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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


 

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Amiga, caso estejas numa relação ou pretendas embarcar nessa de vida a dois, abre as pestanas que este artigo é para ti.

 

Por mais que as sociedades ocidentais estejam a desconstruir as convenções respeitantes ao estereótipo de mulher para se levar a sério, a verdade é que na mente masculina existe uma linha muito vincada entre mulher para casar e mulher para comer. Vais desculpar-me esta linguagem crua, mas de pouco nos vale estar com cerimónias quando é mesmo assim que eles pensam.

 

Tudo isso para chegar ao cerne do post de hoje: o tipo de mulheres que eles nunca apresentam às mães, mais não seja porque querem poupar-se a si próprios de interrogatórios, dramas, conselhos, sermões, lições de moral e por aí fora.

 

Como se não bastasse a natural relutância em assumir compromissos, quando chega a hora de oficializar a relação, os homens são bastante seletivos. Por isso, as mulheres que querem uma relação a médio/longo prazo é bom que tenham consciência de que devem cair no agrado da "sogrinha". Ou, em último caso, não cair no desagrado dela.

 

Existem alguns tipos de mulheres que eles pura e simplesmente não costumam apresentar à família, por mais que ela tenha uma carinha laroca ou seja boa de cama. Lembro-me de pelo menos cinco.

 

A promíscua

O tipo mais flagrante de mulher que dificilmente chega a conhecer a residência ofical da família. Além de não ser a "nora ideal", mulheres do tipo não inspiram confiança, já que eles receiam o tempo todo levar com os cornos. Ninguém gosta de ser traído, os homens menos ainda. Atrofia-lhes o ego. Para mulheres suscetíveis a comportamentos do tipo o meu conselho é que tenham cuidado para não parecerem demasiado vulgar e chamativa e moderar a linguagem perto dos amigos e da família dele.

 

A controladora

O ciúme é uma condição inerente ao amor. Contudo, convém não exceder os limites do bom senso e muito menos fazer disso uma obsessão. Os homens não gostam de se sentir controlados (aliás, quem gosta?). Isso fá-los sentirem-se sufocados e com mais vontade ainda de "pular a cerca". Mãe já ele tem, por isso as mulheres controladoras têm muito poucas chances de serem levadas a sério, até porque seria uma adversária à altura da sogra.

 

A fútil

Estas mulheres são ótimas para se divertirem (na cama), fazer inveja aos amigos ou exibir como acessório num bar ou a numa after party. Já no que toca à família, a conversa é bem outra. Não há mãe que queira ver o seu mais-que-tudo nas mãos de uma gaja qualquer que quando abre a boca a todos os outros apetece fechar os ouvidos. O culto da loira burra tem cada vez mais os dias contados.

 

A competitiva

É verdade que as mulheres podem fazer um pouco de tudo e ser bem-sucedidas. Dar uma de "miss i have opinion about everything" ou de mulher independente e autónoma de tudo e de todos, além de irritante, acaba por fazer com que ele se afaste, já que ele não se vê preciso na vida delas. Salvo raras exceções, eles não gostam de ficar mal ao pé das mulheres, muito menos à frente da família. Se te revês nessa descrição (eu sim), o meu conselho é que neutralizes esse teu lado e que te mantenhas fiel a ti mesma, mas sem ofuscá-lo. Isto é, deixá-lo ser o centro das atenções de vez em quando.

 

A resmungona

Mulher mal-humorada, de trombas, propensa a amuos e ceninhas é uma mala. Sem alça. Não há nada mais aborrecido e contaminante do que o mau humor- e quando é constante, torna-se mesmo insuportável. As mulheres negativas, que estão sempre a reclamar e a passar sermões, dificilmente se integram e não criam bom ambiente, o que é motivo suficiente para que ele evite os jantares de apresentação à família. Se tens propensão para este tipo de comportamento, fica sabendo que ninguém está para te aturar. Por pior feito que tenhas, esforça-te para seres agradável, ou pelo menos educada, ao pé do pessoal com quem ele priva.

