Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


147389106457d9caf811c57_1473891064_3x4_sm.jpg

O dia hoje pede humor, por isso partilho contigo o desabafo de um gajo, em reação às fotos de Paulo Zulu. Não sei se estás a par do universo televisivo brasileiro, daí estas legendas: Paulo Zulu é um ator e modelo brasileiro, cujas fotos nuas cairam recentemente na rede e Rodrigo Hilbert é um ex-modelo e ator, agora apresentador de televisão, mais concretamente de um programa de culinária. Mesmo em brasileiro, a carta está brutal, pelo que vale a pena ler. Não te vais arrepender, garanto-te. Ei-la.

Hoje preciso usar esse espaço pra fazer um desabafo: tá difícil ser homem.
Se já não bastasse o Rodrigo Hilbert ter um programa de TV onde ele cozinha, lava, limpa, constrói e faz de tudo, agora surge uma foto do Paulo Zulu pelado. O nível de comparação ficou muito alto. Porque na boa, quando vazaram os nudes do Stênio Garcia tava de boa, mas o Zulu é sacanagem.
E eu já ficava P da vida vendo o Tempero de Família. Ainda esses dias falei pra minha noiva que eu queria comprar uma grelha argentina pra colocar na nossa churrasqueira. Dias depois ela tava assistindo esse maldito programa e o Rodrigo Hilbert FEZ uma grelha argentina. Sim, ele tirou as medidas, cortou os ferros, lixou e soldou peça por peça. E ficou ótima. Pra onde foi minha moral de comprar uma grelha agora?
Não basta o cara ser loiro, alto, bonito e rico, ele ainda cozinha de tudo e constrói tudo que ele precisa. Pior que depois de cozinhar ele ainda lava a louça e limpa toda a bagunça. O mínimo que ele merece é ser casado com a Fernanda Lima. Até eu queria casar com ele.
Mas pra tudo ir por água abaixo de vez, ontem aparece na internet uma foto do Paulo Zulu pelado. Toda mulher deveria ser proibida de ver aquela foto. Na foto só tem ele na frente de um espelho, sem roupa nenhuma e segurando um iPhone. E o pior, ele tem um iPhone 6. Eu tenho um 4. Ou seja, até o iPhone dele é maior que o meu.
Agora faz sentido o cara se chamar "Zulu". É uma nítida referência afrodescendente. Além disso o cara é todo musculoso. Ele tem 53 anos, surfa e malha todo dia. Sem contar que agora tenho certeza que quando ele chega na academia dizendo que vai malhar perna, o personal diz:
- Todas as três?
O que ainda me tranquiliza é que o Paulo Zulu mora em Santa Catarina e o Rodrigo Hilbert nasceu e grava todos os programas em Santa Catarina. Eu também nasci e moro em Santa Catarina. Talvez tenha alguma magia aqui no estado e eu tenha salvação. Então a partir de hoje vou começar a construir coisas, cozinhar, limpar e ir pra academia todos os dias. E só pra garantir, também vou começar a clicar naqueles e-mails de "aumente seu pênis".

Autor desconhecido

Autoria e outros dados (tags, etc)

15
Set16

Vai um meetup hoje?

por Sara Sarowsky

e64b07c412cfa479f3c0b483c221b725.jpg

Como hoje é quinta-feira, quero falar-te do English-Portuguese Conversation, um grupo de conversação semissecreto que se reúne precisamente às quintas-feiras para conviver num ambiente divertido, descontraído e multicultural.

Aposto que deves estar a perguntar-te como é que sei destas coisas. Acertei? As coisas que eu sei, meu bem, as coisas que eu sei...

Por ser informal, este meetup é caraterizado por conversações bilingue, uma mistura de inglês e português, durante toda a noite. Qualquer cidadão pode participar, bastando para tal aderir ao grupo, fechado, através do Facebook. Feito isso, o membro passará a receber, por e-mail, o convite com as coordenadas do próximo encontro.

Estou para lá ir cuscar faz tempo - até porque seria uma excelente oportunidade de melhorar o meu inglês, que anda bem precisado, como sabes - e todas as semanas quando chega o meu e-invitation digo a mim mesma: "É desta que vou!". O facto é que ainda não cheguei lá, apesar de ser mesmo aqui na vizinhança.

