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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


13
Dez16

makeover-2015.jpgOra viva!

São reações como estas que me fazem acreditar que estou no bom caminho e que os artigos deste blog têm ajudado (algumas) pessoas a encararem a solteirice com outros olhos, a se valorizarem mais, a se aceitarem melhor e a se amarem incondicionalmente. Nas horas em que o cansaço, o desalento e a preguiça insistem em apoderar-se da minha veia criativa é neste tipo de mensagens que vou resgatar a inspiração. Querida SB, muito muito obrigada pelas tuas palavras, tão belas que guardei-as naquele cantinho especial do meu coração.

Olá Sara! Sim, já li artigos seus suficientes para saber que se chama Sara :)
Quis só passar por aqui e mandar esta mensagem para lhe dizer que descobri o seu blog "por acaso", embora não acredite nos acasos..
Estou a passar uma fase na minha vida em que me estou a descobrir e o que levou a isso foi o término de uma relação algo dolorosa. E então, estava eu à procura na internet de artigos que me ajudassem a lidar com esta fase mais introspectiva e só da vida quando me deparei com o seu blog! Li os primeiros artigos e fiquei completamente apaixonada pela sua escrita, pelos seus temas e pela sua forma tão descontraída e verdadeira de encarar a solteirice! Ajudou-me imenso na minha nova fase de vida e a aproveitá-la ao máximo.  Os seus foram os conselhos de uma amiga que não tive por perto...Agradeço-lhe imenso!
Muitos beijinhos e continuação de boa escrita!

Depois dessa, o meu dia só pode ser bom. Hum... será hoje o dia em que vou (finalmente) arranjar um trabalho decente e que não mutile a minha cervical? Aguardemos então as cenas dos próximos capítulos.

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14163809_10210456263389924_1675592339_o.jpg

 Ora viva!

 

Já me questionaram, várias vezes até, porque não dou a cara mais vezes. E a resposta é simples: não sou de me expor muito,e por dois motivos. A primeira tem a ver com uma absoluta aversão à imagem captada da minha pessoa, acho que fico sempre mal. A segunda prende-se com o (mau) uso que dela poderão fazer. Afinal, isto é a internet, o sítio onde todo o cuidado deve ser pouco. Na rede há pessoas de bem, sem dúvida, mas também há pessoas (muito) mal intencionadas.

 

É este o motivo que me leva a evitar postar fotos muito percetíveis da minha pessoa. E não por ter algo a esconder ou recear dar a cara, como já me acusaram. Para provar isso, partilho contigo esta imagem minha, sem máscara, sem filtro, sem botox nem photoshop. Apenas eu, tal como sou no Ainda Solteira.

 

Espero que façam bom uso dela e que daqui a uns anitos, quando for uma blogger de referência, não vá dar de caras com ela num site de bolinha vermelha com domínio num xtão qualquer do leste europeu.

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09
Dez16

wom-800x445.jpgOra viva!

Como voltei ao ativo, infelizmente, o tempo e a inspiração voltam aos registos pré-baixa. É neste contexto que te trago outro inspirador artigo do Já Foste sobre um dos efeitos colaterais da solteirice: a dificuldade de se apaixonar novamente. Identifico-me totalmente com o conteúdo deste, pelo que aproveito a oportunidade para mandar um recado teleguiado para todos aqueles que não se cansam de dar bitaites em relação à nossa escolha de permanecermos sós. Até parece que preferem ver-nos numa relação abusiva ou infeliz do que sem ninguém. Um dia ainda hei de perceber porque a solteirice incomoda tanto, e a tanta gente.

Depois de um tempo fica difícil abrir o coração novamente, assim de maneira espontânea. As derrotas no amor ensinam a racionalizar alguns sentimentos, e por este motivo gostar de alguém deixa de ser tão simples como deveria ser. Criamos barreiras, exigências, inventamos mil motivos, mais para o não do que para o sim.

Meio que por sobrevivência, acabamos descobrindo atalhos para sermos felizes sozinhos o tempo todo. Aprendemos as coisas que nos aliviam, que nos deixam felizes, que nos acalmam, que nos distraem e que nos fortalecem. Construí­mos um mundo particular confortável e uma cela quase intransponível para o coração.