 

Gostemos ou não, dificilmente uma mulher consegue entrar para a família do homem amado sem passar pelo crivo, e consequente aprovação, da mãe dele. Costumo chamar a isso "o teste da sogra". Do meu historial amoroso só tive duas sogras assumidas e ambas foram impecáveis comigo: muitas vezes bem mais generosas e amorosas do que a minha própria mãe. Será que, de alguma forma, conseguiram antever que eu não duraria muito na vida dos seus rebentos?

 

Quem sabe!

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10
Mai16

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Acabo de ler uma crónica sobre as memórias que me inspirou a escrever sobre o tema. Memórias! Quem não as tem? Quem não gostaria que fossem todas felizes? Quem não gostaria de trocar algumas delas ou até mesmo banir outras para todo o sempre?

 

Haruki Murakami, um popular escritor e tradutor japonês, considera que as memórias tanto podem aquecer-nos por dentro como podem destruir-nos. Não poderia estar mais de acordo com isso e acredito que tu também. Nada dura para sempre, exceto as memórias. Uma parte de nós, mais não são do que o registo das nossas vivências, fazendo de nós o que somos.

 

Bem delas, mal delas, estas dão-nos a oportunidade de recordar bons momentos, relembrar estórias passadas, revisitar lugares que nos marcaram, reviver amores idos, regressar ao passado onde fomos tão in/felizes. Sejam elas que de natureza forem, é facto assente que a qualquer sentimento associamos memó­rias e pes­soas.

 

Não im­porta quanto tempo passou, não im­porta o que acon­teceu entretanto, as me­mó­rias possuem o dom de nos animar, amadurecer, amargurar, curar, perdoar, superar, (re)viver, sonhar, rir, chorar, acreditar, amar, aceitar, etc. Por tudo isso, a nós, mortais embebidos de memórias, cabe aceitá-las ou com­batê-las.

 

As terapias a favor do bem estar físico, emocional e psíquico são consensuais no que toca às memórias: podemos usá-las a nosso favor ou desfavor. E (mais) felizes são aqueles que conseguem apegar-se às felizes e desvalorizar ou mesmo erradicar aquelas que causam sofrimento.

 

Porque a vida é curta. Porque só vi­vemos uma vez. Porque estamos neste mundo para ser feliz. Porque da vida só levamos o que vivemos, lanço a mim mesma – e a ti também se quiseres alinhas – o desafio de investir mais e mais em memórias felizes e dar um chega para lá nas restantes.

 

Agora, mais do que nunca, pretendo fazer uma co­leção de me­mó­rias de que me or­gulhe. Viver a vida à minha maneira (bem isso já faço). Fazer as coisas que sempre desejei e nunca não em atrevi. Ir atrás do que eu quero. Valorizar bem mais as coisas que amo. Falar com pes­soas novas. Manter ou recupera o con­tato com an­tigas relações que me despertam doces e saudosas memórias. Re­solver, de uma vez por todas, as rela­ções me marcaram profundamente – pelos piores motivos.

 

As me­mó­rias que os ou­tros de nós terão serão o nosso único le­gado. De fe­li­ci­dade ou de tris­teza, convém é assegurar de que não serão arrepen­di­mentos. Quero ser capaz de es­boçar um sor­riso e reviver no­va­mente no mo­mento, mesmo que perante memórias que me causaram dor.

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Solteira minha, já sabes que não consigo estar muito tempo sem dar o ar da minha graça. Hoje, com muita pena minha, o tempo para me dedicar à escrita não abunda. E quando assim é, o que me salva são os artigos de outros blogueiros que abordam questões que seguem a linha editorial deste (nosso) cantinho de amizade, partilha, risos e dramas. É neste contexto que te deixo com este - mais um - texto do blog Já Foste sobre o porquê de uma mulher optar por estar solteira.

 

"Primeiro tira da tua cabeça essa ideia vazia de achar que eu estou infeliz. Depois despede-te desse discurso de que quem muito escolhe acaba por ficar sozinho. Queres saber porque estou solteira?

