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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


14
Out16

Dias cinzentos pedem Schubert

por Sara Sarowsky

Hoje não me apetece nada escrever. Aliás, não me apetece fazer seja o que for. Costumo ficar assim, nostálgica e melancólica, aquando da transição do tempo ensolarado para o cinzento.

Portanto, aqui estou eu para desejar-te um excelente fim de semana e partilhar contigo uma das minhas músicas favoritas. Não só pela música em si, mas pelo facto de ser interpretada ao estilo da música celta, um dos que mais aprecio. Gosto tanto que será ao som dela, cantada ao vivo e a cores por uma soprano, que farei a minha marcha nupcial. Isto se um dia me casar.

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13
Out16

O que dizem os teus olhos?

por Sara Sarowsky

Ainda SolteiraA ti que já me segues há algum tempo, resultando desse convívio uma certa dose de intimidade, hoje tenho uma simples pergunta, à qual faço questão de obter resposta: O QUE DIZEM OS TEUS OLHOS? Não é minha intenção dar uma de Daniel Oliveira; apenas quero saber o que responderiam aqueles que, de alguma forma, comigo privam. Ler e passar à frente não vale, portanto, estou a contar contigo.

Se te servir de ajuda, posso ser a primeira a responder. Os meus olhos dizem que: "Sabes aquela pessoa com quem te cruzas todos os dias no espelho? É ela o teu amor maior: alguém que vale a pena ter por perto e por quem deves lutar todos os dias, por mais difíceis que estes sejam. Não desistas dela nunca!"

Agora tu...

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10415675_1037466713034732_2999378542982615614_n.jpEm dias como este, tempo curto e inspiração zero, o que me salva são artigos alheios que versam sobre a temática deste caderno. Assim, hoje trago-te um texto de Thamilly Rozendo – bastante bom, na minha opinião – que fala sobre como estar solteira e feliz incomoda ainda mais do que estar apenas solteira.

"Há alguma coisa mais chata do que aquela pergunta da tua tia durante um almoço de família no domingo: E os namoradinhos? Pois há: é aquela pergunta de quem não te vê há meses, te encontra na rua e manda aquela frase que devia ter ficado apenas no pensamento: E aí, estás a namorar?

Eu queria conseguir fotografar no momento a cara de deceção das pessoas quando respondo a essas perguntas com um não. E logo em seguida, vem aquela fala doce em tom de desculpas como se isso fosse um erro. "Ah mas tu és tão bonita, como assim não tens ninguém", "Oh… quem muito escolhe acaba sendo escolhido". Aposto que todos já fomos bombardeados com essas frases que nos causam todo o tipo de sensações, incluindo o riso.

Depois de um tempo a gente cansa de dar sempre as mesmas respostas e as pessoas confundirem isso com desculpas. Não vejo problema algum em querer um tempo para si, em querer se dedicar a um projeto ou querer viajar pelo mundo sem ninguém. Eu não preciso estar casada aos 30, com filhos, uma carreira profissional de sucesso, tese de mestrado pronta e em preparação para defender o doutorado.

Eu posso querer ficar em casa no feriado, atualizando as minhas séries ao invés do meu currículo. Eu posso gostar da companhia dos meus amigos e adorar ir ao cinema assistir um romance e chorar não como quem está desesperado por um amor, mas como quem achou aquela história bonita e comovente. Eu prefiro um coração feliz a um coração machucado e, sinceramente, eu divirto-me com as minhas séries. 

Essa visão errada das pessoas de que quem está solteiro necessariamente está sozinho, mostra a visão distorcida do amor. O amor não é uma questão de tentativas com medo de ficar só. O amor nem de longe é refúgio, abrigo, por medo da solidão. As pessoas colocam a responsabilidade de serem felizes nas mãos do outro, achando que um relacionamento é a chave para aliviar toda a angústia, tristeza e dor. 

Antes de ser um bom par é fundamental ser um bom ímpar, gostar da tua companhia, gostar daquilo que tu vês no espelho todos os dias e da pessoa incrível que tu tens te tornado. É fundamental se conhecer a si próprio e se amar.

