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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


08
Out15

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Como qualquer pré-quarentona gostosa e bem resolvida que se preze, uma hora, uma tarde ou (para quem pode) um dia, num centro de beleza e estética é um dia de felicidade suprema.

 

E esta mulher aqui, uma amante incondicional do bem-estar e do luxo, não é imune a esta prática. Muito pelo contrário, se pudesse teletransportava o meu quarto para um spa de top, na firme convição de que seria mimada e paparicada o tempo todo. Ai como gosto do luxo! A isso chamo de star quality, ou seja, vida com mais sabor e autoestima potenciada ao infinito.

 

Hoje é, portanto, o meu dia estar feliz. Não que nos outros não esteja, mas as quintas-feiras, de uns tempos para cá, tornou-se o meu dia favorito, o melhor dia de sempre como costuma dizer a minha fibrinha Lolita. É o dia que vou ao Ruana Spa cuidar de mim e da minha beleza, que abunda mas que não pode ser descurada. Cliente do espaço, há já uns anitos, fui lá parar através daqueles vouchers de descontos, e como gostei deveras do tratamento e da qualidade do serviço, virei fã.

 

Sempre que posso (quero dizer, sempre que há dinheiro) lá vou eu, antes no Conde Redondo, agora na Bernandim Ribeiro, a caminho do meu spazito, que é de bairro, mas cinco estrelas.

 

Antes, ia lá uma vez por mês para fazer a minha limpeza de pele com microdermobrasão em ponta de diamante e cauterização - uma técnica que recomendo vivamente, já que é altamente eficaz na remoção de manchas, fecho de poros e prevenção das ruguinhas que teimam em dar o ar da sua graça. Agora, desde que fiquei sem emprego, vou lá sempre que precisar (ou sempre que consigo fintar a sensação de estar a abusar), graças ao acordo inusual que propus à gerência: troca de serviços. A minha expertise, na qualidade de gestora de marketing e comunicação, em troca de tratamentos.

 

Assim ambas as partes saem a ganhar, do lado de lá uma profissional experiente e competente, e do lado de cá a manutenção da limpeza de pele, hidratação capilar, depilação a laser, tratamento de estrias e outros tratamentos, quais e quantos quiser e precisar.

 

Com inveja, meu bem? É motivo para ficar, que isto não é para quem quer, mas para quem pode e pensa out of the box e faz tudo para não abrir mão de algumas mordomias conquistadas a muito custo.

 

Se esta iniciativa não tivesse partido do je aqui, com toda a certeza que me apropiaria dele, pois cada um dá o que tem e pode e todos ficam felizes. E hoje é pay-day, isto é, dia de ir receber pela minha consultoria, só que em vez de dinheiro, recebo tratamentos de primeira.

 

Estou a pensar exportar esse acordo ao restaurante cá do bairro, cujo tempero é um regalo para o palato. Será que o gerente vai cair nessa minha cantiga de troca de serviços? A ver vamos!

 

Fui ao Ruana Spa ser feliz e não volto tão cedo!

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06
Out15

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Como qualquer jobless que se preze, diariamente acabo por consumir dezenas de anúncios de ofertas de emprego. Mas não só. Devoro igualmente artigos, recheados de dicas, sugestões, conselhos e instruções, sobre as melhores práticas a serem aplicadas aquando da busca, da entrevista e do follow-up.

 

Acabei de ler há instantes mais um, bastante interessante por sinal, pautado por um discurso claro, fluido e pertinente, sobre erros a evitar numa entrevista de emprego. Dado que nas últimas semanas devo ter ido já a umas 10 (às tantas começo a perder a conta), não é de estranhar que me tenha identificado com algumas das situações narradas e tenha feito um break para vir aqui divagar sobre o assunto.

 

Por mais gentil que eu queira ser para com a minha pessoa e amaciar o meu ego, a esta altura do campeonato sensível e carente, vejo-me impelida a reconhecer, com a sobriedade que me é exigida, que, de facto, tenho estado a cometer alguns dos erros mencionados no texto. De forma inconsciente, porém reiterada. Essa é que é essa!

