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Crónicas, contos e confissões de uma solteira gira e bem resolvida que ainda não cumpriu o papel para o qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar pulos de alegria? Provavelmente, nem uma coisa nem outra!

86A45262-D518-4C0C-A66B-911D91948D33.jpegViva! ✌️ 

Os residentes em Portugal continental estão sujeitos, desde as zero horas desta sexta-feira, 15 de janeiro, ao confinamento obrigatório, o segundo em apenas nove meses. O que nunca antes acontecera, conhece agora a sua segunda edição, que desejamos que seja mais breve do que a primeira.

Infelizmente, por mais que nos desgaste e condicione a vida, esta parece ser a derradeira tentativa para conter a proliferação do vírus, o qual não parece disposto a dar tréguas. Pelo contrário, revela-se cada vez mais agressivo, logo mortífero.

É hora de respirarmos fundo e submergirmos, à espera de ver passar a turbulência. Serenidade e precaução é tudo o que precisamos para os próximos dias. Portanto, toma conta de ti, protege-te, apanha sol (sempre que possível) e investe na tua sanidade mental. O resto, é ir vivendo um dia de cada vez. Estamos juntas!

Aquele abraço amigo e até segunda!

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13
Jan21

Eu escolho ser feliz

por LegoLuna

FC9CA6AD-0257-4798-A58E-88C3BD922835.jpegOra viva! 👋

Esta semana, numa audiência improvisada com a autoridade máxima do meu trabalho, na qual fui desejar bom ano, ouvi dizer que pareço ser uma mulher feliz. A minha resposta, automática, foi: "Porque não haveria de ser feliz? Sou saudável, tenho as minhas faculdades mentais e cognitivas na máxima força, não devo nada a ninguém... Sim, sou feliz, e por isso faço todo o santo dia!" De volto, recebo um: "Há pessoas que têm tudo e não são felizes e tu não tens praticamente nada e és feliz!" De facto, não tenho muito, mas quero tanto tudo o que tenho, que só posso sentir-me orgulhosa e realizada, logo feliz.

A minha vida não é perfeita. De quem é? Tenho ainda tanto a fazer, a batalhar, a conquistar. Dou-te um exemplo: a coisa que eu mais desejo neste momento é morar sozinha. Mais do que o amor, mais do que o sucesso, mais do que tudo na vida. Estou a caminhar a passos largos para a idade do ouro e sinto que se não tomar uma providência a ela vou chegar na situação em que me encontro atualmente: a dividir casa com pitas com idade para serem minhas filhas. De residir no coração da cidade não abro eu mão, toda a minha vida emigrada passei-a aqui. Sem querer desmerecer ninguém, sei, com toda a certeza, que não seria feliz vivendo fora de Lisboa. Cresci numa casa localizada na rua mais comercial do meu país-natal, a avenida Cidade de Lisboa, pelo que estou habituada a ter tudo à mão e a deslocar-me com facilidade, sem falar que gosto do buliço cosmopolita. Tenho plena consciência de que, a não ser que acerte no euromilhões, só um milagre permitir me ia concretizar este desejo, daí ter tomado a decisão de tentar a sorte em outras paragens.

Horas depois da conversa com o presidente da minha instituição, ao refletir sobre a mesma, apercebi-me que, de facto, sou feliz; mais, que essa felicidade está longe de estar relacionada com coisas materiais (até porque essas não as tenho). Ela tem a ver com a paz de espírito que alcancei nos últimos anos. É por isso que comecei por intitular esta crónica de "Desabituei-me a estar infeliz", só que a meio da redação acabei por alterar para algo mais taxativo como "Eu escolho ser feliz".