De vez em quando aparece alguém batendo na porta, educadamente, querendo entrar, e por mais que a pessoa mereça uma chance, às vezes entregar-se é custoso. Parece cansativo sair do conforto de não sentir vazios no coração ou nós na garganta – porque gostar de alguém às vezes causa estes efeitos colaterais – mesmo que isso tenha um custo: não morrer de amores nos finais de semana e levar uma vida sem grandes intimidades. Pagamos o preço de não amar.

Com o acumular de deceções nós vamos criando um medo enorme, mas ele não é de amar, nunca foi. O medo é de dar errado, de se machucar, de se entregar à toa, de quebrar a cara e sofrer novamente. Com o tempo ficamos fortes para a vida, mas frouxos para o amor. É como ter medo de alturas, porque não se tem medo da distância entre o chão, mas sim da possí­vel queda.

E no meio desse medo que vamos acumulando, passam algumas pessoas que poderiam ter valido a pena insistir, mas até nisso, a motivação acaba. Lutar por alguém, dedicar-se um pouco mais para que algo dá certo, custa um esforço danado. Insistir em alguém parece exaustivo. Com o tempo ficamos práticos: se der certo ótimo, se não adeus. Enquanto encaixa, o jogo continua, mas se uma peça se perde, é melhor substituir. O problema é que ficamos práticos demais.

Outras vezes chega a ser meio contraditório, pois o medo é de dar certo. E se com esta pessoa funcionar? E se eu for feliz de uma maneira que nunca imaginei que seria? Quem me garante que desta vez a pessoa não irá embora? Quem me promete que as atitudes dela me renovarão a cada dia?

Mas a vida é este risco incalculável de incertezas, e talvez a solução seja mesmo entregar-se totalmente, sem limitações. Se correr mal, correu; com coragem a gente recupera, a gente traz de volta a esperança, e transforma as deceções em lições e em aprendizado.

Depois de um tempo é preciso muita coragem para sair dessa mediocridade de relações superficiais. Talvez valha a pena encarar o medo, mesmo que a gente precise de um tempo de solidão e de calma no coração. É preciso criar um alarme para não perder o horário de voltar a abrir o coração, de querer com ânsia os mais puros sentimentos.

Mesmo que não seja o momento, uma hora tu precisas criar coragem para voltar a subir nas alturas, mesmo com medo, porque um dia a alma fica inquieta e pede por isso. E que este tempo seja para criar impulso e depois pular com tudo, porque estar vivo só vale a pena quando podemos – com toda a nossa plenitude – sentir.

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07
Dez16

Pelos vistos sou uma líder 5*

por Sara Sarowsky

bulbs.jpgOra viva (declaro instituída a saudação oficial deste blog)!

Depois de um fim de semana de chuva (urgh), retomo ao teu convívio com as conclusões de um artigo da Insider Pro sobre algumas facetas de um verdadeiro líder. Tenho a impressão que já aqui tinha falado sobre, mas dado que esta (humilde) solteira acusa todas elas – sim, leste bem –, nada mais natural que volte a trazer o assunto à baila, mais não seja por não querer perder a oportunidade de me gabar.

Ao partilhar contigo os 10 sinais que caraterizam um líder 5*, expecto ajudar-te a reconhecer o líder que há em ti. Afinal, acredita-se que raramente se nasce líder e que alguns dos grandes líderes que já terás encontrado na tua vida nem sabem que são líderes. Não é o meu caso, está-se mesmo a ver.

Sinais de um bom líder:

1. Mente aberta e vontade de saber a opinião dos outros
Se as pessoas falam contigo por seres aberto à opinião alheia e se procuras conhecer as suas perspetivas, és um líder.

2. Propensão para dar dicas e conselhos
Se dás conselhos aos teus colegas, se os teus amigos te procuram para saber o que pensas e se as pessoas valorizam o que dizes e se ajudas os outros a superarem períodos difíceis, líder és.

