Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


31
Jan22

Esperem sentados (reprise)

por Sara Sarowsky

people-g9ceeab980_1920.jpg
Ora viva! ✌️ 

A rescaldar das legislativas de ontem, e profundamente orgulhosa do facto de o meu #votonegro ter contado, para hoje proponho lançarmos um olhar a este texto da jornalista Rita Marrafa de Carvalho sobre o papel da mulher na sociedade atual, originalmente publicado em janeiro de 2016, tinha este blog poucos meses de vida.

Esperem sentados
Que cases. Que te juntes numa cerimónia branca e imaculada, rodeada de família e amigos. Que tenhas filhos depois. Só depois. Esperam de ti, mulher, que saibas, no mínimo, estrelar ovos e que gostes de homens. Mas que sejas fiel. Ordeira e arrumada. Limpa e asseada. E que dês de mamar. Que sejas incansável na função de mãe, sem lágrimas ou dúvidas. Mãe que é mãe nunca se arrepende de nada. Nem de os ter. Nem do que faz. Nunca questiona os conselhos dos mais velhos.

Esperam de ti isso e mais. Que qualquer sensação de fraqueza é para erradicar do peito e da cabeça. Esperam que se te dizem que deves dar peito até aos dois anos, é para cumprir. Que se não sentes qualquer gozo nisso, és menos mãe. Menos capaz. Menos mulher. Esperam de ti um parto normal. Gaja que é gaja, tem parto vaginal. As outras são umas "meninas". Esperam de ti a boçalidade da pré-história.

Esperam que tenhas os filhos sempre limpos e que lhes dês banho todos os dias, após uma refeição sem fritos ou salsichas. Esperam que a roupa do homem com quem casas, porque é suposto gostares de homens, esteja passada a ferro. Que se não podes, contrates alguém.

Esperam que não haja vincos na tua camisola quando vais trabalhar todos os dias nem nódoas de ranho ou papa. Esperam que tires um curso. Que sejas "alguma coisa" mas que consigas ter a casa num brinco, sem pingo de pó ou brinquedos fora do sítio.

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

Esperam isso. Esperam mais. Que nunca adormeças maquilhada porque sujas a fronha da almofada. E que não te separes. Aguenta. É suposto aguentares porque tudo dá trabalho na vida. Por isso, é suposto esforçares-te. Pelos filhos. Por ti, não. Não carece. Por ti, não. E pela imagem. A imagem. E o que gastaram naquele casamento sumtuoso! Não. Aguenta, se faz favor. Pelos teus pais e pelos teus filhos. Esmera-te. É capaz de ser culpa tua.

Esperam isso de ti. E não convém falhares. Esperam que tenhas sempre a louça na máquina e a roupa estendida. Que a cama esteja sempre feita. Todos os dias. Esperam de ti pouco rasgo. Se pensares demasiado, vais questionar demasiado. Ser curiosa ainda vá. Refletir é evitável. Não esperam que sejas uma grande inteletual ou que fumes charutos ou que gostes de brandy. Vais beber licor de café ou vinho do porto e fumar qualquer coisa com sabor a mentol. Esperam de ti a dignidade. Que aceites o assédio como um galanteio. Esperam que uses saltos altos todos os dias e que uses um perfume que enche o elevador. Esperam que sejas isto. E mais. Só não esperam que sejas feliz.

Sobre o resultado das eleições, históricas em vários aspetos, falarei noutra altura, que hoje é dia de celebrar e perspetivar dias mais estáveis para o país. Que a tua semana seja tão boa quanto a tua energia!

Autoria e outros dados (tags, etc)

28
Jan22

girl-g42f870fbe_1920.jpg
Viva! ✌️ 

Nesta última sexta-feira do primeiro mês do ano 2022 quero falar-te de um dos maiores flagelos da atualidade no que toca a relacionamentos amorosos: a violência. Para tal, inspirei-me na socióloga, ativista social, mentora do projeto Mon na Roda e da página Sem.tabus, Miriam Medina, que reuniu no livro Se causa dor, não é amor relatos de jovens que viveram um relacionamento abusivo.

