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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


30
Jul22

Férias, para que vos quero

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️ 

Julho termina já amanhã. Como é habitual, estarei ausente todo o mês de agosto, desfrutando das tão ansiadas - merecidas, porque não assumir? - férias de verão.

Férias são sempre boas, independentemente da época do ano em que as gozamos, mas no verão elas têm um sabor especial. Sabem melhor! Os dias ensolarados, as tardes quentes e as noites amenas são um convite irrecusável ao descanso, à alegria, à partilha, à celebração, no fundo, à felicidade. E se há quem faça questão de ser feliz, é esta pessoa aqui.

Depois de uns meses exigentes a diversos níveis, a labutar em várias frentes em simultâneo, eis que é chegado o momento de fazer uma pausa e proceder ao tão necessário balanço do primeiro semestre do ano.

Uma dessas tais frentes em que estive a labutar nos últimos meses é o curso de inglês, cuja última aula do nível B2.2. deu-se ontem. Uma vez feito o exame, a ocorrer ainda em agosto, chegará a hora de celebrar mais esta conquista. Celebrar sim, porque esta solteira aqui até há coisa de 2-3 anos era um zero à esquerda no que toca ao domínio da língua inglesa. Hoje, estou prestes a avançar para o nível C, que, como deves saber, é o nível dos nativos.

Jamais, nem nos meus sonhos mais ousados, imaginei que seria capaz de chegar tão longe, de superar aquilo que sempre considerei ser o meu grande calcanhar de Aquiles, em termos profissionais. Isso é para tu veres que quando nos dispomos a superar as nossas dificuldades, somos capazes de conquistar tudo o que almejamos, mesmo aqueles sonhos que nos parecem difíceis de concretizar, como é o meu caso em relação ao inglês.

Não pretendo alongar-me muito mais, até porque mal posso esperar para desligar-me disto tudo e desfrutar das próximas quatro semanas com ócio, amorabilidade e muita parcimónia. Contudo, antes de me despedir, quero deixar-te um conselho: corre atrás do(s) teu(s) sonho(s) seja(m) ele(s) qual(quais) for(em). Afinal, é o sonho que comanda a vida e a vida só tem graça se for para ser sonhada. Por falar nisso, ainda ontem ouvi uma frase que me tocou particularmente: "Uma pessoa sem sonhos é como uma estrela sem brilho!"

Aquele abraço amigo de sempre e desejos de um agosto espetacular, repleto de momentos para celebrar e memórias para colecionar. Hasta setembro, meu bem!

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Ora viva! ✌️

Neste que será o penúltimo post da temporada, quero partilhar contigo a minha última crónica para o Balai Cabo Verde, o portal de notícias da minha terra querida. 

Nesta que será a primeira crónica da temporada Verão 2022, quero retomar um assunto por mim abordado vezes sem conta, não obstante haver sempre algum dado novo a ser acrescentado. O dado novo que hoje trago é fruto de um novo estudo - mais um – que estabelece uma correlação (direta) entre a solteirice e a felicidade, sobretudo quando conjugada no feminino.

Desde os primórdios do Ainda Solteira, blog do qual sou criadora e gestora, que não me canso de defender a causa que esteve na origem da sua concepção: a solteirice, mais concretamente, o estar confortável com uma situação que, na maioria dos casos, é alheia à nossa vontade. Foi isso que me motivou a criá-lo e é isso que ainda me motiva a alimentá-lo, não obstante todo o tipo de desafios com que me deparo na concretização dessa intenção. Sete anos depois, continuo firme no propósito de desencardir mentes e de levar uma palavra de esperança às mulheres, inicialmente, e aos homens, mais recentemente, que ainda acusam a pressão social para estar emparelhada(o), mesmo que isso comprometa a sua felicidade e o seu bem-estar emocional.

