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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


30
Mar20

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Viva!

Este post assenta na partilha de um texto, de autor desconhecido, que anda a circular na rede e que é uma verdadeira turbina de reflexão e discussão sobre toda esta calamidade sanitária global.

1. Estados Unidos deixou de ser o líder mundial.
2. A China ganhou a terceira guerra mundial sem disparar um míssil, e ninguém deu conta.
3. Vladimir Putin é um visionário.
4. A prevenção salva mais vidas do que a atuação no último momento.
5. Os profissionais de saúde valem mais do que os futebolistas.
6. Os europeus não são tão educados e cultos como se pensava.
7. Não estamos enganados quando pedimos mais hospitais e menos guerra.
8. As crianças ocupam um lugar privilegiado na natureza.
9. O petróleo não vale nada numa sociedade sem consumo.
10. A morte não distingue raça, cor, religião ou classe social.
11. O ser humano é oportunista e desprezível, ao inflacionar os preços.
12. O papel higiénico é mais importante do que a comida.
13. As redes sociais aproximam-nos, mas também é o meio que cria pânico.
14. Agora sabemos como se sentem os animais nos zoológicos.
15. As crianças de hoje já não sabem brincar sem internet ou televisão.
16. Há quem ganhe milhões e não serve a humanidade.
17. Esta é a única forma de alguns sacanas cumprirem prisão domiciliária.
18. Os trabalhadores da área de saúde estão sozinhos, abandonados e esquecidos. Ainda assim, nunca desistem.
19. Agora as crianças estão a ser educadas pelos pais como livres pensadores.
20. As ajudas públicas favorecem os menos desprotegidos.
21. Nenhum padre, bispo ou seita salvou os infetados.
22. Começamos a apreciar o grande gesto de confiança que significa dar um aperto de mãos.
23. Os humanos são os verdadeiros vírus do planeta.
24. O planeta regenera-se rapidamente sem humanos.
25. Não estamos preparados para uma pandemia.
26. Os políticos aproveitam-se para puxar o tapete do rival.
27. Deve-se investir mais na saúde em vez de festivais.

Dá que pensar, não dá?

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Ora viva!

Hoje é dia de festa para as crioulas da morabeza, já que é neste 27 de março que se comemora o Dia da Mulher Cabo-verdiana. Orgulhosa das minhas raízes, não posso deixar passar esta data em branco, até porque a mulher da minha terra merece toda a homenagem possível e intencionada.

Palavras ficam sempre aquém da eloquência da mulher cabo-verdiana. De uma beleza, intensidade, complexidade e autenticidade ímpares, ela representa tudo aquilo que me identifica, motiva, orgulha e faz querer ser mais e melhor. Tantas vezes a minha alma precisasse reencarnar num corpo feminino, tantas vezes ela escolheria o de uma mulher cabo-verdiana, tamanha a identificação com a sua essência.

Na sua mensagem, o ano passado, o chefe de Estado cabo-verdiano considerou que a "A mulher cabo-verdiana sempre foi um pilar da nossa sociedade na família e, cada vez mais, na vida socioeconómica e política do país. A sua presença é tão marcante que, por vezes, passam despercebidos os inúmeros problemas e desafios que ainda enfrenta para se afirmar em diversas áreas e para vencer as discriminações que subsistem com base no género." Segundo Jorge Carlos Fonseca, "... a mulher cabo-verdiana tem sabido sempre esculpir, na fina porcelana do nosso destino, um rosto da Nação", daí que deseja que "seja cada vez mais apreciada, valorizada e reconhecida..."

Às cabo-verdianas espalhadas por este mundo diaspórico presto esta singela homenagem, fazendo votos para que, a cada 27 de março, as vicissitudes das suas vidas se aliviem ao ponto de, num futuro próximo, deixarem de determinar o seu destino e moldar o seu querer.

Uma salva de palmas para a Mulher Cabo-verdiana!

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Viva!