Através de uma recolha que fez em todo o arquipélago de Cabo Verde, enquanto ministrava palestras sobre violência no namoro nas escolas secundárias, tendo tido a oportunidade de falar com mais de três mil jovens, Medina reteve uma dúzia de histórias, contadas na primeira pessoa, para dar corpo a um livro, que, nas palavras da própria, "pretende chamar a atenção da sociedade para essa problemática que está a afetar a sociedade cabo-verdiana".

Dado que este não é um fenómeno exclusivo à sociedade cabo-verdiana, pelo contrário, eis-me aqui a abordá-lo, com o intuito de proceder à sua exposição e consequente desmistificação. Porque é preciso falar, é preciso relatar, é preciso denunciar, é preciso educar, é preciso socializar, é preciso alertar, é preciso fazer algo. Caso contrário, estaremos a ser coniventes com algo que compromete claramente o bem-estar físico, emocional e psicológico de toda uma geração.

A violência é um comportamento inerente à condição humana e existe deste que o mundo é mundo. A violência na relação - ou doméstica como é comumente conhecida – é disso reflexo. Só que, nos dias de hoje, assume um protagonismo inédito e mediático, mais não seja porque os meios de denúncia e apoio à vítima são cada vez mais diversos e consistentes.

É ingénuo pensar que a violência baseada no género acontece apenas entre os adultos. Ela é também visível no seio dos jovens, com forte probabilidade de continuar na vida adulta, caso estes não consigam por termo a esses relacionamentos abusivos. Por estar bem ciente dessa realidade, Miriam Medina defende que é necessário ensinar os jovens a dizer "não", a valorizarem-se e a terem em conta que o amor é para ser vivido a dois e de forma saudável.

Após tomar conhecimento de tantas histórias, que considerou "graves", a autora assume que a violência no namoro é uma questão de saúde pública. Daí que lança um apelo às famílias no sentido de estarem mais presentes na vida dos jovens. A batalha contra este flagelo social só será possível quando a família, a sociedade e a escola se unirem numa frente única, considera Miriam.

Porque é que os miúdos, com uma vida inteira pela frente, submetem-se a este tipo de relacionamento abusivo, eis a pergunta que não nos cansamos de fazer. A explicação está numa "carência muito grande", que já vem do núcleo familiar, e estes, muitas vezes, para chamarem atenção acabam por se submeterem a um relacionamento abusivo, porque em dado momento vão ter o carinho que não encontram na família.

Meu bem, onde há amor, não há dor, não pode haver. Amor é para fazer feliz, não para causar sofrimento. Se causa dor, não é amor! Ponto final parágrafo travessão. E isso vale para miúdos e para graúdos, para Cabo Verde e para o resto do mundo.

Aquele abraço amigo de bom fim de semana!

Autoria e outros dados (tags, etc)

26
Jan22

Sexo sacia, amor nutre

por Sara Sarowsky

love-g544e60987_1920.jpg
Viva!

Esta crónica assenta num texto da página Kritica Kriolu?, a qual tem por hábito partilhar diversos conteúdos alinhados com a essência deste blog. Gostei particularmente de um publicado na manhã de ontem, por deixar bem claro que existe uma linha que separa o sexo do amor, dois conceitos muitas vezes percecionados como sinónimos, quando na verdade não são. Não mesmo, ainda que estejam intimamente ligados.

Adequado a todo e qualquer ser humano que, numa relação amorosa, insiste em investir apenas no seu papel de provedor de orgasmo, achando que com isso garante o afeto das pessoas com as quais se envolve sentimentalmente, a reflexão abaixo citada deixa bem claro que sexo é uma coisa e que amor é outra bem diferente. O primeiro é capaz de sustentar uma relação até à página vinte; depois disso, se não houver algo mais sólido, acaba por se dissipar na sua própria efemeridade.

