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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


30
Abr21

BC355669-2DDD-4ADA-9CB2-3426E9D8A24C.jpegOra viva! ✌️ 

Este post era suposto versar sobre uma sunset talk que eu iria protagonizar daqui a pouco, mas que o aumento alarmante do número de infeções por covid-19 obrigou ao cancelamento. O país da morabeza tem batido o record de novos casos, pelo que esta manhã o executivo cabo-verdiano entendeu declarar o estado de calamidade, em vigor por um período de 30 dias, ainda que sujeito a avaliações períodicas.

Assim, tive que alterar o título desta crónica de 'Inspiring talking with Sara Sarowsky' para 'E (quase) tudo a calamidade levou', pois a minha agenda para estes últimos dias acaba de ficar (parcialmente) comprometida. Além da tal sunset, ficará igualmente sem efeito um meeting com um grupo de mulheres empreendedoras com quem ia partilhar a minha experiência e know-how, visando inspirá-lo a empoderar-se.

Para além disso, algumas outras atividades que implicavam o ajuntamento de um considerável número de pessoas. Apesar de lamentar o transtorno, sou totalmente a favor de que é preciso ter mão firme, e enquadramento legal, para por um travão no alastramento da covid-19 no arquipélago, sob pena desta tornar-se descontrolada.

Como no meio da tempestade há sempre um farol para nos transmitir esperança, hoje tive duas reuniões com as mais altas instâncias da cultura, as quais demonstraram interesse no meu projeto literário, em stand-by há mais de um ano, precisamente por causa desta maldita, e teimosa, pandemia. Uma vez de regresso a Portugal, já para a semana, é arregaçar as mangas e dedicar-me de corpo e alma ao livro.

Por falar nisso, estou a acusar alguma ansiedade em relação ao teste PCR, imprescendível ao embarque. Da maneira como a situação está neste momento, bem posso acusar positivo ao vírus SARS-CoV 2. Com a quantidade de casos que aparecem todos os dias, não seria nada improvável, apesar de todos os cuidados. 

Ainda bem que, dentro que me foi permitido, aproveitei bem as oportunidades que me foram surgindo. Ontem, feriado na capital cabo-verdiana, tive oportunidade de dar um passeio até à vila do Tarrafal, a qual não visitava há mais de 15 anos. Que bem que me soube um dia (inteiro) de praia, sol, areia e peixe fresco, sempre na melhor companhia.

E assim vai esta minha última semana em Cabo Verde, repleta de emoções e sobressaltos, num mix indesejável, contudo inevitável. A ver vamos como decorrem os próximos dias. Darei notícias, sempre que se justifique. Enquanto isso, aproveita o fim de semana e não te esqueças que o bicho anda à solta e que ao primeiro vacilo podes ser a sua próxima vítima. Cuida-te e cuida dos teus, que a saúde é o bem mais precioso de que dispomos.

Aquele abraço amigo só nosso!

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28
Abr21

Teu voto, tua voz

por Sara Sarowsky

black-and-white-4594504_1920.jpgViva! ✌️ 

Hoje quero partilhar contigo a minha terceira crónica para o portal Balai Cabo Verde, publicado esta terça-feira e que versa sobre a importância do voto. Boa leitura.

Agora que a azáfama da campanha eleitoral é memória recente, estou em condições de pronunciar-me sobre o voto, na verdade sobre a ausência dele nestas últimas legislativas. Antes de desenvolver o assunto, sinto-me no dever de escrever, com todas as letras, que não sou do partido A, menos ainda do B, quanto mais do C. O meu partido é CV, sempre foi e sempre será. Talvez por isso tenha demorado tanto para despertar a minha consciência política.

No passado dia 18 de abril, o povo cabo-verdiano foi chamado às urnas, com vista à escolha dos órgãos legislativos. A taxa de abstenção, de 42,5%, e as conversas "captadas", aqui, ali e acolá, despoletaram em mim uma palpitante inquietação. Logo eu que sempre fiz questão de zelar por uma postura alienada, não obstante o meu fascínio pela ciência política, disciplina na qual destaquei-me como uma das melhores alunas do Liceu Domingos Ramos, com muito mérito do professor Domingos Júnior, a quem aproveito para prestar uma mais do que merecida homenagem.