As pessoas sempre irão arrumar um jeito de saber das "atualizações" da nossa vida. Hoje tu estás solteira, então a pergunta será: Quando é que tu vais namorar? E quando tu entras num relacionamento, surge outra questão: Quando vais-te casar? E então tu casas-te e vem o tal: Quando vocês irão ter filhos? e por aí segue a lógica de quem parece esperar muito de nós e das nossas vidas, quando na verdade, é só curiosidade alheia pela vida do outro. 

Relacionamento não significa obrigatoriamente o mesmo que felicidade. A gente sabe quando é e quando não é amor. Depois de tantos tombos a gente prefere dar um tempo como quem deseja se recompor. Depois de alguns "quases" a gente dá uma desacelerada, como quem não quer embarcar em nada apenas porque o coração acelerou, porque o coração nos engana às vezes. Eu quero nós, porque laços se desfazem depois de um tempo, perdendo a sua forma bonita. E eu? Eu não quero um amor passageiro.

Estar solteira não é nem de longe o mesmo que solidão. Eu posso desejar hoje alguém, mas posso nem pensar nisso, pela rotina, pelo cansaço ou por falta de interesse mesmo. Posso encontrar alguém amanhã e começar uma história de amor, mas não sem antes começar essa história por mim mesma, amando o meu próprio jeito de ser.

Tudo tem o seu tempo certo. Eu não quero alguém para sarar as minhas dores, curar as minhas feridas e me completar. Eu quero companheirismo, eu quero tempo de qualidade. Eu dispenso as desculpas, a falta de interesse e o medo de embarcar.

Deixa a tua bagagem no passado, agora é uma nova história. Eu quero alguém disposto, alguém que me traga certezas ao invés de dúvidas, que apareça ao invés de desaparecer sem ao menos dizer o porquê. Eu estou solteira e estou feliz porque não há nada pior do que se sentir só mesmo tendo uma 'companhia'."

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O burburinho à volta deste assunto é tanto que por mais que uma pessoa intelectualmente sóbria tente manter-se indiferente, simplesmente não consegue. Com isso, assumo ser-me impossível permanecer alheia ao fenómeno caricato, porém viral, que estes dias tem assolado as redes sociais.

 

Antes de tudo, convém deixar bem claro que esta pessoa aqui não assiste ao canal 4, por nada deste mundo. É absolutamente contra os meus princípios ser cliente de um serviço tão chunga, independentemente de ser o líder de audiências. Na minha opinião, ninguém com mais de 18 anos e dois neurónios funcionais, deveria sentir-se confortável para consumir o que quer que dali possa sair. Enfim... preferências não se discutem, respeitam-se e aprende-se a conviver com.

 

Mas lá por não ser sua telespetadora, não quer dizer que não tome conhecimento das polémicas nas quais, vira e mexe, a estação de Queluz – cujo nome recuso-me terminantemente a escrever, por não querer dar-lhes publicidade gratuita – se encontra envolvida. A última, a que envolve uma personagem chamada Maria Leal, de quem nunca tinha ouvido falar, até à semana passada.

 

Abstenho-me de emitir a minha opinião sobre a criatura, até porque, não a conheço de lado nenhum. Além disso, Portugal inteiro já tratou de fazê-lo, e de todas as formas possíveis e imaginárias. Contudo, isso não quer dizer que não me tenho divertido à grande e à francesa com o vídeo dela e com as consequentes reações a este.

 

De entre todas as paródias ao fenómeno Maria Leal, esta do autor do blog Por falar de outra coisa está, simplesmente, fenomenal, genial, uma coisa de outro mundo. É uma obra-prima que não posso deixar de partilhar contigo. Por mais que quisesse não poderia. Clica aqui para aceder à dita crónica. É chorar a rir, acredita em mim.

 

Boas gargalhadas, meu bem!