Não penses que faço parte do clube "Irritantemente Feliz", em que os membros andam sempre com os dentes arreganhados, acham que a vida é um mar de rosas ou pensam que as pessoas são todas boazinhas... Nada disso! 
Sou daquele tipo de pessoa que, ao longo de um caminho duro, penoso mesmo, foi descobrindo o que lhe fazia bem, o que acrescentava valor à sua existência, o que a deixava em paz consigo e com o que a rodeia, o que a faz ser fiel à sua essência, o que a faz estar conectada com o divino que nela habita. É esse o tipo de pessoa que eu sou, sem prejuízo da sua situação profissional, do seu saldo bancário, da sua vida amorosa ou das suas relações familiares. Eu escolhi ser e estar feliz. Se  eu consegui conquistar esta felicidade, acredito que qualquer um também pode.

A minha vida nunca conheceu facilidades. O sofrimento, a dor, a tristeza, a desesperança e a amargura foram presenças constantes ao longo da infância e da adolescência. Até deixar o ninho, com quase 20 anos, a violência (em todas as suas valências) foi o meu pão-nosso-de-cada-dia. Mais dolorosa do que a física, é a violência psicológica, em que te ouves constantemente que não vales nada, que nunca serás alguém na vida, que ninguém te quer; esse tipo de coisas que só quem teve um parente abusivo é capaz de entender.

Apesar de sempre ter tido um espírito guerrilheiro, aquilo que ouvimos no seio da nossa própria família, vindo de quem tem a obrigação de nos amar e proteger, fica tatuado na nossa alma. É difícil esquecer, quase impossível banir da memória. Aos poucos, com o passar dos anos e a maturidade a mostrar que a vida é como é, vamos abrindo o coração, deixando esvair a dor. Só assim é possível a cura, só assim é possível uma existência mais harmoniosa, mais amorosa, mais feliz.

Eu não quero ser infeliz, então eu escolho não ser infeliz. Simples assim? Nem por isso! Esta postura exige muita persistência e uma resiliência mental brutal. Aqui entra o coaching levado a cabo pela minha guru do bem, a Isabel Soares dos Santos. A terapia espiritual por ela perpetrada ensinou-me a por a mente a trabalhar a meu favor, a favor da minha felicidade. Pela sua via, compreendi o poder do perdão, a magia de nos aceitarmos como somos, a dádiva que a vida é. Pela sua via, descobri em mim uma força que jamais imaginei possuir e uma inabalável determinação em ser feliz. Pela sua via, aceitei que sou o que sou, sem pudor, sem culpa, sem desculpa. Pela sua via, assumi que quero ser feliz, que mereço ser feliz, que preciso ser feliz.

Por hoje é tudo, voltarei na sexta. Até lá, aquele abraço amigo de sempre!

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0077FDD6-F9E3-4538-8998-DB0D56C79702.jpegViva! ✌️ 

Já são conhecidos os resultados da votação para os melhores blogs portugueses do ano 2020, os tais Blogzillas do Ano, para os quais andei a cortejar o teu voto em dezembro. É com orgulho, contentamento e gratidão que anuncio que voltei a ser eleito, pelo terceiro ano consecutivo, como o melhor blog na categoria Sexo e Diário Íntimo.

A conquista do tri vem, deste modo, coroar um ano deveras abundante para mim, não obstante tudo o que ele foi para a humanidade: exigente, desafiante, implacável, cruel até. Talvez, por isso mesmo, eu tenha caprichado tanto na qualidade, pertinência e positividade dos meus conteúdos ao longo dos últimos 12 meses. Quem me segue com regularidade deve ter notado que a minha escrita tornou-se mais mansa, mais harmoniosa, mais afável, um claro reflexo do estado de espírito no qual a minha autora investiu durante esse tempo. Só assim foi-me possível não acusar toda a negatividade que pairou sobre o ano de 2020.

Uma fiel leitora, das primeiras a quem comuniquei esta boa nova, questionou-me sobre o discurso da vitória. Há semanas que o tenho gravado nos rascunhos, aguardando apenas a divulgação dos resultados para publicá-lo. Contudo, neste momento, ao editá-lo, pareceu-me tão "mais do mesmo"... Praticamente tudo ficou dito aquando das anteriores vitórias. 