A bem da verdade nunca exerci o direito ao voto na terra que me viu nascer. O ter ido estudar para fora, em ano não eleitoral, e as incoincidências entre as estadias e a agenda eleitoral justificam, em parte, esta realidade. Fiz questão de referir em parte porque a outra razão – aquela que realmente pesa – prende-se com uma arrogante indiferença para com o sistema político, o qual sempre acreditei cumprir o único propósito de conferir poder a uma elite cujo interesse em zelar pelo bem-estar da nação é mais privado do que público. E nem o facto de ter colaborado durante vários anos com a nossa missão diplomática em Portugal abalou essa convicção, tanto que sequer dei-me ao trabalho de recensear, ainda que tenha sido alertada vezes e vezes para o fazer.

O ter sido apanhada - ainda que de forma involuntária - no vórtice das eleições (aterrei no aeroporto internacional Nelson Mandela 10 dias antes da ida às urnas) mudou de forma indelével a minha perceção das coisas. E a tomada de consciência do meu papel, fundamental, nos destinos do meu país instigou-me a escrever esta crónica, na firme expectativa de que através dela os leitores, sobretudo os do sexo feminino, possam aperceber-se do real poder do voto na sua vida e na vida dos seus.

O que despoletou o clique? Ter vivenciado a campanha eleitoral in loco, a par da maturidade cívica e da consciência política de que eu faço a diferença, de que enquanto eleitor tenho voz. Assim, o meu voto é a minha voz, o meio (legal) de que disponho para dizer sim ou não, para querer ou rejeitar, para validar ou censurar, para aplaudir ou vaiar, para aceitar ou repudiar. Estar ciente de que tenho o poder de escolher o rumo que quero para o meu amado Cabo Verde torna ainda mais gritante essa tal indiferença nos meus quase 25 anos de cidadania ativa. Constatar que outras mulheres possam estar envoltas nessa mesma "neblina" política tem um sabor particularmente amargo no meu propósito de "desencardidora" de mentes.

A participação ativa, e efetiva, na vida política, mais do que um direito é um dever, de todos e de cada um. A não comparência às urnas representa um atentado à democracia, uma conquista árdua e sofrida, como bem sabemos. O cidadão que opta por abrir mão do voto, como foi o meu caso durante anos a fio, é acima de tudo um irresponsável, que delega aos outros a missão de conduzir a sua própria cidadania. O que ele esquece, ou talvez não saiba, é que aquilo que com tanta leveza despreza com demasiado esforço foi conquistado por quem se importou. Que aquilo que tanta indiferença lhe causa é o sonho de milhões que tiveram o azar de nascer sob regimes políticos opressores, nos quais não têm voz nem vez. Que aquilo que lhe maça - abrir mão de apenas uma hora entre as 43 800 que perfazem cinco anos – é um privilégio pelo qual tantas personalidades deram sangue, suor, lágrimas e até a própria vida. 

Termino com um sentido apelo ao género feminino para que assuma de uma vez por todas o seu papel na vida política e faça bom uso do seu direito ao voto, já que esse é o meio por excelência de exercer a sua cidadania, a sua liberdade, a sua equidade, no fundo, o seu empoderamento. Não fazê-lo é deixar por conta de outrem o destino da sua vida, da vida dos seus filhos, da vida do seu país. Mulher cabo-verdiana, o teu voto é a tua voz, portanto, faz-te ouvir, em alto e bom som!

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Saturday Single Spot (1).jpgViva! ✌️ 

E assim chega ao fim a primeira temporada do 'Saturday Single Spot', o ciclo de lives que venho dinamizando no Instagram, desde o passado dia 30 de janeiro. Ordinariamente aos sábados, a partir das 22 horas 🇵🇹, por ele passaram vários nomes, escudados por temas do interesse da comunidade solteira, mas sobretudo da condição feminina, causa pela qual dou a cara com tanto brio.