3. Alguém com quem se pode contar
Se mostras responsabilidade constante e os outros confiam em ti, se acreditam nas tuas promessas e pretendem seguir-te, adivinha lá o que és.

4. Bom ouvinte
Ser capaz de ouvir os outros ou de levá-los a desabafarem contigo, confiando os seus segredos, sem se preocuparem com o uso que poderás fazer destas informações são sinais de forte liderança (e de que és uma boa pessoa).

5. Servir de exemplo e inspirar seguidores
Se és pessoa para estar presente nos bons e maus momentos, se és eficaz e trabalhas arduamente para resolver as coisas, ao ponto de seguirem naturalmente o teu exemplo, és um líder.

6. Perfecionismo
Quando a qualidade do resultado é a tua maior prioridade – ou quando mostras aos outros que preferes agir a falar, mostrar a dizer e cumprir a prometer – e quando manténs um padrão de excelência e qualidade, és um líder.

7. Otimismo
Uma atitude otimista não fecha os olhos aos problemas, mas permite encontrar algo bom em quase todas as situações. Se tens esse tipo de espírito – que mantém as pessoas motivadas e felizes – és um líder.

8. Respeito
Se procuras ver o lado bom das pessoas com que convives e se respeitas quem te rodeia, é provável que te estimem bastante e que te vejam como um líder.

9. Preocupação sincera
Se apoias os que estão ao seu redor, dás conselhos amigos e partilhas o que sabes – dando a eles oportunidades para serem bem sucedidos – e se te preocupas verdadeiramente com o bem-estar dos outros e fazes tudo para ajudá-los, és um líder.

10. Confiança e entusiasmo
Se segues em frente com autoconfiança e és apaixonado por aquilo em que acreditas, combatendo todos os obstáculos que surgem no caminho e se trabalhas constantemente para atingir uma meta com confiança, és um líder.

Depois do que acabaste de ler, achas que és um líder?

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06
Dez16

love-wallpapers-37.jpgOra viva!

Esta descobri no baú de recordações do Facebook, datado de 5 de dezembro de 2015. Pelos vistos por estes dias só dá amor (ou desamor) por estas bandas.

"Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa
... mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está
esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
for apaixonante, e os olhos se encherem
d'água neste momento, perceba:
existe algo mágico entre vocês.

Se o 1º e o último pensamento do seu dia
for essa pessoa, se a vontade de ficar
juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Algo do céu te mandou
um presente divino: O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e, em troca,
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
e os gestos valerem mais que mil palavras,
entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
sofrer o seu sofrimento, chorar as suas
lágrimas e enxugá-las com ternura, que
coisa maravilhosa: você poderá contar
com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR!!!"

Carlos Drummond de Andrade

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05
Dez16

depressão12.jpgOra viva!

Talvez encorajado pelo artigo da passada sexta-feira, um seguidor entrou em contacto comigo em busca de um conselho amigo para o dilema de amor que o aflige. Dado considerar que se trata de um assunto deveras delicado, e mediante o seu consentimento, decidi partilhar contigo esta responsabilidade. Só para te contextualizar, TS é um jovem de 26 anos que foi traído e enganado pela namorada, não obstante ter perdoado o primeiro deslize dela. Da minha parte, e agora da tua, este seguidor procura uma luz para o seu dilema: insistir ou desistir de vez. O texto é um bocado extenso, mas vale a pena perderes alguns minutos, afinal é por uma boa causa.

Vivemos longe. Mas isso nunca foi problema. Infelizmente eu tenho um problema de saúde que se está a resolver, mas ainda assim é algo menos bom, a famosa doença da moda: o cancro.

A nossa relação sempre foi boa, sempre estivemos juntos, conforme dava. E sendo ela uma mulher sem "papas na língua" sempre estive seguro da nossa relação. Antes de a iniciarmos falamos imenso sobre esta distância. Acontece que, fui internado num fim de semana, em abril, devido ao cancro, senti-me mal e tive de ficar internado duas noites e três dias. Com os nervos e a situação, e como a minha família na altura pouco sabia desta relação, ninguém entrou em contacto com ela. Mal eu pude, liguei e expliquei. Ela, como seria de esperar, estava fula e eu entendi que deveria dar espaço e tentar um entendimento mais tarde.

