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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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Viva!

 

Que tal começarmos a semana com um tema quente, aquele que por mais que o tempo passe e a sociedade evolua teima em despertar curiosidade infinita e a suscitar toda a espécie de reação? Claro está que me refiro à sexualidade, mais concretamente sobre três coisas sobre a sexualidade masculina que geralmente passam ao lado do radar de grande parte das mulheres.

 

Curiosa? Espreita só o que têm a dizer três especialistas sobre esta questão, citados pela Sapocv:

 

1. A sexualidade deles é mais insegura
De acordo com a ginecologista Maria do Céu Santo, "as mulheres podem iniciar a atividade sexual sem desejo ou excitação e estes surgirem depois ou até nem surgirem de todo. Já os homens, para terem uma relação sexual com penetração, precisam de ter excitação. E quando isso não acontece (leia-se, quando a coisa não sobe) para eles é um drama de todo o tamanho.

 

2. Eles sentem-se perdidos
"Nos dias que correm os homens perderam o poder, já que as mulheres assumiram um patamar de igualdade, fazendo com que muitos deles se sintam confusos em relação àquilo que lhes ensinaram sobre a masculinidade e como exercê-la. Ficam sem saber como agir", considera o psicólogo Jorge Cardoso, para quem, perante este cenário, paira sobre eles um grande dilema sobre se devem comportar-se como lhes ensinaram – o que não dá grande resultado com as mulheres – ou se devem adaptar-se à nova dinâmica de conquista e relacionamento.

 

3. As emoções afetam o desejo deles
Estamos fartas de ouvir que nada abala o desejo sexual dos homens, que comem tudo o que lhes aparece à frente, tendo ou não apetite. Só que a realidade mostra que não é bem assim que a banda toca. Uma investigação levada a cabo pela psicoterapeuta Ana Carvalheira desconstrói esse estereótipo. "Num estudo sobre desejo sexual masculino com dados de três países, em homens com mais de 30 anos, apurámos que o stress profissional, o cansaço físico e os fatores emocionais e relacionais são razões que podem perturbar o desejo masculino."

 
Analisando a questão à luz destes depoimentos, não há como negar que, no que toca ao desempenho sexual, a pressão do lado deles é bem maior. O fantasma que paira sobre a mulher a quem não apetece 'sexar', ou cuja performance não tenha sido lá grande coisa, deve ser um gasparzinho quando comparado com o do homem que não o consegue levantar, que se vem em dois in-out ou, pior ainda, que nem sequer consegue desaguar no vale venusiano.
 
É, solteira minha, homem (também) sofre!

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Viva!

 

Um artigo publicado hoje no Notícias ao Minuto debruça-se sobre nove questões – apontadas por advogados de divórcio – que quem procura um relacionamento sério deve fazer logo no primeiro encontro, como forma de evitar, com a devida antecedência, um desgosto amoroso.

 

1. Qual foi a última vez que falaste com os teus parentes?

É uma forma de saber quão próximo à família é o teu pretedente. "Muitos divórcios são causados por pessoas que são demasiado próximas à família, não criando barreiras entre esta e o seu casamento", refere um dos advogados. Por outro lado, más relações familiares podem sugerir incapacidade de manter uma relação sustentável.

 

2. Acreditas no 'felizes para sempre'?

Esta pergunta é um pau de dois bicos, se é que me entendes. Se a resposta for 'não', podemos considerá-lo pouco elegível para um compromisso. Por outro lado, se a resposta for 'sim', provavelmente também não poderá ser considerado um bom candidato. Isto porque uma relação demanda compromisso e esforço e alguém que acredita que a felicidade simplesmente acontece, pode ser visto como demasiado ingénuo para ser levado a sério.

 

3. És casado?

Outra pergunta que urge ser feita, já que, segundo os advogados, "estou a divorciar-me" não é o mesmo que "estou solteiro". Meu bem, faz-te o favor de reter esta parte, que o que mais abunda por aí são caramelos que gostam de sair-se com esta conversa da treta a ver se conseguem chegar ao "finalmente" sem grande esforço.

 

4. O que mais gostas no teu trabalho?

É importante que o teu futuro companheiro goste do seu trabalho e não o veja apenas como uma obrigação. Mas alguém que vive só para o trabalho e que no futuro não se permita a momentos de ócio e lazer, como viagens, família ou saídas, com toda a certeza não deve ser o teu sonho de consumo.

