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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


23
Set25

att.ZnpzfeGhUBDvVqRDc1gaz0yRVVK-aovJeKkSRZ38CHw.jpOra viva! 👋

Estou ciente de que o título deste post não cumpre à risca as regras do bom português, o qual determina que, quando falamos do outro, o nome próprio deve ser citado antes do pronome pessoal. Com o devido respeito pela língua portuguesa, entende esta pessoa que te escreve que, num discurso pessoal, o protagonismo da narrativa deve caber àquele que conta, ou seja, ao sujeito ativo, e não àquele sobre o qual se conta, ou seja, o sujeito passivo.

Enfim... só para deixar claro que a ordem dos sujeitos é propositada e não fruto de uma ignorância gramatical da minha parte. A meu ver, eu sou a pessoa mais importante da narrativa, logo, o título deve começar por "Eu". Egocentrismo ou, quem sabe, narcisismo? Nada disso! Apenas uma opção pessoal.

Sintetizar não é uma arte na qual sou exímia, pelo que dificilmente vou conseguir resumir a (bela) história de amor que estou a viver neste momento a uma única publicação. Com isso quero prevenir-te que, ao final deste texto, é bem capaz que continues mais curiosa do que antes. Como um pouco spoiler nunca fez mal a ninguém, pelo contrário, estou certa de que vais saber lidar com esse suspense de forma saudável.

Conheci pessoalmente o Ste - diminuitivo de Stephane e o modo carinhoso como o trato - no passado dia 6 de junho, numa data que não poderia ser mais auspiciosa (6.6). Faço questão de frisar este ponto como forma de deixar bem claro que quando os astros se alinham e o universo decide conspirar a nosso favor, tudo, mas absolutamente tudo, assume um significado mágico.

Escrevi "pessoalmente" porque já tínhamos trocado algumas mensagens dias antes através de uma app de encontros. É, meu bem, encontrei o amor através do Tinder, coisa que jamais imaginei possível. De todas as apps a que já recorri, e tu bem sabes que são muitas, esta era aquela na qual depositava menos fé, pelos motivos que já aqui partilhei inúmeras vezes. 

Como é do conhecimento geral da blogosfera, motivos de sobra tinha eu para essa descrença. Afinal, em mais de uma década de uso (esporádico, é verdade), só "encontrei" gajos que, assumida ou veladamente, andavam apenas à procura do bem bom a curto termo. 

Que fique claro que tinha conhecimento de várias histórias com finais felizes que tiveram origem naquela que é mais popular de todas as apps de encontro. Algumas até contadas na primeira pessoa. Por exemplo, uma das minhas besties tem uma colega de trabalho que casou e teve um filho com alguém que conheceu no Tinder.

O que nunca imaginei foi que fosse acontecer o mesmo comigo. Esta é a primeira surpresa boa da minha história com o Ste. E é por isso que faço questão de assumir o meu preconceito em relação à app, ao mesmo tempo que aproveito a oportunidade para enviar uma mensagem de alento às solteiras que por lá ainda deambulam em busca do seu match parfeito:  a app funciona!

Não, não se trata de conteúdo pago - quem me dera! - nem de publicidade enganosa. Trata-se tão somente de uma história real que aconteceu a uma solteira de longa duração que há muito tinha perdido a esperança de encontrar alguém com quem pudesse viver algo bonito e verdadeiro. O que me faz acreditar que um dia destes também tu podes encontrar alguém especial através do Tinder, ou de outra app qualquer.

É certo que foi preciso (re)expatriar para encontrar um gajo decente, o que me faz pensar que o problema pode não ser a app, mas sim os homens registados na app... em Portugal 😅. Foi só acedê-la num outro país para ser bem-sucedida. Sobre como é que voltei aos braços do Tinder, depois de um longo período de ausência, contarei depois, que essa é outra história igualmente interessante de ser partilhada, já que renovou em mim a convicção de que não há coincidências e que nada acontece por acaso.