Defender tal causa, aquela que melhor conheço e que, por isso mesmo, dou a cara sem tabu nem pudor, implica defender pontos de vistas pessoais e transmissíveis, os tais "achismos" de que todo escritor padece, mas, igualmente, partilhar outros pontos de vistas congruentes com os meus. É neste contexto, que, com todo o gosto, replico ideias, teorias e estudos que sustentam aquilo que desde a primeira publicação defendo: a solteirice não é tão feia quanto a família, os amigos, os colegas e a sociedade faz questão de pintar.

O celibato, como tudo nesta vida, reveste-se de um lado B(om) e convém que o exponhamos tanto ou mais do que expomos o seu lado M(au). E pelos vistos são cada vez mais as mentes desencardidas que se interessam por compreendê-lo e desmistificá-lo, não com o intuito de o apresentar como o estatuto amoroso de eleição, mas antes como uma condição que apresenta as suas vantagens, algumas delas (surpreendentemente) melhores que a dos outros estados civis.

Por exemplo, vários estudos conseguiram provar que as mulheres solteiras sem filhos são mais felizes e saudáveis do que as restantes. Mais ainda, o género feminino apresenta um maior grau de satisfação ao permanecer desemparelhado comparativamente ao género masculino. É esta a convicção do especialista em felicidade e professor de ciência comportamental na London School of Economics, Paul Dolan, que, baseando-se em várias pesquisas, garante que as mulheres solteiras sem filhos são as mais felizes.

Quanto a isso, o académico não poderia ser mais peremptório: "Vou fazer um enorme desserviço a essa ciência e apenas dizer: se é homem, provavelmente deveria casar-se; se é mulher, não se incomode". E a explicação, de acordo com o professor, é bem simples: os homens beneficiam do casamento porque "acalmam".

"[Eles] correm menos riscos, empenham-se mais no trabalho e ganham mais dinheiro, e vivem um pouco mais. Elas, por outro lado, têm que aturar isso e acabam por morrer mais cedo do que se nunca se tivessem casado. O subgrupo populacional mais saudável e feliz são as mulheres que nunca se casaram ou tiveram filhos", concluiu o académico. 

Esta é apenas mais uma voz a expressar aquilo que algumas de nós há muito sabemos. Espartilhadas por crenças, preconceitos e estereótipos, nem sempre temos a petulância e a coragem necessárias para sair por aí dizendo de boca cheia que somos mais felizes e saudáveis do que as colegas casadas, mancebadas, divorciadas ou viúvas. Eu como tenho, eis-me aqui a partilhar contigo mais este atestado de validez da solteirice, cada vez mais feliz e saudável.

Aquele abraço amigo e até um dia destes!

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Ora viva! ✌️

Depois de um fim de semana escaldante, em que sol arreganhou-nos os dentes e a temperatura tostou-nos a pele, eis-me aqui para falar-te de alguns (maus) hábitos que são mesmo nocivos à saúde, ainda que nem sempre tenhamos consciência deles.

É sabido que fumar mata, aliás essa sentença de morte costuma vir escarrapachada nos maços de cigarro, ainda que os fumadores estejam se marribando para ela. Ora acontece que existem uns quantos comportamentos, derivados sobretudo do estilo de vida moderno, que fazem tão ou mais mal do que fumar, mas aos quais pouca importância damos, talvez por ignorância, talvez por desvalorização do seu real impacto na saúde e no bem-estar.

Esta crónica cumpre, pois, o propósito de te dar a conhecer tais comportamentos, os quais segundo a ciência, a mãe de todas as sabedorias, são tão fatais quanto fumar, e, por vezes, bem mais difíceis de evitar. São eles:

1. Solidão
O aparecimento da Internet, e a consequente explosão das redes sociais, levou à caracterização da solidão como uma 'epidemia global', cada vez mais letal. Uma pesquisa da Universidade de Brigham Young, nos Estados Unidos, apurou que, no que toca à redução da esperança média de vida, a solidão equivale a fumar 15 cigarros por dia.
 
2. Sentar
De acordo com um estudo de 2014, estar sentado durante muitas horas aumenta o risco de desenvolvimento de vários tipos de cancro. Cada duas horas que permanecemos sentados eleva exponencialmente o risco de aparecimento de cancro do cólon, do endométrio e pulmonar, independentemente da prática, regular ou não, de exercício físico.
 
