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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

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Viva!

Os últimos posts giraram essencialmente à volta da minha pessoa, por isso é mais do que hora de mudar o foco e apontar os holofotes noutra direção. Assim, que tal aquecermos esta sexta-feira gélida, ainda que soalheira, com um artigo sobre sexualidade, tema picante o bastante para fazer corar as bochechas e acelerar a pulsação (e otras cositas más, se é que me entendes 😉).

É com este propósito que resgatei do meu arquivo digital um artigo publicado na Máxima, há mais de um ano e cujo tema, no mínimo intigrante, é de todo pertinente para o Sapo do Ano 2018 na categoria Sexualidade: o que o tamanho dos dedos tem a dizer sobre a nossa sexualidade.

Sobre isso, um estudo da Universidade de Essex atesta que as discípulas de Vénus (leia-se indivíduos do sexo feminino) com o dedo indicador mais comprido do que o anelar são, muito provavelmente, lésbicas ou bissexuais. Para tal conclusão contribuíram os dados apreendidos aquando da análise do comprimento dos dedos de 18 pares de gémeas idênticas, com orientações sexuais diferentes, em que, em média, as raparigas lésbicas ou bissexuais tinham o indicador e o anelar de tamanhos diferentes – mas apenas na mão esquerda.

Por forma a atestar a veracidade desta pesquisa, partilho uma fotografia da minha mão esquerda, onde é percetível que o meu dedo indicador não é mais comprido que o anelar. Logo, que fique registado por pixéis + caracteres que não sou lésbica, muito menos bissexual. Para aquelas almas encardidas que não se cansam de insinuar o contrário, eis a prova científica que tem faltado aos meus argumentos verbais.

Retomando o fio à meada, para os investigadores, ter o dedo indicador mais comprido do que o anelar é uma das características tipicamente masculinas, explicado pela quantidade de testosterona a que essas mulheres foram expostas no útero. Abro aqui um parêntesis para referir que já vários estudos indicaram que a sexualidade é determinada no útero, dependente da quantidade de hormonas masculinas a que o embrião é exposto. Assim, no caso dos homens, um dos dedos é maior do que o outro, mas nas mulheres o indicador e o anelar são, por norma, do mesmo tamanho.

Single mine, se a esta altura da leitura ainda não procedeste à comparação dos teus dedos indicador e anelar, a hora de o fazer é essa. Nem que seja, para validares (ou não) mais esta teoria empírica, que sabemos nós que é fidedigna, mas nem sempre infalível.

Desejos de um esplendoroso fim de semana e boas compras para o Natal. Um abraço amigo e até segunda!

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04
Dez19

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Viva!

Contigo partilho hoje a minha entrevista ao maior portal de notícias do meu amado país natal, o Sapo Cabo Verde. Assinada pela C. Morais, a peça saiu hoje na rubrica Dinheiro e Carreira da SAPO Lifestyle. Podes aceder através do link ou ler aqui mesmo.

Define-se como "mulher de personalidade independente, desenrascada, bem-disposta, curiosa e muito crítica em relação a determinados status quo que, a seu ver, cumprem o doloroso dever de manter as pessoas espartilhadas num código de conduta (moral, social e religioso), para a qual sequer foram convidadas a opinar". Em entrevista ao SAPO, Sara Sarowsky, a autora do blog Ainda Solteira, conta como surgiu o projeto que se revelou ser o 'grande amor da sua vida'.

É natural da cidade da Praia, mas há muitos anos que Sara reside no estrangeiro, atualmente em Portugal. É autora de um blog com um título no mínimo provocador – Ainda Solteira – e este ano é novamente uma das finalistas dos Sapos do Ano, iniciativa que visa distinguir os melhores blogs anónimos portugueses e cujo vencedor é anunciado a 17 de dezembro.

O 'grande amor da sua vida' surgiu em 2015. Sara tinha 36 anos, trabalhava em comunicação enquanto gestora dos blogs de uma apresentadora de televisão em Portugal e consequentemente "passou a inteirar-se do âmbito técnico, administrativo e comercial da blogosfera". Da troca de ideias com jornalistas e gestores de conteúdos, colegas de profissão, e de uma pesquisa sobre os temas com maior saída na altura, decidiu criar o blog, que inicialmente batizou de 'À beira dos 40 e ainda solteira. So what?!', mas que acabou por ficar apenas Ainda Solteira.