 

5. Onde foste nas tuas últimas férias?

Esta é uma pergunta fachada por detrás da qual se esconde a verdadeira questão: quanto gastou nas suas últimas férias? Poupar e investir no seu tempo de lazer é algo positivo. Problemas de dinheiro são causa bastante comum para desentendimentos entre casais. Se o teu crush é responsável e sabe gerir o dinheiro, então este é um bonus a seu favor.

 

6. Qual a tua idade?

Não lhe perguntes na cara dura, mas arranja forma de lhe arrancares essa informação. Este é outro aspeto que os advogados de divórcios referem com frequência e sobre a qual muitos mentem no início das conversações. Na hora do compromisso, nunca é agradável saber que a tua love story começou com uma mentira sobre um dado tão importante como a idade.

 

7. Consideras-te um bom comunicador?

A comunicação deve ser o pilar de qualquer relação, seja ela amorosa, profissional, familiar ou social. Daí que a sua falta seja frequentemente associada a ruturas, já que afasta o casal ao ponto de não mais se conseguir reagatar a relação.

 

8. Como terminou a tua última relação?

Se a resposta se basear nos erros e defeitos da outra pessoa, revela falta de humildade, honestidade, maturidade e prudência. É importante assumirmos os nossos erros e responsabilidades e nenhuma separação é culpa de apenas uma das partes.

 

9. Se pudesses voltar atrás, o que mudarias na tua vida?

É um tema de conversa que pode ajudar a quebrar o gelo do primeiro encontro. Respostas como "viveria num país bem longe dos meus pais" não é lá muito auspiciosa, pelas razões referidas no ponto 1. "Teria investido na minha educação e ido estudar noutra cidade que me desse mais oportunidades", por exemplo, é um bom começo.

 

Escuso dizer que cada uma sabe o que é melhor para si, bem como quais as questões que lhe são realmente caras. Contudo, há coisas que, de tão óbvias, não devem ser subvalorizadas, mesmo num first date, como por exemplo o facto de ser comprometido, chorar miséria ou mostrar-se forreta.

 

Foi precisamente a pensar nisso que fiz questão de partilhar contigo este assunto, já que, após uma certa idade, mais vale pecar por excesso de zelo de que por défice de cuidado. Afinal, já não temos tempo, nem paciência e muito menos disponibilidade emocional para erros de casting. Capice?

 

Ótimo fim de semana, single mine!

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24
Jan18

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Viva!

 

Qualquer mortal com uma fissura na mente – por mais pequena que seja – não pode deixar de reconhecer que há muito que a homossexualidade e a bissexualidade deixaram de ser as únicas alternativas à heterossexualidade. Nos dias que correm existem tendências sexuais para todos os gostos e preferências.
 
Com esta crónica pretendo fazer um apanhado das mais em voga, num total de 10, elencadas pelo psicólogo espanhol Arturo Torres:
 
1. Heterossexualidade
É a orientação sexual definida exclusivamente pela atração entre pessoas de sexo oposto. É a mais comum.
 
2. Homossexualidade
Carateriza-se pela atração sexual por pessoas do mesmo sexo. Popularmente, identificam-se os homens homossxuais como gays e as mulheres como lésbicas.
 
3. Bissexualidade
Pauta-se pela atração sexual por pessoas de ambos os sexos, mas não necessariamente com a mesma frequência ou intensidade.
 
4. Panssexualidade
Refere-se à atração sexual por pessoas, independentemente do seu sexo biológico ou identidade de género. A diferença entre esta orientação e a bissexualidade é que, neste caso, a atração sexual vai-se experienciando através das categorias de género, enquanto que na panssexualidade tal não acontece.
 
5. Demissexualidade
Esta opção sexual descreve-se como o desenvolvimento da atração sexual apenas nos casos em que se terá estabelecido previamente um forte vínculo emocional ou afetivo.
 
6. Lithssexualidade
Indivíduos com este tipo de orientação sexual sentem atração por outras pessoas mas não sentem necessidade de serem correspondidos.
 
7. Autossexualidade
Aqui a atração é unidirecional, ou seja por si mesmo, sem que isso seja sinónimo de narcisismo. Pode entender-se como uma forma de alimentar o afeto ou o amor próprio.
 