Entretanto, ela não me procurou e no fim de semana a seguir fiz-me a caminho e fui tentar resolver a situação, a qual não ficou resolvida. Ela terminou comigo. 

Ficamos dois meses e meio, mais ou menos, separados. Eu concentrei-me nos meus filhos (adotei duas crianças) e no meu trabalho para ultrapassar...

E a verdade é que estava a conseguir. Claro que nesse espaço de tempo mantivemos o contacto, confesso que no início, talvez na primeira semana, não mais, seria eu a puxar conversa, porque independentemente de tudo sempre me preocupei com ela, mas como era tratado com desdém resolvi parar e focar no que realmente importa. Dentro desse tempo ela ligou vezes sem conta criando discussões, ciúmes... A coisa mais confusa, que no final de cada discussão, jogava-me a cara que nada tínhamos.

Estivemos um tempo sem falar desde aí. Sei que ela andava cheia de trabalho, eu também. Até que, em julho, ela resolve falar comigo. Ligou-me a chorar, fiquei preocupado, acalmei-a, e ela contou-me que devido a exames de rotina no ginecologista, ele alertou que futuramente para engravidar seria preciso ajuda médica. Eu sabia, e sei, o quanto ela deseja ser mãe. Estive do lado dela, como amigo. Mas, mais uma vez, ela afastou-me.

Até que voltou de vez, dizendo que não sabe estar sem mim. Reatamos tudo novamente. Fui lá uns dias, poucos porque ela não tinha praticamente tempo nenhum, mas fui os que podia e até os que não podia. Em setembro, ela conseguiu uns dias, pelo que tivemos uma espécie de lua de mel, dez dias perfeitos. E num dia, em outubro, ela lembrou-se de me bloquear qualquer acesso a ela. Dois dias depois, liga-me e diz a chorar: "Tomei uma decisão na minha vida. Não quero que me procures mais. Por favor, não tornes mais difícil do que já é".

Confesso que sou um completo maricas, mas engoli o meu choro e disse-lhe que gostava de entender de onde veio aquela decisão, mas que respeitava. Dois dias depois, ligou-me, pediu desculpa e disse que se tinha envolvido (apenas beijos) com alguém. Disse-lhe que, com a distância, era normal, que esqueceríamos tudo.

Quinze dias depois, ao chegar a casa vindo de uma sessão de quimio, reparei que tinha 80 e tal chamadas dela. Não lhe liguei logo por estar com os meus filhos, mas enviei-lhe mensagem a perguntar o que se passava. Ela dizia que queria falar comigo e tinha de ser em chamada, ao que eu respondi: "Se me vais deixar, deixa estar assim, não quero ouvir" e ela respondeu: "Também passa por isso mas não é só".

Foi aí que me disse novamente a chorar: "Eu não sei como te dizer isto mas..." E eu completei: "Tens outra pessoa", ao que ela concorda e chora, chorava tanto que não conseguia falar. Disse-lhe que sabia quem era e ela confirmou. Foi numa sexta-feira...

Os dias seguintes foram dias sem ar para mim, falávamos, eu queria ir ter com ela para falar e resolver pessoalmente, mas ela não queria, queria estar só, e pensar. Mas mantinha sempre o telefone em chamada para mim. Terça-feira disse-me que pensou e que queria seguir a vida dela sem mim, falou com o outro, e optou não ficar com ninguém. E eu respeitei. Estava à espera de não ficar com ela. 

Ela liga-me no dia a seguir, em modo privado por saber que não atenderia se ligasse com número identificado, e diz-me (e ainda hoje diz ) que não conseguia estar sem mim, que por mais que tente não consegue, que me ama demais para não me ter na vida dela.