3. Privação de sono
A privação de sono já é considerado um (sério) problema de saúde pública. Estima-se que, só nos Estados Unidos, entre 50 a 70 milhões de pessoas sejam afetadas pela pouca quantidade ou pela má qualidade do sono. A Organização Mundial de Saúde alerta que não dormir o suficiente eleva o risco de enfarte e de ataques cardíacos, de forma semelhante ao consumo de tabaco.
 
4. Bronzear
O uso de solários em particular é potencialmente mais perigoso do que fumar. Em 2014, um grupo de investigadores publicou um estudo no qual se apurou que bronzear estava na origem do aparecimento de mais cancros da pele do que fumar relativamente ao desenvolvimento de cancro do pulmão.
 
5. Má alimentação
Várias pesquisas demonstraram já que consumir alimentos processados, ricos em açúcar e em gorduras saturadas, expõe os indivíduos, de forma semelhante ao tabaco, a inúmeras doenças potencialmente fatais. Uma equipa de investigadores concluiu, em 2016, que os riscos de mortalidade associados a uma má alimentação excediam os do consumo de álcool, drogas, da prática de relações sexuais sem proteção e do tabaco combinados.
 
É meu bem, por todos os lados somos tentados por maus hábitos, aos quais se não resistirmos teremos a nossa qualidade de vida comprometida irremediavelmente. Saber cuidar de nós, com sabedoria, esmero e dedicação, é um acto de amor, provavelmente o maior de todos. Cuida-te, cuida do teu corpo, da tua saúde, do teu bem-estar, que tu és a pessoa mais importante da tua vida.
 
Aquele abraço amigo e até breve!

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22
Jul22

É melhor viver feliz sozinho

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️ 

Hoje trouxe um texto assinado pelo idealizador da página Resiliência Humana, Robson Hamuche, no qual ele defende que é melhor viver feliz sozinho, e amar a própria companhia, do que ficar esperando reciprocidade.

Como o que ele defende tem tudo a ver com a essência deste blog, é com todo o gosto que o partilho contigo, na expectativa de que te induza a mais uma reflexão sobre o quão subvalorizado é o estatudo de "sozinho".

Quem vive para agradar os outros, apenas sobrevive e coleciona feridas que permanecem abertas, indefinidamente. Se você não se coloca como prioridade, você vira um imã para as decepções, se maltrata e se torna escravo da opinião alheia. Não seja essa pessoa!

Para se sentir feliz de verdade você vai ter que aprender a se agradar com mais frequência. Você vai ter que descobrir o que você ama fazer, o que te traz satisfação e bem-estar, sem precisar buscar nos outros essa satisfação.

Se você acha que as pessoas fingem se importar com você, provavelmente, você está agindo igual, em relação a si mesmo.Você deve estar fingindo se amar, fingindo se importar com o que realmente é importante para você. Talvez, você ainda nem saiba o que realmente importa pra você. É provável que você esteja totalmente desconectado da sua essência, e desconectado você passa a desrespeitar os valores essenciais, a ponto de nem estar consciente de quais são.

Se você deseja ser amado(a), antes você precisa se amar, porque para se sentir feliz com você mesmo, você precisa ser inteiro e não apenas uma parte. Você tem que aprender a integrar todas as suas partes, as que você julga serem sombrias e, também, aquelas de que você já consegue se orgulhar.

Se você quer que as pessoas te aceitem exatamente como você é, você precisa se aceitar primeiro. Se você não se aceitar, infelizmente, você sempre se sentirá inseguro em relação aos outros. Você pensará que não é o suficiente, justamente porque você não está validando todas as suas partes.

Você precisa se doar mais para você do que para os outros e isso não é egoísmo, é amor-próprio, é se bastar e atender as suas reais necessidades. Se você já consegue perceber que as trocas nas suas relações parecem não ser justas, saia do papel de vítima e comece a impor limites claros nessas relações. Não cobre nada dos outros, nem exija que eles façam a você o que você faz por eles, simplesmente pare de fazer o que você vem fazendo, isso já será um bom sinal de que você está se escolhendo como prioridade.

