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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que ainda não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


30
Jul20

5453FBBC-571B-4BF5-B50A-387E1BA46E40.jpegOra viva! ✌️

Há muito que ansiava escrever sobre certas atitudes que adotamos, com maior ou menor grau de consciência, por uma mera questão de conveniência alheia ou polidez social. A isso chamo eu de fretes emocionais, meros hábitos que intentam expressar emoções que não sentimos, nem tão pouco desejamos sentir, de modo a agradar aos outros ou a não ferir os seus sentimentos.

No outro dia, numa troca de palavras nada agradável, uma das minhas colegas de casa acusou-me, com um arzinho típico de quem levou calote da vida, de não gostar dela. Perguntei-lhe se tinha cara de sua mãe. Ao ver a sua patética expressão de incompreensão, lá me dei ao trabalho de esclarecer: "A tua mãe é que tem a obrigação de gostar de ti. Como não é o caso...!"

Estou ciente que assumir tal posição provavelmente faz de mim uma criatura insensível, cruel até; uma verdadeira bitch, para não estar com rodeios. "Mi go" é uma expressão típica da minha língua materna que traduz na perfeição o quanto estou-me nas tintas para isso. Eu não faço questão de gostar das pessoas, assim como não faço questão que elas gostem de mim. Faço é questão de dar tempo ao tempo, na expectativa de que me deem razões para delas gostar. E isso, em circunstâncias normais, só acontece com o tempo, a convivência, o conhecimento e o amadurecer da relação, período após o qual vou chegando à conclusão se a pessoa é (ou não) digna da minha estima.

Gostar de alguém só porque sim, ou só porque é o que se espera de mim, é que não. Não acho que tenha que demonstrar um sentimento que não nutro só para vestir a pele da alma boazinha ou da pessoa ultra educada. Daí que fique sempre estupefacta perante a quantidade de criaturas que acham que a estima alheia é um direito seu e não um privilégio. Gostarem de nós não é um dado adquirido, mas sim uma benção, pelo qual temos que fazer por merecer.

No caso que referi há pouco, é óbvio que a dita cuja não foi capaz de se aperceber pelos próprios neurónios que eu não tenho nenhuma obrigação (moral ou legal) de dela gostar. O facto de partilharmos a mesma habitação não implica que lhe devo estima automática, menos ainda amizade instantânea. Implica sim tratá-la com educação e respeito, como demanda a (boa) etiqueta social. Nada mais que isso!

Há pessoas por quem nutrimos uma empatia natural e momentânea, só de lhes por a vista em cima. Ainda no outro dia, no tal curso de iniciação à bicicleta de que te falei no post anterior, conheci uma rapariga, que mais tarde vim a descobrir ser minha patrícia, com quem partilhei uma vibração positiva de nível premium. Em contrapartida, existem outras com quem antipatizamos no instante em que os nossos olhos nelas batem, sem precisão sequer de proferirem uma sílaba. Foi o que aconteceu com esta tal colega, uma fulaninha brasileira por quem nutro uma profunda antipatia, da qual não faço questão de disfarçar. Abro aqui um parêntesis para deixar bem claro que não estou a falar mal dos brasileiros, apenas a descrever o meu sentimento por uma em particular.

Em tempos não muito distantes, achava por bem maquilhar os meus sentimentos menos nobres, sobretudo se estes não fossem de encontro ao politicamente correto. Hoje, nos primórdios das minhas quatro décadas de vida, não encontro razões para assim continuar a agir. Se te tenho estima, sorte a tua; se não te tenho estima, azar o teu. Quer no primeiro como no segundo caso, há que fazer por merecer. Pois, afeto é um sentimento que se conquista e não que se exige.

Aquele abraço só nosso!

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27
Jul20

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Viva! 

Ando tão enfadada que pouco mais que vegetar tenho feito. Por vegetar refiro-me a executar apenas o essencial à minha sobrevivência biológica e financeira. Pelos vistos, estou a acusar bem mais do que o expectável toda esta situação epidemiológica. Sinceramente, não sei que rumo dar ao meu ânimo, confinado a uma profunda apatia. Espero tratar-se apenas de cansaço e não de uma caminhada rumo à depressão.

Consegui sair do marasmo em que me vi presa nas últimas semanas quando iniciei um curso para aprender a andar de bicicleta. Por incrível que pareça, até este fim de semana andar de bicicleta para mim era o mesmo que pilotar uma nave espacial. E acredita que já fui proprietária de uma reluzente Champion vermelha, enviada da França pelo meu querido e saudoso pai, andava eu no auge da adolescência.

Tanto os meus irmãos como a vizinhança usaram, abusaram e lambuzaram da dita máquina, topo de gama na altura. Todos menos eu! Por medo dos tais efeitos colaterais de que todos falavam (entenda-se quedas), nunca cheguei a aprender. No verão de 2008 ainda ensaiei uma aula com o então namorado de uma das minhas amigas maiores, atleta federado de BTT, mas a coisa não passou disso mesmo, uma tentativa ímpar. A frustração de não ser bem-sucedida à primeira, aliada às dores nas partes traseiras, falaram mais alto que a vontade de aprender.

