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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


23
Jan16

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Na opinião da Shane Watson, autora do livro 'Como encontrar um homem depois dos quarenta' (que, provavelmente, estará na minha mesinha de cabeceira daqui a uns anitos), existem inúmeras diferenças entre as amizades normais e as amizades verdadeiras. Apesar de, a maior parte das vezes, não nos apercebermos, elas existem e não são assim tão poucas.

 

Amigas normais

1- Vestimo-nos melhor para ir ter com elas.
2- Preocupamo-nos com quem ficará sentado ao lado delas no nosso jantar de aniversário.
3- Estamos sempre bem-dispostas ao telefone com elas, porque não vamos falar com elas sobre os nossos problemas.
4- Nunca tivemos uma conversa com uma amiga normal que começasse por "aquela cabra".
5- Elogiamo-las por estarem magras.
6- Compramos-lhes presentes caros, para ficar bem vistas.
7- Convidamo-las para ir ao teatro.
8- Temos o cuidado de lhes retribuir todos os convites.
9- Não podemos ir as compras com elas, é embaraçoso dizer-lhes para virem ao provador connosco.
10- Levam-nos a sério
11- Acham que temos bom gosto, ou então mentem.
12- Conseguem olhar para a nossa roupa sem olhar para nós, e por norma estamos sempre bem aos seus olhos.

 

Amigas verdadeiras

1- Podemos contar-lhes que temos a doença mais vergonhosa de todas. Na verdade, provavelmente podíamos telefonar-lhes especificamente para lhes contar.
2- Nunca fazem comentários sobre a nossa aparência, a menos que tenhamos pintado o cabelo de azul e cortado bem curto.
3- Telefonam sempre quando deixamos mensagem, mesmo que seja só para perguntar o que vestir no sábado à noite.
4- Podemos chorar ao telefone com eles só porque nos apetece.
5- Falamos com elas sobre os nossos pais, na verdade falamos com elas sobre tudo e mais alguma coisa.
6- Não têm problemas em falar mal dos nossos amigos novos.
7- Não nos confundem com o nosso emprego, somos só as amigas de sempre, sem interesses.
8- São capazes de representar para nós em público, se for necessário.
9- De vez em quando dizem coisas que magoam e a seguir acrescentam: "desculpa, mas sabes o que quero dizer." E nós sabemos. Uma amiga verdadeira tem o poder de poder dizer coisas que só admitiríamos, à nossa mãe.
10- Nunca ficam ofendidas ou chateadas se cancelarmos alguma coisa.
11- Gozam connosco sobre as coisas certas.
12- Respeitam-nos quando dizemos que estamos ocupadas, mas se "gritarmos" por socorro dão por isso.
13- Já choraram quando estamos contentes e quando estamos tristes.
14- Quando dizemos "mas porque é que ele não me ama?", as amigas verdadeiras enumeram todos os nossos pontos fracos, em vez de arranjarem desculpas para a falta de sentimentos dele.

 

Hum... a ser verdade - cheira-me que sim -, resta muito pouca margem para dúvida em relação a quais as amigas normais e quais as verdadeiras. E tu, já sabes quem é quem?

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22
Jan16

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A Forbes, com base no parecer do diretor do NeuroLeadership Institute e autor do livro 'Cérebro a trabalhar: Estratégias para ultrapassar distrações, recuperar a concentração e trabalhar todo o dia', David Rock, elaborou uma lista das sete experiências que o cérebro precisa de experimentar para que possa funcionar melhor.

 

1. Concentrar

Focarmo-nos num projeto é uma forma de pensar, pelo que este é um exercício fundamental para a nossa saúde mental.

 

2. Gerir o tempo

Para nós humanos é fundamental o relacionamento com os outros, daí que "estar isolado é duas vezes mais perigoso do que fumar". Para sermos mentalmente saudáveis, é necessária uma vida social para além do trabalho. Sendo assim, aprender a gerirmos o nosso tempo de forma a conseguirmos conciliar todos os aspetos da nossa vida é essencial.