Recorda que na altura "já não suportava levar com os comentários alheios sobre a sua condição amorosa. Com maior ou menor pitada de malícia, ouvi de tudo: porque não tinha namorado, porque não tinha filhos, porque as amigas e colegas já estavam todas casadas e paridas e eu não, porque o prazo de validade para engravidar estava a expirar, porque uma mulher sem homem é como um carro sem motor, porque tinha uma relação clandestina, porque não gostava de homens, porque tinha mau feitio, porque tinha a mania, porque isto, porque aquilo, porque aqueloutro. Levava com essas bocas da família, dos amigos, dos colegas, dos conhecidos, dos desconhecidos, dos indiscretos, dos condescendentes, dos genuinamente preocupados, dos ressabiados, dos invejosos, dos piedosos, dos moralistas, dos amorais, de todos, o tempo todo".

Consciente de que o tema era bastante específico deitou as mãos a obra e dedicou-se à pesquisa, sondou "profissionais da área, analisou tendências e estudou casos de sucesso" e seguiu em frente sempre com o objetivo de "criar um blog diferente (...) que respeitasse o lema da faculdade onde estudou: 'Se formos apenas mais um, seremos um a mais!'.

Escolheu um tópico onde se sentia à vontade. "Ao estatuto de solteira de longa duração, aliava-se uma vocação inata para a coisa, se assim posso dizer. Eu gosto de ser leve, livre e solta, como se diz por aí. (...) O celibato ensinou-me a sentir-me amada sem precisar de um homem do lado, a alocar os meus recursos em exclusivo à minha pessoa e a ter maior consciência que ter um parceiro não é garantia de felicidade. Basta ver a quantidade de amigas, colegas e conhecidas que são miseravelmente infelizes mesmo estando emparelhadas. Sem falar naquelas que casaram, descasaram e agora são mais amargas que azedinha".

Ainda assim salienta que é totalmente a favor do amor, "o mais sublime de todos os sentimentos" que "só faz sentido se for para nos deixar mais felizes do que já somos". Daí que salienta: “Até agora não encontrei quem consiga fazer-me mais feliz do que já sou estando solteira".

O estilo peculiar da sua pena virtual deve-se também ao facto de sempre ter sido uma leitora voraz e ter especial aptidão para contar histórias, alega.PJN_9561a.jpg

"Durante a minha infância – passada no Cabo Verde recém-independente, sem internet e com acesso limitado à televisão, a leitura era tudo o que me restava para ocupar o tempo livre. Lia o que me aparecia pela frente: banda desenhada, romances (moda entre as adolescentes), obras de aventura e mistério, contos eróticos (que chamávamos de capricho), jornais, manuais escolares, livros didáticos e por aí fora. Quando a nada mais conseguia deitar a vista valia-me a Bíblia, logo eu que sou agnóstica até à medula".

Explica que pelo facto de o blog ter um público bastante específico, a comunidade celibatária, a sua audiência é "modesta, contudo, fiel". 

Geralmente publica três vezes por semana e raramente faz posts aos fins-de-semana. "Como estou longe de pertencer à turma dos "agarrado ao telemóvel", o estar desconectada nesses dois dias é uma solução para desacelerar a dinâmica alucinada que rege o exercício da profissão de gestor de redes sociais”.

Apesar de já ter recebido propostas, a blogger optou por não ter publicidade no Ainda Solteira, nem fazer promoção de produtos e serviços. Sara explica que tem um cuidado obsessivo em não associar o blog "a alguma marca, serviço ou produto do qual possa vir a sentir embaraço no futuro. Sem falar que receio perigar a minha credibilidade, como já aconteceu com vários bloggers e influencers".

Mas deixa claro que não exclui a hipótese de tirar proveito financeiro com o blog que considera ser "uma causa, um projeto de vida, um casamento para a eternidade", e não apenas um passatempo. "No dia em que me fizerem uma proposta com a qual me identifique e com a qual os meus seguidores também se possam identificar, terei o maior gosto em aceitar. Até lá, prefiro manter os meus valores intactos, ainda que isso implique bolsos rasos".