O mérido desta (nova) conquista é meu, mal seria se não fosse, mas igualmente teu... sim tu, que me lês, segues, comentas, recomendas, partilhas e... votas. Assim, dedico esta distinção a ti que me tem acompanhado nesta odisseia pela blogosfera e que, ao ler as minhas publicações, renova na minha autora a convicção de que o sucesso pela excelência é uma maratona exigente, durante a qual a torcida ao longo do caminho faz toda a diferença e as caras amigas à chegada impelem-nos a dar tudo, mesmo quando achamos que de mais já não somos capazes.

Um mega abraço de gratidão e consideração. 'Tamos juntos... e misturados... e vitoriosos!

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girl-2217926_1920.jpgViva! ✌️ 

Proponho aquecermos este dia gélido com um novo relato da minha estória com o tal mec francês, a qual conheceu recentemente desenvolvimentos, inesperados, digo de passagem. Como aqui referi, não era suposto ir a França agora em dezembro, à conta das limitações impostas pela atual situação epidemiológica. Tinha, inclusive, cancelado a viagem que comprara semanas antes. No dia em que era suposto viajar, o "finado" gaulês, de quem não tivera sinal de vida desde aquele monumental "passa sabi", ressuscita do esquecimento para saber se eu iria estar em Capbreton nos próximos dias, já que tinha planos de ir lá passar o Natal.

Escuso dizer que ele não precisou de muitos argumentos para convencer-me a comprar passagem, fazer a mala e apanhar a primeira Flixbus disponível, tudo isso em menos de 72 horas. Pudera, aguardavam-me os braços (e outras partes 😉) de quem sabe como ninguém fazer-me feliz, se é que me entendes.
Desembarquei em Bayonne à primeira hora do dia 24 de dezembro, após uma desgastante viagem de 18 horas.

Faço aqui uma pausa para esclarecer que viagens longas de autocarro não é  coisa que me intimide - até porque alternativa para chegar à cidadezinha aonde mora a minha irmã é praticamente inexistente. Contudo, esta custou-me particularmente, não só pela ansiedade em chegar, maior do que o habitual, como pelo facto de a viatura ter operado na lotação máxima. Ainda que esteja longe de sofrer de covid psicológico (entenda-se, paranóia em contrair o vírus), assumo que senti-me muito desconfortável por passar tantas horas fechada num espaço exíguo, sem ventilação, com cerca de 50 pessoas que conheço de lado nenhum. Enfim... lá consegui fintar o perigo e permanecer sã e segura.


Retomando a narração, por força da conjuntura, só consegui estar com o Ben uma única vez (again!), no dia 26 de dezembro. Entre os 40 minutos de carro que nos separavam, os compromissos natalícios, o recolher obrigatório e o encerramento dos hotéis, foi de todo impossível conseguirmos mais do que isso. Assim, só nos restou vestir novamente a pele de adolescente refém das hormonas e fazer uma nova excursão à floresta, no sítio exato da primeira vez que trocamos calores. Só que uma coisa é curtir dentro do carro em pleno mês de agosto e outra bem diferente é repetir a proeza em finais de dezembro, com temperaturas a rondar os zero graus. Imagina tu o cenário, pior, imagina tu os figurantes...

O que importa aqui frisar é que, não obstante as circunstâncias adversas, voltei a tirar a barriga da miséria e desfrutar de uma aventura que de tão bom que é sabe sempre a pouco. E antes que comeces a ver corações a saltarem do ecrã, vou logo esclarecendo que foi mais do mesmo, ou seja, dar o corpo sem entregar o coração. Desta vez ele confessou que está numa relação de mais de quatro anos e que entre nós trata-se apenas de "passa sabi" na clandestinidade. Não havendo objeções da minha parte em relação às regras do jogo, e precisada de um "bom trato", comi, arrotei e agradeci ao universo por esta nova oportunidade para ser feliz, nas circunstâncias que der para ser, sem fitas nem expectativas, tal como deve ser desfrutada a vida.