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10
Out16

O tinder humano do BREAK

por Sara Sarowsky

a06c683771436a0fe5b88cca1e5e885c.jpg"Era uma vez uma linda e (não tão) jovem rapariga chamada Ainda Solteira. Órfã de quase tudo (pátria, namorado, descendente, emprego, dinheiro e companhia social), a nossa heroína pela cidade vagueava à procura de eventos onde pudesse conviver, espairecer e conhecer pessoas novas. Numa dessas andanças, deu por si no salão nobre de um bonito castelo chamado Hotel Florida. É lá que se reúnem todos os meses os breakers, os participantes de um fantástico evento chamado BREAK".

Assim começa esta (nova) crónica sobre o after-work que acontece todas as penúltimas quintas-feiras do mês, a partir das 19 horas, no Hotel Flórida, em Lisboa. Já aqui tinha falado desta atividade, só que, na altura, ofuscada pela novidade do conceito, o artigo centrou-se essencialmente na refeição gratuita, no convívio e no sigthseeing. Hoje, na qualidade de freguesa da casa, quero dar-te a conhecer-te o outro lado do BREAK.

Aquando da última edição, já mais à vontade para partilhar algo mais que nome, profissão e situação laboral, lá comentei com um dos elementos do staff que tinha escrito sobre o assunto no meu blog. Daí a sacar do smartphone e aceder ao artigo foi um clique, três para ser mais precisa. Assim que acabou de lê-lo, este não se conteve: "O BREAK é muito mais do que aqui descreves. O que tentamos fazer é essencialmente networking e não dating."

Não fazendo caso do meu ar um tanto ou quanto debochado, desafiou-me a voltar a escrever sobre o assunto; desta vez, enfatizando a verdadeira natureza do BREAK e o seu real propósito: promover um contacto espontâneo e informal entre os participantes. Segundo ele, urgia desmistificar a ideia de que o movimento apenas serve para comer de graça e conhecer pessoas.

De bom grado acedi, pelo que dias depois, num final de tarde e em plena área de restauração das Amoreiras, lá estávamos nós – eu e o relações públicas deles – numa amena cavaqueira, que se alongou pela noite dentro, tal o entusiasmo dos intervenientes.

Diego Alvarez é o rosto à frente do BREAK e a pessoa que se disponibilizou para me dar a conhecer melhor esta iniciativa. É ele quem, mensalmente, recebe os convivas à entrada do salão onde decorre a atividade, dá-lhes as boas vindas e encaminha-os para os grupos com afinidades.

Jovem de trinta e tal anos, (ainda) solteiro, argentino por nascença, mas cidadão do mundo por preferência, a ele cabe fazer as honras da casa e garantir que ninguém se mantenha à parte. Não nessa noite. Sobre ele importa saber que, nos últimos 15 anos da sua vida, fixou residência em nove países (para além da sua terra natal, passou por Espanha, Inglaterra, Irlanda, Rússia, Polónia, Croácia, Ucrânia e, há coisa de dois anos, Portugal).

Cansado do clima das terras celtas – o último país onde viveu foi a Irlanda –, a escolha por terras lusas é fácil de se justificar: bom clima, boa comida, custo de vida barato e extenso património cultural. Resumindo e concluindo: veio atraído pela qualidade de vida.

Segundo ele, a adaptação não conheceu dramas dignos de registos, até porque o idioma luso não lhe era estranho. Em terras de sua majestade, com os brasileiros conviveu o suficiente para aprender a língua de Camões. Para além disso é licenciado em línguas e comércio internacional e marketing, o que justifica o seu à vontade para com meia dúzia de idiomas.

Recém-chegado à Alfacelândia, isto é, ávido por conhecer e explorar o (vasto) programa cultural que por aqui abunda, o primeiro passo deste latino-americano foi pesquisar na internet o leque de ofertas disponíveis. Foi assim que tomou conhecimento, através de um meet up, do BREAK. Como deves imaginar, tal achado despertou-lhe um interesse imediato, até porque pareceu-lhe uma excelente oportunidade para conectar-se com pessoas com interesses similares.

Seguindo o protocolo, Alvarez lá deu o ar da sua graça na edição seguinte do evento. Todo janota e desejoso de se enturmar, foi com deceção que, ao final da noite, o saldo de conversação pautou-se por um único diálogo: um alemão, que só meteu conversa com ele por tê-lo tomado por tuga. A impressão que lhe ficou dessa noite foi que os portugueses são acanhados e ilhados no seu mundinho.