A título de informação, recordo os convidados e os temas desses diretos:

Live 1
Tema: Terão as mulheres bem-sucedidas menos sorte no amor?
Convidada: Kátia Marques (psicóloga)

Live 2
Tema: Sexo sem amor ou amor sem sexo
Convidada: Eu mesma (já que não consegui convencer a aventurar-se comigo)

Live 3
Tema: A vida sexual dos solteiros em tempo de pandemia
Convidada: Carmen Filipe (artista plástica)

Live 4
Tema: Amizade colorida: prós e contras
Convidada: Bia Dias (blogger e travel planner)

Live 5
Tema: Como ser bem-sucedido no engate online
Convidada: Carlos Castanheira (utilizador de aplicações de encontro)

Live 6
Tema: O erotismo no feminino
Convidada: Vera Figueiredo (escritora erótica)

Live 7
Tema: A arte de juntar corações solitários
Convidada: Isabel Soares dos Santos (spiritual coach e co-mentora do Love for You Match)

Live 8
Tema: Exercício físico e bem-estar: uma relação para a vida
Convidada: Maria João Liso (personal trainer)

Live 9
Tema: Mulher Criola: de Cabo Verde para o mundo com morabeza!
Convidadas: Manuela Brito (embaixatriz de Cabo Verde em Portugal), Lura (cantora) e Ani Lobo (ativista social)

Live 10
Tema: A felicidade é solteira
Convidada: Raquel Godinho (happiness coach)

Live 11
Tema: A sensualidade pela dança
Convidada: Vanessa Silva (dançarina)

Live 12
Tema: Viagens para solteiros
Convidada: Miguel Moreira (agente de viagens)

Live 13
Tema: Sexual Wellness
Convidada: Christiane Marcello (empresária e educadora sexual)

Live 14
Tema: O meu corpo não me define
Convidada: Nathaly Soares (plus size life lover)

Foi uma temporada fantástica, com episódios impactantes (alguns mais que outros, é certo), mas todos cumpridores da missão de informar, formar, desmistificar, descomplicar e partilhar. A todos os meus convidados reforço a profunda gratidão por terem embarcado nesta aventura. À assistência, fiel, interessada e muito participativa, um agradecimento ainda maior, pois sem ela nada disto teria sentido.

Agora é hora de fazer uma pausa, recarregar a bateria e renovar a inspiração, de modo a poder encetar novos contactos, definir temas inéditos, preparar a agenda. Se a primeira temporada foi o que foi, imagina o que te espera na segunda. 
Em breve, avançarei com novidades; até lá, deixo-te com aquele abraço amigo de sempre! 🌷

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23
Abr21

O meu corpo não me define

por Sara Sarowsky

O meu corpo não me define.Nathaly Soares.jpgViva! ✌️

live de ontem, excecionalmente à quinta-feira, foi coprotagonizada pela empresária, empreendedora, palestrante e educadora sexual Christiane Marcello e incidiu sobre tópicos como autoconhecimento, autocuidado, sexualidade, sensualidade, erotismo e tudo o mais que promova o bem-estar sexual da mulher. Nela falou-se também da @sophiesensualfeelings, uma marca jovem que está a dar cartas no Brasil, tanto que a Forbes apontou a sua idealizadora como uma das mulheres que vão dominar o mercado na área do sexual wellness. Mais uma convidada de sucesso com um percurso inspirador.

Missão cumprida com louvor, o ciclo 'Saturday Single Spot' segue a sua dinâmica com uma nova live, no horário de sempre, sábado, pelas 22 horas (20 em Cabo Verde). A próxima convidada será Nathaly Soares, uma menina-moça de peso (literalmente falando), que recusa-se a permitir que o seu formato corporal - distante dos padrões considerados desejáveis pela sociedade - a defina como pessoa, mulher, profissional e empreendedora.

Conheci-a no tal congresso que me trouxe à terra-mãe e, mal ela começou a sua apresentação, já eu tinha a certeza de que a queria numa das minhas lives. Para além de ser dona de uma beleza ímpar, a Nathaly é uma força da natureza, uma inspiração para todas as mulheres que se recusam a encaixar-se em rótulos ou estereótipos (como é o meu caso), que não hipoteca a sua felicidade por causa do peso ou do tamanho. Muito mais tenho eu a dizer sobre ela, mas vou deixar que descubras por ti mesma o fundamento por detrás das palavras acima expostas. 