Sexo é muito bom, mas estão enganados se acham que mulher vive exclusivamente disso.
Mulheres valorizam a cordialidade de um abraço, a gentileza de um cuidado.
Mulheres gostam de ser levadas a lugares diferentes, que inspirem e sejam inesquecíveis.
Mulheres gostam de ser lembradas numa terça qualquer com uma mega surpresa ou numa quinta pela manhã com um botão de rosa roubado.
Mulheres gostam de ser surpreendidas com declarações singelas, como "lembrei de você", "estou com saudades", "quero te ver".
Uma relação é feita de cumplicidade, companheirismo, amor e dedicação, o resto é consequência.
Se a única coisa que você tem a oferecer para uma mulher é o sexo, desfruta do momento, pois ela vai-te "aproveitar" até perceber que o que você tem para oferecer qualquer homem dispõe.
Você só precisa torcer para ela não perceber que merece mais do que isso. O dia que isso acontecer, perdeu!

Independentemente da tua orientação sexual, se és pessoa para te reveres nesta descrição, fica a saber que o teu papel na vida daqueles com quem te envolves será sempre o de prestador de serviço, e jamais de parceiro efetivo. Para o caso de não ter sido explícita o suficiente, troco por míudos: sexo sacia (o corpo), mas é o amor que nutre (o coração). Quem avisa amigo é!

Beijo no ombro e até sexta!

Autoria e outros dados (tags, etc)

24
Jan22

woman-g09342bca6_1920.jpg
Ora viva! ✌️ 

O post de hoje é uma repescagem de uma publicação de 2018, através da qual dei a conhecer as dez versões que a sexualidade humana pode assumir. Acredito que de lá para cá - quatro anos - mais versões terão surgido, já que a se trata de uma temática dinâmica, criativa e muitas vezes bizara, como poderás constatar pelo texto em baixo.

Qualquer mortal com uma fissura na mente – por mais pequena que seja – não pode deixar de reconhecer que há muito que a homossexualidade e a bissexualidade deixaram de ser as únicas alternativas à heterossexualidade. Nos dias que correm existem tendências sexuais para todos os gostos e preferências.

Com esta crónica pretendo fazer um apanhado das mais em voga, num total de 10, elencadas pelo psicólogo espanhol Arturo Torres:

1. Heterossexualidade
É a orientação sexual definida exclusivamente pela atração entre pessoas de sexo oposto. É a mais comum.
 
2. Homossexualidade
Carateriza-se pela atração sexual por pessoas do mesmo sexo. Popularmente, identificam-se os homens homossexuais como gays e as mulheres como lésbicas.
 
3. Bissexualidade
Pauta-se pela atração sexual por pessoas de ambos os sexos, mas não necessariamente com a mesma frequência ou intensidade.
 
4. Panssexualidade
Refere-se à atração sexual por pessoas, independentemente do seu sexo biológico ou identidade de género. A diferença entre esta orientação e a bissexualidade é que, neste caso, a atração sexual vai-se experienciando através das categorias de género, enquanto que na panssexualidade tal não acontece.
 
5. Demissexualidade
Esta versão descreve-se como o desenvolvimento da atração sexual apenas nos casos em que se terá estabelecido previamente um forte vínculo emocional ou afetivo.
 
6. Lithssexualidade
Indivíduos com este tipo de orientação sexual sentem atração por outras pessoas, mas não sentem necessidade de serem correspondidos.
 
7. Autossexualidade
Aqui a atração é unidirecional, ou seja por si mesmo, sem que isso seja sinónimo de narcisismo. Pode entender-se como uma forma de alimentar o afeto ou o amor próprio.
 
8. Antrossexualidade
Este conceito aplica-se àqueles que experimentam a sexualidade sem saber em que categoria identificar-se e/ou sem sentir necessidade de classificar-se em nenhuma delas.
 
9. Polissexualidade
Considera-se polissexual quem sente atração por vários grupos de pessoas com identidades de géneros concretos. Segundo o critério utilizado para o classificar, pode entender-se que a polissexualidade se confunde com outras orientações sexuais como, por exemplo, a panssexualidade.
 
10. Assexualidade
Esta orientação serve para nomear a ausência de atração sexual. Muitas vezes, considera-se que não faz parte da diversidade de orientações sexuais, ao ser mesmo a sua negação.
 
Este post mostra-nos o quão insensato é catalogar a orientação sexual humana, visto que esta vem-se revelando cada vez mais complexa e cheia de nuances.
 