E desde então temos estado razoavelmente bem. Estivemos uma semana juntos, que foi como mel, até que, no último fim de semana não pude ir lá a cima porque o meu filho teve um pequeno acidente e eu não o podia deixar e nem ele fazer uma grande viagem. Nessa noite, ao telefone com ela vejo as fotos de quinta-feira que me enviou, e sem querer, no facebook o rapaz com quem ela andava/anda, aparece me como sugestão de amigo, e reparei na fotografia. Abri, tinha duas fotografias, uma no carro que reconheci ser dela, e outra, no mesmo local onde ela tirou a foto que me enviou. Não acredito em coincidências. E tenho a certeza de que as fotografias foram tiradas juntos.

Sei que falta presença, e nessa presença que falta, é lógico que poderá faltar o sexo, o que, confesso-te, que ela nunca se queixou disso, nós até sexo por telefone fazemos . 

Talvez ela se complete por ele estar mais perto que eu. Mas assim não precisa de mim. Se precisa... Não sei como.

Eu amo-a. Mas confesso que desta vez dói muito mais, e não sei como falar com ela. Ela não se pode enervar, devido a um princípio de depressão, e eu sei que mesmo que fale com calma ela vai se enervar.

Bem, é este o (intrincado) caso do TS. Pelo que (já) me conheces, estás mesmo a imaginar qual a resposta que mal consigo segurar, mas antes disso, gostaria de saber a tua. Vamos juntos ajudá-lo a arrumar de vez este assunto? Conto contigo e o TS também.

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o-MAN-REARVIEW-SAD-facebook.jpgPorque cultivar tristeza não é algo que faça parte da minha essência, porque o fim de semana requer leveza e trivialidade, porque este desabafo de alguém que deseja desesperadamente voltar a ser solteiro é digna de ser dada a conhecer, esta sexta-feira vais levar com dois artigos. Encara isto como uma compensação pela minha ausência na quarta-feira, dia em que não consegui tempo nem estímulo para dar um clique até aqui. Tive que fazer uma TAC e depois (tentar) festejar o meu aniversário.

Deixo-te então com o conteúdo de uma rubrica da Super Interessante Brasil, ao qual recorreu um dito cujo em busca de um conselho amigo para o drama que o aflige. Um caso curioso que mereceu uma resposta à altura, bem ao meu estilo. Espreita só.

Meu caso é um pouco complexo. Fui casado por mais de 15 anos com a mãe do meu filho, que hoje tem 5 anos. Já não aguentava mais ser o "marido perfeito" na roda de amigos. Ela não me satisfazia sexualmente e não se cuidava mais. Eu sempre fui sustentado por ela. Eu queria ter sido policial federal, mas ela me dizia que não precisava, pois ela daria conta de tudo porque era médica. Eu fui ficando pra trás. Hoje em dia, sou quase um administrador, quase um engenheiro florestal, quase um publicitário – ou seja, não sou nada… Eu cheguei a trair a minha mulher mais de uma vez – tive até um caso fixo, por mais de 4 anos. Mas cansei disso. Prometi a mim mesmo que ao sair daquele relacionamento, seria de uma pessoa só. No fim de 2014 conheci uma pessoa e me separei. Minha nova mulher era 14 anos mais nova e tinha ciúmes demais. Não deu certo. Hoje estou com uma pessoa que conheço há muito tempo. Ela engravidou, mas eu não quero um filho. Ela já está de 6 meses e ainda não consigo assimilar. Não sei o que fazer, não a amo. Foi um erro. Quero me reinventar e recomeçar a vida, sozinho. 
– Não sou nada

Caro nada. A primeira coisa que você precisa fazer é tirar da cabeça a fantasia de que você vai recomeçar a vida sozinho em algum lugar. Você tem dois filhos pequenos – um ainda nem nasceu! – e não existe a opção de você viver sozinho pelos próximos 18 anos. Você não precisa ficar casado com ninguém e pode viver a sua vida de eremita sentimental sem problema algum – mas da criação dos seus filhos você precisa participar. Também não consigo me compadecer muito com a sua situação profissional. A não ser que a sua ex-mulher tenha amarrado você no pé da geladeira e proibido você de sair de casa, você poderia ter estudado ou trabalhado, mesmo que ela arcasse com as contas do lar. Poderia até ser policial federal! Durante 15 anos, aliás, você teve o privilégio de não precisar trabalhar para se sustentar, o que você poderia ter usado a seu favor para se aperfeiçoar em algo que gostasse. (E PS: você estava longe de ser o “marido perfeito” com uma amante de 4 anos no currículo).

