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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!


 

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Cuidarmos de nós, com isso refiro-me ao bem-estar físico, emocional e psíquico, é um direito e um dever, que devia estar salvaguardado na Constituição. A partir dos 30 então, torna-se mesmo uma obrigação. Pelo menos para aqueles que, como eu, desejam manter uma aparência jovem, elegante e saudável.

 

O nosso corpo é o bem mais precioso que temos. Apraz-me pensar que é o templo da nossa  existência, a embalagem da nossa essência e a ferramenta da nossa comunicação com o mundo. É o nosso cartão de visita por excelência. E como tal devemos zelar para que esteja em forma e, mais importante ainda, isento de doenças (pelo menos daquelas que podemos evitar). E o exercício físico, praticado seja onde for, é um parceiro estratégico nesta tarefa, árdua, exigente e implacável, porém jamais ingrata ou batoteira.

 

Não tem como negar que o que custa mesmo é dar o primeiro passo, ou seja, por o pé para fora de casa, mas depois disso a endorfina - a bendita hormona da felicidade - se encarregará de nos fornecer aquela dose diária recomendada de motivação para continuarmos firmes e fortes rumo a um corpo esbelto, tonificado e saudável. Depois dela, entrará em cena a dona vaidade, que chega de mansinho para nos levantar a moral, melhorar a autoestima, resgatar o orgulho e incendiar o poder de sedução.

 

Ora pensa lá no que pode fazer por ti um corpo todo trabalhado na elegância, composto por uns glúteos moldados, umas pernas tonificadas, uns braços rijos, uma barriga lisa e um peito firme. Agora pensa no que podes tu fazer pelo teu corpo para que fique assim! Preciso dizer mais alguma coisa?

 

Por hoje, fico-me por aqui, mas amanhã temos encontro marcado no ginásio. Certo?

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20
Out15

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Em dia de Champions, com o meu idolatrado FC Porto a ganhar por dois a zero, e cansada pra caramba, eis-me aqui para honrar o nosso compromisso e "parlapiar" um pouco sobre a rubrica definida para as terças: "Trabalhe para viver, mas não viva para trabalhar!". 

 

Hoje a inspiração não abunda pelos lados da Manhattan pombalina, o bairro mais cool da cidade e do qual sou uma orgulhosa residente, mas ainda assim quero partilhar contigo uma dica muito útil a nós que andamos à cata de emprego: a melhor altura para responder a um anúncio.

 

A tarde, mais precisamente entre as 15 e as 17 horas, tornou-se a minha hora mágica, isto é, tenho notado que os recrutadores reagem quase de imediato à minha candidatura. Ainda ontem pude constatar isso; menos de duas horas depois de ter enviado a mensagem fui convocada para uma entrevista.

 

A esta altura do expediente, os recrutadores, gestores ou responsáveis de recursos humanos já terão regressado do almoço; já terão tomado o seu cafézinho, já terão cumprido o protocolo da "conversa a meio do dia" com os seus cônjuges, parceiros, affairs, amigas coloridas, mãezinhas, animais de estimação e coisas semelhantes; já terão ido às redes sociais (enquanto ingeriam a refeição); já terão ido aos lavabos; portanto já não haverá desculpas para não estarem de facto a cumprirem o papel que lhes cabe: selecionar potenciais candidatos ao cargo que se pretende ocupar. E como a esmagadora maioria das respostas chegam via correio eletrónico, é nesse período de tempo que estarão exclusivamente dedicados à inbox do outlook (nalguns casos serve o gmail mesmo, mas se for hotmail nem te dês ao trabalho de responder e acho que não preciso explicar o porquê).

 

Se formalizarmos a candidatura nessa altura, esta é analisada imeditamente e caso a pessoa tenha ficado cativada pelo vosso marketing pessoal, dificilmente deixará de ligar para marcar uma entrevista connosco.

 

Meu bem, caso também estejas a viver este drama moment que é o desemprego, segue este meu conselho e depois diz-me se se confirma ou não. Mas atenção, tens é que te vender bem, ou seja, apresentar um currículo à medida da oferta e uma carta de apresentação impossível de resistir.

 

Quem é amiga, hã? Com amigos assim só fica desempregado quem não segue este blog.