Caso este inovador e didático programa para solteiros tenha despertado o teu interesse, ou pelo menos curiosidade, anota aí as coordenadas: quintas-feiras, 19h30, Casa Independente (Largo do Intendente), Lisboa. Uma coisa posso adiantar-te desde já: o espaço é giríssimo, já lá estive um par de vezes, pelo que, nem que seja por ele, já vai ter valido a pena dar um saltinho até o Intendente.

Quem sabe não nos vemos por lá uma quinta destas?

Autoria e outros dados (tags, etc)

14
Set16

Os números da mulher solteira

por Sara Sarowsky

image.skreened-t-shirt.white.w1001h1001b3z1.jpg

Na opinião da Cosmopolitan, às vezes é tudo uma questão de matemática na vida de uma solteira. Duvidas? Espreita só o artigo de hoje.

 
2. Número de vezes que deves dizer o nome dele durante uma conversa para lhe mostrares que estás interessada. Especialistas comprovam que, ao repetir o nome de alguém, o subconsciente dessa pessoa faz com que se sinta mais ligada a ti. Mas dizê-lo mais do que duas vezes pode tornar-se demasiado intenso.
 
92. Percentagem de homens que acha que jantar é o programa perfeito para o primeiro ou segundo encontro.
 
97. Número médio de dias que um homem demora até dizer "Amo-te".
 
78. Percentagem de homens que verifica online informações sobre ti antes do primeiro encontro.
 
5. Número de vezes, em 15 minutos, que deves tocar num homem em quem estás interessada. Os homens não são peritos em detetar subtileza, por isso, alguns toques no braço, peito, rosto, mão ou joelho, quiçá, são extremamente essenciais para que ele perceba.
 
30. Número de centímetros que vos devem separar num primeiro encontro, para que ele entenda que estás definitivamente interessada, segundo especialistas. Chama-se distância íntima…
 
7.3. Número médio de segundos que ele vai permanecer de olhar fixo na tua boca se estiveres a usar batom vermelho (comparado com apenas 2.2 se for um tom nude, ou absolutamente nada).
 
21-34. Intervalo médio de idades em que a maioria dos homens pensa em ter filhos.
 
20. Número médio de segundos que um homem demora a decidir se quer ver-te de novo.
 
22. Número médio de homens que beijas antes de encontrares o príncipe encantado.
 
6. Número médio de encontros desastrosos que terás na tua vida.
 
40. Mínimo de euros gastos por ele em cada encontro nas primeiras semanas da relação.
 
8. Número de vezes que deves sair com ele antes de o apresentares aos teus amigos. Os especialistas afirmam que é aconselhável fortalecer os vossos laços e cumplicidade antes de o submeteres à opinião alheia.
 
52. Percentagem de homens livres em Portugal, contabilizando solteiros, divorciados e viúvos, segundo estudos recentes. Só tens de encontrar "o tal"!

Autoria e outros dados (tags, etc)

13
Set16

12705193_10208635324067579_8913128443409180189_n.jUm brilhante texto da Nat Medeiros, publicado domingo no Já Foste, a propósito de se estar solteira. Como indentifico-me totalmente com ele, sem falar que tem tudo a ver com o alinhamento deste caderno digital, é com todo o gosto que o partilho contigo.

"Eu sei que isto pode parecer um tanto contraditório. Mas calma e senta-te que eu explico. Também quero deixar claro que não estou a querer dizer que quem está a namorar não acredite no amor. Só estou a dizer que eu estou solteira porque acredito no amor.

Estar solteiro nem sempre é uma escolha. Eu mesma já estive solteira mesmo querendo o contrário. Mas a vida é isso mesmo… Querer e nem sempre ter. Só que hoje, após tantas situações, eu escolhi não estar num relacionamento apenas por estar; e escolhi isso com toda a minha alma e coração.

Quando a pessoa não me tratou com respeito, eu escolhi ficar solteira porque eu acreditava no amor e eu sabia que amor não era aquilo. Quando o outro me proibiu de viver, eu escolhi estar solteira porque eu acreditava no amor e o amor não era aquilo. Quando o outro falou demais de si e não quis ouvir-me, ou quando ele falou de menos e omitiu que tinha uma namorada… Em inúmeros casos, eu escolhi estar solteira porque eu acreditei que o amor estava longe de ser aquilo.