Detetada a lacuna em termos de relações públicas – ausência de alguém que dinamizasse a coisa e estabelecesse a ponte entre as pessoas –, não pensou duas vezes. Enviou um e-mail à organização, dispondo-se a assumir o papel de mestre-de-cerimónias, em regime de voluntariado. Sim, porque este descendente direto dos maias, incas, aztecas e afins é um espírito indagador, inquieto e inconformado. Além da simpatia e do à vontade para meter conversa, requisitos que se exigem a um bom comunicador, ele é um dinamizador/empreendedor como poucos: está envolvido em tantos projetos – alguns internacionais – que nem sei aonde vai buscar tempo, energia e cabeça para dar conta de tudo. Para além do BREAK, faz souvenirs que ele mesmo vende aos turistas, escreve para jornais digitais, frequenta um mestrado e, nesse meio tempo, ainda procura a mulher da sua vida.

A sua atitude proativa, aliada ao background diretamente importado dos países por onde passou, valeram-lhe no BREAK o cargo de tinder humano, como eu própria o batizei. Já que o papel dele mais não é do que assegurar o match entre breakers com interesses compatíveis, achei que o nome não poderia ser mais adequado.

Mas em que consiste exatamente este networking que o BREAK tanto se esforça por promover? Antes de responder a isso, convém dar-te uma ideia concreta do que faz (exatamente) este tinder humano a partir das sete da tarde da penúltima quinta-feira do mês no Hotel Florida. O Diego posta-se, feito sentinela, à entrada do salão, batendo continência (com dois beijos, no caso das damas, e um aperto de mão, no caso dos "damos") a todos os que trespassam pela porta. A seguir, mais descontraído, apresenta a sua pessoa, apresenta o BREAK, dirige-se a cada um indagando sobre a profissão ou área de interesse. Feito isso, vai encaminhando os participantes para os grupos com interesses parecidos. Deles exige apenas que tentem falar com cinco pessoas, no mínimo.

Não faz follow-up sobre o que acontece fora das paredes do Hotel Florida, admite. A sua tarefa consiste tão somente em receber as pessoas, filtrar por área de interesse (de preferência profissional), fazer as apresentações e garantir que todos se sintam acolhidos e integrados. Mas, pelos elogios que lhe têm sido dirigidos de viva voz e pelos comentários via página do evento no Facebook, poucas dúvidas restam de que está no bom caminho. Ninguém melhor do que eu para atestar o seu bom desempenho. Afinal, eis-me aqui a escrever sobre o assunto…

Quando lhe perguntei há quanto tempo dá a cara pelo BREAK, admitiu não estar seguro da data exata. Mas que já lá vão vários meses desde que abraçou (mais) esta causa, disso não tem dúvidas. Talvez pelo seu espírito indagador e pouco acomodado, quem sabe por ser gritante a homogeneidade dos participantes, o seu maior desafio neste momento é diversificar a clientela do BREAK. Com isso quer ele dizer que está a envidar esforços junto da organização e de outras entidades, no sentido de conseguir atrair novos públicos, especialmente os negros, cuja ausência é flagrante. Só para teres uma ideia, de todas as vezes que lá fui, e já são algumas, eu e uma amiga, crioula idem, erámos as únicas representantes da raça.

Numa sociedade cada vez mais multicultural e etnicamente diversificada, é caso para se pensar no porquê de tal acontecer. Lisboa, sobejamente associada à multiculturalidade e à tolerância, é uma cidade que conta com uma expressiva comunidade negra, mais do que qualificada para tomar parte em iniciativas do género.

Nesse caso, por onde andam estes exemplares que nunca deram as caras por lá? Porque não aderem a este tipo de iniciativas? Por falta de informação? Por desinteresse? Por complexo de (auto)exclusão? São as respostas a todas estas questões (e mais algumas) que o Diego procura. Só assim lhe será possível delinear uma estratégia de atração e captação de novas pessoas para o BREAK.