Vivemos tempos duros, é certo. Provavelmente, vai endurecer ainda mais daqui a um par de semanas. Com o passar dos dias, o isolamento social trará à tona novos problemas, sejam eles financeiros, conjugais, familiares, emocionais, psicológicos e até psiquiátricos. Ainda que não seja especialista na matéria, estou em crer que casos relacionados com ansiedade, ataques de pânico, depressão, suicídio, divórcio, obesidade e falência vão disparar em flecha.
 
Há coisas que não conseguimos controlar, daí que não valha a pena estarmos a perder tempo com elas. Concentremo-nos antes naquilo que depende de nós, especialmente no que podemos fazer para atenuar ou melhorar a situação. O isolamento social não tem que estar associado apenas a coisas más. Como tudo na vida, também ele possui um lado positivo, por mais que não pareça. Apelando à minha experiência pessoal, dou vários exemplos de como esta quarentena imposta pode ser boa para a nossa vida. Anota aí:
 
Mais hora de sono
O regime de teletrabalho tem-me proporcionado mais uma hora de sono. Em vez de me erguer às sete, agora só às oito horas digno elevar o meu património físico da cama. Garanto-te que ele não se tem queixado dessa hora extra.
 
Melhor gestão do tempo
Como não estou dependente de fatores externos, consigo ter uma gestão precisa do meu tempo. Entre o despertar e o estar sentada à frente do computador para dar início a mais uma jornada laboral, sei que disponho de exatamente 60 minutos, tempo mais do que suficiente para dar um jeito à casa, desintoxicar o organismo (com água morna e limão), tomar duche, vestir e restabelecer o contacto com o mundo virtual.
 
Sesta depois do almoço
Tirar uma soneca a meio do dia é um privilégio de que poucos adultos se podem gabar. Desde menina que cultivo esse hábito, do qual – por imposição das exigências da atual vida laboral – tive que abrir mão. O confinamento domiciliar trouxe de regresso uma oportunidade de ouro para voltar a poder dar um descanso ao cérebro após o almoço. E que bem que me tem sabido!
 
Alimentação (mais) saudável
Ao fazer a totalidade das refeições em casa, consigo garantir a qualidade da minha dieta alimentar. Por melhores escolhas que façamos, comer fora representa sempre um risco para aqueles que primam pelo bem-estar, como é o meu caso. Assim, por estes dias não poderia estar mais orgulhosa da minha alimentação, essencilmente à base de azeite extra virgem (biológico), vegetais de produção orgânica ou caseira, arroz integral ou selvagem, muitas leguminosas, massa integral, peixes gordos, iogurtes magros e requeijão; tudo regado a água, chá verde e... o bom e velho vinho tinto. Tenho a certeza que o meu colesterol HDL deve estar nas nuvens.
 
Zero stress
Por estes dias o meu sistema nervoso central anda a desfrutar de umas merecidas férias. Só o facto de não ter que me preocupar com o vestir... Ainda que super orgulhosa da minha vaidade, a verdade é que a coordenação do guarda roupa é uma tarefa que me exige algum gasto intelectual e emocional. Decidir sobre o que usar, combinar com os acessórios, evitar repetir peças e ousar sem cair no ridículo né mole não. Como sabes, divido casa com outras pessoas, uma situação que me desgosta sobremaneira, não só por apreciar cada vez menos a convivência diária com humanos, mas sobretudo por prezar o sossego, o silêncio, o asseio e a arrumação. Com esta situação pandémica, a colega que mais me incomodava foi isolar-se na província, logo é-me possível manter a casa impecável, sem falar que não tenho que partilhar o WC com o namorado dela, nem ter que ouvir os seu gritos ao telefone.
 
Controlo da situação
A ausência de contacto físico diário com outras pessoas tem-se revelado uma benção na gestão da informação que a mim chega. Neste momento, eu detenho o poder de controlar o que quero saber, quando quero saber e de que forma quero saber. A minha principal fonte de ansiedade relacionada com esta pandemia derivava precisamente da convivência com colegas de trabalho, os quais – a uma velocidade alarmante – faziam questão de recitar tudo o que lhes chegava ao conhecimento, na maior parte das vezes com uma carga dramática absolutamente incompatível com a minha paz de espírito. Agora que estou em casa, só tenho acesso às notícias logo pela manhã, e via canal público.
 