 

Já não há margens para dúvidas que, de entre os oito tópicos listados, os meus maiores pecados são dois: a arrogância e falar mal do antigo empregador. Não pensem que desatei a insultar ou a criticar a entidade. Não de todo! Até porque é contra os meus princípios falar mal de quem quer que seja, ainda mais quando essa personagem já não faz parte da minha vida, logo está destituída de qualquer significância para a minha pessoa. Apenas cometi a ingenuidade, melhor dizendo, a insensatez, assumo e faço mea culpa com a devida humildade que tanto preciso exercitar, de revelar aspetos nada abonatórios relacionados com o meu último emprego.

 

Afinal que esperavam que eu fizesse? Perguntaram-me e respondi ipsis verbis como as coisas se passaram. Eu e essa minha língua comprida (bem que a minha progenitora sempre diz que a minha boca é que me mataria), maldita sina de dizer a verdade, sem anestesia, make-up ou acessório.

 

Torna-se agora imperativo que eu intensifique a minha ação formativa (e normativa) na matéria de aprender a filtrar melhor o que digo, a não contar tudo e menos ainda relatar fielmente os episódios mais suscetíveis de ferir a sensibilidade do entrevistador (esta soou bem, admitam lá!).

 

É aqui que entra o meu (eterno) dilema moral: se não fiz nada de errado, na verdade até fui eu que me despedi, na medida em que aquele trabalho atentava contra os meus princípios morais e éticos mais básicos, porque devo distorcer a verdade dos factos? Qual o problema de chamar as coisas pelos nomes e fazer um relato fiel dos acontecimentos? Se questionam é porque querem saber, certo? E se querem saber, porque não haveria esta criatura aqui escusar-se a dizer a verdade, somente a verdade e nada mais do que a verdade?

 

Pelos vistos, os entrevistadores com os quais cruzei-me nos últimos tempos não partilham desta minha visão das coisas. Tanto assim é que continuo em casa a chorar as minha mágoas neste blog. Assim, se quiser ser bem sucedida na próxima entrevista, convém elaborar um guião e decorá-lo na íntegra. Já assumi que ao entrevistador pouco interessa a veracidade dos factos, mas antes aquilo que lhe soe a politicamente correto.

 

Perante tamanha formatação de pensamento e práticas empresariais, não admira que o mercado laboral nacional abunde com assalariados incompetentes, dessimulados e oportunistas que tiveram a sabedoria (ou será esperteza?) de, ao longo do processo de recrutamento e seleção, revelar exatamente aquilo que deles se esperava ouvir, conquistando assim o seu lugar ao sol junto da população ativa. Trata-se de uma estratégia inteligente, não tenho como negar (tiro-lhes o chapéu por isso). Afinal, o mais importante é conseguir aquilo a que se propuseram: um trabalho.

 

Eu é que tenho que abrir a pestana, adaptar o parlapiê às expetativas dos recutadores e fazer-me à estrada. Sabem que mais? Vou mas é retirar a última experiência profissional do meu currículo, que assim ficarei salvaguardada do risco de falar demais. Como correu sempre tudo pelo melhor nas restantes experiências laborais, nada terei a temer quando me inquirirem sobre o assunto.

 

Sábia decisão Lego e com esta volta à tua busca pelo trabalho, que este blog não te paga as contas.

 

Meus amigos, fui!

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Hoje é dia de legeslativas na Tugaland, um bom mote para este post, mais não seja para animar este domingo insosso, cinza e pluvioso, com alertas multicolores para vários distritos do país.

 

Voltando às eleições, que o propósito desta publicação é dissecar este tema e não a meteorologia, importa referir que a je aqui não vota, aliás jamais resenseou-se, nem no seu país de origem e nem neste do qual se apropriou há já alguns anos. Sim, sou emigrante e como cidadã residente, e não nacional, não estou autorizada a dar palpites sobre a gorvernação interna. O que até é compreensível. Mas, ao menos posso opiniar, que é este é um direito do Estado democrático, independentemente do meu estatudo jurídico.