 

3. Não fazer nada

Parece contraditório mas não é. Ler ou realizar uma tarefa banal, como lavar a loiça, permite que a mente viaje e reflita, o que, por sua vez, faz com que o nosso cérebro recupere e se concentre melhor.

 

4. Exercitar o pensamento

Fazer algo que nos permita pensar de forma profunda, como refletirmos sobre questões profundas com alguém ou meditarmos, permite ao cérebro reorganizar-se.

 

5. Divertir

Desfrutar de um tempo com os nossos amigos, ver uma comédia ou brincar com crianças são atividades divertidas que fazem com que o nosso cérebro relaxe e crie novas conexões.

 

6. Fazer exercício físico

Um estudo recente revelou que as pessoas são 23% mais produtivas nos dias que praticam atividade física. Quando nos exercitamos, ativamos regiões do cérebro que só são ativadas desta forma, o que permite que outras funções "descansem".

 

7. Dormir

Só descansar é pouco, é preciso dormir (bem) para que o cérebro se reorganize e consiga ser mais criativo. Perder uma noite de sono tem consequências a curto e médio prazo.

 

Depois desta, só me resta desejar-nos bons exercícios mentais, que o nosso cérebro há de agradecer com toda a certeza.

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21
Jan16

És emocionalmente forte?

por Sara Sarowsky

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Já aqui tinha abordado a questão da maturidade emocional, elencando sete caraterísticas inerentes a essa condição. O post de hoje, inspirado num artigo da revista Cosmopolitan, debruca-se sobre 17 coisas que uma pessoa emocionalmente forte não faz. Aponta aí:

 

1- Não implores atenção. Uma pessoa emocionalmente forte é segura de si mesma, pelo que não precisa de ser constantemente o centro das atenções. Partilhar as coisas boas e más, com as pessoas de quem mais gostamos, essas sim são importantes na nossa vida.

 

2- Não permitas que ninguém te derrube. Pura e simplesmente, ignora quem não é importante na tua vida ou não contribui para a tua felicidade.

 

3- Acredita sempre em ti. Confiança no que se consegue somos capazes de fazer é essencial.


4- Não tenhas medo de amar. Apesar de já teres sofrido alguns desgostos de amor, não desistas de o encontrar. Quando se é emocionalmente forte acredita-se até ao fim.


5- Não tenhas medo de ter tempo. Em algumas situações da vida, o melhor é parar para pensar e não tomar decisões de cabeça quente. Quem é emocionalmente forte, consegue saber quando é chagada a altura de dar um tempo e ponderar outras alternativas.

 

6- Deixa o passado para trás. Reconhece onde erraste e tenta não voltar a cometer o mesmo erro. Concentra-te em algo novo e positivo.


7- Não tenhas medo de dizer não, se não quiseres alguma coisa. Não percas o teu tempo com coisas desnecessárias, que não sejam úteis para ti.


8- Não recuses desafios. Para se ser emocionalmente forte, tem que se sair da zona de conforto e arriscar em novas oportunidades.


9- Faz o que mais gostas. Investe em desafios e atividades que te façam feliz. Se não conseguires mudar logo, faz planos para uma mudança em breve.


10- A felicidade depende das tuas escolhas. Não tenhas medo de escolher, arriscar, principalmente de ser feliz. Apaixona-te pela tua vida e por ti.


11- Vive o presente. Não vivas a pensar no que passou, no que já não existe, nem faças planos a longo prazo. Aproveita o que cada dia tem para te dar, sem pressa, e sem estar preso ao passado.


12- Pede ajuda. Pedir ajuda não te torna mais fraca, ou menos inteligente, até porque as pessoas fortes a nível emocional não são orgulhosas e sabem que ajudar é importante na vida de todos.


13- Pensamento positivo. Não te foques nas tuas fraquezas, ou no teu passado menos bom. A vida é feita de pequenas vitórias se pensares positivo.