'Se o seu corpo não a define', o que define então esta jurista de formação, bombeira por vocação e designer de moda por opção? É o que vou querer saber junto desta mulher que é um exemplo de força, perseverança, empoderamento e sucesso. Não percas, este sábado, no meu perfil do Instagram sara_sarowsky.

Até lá deixo-te com aquele abraço amigo de sempre!

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21
Abr21

Sexual Wellness

por Sara Sarowsky

Sexual Wellness_Chris Marcello.jpgOra viva! ✌️ 

Excecionalmente, por uma questão de disponibilidade de agenda da convidada, haverá live esta quinta-feira, dedicada à saude sexual, conceito muito em voga nos tempos atuais. Sob o tema 'Sexual Wellness', receberei a Christiane Marcello, cuja presença num dos meu diretos no Instagram é motivo de enorme orgulho, não só pelo seu perfil de luxo, mas também pelo facto de poder alcançar o mercado brasileiro, de onde é oriunda a maioria dos meus leitores.

Recém distinguida com o Prémio Ella 2020, reconhecimento internacional para líderes brasileiras, é uma das quatro identificadas pela revista Forbes como empresárias que lideram marcas promissoras de sexual wellness no Brasil. Para além disso, é educadora sexual, palestrante e idealizadora das marcas Sophie Sensual Feelings, fabricante e distribuidora de cosméticos sensuais, e LovePlan, serviço que convida os casais a refletirem sobre as suas histórias de amor. Como podes ver, a minha convidada está num patamar premium, já que não é todos os dias que se recebe alguém que é citada na Forbes, Forbes gente.

Nesta live, a Chris, apelido carinhoso pelo qual é tratada, vai explicar o que se entende por bem-estar sexual, seus benefícios, como alcançá-lo e o seu impacto na sensualidade feminina. Ela vai ainda partilhar o seu perfil de empresária e empreendedora, almejando incutir nas mulheres o poder de acreditar, de correr atrás dos sonhos e de nunca desistir de lutar por uma vida melhor.

Motivos de sobra tens tu para comparecer à próxima sessão do 'Saturday Single Spot', amanhã, a partir das 22 horas (20 em Cabo Verde e 18 no Brasil), no meu perfil sara_sarowsky
A Chris e eu esperamos por ti!

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fashion-2309519_1920.jpgViva! ✌️ 

Revigorada pelo passeio de ontem à praia de São Francisco (a qual não visitava há mais de 15 anos) e orgulhosa por ter conseguido cumprir o jejum semanal (tarefa complicada por estas bandas, com a comida a tentar-nos a todo o instante), eis-me aqui com mais uma crónica amiga, desta feita dedicada a uma das questões existenciais a que acuso particular sensibilidade: a relação "visual" com o mundo.

Olhamos o mundo quando olhamos as pessoas. Nos seus rostos vemos refletidas gerações, tradições, esperanças, culturas, realidades, sonhos e expectativas. Assim é ele, um mundo de semelhanças, diferenças, diálogos e sentimentos. Um mundo de afetos, de gentes e locais inesquecíveis. Um mundo imenso, um porto de abrigo global, aonde somos todos bem-vindos, ainda que acontecimentos possam sugerir o contrário.

Lugar mágico a que tantas vezes não prestamos a devida atenção, nem damos o merecido valor, o mundo é nossa referência, nossa identidade, nossa essência... representando aquilo que somos, fomos e seremos. É o que faz de nós únicos no meio de biliões. E a forma como olhamos o mundo determina a forma como desempenhamos o papel que a cada um de nós cabe no seu eterno devir.


Eu olho o mundo com curiosidade, ávida por observar e absorver tudo o que ele tem para partilhar. Eu olho o mundo com otimismo, convicta de que à minha espera existe sempre algo bom. Eu olho o mundo com esperança, crente de que nada está perdido e que sou parte da solução. Eu olho o mundo com confiança, acreditando que me foi confiada uma importante missão. Eu olho o mundo com amor, pois sei que ele é bondoso se com ele vibrar na mesma essência. Eu olho o mundo com gratidão, por todas as benções que dele recebo. Eu olho o mundo com saudade, acreditando que quando for hora de o deixar, levarei comigo memórias incríveis. Eu olho o mundo com olhos de ver... com olhos de amor 🧡.

