a cobrança e a desconfiança, Sara – que adoptou o apelido Sarowsky como assinatura pública – transformou o falatório sobre o seu estado civil de num repositório de afirmação positiva: o blogue “Ainda Solteira!”.

“É o meu grito, a minha maneira de dizer que não tenho problema nenhum. Precisava de expor o meu ponto de vista”.

O momento chegou há cinco anos, diante da proximidade dos 40, e numa fase de transição profissional.

A voz da experiência
Na altura, recém-saída de um trabalho como gestora de redes sociais e comunidades de uma figura da televisão, e com uma experiência anterior de cinco anos na mesma área, acumulada na Embaixada de Cabo Verde em Lisboa, Sara decidiu investir o conhecimento adquirido num blogue pessoal.

Licenciada em Comunicação Empresarial e mestre em Marketing Estratégico, a escolha da temática de especialização foi tudo menos irreflectida.

“Fiz pesquisa de mercado, para saber o que estava a dar. Havia os blogues de culinária, mas não gosto, e sabia que precisava de algo que pudesse fazer com paixão. Depois havia as viagens, mas nunca viajei muito, nem tinha dinheiro para isso. Tinha também a fotografia, mas apesar de ter um curso e máquina profissional, senti que para ter boas imagens faltava-me viajar. Havia ainda os filhos, que não tinha nem tenho, e a moda, que adoro, mas, pessoalmente, e sem querer ferir susceptibilidades nem desmerecer o trabalho de ninguém, acho que um blogue de moda não contribui em nada para um mundo melhor, não deixa um legado”.

Sem uma porta óbvia de entrada na blogosfera, a opção recaiu sobre o tema que mais dá que falar na sua vida: a solteirice.

“Pensei: tenho de escolher uma coisa na qual me sinta à vontade e na qual seja boa. Como sou boa a ser solteira, e sou solteira toda a minha vida, decidi agarrar nesse nicho, abracei a causa com a minha experiência pessoal”.

Mudar de estado civil? Só para melhor
Autora de crónicas, contos e confissões, Sara Sarowsky apresenta-se, no cartão-de-visita do blogue, como “uma solteira gira e bem resolvida que ainda não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar”.  Será “caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!”, assinala a blogger, fazendo ecoar, com esta pergunta-resposta, as surpresas e incertezas da vida.

“Claro que já namorei, claro que já tive os meus namorados, mas chegou a um ponto em que senti que não eram as pessoas certas, por isso as relações acabaram. Percebi que preciso de mais do que apenas estar com alguém só porque sim, e no dia em que esse mais acontecer eu serei a primeira a abrir mão da minha solteirice”, adianta a cabo-verdiana, firme na defesa das suas escolhas. “Uma relação tem de me deixar melhor do que estou agora. Para ficar pior, continuo solteira”.

Aos 43 anos, e com uma longa lista de cobranças familiares e culturais – “Olha que a idade está a passar…”, tornou-se um aviso-chavão –, Sara sabe que não tem de provar nada a ninguém. Mas lembra-se que nem sempre foi assim. “Passei por períodos de muita angústia, amargura, sentimento de diminuição”, conta, salientando a diferença que uma voz de suporte pode fazer num dia-a-dia sobrecarregado de múltiplas pressões.

“Quando todos nos tratam como se tivéssemos um defeito, começamos a acreditar nisso. Acredito que a minha experiência não teria sido tão difícil se alguém me tivesse dito, lá atrás, que não havia nada de errado comigo por ser solteira”.

Desestigmatizar a solteirice
A consciência do poder da identificação e da importância de desestigmatizar a vida celibatária tornou-se evidente a partir da criação do “Ainda Solteira!”, premiado nos Blogzillas do Ano (ex-Sapos do Ano) como o melhor blogue de 2020 na categoria Sexo e Diário Íntimo.