14- Trabalhar mais para atingir objetivos. Se tens objetivos muito definidos na tua vida, trabalha para os concretizar, não baixes os braços nunca. Se for preciso trabalha mais, mas não desistas.


15- Mantém a calma, quando as coisas não correm como o esperado. Não exageres nas reações quando alguma coisa te foge do controle. Manter a calma para resolver a situação é o melhor.


16- Querer sempre mais. Para ti exige o melhor, trabalha para conseguires coisas realmente grandes.


17- Nunca desistir. Para se ser emocionalmente forte, nunca se pode desistir daquilo que se quer, e lutar sempre para alcançar o que se sonha.

 

E aí, camarada de arma, como vai essa força emocional, em forma ou a precisar de um personal trainer com toda a urgência?

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21
Jan16

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Um dia destes - e farta até à medula do snobismo e desprezo dos recrutadores da minha área, criaturas que, pura e simplesmente, decidem que a minha candidatura não é a melhor oferta para as suas empresas, sem nem sequer me darem o direito a uma entrevista – resolvi repostar à altura.

 

Tendo plena consciência de que jamais seria contatada para uma entrevista, já que não preenchia o requisito maior (a língua), aventurei-me a submeter a minha candidatura escoltada por uma carta de motivação, hum... no mínimo original, para não dizer outra coisa. Crazy, pronto já disse!

 

Os desired skills and experience - a vaga era para marketing specialist - eram nestes termos:

  • Univ. Degree (Economics, Management or Marketing);
  • Ideally having 1-2 years experience working in mobile operators, mobile aggregators or digital marketing;
  • Strong analytical skills;
  • Proficiency in Excel (mandatory);
  • Excellent written and spoken English;
  • Strategic thinker with strong collaborative and communication skills;
  • Flexibility for travelling.

Até aqui nada de novo, aliás estes requisitos são o pão-nosso-de-cada-dia exigido até ao candidato a profissional de limpeza - não que eu tenha algo contra, até porque, pelo andar da carruagem, um dia destes entro para a classe). A razão deste post é precisamente a minha resposta. Ei-la:

"Do bla bla blá do costume – eu sou isto, eu sou aquilo e por aí adiante - já devem estar os senhores fartos (e eu também, confesso!), pelo que limitemo-nos aos factos, que esses sim é que interessam.

Porque não devem considerar a minha candidatura

  1. Sem experiência no vosso business core (ser consumidora compulsiva conta?)
  2. No excellent written and spoken english (decorre em juízo uma ação cível contra a minha progenitora por ter-me parido em terras lusas e não anglófonas. Até o veredito, excelência só mesmo no português e no francês)
  3. Excel offline há um bom tempo, pelo que não garanto tê-lo na ponta da língua
  4. 38 anos, isto é, quase a expirar o prazo de validade para o mercado laboral
  5. Africana (vulgo preta)

Porque devem considerar a minha candidatura

  1. Dois canudos: licenciatura em comunicação empresarial e mestrado em marketing estratégico
  2. Bastante experiência no digital
  3. Affairs com a Huawei, Microsoft, Intel, Cisco e Wavecom
  4. Solteira e sem filhos, logo, com total disponibilidade para viajar e para dar o couro pela empresa
  5. Invulgar sentido de excelência (só existe uma forma de se fazer as coisas: bem feitas!)
  6. Inteligência e cultura geral acima da média
  7. Não existe problema que não possa ser resolvido
  8. Interesse (amoroso, claro!) num colaborador vosso (O rapaz lá do ginásio)
  9. Pessoa na qual se pode confiar sem reservas
  10. Autora de um blog e de um relatório médico sobre o estado de saúde da estratégia de marketing da vossa empresa.

Como podem constatar o saldo é francamente positivo. Vejamos: 10 prós menos 5 contras é igual a 5 prós. Será o suficiente para passar à fase da entrevista?

 

Preciso mesmo contar-te qual foi a reação deles? Penso que não, até porque tenho levado com feedbacks iguais a esse over and over again no último semestre. Mas soube-me pela vida - oh se soube! - já que precisava lavar a alma e ficar com a última palavra. Uma vez cometida a pestice do dia, indo eu indo eu a caminho do LinkedIn...