Acontece que muitas pessoas se acostumam com migalhas, com relacionamentos abusivos, com traições e descaso e acham que sacrifício é amor. Aceitam qualquer coisa que lhes ofereçam e esquecem do próprio valor.

Não acho que dominemos os nossos sentimentos, mas nós temos que aprender a levantar-nos da mesa quando o amor não está mais a ser servido. Nós temos toda e total capacidade de fugir das armadilhas disfarçadas de 'Amor'. Na verdade, nós temos mais que a capacidade de fazê-lo. Nós temos é a OBRIGAÇÃO. Somos responsáveis pelas nossas escolhas e decisões…

Há algum tempo, apaixonei-me. Apaixonei-me de tal modo que comecei a sonhar acordada e escrever poesias. Paixão é tórrida, uma coisa meio urgente, algo que não sabe esperar. Paixão é igual a uma criança: quer porque quer, deita no chão e esperneia.

Eu não tinha olhos para mais ninguém, essa era a verdade. E eu não tinha como mudar esse sentimento. Fugir do que eu estava a sentir era como fugir de mim mesma. Só que há algo muito bom na paixão: ela por si só é fugaz. O véu da ilusão sempre cai. Paixão é um fogo que não se sustenta sozinho. Ou se transforma em amor ou acaba. Transforma-se em amor quando há reciprocidade, quando há conquista contínua, respeito e admiração por quem está ao nosso lado. Mas se o respeito acaba, se a vontade de conquistar termina, se os argumentos se tornam fracos… até o desejo diminui. A paixão é frágil porque não é construída em cima de alicerces sólidos e sim em cima de desejo, atração, situação… E tudo isso pode acabar bem rápido.

O meu coração foi desapaixonando dessa tal pessoa. Nada mais naquela "relação" me fazia suspirar. O prato que antes me atraía já não me era mais servido. E eu resolvi afastar-me daquilo porque eu acreditava no amor e eu sabia que aquilo que eu estava a viver e a sentir estava longe de ser amor. Era dor, carência e apego. E então eu optei mais uma vez por ficar solteira. Fácil não foi, mas foi o que me permitiu cair fora de algo ilusório.

Por ser uma romântica e acreditar no amor, eu tenho me tornado mais exigente. Amor não sobrevive e nunca sobreviveu com falta de consideração, falta de interesse real na vida do outro e muito menos com falta de respeito.

Amor não nasce de conversa fiada nem de ausências seguidas de aparecimentos repentinos. O amor está naquilo que é constante. Para haver amor é preciso sintonia também. Sintonia das ideias. É preciso admirar quem está ao nosso lado. É preciso ser amigo, parceiro, companheiro. Não que eu exija um tipo específico de pessoa para amar.

Muito pelo contrário, eu quero mais é que a vida me surpreenda. Mas eu exijo que para estar ao meu lado, o outro esteja não só disposto a receber mas a oferecer também.

Então, quando alguma tia, algum colega ou quem quer que seja me diz: "Então, tu és tão interessante, inteligente, simpática, bonita… Porque estás solteira?". Eu apenas respondo: "Eu estou solteira porque eu acredito no amor".

E assim permanecerei até que um dia apareça aquele alguém que faça o meu coração acelerar, e as pupilas dilatarem e que, sobretudo, decida ficar. Até que apareça aquele alguém com quem eu vou ter tanta sintonia e conversa que o relógio perderá a sua utilidade quando estivermos juntos. Até que apareça aquele alguém que esteja disposto a respeitar e a aceitar os meus defeitos, medos, qualidades e a minha essência. Corpo com Corpo. Mente com Mente. Alma com Alma. Coração com Coração.

Mas enquanto ele não vem, eu sigo solteira. E eu sigo solteira porque eu acredito no amor."

Está tudo dito!

Fotografia de Alexandre Conceição (todos os direitos reservados).