8. Antrossexualidade
Este conceito aplica-se àqueles que experimentam a sexualidade sem saber em que categoria identificar-se e/ou sem sentir necessidade de classificar-se em nenhuma delas.
 
9. Polissexualidade
Considera-se polissexual quem sente atração por vários grupos de pessoas com identidades de géneros concretos. Segundo o critério utilizado para o classificar, pode entender-se que a polissexualidade se confunde com outras orientações sexuais como, por exemplo, a panssexualidade.
 
10. Assexualidade
Esta orientação serve para nomear a ausência de atração sexual. Muitas vezes, considera-se que não faz parte da diversidade de orientações sexuais, ao ser mesmo a sua negação.
 
Este post mostra-nos o quão insensato é catalogar a orientação sexual humana, visto que esta vem-se revelando cada vez mais complexa e cheia de nuances.
 
Dou por concluída a escrita de hoje, não sem antes partilhar os resultados do teste à minha orientação sexual. À luz destas tipologias que acabei de citar, não restam dúvidas de que a minha sexualidade é fruto da tríade: heterossexualidade, demissexualidade e autossexualidade. De ora em diante, sempre que for necessário defini-la, direi que sou heterodemiautossexual. Impactante, não?
 
E tu, single mine, em que categoria inseres a tua sexualidade?
 

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Viva!

 

Como já aqui disse algumas vezes, domingo é o meu day off: dia de dormir até mais não, dia de jejuar, dia de não sair de casa, dia de spa caseiro, dia de organizar os pensamentos, dia de sonhar, dia de por a leitura em dia, dia de devorar filmes, enfim... dia de dolce fare niente.

 

Ontem, na minha maratona semanal de home cinema, calhou-me parar à vista um filme sobre sugar daddies, cujo enredo picou-me ao ponto de achar que este poderia ser um bom tópico para a crónica de hoje. Esta manhã, ao reconectar-me com o cibermundo, a minha primeira paragem foi no quiosque do Google, a quem recorri na busca de informações sobre este tipo de relacionamento patrocinado.

 

Entre os milhares de resultados com que ele me agraciou, um artigo da Marie Claire brasileira sobre a versão feminina da coisa – as ditas sugar mommies – forneceu-me os elementos que precisava para estar aqui a escrever sobre o assunto.

 

Confesso que no início da leitura só conseguia pensar no quão solitárias e carentes deviam ser estas mulheres para terem que pagar para ter companhia masculina. Ao longo do artigo, fui-me apercebendo que, afinal, são mulheres atraentes, bem resolvidas e realizadas profissional e financeiramente. No final, a comiseração deu lugar à admiração e a uma pontinha de inveja, confesso.

 

Admiração porque elas não têm problemas em assumir que "compram" afeto; admiração porque elas não se deixam espartilhar pelas convenções sociais; admiração, sobretudo, porque encaram a questão de forma pragamática e desprendida, sem tabus, falsos moralismos ou ilusões amorosas adolescentes. Inveja porque esta solteira aqui não dispõe de verbas para constatar in loco as maravilhas (ou pesadelos) deste universo paralelo das relações amorosas.

 

Pelo que pude apurar, a logística da coisa é em tudo semelhante à de tantos outros sites e apps de engate: escolhe-se um, cria-se o perfil, enfeita-se com fotos apelativas, escreve-se umas frases interessantes sobre si mesmo, enfim, tenta-se parecer atraente. O passo seguinte é ir à lista e escolher os que mais agradam à vista desarmada e, voilá, match à vista!

 

A diferença aqui é que se trata de um serviço pago em toda a cadeia, ou seja, paga-se para estar no site e paga-se para obter companhia. Inclusive, os próprios sites disponibilizam a opção entre quem quer comprar e quem quer vender, que na linguagem deles traduz-se em sugar daddies/mommies e sugar babies. Para teres uma ideia, só para se ter direito a uma olhadela no menu (leia-se, lista de rapazes) tem que se pagar uma razoável quantia. Já os babies (femininos ou masculinos, tanto faz) desde que maiores de idade, não pagam absolutamente nada.

 

Não penses tu que, na prática, a coisa é tão linear quanto acabei de descrever. Até a aprovação como buyer, é preciso passar por uma série de pré-requisitos, tais como fornecer dados de altura, tipo de corpo, etnia, nível escolar, salário, rendimento anual, valor do património, se tem filhos ou não, estilo de vida, área geográfica e expectativas quanto aos encontros. O expectável. Há sites que até antecedentes criminais exigem na altura da inscrição (o que é de se louvar, diga-se de passagem). 