 

Nunca votei e não me vejo a mudar de posição, simplesmente porque sou contra a logística da coisa. Afinal, o povo - aquele que tem o poder nas mãos - confere esse mesmo poder a certas pessoas, que lhes prometem mundos e fundos e depois nunca mais lhes põem a vista em cima, a não ser através da televisão, da internet e de eventos nos quais ficam (quase) sempre bem na fotografia.

 

Dias, semanas, até mesitos, antes de precisarem novamente do bendito povo (e do seu poder, claro está!), os mesmo fulanos, e mais uns tantos recém-chegados à arena política, logo ávidos por protagonismo, voltam a dar o ar da sua graça, tratando-nos como BFF (vulgo best friend forever). São beijos para aqui, abraços para acolá, apertos de mão pelo meio, palmadinhas nas costas por detrás, sorrisos a torto e a direito (que esses não pagam impostos. Pelo menos por enquanto). E mais promessas, obviamente, que essas assumem o papel principal durante a disputa, mas misteriosamente saem de cena quando a conquista se efetiva.

 

É esse sistema e a forma como ele beneficia umas centenas de indivíduos, em detrimento de outros tantos milhões, que faz com que opte por manter-me longe destas cenas de politiquice, não obstante reconhecer na minha pessoa um talento inato, logo inegável, para a coisa. Apesar dessa constatação, não é de todo minha intenção dar corda a essa tendência, na medida em que sou consciente de que jamais poderia ser bem sucedida nesta matéria. Digo o que penso e penso o que digo e essa postura, o meu fado (para o bem e para o mal), que já um pesadelo social, tornar se ia, sem dúvida, um suicídio político, e quiçá até físico.

 

Cá estou eu novamente a dispersar-me, não que seja de todo reprovável, já que é uma caraterística associada a mentes criativas, espíritos indagadores e almas generosas, mas que faz com que perca o fio à meada. E a meada são as eleições deste domingo, 4 de outubro.

 

Nunca assumi nenhuma cor partidária, tão pouco afiliação, mas confesso que identifico-me mais com a filosofia da esquerda. E quando digo esquerda, refiro-me essencialmente ao PS e ao Bloco de Esquerda, este último uma inesperada e inspiradora revelação na pessoa da Catarina Martins, uma mulher do tipo comum, mas com uns olhos de luxo, uma visão clarividente, uma língua proativa e um competente jogo de cintura. Admiro-a, não tenho como negar, e espero vê-la, em breve, no elenco governamental.

 

Quanto ao outro candidato da esquerda, o Costa (que não é do Castelo, mas que, por algum tempo, foi o seu soberano), digo que gosto do homem. Na verdade sempre gostei. Encontrei-me com ele algumas vezes, em contexto profissional, e o senhor despertou-me uma simpatia inusual. Talvez por ter sido tão generoso para com o meu país e a gente da minha terra. Talvez por não ser 100% caucasiano. Talvez por ter aquele ar bonacheirão e astuto. Talvez por ser socialista...

 

Ainda assim, não estou plenamente convencida de que ele será "aquele" chefe de Governo de que o país anda tão necessitado. Durante os últimos meses, o candidatado atolou-se diversas vezes, noutras até se estatelou ao comprido. Ainda não degeri por completo a sua postura para com o Seguro (alguém ainda se lembra deste persona?) e muito menos as promessas, no mínimo fantasiosas, que andou por aí a apregiar, à vontade do freguês. Mas mal por mal fico com ele, que os outros (P e P) não estão com nada.

 

O facto é que, se me fosse permitido palpitar, prefiro que ganhe o PS, sem maioria absoluta, de modo a ver-se obrigado a coligar-se com o Bloco. Só assim teríamos oportunidade de apreciar de camarote um indivídio do sexo feminino a assumir o papel (semi) principal nos destinos do país.