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19
Out15

O rapaz lá do ginásio

por Sara Sarowsky

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Com o meu ego de baixa, venho aqui em busca do teu ombro amigo e, quiçá, de uma palavra de conforto. Conforme combinado, segunda-feira é dia da rúbrica Goste de si que eu também gostarei, através do qual comprometi-me a abordar tópicos relacionados com as relações (sejam elas de que tipo forem).

 

E nem de propósito, o assunto que quero partilhar contigo hoje é a minha (não) relação com um rapaz lá do ginásio, que não há maneira de me passar cartão, mas por quem suspiro, suspiro e suspiro. A este ritmo ainda abro uma suspiraria.

 

Após três semanas de treino intensivo com o meu couch, regressei esta tarde aos treinos. Este interregno forçado deveu-se a falta de fluxo de caixa, já que esta cena de estar desempregada (e sem qualquer subsídio, diga-se de passagem) tem muito que se contar. Enfim... ultrapassada a questão, eis-me de volta ao Fitness Hut, que é bom, barato e bonito (agora até pareço um chinês a promover um dos seus artigos) e ajuda-me a manter a mente e o corpo sãos.

 

Ao final do dia sabe-me sempre bem lá ir, não só porque o exercício físico é algo do qual já não consigo (nem quero) estar longe por muito tempo, mas também porque é o único momento em que o meu cérebro não pensa em nada. A não ser no tal rapaz lá do ginásio!

 

O fulano, gaiato para vinte e poucos anos (não consigo precisar com exatidão a idade dele, sei apenas que é bem mais novo do que eu), é o tal por quem ando a babar desde janeiro, já lá vão mais de nove meses, tempo esse que, para uma mulher à beira dos 40 anos, é uma vida. O fulano não é bonito, mas é giro. O fulano não é gostoso, mas é apetecível. O fulano não é hot, mas tem pinta. O fulano é trinca-espinhas, mas todo trabalhado na tonificação. O fulano só tem duas mudas de roupa, uma para cada estação: uma calça de fato de treino de algodão que aperta nos tornozelos - no comment - e uns calções para a época mais quente, (ambos da cor cinza), mas tem estilo. O fulano só usa t-shirts promocionais -  aquelas das meias-maratonas, tipografia Santos e afins - e meias até às canelas, mas até isso lhe confere um diferencial. O fulano, até há uns meses atrás, só tinha umas sapatilhas de futsal (pois...), mas agora tem um par de adidas todo trendy. O fulano é daquele tipo que para a meio de um agachamento para ir ao telemóvel ler ou escrever mensagens (um dia ainda hei de descobrir com quem ele tanto troca mensagens). O fulano é tão fininho que dá perfeitamente para usá-lo como régua. O fulano é tão achatado lá atrás que deve ser um descendente direto do Mao Tsé Tung (só espero que o que Deus não lhe deu atrás, lhe tenha dado à frente).

 

Mas apesar de tudo isso, o fulano tem potencial, ah tem sim senhora! Sabes aquele tipo de homem que, apesar de não fazer nada o nosso género, tem aquele je ne sais quoi que nos deixa absolutamente fascinadas? Claro que o facto de ele não me ligar nenhuma contribui (e muito) para a intensidade desse fascínio.

 

Uma vez elencados todos os no match point dele, convém esclarecer o que é que eu vi no dito cujo para estar assim tão embeiçada. Para começar, o gajo não usa acessórios corporais, vulgo brincos, piercings e tatoos (em relação a essas coisas sou muito conservadora). Depila-se apenas nas axilas (pelo menos é o que está visível a olho nu), o que me faz pensar que é uma pessoa que zela pela estética, higiene e bem estar coletivo, mas que não deve ser gay. É muito disciplinado, nunca o vi começar a treinar sem primeiro fazer o aquecimento (coisa rara). É metódico, já que segue à risca o seu plano de treino (seja ele qual for), o que, a meu ver, quer dizer que não vai lá apenas polir o tatami, menos ainda socializar ou galar as damas ou cavalheiros (sei lá eu em que time joga o fulano!). Não passa cartão a ninguém, nem dá confiança para isso. Sempre na dele, fala pouco, treina bastante e "telemova" pra caramba (essa parte é mesmo creepy, admito). E eu que adoro pessoas reservadas, misteriosas e de acesso condicionado, não resisto. Bem, quando ele chega de fato, o meu coração simplesmente para: o homem é a coisa mais linda e elegante do mundo.