Autoria e outros dados (tags, etc)

12
Set16

14256624_10210390247863375_1330703690_n.jpgA semana começa com novidades. Atentendo ao parecer dos que seguem este blog, a partir de hoje, está instituída uma nova rubrica no Ainda Solteira: À conversa com... o(a) solteiro(a) da semana. Este será um espaço onde aqueles que assim o queiram podem dar-se a conhecer, revelando um pouco da sua experiência de single.

É minha intenção publicar uma entrevista por semana, alternando entre os géneros. Qualquer pessoa pode participar, bastando, para tal, enviar-me uma mensagem privada por aqui ou pela página do Facebook, para que eu possa elaborar o guião da entrevista e combinarmos os detalhes. Que te parece esta ideia, meu bem?

A minha primeira cobaia é EA (de quem, por motivos de confidencialidade, só revelo as iniciais do primeiro e último nome), um muy guapo universitário de 24 anos, que de imediato se disponibilizou para partilhar connosco a sua experiência de solteiro. Fica a conhecer um pouco mais sobre ele.

O que é para ti ser ou estar solteiro?

Se não assumo nada de sério com ninguém, isto é, uma relação romântica exclusiva com uma pessoa, com o intuito de construir um futuro a dois, considero-me solteiro.

Como encaras a tua solteirice do ponto de vista social?

De uma forma muito tranquila. Acho que ser solteiro é algo muito normal, muito natural, e nunca me impediu de fazer nada ou de ir a certos eventos.
E acho que, hoje em dia, é muito comum ser-se solteiro. As pessoas já não têm aquela ideia de que aos 22 anos já se tem de estar casado, aos 30 com filhos, etc. 

A tua vida social costuma registar constrangimentos por causa do teu celibato?

Não, é tudo muito normal. O facto de a maioria dos meus amigos também serem celibatários faz com que não me sinta excluído do grupo, nem que se torne estranho eu ser um.
Mesmo em outros eventos, nunca senti qualquer constrangimento. As pessoas tratam-me de forma normal, nunca fazendo aquelas perguntas: "Porque é que ainda não tens namorada? Já estás na idade…", nem nada disso. Sou tratado banalmente, por assim dizer.

Hás de concordar que ser comprometido (também) é bom. Mesmo assim, (ainda) solteiro. Porquê?

A principal razão foi ainda não ter encontrado uma mulher que me faça assentar, assumir uma relação com ela.
O facto de também não ter muito tempo, devido a estar a acabar os estudos, e de ter certos objetivos que são mais fáceis de realizar estando solteiro, também influenciam o estar solteiro.

Qual o papel do amor – o sublime sentimento de afeto – no teu estado civil?

Bem, se estou solteiro, foi porque ainda não encontrei o amor. Essa é a razão principal para estar solteiro. Quero, quando estiver com alguém, que seja mesmo amor, quase daqueles que se vê nos filmes, que dure para o resto das nossas vidas.

Tens alguma filosofia de vida relacionada com a solteirice que queiras partilhar connosco?

A minha filosofia é apenas de ser feliz solteiro, pois só assim poderei ser feliz quando estiver comprometido, e aproveitar ao máximo a vida de descomprometido.

Autoria e outros dados (tags, etc)

09
Set16

IMG_2850.JPGComo hoje é sexta-feira, ou seja o fim de semana está por horas, este artigo debruça-se sobre uma série de atividades que podes fazer em Lisboa, a custo zero. Sim, leste bem. Não fazes ideia de quanta coisa se pode fazer na rua sem se gastar um cêntimo.

Não ter dinheiro não é desculpa para não sairmos de casa, ainda mais quando se tem o privilégio de morar numa cidade como esta: ensolarada, pacífica, amistosa e charmosa. Na minha opinião encantada, que merece ser admirada e mimada.

A Timeout, num caprichado artigo, dá-nos excelentes sugestões para aproveitar tudo quanto é à borla na capital alfacinha. Observação de estrelas, danças (tango, kizomba, forró ou lindy-hop), jogos de tabuleiro ou passeios a pé (com guia e tudo) são apenas alguns itens deste delicioso menu de lazer. Há bem mais para desfrutar a custo zero: troca de livros, sightseeing, sessões de poesia, leituras de contos, clubes de leitura, slackline, críquete, karaoke, grupos de corrida e ciclismo, massagens, aulas de yoga, cortes de cabelo, concertos, jantares, visitas a museus e monumentos, feiras e exposições, festas, quiz, make-up, pingue-pongue, enfim… o que não faltam são opções. Para saberes tim tim por tim tim é só acederes ao artigo original.