Melhor saúde
Estar confinada em casa tem beneficiado – e muito – o meu bem-estar físico, mais concretamente a rinite alérgica, que na primavera atinge proporções agonizantes. Nesta altura do ano, costumo penar por causa do polén que abunda pela natureza. Ao não sair para a rua, só tenho contacto com as partículas alergénicas na hora de abrir as janelas para arejar a casa.
 
Menor gasto de recursos naturais
Esta reclusão domiciliária tem-se traduzido numa redução drástica da quantidade de roupa suja. Ora acontece que a diminuição da necessidade de usar a máquina de lavar implica um menor gasto da água e da eletricidade, recursos naturais preciosos. Com isto ganha o planeta, ganha a carteira, ganha o vestuário. Só não ganha a Edp e a Epal.
 
Poupança financeira
Tinha-me esquecido o quanto se poupa não saindo de casa. Como gastadeira crónica que sou, é raro sair de casa e regressar com o saldo intacto. Só para teres uma ideia, recebi ontem o salário e ainda não gastei um cêntimo. Em circunstâncias normais, por esta altura já teria dispendido à vontade 20% do seu total. Não saindo de casa não gasto, logo, a minha conta bancária agradece.
 
Mais e melhor tempo
Tempo é que o não me tem faltado ultimamente. Tenho-o tido para tudo e mais alguma coisa, daí que o esteja a aproveitar para meditar, exercitar, aprender, ler, escrever, ver televisão, pensar, planear, sonhar e, acima de tudo, descansar. Entre o trabalho ordinário, este blog, o livro, o outro projeto pessoal e as solicitações de terceiros, andava num estado de estafa muito grande. Portanto, esta espécie de férias caseiras têm sido um bálsamo.
 
Mais qualidade de vida
Tudo que escrevi até aqui conduz a este último ponto. Para mim, qualidade de vida resume-se a ter dinheiro no bolso, comer bem (o que quero e na hora que quero), degustar de uma boa taça de vinho, dormir o suficiente, viver numa casa limpa e arrumada, estar em paz e em segurança, não ser escrava do relógio, ter inspiração para escrever e desfrutar da minha própria companhia. Em suma, a qualidade de vida passa por ser dona e senhora da minha vontade, do meu tempo, dos meus pensamentos. Não é precisamente isto que o atual cenário nos tem proporcionado?
 
Tenho desfrutado de uma vivência tão pacífica e intropespetiva nestes últimos dias que o regresso à dita normalidade ser me á bastante difícil. Ainda que tenha noção de que dificilmente partilharás desta minha perceção, aconselho-te a tirar o máximo proveito do lado bom de toda esta situação; indesejável, contudo, inevitável.
 
Tendo que ficar em casa, desfruta deste post como se de um manual de sobrevivência se tratasse.
 
Aquele abraço amigo e até breve!

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Viva!

Ainda que mal se aperceba, hoje é sexta-feira; para mais é o Dia Internacional da Felicidade. Felicidade é coisa que anda arisca por estes dias. Mesmo assim podemos fazer um esforço acrescido para celebrar o dia que também assinala o início da primavera, a estação do ano em que a terra renasce e se cobre de verde.

Como tal, proponho fugirmos, ainda que por breves instantes, ao assunto do momento e voltarmos ao tema essência deste blog: a solteirice. Que te parece? É que lembrei-me de partilhar contigo mais uma razão por detrás deste meu love status, que, de tão longo, já já será crónico.

Não gostar de animais de companhia tem sido um grande entrave na tentativa de engrenar a minha vida amorosa. O que é que o facto da rapariga não gostar destas criaturas adoráveis tem a ver com continuar solteira, perguntas tu? Já vais perceber. Mas antes disso, peço-te que te poupes a pensar que, por não gostar de animais, não sou boa pessoa. É um cliché demasiado aquém da tua mentalidade.