E tu, meu bem, como olhas para o mundo?

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16
Abr21

Viagens para solteiros

por Sara Sarowsky

Viagens para Solteiros_Miguel Moreira.jpgViva! 👋

Cá estamos nós a braços com uma nova sexta-feira, o dia em que a maioria dos assalariados dá por encerrada a jornada semanal. Em modo semi-férias, na minha terra natal, este tem um sabor especial, mais não seja pela fabulosa água do mar que aguarda por mim, mal consiga despachar os meus afazeres, entre os quais a redação deste post.

A estada por aqui decorre ao ritmo criolo, exceto o aumento brutal dos casos de covid, à custa da campanha eleitoral para as legislativas, que acontecem já este domingo. De acordo com os dados oficiais, ontem fica para a história como o dia em que foi batido o recorde do número de infeções. Que sorte a minha; vim de Portugal achando que estaria mais tranquila aqui e agora isto... às tantas começo a achar que o problema sou eu 😉. Adiante que a praia, o sol e o ócio esperam por mim.

Como já vem sendo hábito, sábado é dia de live no Instagram. Com a chegada do bom tempo e a proximidade do verão, faz todo o sentido analisar as opções de viagens para os desemparelhados. Assim, o tema da próxima sessão do ciclo 'Saturday Single Spot' será precisamente 'Viagens para Solteiros' e terá como convidado Miguel Moreira, em representação da Singles Travel.

Assim, neste direto vamos analisar não só as motivações que levaram à criação deste conceito inovador em Portugal, que tem como objetivo oferecer uma solução de viagens e turismo exclusivamente dedicada a pessoas descomprometidas, como também o perfil dos clientes, o tipo de ofertas, os destinos e tudo o mais relacionado com lazer para um, ainda que acompanhado por muitos.

Em mais um daqueles felizes acasos (serendepity, como lhe chamam os falantes da língua inglesa), há coisa de dois anos estive a uma decisão de embarcar num dos cruzeiros promovidos pela Singles Travel. Com a minha coachbusiness partner Isabel Soares dos Santos ponderei ir para Riviera Maya. Cheira-me que será este ano que nós as duas iremos concretizar o desejo de partilhar as experiências de uma viagem com outras pessoas descomprometidas.

Livra-te de perder esta live, pois nela vamos anunciar em primeira mão as ofertas para este 2021, um ano em que precisamos viajar mais do que nunca. Terás ainda oportunidade de ficar a conhecer a dinâmica de viajar com pessoas que, além de partilharem a mesma condição amorosa, procuram companhia para momentos de lazer longe de casa. Só para te aguçar o apetite, vou já adiantando que os destinos na calha são Palma de Maiorca, Algarve, Cabo Verde, Punta Cana e Riviera Maya.

Conto contigo, amanhã, às 22 horas (20 em Cabo Verde), no meu perfil sara_sarowsky. Um beijo, um abraço e um até lá!

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14
Abr21

Sejamos parte da mudança!

por Sara Sarowsky

FOTO FAMILIA CONGRESSO - 11 DE ABRIL-reduzido.jpegViva! 👋

Hoje quero partilhar contigo a minha segunda crónica para o Balai Cabo Verde, o portal de notícias com o qual iniciei há poucas semanas uma colaboração como cronista. Neste artigo abordo a mensagem por detrás do tal congresso internacional que me trouxe de volta à terra que me viu nascer. Boa leitura; melhor dizendo, boa reflexão!

Sejamos parte da mudança!

Tenho o privilégio de escrever esta segunda crónica a partir de Cabo Verde, facto inédito neste meu percurso de blogger e cronista. Apesar de ser a terceira estada na terra que me viu nascer, desde que criei o Ainda Solteira, das vezes anteriores faltou oportunidade, vontade, e, sobretudo, inspiração para tal. Da primeira, em junho de 2015, estive em modo dolce fare niente, depois de um período turbulento a nível profissional, e da segunda, em abril de 2019, em modo luto, para o funeral do meu pai. Assim, este é, pelos motivos há pouco mencionados, um momento deveras especial.