Por hoje é tudo, voltarei na segunda para nova conversa amiga. Até lá, recebe um caloroso abraço, capaz de ajudar a repor o índice de calor humano, tão em baixo nos últimos tempos. Au revoir!

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happiness-1866081_1920.jpgViva! ✌️ 

"Saudade", vocábulo tão revelador da alma lusitana, e sem tradução literal em outras línguas, foi eleita (por cerca de 11 mil internautas que participaram numa votação online promovida pela Porto Editora) a "Palavra do Ano" de 2020. Pessoalmente, adoro-a, até porque também nós os cabo-verdianos dela usamos e abusamos, sobretudo para evocarmos aqueles que toda a nossa existência vemos partir em busca de uma vida melhor. Tão bem a imortalizou a nossa diva Cesária Évora na canção Sodade, que a todos toca fundo e aos crioulos desperta uma lágrima no canto do olho.

Analisando a questão numa perspetiva mais espiritual, a palavra que, a meu ver, melhor resume 2020 é "Desimportância". O ano de que nos despedimos há coisa de seis dias deixou claro que tudo aquilo que considerávamos importante, de um dia para o outro (literalmente falando), deixou de o ser. O que era essencial passou a ser secundário, o que era indispensável passou a ser acessório, o que era urgente passou a ser adiável (sine data em muitos casos).

Diante de uma pandemia, global e mortal, tudo o resto, à exceção da vida e da saúde, perdeu importância, tornando-se assim desimportante. Perante a constatação inequívoca de que essas duas coisas são, na verdade, tudo o que realmente importa, as quezílias pessoais, as zangas familiares, os atritos com vizinhos, as disputas com colegas, os desafetos, os desamores e afins ficaram reduzidas à sua insignificância.

Dois mil e vinte serviu, pois, para nos lembrar que o que importa num instante pode passar a desimportar. Pensa nisso toda a vez que te sentires tentada a dar demasiada importância a coisas que, na verdade, nem são. Coisas que, se pensares com verdade e assertividade, vais chegar à conclusão que têm uma desimportância total, quando comparadas com a vida e a saúde.

Aquele abraço amigo e desejos de um ótimo Dia de Reis. Em terras de nuestros hermanos é dia de trocar prendas. Ouvi dizer que em terras soviéticas também acontece o mesmo. Por cá é dia de desmontar a árvore de Natal e encerrar as festividades com bolo-rei e romã.

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04
Jan21

existence.jpgOra viva! ✌️ 

Inauguramos um novo ano, aquele em que desejamos - com mais fervor do que nunca - que seja generoso, bondoso e afetuoso, repleto de saúde, esperança e harmonia. Escuso dizer que estou otimista em relação ao que ele nos trará, mais não seja porque ser pior do que o ano que lhe precedeu será missão (quase) impossível.

Sobre o que nos reservam os astros para este início de ano, ninguém melhor do que a Isabel Soares dos Santos, provedora das previsões energéticas que aqui costumo divulgar no início de cada mês, para nos dizer como vai ser o primeiro mês deste novo ano, regido por uma carta francamente auspiciosa, já que simboliza o início de tudo.

Eis-nos chegados finalmente ao tão aclamado ano de 2021. Muitos de vós desejam retirar o ano de 2020 do calendário, mas espero bem que não o façam. Dois mil e vinte foi o ano do Despertar, aquele que nos ajudou a abrir os olhos e a compreender como tantas coisas estavam erradas, connosco e à nossa volta. Quando aceitamos despertar, assumimos um compromisso com a nossa mudança interior. E a mudança faz-se a cada dia. Com a sabedoria necessária para ultrapassar cada novo desafio.

Espero que tenhas tido a coragem para despertar em 2020; pois se o fizeste, 2021 poderá ser como uma rampa de lançamento que irá ditar os teus próximos 12 anos. Por isso, está nas tuas mãos escolher qual a melhor rampa de lançamento.