A distinção renova-se desde 2018 – nessa época incluída no segmento Sexualidade – e resulta da indicação e votação dos internautas, fiéis na sua preferência.

“Comecei logo a receber reacções muito positivas, e apesar de não ser uma blogger com milhões de seguidores, sei que tenho um impacto muito grande na vida de algumas pessoas. Podem ser apenas 10, mas são 10 que me mandam mensagens, que desabafam comigo, com quem vou criando laços”.

A proximidade – que com algumas solteiras já saltou do mundo virtual para o mundo real –, tem permitido amadurecer reflexões e explorar novos caminhos profissionais.

“Apercebi-me que existe muita procura de amor. Toda a gente quer amor. Por isso é que o mercado da solteirice vale milhões”, realça Sara, dona de uma audiência esmagadoramente feminina.

“Cerca de 60% das minhas leitoras estão entre os 35 e os 44 anos, são profissionalmente activas, e, pela forma como se expressam, têm formação”, descreve a blogger, acrescentando que outro dos aspectos que têm em comum é uma auto-confiança adormecida.

“Elas sabem que não há nada de errado com elas, apesar de a sociedade continuar a dizer o contrário o tempo todo. Então, o que sinto é que apenas precisam de reconhecer o que já têm dentro delas, precisam de alguém que confirme isso, que não as olhe de lado”.

Mais do que oferecer um espaço de acolhimento, aceitação e de identificação, necessário para restaurar amores-próprios feridos e até perdidos, Sara quer ser – sempre que alguém manifeste essa vontade – um elo de ligação para novos amores.

Dar largas à veia empreendedora
Afinal, conforme demonstra a sua própria experiência, o facto de estar bem sozinha não significa que não possa ficar ainda mais bem acompanhada.

Nesse sentido, em parceria com Isabel Soares dos Santos, especialista na área do coaching espiritual e da organização de casamentos, decidiu aventurar-se na criação de um serviço de matching, baptizado “Love for You”.

A oferta, recém-lançada, é apresentada por Sara no seu “Ainda Solteira!” como uma oficialização da condição de “cupido amadora”.

Através da promoção de encontros virtuais, a blogger promete dar expressão empresarial ao que já faz pontualmente: “Tentar arranjar um par para os solteiros que partilham a sua vontade em viver uma estória de amor”.

A missão dá os primeiros passos no Instagram, e debuta Sara nos desafios do empreendedorismo, igualmente apontados para a produção de um programa televisivo.

“Já apresentei o formato a dois canais, com o nome provisório de ‘SOS Solteiro! Ainda há esperança”, revela a blogger, explicando que o título não deve ser lido em tom de desespero.

O ‘ainda’ faz a ligação para o blogue, e a 'esperança' prende-se com o desejo de encontrar alguém especial para partilhar os dias, combinado com o compromisso de seremos capazes de viver felizes connosco.

A essência cabo-verdiana

O propósito surge, na história de Sara, indissociável das raízes. “Vim para Portugal com quase 20 anos, para tirar a licenciatura, regressei a Cabo Verde depois, mas acabei por voltar para fazer o mestrado”, conta, acrescentando que, apesar de ter nacionalidade lusa, e de estar no país há mais de uma década, a casa continua a ser africana.

“Em Cabo Verde eu estou a 100%, eu respiro a minha essência, eu ouço a minha língua em tudo quanto é sítio, tenho sempre o mar que eu amo, tenho os meus amigos de toda uma vida, a minha família, a minha comida, as minhas coisinhas…por isso preciso sempre de lá voltar para me reconectar com isso tudo”.

Ainda que o arquipélago de origem tenha deixado de ser a sua única casa, e mesmo reconhecendo que a emigração traz novas oportunidades, a blogger nota que, é em solo cabo-verdiano que encontra. “O meu cordão umbilical está lá, ou o "pé fincado na tchon", como nós dizemos em crioulo”.

Por agora em Portugal, mas com planos de se mudar para França, onde vivem cinco dos seis irmãos, Sara também exibe, no passaporte de concretizações, aspirações literárias.