Diga como você se sente, mas não se humilhe pedindo reciprocidade, apenas exponha os fatos, deixe tudo bem claro e siga a sua vida livre desses pesos e das expectativas que você cria em relação aos outros.

Se aceite, se valorize, se dê ao respeito! Entenda que você precisa aprender a gostar de ficar sozinho e pare de esperar reciprocidade de quem não está disposto a te amar.

Desapegue dessa necessidade de receber dos outros o que eles não estão prontos para te oferecer. Construa com você a relação que você quer ter com os outros. Seja pra você mesmo o seu melhor amigo, o seu amante, o seu parceiro de vida. Assim que você decidir escolher a si mesmo, você vai se sentir amado(a) como ninguém jamais conseguirá te amar.

Aprenda que, muitas vezes, é melhor viver sozinho e amar a sua própria companhia do que ficar esperando reciprocidade.

Beijo 💋 em ti e um fim de semana esplêndido!

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Ora viva! ✌️ 

Hoje o tempo - e a cabeça, porque não reconhecer? - só dá mesmo para repescar uma crónica de há seis anos, na qual abordo um ponto muito pertinente do atual panorama das relações amorosas: amor líquido, um conceito curioso, não obstante incontornável nos dias de hoje. Boa leitura e, já agora, boa reflexão.

Nas minhas andanças pela rede descobri no blog obvious um artigo que, citando o sociólogo polaco Zygmunt Bauman, faz um retrato sem filtros da realidade atual das relações interpessoais.

Amor Líquido, talvez a obra mais popular deste que é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade, analisa de forma simples e prática as relações amorosas e algumas particularidades da sociedade atual, a que ele chama de "modernidade líquida".

Segundo ele, vivemos tempos líquidos, onde nada é feito para durar, tão pouco sólido. Não obstante o desejo comum a todos, os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água, devido à nossa dificuldade de comunicação afetiva, seja por medo ou insegurança.

Para este pensador, as relações terminam tão rápido quanto começam. Perante a adversidade e a contrariedade, resolve-se a situação cortando de imediato os vínculos. O que acaba por acumular (mais) problemas aos já existentes.

É um mundo de incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumadas com o mundo virtual e com a facilidade de "desconectar-se", as pessoas não conseguem manter um relacionamento a longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, ou seja, assim que dá defeito descarta-se - ou até mesmo troca-se por "versões mais atualizadas".

O romantismo do amor parece estar fora de moda, o amor verdadeiro foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas, as quais se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites de sexo sem compromisso são apelidadas de "fazer amor". Não existe mais responsabilidades de se amar e a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas nem fazem ideia do seu real significado.

Para melhor explicar as relações amorosas, Bauman estabelece uma relação entre parentesco e afinidade, afirmando que o primeiro seria o laço irredutível e inquebrável - aquilo que não nos dá escolha -, e o segundo voluntário, ou seja escolhido. No entanto, o objetivo da afinidade é ser como o parentesco. Só que, vivendo numa sociedade de total "descartabilidade", até as afinidades estão se tornando raras.

A questão do amor próprio também não escapou à análise deste sociólogo, que considera que as pessoas precisam sentir que são amadas, ouvidas e amparadas. Precisam igualmente saber que fazem falta. Ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar, cabendo a nós aceitar (ou não) essa classificação. Contudo, perante tantas incertezas e relações sem forma - líquidas - nas quais o amor nos é negado, como garantir o amor próprio? Os amores e as relações humanas de hoje são todos instáveis, e assim não temos certeza do que esperar. Relacionar-se é caminhar na neblina sem a certeza de nada - uma descrição poética da situação.

Num mundo em que ninguém parece ter tempo, paciência e muito menos vontade de investir numa relação verdadeira, duradoura e sustentável, não é de se admirar a quantidade de boa gente de coração livre e cama vazia. Pudera, nem todos estão para levar com um amor líquido!