 

Psicanalistas descrevem estes tipos de encontros nestes termos: "Elas compram a companhia deles para suprir uma carência afetiva. Mas, a longo prazo, não adianta. Porque não é uma relação baseada no amor, e sim no dinheiro. Geralmente esses casos não vão para frente."

 

Responsáveis por estes tipos de sites asseguram que grande parte dessas mulheres não procura namoros longos. Apenas encontros leves, sem pressão. Para a psiquiatra Carmita Abdo, esse tipo de mudança na dinâmica é consequência da maior participação feminina no mercado de trabalho. "Tem muito a ver com o empoderamento económico da mulher. Ela começa a perceber que pode ter um parceiro de uma noite ou várias, de acordo com sua necessidade sexual e social."

 

Muito mais teria a dizer sobre o assunto, mas como o texto já vai para longo e a hora do almoço a caminhar para o lanche, remato a crónica com o seguinte: este tipo de arranjo resulta na perfeição para quem não tem tempo para conhecer parceiros, nem paciência para discutir a relação, e conta bancária recheada, obviamente!

 

O que importa reter é que, regra geral, são as mulheres bem-sucedidas, poderosas e cansadas de relacionamentos tradicionais aquelas que procuram jovens atraentes, que não se importam de ser sustentados por elas. Ou seja, as sugar mommies não passam de mulheres que escolhem rapazes online para sexo ou namoro, em que a regra é clara: quem paga dá as cartas.

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Viva!

 

Sei que ainda há pouco aqui estive, mas é que acabo de lembrar que hoje é o dia em que se celebra o culto do riso. Dado o seu papel na vida de qualquer mortal, em especial dos desemparelhados, justifica-se uma nova crónica, nem que seja para eu poder exibir este meu "estonteante" sorriso.

 

Ao que consegui apurar, esta data, Dia Internacional do Riso, visa chamar a atenção para a importância de rir, já que se trata de um comportamento humano que proporciona um enorme bem-estar, que se espelham nestes benefícios:
Redução do stress
Queima de calorias
Melhoria da qualidade de sono
Fortalecimento abdominal
Combate ao surgimento de rugas
Melhoria da circulação sanguínea
Melhoria da respiração
Melhoria da digestão
Fortalecimento do sistema imunológico
Estímulo da criatividade
Criação de laços com outras pessoas
Aumento da capacidade de sedução

 

Se a esta altura da leitura ainda não te consegui arrancar uma risada, é hora destas mensagens entrarem em ação:
Rir mais é viver mais e melhor
Rir é o melhor remédio (e é de graça)
Uma risada por dia não sabes o bem que te fazia
Ri como se não houvesse amanhã
Rir é dos melhores prazeres da vida
Rir aumenta a qualidade de vida
Ri. Por ti e pelos outros
Ri. Por tudo e por nada

 

Hoje, mais do que nunca, devemos rir até mais não pudermos. Sozinhos ou acompanhados, o que importa mesmo é arreganhar os dentes.

 

Que tal juntares alguns dos amigos de que te falei há pouco e deixares o palhaço que mora em ti fazer as honras da casa? Vale tudo: contar anedotas, ir ao teatro, assistir comédias, ler um livro de piadas, dançar o gangnan style, (re)ver o vídeo da Maria Leal (comigo, é garantia de gargalhadas na certa), ver o filme Ladrão e Polícia, ler as crónicas do Sensivelmente Idiota, o que mais te lembrares.

 

Muitos e sonoros risos, single mine!

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18
Jan18

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Viva!

 

Hoje quero partilhar contigo uma crónica de Jorge Alas, publicada há coisa de três anos no caderno P3, sobre as amizades, mais concretamente sobre toda a logística que a sua gestão implica, assim como o desgaste emocional a ela inerente. Desnecessário será dizer que as compensações são infinitamente prazerosas.

 

Vale a pena lê-la, mais não seja porque nos leva a uma autoanálise de algumas afetos que se perderam pelos corredores da vida e que, talvez, valham a pena serem resgatados. No meu caso, tenho um que deixou um buraco no peito que não há maneira de conseguir tapá-lo.

