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Crónicas, contos e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Viva!

O artigo sobre vegansexualidade (que já agora vai ter que ficar para segunda-feira) estava quase concluído quando "pausei" para o almoço. Nessa hora e meia – gasta entre uma ida ao correio, uma visita à loja favorita dos meus cachitos e uma esplanada onde degustei a minha pizza di gamberi con tonno – aconteceu algo que mudou por completo o rumo da crónica que tinha prevista para hoje.

Enquanto aguardava pela comida, sentaram-se ao meu lado dois homens, na casa dos 30, que encetaram uma amena cavaqueira em inglês. Vendo ali uma excelente oportunidade para testar a minha escuta do idioma, afinal tenho que pôr em prática os conhecimentos que tenho vindo a adquirir no curso de nível intermédio que estou a tirar, estive particularmente atenta ao desenrolar dessa conversa alheia. 

Em meu abono tenho a dizer que eles é que vieram sentar-se na mesa contígua à minha, quando havia outras disponíveis; sem falar que, estando sozinha, tinha que me entreter com alguma coisa.

Um deles, português, com um inglês quase tão precário como o meu, contou que divorciou-se o ano passado, após um casamento de dez anos. Pelo que confidenciou, foram vários os motivos por detrás da separação: o desgaste de uma relação de mais de 15 anos, o nascimento da filha e as próprias mudanças pessoais. Para rematar o chorrilho, lá argumenta ele que as mulheres são doidas. Ou ouvir isso quase que me esqueço da minha condição de ouvinte clandestina, tamanho o meu desejo em espetar-lhe um garfo na língua. Só consegui refrear esse ímpeto assassino quando me lembrei que, de facto, nós as mulheres somos crazy


O que me leva a escrever-te não é tanto o discurso desse desinfeliz, mas antes a intervenção do seu acompanhante, residente na Polónia, mas cuja fisionomia e pronúncia remetem para sudoeste asiático. Em resposta ao desabafo do outro, diz ele o seguinte: "I’m single because I like to be free". Ao ouvir tal declaração, que tem tanto de verdade como de alarmante, não pude deixar de refletir sobre o que levará um jovem a encarar o casamento como uma prisão. E sabemos nós que ele não é caso único; pelo contrário.

É certo que não sou casada, sequer juntei alguma vez os trapinhos, mas custa-me acreditar que o matrimónio seja isso. Eu, pelo menos, não o consigo encarar dessa forma. Para mim, o matrimónio é para ser visto – e sentido – como uma união de dois corações que se amam, de duas almas que se reconhecem, de duas pessoas que se querem bem, em última estância, de dois indivíduos dispostos a percorrer um caminho de sentido único, ainda que com duas vias. [Desculpa lá a analogia com o código da estrada, mas agora que estou a tirar a carta não quero perder uma única oportunidade para rever a matéria.] 

É o que eu penso, sinto e acredito. Provavelmente, deve ser essa a razão pela qual sou (ainda) solteira. Com essa reflexão, deixo-te com aquele abraço amigo de sempre e desejos de um excelente fim de semana.

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16
Out19

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Viva!
 
Em relação aos Sapos do Ano, iniciativa que destingiu o Ainda Solteira (AS) como melhor blog de sexualidade do ano 2018, a lista dos finalistas à edição 2019 está para ser conhecida a qualquer momento. Enquanto isso não acontece a organização vai conversando com cada um dos finalistas do ano passado.
 
Assim, ontem foi a vez do AS ser apresentado aos leitores do portal, nestes termos: "Tem a missão de desencardir mentalidades, num mundo completamente sujo e fechado. Diz querer provar que estar solteira é tão bom (ou melhor!) do que não estar. Eu daria uma oportunidade para ler Ainda Solteira e vocês?"

Presumindo que tu também lhe vais dar uma oportunidade, deixo-te com a versão integral do post:
 
Sapos do Ano: here we go again
Prestes a arrancar está uma nova edição dos Sapos do Ano, iniciativa que visa distinguir os melhores blogs do Sapo. Para tal, é preciso passar pelo crivo dos internautas, únicos responsáveis pela escolha dos finalistas, agrupados em 14 categorias: culinária e nutrição; desporto; família; educação; lifestyle, moda e beleza; poupança; fotografia; viagem; opinião; humor; livros; sexo e diário íntimo; animais; e generalista.
 
De acordo com Magda&David, os "culpados" por esta magnífica empreitada, os Sapos do Ano continuam fiel à sua essência, ou seja, destituída de intenções comerciais e/ou promocionais. Trocado por miúdos, isto quer dizer que o que move esta dupla é o desejo de contribuir para o reconhecimento de blogs anónimos alojados nesse portal.
 