Beijo 💋 em ti e até sexta!

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Ora viva! ✌️ 

Da depressão já ouviste falar com toda a certeza - ainda no post anterior fiz referência a este tema. Acredito que da depressão pós-parto também, assim como da depressão pós-férias. E da depressão pós-sexo? Confesso que até ontem nunca tinha ouvido falar de tal coisa, e achei tão curioso o assunto que eis-me aqui a expô-lo, não só por considerá-lo interessante de ser abordado como relevante de ser debatido.

Ao que tudo indica há quem fique triste após o ato sexual. A esse momento cheio de prazer pode seguir-se outro de grande melancolia. Isso é a depressão pós-sexo, um fenómeno bem mais comum do seria de imaginar. De acordo com dados citados pela revista Activa, quase 50% das mulheres terão vivenciado esse quadro emocional e cerca de 41% dos homens passarão por isto alguma vez, ao longo da vida.

A explicação reside no facto de "esta quebra acontecer quando termina o ato e se regressa à vida real. Pode acontecer de várias formas, logo a seguir ou, por vezes, no dia seguinte ou uns dias depois", esclarece a sexóloga Gigi Engle. Já a educadora sexual Ashley Townes acrescenta que os episódios de tristeza podem durar desde minutos a algumas horas e envolver lágrimas, um sentimento de melancolia ou depressão, ansiedade, agitação ou mesmo agressão.

disforia pós-coital, o nome pelo qual é conhecido na comunidade científica, implica que o ato sexual seja um momento tão intenso que, mal acabe, somos acometidos por um sentimento de enorme tristeza.

É, meu bem, a vida não tá mesmo fácil para ninguém. Se não há sexo, fica-se triste. Se há sexo, fica-se triste na mesma. Se o sexo for di kel bom (como se diz na minha terra), fica-se ainda mais triste. Moral da história: quanto melhor o sexo, maior a probabilidade de sofrer de depressão pós-sexo. Vá-se lá entender a mente humana. 😉

Apesar de nunca ter sentido nada mais do que alegria depois de um orgasmo, costumo ficar com os dentes arreganhados até ao tutano, faz sentido a justificação acima referida. Após provarmos algo mesmo mesmo bom, o sentimento que fica é o de "quero mais" e como esse "mais" não é passível de ser repetido sempre, muito menos o tempo todo, a tristeza toma conta do estado de espírito do comum mortal.

Agora que já te pus a par da atualidade sexual vou à minha vidinha, que hoje o dia vai ser daqueles em que só vou parar para respirar lá para as dez da noite.

Beijo 💋 em ti e até quarta!

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15
Jul22

Tristeza não é depressão

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️ 

Tenho por hábito à sexta-feira só falar de temas triviais, pois penso que, após cinco dias consecutivos de compromissos e afazeres, merecemos leveza e descontração. Hoje, contudo, vou abrir uma exceção para falar de um tema um tanto ou quanto deprimente, sem bem que revelante.

A saúde mental nunca esteve tão na ordem do dia como nos últimos tempos, mais precisamente nos últimos dois anos. A pandemia, e o impacto devastador que teve na vida de tanta gente, veio apertar o gatilho de uma arma que há muito estava apontada à cabeça da nossa sociedade.

Eu acredito que o bem estar pleno de qualquer ser humano passa pelo salutar equilíbrio entre o físico, o mental e o espiritual, ou seja, passa por uma perfeita harmonia entre o corpo, a cabeça e alma. Se uma dessas áreas está comprometida, os restantes dois ressentem-se. Quanto a isso não há volta a dar e é bom que tenhamos consciência disso.

A saúde mental é, pois essencial, à felicidade humana. E a felicidade humana é fruto de pensamentos, emoções e sentimentos, uns bons outros maus, mas todos necessários ao nosso autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e evolução espiritual.

Aonde quero chegar com esta conversa? Que é natural sentirmos tristeza, que é natural vivermos dias menos bons, que é natural irmos abaixo, que é natural sentirmo-nos esgotados, que é natural perdermos a esperança.