Dou por concluída a escrita de hoje, não sem antes partilhar os resultados do teste à minha orientação sexual. À luz destas tipologias que acabei de citar, não restam dúvidas de que a minha sexualidade é fruto da tríade: heterossexualidade, demissexualidade e autossexualidade. De ora em diante, sempre que for necessário defini-la, direi que sou heterodemiautossexual. Impactante, não?
 
E tu, single mine, em que categoria inseres a tua sexualidade?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Saturday Single Spot com Liliana Monteiro.png
Ora viva! ✌️ 

Aqui no AS o fim de semana arranca já esta noite, com um girls talking sobre o caminho para a felicidade. Sei que tenho andado desleixada em relação ao Saturday Single Spot, à qual dediquei-me com tanto empenho no ano passado, mas do qual ando negligente há já alguns meses.

O motivo prende-se tão somente com a dificuldade em fechar uma agenda com convidados interessantes. O estar a batalhar em várias frentes ao mesmo tempo pouco ajuda na dinamização do meu ciclo de lives. Fica a promessa de esforçar-me mais ainda para a retoma da nossa dinâmica de sábado à noite, mais não seja por se tratar de uma excelente oportunidade de interagir contigo em direto, dando-te assim tempo de antena para expores os teus pontos de vista em tempo real.

Dizia eu que esta noite vai ter conversa de gajas no Instagram, entre mim e uma conterrânea minha (entenda-se cabo-verdiana), Liliana Monteiro, que muito terá para partilhar sobre temas como crescimento, amor, aceitação, felicidade, superação. 

Massagista terapêutica intuitiva, autora da página CCAA - Consciência, Crescimento, Aceitação, Amor, mãe de dois rapazes e aprendiz da vida, a Liliana abraçou a missão de partilhar reflexões sobre a humanidade, os desafios e a construção de uma nova via, mais consciente e amorosa, com base na sua jornada pessoal e informações/reflexões de pessoas/organizações que a inspiram.


Por aquilo que conheço da sua história de vida e pelo caminho que vem trilhando, estou em condições de garantir que vai ser uma conversa poderosa, da qual podemos tirar uma grande lição de vida. Não percas, esta noite, às 22 horas 🇵🇹 (21 em Cabo Verde 🇨🇻), no @sara_sarowsky.

Aquele abraço amigo e até logo!

Autoria e outros dados (tags, etc)

selfie-gd197f3461_1920.jpg
Ora viva! ✌️ 

Aproximamo-nos a passos largos do Dia dos Namorados, uma das alturas do ano mais ingratas para os solteiros. Veneração ou aversão à parte, o facto é que o 14 de fevereiro a todos toca, mais não seja porque, um pouco por toda a parte, somos bombardeados com campanhas que enaltecem o culto do amor au pair.

A internet revolucionou – e de que maneira – a dinâmica dos relacionamentos amorosos, proporcionando oportunidades jamais possíveis de outra forma. Através dela, milhões de corações navegam em busca do amor. Conhecer alguém online é pera doce, não tem que saber. Conseguir com que isso resulte em algo mais, já é outra cantiga.

Para além de tempo, paciência, persistência, muito estômago e um otimismo à prova de fogo, a procura do amor - no real ou no virtual - pode tornar-se uma aventura mais prazerosa e bem-sucedida se tivermos em consideração estas cinco dicas do terapeuta familiar Shana B. Diskant:

1. Sê honesta contigo mesma
O que procuras realmente neste momento?

2. Estabelece os teus pontos inegociáveis
De certeza que tens traços de personalidade do pretendente dos quais não abres mão.

3. Marca o primeiro encontro rapidamente
Não desperdices tanta energia a trocar mensagens.

4, Planeia o que vais partilhar sobre ti
É importante seres honesta com o potencial parceiro.

5. Sê bondosa contigo mesma
É natural sentires frustração por não encontrares ninguém interessante.

Agora que a tua compincha aqui já cumpriu o seu papel de te por a par das melhores práticas amorosas, é hora dela ir ao banho que o dia já vai praticamente a meio e muito ainda há a fazer. Comer, por exemplo.