Em janeiro somos abençoados com a carta que simboliza a Existência. Temos assim um convite para nos conectarmos com a nossa verdadeira essência, assumirmos quem realmente somos, sem complexos nem medos. A nova era que estamos a iniciar já não aceita falsas demagogias. Estamos a entrar na era do equilíbrio, da igualdade, da sabedoria da palavra escrita e verbalizada. Por isso, durante este mês, aceita o convite que a tua Existência te está a fazer e assume de uma vez por todas a tua verdadeira Existência. Para isso, faz a seguinte reflexão:
. Quem sou quando ninguém está a olhar? Quem sou quando não tenho de me esconder?
. O que me faz rir e dar gargalhadas até doer a barriga?
. Qual é a memória mais antiga que tenho?
Estas simples perguntas vão ajudar-te a viveres a tua verdadeira Existência!

Desejo-te um mês muito abençoado. Que saibas expor a tua Existência e que nunca aceites nada menos que isso.

Abraço de Luz,
Isabel 💖

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31
Dez20

AAB78706-6B75-462F-8147-4F2FAA4AB7E4.jpegOra viva ✌️!

Este 2020 foi intenso, disso não tenhamos dúvidas, provavelmente o mais intenso de toda a nossa existência. Neste dia em que ele (finalmente) se despede da humanidade, um balanço daquilo que foi, ou poderia ter sido, torna-se imperativo. Nunca como dantes uma reflexão sobre o ano que passou fez tanto sentido.

Perdas, privações, restrições, limitações, incertezas e tristezas são presença constante nos últimos nove meses da história mundial. Para muitos foi um ano fatal, letal mesmo. A dor de quem não conseguiu passar incólume a este ano só deve ser equiparada à esperança de um novo ano, infinitamente melhor. E é nisso que devemos todos depositar as nossas melhores expectativas, renovadas após um ano particularmente difícil, que de todos exigiu esforços para lá do imaginável.

Ainda assim, este foi - sem querer ferir suscetibilidades - um dos melhores anos de toda a minha existência, aquele em que senti-me realizada em praticamente todas as áreas. O blog segue convicto na sua missão, indiferente aos resultados, ainda não anunciados, dos Blogzillas do Ano. A revalidação da distinção de melhor blog de Sexo e Diário Íntimo de Portugal será tão somente o culminar de 12 meses salpicados de ambições e concretizações.

A nível pessoal, sinto que tornei-me mais e melhor ser humano, tendo feito sólidos investimentos nos campos espiritual e emocional. A nível amoroso, vivi um summer affair que vou guardar na memória como uma das experiências mais prazerosas de sempre. A nível laboral, enfrentei momentos conturbados (com uma baixa psicológica pelo meio), mas tenho plena convicção de que a situação há de resolver-se da melhor forma. A nível social, tive mais convívio neste ano do que em muitos que lhe precederam. Dentro da legalidade, e respeitando sempre as regras estipuladas pelas autoridades, viajei duas vezes para o estrangeiro, fui para fora cá dentro outro par de vezes, iniciei-me nas noites de fado, aprendi a andar de bicicleta, aprimorei o domínio da língua francesa, aperfeiçoei o nível de inglês, fiz um curso de coaching espiritual e outro de tarot, dediquei-me mais à culinária e explorei novas práticas de trabalho remoto. A nível sexual, arejei as partes baixas, livrando-as de uma boa parte das teias de aranha (se é que me entendes 😉). A nível afetivo, estreitei laços de amizade com duas pessoas, resgatei uma antiga amizade, reaproximei-me de uma irmã com quem tinha estado de costas voltadas por anos a fio e consolidei a relação com a minha adorada sobrinha. A nível extraprofissional, firmei uma auspiciosa parceria com a Isabel Soares dos Santos, vesti a camisola de cronista do P3, fui à televisão defender a causa que nos une, aventurei-me em entrevistas online e debutei-me no inspiring talking.