Bom… Não quero embarcar numa viagem com alguém carregando as bagagens do passado, não quero conhecer outro mundo se ainda não consegui conhecer o meu.

Não quero magoar o coração de ninguém com as minhas incertezas, não quero falar do passado, nem lembrar dele.

Não estou machucada, não estou magoada, só que de tanta coisa que acontece na nossa vida, chega uma hora que nós nos cansamos, entendes?

Não estou numa fase de sair e "tentar" dar certo, quero que dê certo mas não com alguém que nem perde sequer um segundo para me ligar e saber como estou.

Não quero investir o meu tempo em alguém que não investe o seu em mim, que não se importa e que só me magoa.

Entendes? Eu estou feliz assim, para quê dececionar-me mais uma vez?

E se eu quiser terminar de ver a minha lista de séries? E se eu quiser viajar, conhecer o mundo, aprender um novo idioma, conhecer novas pessoas, outros lugares…

Na verdade é isso que eu quero. Na verdade eu estou solteira porque eu quero mais… Eu quero alguém que não me prive de viver, que divida as suas dores, que me veja como abrigo e que me acolha com um abraço quando eu não estiver bem. Na verdade quero alguém que aumente a minha lista de séries com as suas dicas e que fique comigo num sábado à noite, no final de mês, quando o dinheiro estiver curto e eu não estiver a fim de sair.

Eu quero alguém que não tenha vergonha de me assumir para os amigos e que não tenha medo do compromisso.

Não estou à espera do príncipe encantado – eu sei que é isso que tu pensas – mas e daí se ele não abrir a porta do carro para mim e não vir num cavalo branco? (risos)

E daí se ele não pagar a conta do jantar sempre que sairmos e quiser ver um filme em casa porque está sem dinheiro para sair? Eu sinceramente não me importo com isso.

Não estou à espera de alguém para pagar a conta, não estou à procura de alguém para me levar para sair todos os dias, nem para me levar de carro para todo o lado ou para me dar presentes a toda a hora.

Não quero joias, roupas caras, perfumes caros, jantares caros, carro luxuoso. Não é isso que procuro em alguém, até porque se para ti essa é a conceção de homem perfeito (ou seja, rico), se para ti isso é o que carateriza um príncipe, eu definitivamente prefiro sapos.

Quero alguém que eu diga: Vamos? – vamos!

Quero mais… muito mais. Quero alguém que me inclua nos seus planos, que me irrite na mesma proporção que desperta o meu amor. Que seja inteiro e intenso, não precisa ser perfeito. Quero alguém que me respeite e respeite os outros. Aliás, respeito é algo fundamental.

Eu estou solteira porque relacionamento não é tentativa, não é oportunidade, é investimento. Investimento de tempo.

Eu estou solteira porque talvez eu queira curtir essa fase sem ninguém, quero organizar a minha vida, refazer os meus planos. Eu estou solteira porque estou bem assim, porque não quero alguém para me diminuir, quero alguém que venha para somar.

Então parem com esse discurso chato de que preciso de alguém, parem de me perguntar "Credo, mas tu és tão bonita e estás sem ninguém?", parem de querer empurrar-me para alguém, parem de dar o meu número de telefone para alguém e querer dar uma de cupido, isso é extremamente chato, acredita. Quando eu tiver interesse eu vou atrás, fica tranquilo. Pouco me importa se tu achas isso vulgar ou inadequado para uma mulher. Podes deixar que quando acontecer eu vou saber o que fazer, não precisas ficar perguntando quando é que eu vou assumir ou trocar o status nas redes sociais. Isso não te diz respeito.

Eu estou solteira porque sim, porque quero e porque estou bem assim.

Eu estou solteira porque chega uma hora em que tu te cansas de acreditar, em que tu te cansas de criar feridas e de te recompores.

Estou solteira porque às vezes a gente precisa de um tempo só nosso e de não ter ninguém a ocupar o nosso pensamento, nem a travar o nosso tempo.