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Um texto brutal da Ruth Manus, publicado na Revista Pazes, que não podia deixar de partilhar, já que retrata de forma nua, crua e fiel a realidade atual da geração profissionais bem sucedidos.

 

"E a juventude vai escoando entre os dedos.
Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.
Tinha pena dos pais, que tiveram que dar o duro em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar a renda, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.
Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.
Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.
Frequentou as melhores escolas.
Entrou nas melhores faculdades.
Passou no processo seletivo dos melhores estágios.
Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.
E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.
Ninguém os podia deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.
O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.
O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.
Mas, sabes como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.
Essa geração tentava convencer-se de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.
Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.
Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipa? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20, eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
Aos 25, eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.
Aos 30, eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.
Aos 35, eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão má como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias num hotel quinta pudessem fazer algum sentido.
Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expetativas da empresa, dos olhares curiosos dos "amigos".
Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
Só não tinha controlo do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.
Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bónus do final do ano não comprariam os anos de volta."

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20
Jan16

Vai uma pausa com BREAK#19?

por Sara Sarowsky

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Não, não é um Kit-Kat – faça uma pausa com Kit-Kat (you know?) – e tão pouco uma happy hour. O BREAK#19 é um evento after-work, que ocorre todas as penúltimas quintas-feiras de cada mês, a partir das 19 horas, no Hotel Florida, em pleno coração de Lisboa.

 

Boas gentes, bons copos, boas conversas, este evento mui sui generis, foca o essencial que um after-work deve ter: descontração, partilha de experiências e ideias, troca de contatos e amizade. E jantar à borla. Sim, leste bem! Para quem é adepto da modalidade "a custo zero", esta é uma oportunidade imperdível, até porque nem sequer exige-se qualquer tipo de reserva ou marcação. Basta aparecer e levar contigo todos os militantes que conseguires recrutar para esta causa.

 

Soube desta modalidade de confraternização em novembro último - dias antes do meu aniversário -, através de uma colega de casa. Curiosa como sou e animada pela perspetiva de expandir o meu círculo social, nem hesitei. Botins saltos agulha, minissaia (afinal nunca se sabe), aquele blazer da praxe (sorte a minha que não fazia frio nesse dia) e toca a descer a Duque de Loulé em direção à Praça do Marquês de Pombal. Nessa altura, a coisa arrancava às 18, mas pelos vistos o novo ano trouxe com ele novas coordenadas: 19 horas. Será o chamado horário de inverno?

 

Voltando ao cenário Hotel Flórida penúltimas quintas-feiras de cada mês, posso dizer que foi uma experiência interessante, da qual importa salientar o seguinte: os camones são a esmagadora maioria (será pelo repasto à pala?), as bebidas são acessíveis às cluchs mais modestas (presente!), a comida até é farta (com direito a renovação do stock e tudo). Lasanha em versões carnívoro e vegetariano, com direito a salada e tudo.

 

Esta menina aqui como é enjoadinha e exigente em relação ao que leva à boca, deixou-se ficar por uma taça de tinto e um refrigerante (só para dar aquele gostinho de saí da rotina). Para os restantes convivas, acredito que o cardápio correspondeu às expetativas, não obstante servido em caixas de alumínio - logo comida pré-congelada - e acompanhado de talheres de plástico. E como nada como terminar uma refeição em grande estilo, foi-nos oferecido um shot – de qualquer coisa, que nesse campo nunca se sabe exatamente o que lá se põe dentro. Como pano de fundo, música ouvível e uma fantástica vista da rotunda, do Parque Eduardo VII e das adjacências do Marquês. Talvez o meu filtro auditivo estivesse em modo erasmus, mas a impressão com que fiquei é que a língua de trabalho lá era a de Shakespeare. Inglês inglês inglês. O tempo todo e por toda a parte. Por momentos, senti-me teletransportada para a rua Nova do Almada, coração da noite boémia lisboeta. Ou será a rua Cor de Rosa? Whatever!