No verão passado, em terras gaulesas, vi-me novamente condicionada pela minha inaptidão cicloturística. Numa pequena vila onde a oferta de transportes públicos é bastante limitada, as formas de locomoção alternavam entre duas e quatro rodas. Sem habilitação para nenhuma delas, vi-me à rasca em diversos momentos, comprometendo, inclusive, os planos da minha família, que viu-se obrigada a abrir mão dos seus passeios de modo a não excluir-me. Aprender tornou-se, portanto, imprescindível, mais não seja porque tenho planos de para lá ir viver num futuro próximo.

Por isso mal pude acreditar na minha sorte ao deparar-me, já em contagem decrescente para voltar ao sítio onde fui tão feliz no ano passado, com um curso de iniciação à bicicleta, promovido pela autarquia alfacinha em parceria com a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta. Foi preciso uma operação de charme ao mais alto nível para conseguir uma vaga at last minute, já que a edição esgotara. Foi assim que, no sábado, iniciei uma aventura sobre (duas) rodas; aventura essa que tem suscitado em mim um mix de sentimentos: orgulho, humildade, receio, gratidão e... dor.

Quem olha para os meus membros inferiores dirá, seguramente, que fui vítima de violência. Para bem dos meus pecados, a violência foi desportiva e não doméstica, caso contrário estaria o agressor em maus lençóis e esta solteira aqui em outros bem piores. Ainda que sem ferimentos de maior gravidade, tenho as pernas e as canelas de tal modo raspadas, pisadas e arranhadas, que hoje optei por um vestido longo, quando era minha intenção estrear um modelito midi que comprei há dias com 70% de desconto.

Ainda assim, digo de boca cheia: vale a pena. Finalmente, estou deixando para trás uma limitação que há muito moía-me o juízo. A par disso, estou-me aventurando para fora da minha zona de conforto (literalmente falando). 
Nestes últimos dois dias, convivi com desconhecidos, partilhei situações insólitas, superei o medo, a ansiedade, o nervosismo, a vergonha e a humilhação. Redescobri o sentido daquela máxima que diz que não há sucesso sem fracasso e que só vence quem insiste, persiste e não desiste. Voltei a lembrar-me que nunca é tarde para se aprender e que abrir mão dos meus sonhos jamais deve ser uma opção. 

Estou tão empolgada que, mesmo sem ter concluído o curso, combinei ir dar umas voltas com outras colegas. O entusiasmo é tal que já identifiquei novos alvos: trotineta e patins. Se é para sofrer que seja tudo de uma vez!

Um abraço desta tua amiga dorida, mas realizada!

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17
Jul20

Acreditar é preciso

por LegoLuna

F1A0A3A9-8AEF-4EFE-A8E5-A587DA2BE3A7.jpegOra viva!

Porque acreditar é preciso - nesta altura mais do que nunca - deixo-te com estes versos, repescados de uma publicação de julho de 2017.

Acredita no destino.
Lembra-te que às vezes o que temos que fazer é soltar as rédeas e acreditar que quem nos guia conhece o caminho.
Acredita no amor.
Por mais que ele nos faça sofrer, não há outra fonte que alimente tanto o sentido desta vida.
Acredita no amanhã.
Embora incerto, é lá que devem estar as nossas esperanças mais sinceras.
Acredita nas pessoas.
Eu sei, elas erram muito, mas nós também. É justamente por isso que existe o perdão: para que pessoas como tu e eu tenham a condição de continuarmos juntos apesar de tudo.
Acredita na vida.
Na paz e na guerra também.
Acredita nos teus sonhos.
Jamais desistas de perseguir a tua felicidade.
É simples, mas é quase tudo!
 
Meu bem, aproveita estas palavras para renovar a tua crença de que as coisas vão melhorar e que o mundo vai superar este período turbulento da sua história.

Aquele abraço amigo de bom fim de semana!

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self-love-65693_1920.jpgOra viva!

A inspiração - que andou arisca na última semana, provavelmente escaldada pelo tempo - parece ter voltado em força, graças à LL, uma seguidora que partilhou comigo o drama de estar numa relação com alguém centrado, unica e exclusivamente, em si mesmo. O seu desabafo mais não me pareceu do que um grito de infelicidade e impotência, um claro pedido de socorro.

Escuso dizer que a minha primeira reação foi sugerir que mandasse o gajo à merda, mas como percebi que, para ela, a solução não era tão simples quanto isso, comprometi-me a escrever sobre o assunto, na expectativa de que mais alguém se identifique, ao ponto de querer partilhar a sua experiência, dando assim à LL uma luz sobre o rumo a dar a uma estória que de amor só tem dele para ele mesmo. Confusa? Já vais entender!