 

Ninguém no ginásio me sabe dar informações dele e acredita que já recorri a quase toda a gente: ao gerente, a uma PT, à menina da limpeza, aos amigos, até subornei um gym service para aceder ao ficheiros dos sócios e conseguir-me um contato dele (telefone, e-mail, facebook, o que for). Nada!

 

Até agora a única coisa que consegui descobrir foi o seu primeiro e último nome. Uma vez, por acaso, assim só por acaso, vi-o inserir o código de acesso e fiquei a saber como se chamava ele (que alegria minha nesse dia, uma sexta-feira, lembro-me perfeitamente). Mas é um nome tão comum, tão lusitano, que de pouco me serviu até agora, uma vez que devem existir inúmeros sócios com as mesmas coordenadas notariais. Também não tive sorte nenhuma nas redes sociais e acredita que como gestora de social media dificilmente me escapa algo na rede.

 

Minha nossa! Empolguei-me a descrever o rapaz (é para veres o que ele faz comigo) que o texto já vai bem longo e ainda nem sequer cheguei ao cerne da questão: como fazer com o dito cujo repare em mim e me dê uma oportunidade. Alguma sugestão? Qualquer dica será devidamente apreciada.

 

Por ora é tudo, que esta suspirante aqui está toda moída (pudera! após todos estes dias de inatividade, sem falar que a idade também não ajuda) e este corpito que é meu, mas que não me importava de ceder ao tal rapaz do ginásio, só pede repouso.

 

Xiuuuuuu! Consegues ouvir? É a minha cama a chamar-me. Despeço-me com um até amanhã e prometo que para a semana haverá mais para contar sobre esta minha novela pessoal. O melhor ainda está para vir, acredita no que eu te digo!

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Depois da noitada de ontem, cujo relato farei noutra altura, portanto em modo "só me apetece estar na cama", eis que me deparo com esta prenda amiga da SapoLifestyle. Através de um artigo, que tem tudo a ver com este blog, o portal aborda 17 importantes descobertas que todas as mulheres na casa dos trinta (trintinhas ou trintonas, tanto faz) devem saber. E seguir à risca, já agora!

 

O texto começa com a pergunta à qual nenhuma de nós consegue ser indiferente: "sente-se melhor consigo própria do que se sentia quando era mais nova?" Caso a tua resposta coincida com a minha (aposto que sim), eis as 17 descobertas que todas nós devemos praticar (vezes e vezes sem conta), a fim de fazermos da nossa passagem pela casa dos "inta" uma experiência plena, feliz e inesquecível.

 

17 Máximas para mulheres de 30

1 - Não precisa de perder tempo com pessoas tóxicas (não contribuem em nada para a nossa felicidade, logo são dispensáveis)
2 - Aprenda a não dar ouvidos aquilo que os outros dizem de si (a opinião deles sobre nós é problema deles, logo não nos interessa)
3 - Se ainda está solteira não se preocupe, pois tem mais tempo para si (tem como refutar isso?)
4 - Se estiver numa relação, a pessoa que está consigo de certeza que é uma pessoa cheia de sorte (e convém que ele esteja ciente disso)
5 - Não deixe que ninguém a pressione a casar-se, se achar que ainda não está na altura de o fazer (até porque de nada adiantaria, mulher bem resolvida assume o comando da sua vida)
6 - O mesmo vale no que diz respeito a ter filhos. A escolha é sua e não dos outros (procriar é um compromisso para a vida toda, portanto convém estarmos seguras dessa decisão)
7 - Se for casada, acredita que a felicidade em conjunto é um sentimento verdadeiro e além disso ganhou um parceiro para o resto da vida (pode não ser bem assim, mas que seja eterno enquanto durar)
8 - Se já for mãe, vai perceber tudo o que a sua lhe dizia e fazia consigo, até porque a vida é um círculo (touché!)
9 - Vai conseguir perceber que a sua mãe estava sempre certa, e as mães tem sempre razão, embora não queiramos admitir (e assim consuma-se a vingança da sua mãe que sempre lhe dizia "quando fores mãe, vais entender")