 

Se tudo isto te interessa, passa por lá amanhã e deixa-te levar pelo espírito do BREAK, o evento onde queres estar (slogan deles não meu). A minha sentença: vale a pena, nem que seja para ver como é. Vemo-nos por lá então!

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Retomando o assunto da semana anterior, trago outra dezena de aliados para ser uma solteira gostosa, feliz e bem resolvida.

 

Os melhores amigos de uma solteira:

11. Saltos altos – Pouco há a dizer sobre esta parte. Digam o que disserem uma mulher de saltos é outra coisa. Toda ela é elegância, feminilidade, sensualidade e poder. Mas atenção que é preciso saber estar de saltos. O que eu vejo de mulherio a andar de saltos por aí que mais parecem trapezistas amadoras sem rede de proteção por baixo.

 

12. "O perfume" – Todas nós devemos descobrir e adotar o "sua" fragrância, aquele perfume que jamais deverá faltar na sua cómoda e que com ele assumirá um compromisso para toda a vida. Será a sua marca registada, aquele cheiro a que todos que com ela convivem associem de imediato à sua pessoa e a definem como mulher. Ela pode usar todos os outros perfumes, mas aquele será sempre o "tal". No meu caso, é o Rush da Gucci (o primeiro). Não há ninguém que me conheça minimamente que não diga que sempre que sente o cheiro desse perfume pensa na hora: "é o perfume dela".

 

13. Push-up – Preferências à parte, um push-up é muito mais do que um soutien: é uma injeção de botox nos nossos seios, sem termos ido ao bisturi. Levanta o peito, eleva a moral, amacia a autoestima, desperta a libido do sexo oposto e a cobiça da concorrência. A mim faz-me sentir a própria Afrodite em dias de orgia no Olimpo.

 

14. Fio dentário – Só escovar os dentes não é suficiente para garantir uma boa higiene oral. O fio dentário é um parceiro estratégico na hora de garantir que nenhum resíduo fica entre os dentes, ou seja, que as bactérias nada vão ter para se alimentarem. Há quem use depois da escovagem, mas eu prefiro antes.

 

15. Fio dental - Há quem não use de todo, há quem só em ocasiões especiais e há as outras (guilty!) que fazem delas o pão-nosso-de-cada-dia. Cuecas fio dental é outro poderoso ícone de feminilidade e sexualidade, deixando poucos homens indiferentes. E convenhamos, que existem momentos e vestuários que exigem uma peça dessas. Na praia, na cama a dois, no ginásio ou num dress code mais sedutor, o importante é que te sintas confortável e à vontade.

 

16. Vestido preto - o modelito clássico no qual toda mulher bem resolvida deve investir é já assunto batido. Aquele pretinho básico pode ser reciclado para inúmeros contextos, desde reuniões de trabalho, saídas à noite, jantares românticos, funerais (mórbido, porém factual), convívio familiar, enfim para tudo. O maior ou menor impacto deste passa pela escolha acertada dos acessórios E aqui o segredo depende do estilo e do bom gosto de cada uma.

 

17. Toalhitas - Estou ciente que de estas estão-se a tornar um grande flagelo em termos ambientais, porém consciência ecológica à parte, as toalhitas dão imenso jeito, não só para as mamãs, mas também para nós solteiras. Vejamos: à saída do trabalho, tens que ir ao ginásio, a uma happy hour, a um jantar, a um encontro com o teu gajo, a uma formação e não tens como refrescar as partes íntimas pelos meios convencionais. Nessas alturas, as toalhitas são um verdadeiro presente dos deuses. Passa-se nas axilas e virilhas e estás fresca que nem uma alface, no meu caso, que nem um bebé, pois eu só uso dessas. Estás na night e, para mal dos teus pecados, ficas com as axilas suadas. Toalhitas com elas e fica o assunto resolvido. Ao fazer xixi respingaste um pouco pelas pernas, toalhitas aonde estás tu? Improvisaste uma rapidinha de última hora, toalhitas para que te quero. Quando estamos menstruadas então, as toalhitas tornam-se a nossa fonte de dignidade. Como podes ver, o recurso a elas é à mercê da tua vontade, necessidade e conveniência. Sujaste a roupa, é só passar toalhitas que ficas novamente impecável.