Do que depreendi do nosso bate-papo, e mesmo sem qualquer qualificação profissional na área da mente, atrevo-me a diagnosticar a personalidade do dito cujo com quem ela anda metida, a raíz de toda a sua angústia. Em resultado da pesquisa que fiz, é-me possível reconhecer nele os traços de um narcisita de primeira linha. Vejamos: o gajo acha-se
melhor do que os outros (ela inclusive); vive num permanente estado de competição; quer sempre tudo sem dar nada em troca; demonstra grande dificuldade, incapacidade até, em compreender o ponto de vista dela; não faz nada a custo zero; lida muito mal com a frustração; esforça-se demasiado para ser admirado, para ser o centro das atenções; raramente mostra empatia para com as necessidades ou sentimentos alheios; encara a relação amorosa com superficialidade, dando a entender que esta só serve para lhe afagar o ego; revela uma postura arrogante, soberba, insolente e crítica, sempre centrado nos seus pontos de vista e jamais nos dos outros.

Uma vez traçado o perfil dessa pessoa totalmente focada em si, analisemos, à luz da psicologia, o seu comportamento no contexto amoroso-sentimental. "À primeira vista, é relativamente fácil gostar de um narcisista, já que é uma pessoa sedutora, atraente, com carisma e que se mostra extrovertida, autoconfiante e determinada", esclarece Rita Fonseca de Castro, da Oficina de Psicologia. "Quando estabelece um objetivo, é muito persuasivo pelo que, se estiver interessado em se relacionar com alguém, para sua própria gratificação, fará com que o alvo da sua cobiça se sinta especial e desejado." Foi precisamente isso que aconteceu com a protagonista deste melodrama. No início, o fulano demonstrou ser um encanto de homem, com uma personalidade impossível de resistir.

Envolver-se com um narcisista é entrar numa montanha-russa de emoções, que de um modo geral termina rápido e mal. "Alguém com uma personalidade assim tende a estabelecer relações de curta duração e superficiais, sempre focadas nos seus ganhos pessoais. Quem tem uma relação com uma pessoa com esta patologia acaba por investir tudo (sozinho) na relação, e só se apercebe verdadeiramente disso quando acaba", alerta a psicóloga.

Cara LL, para o caso de ainda teres alguma dúvida, retém isto: o teu namorado já encontrou o grande amor da sua vida: ele mesmo! Motivo pelo qual é-lhe francamente difícil entregar-se genuinamente a outra pessoa. Ele pode até sentir-se - e mostrar-se - apaixonado, só que as suas motivações nunca serão verdadeiramente altruístas. Por muito que te custe ouvir, não há como dourar a pílula: a ele só lhe interessa os benefícios que a vossa relação lhe proporciona. É da sua natureza preocupar-se apenas consigo mesmo, pelo que, por mais que queiras, ele não vai mudar. Nem por ti, nem por ninguém. Afinal, uma onça jamais perde as suas pintas, por mais que as tente camuflar.

Um abraço afetuoso meu!

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01
Jul20

Guidance.jpgViva!

O sétimo mês deste turbulento ano de 2020 chega irremediavelmente condicionado pelo clima de incerteza, angústia e medo que tem reinado nos últimos três meses. Ainda assim, sobre ele paira uma energia de confiança renovada, regida por uma carta muito auspiciosa, a Guidance (Guia, em português). Sobre isso, ninguém melhor que a conselheira espiritual deste blog, a Isabel Soares dos Santos, para nos por a par das previsões energéticas para julho, que hoje arranca.

Metade do ano já passou. Se tens casa, comida e, principalmente, saúde, agradece por isso. Dois mil e vinte é o ano para aprendermos a viver um dia de cada vez e a dar valor a todas as nossas conquistas ao longo da vida. Quando vivemos em gratidão e em amor puro somos capazes de sobreviver a todos os desafios.

Os últimos três meses foram bastante desafiantes, nomeadamente, pela instabilidade e mudanças constantes. Um tempo novo está a surgir, uma nova ordem mundial já se começa a vislumbrar aos poucos e, ainda há muito a fazer para nos prepararmos para a mudança para uma sociedade mais justa e equilibrada.

Por isso mesmo, o mês de julho de 2020 surge com uma energia de confiança renovada. Tivemos a oportunidade, nos últimos meses, de perceber que a cada dia temos que estar preparados para o que der e vier. Neste momento vamos aproveitar para recarregar energias, principalmente, a energia interior. A fé vai estar presente durante todo o mês.

É chegada a hora de valorizarmos mais a verdadeira fé. Como?
. Acreditando mais nas nossas capacidades;
. Perdoando mais, tanto os outros, como a nós próprios;
. Vivendo mais a compaixão e abandonando a necessidade de crítica constante;
. Aumentando o amor próprio e a autoestima;
. Vivendo mais em gratidão a cada dia.

Durante este mês devemos aproveitar os tempos livres para relaxar, descansar bastante, olhar mais para dentro e voltar a encher o nosso coração de fé. Temos que estar preparados, pois até ao final do ano ainda iremos ter bastantes sobressaltos e, a melhor preparação que podemos fazer neste momento, é estarmos confiantes de quem somos, aumentando a nossa fé e a nossa confiança interior.

Desejos de um mês cheio de luz, que possas reencontrar-te com a tua fé e confiança interior!

Abraço de Luz,
Isabel Soares dos Santos
💖

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