Se, como eu, andas com os bolsos rasos, já não tens desculpas para não saíres de casa e viveres uma cidade que tantos estrangeiros cobiçam, pagando (e bem) para dela poderem desfrutar. Bom programa e um excelente fim de semana.

Autoria e outros dados (tags, etc)

08
Set16

alergia-alimentar.jpgAs alergias, ah estas indesejáveis inquilinas que se instalaram no meu organismo, sem contrato e sem caução, com a clara intenção de por cá se deixarem estar por tempo indeterminado, não dando mostras de pagar um cêntimo de renda. É sobre um certo tipo delas - as intolerâncias alimentares - que hoje escrevo, pois quisera eu, aquando dos primeiros sintomas, ter encontrado quem comigo partilhasse os seus dramas alimentares.

Vamos lá então falar sobre alguns sinais que o nosso corpo dá, com o claro propósito de nos alertar de que alguma coisa o está a incomodar. Pelo que tenho vindo a aprender sobre o assunto, as intolerâncias alimentares podem surgir do nada, de um momento para o outro e sem qualquer razão aparente. Há quem tenha nascido com elas e há quem (como eu) as desenvolva no decurso da vida.

Por intolerância alimentar (igualmente conhecida como alergia tardia, hipersensibilidade alimentar ou alergia tipo III) entende-se reações não tóxicas, as quais podem ser causadas por alimentos reconhecidos como estranhos pelo organismo, levando a reações mediadas.

Esta sensibilidade, a um ou vários alimentos, pode manifestar-se até 72 horas depois deste(s) ingeridos. Dado que os seus sintomas não acontecem de forma imediata, como os da alergia, pode levar desde alguns minutos até dias para aparecerem, o que dificilmente leva a uma associação de causa-efeito.

Qualquer pessoa pode desenvolver intolerância a qualquer alimento, principalmente se o mesmo for consumido em grandes quantidades e ao longo de muitos anos. Uma alimentação repetida e pobre poderá resultar em intolerâncias alimentares.

Segundo a médica naturopata e especialista em problemas de pele, Nigma Talib, autora do livro Reverse the Signs of Aging, as reações que provocam a intolerância alimentar podem não ser imediatas e drásticas, mas contudo afetar, pouco a pouco, a tua saúde, inclusive a envelhecer-te descaradamente.

Vejamos então alguns dos mais comuns sinais de intolerância alimentar:

Na pele: borbulhas, olheiras, dermatite, rosto inchado, pigmentação, envelhecimento precoce, papos nos olhos, eczema.

No sistema digestivo: inchaço e dores abdominais, obstipação, diarreia, flatulência.

Na saúde em geral: tosse, dores de cabeça, comichão nos olhos e boca, dores nas articulações, falta de energia, enxaquecas, mudanças de humor, dificuldade em concentrar-se, nariz entupido ou a pingar, espirros, aumento de peso.

Se desconfias que tens alguma intolerância, a primeira coisa a fazer é encetar um registo escrito de tudo aquilo que comes (inclusive condimentos e especiarias) e bebes. Sobretudo, novos itens que adicionaste à tua dieta alimentar. É a maneira mais fácil de detetares padrões e descobrires o que te anda a provocar o mal-estar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

07
Set16

O segredo para ser atraente

por Sara Sarowsky

desktop-img3.st.jpgPara quem está de fora, um dos principais motivos porque permanecemos solteiros prende-se com a ineficácia do nosso poder de atração. Pelo menos é que ouço over and over again. "Tens que aprender a atrair o tipo certo de homem e não esses losers da vida – com isso entende-se fracassados, traumatizados, indisponíveis, mimados, imaturos, tarados, promíscuos ou mulherengos – que não te levam a lado nenhum".

Nesta ótica, a culpa morre no lado de quem está só, ou seja, o problema está em mim e não nos gajos que cruzam o meu caminho ou simplesmente no azar, que este tem sempre uma palavra a dizer em tudo que nos acontece. A ser assim, cabe-me a mim resolver o assunto. E a solução mais óbvia e imediata para me dar bem no amor, pelo menos na opinião daqueles que não se cansam de dar bitaites na minha vida, parece residir na sedução. Como é que nunca pensei nisso antes?