Voltando ao facto da minha falta de simpatia pelos patudos estar a atrapalhar – e de que maneira – o alavancar da minha vida amorosa, o motivo é simples: a maioria dos gajos, sobretudo os que valem a pena, apreciam-nos ao ponto de terem um ou mais exemplares em casa. Basta-me ir a qualquer uma dessas apps de engate para perder a conta da quantidade de "disponíveis" que airosamente partilham fotos suas agarrados a um canídeo ou felino.

De cada vez que me deparo com um solteiro giro nessas poses o desalento apossa-se na hora da minha esperança. "Zero chances de dar certo, Sarita!", costumo dizer aos meus botões. A não ser que só estivéssemos juntos – e teria que ser em qualquer sítio menos na casa dele – para "dar o corpo ao manifesto a custo zero", dificilmente seria possível levar a bom porto um relacionamento com um detentor de animais.

Além da minha mais do que diagnosticada alergia ao pelo animal, ponho-me a pensar no quão penoso seria ter que partilhar do espaço dessa pessoa, correndo o risco de levar com uma lambidela (desgasting!) ou, pior, ter que catar os dejetos deles, sem falar naquele cheiro característico que me deixa agoniada. Definitivamente, não me vejo no papel da namorada do dono de um animal. Só de pensar no risco de ouvi-lo referir-se a mim como "mamã" da pequena criatura... no way!

E como sequer me passa pela cabeça assumir o papel da gaja chata que passa a vida a reclamar ou a exigir que o seu homem se livre do companheiro de quatro patas, só me resta continuar a minha odisseia em busca de um pretendente giro, fit, saudável, inteligente, trabalhador, boa pessoa e que não goste de animais, pelo menos não ao ponto de querer ter um em casa.

E assim continua a vida desta solteira aqui...

Aquele abraço amigo e desejos de uma boa quarentena!

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Ora viva!

Momento conturbado este que estamos a viver. Não só pelo Covid-19, mas sobretudo pelo clima de medo, incerteza e hipocondria que à sua volta paira, e da qual nenhum de nós está a conseguir manter-se indiferente. Dada a nossa pouca margem de manobra em relação ao rumo dos acontecimentos, proponho para hoje algumas dicas de felicidade.

Por acreditar que ao reforçarmos o nosso positivismo estaremos a reforçar a nossa capacidade de resposta a estes dias de dificuldade, eis-me aqui a partilhar contigo algumas atitudes - lições de vida, no fundo - recomendadas por especialistas àqueles que querem ser mais felizes.

1. Medo de fazer algo
Anthony Freire, diretor clínico de um centro de saúde mental nova-iorquino, considera que a forma mais eficaz para nos livrarmos de sentimentos como medo, receio, vergonha ou culpa é "assumir que eles existem porque dissemos a nós mesmos que deveríamos sentir-nos assim". Portanto, não deixar de fazer nada por medo, enfrentar a situação e lutar pelo que se quer é a melhor estratégia para superarmos a questão, aconselha o psiquiatra.

2. Inquietação com situações que nos ultrapassam
Stress e preocupação são inerentes à condição humana, pelo que é impossível bani-los da nossa vida. Contudo, é possível reduzi-los ao inevitável, ou seja, focarmo-nos apenas nos pensamentos e acontecimentos que realmente podemos mudar. "Faça uma lista dos problemas que a estão a assombrar e escreva o que pode fazer para mudar a situação. Reveja as questões com as quais pode fazer algo e esqueça as restantes", aconselha a terapeuta Osibodu-Onyali.

3. Guardar rancor
É facto assente que o rancor é altamente prejudicial ao nosso bem-estar físico, emocional, psíquico e espiritual. É por isso que "encerrar histórias antigas" ou "tentar retomar" algo que valha a pena, seja a recomendação desta especialista. Claro que isso não significa que devemos deixar (re)entrar pessoas tóxicas na nossa vida, mas antes que, perante algo que está mal resolvido, tentar levar a questão a bom porto ou, não sendo possível, deixá-la ir; sem mágoa nem ressentimento.

