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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


13
Abr22

Beija ou Beija-te

por Sara Sarowsky

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Ora viva! 💋

Celebra-se hoje, 13 de abril, o Dia Internacional do Beijo, efeméride que visa assinalar e enaltecer a importância do beijo para a interação humana. O ato de beijar, comum em grande parte das civilizações modernas, serve tanto para cumprimentar ou saudar, como para expressar afeição, respeito, atração, desejo sexual e o que mais quisermos.

"Quem beija seu afeto despeja", acabei eu de inventar. Beijar é bom demais, na verdade é uma das melhores coisas da vida. Prazeroso, gratuito, saudável e altamente estimulador das hormonas da felicidade, faz um bem um bem danado à saúde, seja a nível emocional, seja a nível físico.

Para quem tem um par de lábios à mão, a palavra de ordem é beijar. Para quem não tem, a palavra de ordem é beijar-se. De forma ternurenta, melosa, apaixonada ou escaldante, o que importa mesmo é aproveitar esta oportunidade, como se preciso fosse, para dar tarefa à boca. 

Caso ainda não estejas convencida da relevância do beijo, recomendo que dês uma espiadela no post Mais e melhores beijos, sff.

Aproveito para te desejar uma santa e feliz páscoa, recheada de beijos, abraços, petiscos e risos. Vou tirar uns dias de férias, pelo que conto estar de volta ao teu convívio na última semana de abril. Enquanto isso, beija, meu bem, tanto quanto puderes. Por ti, por mim, por todos.

Hasta!

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Ora viva! ✌️

Já que estamos numa de felicidade, e porque ela é sempre oportuna, para hoje propus-me a resgatar um artigo de há precisamente cinco anos, no qual faço uma distinção muito clara entre viver e existir.

Por estes dias, tenho duas "manamigas" que andam por demais precisadas de palavras de conforto, amizade e solidariedade, tamanho é o peso da dor que carregam nos seus ombros. A elas, mas também a todos aqueles que estejam a braços com alguma provação, dedico esta crónica, como forma de lhes transmitir alento e esperança.

Sei muito bem o quanto a vida pode ser dura, mas também sei a força de uma palavra amiga nos seus momentos mais conturbados. Não é à toa que dizem que alegria dividida é alegria a dobrar e tristeza dividida é meia tristeza.

As profundas mudanças que tenho estado a incrementar na minha vida de há uns tempos a esta parte têm vindo a reforçar a minha crença – inabalável, diga-se de passagem – de que a vida vale a pena, no matter what.

Vale sim, ai vale vale! Contudo, só nos apercebemos disso quando nos dispomos a abraçá-la sem reservas; a encará-la nos olhos, sem baixar a cabeça; a levantarmo-nos sempre que ela nos passa uma rasteira e a continuar a caminhada, mesmo com os pés em carne viva.

Ela não é fácil; na verdade, nem é suposto ser. Tem vezes que achamos que não aguentamos tamanha carga e tem outras que sentimos que toda ela conspira a nosso desfavor. Quem nunca? Ainda assim, ela continua a merecer que não desistamos dela. Ainda assim, ela continua a merecer o benefício da dúvida, mais não seja para ficarmos a saber qual a sua próxima jogada.

Queridas amigas, façam-me o favor de não desistir da vida, porque ela não desistiu de vocês, por mais que vos dê a entender que sim. Ela está apenas a por-vos à prova, com o intuito de avaliar se, de facto, são dignas das graças que, com toda a certeza, vos estão reservadas.

Viver é preciso! Atenção que eu escrevi "viver" e não "existir". Viver é que nos move no caminho da felicidade. Existir é o que nos faz respirar, dormir, trabalhar, pagar as contas e por aí fora. Existir é viver sem alento, sem alegria, sem brio, sem esperança, sem magia. Nos tempos atuais, a maioria das pessoas existe, ao invés de viver. Até pouco tempo atrás, também eu integrava esse lote. Hoje não! 

Hoje escolho só tomar como garantido o "aqui" e "agora". Hoje escolho desfrutar da vida como se não houvesse amanhã. Hoje escolho desapegar-me do que me possa vir a acontecer no futuro. Hoje escolho seguir a máxima "um dia de cada vez". Hoje escolho viver!