É precisamente sobre a sedução que versa o artigo de hoje, mais concretamente sobre as razões - empíricas e não sensoriais - que nos fazem atrair ou ficar atraídos por alguém. Razões essas que vão para além da aparência física. Pelo menos é isso que defende um estudo publicado no jornal PNAS, que atesta que nos sentimos atraídos por pessoas cujas emoções podemos facilmente entender, o que pode ser explicado, em parte, devido à correspondência do circuito neurobiológico.

Silke Anders, professor de neurociência afetiva da Universidade de Lubeck e coordenador da pesquisa, considera essencial que uma pessoa consiga "entender as intenções e motivações do outro, antecipar as suas reações e adaptar o seu próprio comportamento em conformidade com isso." "Se os sinais emocionais enviados por uma pessoa forem corretamente processados pelo cérebro da outra, então o sistema de recompensa da segunda dispara e vai fazer com que ela se sinta atraída pela primeira", remata o investigador.

Trocado por miúdos: quem quer ter (mais) sucesso nas performances sentimentais deve esquecer o "ser-se misterioso" e mostrar as emoções o mais claramente possível. Ora aí está o que não me canso de apregoar: pessoal deixem-se de joguinhos e expressem claramente os vossos sentimentos ou intenções.

A meu ver, ninguém com mais de 20 e em plena faculdade das suas capacidades cognitivas, consegue encontrar disposição ou paciência para infantis e inúteis esquemas mentais, de que muitos insistem em deitar mão. Pessoalmente, ao invés de estimularem e intensificarem o meu interesse, cansam-me de morte e fazem-me perder logo o encanto. Homem com H maiúsculo deve saber o que e quem quer e manifestar as suas intenções (sejam elas boas ou más) de forma sincera e inequívoca. 

Assim, se houver mutch da outra parte, teremos ação. Caso contrário, next toooooo, que este planeta é habitado por bilhões de corações.

Autoria e outros dados (tags, etc)

06
Set16

Falemos então de felicidade

por Sara Sarowsky

desktop-img6.st.jpgDesculpa lá o atraso, mas é que este calor simplesmente derrete-me os neurónios. Ficam tal e qual gelado em dias de verão, que só consegue cumprir com eficácia a função que lhe cabe a uma determinada temperatura.

Adiante… Hoje quero falar-te da felicidade. Não sei se costumas dissertar sobre o (real) significado dela. Não me refiro àquele conceito pré-fabricado que nos vendem desde que somos concebidos: ser bem sucedido, seja nos estudos, amor, família, profissão, sociedade, finanças, e por aí adiante.

Nesta ótica, ser feliz resume-se essencialmente a ter sucesso. Vejamos, se tens sucesso no amor, só podes ser uma pessoa feliz. Se tens sucesso em qualquer outra das esferas acima mencionadas, tens igualmente que ser feliz, ainda que não completamente. É o que espera de nós a família, em primeira instância, e a sociedade, em última instância.

Eu costumo pensar, bastante até, sobre o conceito da felicidade. E para mim, ela mais não é do que o resultado desta simples equação matemática, a que passo a chamar de fórmula da felicidade, e que assenta nestas três simples premissas: situação/opção+decisão=felicidade.

Perante tudo o que nos acontece – situação –, seja de bom ou mau, a vida nos brinda com a possibilidade de escolher – opção – a forma como vamos encarar o sucedido. Isto é, podemos ficar felizes, tristes ou indiferentes. De seguida tomamos a decisão sobre qual a melhor solução a ser adotada: deixar-se abater; reagir e solucionar a coisa; aceitar que há coisas que simplesmente nos ultrapassam e seguir em frente; ou simplesmente ficar paralisado a carpir as mágoas.

Esta minha fórmula da felicidade é o meu mantra para tentar sobreviver a esta vida tantas vezes madrasta, perversa até, mas que nem por isso deixa de valer a pena. Claro que há momentos em que ela funciona na perfeição e outras em que de pouco me vale. Ainda assim é a luz que me guia diante das adversidades da vida, o calor que me aquece nos momentos de desespero, o colo que me ampara quando me falta ânimo e a mão que me afaga a alma quando me falta a esperança.