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07
Out16

10671331_10205875931407860_4188999034217350526_n.jPor estes dias a Rádio Renascença publicou um artigo sobre a fórmula da felicidade até aos 100 anos. Ao que parece, esta pode ser resumida a um conceito japonês: ikigai, "a felicidade de estar sempre ocupado", em tradução livre. As regras para se alcançar a felicidade eterna, num total de dez, foram extraídas da sabedoria dos anciãos de Ogimi, aldeia com maior índice de longevidade do mundo, situada no arquipélago de Okinawa, no Japão, e compiladas no livro Ikigai - Viva Bem Até aos Cem.

Apesar de eu não ser um dos autores da obra, sou eu que tenho o privilégio de revelar-te os segredos mais bem guardados para se ter uma vida longa, saudável e feliz. Faire attention s'il tu plaît.

1. Sempre ativo
"Quem abandona as coisas que ama e sabe fazer perde o sentido da vida", escrevem os autores. O fim da vida laboral 'oficial' não deve travar-nos de "fazer coisas que tenham valor", pelo que o segredo é manter-se sempre ativo e esquecer a palavra reforma.

2. Calma na vida
A pressa é "inversamente proporcional à qualidade de vida". "Quando deixamos para trás as urgências, o tempo e a vida ganham um novo significado". É como gosto de dizer: "Calma na vida, sossego no espírito e paz na alma".

3. Comer menos
"Para preservarmos a nossa saúde por mais tempo devemos comer um pouco menos do que a fome que temos, em vez de nos empanturrarmos". Lembro-me de uma idosa lá da minha terra que reconhecia que o seu truque para se manter magra era levantar-se da mesa com fome.

4. Bons amigos
São o "melhor remédio para esquecermos as preocupações", para contar e ouvir histórias que nos façam sorrir, para pedir conselhos, para nos divertirmos, para compartilhar e sonhar… Em suma, para viver". Amigos reais e verdadeiros valem ouro, não valem?

5. Em forma
O exercício físico "segrega as hormonas da felicidade". E o corpo precisa de "manutenção diária" para que dure muitos anos. É por isso que os sábios japoneses recomendam que se deva ficar em forma para o próximo aniversário.

6. Sorrir
"É bom aperceber-se das coisas que estão mal, mas não se esqueça do privilégio que é estar aqui e agora". Afinal, argumentam, o mundo está "cheio de possibilidades". Não poderia estar mais de acordo.

7. Contacto com a natureza
"Fomos feitos para nos fundirmos com a natureza", garantem os dois autores. Mesmo o mais empedernido dos citadinos, precisa de "voltar a ela regularmente" para recarregar as "baterias da alma".

8. Agradecer
"Dedique um momento do dia para agradecer e a sua felicidade aumentará". A quem? Aos antepassados, à natureza, aos companheiros, "a tudo o que ilumina o seu dia e fá-lo sentir-se feliz por estar vivo". Lembras-te de ter já escrito que quando agradecemos, mostramos ser dignos de receber mais e melhor?

9. Viver o momento
"Tudo o que temos é o dia de hoje", lembram os autores. Por isso, "pare de se lamentar pelo passado e de temer o futuro", o que conta é o aqui e agora.

10. Seguir o ikigai
"Dentro de si há uma paixão, um talento único que dá sentido aos seus dias e incentiva-o a dar o melhor de si mesmo até ao fim". Se ainda não o encontrou, "a sua próxima missão será encontrá-lo". Por onde andará o meu?

Meu bem, espero de todo o coração que estas máximas te tenham tocado tanto como a mim e te façam repensar algumas prioridades na tua vida. Aquele beijinho amigo e votos de um fim de semana tudo de bom.

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06
Out16

Mais e melhores beijos, sff

por Sara Sarowsky

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Para mim, o beijo é um tema que nunca se esgota, mais não seja porque é-me algo muito prazeroso, para não dizer a melhor coisa do mundo. Não tenho qualquer problema em assumir que valorizo bem mais o beijo do que o que (geralmente) lhe costuma suceder. Quando se beija só por beijar, sem outra finalidade, aí sim é o prazer sublime. Só lamento que tantas pessoas desconheçam ou subestimam a sua importância, em detrimento de um contacto físico mais íntimo (sexo).