4. Comparação com os outros
O ciberespaço, em especial as redes sociais, tem tanto de bom como de mau. Ele tanto aproxima como afasta, tanto integra como marginaliza, tanto enaltece como desmerece, tanto aceita como rejeita, tanto enobrece como desgraça; tudo isso à mercê da conveniência e da mestria de cada um. Como tal, devemos ter sempre em mente que as pessoas partilham apenas uma parte da sua vida, uma parte que muitas vezes é meramente ilusória. Daí que compararmos a nossa vida com a dos outros não contribui nem um pouco para a nossa felicidade. Pelo contrário!

5. Sobrevalorização da opinião alheia
Estamos nós cientes de que viver em sociedade implica seguir normas e códigos de conduta. Nenhum de nós está imune a isso. Todavia, isso não quer dizer que a nossa vida deva ser regida em prol da opinião dos outros. Quanto a isso, Osibodu-Onyali é taxativa: "Nem toda a gente tem de gostar de nós" e nós devemos estar bem com essa situação, não nos privando, por isso, de viver como queremos.

6. Querer ter sempre razão
É normal que, quando estamos a discutir com alguém, queiramos ter sempre razão. No entanto, esta atitude pode fazer mais mal do que bem à nossa saúde mental. Anthony Freire aconselha a deixarmos de lado a constante necessidade de "vencer", até porque esta ação "consome muita energia". "Quantas vezes é que insistimos numa discussão apenas por teimosia de querer ter razão? Muitas das vezes acabamos por dizer coisas que não queríamos e depois até acabamos por pedir desculpa", explica o especialista.

Meu bem, espero que encares estes conselhos de quem sabe como (mais) um lembrete de que a tua felicidade, na maior parte das vezes, está ao alcance da atitude que tomas perante situações e acontecimentos com que te deparas ao longo da tua existência. Esta pandemia é apenas mais um acontecimento na tua vida, assim como na de todos nós, e da qual podes sair mais ou menos ilesa, dependendo da atitude que resolveres assumir.

Aquele abraço amigo (agora mais precioso que nunca), e até breve. Fica bem, fica em casa!

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14
Mar20

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Ora viva!


Neste momento delicado por que passa Portugal, e o mundo, o comportamento de cada um de nós é essencial para o controlo da situação à volta desta epidemia chamada Covid-19. Para além de respeitarmos as indicações das autoridades, podemos também respeitar a sanidade mental e a paz de espírito dos nossos entes queridos. Como?
 Evitando "passar a palavra"!

 

Acredito que quem o faz pensa estar a ajudar, mas na verdade está a contribuir ativamente para alimentar a ansiedade, o pânico e a desinformação. Há que saber filtrar aquilo que se lê e ouve, pois nem tudo o que se diz por aí tem origem em fonte fidedigna. Sabendo disso, quero pedir-te para não alimentares a contra-informação, partilhando conteúdos que visam apenas angariar likes, espalhar o medo e fomentar o caos. Estarás a fazer um favor a ti e aos outros. Lembra-te que aqueles que queiram saber mais sobre o assunto, saberão onde procurar.

 

Toda esta situação é demasiado grave para estarmos a disseminar informações das quais não temos a certeza. Como tal, devemos demonstrar consciência, ser responsável, manter a calma, respeitar o plano de contingência e acreditar que o mundo vai superar (mais) esta provação. Mais importante, não alimentar o pânico. Contenção é a palavra de ordem, não te esqueças.

 

Juntos somos fortes, juntos somos capazes, juntos somos invencíveis!

 

Muito obrigada e até breve. Aquele abraço amigo!

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Viva!

"A humanidade tal como a conhecemos vai extinguir-se muito em breve", profetizou José Rodrigues dos Santos, em novembro passado, aquando do lançamento do seu último romance, Imortal. Míseros quatro meses volvidos, é consensual que a imortalidade por enquanto não passa de mera ficção sem qualquer correlação com a realidade. Que o diga o Covid-19, o coronavírus que tem aterrorizado, por toda a parte, nações, governos e pessoas.