A razão desta minha vinda, em plena pandemia, ciente de todas as restrições a ela inerentes, prende-se com o convite para marcar presença, na qualidade de oradora internacional, no congresso ‘Mulheres em Ação’, ocorrido este domingo, 11 de abril, na capital cabo-verdiana. Sob o tema ‘Seja parte da mudança’, o evento reuniu um impressionante número de mulheres de várias idades, credos, crenças, profissões e motivações, unidas por uma causa comum: o seu papel enquanto agente da mudança. É precisamente neste ponto que quero focar esta crónica.

Ser mulher é um desafio inato e eterno, disso convém estarmos todos conscientes, e conformados. Ser mulher que ambiciona fazer a diferença é ainda mais desafiador, sobretudo num país aonde é descarado o poder de uma educação machista e desigualitária. Enganados estão aqueles que pensam que isso é razão para baixarmos os braços e vergarmo-nos ao peso da realidade dos factos. Falando por mim, e por todas aquelas poderosas com quem tive a honra de privar no referido congresso, é cada vez mais incontestável que a mudança de paradigma em relação ao nosso papel na sociedade em geral, e no mundo empresarial em particular, é inevitável, inadiável mesmo.

A mudança está a acontecer minha gente! E cada uma de nós deve assumir, sem delongas nem hesitações, o seu papel de agente impulsionador. O desafio de corrermos atrás dos nossos sonhos já não pode esperar, daí que seja hora de empinar o nariz, elevar a tez, ativar a determinação e encontrar soluções para a concretizarmos. É hora de encararmos a vida olhos nos olhos e dizer-lhe que o comando é nosso e que não existe a mais remota hipótese de o cedermos a quem quer que seja. E saber que, no fim, o sucesso nos espera, só nos faz ter a certeza de que o caminho é esse.

Afinal, somos mulheres que não se acomodam; que não obstante o chorrilho de críticas, preconceitos, obstáculos e boicotes, têm a força e a coragem para investir, insistir, persistir, construir... desistir é que não, pois se o fizermos estaríamos a abrir mão dos nossos sonhos, de nós mesmas, do nosso protagonismo no teatro das operações. Mulheres assim são a prova viva de o nosso lugar é onde quisermos, de que podemos fazer mais, de que merecemos melhor. Por isso teremos que fazer, obviamente, mas isso é assunto para outra oportunidade.

Termino com o seguinte lembrete: se queres que mude alguma coisa na tua vida, muda tu, pois quando mudas, tudo o resto à tua volta mudará. Vai por mim, que este é um dos segredos do meu sucesso!

Despeço com aquele abraço amigo de sempre, salpicado de morabeza!

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12
Abr21

De Cabo Verde, com morabeza

por Sara Sarowsky

F1ADC960-A115-42EE-8DE7-208E8019444F.jpegOra viva! ✌️ 

Ainda a digerir a panóplia de emoções despoletadas pelo congresso de ontem, no qual participei como convidada internacional, eis-me aqui para fazer-te um breve apanhado da minha chegada, e estada, na terra que me viu nascer. A viagem, na quinta-feira à noite, correu dentro do previsto, ainda que tenha ficado surpreendida com a quantidade de passageiros com destino à cidade da Praia. Estava eu em crer que seria das poucas almas a aventurar-se a viajar para o estrangeiro em plena pandemia...

Por aqui tudo permanece fiel à essência do povo cabo-verdiano: sorriso fácil, leveza de espírito e uma apetência única para a sabura (diversão, em português). Como criola de gema que sou, escuso dizer que já incorporei essa forma de estar na vida, que tanta falta me faz quando longe estou. Só para teres ideia, no primeiro dia estive com a minha tribo, tomei um copo, ouvi música ao vivo e tudo o mais que as atuais circunstâncias permitem. Ainda que possa não parecer, a pandemia por aqui é uma realidade; se bem que, à exceção da obrigatoriedade da máscara, tudo o resto leva a crer o contrário.