 

18. Frutas – Penso que será escusado dissecar muito este item. As frutas são uma das mais económicas, saborosas e privilegiadas fontes de vitaminas, sais minerais, antioxidantes, fibras e água, logo elementos importantes para o organismo. A escolha delas fica ao gosto de cada um. No meu caso, não resisto aos vermelhos – fambroesas, amoras, mirtilos, morangos, cramberries e cerejas –, aos laranjas – laranja, toranja e clementina –, aos tropicais – papaia, abacaxi, manga e maracujá, às uvas, melão, melancia, maças granny Smith, pêssegos, nectarinas, coco, cana-de-açúcar, tamarino. Como a lista é longa, digo que apenas não gosto de banana, pera e anona.

 

19. Integral - Quer seja arroz, trigo, aveia e centeio (e seus derivados farelo, farinha e pão), os alimentos integrais são sempre a melhor opção e a escolha acertada para quem quer manter o corpinho danone. Como o próprio nome diz, eles conservam todos seus componentes originais, incluindo cascas e películas protetoras. E por incrível que possa parecer são bem mais saborosos do que a versão branca. São mais caras, é facto, mas compensam o investimento, já que, como saciam melhor e por mais tempo, acaba-se por comer menos quantidade, o que se traduz numa poupança em termos de quantidade e porcarias que se petiscam entre as refeições.

 

20. Elixir – De uma eficácia extrema na hora de garantir um hálito fresco a curto prazo, sobretudo quando não há maneira de escovar os dentes. Dá um jeitão ter sempre à mão um frasquinho pequeno (aquelas embalagens para viagem) na mala, para ir usando sempre que preciso for. Por exemplo, quando saio à noite, quando faço refeições fora de casa e não tenho forma de escovar os dentes, quando durmo fora de improviso, quando vou treinar, quando percebo que a coisa vai acabar em troca de calores, etc. Solteira minha, cheirar mal da boca é a treva e uma das coisas que mais repugna nos outros. Nos dias que correm, com todas a panóplia de ofertas que a ciência, a indústria e a medicina dentária põem à nossa disposição, só tem mau hálito tem assim quer (ou gosta). Uma das primeiras coisas em que reparo, e que mais em encanta, mais até do que uma carinha laroca, é o hálito. Um hálito fresco é meia-promessa de um beijo bom. Oh se é!

 

Para a semana há mais. Até lá capricha na solteirice e cuida bem de ti.

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18
Jan16

Ser (ou não ser) sapiossexual

por Sara Sarowsky

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Que a atração sexual nem sempre passa por fatores físicos, como altura, peso e curvas, é facto empírico. Quantas vezes pensamos (ou comentamos): "o que é que ela/ele viu nele(a)"; "mas ela/ele é tão sem sal"?; "como pode um homem/mulher desse/a andar com alguém assim"? Pelos vistos, algumas pessoas valorizam bem mais os atributos da mente, como a inteligência, do que os do corpo, como a aparência. A essa preferência dá-se o nome de sapiossexualidade.

 

Ao sapiossexual interessa-lhe muito mais a inteligência das pessoas, pelo que a sua atração sexual baseia-se sobretudo em fatores como cultura e conhecimento, em detrimento da beleza e estilo. Não que esses últimos não contem, apenas não determinam, nem em primeira, tão pouco em última instância, a vontade de ter sexo.

 

Imagina a seguinte situação: acabas de conhecer uma pessoa que te parece extremamente interessante do ponto de vista inteleto-cultural. Após dois dedos de conversa, constatas que ela, de facto, possui uma apreciável (e apetecível) inteligência, com uma fascinante visão das coisas e enorme bagagem cultural, e essa constatação estimula a tua libido, fazendo com que te sintas sexualmente atraída por ela. Se isso te acontece com alguma frequência, é bem provável que sejas uma sapiossexual.