 

Por aspirar voltar a sentir o gosto de um beijo comme il faut e por considerar que os homens que passaram, ou hão de passar, pela minha vida precisam estar por dentro do verdadeiro poder de um beijo, o artigo de hoje versa sobre três curiosidades sobre este gesto de amor.

 

1. De acordo com as estatísticas, 53 por cento das mulheres preferem beijar um homem que tenha a barba feita. Cá para mim isto justifica-se pelo facto de que uma pele lisinha ser muito mais afrodisíaca. Para que não restem dúvidas, digo que a nossa posição em relação a pelos faciais é a mesma que a dos homens em relação à depilação na zona púbica. Fui clara?

 

2. Para além da boca, o sítio onde mais gostamos de ser beijadas é o pescoço. Eu pessoalmente adoro no canto da boca e na parte de dentro dos cotovelos - fico hum... O curioso é que apenas 10 por cento dos homens gosta de sentir os lábios nessa parte do corpo. Eu cá sei onde gostam eles de sentir os lábios... tu também sabes, não te faças de desentendida!

 

3. As nossas principais queixas em relação aos homens no que ao beijo toca é que por não variarem muito. Mais parecem autómatos - para não dizer robots -, sem falar nos beijos repetitivos e destituídos de qualquer carga de entusiasmo. Tão focados em chegar ao destino do que propriamente em apreciar a viagem, eles acabam por descurar este importante gesto de amor, afeto, atração e tesão. Rapazes, vejam a coisa desta forma: uma mulher bem beijada é mais do que caminho andado para uma boa performance sexual. Por estar feliz e satisfeita, ela vai caprichar na hora de retribuir. E como...

 

Queremos vários beijos longos, apaixonados, húmidos e sobretudo sentido, seja onde for: no pescoço, nas orelhas, chupões (com moderação), mordidelas, lambidelas… o que importa é serem criativos, ousados e dedicados.

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05
Out16

Nada como o tempo

por Sara Sarowsky

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Entre as minhas memórias do Facebook encontrei este texto publicado há exatamente três anos. O que honestamente não sei garantir é se este é da minha autoria ou fruto de algum copy paste. Caso seja produção criativa alheia, o dono que se manifeste. Caso contrário, deve ser meu mesmo. Bom feriado!

 

Nada como o tempo

"Com o tempo,
Vais percebendo que para seres feliz com outra pessoa,
Precisas, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebes também que aquele alguém que amas (ou achas que amas) e que não quer nada contigo, definitivamente não é o "alguém" da tua vida.
Aprendes a gostar de ti,

A cuidar de ti, e, principalmente,
A gostar de quem também gosta de ti.
O segredo é não correr atrás das borboletas...
Mas sim cuidar do jardim para que elas venham até ti.

No final, vais encontrar não quem estavas procurando,
Mas quem estava procurando por ti!"

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url.jpgPor diversas vezes aqui assumi que sou frequentadora assídua de sites e aplicações de encontros. Honestamente, não estou a ver um com o qual não me tenha envolvido, nem que por uma noite apenas. Sou rodada, estou ciente disso, mas quando a solidão, a carência e o tédio batem fundo no peito é neles que procuro consolo.

Em relação a uns, sobretudo os que fazem questão de dividir a conta, basta um primeiro encontro para eu saber que a coisa entre nós não iria resultar. Sou uma mulher à moda antiga, que gosta que lhe abram a porta do carro, paguem a conta, deem o lado de dentro do passeio, ajudem a vestir/despir o casaco e por aí fora. Noutros, assisto, insisto, persisto e não desisto. Dou-te alguns exemplos.