Se for para namorar e só brigar, viver chorando, viver magoando-se, se for para namorar para trair, para sofrer, para não ter respeito eu prefiro estar solteira. Se for para namorar para escrever textão na internet mas na verdade viver uma mentira, eu prefiro estar solteira. Se for para namorar para ter alguém pela metade, eu prefiro estar solteira.

Se for para namorar para deixar de ser quem sou, ter que mudar o meu jeito, os meus gostos e não ter os meus defeitos aceites pelo outro, eu prefiro ficar solteira.

Eu estou solteira porque mereço muito e quero muito. Estou solteira porque não quero alguém que faça do meu passado um presente e dos meus erros um açoite. Não, eu não quero qualquer coisa, qualquer pessoa, qualquer sentimento, qualquer história, qualquer frio na barriga… Eu estou solteira porque não quero ninguém do meu lado pela metade, sou inteira demais para isso. E para finalizar, eu não estou a escolher, eu estou a esperar. A esperar pelo meu tempo."

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06
Mai16

Epa, esta tenho que partilhar contigo. Na humilde e pequena aldeia italiana de Civitacampomarano, com pouco mais de 400 habitantes, a rede móvel e a internet são realidades ainda muito longínquas porque as ligações nem sequer existem. Ainda assim, toda a gente tem acesso ao Facebook, WeTransfer, Whastapp, Tinder, E-bay, Gmail, Twitter e companhia.

 

Graças ao artista Fra Biancoshock, toda a população sabe o que acontece por ali e pode comunicar livremente, mas de uma forma bem diferente daquela a que estamos habituados. Aqui, o Facebook é literalmente um mural com as mais recentes atualizações, o Gmail funciona tal e qual como os correios convencionais e o WeTransfer faz realmente jus ao nome.

 

Sem dúvida um projeto inovador que merece ser apreciado, louvado e partilhado. Ainda há quem tenha ideias verdadeiramente fantásticas, não há? Olha só este vídeo fabuloso sobre o (melhor) uso a dar às redes sociais.

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Um estudo da House of Fraser, citado pelo jornal britânico Daily Mail, mostra que é depois dos 30 anos que as mulheres se sentem mais sexy. Mais precisamente aos 34, idade em que atingimos o auge da confiança sexual.

A investigação, baseada nas respostas de duas mil mulheres, mostra que depois dos 30 a confiança sexual do género feminino aumenta – 64% das inquiridas afirmam que gostam do estatuto de 'trintonas'. Para além disso, 34% das mulheres com mais de 30 anos assumem que parte dessa confiança deve-se a existência de uma vida a dois satisfatória e 26% diz estar sexualmente satisfeita.


Um brinde às minhas seguidoras de 34 anos - este post é para vocês com todo o meu afeto. Outro brinde para todas as outras (de vinte, trinta, quarenta, cinquenta ou até mais), que o que importa mesmo é termos vida, saúde, espírito jovem, mente aberta, coração puro e alma nobre. O resto é só uma questão de perspectivas.

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04
Mai16

6 Benefícios do sol

por Sara Sarowsky

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Sabias que ontem, 3 de maio, assinalou-se o Dia Internacional do Sol? Pois eu só soube agora. Mais um pretexto para dar sequência ao tema do post anterior. Desculpa lá, solteira minha, mas estes dias só dá sol na minha vida (melhor dizendo, mente). O artigo de ontem era sobre os efeitos do sol no nosso sex apeal. O de hoje será sobre as vantagens da radiação solar (moderada) no combate a 6 doenças. Toma nota de seis delas:

 

1. Alivia a depressão - O sol aumenta os níveis de um dos antidepressivos naturais do cérebro, a serotonina. Em dias ensolarados, o cérebro produz maiores quantidades desse neurotransmissor do que em dias encobertos.