Mostra-se extremamente realizada com o feedback que tem recebido até então por parte dos utilizadores e diz, inclusive, que são estes que a motivam a continuar com o blog.

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"Não mais do que uma vez ponderei a hipótese de desistir do blog e se não o fiz foi por causa da excelente relação que tenho com aqueles que leem os meus conteúdos. Deles só tenho recebido elogios, cada um mais inspirador que outro. Pessoas, sobretudo mulheres, que me confidenciam como as ajudo a encarar a solteirice com outros olhos. Que ao lerem o que escrevo se sentem mais confiantes, mais firmes na sua decisão de se manterem solteiras a estar numa relação medíocre, abusiva ou estéril".

"Saber que fazemos diferença – para melhor, claro – na vida de alguém é algo indescritível, que me impele a ser mais e melhor blogger, em primeira instância, e mais e melhor pessoa, por consequência", enfatiza.

Quanto aos planos futuros para o Ainda Solteira, a autora diz que gostaria de elevar ainda mais a qualidade do blog "não só para legitimar as distinções (já) conquistadas, mas essencialmente para alcançar muitas mais".

"A minha intenção é, e será sempre, ser reconhecida (ainda que por meia dúzia de pessoas) como uma autora criativa, divertida, verdadeira e com uma escrita pautada por uma sensibilidade capaz de tocar, de forma despretensiosa e aconchegante, o coração, a mente e a alma dos seus leitores. É isso que me move, motiva, orgulha e realiza".

A possibilidade de um dia regressar a Cabo Verde existe, mas Sara salienta que antes disso teria de realizar uns quantos projetos."Gostemos ou não de admitir, Cabo Verde ainda é muito limitativo em determinadas áreas. E aquela na qual quero realizar-me é uma delas. Outra razão que me prende cá tem a ver com o facto de todos os meus irmãos residirem na Europa. Estando em Portugal, é-me mais fácil, rápido, cómodo e barato estar junto deles".

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02
Dez19

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Viva!

Dezembro, que arrancou ontem, promete bons auspícios, desde que estejamos dispostos a proceder à tão essencial faxina interior que o final de cada ano demanda. Para quem está disposta a varrer da sua vida o que já não lhe acrescenta valor, este será um mês absolutamente recompensador. Para os demais, é irem fazendo o possível da maneira que forem capazes.

Confira aqui as previsões energéticas da nossa conselheira espiritual, Isabel Soares dos Santos, para o último mês deste 2019, que foi um ano exigente, mas generoso para com aqueles que estiveram à altura dos seus desafios.

A luz vai voltar a brilhar com intensidade durante todo o mês de dezembro. Vai haver uma energia de renascimento no ar. Depois de um ano intenso, desgastante, com muitas coisas a acontecerem ao mesmo tempo, é chegado o momento de reorganização. E dezembro vai servir para isso mesmo. Organizar, reorganizar, tomar decisões, rever decisões tomadas e renascer.

Quando passamos por muitos desafios ao longo dos meses, acabamos por ficar desiludidos e com vontade de desistir. E o desistir muitas vezes é por cansaço acumulado e não porque se deixou de sonhar. Em 2019 tivemos muitos altos e baixos, o que fez com que o desgaste fosse imenso e, com o aproximar do fim do ano, a maioria das pessoas está com uma sensação de querer que acabe rápido para começar o novo ano mais rápido ainda.

Mas atenção, que tudo tem o seu tempo certo para acontecer. E quando temos paciência, perseverança e uma grande dose de fé, damos espaço para que algo incrível aconteça: o renascimento! Por isso, em dezembro vamos sentir que algo novo está a acontecer. Pode ser à nossa volta, pode ser uma mudança de emprego ou de casa, mas o maior renascimento é aquele que acontece dentro de nós.

Aceita este momento. Compreende que, antes de deixares a tua luz brilhar com todo o seu esplendor, existirá um momento de escuridão, de solidão absoluta, de medo. Não vais saber o que fazer. Não vais saber o que pensar. Vais sentir-te perdida. Aceita que o que vai acontecer são apenas as dores do teu renascimento.