O que não é aconselhável é deixarmos que um estado de espírito, que é suposto ser temporário, se prolongue no tempo, roubando o protagonismo à alegria de viver, assumindo o comando da nossa vida. Cumpre, portanto, esta crónica a missão de te relembrar que a tristeza é uma emoção natural, passageira, necessária até. 

Nos dias de hoje a sensação que dá é que estar triste é algo mau, que faz logo soar os alarmes, como se tivéssemos a obrigação de estar felizes e contentes o tempo todo. Por outro lado, fala-se da depressão ao menor sinal de tristeza. Será que sabemos de facto qual a diferença entre uma coisa e outra, entre estar triste e estar deprimido?

De modo a não haver dúvidas entre uma coisa e outra, eis-me aqui a partilhar contigo as suas principais diferenças, identificadas por Ron Yap, coach de bem-estar mental. São elas:

Tristeza
É uma emoção
Desaparece passado um tempo
Não afeta as rotinas diárias
Permite-nos fazer coisas
Não causa pensamentos suicidas
Está associada a um gatilho específico
Ainda sentimos esperança e que a vida tem significado
Não afeta a saúde física
 
Depressão
É uma doença
Dura algum tempo
Interfere com as rotinas diárias
Provoca fatiga extrema
Causa pensamentos suicidas
É causada por vários motivos ou até mesmo por nenhum
Gera sentimentos fortes de desesperança e insignificância
Causa desconforto, dor, sono e mudanças no apetite
 
Meu bem, como acabaste de ler, tristeza não é depressão, assim como estar temporarimente com o espírito em baixo não é sintoma de doença mental. A depressão sim é um problema de saúde sério, a que não se pode fechar os olhos, menos ainda virar as costas. Eu dela cheguei a padecer, por isso sei do que falo.
 
Toma conta de ti e bom fim de semana! 💋

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Ora viva! ✌️ 

Uma vez terminada a primeira temporada da saga Uma aventura em Peñíscola, hoje trago um tema muy caliente, que é para combinar com este calor absurdo que anda a derreter-nos os miolos. Já que é para suar que nem uma cuzcuzeira que seja por um bom motivo. E qual o melhor deles? O sexo, ora essa! 😉

Lembras-te do post Sexo: outra verdade (preto no branco), na qual expus a minha opinião sobre o que distingue a performance sexual do homem "preto" da do homem "branco"? Ah pois é bebé, descobri um artigo que vem reforçar aquilo que eu na altura defendi, ainda que numa perspetiva diferente. Baralhada? Passo a explicar!

Nesse post, datado de 18 de maio deste ano, assumi, sem cor nem pudor, que a vantagem competitiva do black na cama residia na dureza do membro e não propriamente no seu tamanho, ainda que as duas coisas combinadas resultassem no jackpot do Euromilhões. Ou seja, antes um pénis menor, contudo duro, do que um maior, porém mole, vá não tão duro. 

Um artigo da Activa, aonde vou beber muito do que aqui despejo, veio validar a minha crença de que mais do que o tamanho, o que importa mesmo é a grossura. E sabemos nós que grossura remete para dureza.

Numa publicação, datada de 21 de janeiro de 2022, mas que só agora chegou-me à vista, a revista cita vários estudos referentes a esta questão. Um deles, de 2001 e publicado na revista científica BMC Women’s Health, diz que a grande maioria das mulheres cisgénero (que nasceram com o sexo feminino) valoriza mais a largura do que o comprimento.

Anos mais tarde, em 2014, um trabalho do departamento de Psicofisiologia Sexual da Universidade da Califórnia (UC) acabou por corroborar estas conclusões. Especificamente falando: para sexo casual, as inquiridas escolheram um pénis com uma circunferência maior do que aqueles que foram selecionados para parcerias românticas a longo prazo.

E a justificação é bem simples: segundos os especialistas da UC, a grossura do órgão pode ajudar na estimulação do ponto G. Além disso, como as terminações nervosas que são estimuladas durante o sexo estão localizadas perto da entrada da vagina e do ânus, a circunferência torna-se ainda mais importante. 