 

2. Previne cancro

Não são apenas as plantas que metabolizam a luz solar. Os seres humanos também. Através de um processo complexo, os nossos corpos transformam a luz solar em vitamina D revitalizante. A conexão entre a deficiência de vitamina D e o cancro é conhecida cientificamente. Porém, convém moderar na luz solar. Um estudo publicado no Journal of Steroid Biochemistry and Molecular Biology concluiu que a percentagem de casos de cancro do pâncreas é maior em países com menos quantidade de luz solar, devido à baixa absorção desta vitamina.

 

3. Menor risco de esclerose múltipla

A vitamina D desempenha um fator essencial nacmanutenção e fixação do cálcio nos ossos. Os níveis de vitamina D da progenitora durante a gravidez influenciam o risco de contrair esclerose múltipla no feto. Os nossos ossos agradecem uma boa e moderada exposição solar.

 

4. Benéfico para doentes com Alzheimer

A exposição à luz solar durante o dia, alternada com a escuridão da noite, ajuda a melhorar alguns aspetos da doença de Alzheimer, reduzindo a agitação, aumentando a eficiência do sono e diminuindo as insónias.

 

5. Sono mais tranquilo

Quando a luz solar atinge os olhos, o nervo ótico envia uma mensagem para a glândula no cérebro que produz melatonina (uma hormona que ajuda a dormir) diminuindo a sua secreção até que o sol se põe.

 

6. Diminui sintomas da psoríase

A exposição à luz solar é extremamente benéfica para as pessoas com psoríase. Um estudo demonstrou que uma terapia de banhos de sol durante quatro semanas provoca a diminuição significativa dos sintomas da psoríase em 84 por cento.

 

Muito me admira as pessoas, como a minha colega de casa, que não gostam do sol, nem tão pouco apreciam os seus efeitos na beleza, saúde e bem-estar. Pelo amor da santa, como é possível não se gostar do sol?

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03
Mai16

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O artigo de hoje é, acima de tudo, um tributo a este belo tempo que se faz sentir por estes dias em Lisboa. Um tempo que traz consigo o cheiro do verão, da praia, do bronze, das happy hours, das sunset partys e por aí adiante.
 
Já que verão rima com sedução, nada como rever a matéria dada sobre os motivos porque as mulheres ficam mais bonitas e sexys nesta época do ano.
 
Curiosa? Toma nota de cinco dos motivos para investires forte e feio nesta estação:
 
1- Unhas mais bonitas
Vários estudos demonstram que as nossas unhas tendem a crescer um pouco mais rápido com o tempo quente. O aumento da circulação sanguínea pode ainda ajudar a resolver alguns problemas como unhas frágeis e quebradiças. Tira partido do tamanho e opta por um formato oval.
 
2- Pele mais limpa
Esta é talvez a melhor altura do ano para quem sofre de borbulhas (moi!), já que os raios UV atuam na bactéria do acne e ajudam a normalizar os níveis de açúcar no sangue. Ao removeres grande parte da roupa, expões a pele dos ombros e das costas ao sol, o que também ajuda a eliminar quaisquer outras erupções indesejáveis.
 
3- Maior sensação de felicidade
A luz solar faz libertar a endorfina (neurotransmissor) no cérebro que atua no estado do humor, reduzindo os níveis de stress e depressão, fazendo-te sentir mais feliz. E como o sol leva-nos quase obrigatoriamente para a rua, o facto de estares mais ativa ainda liberta mais endorfinas.
 
4- Mais "vitamina-maravilha"
A fantástica vitamina D é sintetizada na sua maioria através da exposição do corpo aos raios ultravioleta. É grátis e agradável, e ainda atua sobre a nossa saúde óssea, a função muscular, o coração, a imunidade, entre outros benefícios que não podes prescindir.
 
5- Menos desejo por carbohidratos
Uma boa noticia para o tempo do biquíni, já que com o calor temos mais vontade de substituir as batatas, pão ou massa por frutas e saladas. É a altura ideal para fazer dietas saudáveis, impulsionadas por mais energia. Adeus pastas e batatas fritas.
 