Eu acredito que a alma é eterna; apenas vai mudando de corpo conforme as experiências que necessita para a sua evolução. Quando a alma decide nascer, ela planeia milimetricamente as suas experiências terrenas. Por isso, enquanto ser humano a viver a sua evolução, quando sentires que estás a chegar a um momento de renascimento, aproveita-o com toda a tua força. Tu sabes o que queres fazer renascer em ti. Tu sabes bem o que já não faz parte de ti. Tu sabes bem do que te tens que libertar para poderes renascer. Por isso, antes de uma grande bênção, antes de poderes brilhar com todo o teu esplendor, tens que decidir o que queres trazer à luz do dia e o que queres abandonar para sempre.

Se não tiveres medo, poderás em dezembro ver uma luz muito mais forte.

Se não tiveres medo, poderás começar a sentir que algo está diferente em ti. E isto acontece porque tu decidiste mudar. Ninguém te obrigou a nada. Foste tu que decidiste que tinha chegado o teu momento. E que momento! Muito provavelmente ainda não tens noção do que está prestes a acontecer. Mas a única coisa que tens que saber é que o teu renascimento faz parte da tua experiência terrena. Não fujas! Renasce exatamente como tu queres ser. Porque tu mereces! E porque as pessoas que amas também merecem conhecer a tua verdadeira essência.

Em dezembro, esquece tudo o que traz medo e nasce novamente. São poucas as pessoas que têm esta oportunidade. Aproveita-a ao máximo. Nasce novamente exatamente como tu queres ser!

Desejos de um mês cheio de luz, amor e de renascimento para todos!

Abraço de Luz,
Isabel 💗

 

P.S. Se queres receber a tua carta do mês de dezembro partilha esta publicação, escreve nos comentários "Eu escolho ser Amor" e envia-me uma mensagem privada com um 💗
Eu saberei o que responder 💕

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Viva!

Em contagem decrescente para o final da votação aos Sapos do Ano, trago-te mais dois testemunhos que retratam o papel que tenho desempenhado na vida de vários leitores/seguidores; pessoas essas a quem tenho acolhido de peito aberto. Seja para desabafar, aconselhar, informar ou simplesmente partilhar, quem me procura terá sempre uma palavra amiga à sua espera.

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Bom fim de semana e não te esqueças que já só tens dois dias para votares em mim para melhor blog do ano na categoria Sexo e Diário Íntimo. Podes votar já aqui.

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28
Nov19

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Viva!

Cá estou eu de volta, desta vez para te deixar a entrevista aos Sapos do Ano, através da qual o AS e eu nos damos a conhecer um pouco mais (e melhor). Espero que gostes e que votes nele para melhor blog do ano.
 
Hoje conversámos com uma das finalistas do Sapos do Ano, na categoria Sexo e Diário Intimo. Ela é autora do blog Ainda Solteira.
 
1. Conta-nos como foi o nascimento do teu blog.
Este blog, o segundo por mim criado, foi parido às portas do verão de 2015, poucos dias após ter-me despedido do cargo de gestora de social media de uma figura pública. Como já estava familiarizada com a blogosfera, já que uma das minhas funções consistia precisamente na gestão de vários blogs – sendo um deles meu adversário direto nesta corrida aos Sapos do Ano, dá para acreditar? – nada mais natural que criasse o meu próprio blog. Após um brainstorming com colegas e profissionais do meio e uma pesquisa sobre os temas com maior saída, decidi criar aquele, que primeiro batizei de À beira dos 40 e ainda solteira. So what?! Reconhecendo que o nome era demasiado extenso, e provocador, encurtei-o para apenas Ainda Solteira. Nessa altura contava com 36 anos e já não suportava levar com os comentários alheios sobre a minha condição amorosa. Com maior ou menor pitada de malícia, ouvi de tudo: porque não tinha namorado, porque não tinha filhos, porque as amigas e colegas já estavam todas casadas e paridas e eu não, porque o prazo de validade para engravidar estava a expirar, porque uma mulher sem homem é como um carro sem motor, porque tinha uma relação clandestina, porque não gostava de homens, porque tinha mau feitio, porque tinha a mania, porque isto, porque aquilo, porque aqueloutro. Levava com essas bocas da família, dos amigos, dos colegas, dos conhecidos, dos desconhecidos, dos indiscretos, dos condescendentes, dos genuinamente preocupados, dos ressabiados, dos invejosos, dos piedosos, dos moralistas, dos amorais, de todos, o tempo todo. Portanto, a solteirice era um tópico com o qual me sentia à vontade para escrever. 
 