Beijo no ombro e até sexta!

Autoria e outros dados (tags, etc)

17
Jan22

O voto negro (também) conta

por Sara Sarowsky

271733827_110603178172543_6491744854550482437_n.pn
Ora viva! 👊🏽

Vêm aí as eleições legislativas e, num momento tão crucial das nossas vidas, todo e qualquer voto conta, inclusive o voto da comunidade negra, a quem quero dirigir esta crónica, na esperança de que se consciencialize do seu poder de decisão nas urnas, logo nos destinos do país.

Muitas vezes, a abstenção prende-se com falta de conhecimento do verdadeiro poder de uma simples cruz num boletim de voto. Por experiência própria, estou em condições de afirmar que a indiferença e o "alienismo" cívico prende-se essencialmente com ausência de cultura política, inexistência de influência no meio envolvente e falta de consciência do nosso valor enquanto cidadão.

Porque o mundo está a pender para alas perigosas da política, com o extremismo da direita a galopar com vigor em direção ao poder, é com todo o gosto que não só apoio como junto-me ao movimento Voto Negro, do qual quero dar-te conhecimento neste post. E ninguém melhor do que os próprios mentores desta iniciativa para explicar a essência e a intenção de tal ação.

Voto Negro é uma campanha de mobilização do voto que pretende combater a abstenção e a exclusão social e política dos afrodescendentes em Portugal. Com o objetivo de aproximar a política de todos os cidadãos e relembrar que o voto é também um mecanismo de transformação social, o Voto Negro surge como um espaço de informação, onde será possível consultar as propostas de todos os partidos candidatos às eleições legislativas de 2022, no âmbito da discriminação e igualdade étnico-racial.

A equipa do Voto Negro pretende ainda contextualizar a situação dos direitos e integração dos afrodescendentes em Portugal, recorrendo a estudos e pareceres nacionais e internacionais. Acreditamos que a sub-representação e marginalização destes nos processos de decisão política pode ser combatida através do acesso à nacionalidade portuguesa. Assim, o Voto Negro pretende também informar, de forma clara e objetiva, quem está em condições de requerer a nacionalidade portuguesa, nomeadamente os novos perfis previstos na lei (após as últimas alterações de 2020) referentes a filhos de estrangeiros.

O Voto Negro é uma campanha apartidária que pretende contribuir para um voto informado e refletido, independentemente de preferências ideológicas. Nesse sentido, todos os programas eleitorais serão apresentados, tendo em conta as propostas que envolvam questões étnico-raciais.

Para alcançar o maior número possível de eleitores informados nas próximas eleições legislativas de 30 de janeiro de 2022, pedimos o vosso apoio e divulgação das páginas Voto Negro no Instagram e Facebook, onde iremos publicar todos os conteúdos.

Meu bem, daqui a menos de duas semanas somos de novo chamados a exercer o nosso direito e dever cívico de votar numas eleições (antecipadas) despoletas por uma crise política que a todos diz respeito e à vida de todos os residentes em Portugal toca. E porque é importante escolhermos quem nos irá representar, apoiemos a campanha "Voto Negro 2022". Esta é uma oportunidade para nós negros mostrarmos a nossa força no combate à abstenção e à ascensão da extrema direita, que se apresenta como uma ameaça à nossa democracia.

Para além de apoiar esta iniciativa, lanço um apelo público a todos os negros elegíveis para exercerem o seu poder de voto: não fiquem em casa, e motivem os vossos amigos e vizinhos a votar. Unidos fazemos a diferença!

Aquele abraço amigo!

Autoria e outros dados (tags, etc)

14
Jan22

balloon-ge48e4835b_1920.jpg
Viva! 👋

"Ano novo vida nova", escrevi eu nos primeiros posts do ano. "Ano novo, rotinas novas", escreveu a minha coach espiritual nas suas primeiras comunicações do ano. "Começa o ano valorizando-te e amando-te como mereces", escreveu Roxana Peña, autora de um artigo no site Nueva Mujer que insta as celibatárias a adotarem em 2022 alguns princípios básicos de autoestima e valorização pessoal.