Depois disto, juntas-te a mim para um viva ao sol e ao verão? Because i’m happy!

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A propósito do dia de ontem, data em que se assinalou o Dia Internacional do Trabalhador, mas também o Dia da Mãe (efeméride que se comemora no primeiro domingo do mês de maio), trago-te um artigo do delas.pt que aborda o assunto, ainda um tanto ou quanto tabu, das mulheres que optam por não procriar.

Quanto a mim, não posso dizer que decidi não ser mãe, até porque esta opção nunca se efetivou de facto na minha vida. Posso, no entanto, confessar que a maternidade não é algo pelo qual suspire ou revire os olhos e tão pouco coisa sem a qual não me sinta realizada. A verdade é que, por nunca me ter deparado com uma realidade perante a qual tivesse que optar - com isso quero dizer que nunca engravidei -, ser mãe não é algo que me diga muito. Em parte, admito, devido a grandes traumas vividos com aquela que me pariu e a quem costumo chamar de progenitora em vez de mãe.

Na minha perspetiva, e acredito que na da maioria das pessoas que conheço, há uma linha que separa a mãe da progenitora. Ser progenitora resume-se a parir, tão simples quanto isso - até as fêmeas do reino animal possuem essa faculdade. Em contrapartida, ser mãe é isso (às vezes nem isso) e tudo o resto. É cuidar, é amar, é zelar, é defender, é educar, é abraçar, é mimar, é castigar, é matar e morrer por (melodramaticamente parafraseando). Ser mãe é tudo isso e mais alguma coisa: tudo o que sempre idealizei e almejei, mas que nunca vivenciei na primeira pessoa. Não ter o amor de mãe é das dores mais atrozes que um ser humano pode experienciar.

Tudo isso para dizer que, se for para ser uma má mãe, como a que tenho, mais vale não ser. Como gosto de frisar, "eu como mãe, sou uma excelente tia!". Sorte a minha? Quem sabe! Quero ser mãe? Prefiro que seja a vida a decidir, até porque a caminhar a passos largos para os 40, em pouco tempo procriar (ou não) deixará de depender da minha vontade, para passar a depender da boa vontade da mãe natureza. Preâmbulos à parte, deixo-te com o artigo mencionado no início deste post.

Dia de quem? Não quero ser mãe, obrigada!

"Em Portugal, 8% das mulheres em idade fértil não querem ter filhos, segundo dados da Pordata de 2011. São cada vez mais aquelas que, apesar do estigma social, se identificam com o movimento “childfree” definitivo que, na Holanda, já chega aos 18%.

Ana Mateus, 32 anos, enfermeira, integra o grupo. “Nunca senti vontade e, com a minha profissão penso que não teria disponibilidade para dar a uma criança a atenção que ela requer e merece". Dizem-lhe muitas vezes que daqui a alguns anos se irá arrepender ou tentar engravidar a todo o custo, mas Ana discorda. Admite nunca ter sido fascinada por crianças: "Gosto de umas, de outras nem tanto. E depois de as ter é impossível devolvê-las", brinca.

Paula Figueiredo, 50 anos, marketeer, também não se revê na maternidade. "Nunca senti o desejo", garante. Na juventude, muitas das suas amigas até tinham definido com que idade queriam ser mães e os nomes das suas crianças antes conhecerem o potencial pai. Já a ela não lhe passava pela cabeça a possibilidade de ter filhos. "Enquanto elas não concebiam a ideia de não os ter", recorda.

Biologia ou ideologia?

Afinal, parece que a biologia não condiciona e obriga as mulheres a serem mães para se sentirem completas enquanto seres humanos.

Aliás, o mito do instinto maternal já foi deitado por terra nos anos 80 pela socióloga feminista Elisabeth Badinter. Segundo a francesa – que é mãe de três filhos – não existe vocação natural para a maternidade. As suas pesquisas sobre a gravidez e amamentação ao longo dos últimos séculos mostraram que a maioria das crianças era completamente negligenciada e entregue a amas-de-leite a troco de dinheiro. Para as mulheres da alta burguesia chegava mesmo a ser desprestigiante ocuparem-se da prole, enquanto que para as operárias, dada a jornada de trabalho, se tratava de uma tarefa impossível. Na maioria dos casos, eram vistas sobretudo como um par de braços extra e útil para ajudar na economia familiar.