É meu bem, se dúvidas houvesse de que a largura tem mais valor do que o comprimento elas acabam de tombar por cama. Quando se fala no tamanho de um pénis, regra geral, refere-se ao comprimento, deixando de lado uma medida importante: a circunferência da parte mais larga do órgão sexual masculino, ou seja, a largura. E é justamente lá que reside a capacidade de proporcionar prazer.

Gostaria de saber qual a tua posição em relação a estas conclusões. Concordes ou discordes, o importante é que te manifestes. Enquanto aguardo pela tua reação, deixo-te com aquele abraço amigo de sempre e um até sexta!

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11
Jul22

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Ora viva! ✌️ 

Vamos lá então concluir a narração das minhas peripécias naquela que chamei de uma aventura em Peñíscola. Se bem te recordas, o terceiro episódio desta saga, que mais parece as obras de Santa Engrácia, terminou comigo dentro de um autocarro (por sinal, atrasado), com a bexiga prestes a arrebentar e o coração inquieto, ante a possibilidade de comprometer o embarque para Espanha.

Partilhando com a minha amiga Clara o estado do meu depósito urinário, assegurou-me ela que haveria tempo para aliviá-lo, já que o terminal rodoviário dispunha de sanitários. A essa altura dos acontecimentos, um minuto a mais um minuto a menos era irrelevante, rematou ela. Pouco tempo depois, liga-me novamente, desta vez para me dar conta de que afinal já não poderia contar com o wc da estação, por estar fora de serviço.

É meu bem, quando o universo decide conspirar a nosso desfavor, pouco ou nada podemos fazer, a não ser esperar que ele mude de ideias e nos sorria novamente.

Quando faltavam dois minutos para as oito da noite, desembarquei - finalmente - em Aveiro, aflitíssima por ir à casa de banho e louca para dar um abraço na Clara. Mal a viatura parou, fui a primeira a desembarcar e a primeira a pegar na mala, desatando de seguida a correr, para espanto dos presentes. Mais do que por estar atrasada, corria por sentir que era uma questão de segundos até fazer urinar pelas pernas abaixo.

A Clara, à minha espera há quase uma hora, sugeriu-me que tentasse a sorte com a casa de banho do café da gare, mesmo sem consumir nada. Enquanto ela acolhia os meus pertences e os arrumava no carro, corri para o café, sem olhar para nada nem ninguém, a não ser o símbolo da identificação da toilete. Na ânsia do alívio, não me apercebi que este não dispunha de papel higiénico. Que merda! Tive que me limpar com as mãos, fazer o quê? A essa altura dos acontecimentos não ia armar-me em fina.

Nesse entretanto, a guia – lembras-te dela? – deu o ar da sua graça, devolvendo as milhentas chamadas que tinha do meu número. Coitada da Sandra (assim se chama ela), estivera a dormir, pois tinha chegado nessa manhã de uma outra excursão. Extremamente amável, não obstante a enxurrada de chamadas minhas, ela lá nos tranquilizou novamente, garantindo que esperariam por nós, o tempo que fosse necessário.

Para encurtar a estória, se não nunca mais saímos daqui, deixamos a gare num fechar de olhos e fizemo-nos à estrada, a Clara como piloto, eu como copiloto e o GPS como coadjuvante. Como ela nunca tinha ido para Estarreja de carro estava um bocado insegura, não fosse enganar-se numa rotunda ou saída. Com a ajuda do mapa que o pai lhe fez, contendo as indicações necessárias, minuciosamente anotadas à mão, fizemos o percurso em menos tempo do que o previsto. Foi assim que, sem sobressaltos, chegámos ao nosso destino, pouco depois das 20h20.

A Clara, que já tinha identificado um bom sítio para deixar o carro durante a semana de ausência, uma fábrica próxima do local de embarque, logo à saída da autoestrada, conseguiu um lugar discreto para o estacionar. Desta vez foi ela a precisar de urinar, ato que realizou ali mesmo, ao ar livre. A sorte é que aquilo era um descampado, sem vivalma à vista.