"A vida tal como a conhecemos deixou de existir", profetiza agora Sara Sarowsky, aquando da escrita desta crónica. O que poderia ser o trailer de um filme do SyFy sobre um vírus mortal que dizima a população mundial num longínquo 2100, hoje é a descrição da atualidade mundial, à qual Portugal não é alheia. Esta é a primeira grande ilação a tirar desta crise que começou por ser sanitária, mas que já contaminou a economia, a educação, o desporto, o lazer e o entretenimento, ou seja, a sociedade no seu todo.

Por mais que assim o queiramos, abrir mão de falar, ler, escrever, pensar, imaginar e temer o coronavírus deixou de ser opção para a maioria dos habitantes do planeta azul. Quem de nós pensou viver para presenciar o dia em que o mundo (literalmente) iria parar? Sim, a ficção virou realidade; o que até há poucas semanas só vivia no nosso imaginário agora é parte do nosso dia a dia! Uma parte desconhecida que vamos ter que aprender a lidar, mais não seja por falta de alternativa.

"As pessoas não querem acreditar que um vírus que surgiu num qualquer lugar da China possa realmente afetar as suas vidas, ou mesmo representar uma ameaça real para elas ou para os seus entes queridos", afirmou Florian Reifschneider, o promotor StayTheF*ckHome, um movimento que visa consciencializar as pessoas a cumprirem as medidas de contenção impostas. Com maior ou menor probabilidade de infeção, ninguém parece estar a salvo desta pandemia, cujo alcance e impacto assumem, em questão de horas, proporções inimagináveis, logo imprevisíveis.

Por muito que se tenha previsto, imaginado ou planeado, estar preparado para um cenário destes, com plena consciência do seu real impacto, seria de todo impossível. É, portanto, bem provável que estejamos perante o motivo por detrás deste fascínio insano pela doença. A população mundial neste momento vive (literalmente) em função do coronavírus: não fala de outra coisa, não pensa em outra coisa, não lê sobre outra coisa, não ouve sobre outra coisa, não teme outra coisa. Nos media, no trabalho, na escola, no restaurante, no café, nos transportes, na rua, na internet, em toda a parte, o tempo todo. E o que não ouve, constata com os seus próprios olhos: ruas desertas, estabelecimentos fechados, fronteiras encerradas, prateleiras vazias nos supermercados, rutura de stock de vários artigos, restaurantes às moscas, eventos cancelados, atividades suspensas, estados de espíritos alertas, corações inquietos, mentes alarmadas… Pessoas de semblante compenetrado, preocupadas consigo e com os seus.

O botão (mental) do medo esse é ativado à primeira tossidela, ao menor contacto físico, ao mais pequeno sintoma de mal-estar, à ínfima suspeita de que alguém com quem se privou possa estar infetado. Até eu, que me orgulho de ser anti sentimento coletivo, tenho feito um esforço acrescido para não deixar-me levar por esta onda de comoção geral. Não sou pessoa de temer doenças, e esta não é exceção. Além de distanciar do chamado grupo de risco, sou a feliz proprietária de um sistema imunitário à prova de qualquer enfermidade viral. Se a isso acrescentar o facto de ser negra, nascida e criada em terra africana, o continente menos atingido até então, nenhum motivo plausível tenho eu para panicar.

Temo sim é tudo o resto à volta desta crise de saúde pública: entes queridos afetados, escassez de bens essenciais, distanciamento social, reclusão imposta e limitação de movimentos. Temo acima de tudo o desespero, a histeria e o pânico alheio, os quais por mais que se tente permanecer imune acabam por contaminar até à mais serena e otimista das criaturas, como é o meu caso.

"Vamos manter a esperança e o ânimo porque a tempestade há de passar, com a ajuda de todos nós, no país e no mundo!", proferiu no outro dia o pivot Rodrigo Guedes de Carvalho, numa mensagem que se tornou viral em questão de horas. Subscrevo esta declaração, ousando acrescentar que de pouco ou nada adianta estarmos a sofrer por antecipação. Façamos a parte que nos cabe, respeitemos o plano de contingência e confiemos que daqui a nada esta será apenas (mais) uma página negra na história da humanidade. Por agora está tudo nas mãos do sistema imunitário de casa um. E de Deus, para aqueles que acreditam!