Felizmente, ainda há solução para a sua situação. Deixe de agir como vítima – ninguém está impedindo você de nada! – e faça as escolhas que você quer para a sua vida. Separe-se da sua atual namorada, se for o caso, e procure um trabalho que você consiga fazer bem (desde que seja perto do seus filhos e que inclua tempo útil para cuidar deles – não só pagar a pensão). Dá tempo de você realizar todos os seus sonhos.

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02
Dez16

A morte e eu, eu e a morte

por Sara Sarowsky

death-in-the-hood.jpgOra viva!

Não consigo dormir, nem mesmo sob o efeito dos fármacos altamente sedativos que estou a tomar por causa do desvio na cervical. É este o motivo que me traz aqui a esta hora, deveras surpreendente. Com este artigo tento extravasar o que me vai na alma.

Ontem à noite, no rescaldo do meu aniversário – tinha cá em casa um pretendente que fez questão de me vir dar os parabéns – recebi a notícia de que o irmão do meu pai faleceu, vítima de doença prolongada. Ainda não sei qual a doença que o vitimou, apenas sei que se encontrava, há já algum tempo, em tratamento nos Estados Unidos. Não éramos muito próximos, tenho que assumir. Só para teres uma ideia, nos últimos 20 anos, só o devo ter visto duas na vida.

Emigrou era eu um protótipo de gente, nas vezes que foi de férias não me lembro de os nossos caminhos se terem cruzado; anos depois foi a minha vez de atravessar o Atlântico; entre encontros e desencontros só voltei a vê-lo há coisa de sete anos. Por tudo isso, não posso dizer que esteja devastada com o seu passamento. Ainda assim é uma pessoa que morre, alguém em cujas veias corria o mesmo sangue que o meu; alguém que era pai, marido, irmão, filho, tio e amigo; alguém que já não vai fazer parte da vida dos seus entes queridos.

Ainda assim, é óbvio que estou abalada com o falecimento dele. Ainda não consegui reunir estofo emocional para ligar ao meu pai. Sei, pelos meus irmãos, que ele está arrasado – como era de se esperar –, até porque, fisicamente, ele e o meu tio pareciam gémeos autênticos.

Não consigo definir o meu estado de espírito. Lamento – mesmo! – a morte dele. Afinal é o meu tio. Por outro lado, não sofro como acho que é suposto sofrer quem perde um familiar tão chegado. Confesso que me sinto um tanto culpada por não ter conseguido derramar uma única lágrima, não obstante esse aperto no peito com que estou desde que tomei conhecimento da notícia.

Penso que seria hipocrisia da minha parte forçar uma dor que não me é legítima, que não me é devida, que não me é sentida, já que não havia conexão sentimental com este parente. Como poderia, se mal o conhecia e pouco privei com ele? Sequer conheço os meus primos, filhos dele, e menos ainda a esposa.

A morte é algo que (ainda) não se fez muito presente na minha vida. Ainda bem! Claro que já convivi – demasiadas vezes até – com o desaparecimento físico de pessoas conhecidas, algumas bem queridas. Tirando a de um ex, talvez, o grande amor da minha vida, nunca senti o verdadeiro e arrasador efeito da dama de negro, nem mesmo aquando do falecimento da minha avó materna, que só me lembro de ter visto uma vez na vida. Vida de crioulo é assim mesmo: por causa da emigração, não se chega a conhecer ou conviver com parentes, alguns bem próximos.

Enfim… para todos os efeitos estou de luto e em recesso sentimental. E tu, meu bem, qual a tua (não) relação com a morte? Gostava de saber o que simboliza ela para as outras pessoas, já que, para mim ela representa algo a ser temido – obviamente – mas pouco presente.

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