Quando nos abeirámos do sítio indicado pela agência de viagens, descobrimos que já lá estavam dois casais. Tal como nós, também eles receberam instruções para lá estarem às 20:30. Sabes a que horas apareceu o autocarro que era suposto chegar às 20h30? Às 21h05!!! Ou seja, ainda estivemos quase 45 minutos à espera.

Moral da estória: não vale de todo a pena stressarmos por algo que não controlámos. Tanto desgaste emocional, e físico, para quê? Para nada! Além de termos conseguido chegar antes da hora combinada, ainda estivemos um bom tempo à espera.

Fim (por agora).

Beijo 💋 em ti e uma ótima semana!

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08
Jul22

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Ora viva! ✌️ 

Já ouviste falar de "sexytude"? Se sim, ótimo. Se não, aqui vai a explicação básica: é conjugação da sensualidade com a atitude. Dado que a sexytude é um valioso ativo para as mulheres, sobretudo para as solteiras, hoje proponho revisitarmos o post Nove coisas que provam que ser sexy é uma questão de atitude, que fala precisamente de umas quantas atitudes que nos tornam sexys, logo irresistíveis.

É facto que a sensualidade está nos olhos de quem a vê. Com isso quero dizer que ela dá sempre azo à subjetividade, já que o que é sexy para uma pessoa pode não o ser para outra. O que é igualmente facto assente é que essa mesma sensualidade está nas atitudes de quem a pratica, daí que estas nove sejam consideradas pela revista Notícias Magazine como aquelas que fazem com que a atenção alheia recaia sobre a nossa pessoa sem que precisemos fazer por isso.

São elas:

1. Cabelo desalinhado
Cabelo com vida própria, de preferência au naturel, dá-nos um ar despreocupado, descontraído e altamente desejável, sem, contudo, fazernos parecer desleixados.

2. Comer com gosto
Comer de forma descontraída, sem complexos ou receio de sujar as mãos, é uma atitude adorável. Um conselho: não te esqueças de lamber os dedos, que isso sim é ultra sexy.

3. Riso
Sabes aqueles risos espontâneos, gostosos de se ver e ouvir, que iluminam o rosto todo e se estendem até aos olhos? É precisamente esse tipo de riso que nos faz parecer incrivelmente atraentes.

4. Look descontraído
A forma como nos sentimos confiantes e confortáveis em relação à aparência diz muito sobre nós. Um visual descontraído, que assente bem e realce o que ele tem de melhor, é altamente apelativo.

5. Cicatrizes
Há quem tenha um enorme complexo das marcas que têm no corpo. Se é o teu caso, fica a saber que os homens apreciam aquelas marquinhas particulares que tornam cada mulher única.

6. Espontaneidade
Ser natural, original ou desenrascada torna-nos particularmente atraentes aos olhos dos outros. Ser espontâneo exige segurança, autoestima e fidelidade à própria essência. 

7. Independência
Ser dona do próprio nariz requer uma personalidade forte e uma vontade inabalável de assumir as rédeas da própria vida, no mater what. E sabemos nós que ser seguro de si é sexy.

8. Olhos nos olhos
Aquela máxima de que os olhos são o espelho da alma é pura verdade. Um olhar direto (sobretudo acompanhado de um sorriso) pode tornar uma pessoa oito vezes mais desejável.

9. Ombros à mostra
Destapar uma parte do corpo, sem revelar demasiado, é sexy. No caso das mulheres, deixar um ombro à mostra fá-las sentirem-se instantaneamente elegantes, poderosas e femininas.

Moral desta crónica: mais do que ser fisicamente bem-apessoada ou usar indumentária provocante, ser sexy resume-se a uma única palavra: atitude; atitude essa alimentada a autoconfiança. E autoconfiança sabemos nós que atrai, fascina, cativa e marca tudo e todos.

Beijo 💋 no ombro e muita sexytude durante o fim de semana.

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