 

Os amigos fazem-nos bem. Mesmo que à distância, fazem-nos bem. O simples facto de sabermos que há amizades que resistem às barreiras espaciais e aos hiatos temporais reconforta-nos o espírito. Queremos, por isso, preservar essas amizades, dedicar-lhes tempo e mantê-las tão próximas quanto possível. Geri-las é um desafio que se impõe.

 

Todos temos amigos, sejam dos tempos da escola primária, do secundário, da licenciatura, do mestrado, de outras faculdades, da rua, do café, do desporto ou de outras atividades e andanças. Estar com todos eles exige uma ginástica considerável. Temos, inevitavelmente, de medir o custo de oportunidade e fazer as nossas escolhas. Há épocas do ano em que passamos mais tempo com um grupo de amigos do que com outros, situação que será, naturalmente, compensada noutra altura.

 

Tomar café com um grupo de amigos impede-nos de ir ao cinema ou beber uns copos com outro grupo, assim existam essas oportunidades simultâneas. Fora isto, ainda há que contar com os compromissos inerentes à família, ao estudo e/ou ao trabalho. É uma ciência combinatória complexa para quem tem pouco tempo livre, mas que gosta de estar em constante contacto com os amigos. O equilíbrio entre a atenção e a compreensão é fundamental e, tal como gostamos de estar satisfeitos com os nossos amigos, também desejamos que eles estejam satisfeitos connosco, numa espécie de relação simbiótica.

 

Não raras são as vezes em que queremos estar com todos os nossos amigos sem poder estar com nenhum. E mesmo quando podemos, é quase impossível juntá-los a todos num jantar ou convívio, devido aos compromissos de cada um ou por haver incompatibilidades entre eles. Com efeito, é um aborrecimento haver zangas e discussões entre amigos por motivos quase insignificantes e facilmente ultrapassáveis. Mais difícil de aceitar e perceber é quando essas zangas não são resolvidas e se tornam definitivas. Com uma boa conversa e com um momento de razão depois da emoção, todas essas “tempestades em copos de água” deveriam ser sanadas. A não ser que o motivo seja demasiado grave, não vejo razões para que bons amigos se zanguem, se desinteressem, se afastem e se esqueçam.

 

Por vezes, quando o mais miudinho dos obstáculos parece capaz de incendiar ou apagar as memórias de uma amizade de anos, é necessária a intervenção de um mediador, juiz ou apaga-fogos, para evitar males maiores. Há que manter o interesse mútuo para cimentar uma boa amizade, porque bons amigos são aqueles que podemos estar sem ver durante meses ou anos, por exemplo, sabendo que o reencontro vai ser uma festa desmesurada e que a conversa consequente vai ser uma agradável e plena cavaqueira.

 

Se os nossos círculos de amizade coexistissem todos em harmonia seria bem mais fácil de os gerir. Mas também podia ser muito menos desafiante e recompensador. É como é.

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Viva!

 

Um texto da Nathali Macedo de 2014 não poderia ser elucidativo sobre esta questão, daí que nem me atreva a acrescentar seja o que for:

 

A verdade é que se pode reconhecer uma mulher marcante a quilómetros de distância. Sem precisar sentir o perfume forte ou ver o batom vermelho. A mulher marcante dispensa acessórios, é completa em si mesma. Não precisa anunciar-se, porque tem o dom de não passar despercebida. 

 

A mulher marcante nunca pretende incomodar, não gosta de provocar a inveja alheia. Um olhar de despeito não torna o seu dia mais alegre, pelo contrário, é-lhe indiferente.

 

A mulher marcante sabe bem do seu poder, por isso consegue admirar tranquilamente a beleza alheia, elogiar a grandeza de outrem sem se sentir diminuída. Vez ou outra ela sai bem vestida e bem maquilhada, mas por trás disso tudo ainda exala um aroma de naturalidade que encanta. Cultiva a beleza porque gosta, mas definitivamente não precisa. A sensualidade está presente, mas não se pode dizer de onde ela vem.

 

A mulher marcante é, sobretudo, sutil. Ela não grita aos quatro ventos a própria virtude, ela não precisa humilhar outras mulheres ou provocar os ex-namorados. Ela realmente faz toda a diferença. Ela sabe ser dispensada com um ar sensato que faz qualquer galã sentir-se um idiota. Ninguém jamais a abandona sem que se arrependa amargamente pelo resto da vida, e ela guarda um encanto que não deixa espaço para críticas maldosas.