2. Como tem sido a interação com outros bloggers?
Espetacular! Comentamos, partilhamos experiências, trocamos "likes" e, volta e meia, recomendamo-nos uns aos outros (mais eles do que eu, admito). Alguns já considero amigos, de tanto que estamos por dentro da vida um do outro. Atrevo-me a dizer que somos uma comunidade, cuja realização máxima é o sucesso individual a par do sucesso coletivo. Dou um exemplo: quero ganhar este Sapo do Ano, e estou a fazer por isso, mas se for para perder prefiro que seja para uma das adversárias que já considero uma amiga.
 
3. O que achas que leva as pessoas a gostarem do teu blog e a seguirem-te? 
Citando palavras dos próprios, os leitores/seguidores gostam acima de tudo da forma como me expresso; da autenticidade, da assertividade, da descontração e da verdade com que abordo os temas. Deles só tenho recebido elogios, cada um mais inspirador que outro. Pessoas, sobretudo mulheres, que me confidenciam como as ajudo a encarar a solteirice com outros olhos. Que ao lerem o que escrevo se sentem mais confiantes, mais firmes na sua decisão de se manterem solteiras a estar numa relação que não lhes traz felicidade.
 
4. Consideras que o teu blog está bem categorizado nos Sapos do Ano?
Sem dúvida! A categorização deste ano agradou-me bem mais do que a do ano passado. Por não o identificar como um blog de ou sobre sexualidade, a alteração da sua categoria para 'Sexo e Diário Íntimo' reflete muito mais a sua essência, já que o Ainda Solteira é, seguramente, um diário íntimo que aborda o tema sexo com bastante frequência. 
 
5. Quem levarias contigo para a ilha de Adão e Eva? 
O tal rapaz lá do ginásio, sobre o qual escrevi várias vezes. 
 
E ainda deixou-nos uma mensagem:
Por fim, mas não menos importante, permito-me estas palavras amigas aos mentores disto tudo:
Magda&David, a dupla maravilha por detrás desta magnífica iniciativa, que, mais do que distinguir os melhores blogs (não comerciais) de Portugal, dá-nos a oportunidade de nos conhecermos uns aos outros, de nos darmos a conhecer, mas sobretudo, de nos conhecermos a nós mesmos. Independentemente de ganharmos, o facto de estarmos nomeados já é uma vitória, pois para chegarmos a este ponto é porque temos capacidade, qualidade, tenacidade e um amor imenso pelas palavras.
Bem haja aos promotores, aos competidores, aos leitores, aos seguidores, aos admiradores e aos eleitores.
 
Podes votar nesta finalista aqui.

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28
Nov19

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Viva!

Em contagem decrescente para o meu aniversário, estou vivendo a melhor semana da minha vida desde há muitos anos. Vejamos, na segunda, foi o lançamento do livro Mulheres e seus Destinos, em que participei com a prosa Quisera eu ser como tu, mulher, a qual partilharei mais à frente. Na terça, saiu a entrevista a uma das mais bem-sucedidas páginas de Facebook do meu país-natal, a do Turismo Sustentável em Cabo Verde. A repercussão tem sido tão boa que até recebi um convite para um Podcast (o meu primeiro, yeah!). Na quarta, recebi o tão desejado sim de um colega jornalista, a quem tenho vindo a cortejar no sentido de aceitar co-assinar as publicações do AS, dando-lhe assim aquela perspetiva masculina que tanta falta tem acusado. Afinal, não posso descurar o facto de quase metade dos meus leitores e seguidores serem homens, daí que seja premente que um autor masculino possa falar sobre eles e por eles. Hoje, quinta, saiu a entrevista ao Sapos do Ano, de que te darei conhecimento num próximo post. Mal posso esperar para saber o que a vida me reservará para sexta. Para sábado – o meu dia de anos e último dia de votações para melhor blog do ano – já sei que me estão reservadas fortes emoções.