10 - Não necessita de ser amiga de todas as pessoas que conhece, porque os seus amigos mais próximos estão na sua vida por algum motivo, por isso pense bem nisso (amigos poucos, mas bons, que o que importa aqui é a qualidade e não a quantidade)
11 - Estar na casa dos 30 é sem dúvida mais divertido, até porque já conseguiu ganhar mais confiança em si do que a que tinha anteriormente (e se não conseguiu ainda, é hora de começar a fazer por isso)
12 - Não pense que a consideram velha com esta idade e por isso não reclame que se sente assim, porque as pessoas acabam sempre por projetar o que diz sobre si mesma (transforme-se na sua melhor amiga e seja fiel a ela até à medula)
13 - Não existe necessidade de avaliar o que anteriormente pensava que iria fazer quando tivesse 30 anos, até porque se o fez diferente é porque já estava destinado (a vida é uma eterna aprendizagem e nós queremos ser aprendizes aplicados, certo?)
14 - Se prefere ter uma carreira sólida em vez de uma família, está de parabéns, porque nem sempre as mulheres estão dispostas a isso (mas não abra mão da sua vida pessoal, porque "da vida só levamos o que vivemos")
15 - Se fizer o contrário, também está de parabéns, até porque cada uma escolhe aquilo em que acredita e o que é melhor para si (o que importa mesmo é sermos e estarmos felizes)
16 - Entenda o que é mais importante para a sua vida e não se preocupe com o resto (nem poderia ser de outra forma)
17 - Mas a conclusão mais importante que pode tirar dos seus trinta anos é ter consciência que é uma mulher feliz consigo própria e não admite que ninguém lhe diga o contrário (e ai de quem se atrever).

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Porque é sexta-feira. Porque faz um belo dia lá fora. Porque não chove nem faz frio. Porque logo mais vou a um concerto e depois dançar até me acabar na pista. Porque hoje posso conhecer o "tal". Porque estou viva. Porque mereço. Porque sim! Por tudo isto, partilho contigo o contributo da amiga Jazinha para este meu (e tão nosso) blog.

 

As banalidades e trivialidades das sextas-feiras

O que comer hoje, que amigo visitar, que roupa vestir, contar piadas, ver o por-do-sol, trocar as flores do vaso, tomar uma taça de vinho, ver um bom filme, ouvir uma música, ler, caminhar sem destino, dançar na chuva, ir a um concerto, encontrar o amor, sonhar com um triplo orgasmo.
Banalidades = Paraíso!!!!"

 

E está tudo dito! Bom fim de semana, meu bem.

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16
Out15

À dúzia é mais programado

por Sara Sarowsky

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Agora que este meu blog acaba de atingir a fasquia de uma dezena de seguidores (onze, para ser mais precisa), a minha responsabilidade para com estes, que em mim depositaram a sua confiança, ao ponto de subscreverem ao À beira dos 40, ainda solteira! So what?, é agora coisa séria.

 

A meu ver, torna-se imperativo delinear a linha editorial desta espécie de carderno pessoal digital, de modo a que fique assente o que esperar desta milady, quando esperar e em que moldes esperar. Assim, estabeleci um calendário para publicações futuras, com efeitos a partir da próxima segunda, onde defino as temáticas a serem abordadas.

 

Segundas-feiras - Goste de si que eu também gostarei! (aqui incluirei assuntos que tenham a ver com toda a espécie de relações: amorosas, pessoais, sociais, sexuais, clandestinas, virtuais, platónicas, doentias, etc).

 

Terças-feiras - Trabalhe para viver e não viva para trabalhar!, cuja rúbrica Crónicas de uma desempregada (que já vai no capítulo 2) afigura-se com um preâmbulo, será o tópico do segundo dia útil da semana, no qual tentarei abordar os dramas-nossos-de-todos-os-dias daqueles que integram a classe assalariada, ou seja, dos que têm que trabalhar para viver, já que não possuem outra fonte de renda para fazer face aos seus compromissos inerentes à atividade viver. Como é o meu caso.

 

Quartas-feiras - Lifestyle (a palavra do momento e que adoro). A meio da semana, terão voz assuntos relacionados com moda, ginásio, saúde, bem-estar, alimentação saudável e tudo o mais que faça parte do quotidiano de mulheres bem resolvidas (ou não, que essas precisam mesmo de uma palavra amiga).