Estive um bom tempo a correr atrás do Second Love (SL), o meu primeiro affair na rede. Por lá conheci pessoas interessantes, ao ponto de ter-me aventurado nuns quantos blind dates, imagina tu, que do café/copo/jantar da praxe passou diretamente para o 'até nunca mais ver'. Ser a outra é algo com o qual não me identifico. Como gosto de dizer, na equipa onde eu jogo tenho que ser titular. Se é para ficar no banco e ser chamada apenas para substituir prefiro ir militar para uma outra de escalão inferior, desde que possa ser titular indiscutível. Ou então, abandonar o jogo. Está-se mesmo a ver que este meu primeiro romance virtual não resistiu ao perfil polígamo do meu pretendente.

Depois foi a vez do Tinder (Mr. T). Com esse foi paixão à primeira vista, mais não seja porque assim que lá pus os dedos dei de caras com o tal rapaz do ginásio, que levou logo com um emocionado e entusiástico piropo. Para grande desgosto meu, o dito cujo nunca deu feedback à minha manifestação de interesse. Dá para acreditar que até no virtual a única coisa que dele consigo é gelo? A continuar assim, ainda faço uma sequela do Frozen. Let him go let him go

Depois disto… não demorou muito até a desilusão se instalar. Duas tentativas de engate depois, o desencantamento já era oficial. Apercebi-me que o pessoal que por lá andava só queria saber daquilo – sim, daquilo –, de preferência tão logo possível e sem muito preâmbulo ou paleio. Assim como o outro, esse também foi à vida. Apesar de não ter apagado o seu número, nunca mais o procurei.

Depois disso andei desnorteada, a disparar para tudo quanto é lado, numa roda vida de instalar/desinstalar (no caso das apps) ou subscrever/cancelar (no caso dos sites). Os pagos ou os possuidores de vocábulos em brazuca eram imediatamente descartados. 

Ultimamente tenho saído com apenas dois: o OkCupid, que me parece ser um bom pretendente, e o felizes.pt, a inspiração para este artigo. Quanto ao primeiro, como é uma coisa recente, ainda não tenho como saber se vai dar em algo mais que encontros inocentes e desprovidos de trocas de calor humano, se é que me entendes. O que te posso adiantar é que a esse estou disposta a dar uma oportunidade, mais não seja porque opções começam a escassear.

Já no que ao felizes.pt (Mr. F) toca – o nome por si só já é uma lufada de esperança na vida de uma solteira –, a conversa é outra. Apesar do nosso caso de amor já durar algum tempo, a verdade é que nunca lhe dei muita importância. Achava-o monótono e previsível. A nossa relação era assim: quando o SL e o Mr. T me deixavam na mão, lá ia eu refugiar-me nos braços do Mr. F. Ele, tal qual um apaixonado fiel e sempre desejoso de agradar, de todas as vezes recebeu-me de braços abertos, enviando semanalmente para a minha caixa de correio um lembrete dos nossos melhores momentos, só para eu saber que continuava ativo e à minha espera.

Como quem espera sempre alcança, numa das minhas visitas esporádicas ao sítio dele, para mais uma sessão de reabilitação da minha estrogenidade, constatei que o bacano afinal está com mais power do que eu alguma vez pensei.

Além de estar naquela faixa etária em que (supostamente) já se sabe o que se quer da vida – mais de trinta anos –, coisa que até então me tinha passado ao lado, gosto dele porque dá uma atenção especial às minas da Alfacelândia, vulgo Lisboa, o que para mim é ótimo, pois namoros à distância de pouco ou nada me vão valer.

Quando comparado com os outros com os quais me envolvi antes, este meu amigo colorido oferece-me uma série de regalias que os restantes nunca me deram. Vejamos: além de não me levar nada pelo atendimento (o que é que foi? Não sou forreta, apenas economicamente prejudicada, por isso escusas de revirar os olhos), é simples, prático, intuitivo e de fácil trato.

Como se não bastasse tudo isso, ainda me deixa escolher quem pode (ou não) ter o privilégio de entrar em contacto comigo. Eficiente como ele só, nem pestanejou quando lhe "dei instruções" para não me passar nenhuma mensagem de casados ou de lésbicas. Para mal dos meus pecados, este pessoal tem cá uma fixação por mim, vá-se lá saber porquê. É com cada abordagem que levo da parte deles, isto apesar de deixar bem explícito na minha descrição de perfil que não me interessam pessoas comprometidas ou portadoras do mesmo material genital. 