 

A autoria da terminologia é reivindicada por Darren Stalder, que alega tê-la inventado em 1998. Porém, o conceito só vincou mesmo década depois, em grande parte graças à escritora erótica Kayar Silkenvoice, que, em 2005, criou o domínio sapiosexual.com.

 

Atualmente a palavra - cujo prefixo origina do latim sapien, que significa inteligência - passou a ser utilizada como definição de uma orientação sexual própria, tal como acontece com os termos "heterossexual", "homossexual", "bissexual" ou "pansexualidade" (coisas da Miley Cyrus).

 

Não diria que sou uma sapiossexual assumida, já que a aparência física e o estilo contribuem (e como) para o despertar da minha libido - afinal, na hora H, o que se come mesmo é o corpo e não a inteligência. No entanto, esses atributos, por si só, revelam-se insuficientes. Costumo dizer que o melhor afrodisíaco de um macho é a sua inteligência. Um homem capaz de nos envolver numa conversa inteligente, porém despretensiosa, capaz de nos enredar numa teia de sedução, recorrendo somente a palavras e ideias, capaz de despertar em nós a sensação de "por mim ficava aqui a falar contigo o resto da vida", é uma criatura simplesmente irresistível, que cativa, envolve, seduz e fascina.

 

Perfeito mesmo seria um exemplar desses com a cara de Chad Michael Murray, o focinho do Cauã Reymond e o estilo de Rodrigo Santoro. Com um homem assim, que mais poderia querer uma solteira?

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17
Jan16

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Previsão energética da semana de 18 a 23 de janeiro de 2016
A carta que representa a energia desta semana é "O Louco". Deveremos aproveitar esta semana para nos lembrarmos e reconhecermos as vezes em que já fomos enganados por alguém, acabando por nos sentirmos vulneráveis...
O mais importante desta semana é agradecermos a aprendizagem que nos tem fortalecido e que tem feito de nós seres humanos mais atentos e preparados para os desafios do futuro.
O Louco lembra-nos que devemos deixar o passado lá atrás e confiar na nossa intuição que esta activada no seu grau máximo, depois de tantas experiências menos boas...
Esta é uma semana para resgatarmos a nossa confiança e força interior e lançarmo-nos no novo e no desconhecido, sem medos!

Fazendo uma breve referencia às eleições do próximo domingo, "O Louco" representa o candidato com uma enorme experiência de vida que faz dele louco o suficiente para acreditar a 100% na sua intuição e ajudar o país a encontrar o caminho da harmonia financeira, económica e social.
Não vai ser fácil, nunca o é, mas Marcelo Rebelo de Sousa tem confiança e intuição suficientes para levar o país a bom porto!

Desejos de uma semana muito feliz a todos!
Abraço de Luz,
Isabel

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16
Jan16

Mulheres ousadas

por Sara Sarowsky

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"Gosto, sim, de mulheres ousadas, daquelas que não têm receio de assumirem-se lindas, sexys e maravilhosas.

Mulheres que sabem bem o que querem - e o que não querem! - sem se importar com conceitos antiquados ou tabus.
Mulheres de um novo tempo: o tempo delas! O tempo de serem tudo o que podem e o que quiserem ser, após tanto tempo de repreensão.

Mulheres ousadas são, sim, mulheres que ultrapassam fronteiras, são verdadeiras agentes de transformação de uma sociedade ainda tão hipócrita.
Gosto de mulheres ousadas, porque reconheço que as mulheres têm todo o direito do mundo de assumir sua feminilidade, de aproveitarem as coisas boas da vida e de serem imensamente felizes - até porque poucas coisas no mundo são tão belas quanto um sorriso feminino.

E eu simplesmente adoro o sorriso das mulheres ousadas."
Augusto Branco

 

Depois desta, só tenho a dizer-te: ousa ousa ousa!

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