Por hoje é tudo, meu bem. Conto retomar o relato na próxima semana, diretamente de Ibiza (essa mesma 😉), onde vou estar numa escapadinha com o Ste, a primeira de nós dois, na verdade a primeira de toda a minha vida.

Até lá deixo-te com aquele abraço amigo de sempre!

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17
Set25

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Ora viva! 👋

Era minha intenção, conforme adiantado no post anterior, descortinar um pouco mais sobre o rumo que a minha vida tomou nos últimos 12 meses. No entanto, eis-me aqui a escrever sobre a liberdade. Porquê esse volte-face? Porque estou em crer que de pouco adianta falar de mudança sem antes (re)visitar este conceito-chave que me permitiu, aos 46 anos, recomeçar a vida num outro país, deixando para trás tudo o que era, tinha, conhecia e amava.

Mesmo que a esta altura da leitura a minha linha de pensamento possa não fazer muito sentido para ti, tens a minha palavra de que chegarás ao final desta crónica devidamente esclarecida e convencida de que não há nada mais precioso na vida do que a liberdade. Mais importante do que isso: a vida sem liberdade a pouco ou nada nos sabe.

Intenta, assim, esta minha mini dissertação - pessoal e descaradamente subjetiva - enaltecer e celebrar aquilo que a maior parte de nós toma como garantido, e que, precisamente por causa disso, não lhe dá o devido valor, nem reconhece o quão privilegiados são aqueles que dela podem usufruir a seu bel-prazer.

Segundo o dicionário da língua portuguesa, a liberdade pode ser definida como o "direito de um indivíduo proceder conforme lhe pareça (desde que isso não vá contra o direito de outrem e esteja dentro dos limites da lei, obviamente), ou a condição da pessoa que não tem constrangimentos ou submissões exteriores ou ainda o estado ou condição daquilo que não está preso, confinado ou com alguma restrição física ou material".

Questões linguísticas à parte, a meu ver, a verdadeira liberdade está na capacidade de escolher quem somos, o que queremos e como desejamos conduzir a nossa vida, com cada decisão a ser uma oportunidade para transformar a nossa história, mudar de rumo e assumir o comando do próprio destino.

Essencial à felicidade humana, e empoderamento pessoal, por tabela, é ela que nos permite sermos autênticos, mantermo-nos fiéis à nossa essência, tomar decisões conscientes e assumir o pleno controlo da nossa vida. Só quem é livre tem o poder de escolher os seus objetivos, valores e caminhos.

Ao contrário do que muitos pensam, o reverso da liberdade chama-se responsabilidade e não outra coisa qualquer. Tal facto faz com que tanta gente por aí não consiga ser efetivamente livre, precisamente por não estar disposto a assumir a responsabilidade pelas suas decisões e escolhas.

Não permitir que o medo ou as expectativas alheias limitem as nossas possibilidades é o primeiro passo em direção à liberdade efetiva. Tenho que (re)lembrar que nós somos os únicos detentores do poder de se reinventar, mudar, alcançar a felicidade, segundo as nossas próprias regras e desejos. Ser feliz do jeitinho que nos convém não é apenas um sonho, é um direito que merecemos exercer e ativar todos os dias.

Só assim teremos autonomia para explorar o nosso querer, superar limitações e enfrentar desafios com confiança, fortalecendo a autoestima e o sentimento de capacidade e resiliência. Além disso, a liberdade de fazer escolhas alinhadas com o nosso verdadeiro eu promove um sentido de realização e felicidade genuínas.

Ter liberdade significa poder escolher o próprio caminho, viver de acordo com os nossos valores, explorar as nossas paixões e assumir aquilo que temos de único. Não conheço outra fórmula para desfrutar de uma vida mais significativa, plena e alinhada com quem realmente somos.

A riqueza material, embora importante, é por si só oca, frágil, ilusória. Já a liberdade nos proporciona autonomia, controlo e satisfação interior. Ao sermos livres, podemos construir uma vida que realmente nos faz felizes, independentemente das posses ou condições externas.