Quanto ao congresso, que excedeu as minhas mais otimistas expectativas, tenho tanto para contar, que opto por fazê-lo às prestações, de modo a não deixar nenhuma questão de fora. Para já, posso adiantar que nunca imaginei causar tanto impacto, despertar tanta reação positiva, inspirar tanta gente. Só para teres uma ideia, tive direito a entrevista no prime time do jornal da noite do canal televisivo público. Fora isso, desafiaram-me a protagonizar um workshop de partilha de experiências e competências, como forma de motivar as minhas conterrâneas a correrem atrás dos seus sonhos. É, meu bem, estou fazendo a diferença na vida da minha gente, estou dando o meu contributo para o desencardir de mentes, estou alargando o meu âmbito de atuação enquanto ativista da causa feminina.

Porque paraíso sem serpente não seria a mesma coisa, duas questões têm ensombrado a minha existência desde que aqui cheguei: a internet e o sono. Para quem estava habituada a navegar à velocidade da luz, tem sido um enorme desafio permanecer conectada em condições desejáveis. Hoje vou ver junto da operadora de telecomunicações qual a melhor solução para conseguir ter internet de qualidade. O acesso é tão precário que a última live foi praticamente à base de mímica e mensagens escritas. Quanto ao sono, prolongá-lo para lá das sete da manhã é um sonho adiado para quando regressar a Lisboa. Tinha esquecido o quão cedo despertam as pessoas mais velhas, como é o caso da minha mãe, que dorme com o por do sol e acorda com as galinhas - literalmente falando. Para além disso, ainda tenho que levar com o barulho dos vizinhos, da obra na porta ao lado, dos cães a ladrar, dos carros a passar, de tudo o mais. De modo a conseguir garantir as minhas nove horas de sono, essenciais ao meu bom desempenho intelectual, tenho que ir para a cama às nove da noite, em pleno período de férias. Yep.... 😥

Agora que já te pus ao corrente do que tem sido a minha vida desde que aqui cheguei, deixo-te com aquele abraço de sempre e a promessa de estar de volta na quarta-feira, para mais um papo amigo. Até lá, fica bem! 

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09
Abr21

A sensualidade pela dança

por Sara Sarowsky

7.jpgOra viva! ✌️ 

Esta primeira manhã na terra que me viu nascer está a decorrer a meio gás, e sequer posso culpar o jet lag, já que o fuso horário é de apenas duas horas a menos. Com o sono acumulado e a internet em modo esquizofrenia, não deposites grande expectativa neste post, vou logo avisando. De qualquer maneira, vou dar o meu melhor, como sempre faço. Adiante que a inspiração não está para grandes conversas, pelo que é melhor dizer ao que vim e despachar-me, que a vida me espera lá fora.

Até indicação em contrário, amanhã haverá live no Instagram, com o tema 'Sensualidade pela dança'. Assim, a convidada da próxima sessão do ciclo 'Saturday Single Spot' será a Vanessa Silva, com quem vou falar sobre o papel da dança na sensualidade feminina, bem como a sua importância para a arte. De acordo com o Portal IG, "a dança pode ser mais do que uma forma de expressão da sensualidade. Pode ajudar também na criação ou descoberta da própria identidade sensual e feminina de quem se dispõe a arriscar alguns passos. Muitas danças trabalham a sensualidade propondo o fortalecimento da identidade feminina e o empoderamento da mulher."

Falando na primeira pessoa, a dança representa a mais perfeita expressão do corpo em prol da sua afirmação enquanto instrumento de sedução e liberdade. Que saudades do tempo em que bailava pela madrugada dentro como se não ouvesse ontem nem amanhã. Para mim, dança é magia, dança é paixão, dança é vida... e como amante dessa expressão artística que coloca o corpo no centro de todas as atenções, é com todo o gosto que estarei à conversa com essa dançarina profissional que já pisou todo o tipo de palco, nacional e internacional, e que com toda a certeza terá muito para partilhar. Com sorte, pode ser que ainda nos faça uma demonstração do seu talento em tempo real.

Conto com a tua assistência, amanhã, a partir das 22 horas, no meu perfil sara_sarowsky. Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo de sempre!

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