Sinto que nada deixei por fazer, por dizer, por viver, por sonhar. Posso dizer que vivi intensamente tudo que o universo me permitiu. É por tudo isso, e por teimar em manter intacto o meu espírito otimista, que mal posso esperar por 2021, que augura ser um ano mais bondoso que este que agora finda, mais não seja porque está prevista a tão ansiada imunização contra este maldito vírus que a todos trocou as voltas e reduziu-nos a uma insignificância frustrante e incapacitante.

É, assim, chegada a hora de renovarmos a esperança em dias melhores, pois só assim estaremos aptos a enfrentar, com a desejada - e tão necessária - coragem, os desafios que os próximos 365 dias têm-nos reservado. Desejo-te um Ano Novo transbordante de saúde, alegria, afeição e gratidão. Só o facto de termos sobrevivido a este ano já é motivo suficiente para nos sentirmos abençoados e agradecidos.

Aquele abraço amigo diretamente de terras gaulesas para ti, com sinceros votos de Boas Entradas!🍾💫🎉🎊.

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Boas Festas.jpgOra viva ✌️!

O tempo é de estranheza, incerteza, tristeza. Este ano apanhou-nos desprevenidos, despreparados para lidar com uma pandemia jamais vivenciada por qualquer um de nós. Vidas perderam-se, a saúde ficou comprometida, o medo assolou-nos, as nossas liberdades e garantias foram limitadas. Um ano difícil para todos.

Ainda assim, 2020 trouxe ao de cima muita coisa boa: os laços afetivos estreitaram-se, os vizinhos aproximaram-se, os desconhecidos solidarizam-se e as nações uniram-se. A voz do coração voltou a fazer-se ouvir, em detrimento da voz da razão. Descobrimos que afinal nos importamos uns com os outros, que os idosos têm o seu valor e que sem saúde pouco somos.

Por tudo isso, desejo que neste Natal saibamos celebrar, mais do que o nascimento de Cristo, os alicerces fundamentais da felicidade humana: a vida, a saúde, a paz, a esperança e a gratidão. Boas Festas! 🎄🎁💫🍾

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people-2557411_1920.jpgOra viva!

A minha vida continua aquela loucura que só eu sei, um corre-corre que parece alimentar-se da sua própria dinâmica. Ainda bem que já estou em contagem decrescente para as (habituais) férias de Natal. Este ano, a pandemia trocou-nos as voltas de tal modo que vi-me obrigada a abrir mão de estar com os meus, os quais, feliz ou infelizmente, vivem além-fronteiras. Por terras lusas terei eu que desvencilhar nas próximas semanas, o que não me agrada nada, vou já dizendo.

Como o que não tem remédio remediado está, mais vale conformar e tentar ver o lado bom da situação. 
Desabafo à parte, contigo partilho hoje um texto de Nelson Marques, publicado na edição online do Expresso, em junho de 2018, que versa sobre um tema particularmente interessante: a junção da amizade com o amor, resultando naquilo que o autor chama de amorzade. Deixo-te então com esta reflexão sobre se será (ou não) uma boa ideia namorar com um amigo.

A culpa desta geração que diz ser "inamorável" é das crianças. Ou melhor, é nossa quando éramos crianças. Lembram-se do tempo em que trocávamos bilhetinhos nas aulas ou no recreio da escola? "Queres namorar comigo?", perguntávamos. E lá inscrevíamos as três opções que a nossa paixão infantil devia considerar: sim, não, talvez. Na idade da inocência ainda não tínhamos percebido que o amor é incondicional. Ou sim ou não. Não há espaço para talvez.

O bom daquela idade é que ninguém tinha bagagem. Não havia feridas emocionais por cicatrizar, corações partidos à espera de quem os consertasse, fantasmas do passado que voltavam para nos assombrar. Éramos ainda folhas em branco, mas já disponíveis para as migalhas de um amor em suspenso. "Queres namorar comigo?" Talvez. Bastava isso para nos colocar um sorriso na cara.