Hoje escolho ser feliz, do jeitinho que dá para ser. Sem ter tudo o que quero, mas querendo tudo o que tenho. Porque eu quero, porque eu posso, porque eu mereço e porque a vida só faz sentido se for para ser assim.

Noite feliz e até à próxima!

Meu bem, o meu desejo é que saibas fazer da tua vida uma vivência e não uma mera existência. Que neste semana Santa, a felicidade esteja com aqueles que mais precisarem. Hasta!

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08
Abr22

CA3A0FE3-181A-46CD-86AB-ED58923C9087.jpegOra viva! ✌️ 

Sexta-feira costuma ser o dia mais ansiado da semana, logo, um dos mais felizes, senão o mais feliz. Pelo menos assim é para aqueles que trabalham ou estudam apenas nos dias úteis. Ciente disso, hoje vou falar-te da prática regular da felicidade, o tema ideal para este dia, aquele em que nos despedimos dos deveres semanais e abraçamos o fim de semana.

A felicidade é um estado de espírito e, como tal, pode ser treinada, de preferência com uma periodicidade diária. Claro que existem dias e dias, alguns tão duros que vamos parar ao chão. E é justamente nessa altura que a sua boa forma física é posta à prova.

Quem está em forma, levanta-se num ápice, ávido por nova ronda de exercícios. Consciente e convicto de que aprendeu a lição, não se deixará apanhar pela mesma rasteira duas vezes.

Quem está assim-assim, deixa-se ficar no tatami, aproveita a estada lá em baixo para recuperar o fôlego, enquanto vai vendo as coisas de uma perspectiva diferente. Quando sentir que é o momento certo, levanta-se e continua o treino, cansado, contudo, focado na meta.

Quem não está em forma, ou seja quem optou por deixar-se ficar no sofá da vida, no chão permanecerá, a lamentar-se e a queixar-se do cansaço, das dores, da dureza do treino, do personal trainer, dos equipamentos, do barulho e por aí fora...

Dá trabalho manter a felicidade em forma? Oh se dá! Afinal, ela exige energia, tempo, disciplina, paciência, foco, humildade, motivação, resiliência, persistência, resistência, força de vontade e compromisso. Só quem é aficionado pela prática regular de exercício físico saberá entender na perfeição o que quero dizer.

Àqueles que ainda não experimentaram semelhante atitude, só tenho a dizer o seguinte: começa por aprender a gostar e a cuidar de ti e, principalmente, a só gostar e cuidar de quem gosta e cuida de ti. Depois disso, estarás pronto para ingressar numa Academia da Felicidade ao pé de ti. Uma vez que lhe apanhas o gosto, não quererás saber de outra coisa, já que a boa forma feliz é incrivelmente aditiva.

Por hoje fico por aqui. Tenho um músculo da costela atrofiado, motivo pelo qual estou cheia de dores. Ontem, quase que me dirigi ao hospital, mas lá controlei o pânico e aguentei bravamente a dor, tão intensa que estava a comprometer o normal funcionamento do aparelho respiratório. Esta manhã, acordei mais aliviada, mas o movimento levantar-sentar é uma tortura. Espirrar então...

Beijo no coração e até segunda! 💋

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Ora viva! ✌️

Já aqui escrevi que criaturas que se autointitulam de "boa pessoa", "generosa" ou "de confiança" ficam automaticamente sujeitas à minha suspeição. Vários episódios, registados ao longo desta atribulada existência minha, levaram-me a essa conclusão, sendo a mais dramática aquela que descrevi no post Stalkers: cuidado que eles andam aí e quando menos esperares...

Agora é a própria ciência que vem certificar aquilo que a duras penas descobri eu, e acredito que muito boa gente também. Meu bem, se tens problemas em confiar, por excesso ou por défice, esta crónica vai-te ser bastante útil, pois esclarece por a+b como devemos processar a informação que os outros nos dão em relação à confiança.