Despeço-me com prosaria e morabeza (palavra crioula que significa amorabilidade).

Quisera eu ser como tu, mulher

Quisera eu fazer de ti a minha melhor amiga

Quisera eu estar por perto toda vez que precisares

Quisera eu impedir que te partam o coração

Quisera eu ensinar-te a recomeçar de novo

Quisera eu abraçar-te sempre que precisares

Quisera eu proteger-te de pessoas abusivas e de relações tóxicas

Quisera eu gostar de ti como gosto de mim mesma

Quisera eu fazer da tua mágoa o meu manto de afetos

Quisera eu espelhar em ti a minha melhor versão

Quisera eu ser capaz de manter a violência longe de ti

Quisera eu erguer-te uma muralha contra os inimigos

Quisera eu aconselhar-te com sabedoria

Quisera eu amparar-te toda a vez que te faltarem forças

Quisera eu partilhar contigo os teus maiores sonhos

Quisera eu saber-te amada, realizada e protegida

Quisera eu caminhar ao teu lado por toda a vida

Quisera eu ser como tu

Quiseras tu ser como eu

Quisera eu ser mulher

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26
Nov19

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Viva!

Gosto do Felizes.pt, um dos muitos sites de encontros com os quais lidei na minha odisseia em busca do amor. Tanto assim é que lhe dediquei, há coisa de três anos, o artigo Estado civil: numa relação séria com o Felizes.pt, um dos best sellers deste blog. Como consequência, posso dizer que desenvolvi uma boa relação institucional com a marca, sobretudo com a sua relações públicas.

Por isso não é de se estranhar que, volta e meia, a ele faça referências (pro bono), não só porque passei bons momentos por lá, mas sobretudo porque identifico-me verdadeiramente com seu o posicionamento estratégico: um site com um ponto de vista mais feminino sobre relacionamentos e encontros. Simplificando, trata-te de um site vocacionado para corações românticos.

Num mercado a abarrotar de ofertas de sites e apps de engate, descaradamente focados no público masculino, esta empresa – totalmente portuguesa – quis inovar, investindo num "serviço em que as mulheres se sintam bem e possam, ao seu próprio ritmo, procurar e conversar tranquilamente com quem despertar o seu interesse". O que acontecer dali para a frente ao destino pertencerá.

O porquê de todo esse parlapiê? Tudo isso para anunciar que decidi voltar a dar uma oportunidade ao amor. Desta vez estou a falar mesmo a sério. Calma, que não anda mouro na costa, nem nada que se pareça. Apenas tomei a decisão, depois de uma reveladora sessão com a minha conselheira espiritual, de abrir o coração ao amor. Apesar de ser uma solteira feliz, é mais do que hora de dar uma oportunidade a mim mesma de amar e ser amada. Eis a minha segunda resolução para o novo ano. Da primeira falo-te numa outra oportunidade.

Dizia eu há pouco que resolvi dar uma oportunidade ao amor. E para me inspirar, nada melhor que testemunhos de pessoas a quem o sentimento-mor deu uma nova oportunidade. É aqui que entra o Felizes.pt, que há dias publicou várias estórias de amor de casais que se conheceram pela sua via e estão juntos, noivos, casados, com filhos, enfim, com as suas vidas refeitas.

São estórias bonitas com final feliz; estórias essas que espero que te toquem tanto quanto a mim.

Aquele abraço amigo e até breve!

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Viva!

Em contagem decrescente para o término das votações, eis mais dois argumentos de peso na corrida aos Sapos do Ano 2019. Os testemunhos de hoje pertencem a dois leitores/seguidores, que fizeram questão de partilhar as suas experiências comigo, em busca de uma palavra amiga num momento de alguma fragilidade emocional. Boa leitura!

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Termino com o (previsível) apelo ao voto no Ainda Solteira para melhor blog do ano na categoria 'Sexo e Diário Íntimo'. Para tal, só precisas clicar aqui e escolher a primeira opção da penúltima categoria.