"Estar solteira não é nada mau e não deves sentir-te triste nem complexada, pelo contrário, deves aproveitar este momento e valorizar o tempo só e aprender a amar-te", começa por sugerir a autora do texto. "Muitas vezes vemos a solteirice como algo negativo, que nos faz sentir pouco valorizadas e com a autoestima no chão", prossegue Roxana.

Não me é claro se também ela faz parte da turma desemparelhada, mas o facto é que parece saber do que fala, tanto que cita alguns propósitos que nós solteiras devemos colocar em prática para este novo ano, de modo a ajudar-nos a sentir mais estimadas, seguras e confiantes. São eles:

Foca-te no lado positivo da vida
Esta é tão batida que hesitei em citá-la, não vá eu estar a maçar-te com a mesma lenga lenga do costume. Contudo, aqui vai: quando começas a ver tudo com maior positivismo, tudo passará a correr melhor, o que por tabela fará com que recuperes a confiança e a segurança em ti mesma. E não te esqueças que as coisas más que nos acontecem cumprem um propósito e ensinam-nos sempre valiosas lições de vida.

Não te compares com outras mulheres
É um erro grasso comparares-te com outras mulheres, seja em termos de aparência, êxitos ou vida pessoal. Focar-te na tua vida e deixar de olhar para a dos outros é uma boa forma de te valorizares mais. Quando assim começares a agir, vais aperceber-te o quão fantástica e bem-sucedida és.

Não aceites qualquer um
Muitas são aquelas que aceitam qualquer pretendente, pelo simples facto de não quererem, saberem ou suportarem estar sozinhas. O desespero é uma via verde para os "atrasos de vida", que ao invés de resolverem um problema, acabam por multiplicá-lo. Uma boa forma de te valorizares mais é avaliar bem os candidatos e só avançar se realmente sentires que os queres na tua vida. Mereces um bom homem, por isso não te contentes com um homem qualquer.

Sai mais com os teus amigos
O estar ímpar faz com que por vezes nos retraiamos e evitemos sair com os amigos. Se é o teu caso, não faças isso, pois só vai fazer com que fiques com a autoestima em baixo. Não te afastes da tua malta, nem congeles a tua vida social pelo simples facto de não teres acompanhante. Os teus amigos, se forem verdadeiros, só querem ver-te bem e feliz, por isso tudo farão para animar-te. Neste 2022, aproxima-te mais e investe forte e feio na amizade.

Em jeito de conclusão, Roxana apela a que as solteiras deixem de focar-se no que não têm para passarem a focar-se no que têm, em tudo de bom que já conquistaram e no quão únicas e valiosas são. Single mine, esse deve ser o teu maior propósito nos próximos 12 meses, isso se almejas ser uma solteira poderosa e bem resolvida.

Dado que está o recado, despeço com aquele abraço amigo de sempre e um "bom fim de semana!"

Autoria e outros dados (tags, etc)

eroticism-gb5ccbbd5d_1920.pngViva! 👋

Uma publicação do Notícias ao Minuto, datado de 27 de dezembro de 2020, dá conta do seguinte: ter múltiplos parceiros sexuais representa consideráveis riscos, tanto para o corpo quanto para a cabeça e o coração. E quem o diz não é o jornalista que assina a matéria, mas antes a ciência, a mãe de todas as sabedorias. 

Achando o tema a cara deste blog, eis-me aqui a partilhá-lo contigo, não só para reforçar a minha posição em relação ao "dar o corpo ao manifesto a custo zero", prática da qual sou assumidamente avessa, como para alertar-te para as consequências de uma prática cada vez mais disseminada na nossa sociedade, a qual faz questão de nos fazer crer que sucesso sexual equivale a sucesso social.

Vários estudos apontam que a popularidade sexual - chamemos-lhe assim - pode ser prejudicial tanto para a saúde física como para a mental. De acordo com a referida publicação, que cita o site Nueva Mujer, ter vários parceiros sexuais não só aumenta o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis (como VIH, clamídia ou sífilis), como pode estar relacionado a outras patologias, nomeadamente cancro ou depressão.