Além de ter em mãos um projecto para publicação de um livro sobre a tradição oral cabo-verdiana, a blogger marca presença na antologia “Mulheres e seus destinos”, que reúne testemunhos lusófonos sobre a condição feminina. Nessas páginas, apresentadas em Novembro passado no Centro Cultural Cabo Verde, em Lisboa, Sara publicou o seu retrato de mulher ideal: “Realizada, amada, empoderada, feliz, estimada”. À prova de qualquer estado civil.

Não te esqueças que temos encontro marcado hoje, a partir das 21h30, nesta página.

Aquele abraço amigo!

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27
Jan21

O Lado Negro da Força.jpgOra viva!

Este primeiro mês de 2021 vai terminar em grande, comigo a protagonizar três lives nas redes sociais, a primeira já amanhã, como bem podes ver nesta imagem. Neste meu primeiro direto como convidada, vou dar a conhecer a persona Sara Sarowsky, o Ainda Solteira, o Love for You❤ e a pessoa por detrás destas três "marcas", ou seja, esta luso-badia (entenda-se cidadã de naturalidade cabo-verdiana e nacionalidade portuguesa) absolutamente empenhada na conquista do seu lugar ao sol.

Sobre a live de O Nosso Lugar de Fala, que tem hora para começar mas não para acabar, tenho a dizer que ela prevê igualmente o debate de outros temas da atualidade - a política, o racismo e a igualdade do género, entre outros - na companhia dos três comentares habituais do programa, todos eles do sexo masculino, saliento. Vai ser bonito, vai! Para não perderes pitada, acede a esta página, a partir das 21:30 (20:30 em Cabo Verde).

A segunda live decorerrá no sábado, dia 30, a partir das 22 horas (21 em Cabo Verde), na minha página do Instagram. Ainda estou a fechar o nome da especialista convidada, mas para já posso adiantar que irei analisar uma questão aqui abordada inúmeras vezes e sempre alvo de muito interesse: 'Terão as mulheres bem-sucedidas menos sorte no amor?'. A ver vamos! 😉

A terceira e última live da semana, e do mês, está prevista para as 18 horas de domingo (17 em Cabo Verde) na página do Instagram da @nitidamente.pt, cuja autora, a coach Raquel Godinho, tem estado a dinamizar uma HAPPY CHALLENGE - Felicidade em Confinamento. Comigo pretende ela abordar a forma como este recolhimento domiciliar obrigatório tem afetado a vida dos solteiros.

No próximo post darei mais informações, que por ora é tudo quanto tenho a dizer. Aquele abraço amigo de sempre!

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25
Jan21

mw-1024.jpgOra viva!

Votei pela primeira vez na vida. O que pode parecer coisa pouca para aqueles que escolhem alienar-se do exercício da democracia, é para mim um momento histórico. O ter deixado o país que me viu nascer aos 19 anos e o ter adquirido a nacionalidade portuguesa há bem pouco tempo justificam o facto de só agora, aos 43 anos de idade, ter podido exercer a cidadania na sua forma mais contundente.

Gosto de política, sempre gostei. No secundário fui uma das melhores alunas de todo o liceu nesta disciplina. Considero-a, na sua essência, um dos melhores meios para atingir o fim nobre que é contribuir para o bem-estar coletivo e defender os interesses dos fracos e oprimidos. Não fosse o sistema que a sustenta tão corrupto, e corruptível, é mais do que provável de que nela aventurar me ia, quiçá na gestão autárquica.

Se reluto em registar publicamente as minhas opiniões políticas é porque sinto que estas pouca diferença fariam. Com tantos politiqueiros à solta por aí, o que teria a dizer uma blogger de solteirice que merecesse a pena ser levado a sério? Acredito piamente que cada macaco deve permanecer no seu galho, ou seja, que cada um deve falar com conhecimento de causa e não opinar só para não estar calado. Contudo, volta e meia, sinto necessidade de expressar o que me vai na alma, como é agora o caso.