 

Ela é do tipo que não quebra promessas e não esconde os próprios defeitos. Ela se aceita e nunca se desculpa por ser quem é. Ela compreende a efemeridade das coisas e das pessoas, mas recusa-se terminantemente a ser efémera. E não poderia ser, mesmo que quisesse, porque ela sempre vem para ficar. Mesmo depois que vai embora, de alguma forma ela fica, porque é do tipo de mulher que não precisa se fazer presente para ser lembrada.

 

A mulher verdadeiramente marcante nunca se diz melhor que as outras, embora em muitos aspetos o  seja. Ela guarda os seios bem guardados numa blusinha discreta, em vez de espremê-los num sutiã menor que o seu manequim.

 

A mulher marcante não se importa de ter gostos peculiares. Ela não segue tendências, mas também não persegue a originalidade a todo custo. Ela não tem vergonha (e nem orgulho) de dizer que gosta do que ninguém gosta, ou que gosta do que todo mundo gosta.

 

A opinião alheia nunca é um problema para ela, porque, verdadeiramente, ela se basta. Sem petulância e sem egoísmo, ela se basta. E por isso mesmo ela não sente necessidade de falar de si mesma, quase nunca. Este tipo de mulher sofre constantemente com a inveja alheia, embora, na maioria das vezes, sequer se dê conta. Ela se ocupa em tornar-se alguém melhor e superar os próprios limites, ela gosta tanto de distribuir bons sentimentos que os maus passam despercebidos diante de seus olhos.

 

E isso a torna, de certo modo, inatingível. Embora não queira e não precise incomodar, ela incomoda. E muito. Desperta, na verdade, uma enorme curiosidade em torno do que a faz tão atraente. Pouca gente entende. Não se sabe qual é o traço que chama tanta atenção, ninguém consegue identificar a virtude que a torna tão marcante. Mulheres marcantes são, sobretudo, raras.

 

É curioso: Quanto mais ela se esconde, mais evidente fica. Quanto mais neutra procura  ser, mais marcante se torna. Leveza é o seu sobrenome, mas a sua presença pesa como nenhuma outra.

 

Hasta e dedicatória de uma semana magnífica!

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13
Jan18

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Viva!

 

Entre as memórias do Facebook descobri esta publicação que espelha como o conceito de felicidade varia de género para género. Vê só.

 

Para fazer um homem feliz basta:
1. Cozinhar para ele
2. 'Sexar' com ele
3. Não chateá-lo
4. Deixá-lo sair com os amigos


Para fazer uma mulher feliz basta ser:
1. Amigo
2. Companheiro
3. Amante
4. Bonito
5. Charmoso
6. Bom na cozinha
7. Atlético
8. Eletricista
9. Encanador
10. Mecânico
11. Carpinteiro
12. Decorador
13. Estilista
15. Poeta
16. Psicólogo
17. Exterminador de insetos
18. Psiquiatra
19. Divertido
20. Bom ouvinte
21. Organizado
22. Bom pai
23. Cheiroso
24. Empático
25. Culto
26. Sensível
27. Atento
28. Sedutor
29. Inteligente
30. Engraçado
31. Criativo
32. Generoso
33. Forte
34. Compreensivo
35. Tolerante
36. Prudente
37. Ambicioso
38. Capaz
39. Corajoso
40. Determinado
41. Verdadeiro
42. Seguro
43. Disponível
Sem esquecer de:
44. Elogiar frequentemente
45. Dar presentes
46. Ser honesto
47. Ser cavalheiro
48. Não estressá-la
49. Não olhar para outras mulheres
E ainda:
50. Nunca esquecer:
* o aniversário dela
* o aniversário de namoro
* o aniversário do primeiro beijo
* o aniversário da primeira que vez que se viram
* o dia dos namorados


Simples assim, e ainda dizem que a mulher é complicada!!!

 

Sábado feliz, single mine, e um ótimo fim de semana. Hasta!

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Viva!

 

Ontem baldei-me, muito por culpa da operária inspiração que resolveu dar uma de líder sindicalista. Encetada a negociação e atendida a sua reivendicação, é com todo o gosto que retomo a produção da crónica do dia, hoje sobre o entendimento masculino acerca da cabeleira feminina.