No que toca às consequências físicas de andar a pinocar a torto e a direito, um estudo divulgado na revista médica BMJ Sexual & Reproductive Health, menciona que há um risco 91% maior de cancro em mulheres que tiveram 10 ou mais parceiros sexuais, comparativamente àquelas que tiveram relações íntimas com menos pessoas. Relativamente aos homens, aqueles que afirmaram ter 10 ou mais parceiros registaram uma probabilidade 69% mais elevada de desenvolver algum tipo de tumor. 

Quanto ao impacto na saúde mental e emocional, a Dunedin School of Medicine apurou, através da realização de um ensaio clínico, uma relação com transtornos depressivos e de ansiedade, sobretudo na população feminina, sendo que lidar com essas doenças mentais aumenta consequentemente o risco de uso de substâncias.

Adicionalmente, os investigadores salientaram que ter parceiros em 'demasia' pode levar a dificuldades na formação de vínculos afetivos, sem falar que fazer sexo frequentemente está igualmente associado a uma maior chance de fumar e de consumir álcool em excesso.


Se os celebitários sexualmente abstémios não têm a vida facilitada, parece que os outros também não. Na dúvida, entre "dar" por demais ou "dar" por de menos, que venha a tesão e escolha.

Beijo no ombro e até sexta!

Autoria e outros dados (tags, etc)

10
Jan22

Liberta a deusa que há em ti

por Sara Sarowsky

fantasy-g51c1df858_1920.jpg
Viva! ✨

A crónica de hoje é assinada pela Clara Roc, bestie a quem praticamente intimei a enviar-me um texto a falar de algo que acabara de me confidenciar num dos incontáveis áudios que partilhamos todas as semanas. Dado que a minha inspiração anda amuada, não tenho qualquer escrúpulo em socorrer-me da criatividade alheia, pois o importante é continuar a proporcionar-te conteúdos interessantes e pertinentes. Espero que gostes!

Sabes aquela sensação que um bebé tem depois de ouvir os humanos a falarem vezes e vezes sem conta, a apontarem para os objetos com os olhos bem abertos e a dizerem qualquer coisa que parece ser importante, aquela sensação de que talvez devas aprender alguma coisa que parece ser vital, como a fala? Pois, às tantas não sabem porque os bebés não têm essa consciência. E é exatamente aí que começa a minha percepção de divindade.  

Simplesmente sinto que, muito inconscientemente, estou de coração aberto a cada segundo do meu dia. Parece que cada frase que me dizem, cada tarefa que executo, cada passo que dou, são importantes e que eu estou tão consciente disso que de repente estou constantemente a repetir para mim “ah, então é isso! Isto está a mostrar-me aquilo. Não me posso esquecer que a vida é assim e assado!”. Sou uma esponja que absorve cada segundo de vida como se de água se tratasse. 

Esta atenção inconsciente faz com que tudo me pareça mais leve e luminoso. Faz com que sinta uma alegria pacificadora com o facto de estar a viver e a crescer. Gente, estou a crescer a cada segundo e estou ver isso de olhos bem abertos! Percebam que isto não é um esforço. Simplesmente acontece, como ao bebé.  

De repente sou uma deusa. De repente tornei-me uma máquina de adquirir conhecimentos de vida.  Noto que sempre que estou perante situações que me abalam, aquelas que sempre nos deixam menos confortáveis, inicialmente ajo como sempre, fico realmente triste, nervosa, com medo, mas logo me apercebo que sei coisas sobre a vida. Ah eu sei coisas sobre a vida! E aí, a divindade. E aí, a serenidade. E aí, tudo o é que é mau passa num ápice e o que é bom é desfrutado com requinte. 

Já sentiste isto? Já te apercebeste como é bom viver? Não sei se sou deusa ou se estou a amdurecer. 

Bom resto de dia e até quarta meu bem!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/2



Mais sobre mim

foto do autor


Melhor Blog 2020 Sexo e Diário Íntimo


Melhor Blog 2019 Sexo e Diário Íntimo


Melhor Blog 2018 Sexualidade





Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D