Hoje já quase não se namora. Salta-se da discoteca ou do Tinder para a cama e em menos de duas semanas a combustão já se extinguiu, foi afinal fogo fátuo. Numa hora andamos nas nuvens, na outra já estamos a olhar por cima do ombro à procura de alguém melhor. Tão depressa nos deitamos a pensar que nada podia ser mais certo, como acordamos a ouvir "há dias em que penso que tudo o que faço é errado". O "não és tu sou eu" deu lugar ao "és uma pessoa incrível, mas tenho de me resolver a mim antes de nos resolver a nós". E quanto mais incrível for a pessoa, mais medo temos de falhar. Paralisamos. Em menos de nada, desistimos.

O amor tornou-se um jogo de tentativa e erro. Tentamos muito, mas acertamos pouco. E a cada nova tentativa, partimos com a armadura reforçada, para amparar o tombo. Já poucos aceitam saltar sem para-quedas, viver a sensação de queda-livre, mesmo que acabem estatelados ao comprido, para depois montarem os ossos do esqueleto, um a um, até estarem de pé de novo. Tornámo-nos a geração que tenta muito, mas arrisca pouco. Parece um contrassenso, mas não é. Para arriscar é preciso investir, como no tempo das paixões juvenis. Agora, desiste-se ao primeiro embate.

Esta geração de gente "inamorável", que diz ser feliz a viajar sozinha pelo mundo, mas que sonha com alguém com quem possa ver uma série de pijama no sofá, criou uma nova categoria de relacionamentos: as "nossas pessoas". "És a minha pessoa", dizemos, quase como uma declaração de amor. É o(a) amigo(a) que está lá sempre quando tudo o resto falha, a companhia para jantar, para ir ao cinema, para viajar. É o(a) namorado(a) com o qual não temos sexo. E de tanto estarmos com a nossa pessoa, esperando que ela um dia nos abra a porta, esquecemo-nos de olhar para outras. E nem percebemos que, por estarmos sempre acompanhados, não damos espaço a que se aproximem de nós.

E neste círculo vicioso, com pessoas cada vez mais magoadas, com mais cicatrizes, com cada vez mais receio de arriscar, talvez um dia olhemos para o lado e pensemos "Porque não?". Então, é muito provável que ouçamos "Não digas asneiras, somos só amigos". Mas será um erro assim tão grande? Se calhar quem tanto procurávamos esteve sempre ali ao nosso lado, como no tempo dos bilhetinhos da escola. Se ao menos tivéssemos coragem de escolher o "sim".

Aquele abraço amigo de sempre!

P.S. - Não te esqueças de votar em mim para blog do ano. A votação termina este domingo, pelo que ainda vais a tempo de fazer a diferença. Para fazê-lo só tens que clicar aqui e escrever o nome Ainda Solteira na caixa "Comentar", tal como esta imagem.

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Blogzillas do Ano.jpgOra viva!

Entramos na última semana de votação aos Blogzillas do Ano, evento que visa distinguir os blogs portugueses que mais agradaram aos cibernautas durante o ano de 2020. Como já sabes, estou na corrida, na categoria de Sexo e Diário Íntimo, e como tal preciso do teu voto para superar com louvor mais este desafio, o terceiro desde a minha criação, há cinco anos e meio.

As regras deste ano induzem um pouco à confusão, motivo pelo qual muitos têm reportado uma certa dificuldade em expressar a sua preferência. Assim, volto a relembrar os passos para votar: clicar neste link, descer até ao final da página e escrever o nome do blog favorito, neste caso Ainda Solteira, na caixa de comentários. Esta imagem ajuda-te a ter uma ideia mais concreta do que estou para aqui a dizer.
Blogzillas do Ano.jpgVota e pede aos teus contactos que também o façam. Um voto faz toda a diferença, pelo que não tenho qualquer pudor em assumir que dependo de ti para consquistar, pelo terceiro ano consecutivo, o título de melhor blog do ano. Seria o meu (melhor) presente de Natal. Vais deixar-me na mão?

Aquele abraço amigo e desejos de uma semana fantástica.

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