A liberdade de ser, escolher e viver do jeito que faz o nosso coração vibrar, com entusiasmo e autenticidade, proporciona espaço para o crescimento, a felicidade e a realização pessoal, sendo fundamental para uma vida mais plena, feliz e empoderada.

Termino com o seguinte lembrete: tu és a protagonista da tua vida. A autora da tua própria história. A responsável - primeira e última – pela tua felicidade. Assumir o controlo, escolher ser feliz e enveredar por um caminho que faz o teu coração bater mais forte é o meu conselho para ativares essa coisa chamada liberdade.

Despeço-me com aquele abraço amigo tão nosso e um "até para a semana".

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Ora viva! 👋

É ténue - muito mesmo - a memória da última vez que por aqui dei as caras, malgrada a indiscutível saudade que diariamente me assombrava. Pelas coordenadas do último post, já lá vão quase dois anos, andava eu em contagem decrescente para realizar o sonho de levar o movimento social Empodera-te! à minha adorada terra natal, Cabo Verde.

Como por diversas vezes assumi, no meu entender, setembro é o mês mais importante do ano, já que é aquele que marca a rentrée, ou seja, o recomeço após a tão desejada pausa de verão. E precisamente hoje, dia 9, do mês 9, do ano 9 (numerologicamente falando), quis o destino que eu retomasse este blog.

Por um daqueles acasos do destino, que não sabemos explicar, mas que sentimos que faz todo o sentido, nesta terça-feira, dei por mim sem absolutamente nada para fazer. Coisa rara nos últimos tempos, acredita em mim. Sendo assim, senti que tinha finalmente chegado a hora de reassumir uma das atividades que mais me realiza na vida e que tanta falta tem-me feitos nestes últimos 23 meses.

Faço aqui uma pausa para te convidar a refletir comigo sobre o significado de ter reassumido algo que me é tão precioso numa data tão mágica, tão auspiciosa. Tens a minha palavra de que só neste preciso instante apercebi-me desta incrível coincidência, logo eu que já fui tão íntima da espiritualidade. Seja como for, acredito firmemente que não foi por acaso que retomei a escrita precisamente neste 9-9-9. A vida tem destas coisas, não tem? Até me arrepiei de emoção!

Voltando à narrativa, tanto aconteceu na minha vida desde a última vez que aqui dei o ar da graça. A bem da verdade, nada que desculpe o meu exílio por tanto tempo, há que fazer essa mea culpa. Há tanto para contar, partilhar, narrar, inspirar, que nem sei bem por onde começar. Só de pensar na quantidade de coisas que tenho para "vomitar", apetece-me fechar o portátil e retomar a pacífica existência dos últimos tempos, pautada pela esscassez de atividade intelectual e criativa.

Para começo de conversa, re-expatriei. Há pouco mais de um ano, em agosto do ano passado, para ser mais precisa, compilei toda a minha tralha em duas malas e uma mochila e rumei a um novo país. Por hora opto por não revelar a minha atual localização geográfica, uma vez que essa novidade ainda não é do conhecimento de muita boa gente do meu círculo privado. Considero justo que saibam da novidade de viva voz e não através da internet.

O que posso adiantar é que essa mudança era algo há muito desejado, mas que, por razões várias (que a seu tempo descortinarei), foi sendo adiado... adiado... adiado... até que chegou o 10 de agosto de 2024, o dia em que já não me era mais possível adiar o inevitável, fintar o desconhecido, cumprir o destino. Na altura, esse recomeço, às portas dos 47 anos de idade, foi apenas do conhecimento de uma dezena de almas - as minhas besties, para ser mais específica.

A incerteza que me aguardava, dado que já tinha havido duas tentativas anteriores, a par do receio de levar com conselhos dissuasores, ainda que bem intencionados, fez-me guardar segredo deste passo crucial da minha existência, provavelmente o mais custoso e aquele que exigiu uma coragem e uma determinação que poucas pessoas com a minha idade são capazes de reunir.