Gostava de saber o que é para ti a felicidade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Maio Turismo 121.jpgAlgumas semanas, vários dias e incontáveis minutos volvidos, eis-me de volta ao teu convívio. Na verdade, tal deveria ter acontecido na passada quinta-feira, dia primeiro de setembro, mas quem é que faz uma rentrée em plena véspera de fim de semana? Não esta pessoa aqui, está-se mesmo a ver!

Posto isto, vamos falar um pouco do que me aconteceu nestes dias de dolce fare niente? Tanta coisa, meu bem, e, ao mesmo tempo, tão pouca coisa. Confusa? Já explico!

Começo pelo tema do último post: a entrevista ao MaisMagazine. Dado que agosto é um mês morto, aliado ao facto de eu não ter publicado mais nenhum artigo, ainda não tive um retorno concreto deste feito. Vamos ver que frutos poderei vir a colher.

No início de agosto, tive a minha maninha caçula, que já não via há mais de quatro anos, comigo durante duas semanas. Por não termos convivido muito, já que quando emigrei deixei-a com pouco mais de 13 anos e nas alturas em que ia a casa de férias passava mais tempo na rua – paródia – do que a dar atenção a uma irmã aborrecente. Quando regressei à terra, passado pouco tempo, emigrou ela. Enfim… sina do crioulo.

O meu irmão – o legítimo, porque os outros dois são apenas meio – também deu o ar da sua graça, assim como a sua companheira e os seus dois rebentos. A caminho do Algarve, pernoitou quinta e sexta-feira em Lisboa, pelo que, nestes dois dias, o modo fraternidade esteve ao rubro na Estefany Street.

Primeiro acompanhada pela minha maninha, e depois pela minha colega de casa, poli as calçadas das ruas da menina e moça de uma ponta à outra, numa média de 5 km diários. Foi assim que dei por mim em plena Alfama, o adorável bairro lisboeta onde nunca tinha estado em todos estes anos na tugaland e pelo qual me deixei seduzir de cara. Claro que aquele maravilhoso licor de ginginha nada teve a ver com esse meu encanto. Nada mesmo (palavra de quem nunca foi escuteira)!

Houve tempo para dar um saltinho até ao Casino Estoril, não para me aventurar nos jogos da fortuna e azar, mas sim para assistir ao Musical da minha vida, outro sucesso de Filipe la Féria, que recomendo entusiasticamente, sejas (ou não) amante das artes cénicas. A ver vamos: o guarda-roupa, simplesmente deslumbrante; os bailarinos, apetrechados com six pack e derme isenta de pelos - just as i like -, um colírio para os olhos e um bálsamo para a libido; os efeitos especiais, hipnotizantes; a acústica fenomenal. Acho que já deu para perceber a qualidade da peça.

Andei de tuk tuk, coisa que almejava há que tempos. A bordo daquela automotora senti-me mais turista do que os camones nórdicos em terra alheia, dando um giro pela zona histórica, embalada pelas explicações do guia turístico. Com muita pena minha, não houve verba nem para o hipotrip, nem para o cruzeiro no Tejo.

Corri quase todos os miradouros da cidade, desde o concorrido Senhora do Monte, passando pelo de São Pedro, até aos mais resguardados e secretos, como o de Belvedere.

Consegui ler três livros inteiros: duas harlequins de bolso, a melhor leitura para a praia, pois é ler e depois deitar fora, e as sátiras do Sensivelmente Idiota. O livro está brutal, tens mesmo que ler. Lá para as bandas do miradouro da Senhora do Monte, devorei-o numa tarde, rindo a bandeiras despregadas feita uma idiota, para curiosidade e espanto dos transeuntes que por mim passavam. É mesmo bom ser idiota, e se formos sensíveis, ainda melhor.

Sete anos depois, voltei a banhar-me nas cálidas águas da Caparica. Revisitei as praias da linha. Degustei todo o tipo de manjares e gelados. Assisti a concertos de músicas étnica e clássica. Dancei com o sol, nas matinés do B.Leza, e com a lua, nas noitadas no Urban e Lux. Comi o meu primeiro hambúrguer, ainda que gourmet, à moda clássica, com a carne no meio do pão (na verdade bolo de caco), batatas fritas, ketchup, alface e tomate.