Não é tarefa fácil sabermos de avante em quem devemos confiar. Se fosse, não abundariam pelos relatos da vida tantos casos de traição, desilusão ou quebra de confiança. Em relação a isso, o investigador de ciências sociais Jeremy E. Sherman descobriu um método - ao que tudo indica, infalível - para nos ajudar a decidir sobre quem é credível.

A base da sua teoria assenta na análise de dois tipos de pessoas: aquelas que transpiram confiança, e nos garantem que podemos confiar nelas sempre, e as menos confiantes, e que admitem duvidar de si próprias. De acordo com o investigador, "é bem mais sensato confiar em alguém que duvida de si mesmo do que em alguém que tem confiança absoluta".

E a explicação é simples: o ato de "duvidar" de nós próprios vai gerando uma maior consciência. É por isso que "quando alguém declara com confiança que é uma boa pessoa, é um sinal de alerta para mim. Quando alguém me diz ‘confia em mim’, eu confio menos na pessoa, não mais", esclarece Sherman.

Preciso desenvolver mais? Não me parece, já que mais claro do que isso só desenhando. Aquele abraço amigo, que na sexta haverá mais!

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04
Abr22

A cor do desejo

por Sara Sarowsky

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Ora viva! ✌️

Hoje trago-te a minha contribuição para o II Volume da Antologia Mulheres & Seus Destinos, uma iniciativa das minhas conterrâneas Lena Marçal e Joana Nogueira e cujas receitas (direitos de autor e venda) revertem-se a favor de uma instituição cabo-verdiana de apoio a crianças com vulnerabilidade especial. 

A cor do desejo

Dentro da suíte, o ambiente era simplesmente explosivo. Em momento algum da sua calejada vida sexual imaginou Ben que pudesse desejar tanto uma mulher. O contraste das suas peles, o modo como os seus corpos se encaixavam na perfeição e a forma como Mia respondia às suas investidas, e ele próprio reagia à sensualidade dela, fê-lo ter a certeza de que tinham nascido um para o outro: ele para amá-la, ela para satisfazê-lo.

Estava embriagado de amor, inebriado de prazer, intoxicado de desejo. Ele da cor de leite condensado, ela da cor de chocolate quente. Ele faminto, ela ávida. Ele ansioso, ela expectante. Ele poderoso, ela soberana. No instante em que sentiu aquela boca carnuda apossar-se do vórtice da sua masculinidade, Ben soube que estava irremediavelmente preso aos seus encantos, para sempre embeiçado por ela...

Tal constatação teve um efeito avassalador na sua libido, arrasador no seu coração. Foi acometido por um medo irracional. Acima de tudo, temia ser correspondido. Se ela sentisse o mesmo, arrependimento nenhum deste mundo os poderia valer. Se se permitisse consumar esse desejo, para todo o sempre estaria a sua felicidade dependente de outra pessoa.

Demasiada intensidade assustava. Tamanha atração confundia. Tanta vulnerabilidade mortificava. Ter consciência de que aquela seria a única oportunidade que dispunha para desfrutar dela - do seu corpo voluptuoso, da sua boca sensual, do seu olhar sedutor, do seu sorriso tentador, do seu espírito encantador e da sua atitude misteriosa - só contribuía para aumentar ainda mais o seu desconforto.

Por mais que quisesse nela enterrar a sua espada de guerreiro do amor, afiada como jamais a sentira em nenhuma outra ocasião, Ben sabia que consumar essa paixão ditaria o fim da vida que conquistara, aquela que escolhera para si e pela qual tanto batalhara. Em nome do seu conforto pessoal, em abono da sua harmonia familiar, no interesse da sua estabilidade patrimonial, conteve-se, a escassos segundos de desferir o golpe fatal.

A excitação que se tinha apoderado do seu corpo era de tal magnitude que a cabeça latejava, a respiração falhava, o coração galopava. Ter aquela deusa de ébano seria simultaneamente a glória e a ruína, o céu e o inferno, o sucesso e o fracasso... Sabendo que se a possuísse não mais voltaria a desejar outra mulher pelo resto da vida, Ben optou por abrir mão dela. Deles. De si próprio...