 

Os homens preferem as loiras! Em algum momento da nossa existência todas ouvimos esta, mas será mesmo assim? Tudo leva a crer que sim, afinal o que mais abundam pelos corredores da humanidade são criações da literatura, do cinema, da moda e da vida real que apontam nesse sentido. Sem falar no próprio sexo masculino – que as associam a sexo fogoso – e nas inúmeras mulheres que, por razões várias, optam por clarear o cabelo. Eu mesma, por duas ocasiões, embarquei nessa onda.

 

Crenças à parte, serve este post o propósito de desmestificar esta questão, que a muitos assola e a tantos ilude. Sobre isso, não poderia ser mais esclarecedora uma publicação do The Journal of Social Psychology alusiva a uma investigação da universidade americana de Augsburg.

 

Com o intuito de entender a real influência que a cor e o tamanho do cabelo de uma mulher tem na opinião do sexo masculino sobre ela, uma equipa de psicólogos daquela instituição de ensino avaliou as cores de cabelo loiro, castanho e preto, bem como os tamanhos curto, médio e longo, e relacionou essas caraterísticas com a perceção masculina em termos de idade, saúde, potencial de relação e capacidade parental.

 

Feito isso, os académicos concluíram que as mulheres com cabelo mais claro são consideradas mais jovens, saudáveis e atraentes, quando comparadas com as de cabelo escuro. No entanto, essas mesmas loiras foram apontadas como mais promíscuas que as demais, fazendo com que as morenas fossem vistas como uma melhor opção no que toca a relações amorosas e parentalidade, ficando as primeiras como preferidas para encontros amorosos.

 

A amostra do estudo (110 legítimos descendentes de Adão) considerou ainda que as mulheres de cabelo comprido são menos saudáveis e atraentes que aquelas que usam o cabelo num tamanho médio. E esta, hein?

 

Moral da estória: eles preferem as loiras para 'sexar', as morenas para procriar e as de cabelos médios para namorar.

 

Single mine, agora que já sabes o que pensam eles sobre a tonalidade e a extensão dos nossos cabelos, só tens que apostar numa cabeleira que vá de encontro ao que queres para a tua vida amorosa: affair, compromisso ou maternidade.

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Viva!

 

Ano novo, uma série de coisas novas no horizonte. Posso até estar sob o efeito de uma otimitite aguda, mas sinto, com cada célula, cada fibra, cada molécula, cada átomo do meu corpo, que este ano ser me á deliciosamente generoso. E esta sensação inclui este blog.

 

Previsões auspiciosas à parte, 2018 arranca com a chegada do Ainda Solteira ao Instagram e ao Twitter. Já faz tempo que detetei a necessidade dele estar presente nestas duas redes sociais, mas por falta de uma ferramenta tecnológica à altura (leia-se telemóvel) a coisa foi-se adiando adiando... até hoje. Pelo Natal a minha maninha caçula ofereceu-me um telemóvel decente, daí que eis-me a comunicar-te que este blog alargou o seu âmbito de alcance.

 

Acredito que te pareça óbvio a escolha desta duas redes sociais: a primeira (Instagram) por ser aquela que está a bombar entre os mais jovens, sem falar que apresenta estatísticas absolutamente aliciantes e as publicações instantâneas deveras eficazes. A segunda (Twitter), por ser, essencialmente, a rede de eleição dos opinon makers, em especial os políticos e os jornalistas.

 

Como podes constatar o Ainda Solteira não está para brincadeira este ano. Talvez seja porque foi sondado para um programa televisivo. Mais pormenores só, e se, a coisa se efetivar. Entendes, não entendes? No final das contas, o segredo é a alma do negócio. Seja lá qual for o desfecho desta estória, não há como negar que o ano promete mais e melhor eu, logo, mais e melhor Ainda Solteira.

 

Agora que já te pus a par das novidades, não me vou embora sem deixar o repto: segue, curte, comenta, partilha e recomenda estes dois novos perfis. A tua atenção faz toda a diferença e dá-me pica para ir mais além. O céu é o limite e a realização pessoal e profissional plena uma questão de tempo. Nunca estive tão certa disso. Obrigada obrigada obrigada por fazeres parte disso e por me ajudares a cumprir, com êxito, uma das minhas maiores ambições nesta vida. Estamos juntos!

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