 

Entre o que esteve no poder nos últimos anos (não há isenção ou sutileza que disfarce que me refiro ao PSD e ao CDS) e o que pode vir a estar, fico com a última opção, uma vez que o primeiro já deu provas mais do que dadas do que dele podemos (e devemos) esperar. Pelo menos, um novo elenco terá a possibilidade de surpreender (pela positiva ou pela negativa, a essa altura do campeonato tanto se me dá), enquanto que a coligação, que batalhou incansavelmente por um segundo mandato, há muito perdeu essa habilidade.

 

O que me conforta o espírito é que, como não tomei parte na decisão, não me poderei queixar de ter dado o meu voto a quem não o soube honrar, e muito menos exigir que cumpra a(s) promessa(s) que me foram feitas quando de mim precisaram. Assim sendo, deixo-me estar por casa, no recesso do meu lar, a acompanhar o desenrolar dos acontecimentos através dos media e torcer para que a vontade do povo se faça.

 

Para aqueles que (ainda) vão às urnas, façam-no em consciência! Para aqueles, que como eu, vão ficar apenas na torcida, que vença o que reunir a nossa simpatia!

 

Bom domingo para todos nós (votantes ou apenas expetantes).

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03
Out15

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Nestas andanças pelos (tortuosos) caminhos do engate online, muitas vezes temos que nos fazer de morto para podermos comer o coveiro. Com isso quero dizer que muitas vezes temos que dizer ao gajo, pretendente ao provedor de orgasmos, exatamente aquilo que ele deseja ouvir da nossa boca, neste caso dos nossos dedos, que isto é tudo acertado com recurso à tecnologia, para que ele baixe a guarda e o passamos analisar e descobrir quem está por detrás de um perfil.

 

Por estes dias entabulei uma interessante troca de mensagens com alguém bastante promissor, ou seja, jovem, solteiro, empregado, com um bom domínio da língua de Camões e abordagem simpática.

Às páginas tantas, mando-lhe esta mensagem:

"Bom dia!
Apraz-me saber que contribui para te deixar bem disposto. Está ganho o dia!
Namorado em part-time (isto porque no meu perfil, uma espécie de montra onde exploramos o nosso marketing pessoal até à medula no intuito de nos vender bem e ao mais alto preço, digo que procuro um namorado em part-time) significa um namorado em tudo igual aos demais da vida, só que sem aquela componente compromisso: 'quantos filhos vamos ter', 'casamo-nos na praia ou no deserto', 'mantemos a tua casa ou a minha', 'a tua mãe não gosta de mim', 'o teu primo é um idiota', 'já não pensas na tua ex'. Esse tipo de cenas, as quais dispenso.
Quero um companheiro para momentos alegres e de qualidade (que pode acabar na horizontal, ou não, dependendo da química - e da física também) para uma boa conversa, um vinho ao final do dia, conversas ao vento, jantares à beira-mar ou beira-tejo, um beijo roubado ao amanhecer, depois nos acabarmos numa pista de dança, um sms picante a meio do expediente para arrebitar o ânimo e aquecer a libido, uma escapedela improvisada, uma aventura fortuita a um motel de beira da estrada, e por aí adiante.
Acho que já deu para perceber o espírito do que pretendo.
Um dia bom para ti."

 

A paga?

"Olá mais uma vez;)
Confesso que fiquei encantado com a descrição pormenorizada e recheada de exemplos que deste na tua mensagem...fantástico, partilho em pleno da forma como pensas os relacionamentos; senti-me a ler palavras minhas...
Um bjinho grande."

 

E um convite para jantar. Se vai dar em algo, não sei, aliás sei sim, mas pelo menos uma refeição decente, num restaurante todo xpto, está no papo. Posso não comer o fulano, mas ao menos como uma boa refeição.

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01
Out15

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Hoje vou abordar um tópico que, infelizmente, afecta muitas de nós, mulheres a caminharem a passos largos para a primeira década do "enta", "entinhas", como gosto de lhes chamar, que é o desemprego, melhor dizendo, a procura desenfreada por um trabalho. Uma odisseia, tantas vezes ingrata, infrutífera e inglória, e com danos colaterais devastadores: emocionais (ansiedade, insónia e desânimo), físicos (olheiras, cabelos brancos, ar abatido, rugas, pele baça), sem falar nos financeiros (no meu caso então, que nem sequer tive direito ao subsídio, este é o maior de todos).