Bom fim de semana e fica longe do Covid-19, que esse não está para brincadeiras. Um abraço amigo!

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12
Mar20

Super Woman

por LegoLuna

Ora viva!

Enquanto vou alinhavando uma crónica sobre o assunto do momento, o Covid-19, deixo-te com este vídeo que uma amiga enviou-me há pouco. Na qualidade de africana orgulhosa das suas raízes, posso garantir-te que é linda, e dançável. Só lamento não conseguir perceber mais do que duas palavras: "super" e "woman". Pas grave, como dizem os franceses, o que importa mesmo é que ela toca o coração.

Até amanhã; se entretanto não for infectada, que a esta altura do campeonato ninguém está a salvo.

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11
Mar20

Boys will be boys

por LegoLuna

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- Amor, levas-me a jantar fora um dia destes?
- Claro paixão! Quando queres ir?
- Que tal esta sexta-feira?
-Epa! Sexta não dá, que vou beber umas jolas com a malta.
- E sábado?
- Oh! Sábado vou ao futebol com a rapaziada…
 
Este é apenas um mero exemplo do drama nosso de toda a semana. A questão é: será assim tão importante para nós homens mantermos a rotina depois de uma pessoa entrar sem aviso prévio na nossa vida? Será que a rotina com os nossos boys é apenas uma fuga de escape para o caso de alguma coisa correr mal com a babe e ao menos não tivemos que deixar de fazer as coisas que curtíamos por causa dela? Ou é somente aquela máxima de "bros before hoes", que nos tempos que correm já nem faz sentido?
 
Será a falta de convívio com a malta assim tão relevante para a felicidade masculina, ao ponto de estarmos sempre disponíveis para a queca e imensamente ocupados para levar a jantar, ir ao cinema, passear, acompanhar nos convívios familiares ou algo assim que seja um date com a miúda por quem, por acaso, até temos um crush?
 
Ainda no outro dia vesti a pele de cupido com dois amigos meus. Ambos solteiros e boas pessoas. Ele, um pouco ferido por ter terminado recentemente uma relação de longa data, e ela com medo de investir numa nova relação depois de as três últimas terem sido um fracasso. Ela interessou-se em saber a idade dele, se tinha emprego estável, se é saudável e esse tipo de coisas normais (pelo menos, para as mulheres). Ele interessou-se em saber se ela tinha mamas grandes e se chupa bem… Percebeste a diferença? Não? OK, eu explico! Boys will be boys, mas até nós, constantes infantes, temos de perceber que uma mulher é mais do que mamas e bicos.
 
A maioria das que eu conheço são independentes, sabendo bem o que querem e melhor ainda o que não querem. Uma coisa te garanto: elas não querem um rapazola que depois do serviço feito vai para o café beber jolas ou jogar consola com o buddy. Elas querem um homem que cumpra o serviço na totalidade, ou seja, que para além da cama também queira estar ao seu lado em eventos sociais e programinhas de casais. Tudo isso sem que ela tenha de estar sempre a sugerir, mendigar ou exigir.
 
Por isso, meu amigo, a fórmula é simples: menos tempo com os amigos, mais tempo com os crushs; mesmo que, volta e meia, recebas uma chamada de um "bro" a pedir socorro para alguma coisa que só tu consegues resolver. Ai de ti se disseres que fui eu quem disse!
 
See you next month!
Yours, Mr. Bali

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06
Mar20

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Viva!

Contigo partilho hoje o relato do regresso a casa da minha última viagem, a qual se revelou um pesadelo de todo o tamanho. Só agora falo publicamente sobre o assunto porque, como pessoa decente que gosto de pensar que sou, dei à empresa em questão um tempo mais do que razoável para resolvermos a questão longe do burburinho da internet. Dado que já se passaram dois meses e dela não obtive nem mesmo um email a acusar a receção da reclamação, já não vejo motivos para zelar pela sua reputação. Pelo contrário, quero é ver o circo pegar fogo, pois o que aconteceu é demasiado grave para que fique por isso mesmo.