Sabes aquele momento em que nos apercebemos que estamos perdida e irremediavelmente apaixonados por algo ou por alguém? Pois é, foi precisamente na altura em que acertei com esta funcionalidade – escolher quem pode dirigir-se à minha pessoa – que me rendi (definitivamente) aos seus encantos e passei a vê-lo com outros olhos. Digamos que agora estou ciente do seu devido valor e que com a convivência diária vou descobrindo mais motivos para este meu encanto. E pensar que ele esteve o tempo todo à distância de um clique e eu tapada a viajar na web feito D. Quixote à procura da sua Dulcineia.

Outra coisa que aprecio bastante neste meu menino é que para estar com ele não tem que saber: é só chegar e entrar. Aposto que até a minha querida vovas seria capaz de se desvencilhar por lá e quem sabe conhecer um sénior charmoso cheio de amor para dar. Tirando a classificação para maiores de 65 anos, poderíamos estar a assistir a uma bela película de amor, em (quase) tudo igual a tantas outras da vida.

A parte chata é que este meu amante é possessivo, ao ponto de raramente me deixar chegar às falas com os gajos bons que por lá abundam. Quase nunca consigo diálogos em tempo real e quando mando mensagens a taxa de retorno é uma miséria. Tenho que descobrir qual a rush hour ali e por-me à coca. À parte isso, já consegui dois promissores candidatos recheados de predicados, tanto físicos como intelectuais, à minha mão. Ambas sabemos que não é bem bem a minha mão que eles querem...

Outra coisa que não te disse é que ele se assume, sem qualquer reticência, um romântico. Para além de ter tatuado "um site de encontro para românticos" na sua homepage, sempre que comigo está deixa-me jogar o jogo do cupido, enviar e receber presentes, fazer o teste de personalidade e otras cositas más. Até reservou uma gaveta para eu poder guardar os meus favoritos, vê lá tu.

E mais não digo que este artigo já vai longo. Porque não lhe fazes uma visita, testas os seus encantos e depois vens-me contar se o bofe é mesmo essa maravilha que acabei de te descrever? Deixo aqui o link para o caso de te interessar conhecer pessoas novas. Quem sabe não é lá que está o tal que te vai fazer feliz e resgatar-te desta vida de (ainda) solteira.

Saindo daqui, adivinha para onde irei eu a seguir…

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03
Out16

14502727_571893593013828_4405029313277536681_n.jpg

Retomo a rubrica Previsões Energéticas, introduzida no ínicio do ano, mas que por razões que nem eu própria sei explicar foi interrompida. Recordo que estas são gentilmente cedidas pela querida Isabel Soares dos Santos, uma jovem e talentosa profissional do esoterismo. A sua especialidade é spiritual healing (cura espiritual), mas também se destaca no reiki, na leitura de cartas e na cristaloterapia.

 

Transformação é a palavra de ordem durante todo o mês de outubro

Depois de um mês de agosto intenso, mas que abriu caminho à colheita de uma nova visão em setembro, é chegada a altura de aceitarmos em pleno a transformação que está a ocorrer na vida de cada um de nós!

Será um mês forte em sincronicidades: estejam atentos aos sinais, pois a transformação será muito rápida para os que se têm preparado nos últimos meses.

Esta na hora de pensar diferente, de agir diferente e, acima de tudo, de arriscar a ser diferente!

Está na hora de assumir a nossa missão de vida e de a começar a viver em pleno!

Aceitar a mudança e a transformação sem medos é meio caminho andado para ficarmos mais próximos dos nossos sonhos!

Todos juntos seremos capazes de transformar o medo! Ajudem-se uns aos outros! Motivem-se uns aos outros!

Em breve todos estaremos muito melhor, 2017 será um ano muito mais sereno.

Aproveitem a energia da transformação para melhorarem a vossa vida!

Desejos de um outubro extraordinário!

Abraço de Luz,
Isabel

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