 

Quintas-feiras - Espelho meu, há alguém mais bela do que eu? A beleza e tudo que ela implica: elegência, estilo, autoestima, sedução, roupa, sapatos, acessórios, cosmética, spa's, compras, dicas, mezinhas e muito mais, é um tópico que é-me verdadeiramente precioso, e acredito que a vocês também, portanto nada mais justo que tenha a sua própria coluna neste espaço.

 

Sextas-feiras - Home, Sweet Home - por mais que as autodenaminadas feministas (e as preguiçosas em especial) insistam em apregoar que uma mulher trendy não tem que saber ser uma fada do lar, sobretudo no módulo "a arte de pilotar o fogão", considero que uma fêmea que esteja à vontade com as questões domésticas faz toda a diferença na vida de todos. E não nos esqueçamos que nos dias de hoje é o must uma pessoa que saiba cozinhar e assume, que apesar de todos os compromissos, consegue ser uma excelente account manager da sua própria casa.

 

Sábados - Dia ser e estar feliz - no primeiro dia do fim de semana nada mais apropriado do que falar de paródia, noitada, comer fora, passear, ir às compras, dormir até tarde, ficar no sofá o dia todo a ver comédias românticas, por a conversa em dia com os amigos, ou simplesmente não fazer nada.

 

Domingos - Dia de porra nenhuma - se até Deus descansou ao sétimo dia, quem sou eu para me armar em mártir e estar para aqui a dar bitaites em pleno dia sagrado? Agora se acontecer uma coisa digna de partilha, aí sim poderei vir aqui dar o ar da minha graça.

 

Que vos parece esta minha proposta, meus fiéis seguidores? Agrada-vos?

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15
Out15

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Boa notícia logo pela manhã: afinal alguém tratou de dar um nome àquele tipo de gajo que está desesperado por trocar calores e ansioso pelo "O" (de orgasmo) com que me deparo praticamente todos dias no Second Love, no Felizes.pt (sim, também por lá ando, afinal "enquanto há vida, há esperança"), no Skype e na vida real. Nessa então... é o que mais há.

 

Segundo Michelle Martin, bloger do Huffington Post e criadora do conceito, estes tipos nada mais são do que "Cinderfellas", isto é "homens que se sentem desesperados por uma relação emocional e física íntima. Querem paixão! Querem fogo-de-artifício! Querem sentir-se vivos! Querem ser retirados de uma vida solitária". "E querem isto tudo logo no segundo ou no terceiro encontro", considera Martin. De acordo com esta, o Cinderfella é atraente, romântico e carinhoso, mas é também carente e obsessivo. Não gosta de conflitos, mas adora situações dramáticas. A autora diz mesmo que, na maioria dos casos, são homens que se divorciaram recentemente.

 

Por experiência própria, e acredito que a maior parte das fêmeas que preencham os requisitos mínimos de beleza e sex apeal também, subscrevo totalmente esta teoria da Martin. O que não me falta é estórias de gajos que querem passar, em modo via verde (ou seja, sem pagar portagem nem fila de espera), do "olá como te chamas" para o finalmente.

 

Afinal, no auto (sim, auto!) da sua deficiência emocional, a corte é pura perda de tempo, portanto bora lá dar o corpo ao manifesto, sem muita fita, paleio, expetativas ou promessas de sentimentos mais profundos que a tesão. O que importa aqui é despejar os colhões, de preferência a custo zero: zero sentimento, zero despesa, zero compromisso, zero fidelidade, zero relação, zero apego.

 

O que lhes salva a vida, o ego e os colhões, é que para cada Cinderfella há sempre uma fulana qualquer disposta a aderir às suas causas. Generosas elas, liberais, desapegadas e muito (mal) resolvidas. Tudo que esta pré-quarentona aqui não é. Nem pretende ser.

 

Felizes daqueles que não complicam e se contentam com aquilo que lhes aparece à frente. Quando pouco se espera da vida, pouco dela se recebe!

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278285_Papel-de-Parede-Poema-Autopsicografia_1600xEm tempos idos, namorei pra valer, quase vivi junto, falou-se em descendentes e otras cositas más que costuman fazer parte do atlas das relações sérias e legítimas. O nome dele é Hércules, minha Nossa Senhoras das Relações Felizes, como gostei desse rapaz, que conheci ainda menino. Foi o primeiro homem que me fez atingir o orgasmo e me iniciou nas maravilhas do sexo, pelo simples prazer de dar o corpo ao manifesto.