A garganta seca, as mãos usadas, o olhar alucinado, o coração acelerado, a respiração entrecortada e a majestosa ereção que teimava em consumir-lhe as entranhas eram indícios mais do que evidentes de que, a provar dela, para o resto da sua vida ficaria viciado. Sentia-se a personificação da frustração: libidinosamente potente, emocionalmente impotente, humanamente incompetente.

Ver Mia deixando o quarto, saindo da sua vida, foi tão intenso que por pouco não desabou sobre a cama. Impediu-o a dignidade de se ajoelhar e implorar para ela ficar. Temia o momento em que se abrisse a porta, atrás da qual adivinhava estar a sua esposa, à escuta, à espera, à míngua.

A Ana disse depois que o casamento tinha sido o motivo pelo qual não tinha sido capaz de concretizar a fantasia de ter uma aventura sexual com uma negra. Entendeu ela tal confissão como uma poderosa declaração de amor, pelo que aterrou nos seus braços possuída por um ímpeto há muito relegado à memória dos primeiros meses do namoro, onde a atração sexual era presença assídua e o prazer físico uma necessidade constante.

Amaram-se com loucura, com urgência, com desespero, assolados por uma ânsia primitiva, incontrolável, inconfessável. Cada um por razões distintas. Ele para aliviar o tesãom acumulado e aplacar o desejo insaciado. Ela para recompensá-lo por ter resistido à tentação de ter sexo consentido com aquele orgasmo ambulante chamado Mia.

Soube ele no momento em que penetrou a sua esposa Ana que jamais voltaria a desfrutar do seu corpo sem pensar na misteriosa criatura que por breves instantes tivera nos braços, uma mulher que irrompeu na sua vida feito tempestade tropical, para lhe despertar um desejo selvagem, abrasador, arrasador, que até então ignorava possuir.

Ana, grata, lisonjeada e apaixonada, entregou-se sem qualquer reserva, pudor ou complexo. Entregou-se como nunca antes o tinha feito, sedenta de prazer, faminta de amor. O que jamais lhe passou pela cabeça é que aquela paixão toda não lhe pertencia, nunca lhe pertenceu, jamais lhe pertencerá...

Quanto a Mia... bem isso é assunto para outro conto, disponível em breve num site perto de ti. 😉

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01
Abr22

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Ora viva! ✌️ 

Eis-me aqui novamente, desta vez para dar-te conhecimento das previsões astrológicas para este quarto mês do ano 2022, que hoje arranca. O mês que ontem findou foi perverso, mais não seja por esta guerra absurda e injusta que assola o leste europeu. Sobre isso prefiro não alongar-me, até porque é sexta-feira não é dia de assuntos "pesados".

Vamos lá então saber o que nos reservam os astros para os próximos 30 dias, de acordo com a spiritual coach Isabel Soares dos Santos, que generosamente cede as suas previsões energéticas ao Ainda Solteira.

Despedimo-nos de um mês de março muito intenso para podermos abraçar um mês de abril mais sereno.

Este novo mês vem acompanhado com a carta de Tarot 'A Fonte', fazendo uma analogia com a ligação ao divino que é a fonte de tudo o que existe. O mais importante durante este mês é a compreensão de que essa fonte divina já existe em nós.

Quando algo não corre como esperado, foi nossa responsabilidade energética. E o oposto também se verifica, quando algo corre como esperado, também foi nossa responsabilidade energética.

Este mês de abril vem relembrar-nos que tudo é energia. Estaremos expostos a uma imensidão de milagres e mudanças rápidas, mas convém estarmos preparados. Os milagres precedem momentos de angústia e dúvida. E é quando não desistimos que nos tornamos num mensageiro divino e abrimos o nosso coração aos maiores milagres da vida.

💕 Aconselho vivamente a veres o vídeo das previsões para melhor compreenderes este mês de abril de 2022.

Desejo do fundo do meu coração que todos estejam preparados para experienciar os milagres que este mês nos irá presentear.

Desejo-te um mês repleto de amor divino, saúde, abundância e sabedoria interior!

Abraço de Amor,
Isabel 💗

Que abril nos traga o milagre pelo qual tanto ansiamos. No meu caso, sei muito bem qual é. Beijo no ombro e até segunda!

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