O dia de ontem foi um drama, como de resto é habitual na minha vida. Crente de que não poderia votar, por não ter feito o recenseamento, contava eu seguir as eleições de camarote, no aconchego do lar. Por volta da hora do almoço, recebo um sms da minha amiga, e vizinha, a perguntar se já tinha ido votar. Lamentando a minha sina, lá expliquei o motivo porque não poderia fazê-lo. Nisto, vejo a passar no rodapé da RTP 3, canal através do qual ia seguindo o desenrolar dos acontecimentos, uma informação sobre como saber onde votar. Mais por curiosidade do que por outra coisa qualquer, enviei um sms para o número indicado, convicta de que, a obter uma reação, esta viria confirmar o que já sabia: o meu nome não constava dos cadernos eleitorais. Qual não foi a minha surpresa quando recebo uma resposta com a indicação do local do voto. Sabia lá eu que, em Portugal, o recenseamento é feito de forma automática...

Como era dia de jejum, sair imeditamente de casa estava fora de questão, sob pena de correr o risco de passar mal, caso tivesse que esperar muito tempo na fila. Assim, só às 18 horas e 25 minutos do dia 24 de janeiro do ano de 2021, após um belo desjejum, foi-me possível expressar o meu primeiro voto, depositado naquele que viria a ser reeleito presidente da República Portuguesa. Não é segredo nenhum que tenho estima pelo professor Marcelo Rebelo de Sousa, com quem privei de perto muito antes da sua chegada a Belém, pelo que não vou estar com rodeios sobre o meu sentido de voto.

Em relação aos resultados destas eleições presidenciais, dois aspetos parecem merecedores de particular atenção, e reflexão: o estado anémico da esquerda, especialmente a ala mais radical, e a escalada galopante da extrema direita, cujo partido sequer completou dois anos de vida. É óbvio que a decadência de um é inversamente proporcional à ascensão de outro.

Identifico-me com a ideologia esquerdista, mas confesso que já não posso ouvir falar da Catarina Martins, menos ainda do Jerónimo de Sousa. Já não há paciência para ouvi-los a dizer mal de tudo e de todos, o tempo todo, numa atitude típica de quem levou calote da vida. Pessoalmente, acredito que é isso que tem contribuído para o seu tombo ladeira abaixo. Já as últimas legislativas tinham dado a entender isso mesmo...

Enquanto cidadã atenta, sinto que, no momento em que o país mais precisou, eles simplesmente tiraram o corpo fora e optaram por assistir à gestão da crise pandémica da bancada. Fizeram questão de não fazer parte da solução, mas sim da oposição, uma oposição que tudo critica e nada edifica. Nestes últimos meses, o PSD foi mais aliado político do governo do que o PCP e o Bloco de Esquerda juntos. Não pensem eles que este tipo de postura não pesa na decisão dos eleitores. Espero que os respetivos líderes partidários saibam tirar as devidas ilações e repensem a sua estratégia política.

Quanto ao partido da extrema direita, cujo nome considero indigno de aqui ser pronunciado, o meio milhão de votos obtido representa um claro sinal de que a onda racista, fascista, xenófoba, homofóbica, misógina e intolerante não é coisa passageira, muito menos fruto de uma visão populista e demagoga. É sério, e como tal deve ser encarado. Outro dado inquietante prende-se com o facto de esta ala extremista reunir muita simpatia nos estratos sociais mais elevados, precisamente onde se concentram as tomadas de decisões.

Moral da estória: entre uma ala e outra, fico-me pelo Iniciativa Liberal, que esse ao menos tem demonstrado cortesia e respeito pelas regras do jogo.

Por hoje é tudo, voltarei na quarta com novidades sobre as duas lives que vou protagonizar esta semana. Aquele abraço amigo!

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