O nome dele é Hércules e, numa romântica alusão ao herói grego, tratava-o por my hero, ou simplesmente Hércules, o Herói. Ele era mesmo o meu herói e só por uma única vez não fez ele jus a esse apelido carinhoso. E essa única vez pesou muito na nossa separação.

Tudo começou no verão de 2003, quando voltei a casa, uma vez cumprida a missão do canudinho na mão, tinha eu quase 26 anos e ele 18 fresquinhos (sim, leste bem). Eu já uma licenciada e ele ainda no secundário de uniforme de colégio e tudo. As bocas que nós ouvimos, ui! Mas, nada disso foi impedimento, antes pelo contrário, para a nossa love story. E que love story! Mas sobre isso falarei num outro post.

O que quero partilhar contigo hoje é um poema, da minha autoria, pelo que estão salvaguardados todos os direitos de autor, que escrevi para ele, num momento de grande dor, fruto de uma das nossas separações temporárias (ainda bem que foram apenas duas). Como sofria há uns anos atrás. Enfim... voltando à minha composição poética, ei-la.

Herói
Teus beijos derretem-se-me na boca
Teus abraços diluem-se-me no peito
Nossos corpos fundem-se no calor da paixão 
Paixão essa que chega feito um furacão:
Tudo arrasa, tudo consome, para deixar apenas cinzas
As cinzas da saudade e do prazer desfeito
Que faço com essa saudade que me agoniza, me dilacera e me faz querer-te ainda mais
Meu amor, com a saudade posso eu, mas pergunto até quando conseguirei suportar a tua indiferença e o teu silêncio?
Por quanto tempo mais vou dormir sozinha procurando o teu corpo na minha cama?
Até quando conseguirei calar o meu sentimento, palpitante no meu peito, pedindo liberdade?
Até quando sonharei acordada com o peso do teu corpo sobre o meu, o teu sorriso na minha mão, o teu doce amor, cujo sabor amargo experimento agora?
A tua complicada simplicidade, própria da tua idade, a tua cativante ternura e ingénua sabedoria da arte do amor?
Volta para que eu possa mostrar-te o quanto
És tudo para mim, meu herói contemporâneo

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Com que então comemora-se hoje o Dia Mundial do Escritor? Um assunto muito pertinente para todos nós que criámos um blog e que, dependendo da inspiração, disponibilidade, à vontade e motivação, o vamos alimentando com palavras, textos, imagens, ou seja, coisas que achámos por bem partilhar com o mundo.

 

Mesmo não tendo, ainda, nenhuma obra publicada, reclamo para mim este dia, mais não seja porque a minha alma é de um verdadeiro criativo das palavras e o meu laptop a minha pena mágica que permite dar asas a esta minha (prodígia) imaginação.

 

Mais do que nunca, hoje é o dia ideial para prestarmos a devida homenagem a todos aqueles que fazem das palavras o amor de toda uma vida e que nos deliciam com as suas magníficas obras. E esta pré-quarentona aqui faz uma menção especial aos seus escritores de eleição, a maior parte deles novelistas de grandes histórias de amor, daqueles que nos fazem sonhar, chorar, suspirar, encantar e continuar a acreditar em princípes encantados, finais felizes, homens lindos, maravilhosos, sensíveis e prestáveis, e por aí adiante, sim porque sou uma romântica travesti: J.K. Rowling, Dan Brown, Paulo Coelho, Danielle Steel, Lesley Pearse, Nicholas Sparks, Buda, Enid Blyton, Franklin W. Dixon, só para citar alguns.

 

E para o grand finale reservo uma merecida menção honrosa a todos os blogers espalhados por essa internet fora, que fazem o favor de nos dar acesso, a custo zero, aos seus mundos encantados.

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10
Out15

Quem não merece?

por Sara Sarowsky

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Em dia de tempo cinzento, chuva incessante, cólica menstrual e ausência total de inspiração, partilho contigo um texto com que me deparei há instantes no facebook e que achei um fiel retrato da realidade de uma pré-quarentona solteira e bem resolvida, que mais do que saber o que quer, sabe exatamente o que não quer.

 

Prometo voltar em breve e cheia de genica. Até lá, deixo-te com o texto Mereço alguém que soma e não suma! e despeço-me com votos de um fim de semana ao lado de quem adiciona e não subtraia valor à tua vida.

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