Para trás deixei tudo o que eu era, sabia, conhecia e possuía, seja em termos de conquistas pessoais, sociais e profissionais, seja em termos materiais e patrimoniais. Movida pela convicção de que um futuro mais próspero e abundante se avizinhava (o que mais leva uma pessoa a migrar?), deixei para trás aquele que foi o meu porto seguro nos últimos 17 anos. De cabeça erguida, peito aberto e coração palpitante. À minha espera sabia ter apenas a possibilidade de um novo recomeço, num lugar onde não conhecia vivalma.

Oportunamente, terei a oportunidade de detalhar com precisão o (brutal) custo emocional e social desta decisão, radical para alguns, destemido para outros e insano para os demais. Especialmente porque encontrava-me no auge do sucesso enquanto mentora do Empodera-te!, com tudo o que isso implicava.

Num resumo tão breve quanto possível, recordo-te que um ano antes tinha sido distinguida com o Prémio de Mérito Migrante; que detinha um espaço de crónica mensal no portal Balai Cabo Verde; que tinha visto publicado três textos meus; que estava a conquistar o meu lugar ao sol como escritora de contos eróticos; que detinha um invejável portfólio de quatro edições do Empodera-te! - com uma internacionalização pelo meio; que era presença requisitada em eventos do mais alto nível; que estava a ter cada vez mais procura para apresentar eventos de grande prestígio entre a comunidade cabo-verdiana e não só (cito, a título de exemplo, o Dia Nacional da Cultura de Cabo Verde, o Jantar dos Embaixadores Africanos em Lisboa e a cerimónia de apresentação dos nomeados à 13ª edição da Cabo Verde Music Awards), sem falar nas diversas presenças na televisão e imprensa portuguesa, cabo-verdiana, brasileira e angolana.

A par disso, começava a tornar-me uma referência na organização e promoção de eventos, como o comprovam as quatro edições do Empodera-te!, a exposição de fotografia A mulher da minha vida, as diversas ações de formação (tanto para miúdos como para graúdos), bem como as palestras em escolas e eventos como a Feira do Bem Comum.

Enfim... muito mais teria a enumerar sobre o meu palmarés. Contudo, impõe a modéstia e a prudência que eu me contenha, caso contrário, corro o risco de ver-te partir antes que eu tenha podido revelar o ponto essencial deste inesperado regresso.

Dado que já não disponho nem de tempo nem de disposição para retomar este espaço nos moldes de antigamente, ou seja, com a regularidade, disciplina e assiduidade que tão bem conheces, por sugestão da minha amada Ângela Barbosa (a melhor coaching e mentora que uma amiga poderia desejar), proponho darmos um novo rumo ao Ainda Solteira.

O que quer isso dizer? Quer dizer que pretendo transformá-lo num blog comunitário, onde todo aquele que assim o entender passa a ter vez e voz (mediante o respeito pela regras básicas da boa convivência virtual, claro está!). Sendo assim, desafio todos os leitores, seguidores, amigos, conhecidos e até mesmo inimigos a enviarem conteúdos que queiram ver publicados neste blog, que passará assim a ser um espaço de todos, onde cada um terá a chance de partilhar, inspirar, impactar, no fundo, contribuir para uma comunidade virtual mais informada, formada, esclarecida e empoderada.

Não resisto a terminar com este spoiler: há coisa de três meses conheci uma pessoa espetacular, com quem estou a experenciar uma coisa bonita. É, meu bem, esta minha nova vida, num outro país, com uma nova língua, cultura, profissão e tudo o mais que implica ir viver para o estrangeiro, trouxe-me um presente muito especial. Após 15 anos de celibato, posso dizer que estou numa relação. Mas isso é tema para outra altura 😉.

P.S. – Tenho consciência de que o texto é extenso, mas, dada a prolongada ausência, creio ter direito a uma tolerância maior do que o habitual. 

Aquele abraço amigo e até um dia destes.

Com estima e saudade,

Sara 🤎

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