Aquele abraço amigo e desejos de um ótimo fim de semana!

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Viva!
 
Por estes dias o single world não faz outra coisa que não seja mencionar self-partnered, termo que se tornou viral pela boca da atriz Emma Watson, que numa entrevista à Vogue britânica assumiu estar comprometida consigo mesma, self-partnered, portanto.
 
Em contexto convencional, estar solteira implica estar à procura de relação. Em contrapartida, self-partnered, que em tradução livre quer dizer auto-parceira, implica estar feliz numa relação a um (consigo própria), ao invés de numa relação a dois (com outro alguém). Assim, no que toca ao estatuto amoroso, este conceito surge como uma exímia alternativa à palavra solteira, sobejamente conhecida pela sua conotação depreciativa.
 
"Muitas pessoas pensam que é impossível ser simultaneamente feliz e solteira", garante Melanie Evans, aparentemente a primeira a "blogar" sobre o assunto, em 2015. "Penso que é muito bom quando aprendemos sobre o que significa estar comprometido consigo próprio e o quão saudável é ser uma pessoa inteira numa relação consigo, com os outros e com a vida", assegura.
 
Por cá, além da minha pessoa, a rainha das audiências é um bom exemplo de self-parterned. Cristina Ferreira, que assume estar sozinha há oito anos, afirma que até hoje não lhe fez falta um homem. "O que não quer dizer que não haja dias em que vês os teus amigos todos a irem jantar com o companheiro, vão passar férias com o companheiro, há dias em que nos apetecia também ter uma vida dessas, mas depois há outros em que vives tranquilamente bem com isso e eu aprendi a gostar muito de mim", declarou esta segunda-feira no seu programa.
 
Os americanos, que arranjam um nome para tudo e mais alguma coisa, até já tem uma designação para pessoas solteiras que não estão saindo com ninguém e sentem-se felizes assim: SANDs - Single And Not Dating.
 
Termino com um conselho amigo: estejas tu solteira por vontade própria ou por vontade alheia, jamais te esqueças de ser parceira de ti mesma, de ser a parceira que sempre desejaste, de ser a parceira que mereces!
 
Um abraço e até sexta!

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Viva!

É com imenso orgulho que te apresento o meu primeiro projeto literário, Mulheres e seus Destinos. Organizada por duas conterrâneas de fibra, Yara dos Santos e Lena Marçal, esta antologia é fruto do "djunta mo" (expressão que na minha língua materna significa "juntar mãos") de várias mulheres, cabo-verdianas, que fizeram questão de dar o seu contributo à luta contra dois grandes flagelos da atualidade: a violência e o cancro. 

O meu contributo – simbólico do ponto de vista bibliográfico mas de uma enorme carga sentimental para mim, enquanto mulher, cabo-verdiana e autora – resume-se a uma prosa intitulada Quisera eu ser como tu mulher. Para já mais não digo, sob pena de comprometer o impacto do lançamento, agendado para o próximo dia 25 de novembro, no Palácio da Presidência da República, na cidade da Praia.

Bem que tentei marcar presença no evento, em que aproveitaria a estada na terra que me viu nascer e crescer para promover o Ainda Solteira, mas compromissos profissionais e pessoais inviabilizaram de todo a minha intenção. Com muita pena minha, resta-me o consolo de torcer para que este seja um sucesso e que as receitas da venda dos livros, cujos direitos de autor revertem na íntegra a favor de duas associações cabo-verdianas, uma de luta contra a violência baseada no género e outra de luta contra o cancro, fiquem além das expectativas mais otimistas.

Por cá, continuarei a aperfeiçoar a minha veia literária, através deste blog, sem esquecer a votação aos Sapos do Ano, cuja campanha eleitoral descurei nos últimos dias, a pretexto de uma carga adicional de trabalho.

Despeço-me com um novo apelo ao voto no AS para melhor blog da categoria Diário Íntimo e Sexo, coisa que poderás fazer aqui e agora. Esta imagem vai ajudar a não te atrapalhares na escolha do teu blog favorito para melhor do ano.

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Aquele abraço amigo de sempre e até breve!

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