Curiosamente, segundo dados o INE, 67% das mulheres que rejeita a maternidade aponta como principal motivo a falta de condições económicas para o fazer. Significa isto que são cada vez mais planeadas "o que se trata de um fator de desenvolvimento e positivo na sociedade", afirma.

No entanto, "a pressão mantém-se para que se continue a procriar, até por motivos demográficos e dado o envelhecimento populacional", alerta, "quando se devia ter em conta um fator muito importante: o desejo da maternidade".

A efetiva conciliação do tempo entre família e filhos e os restantes projetos de vida é um assunto mal resolvido na sociedade portuguesa, em que a partilha das responsabilidades domésticas e familiares penaliza especialmente as mulheres e agrava-se quando estas se tornam mães.

Mãe, mulher, pessoa

Luísa Beltrão, 47 anos, professora do ensino secundário, consciente do lufa-lufa que é ser mãe e profissional a tempo inteiro, foi adiando a maternidade. Quando casou, por volta dos 37, ainda ponderou engravidar. "Mas não aconteceu e eu tinha deixado claro ao meu marido que não me iria sujeitar a tratamentos de fertilidade". Hoje, acha que a natureza foi sua aliada. "Não é que não goste de crianças, mas adoro o meu estilo de vida". Pinta nos tempos livres, tem uma vida social intensa, e viaja sempre que pode. Nesta altura da vida dá sobretudo valor ao companheirismo e cumplicidade que partilha com o marido, se não tinha optado pela adoção.

Paula Figueiredo é da mesma opinião: "Costumava dizer, a brincar, que algumas pessoas querem é ser recordadas para a posteridade e, na impossibilidade de terem uma estátua no Marquês de Pombal, têm filhos". Segundo a marketeer, alguns pais são nitidamente incompetentes e geram filhos só porque "faz parte". "Ser mãe ou pai para mim é um enorme ato de amor, de quem põe os interesses da criança acima de tudo e, infelizmente, nem sempre é assim”, avança. “E ter filhos para ter alguém que cuide de nós na velhice pode até resultar em relações afetivas felizes mas não me parece um bom princípio, de todo".

E como fugiram da pressão social? "Tornei-me mestre em mudar de conversa!", diz Paula. "Mas na verdade nunca senti que existia uma grande expectativa sobre o facto de eu vir a ser mãe, nem que estava a impedir os meus pais do direito de serem avós, até porque já tinham uma neta". Além de que, desde cedo, os familiares perceberam e aceitaram que a sua natureza era diferente: quando devia estar a pensar em casar e engravidar foi estudar para o estrangeiro, algo inédito numa família tradicional como a sua.

Luísa Beltrão sempre recebeu o apoio da família, mas as colegas de trabalho nunca perdiam oportunidade para a questionar sobre uma possível gravidez. Calou-as com a alegada "infertilidade", "mas é uma estupidez pensar-se que uma mulher casada não possa optar livremente por um estilo de vida que dispense fraldas e biberões", opina.
Ana Mateus, por seu lado, vai sobrevivendo às indiretas da família. "Ajuda não ter uma relação estável", confessa. O que a irrita é a descriminação no trabalho. "Pensam que não tenho vida própria e que estou sempre disponível para trocar turnos ou fazer horas extraordinárias". Tal como a enfermeira, Paula Figueiredo também é muitas vezes considerada como presença segura quando é necessário ficar até mais tarde no escritório ou viajar. "Às vezes não custava, pelo menos, perguntar". Porque, demonstram as três: há vida além da maternidade".

De facto, há vida além da maternidade. E bem boa, por sinal. Palavra de quem não é mãe e não sabe se algum dia quer ser.

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