De modo a que possas ficar por dentro do sucedido, publico a carta (em inglês, uma vez que sequer consideram contactos que não sejam em língua alemã ou inglesa), que lhes enviei no passado dia 8 de janeiro.

Caros responsáveis da Flixbus,

Venho através desta dar-vos conhecimento de um episódio deveras grave, que pôs em perigo o meu bem-estar físico, emocional e psicológico, quiçá a minha própria vida.

Escrevo da Place des Basques, em Bayonne (França), onde passei a noite ao relento, à espera de um autocarro vosso, com destino a Lisboa, que nunca chegou a aparecer. A noite de ontem foi um pesadelo, a pior de sempre, da qual tão cedo não recuperarei, e à vossa empresa imputo a responsabilidade pelo sucedido que passarei a explicar de seguida.

Na passada quarta-feira, 1 de janeiro, comprei um bilhete de autocarro de regresso a casa, após ter passado a época festiva com familiares em ...., uma vila localizada a cerca de 22 quilómetros de Bayonne. Como poderão comprovar pela imagem em anexo, o local de partida neste indicado é Place des Basques, com embarque previsto à 01:20 do dia 4 de janeiro. O documento informa ainda que o passageiro deveria apresentar-se 15 minutos antes da hora indicada. Ainda não era meia-noite quando cheguei ao local. Por lá fiquei até há pouco (entenda-se 09:00). Na busca por informações, desesperada e banhada em lágrimas, fiquei a saber, pelos residentes locais, que o embarque dos passageiros com destino internacional tem sido ultimamente feito noutro local, o Quai de Lesseps, precisamente o sítio onde desembarquei de um outro bus vosso, no passado dia 21 de dezembro.

Como é que me explicam isso? Como é possível que uma empresa que lida intimamente com a segurança, e a vida, das pessoas permite-se cometer um erro tão grosseiro, tão irresponsável, tão imperdoável? Por não ter para onde ir, nem como deslocar-me (já que tinha lá chegado de transporte público), passei uma noite inteira ao relento, à mercê do frio, do sono, do cansaço, de fome, das necessidades fisiológicas e da sorte. Sim, da sorte, porque uma mulher sozinha na rua, de madrugada, numa cidade que lhe é desconhecida, acompanhada apenas por uma mala de viagem e uma mochila, poderia ter sido atacada, assaltada, estuprada ou até mesmo assassinada.

Volto a questionar: como explicam isso? Como é possível ter acontecido tal situação? Entretanto, porque tenho mesmo que voltar a casa, vi-me obrigada a comprar um novo bilhete (em anexo), desta vez pelo triplo do valor, onde consta (novamente) a informação de que o local de embarque é Place des Basques, quando está mais do que óbvio de que não é. Andam a brincar com a vida, o tempo, o dinheiro, a segurança e a sanidade mental daqueles que, como eu, em vós confiam para lhes levar aonde precisam ir?

Toda esta situação é demasiado comprometedora para que passe incólume. Assim, quero saber que providências pretendem tomar de modo a que eu seja ressarcida pelos danos financeiros, físicos e mentais. No mínimo, exijo o reembolso do valor do segundo bilhete, assim como uma compensação monetária à altura da gravidade do caso.

Conto com o vosso bom senso, a vossa boa vontade e o vosso sentido de responsabilidade para que possamos resolver esta questão - lamentável a todos os níveis - de forma amigável. Caso contrário, recorrerei a todas as instâncias ao meu alcance. Meios e conhecimentos para denunciar este filme de terror não me faltam. Contudo, como profissional de comunicação que sou e pessoa consciente de que erros todos cometemos, dou-vos assim esta oportunidade de resolver a coisa a bem, longe dos holofotes.

Conto com uma resposta vossa para breve.
Sara S.

Como essa resposta nunca chegou, resolvi expor publicamente o caso, bem como formalizar uma queixa junto da entidade que, em Portugal, gere esse tipo de questão: a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes.


Bom fim de semana e vê lá se te manténs longe do Covid.

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