Sunsets no Rooftop do Hotel Mundial, no Lost In ou no Terraço do Marquês eram parte da rotina. Passeios ao luar pelo Parque Eduardo VII ou à beira-rio também.

Em matéria de romance, algumas passagens a ressalvar. Recebi uma manifestação de interesse de um seguidor deste blog, rendido "ao que escrevo, à qualidade e sensibilidade denotada, mas sobretudo à forma inteligente com que o faço". Sete mensagens depois – não me foi de todo possível resistir ao velado encanto da sua prosa – o suposto pretendente "continua aguardando o lençol da minha resposta para poder subir muralha acima até à minha janela...".

Um outro caramelo, cujas conversações deixavam antever um desfecho satisfatório, foi banido do meu convívio por... digamos, excesso de entusiasmo libidinoso. Através da aplicação Ok Cupid, entabulamos conversa, que se estenderam por semanas, coisa atípica na realidade virtual. O problema é que a dada altura o bacano só queria palrar de sexo, sexo, sexo. Por mais que tentasse evitar ou contornar o assunto, lá vinha ele bater na mesma tecla. Chegou um dia que me saltou a tampa e mandei-o dar uma curva para nunca mais voltar. Caramba, que se passa com os homens que cruzam o meu caminho? Devo ter alguma espécie de iman que só atrai carentes, tarados, pervertidos, libertinos, adúlteros e desesperados. Todos com um denominador comum: completamente obcecados por sexo. Que é bom, sem dúvida! Que todos queremos, claro que sim! Mas é preciso falar disso o tempo todo, ainda por cima com uma desconhecida com quem não se tem intimidade nenhuma e a quem quer-se supostamente conquistar para algo mais que cama? Só comigo!

O lojista senegalês, onde costumo ir comprar coisas da mãe África (chás, manteiga de karité pura, mezinhas, loções, creminhos naturais e afins) viu em mim a candidata perfeita para o cargo de quarta esposa. Como um bom muçulmano, o homem, proprietário de três esposas e 11 rebentos, resolveu que je suis très belle para estar solteira. Daí que agora toda vez que lá vou, ele só fala em conquistar-me. E quando lhe disse que só abriria mão deste meu status quo se o pretendente fosse financeiramente irresistível - cada um procura o que mais falta lhe faz, portanto nada de julgamentos morais – este não se desarmou e disse-me prontamente que venderia a loja para me garantir um bom dote. E esta, hein? Eu é que não vou dar o ar da minha graça tão cedo por lá, não vá ele estar a falar a sério.

A paixão platónica pelo rapaz lá do ginásio a essa altura do campeonato já deve estar em morte cerebral, devido a abstinência visual. Dado que não lhe ponho a vista em cima há quase três meses, acredito que já deva estar curada daquela paixonite aguda crónica. A ver vamos! A prova dos nove será hoje quando voltar a dar tarefa ao corpo.

No que toca a trabalho, nenhuma novidade concreta. Continuo à espera do feedback a duas entrevistas realizadas em julho e agosto e nas quais deposito boas expectativas. Entretanto, vou mandando currículos, respondendo anúncios e ansiando pelo dia em que este pesadelo conhecerá (finalmente) o seu fim. Só de me imaginar a passar por tudo outra vez, até me dá uma coisa má. A sério que acreditava que esta área da minha vida estaria sanada por esta altura.

Vou ter uma nova roommate, igualmente solteira. Cá em casa, em vez de duas, vamos passar a ser três jovens, belas, sexy, inteligentes e bem resolvidas... celibatárias. Como esperam que eu deixe de ser solteira, se a solteirice me cerca por todos os lados?

Bom… acho melhor ficar por aqui, que este artigo já vai longo. Escrevi tanto, que já me sinto a precisar (novamente) de férias. Volto amanhã com mais novidades, pode ser?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 2/2



Mais sobre mim

foto do autor


Melhor Blog 2020 Sexo e Diário Íntimo


Melhor Blog 2019 Sexo e Diário Íntimo


Melhor Blog 2018 Sexualidade





Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D