 

Tudo isto para dizer que, após a resposta a um anúncio para marketeer digital, recebo um e-mail a propor-me um desafio. De acordo com palavras da pessoa que assinou a missiva, este serviria "para nos ajudar a seleccionar o candidato ideal, estamos a lançar um pequeno desafio aos candidatos. A ideia é replicar um contexto real de trabalho e fazer uma análise o mais objectiva possível."

 

Tinha então 48 horas para responder a meia dúzia de questões exigentes e armadilhadas, sim porque os recrutadores adoram passar rasteiras aos candidatos, mal conseguindo conter o gosto em vê-los estatelarem-se ao comprido. Tendo em conta que o desafio foi-me lançado numa sexta-feira à tarde, isso queria dizer que o meu fim de semana, que por ironia do destino previa-se ensolarado e caliente, tão caraterístico do início de setembro em Alface City, vulgo Lisboa, estava destinado a elaborar respostas criativas, aliciantes e bem melhores do que as dos restantes concorrentes, que segundo a contabilidade do site já ia nas 245 candidaturas.

 

Tinha portanto o sábado e o domingo para pensar, imaginar, criar, escrever e convencer o desafiador que era a melhor de entre todos os outros. Sábado nada saiu, nem uma única linha. Domingo, assim que saio da cama, sento-me em frente ao pc, com o meu tabuleiro com o brunch, e de lá não saí até dar por concluída a tarefa.

 

E pode acreditar que caprichei, pena que não foi o suficiente, já que uma semana e tal depois, sou agraciada com esta mensagem: "analisámos cuidadosamente todas as respostas enviadas. Não vos queremos deixar sem notícias: acabámos por seleccionar outro candidato, cujo perfil e competências nos pareceram mais adequados ao que precisamos nesta fase. As candidaturas em geral foram muito boas e a grande maioria das pessoas que respondeu ao desafio fê-lo com grande qualidade, pelo que o facto de não vos termos chamado para entrevista não significa que não tenham feito um bom trabalho", assinado pelo site manager e com direito a ter que levar com as fuças do dito cujo, já que este gosta tanto da sua pessoa que resolveu incluir uma fotografia sua na assinatura do e-mail. Se ao menos, fosse um gajo giro e podre de bom..

 

O que me consola, e que amortece significativamente a minha frustração, é o facto de saber que dei o melhor de mim e que eles perdem mais por não me terem escolhido do que eu por não ter sido escolhida.

 

E agora deixo-te que a busca ainda não terminou e aquele que será o meu próximo emprego está algures à minha espera.

 

Fui!

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01
Out15

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Soube, ontem à noite, através do facebook (de quem mais?) que na China 249 funcionários públicos foram (ou vão ser, não soube precisar a fonte, que por acaso é a minha prima, diretora de uma escola secundária, logo, fidedigna) punidos por "preguiça".

 

É, o país dos bilhões de habitantes, ou trilhões, caso não imperasse a lei de apenas um sun por casal, de preferência do sexo masculino - resolveu atentar-se aos ensinamentos da Bíblia (por ironia nem são católicos) e punir um dos sete pecados capitais. Ou devo dizer mortais, já que aniquila a produtividade e o rendimento laboral?

 

Dessa gostei, confesso!

 

Se a moda pega... por essas bandas vai ser preciso recrutar funcionários de todos os níveis. O que mais custa é saber que esta reciclagem laboral dificilmente conseguiria ser feita com base nos recursos humanos internos, já que o gosto pela lei do menor esforço - físico, mental e solidário - prática tão comum e institucionalmente generalizada na máquina do Estado, tantas e tantas vezes "concubinada", compromete as mais altas patentes, desde chefias de topo, aos intermédios - esses então, ui! é melhor nem alongar - aos operacionais, vulgo pau-mandados.

 

Bora procurar mão-de-obra despreguiçada além fronteiras, quiçá nas da Europa, que por estes dias estão a abarrotar de gente à procura de uma oportunidade?

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