Tendo sido uma das vencedoras na edição anterior, na categoria sexualidade, acredito reunir as condições desejáveis para ultrapassar com êxito esta primeira eliminatória. Assim, eis-me aqui a tentar vender o meu peixe com o olho fixo numa segunda distinção.
 
Este ano, a organização resolveu alterar o nome da categoria para sexo e diário íntimo, dando assim um cunho mais intimista, e pessoal, à temática. Confesso que adorei esta novidade, pois o Ainda Solteira (AS) identifica-se bem mais com esta nova designação.
 
Um espaço de partilha de informações, experiências, confidências, angústias e estórias à volta do tema solteirice, o AS, de modo mais ou menos acutilante, tenta com as suas publicações desmistificar e desconstruir a velha máxima de que uma solteira é uma mulher solitária, infeliz ou defeituosa.
 
Porque a solteirice ainda incomoda, é missão principal deste blog desencardir mentalidades, no sentido de provar que uma solteira pode ser tão ou mais feliz que uma emparelhada.
 
É por tudo isso – e mais alguns motivos que irás descobrir depois de o conheceres melhor – que o Ainda Solteira pede que lhe dês uma oportunidade, votando nele para melhor blog do Sapo na categoria Sexo e Diário Íntimo.

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Viva!

Estou para escrever sobre isto já faz algum tempo, só que entre um post e outro acabei sempre por protelar o assunto. Até que decidi que de hoje não passa. Assim, eis-me aqui para te apresentar o Livres para Amar, um grupo do Facebook no qual me alistei há uns mesitos, quatro para ser mais exata. 

Criado, gerido e moderado pel'A Gaja, uma solteira empedernida cujas aventuras e desventuras amorosas acompanho através das redes sociais, é propósito desse fórum privado "permitir que pessoas solteiras se conheçam e interajam". Assim, demanda a sua mentora que a prioridade das publicações seja dada a posts com perfis, apresentações, temas ou questões diretas.


Não obstante tratar-se de um grupo exclusivo a pessoas disponíveis e livres para amar – solteiras, para quem tem dificuldade em entender a língua de Camões – o bando do chico esperto tem-se por lá infiltrado sempre que possível. Em relação a esses penetras (entenda-se casados e/ou num relacionamento), os membros que os denunciem com vista à sua imediata expulsão de uma comunidade que não é a sua. Nem poderia ser.

Faço aqui uma pausa para deixar um recado a essa malta emparelhada incapaz de perder uma oportunidade para dar uma ciscada em galinheiro alheio: "Tomem vergonha na cara e parem com essa obsessão em estarem precisamente onde não é suposto estarem. Escolhem emparelhar e depois querem fazer vida de leve, livre e solto, como se de facto assim o fossem? O vosso problema não é fome mas gula, não é falta mas gana, não é carência mas promiscuidade. Se estão infelizes, epa, livrem-se da trela e façam-se à estrada da vida. Agora permanecer "busy" e "online" ao mesmo tempo é que não. Isso é imoral, indecente, inconcebível, desleal e imperdoável. Tratem de procurar quem vos ajude a lidar com essa síndrome de engate compulsivo!

Voltando a grupo de que falava há pouco, no que toca ao conteúdo que por lá circula, não obstante a apertada supervisão d’A Gaja, convém saber separar o trigo do joio, pois, como em tudo na vida, há tanto do melhor como do piorio. Volta e meia somos compensados com textos deveras cativantes, como este, por exemplo, cujo autor deu-me permissão para aqui partilhar:

O grupo 'Livres para Amar' não é, nem pode ser visto, como um grupo de desesperados anónimos (por ser fechado) que se lamentam diariamente de não terem uma mulher ou homem com quem partilhar o seu dia a dia.
Quantos de nós aqui estamos solteiros ou divorciados por opção? Não tenho dúvidas que ainda sejamos alguns…
Façam uma experiência: andem pela rua, durante uma hora que seja, e vejam qual a percentagem de casais que vos parecem felizes? Já para não falar em descontar aqueles que se esforçam para transmitir uma união feliz em público, quando em privado…
Façam outra experiência: olhem para a vossa família e verifiquem em quantos casamentos ainda existe cumplicidade entre o casal. Quantas vezes não ouviram: "Foi o homem que escolhi e é esta a minha cruz" ou "Tenho de dar comer a quem tem fome, se não ele procura fora" ou "Fulano ou sicrano vai-se separar. Ai o falatório que vai ser."
Resumindo e indo diretamente à "ferida", conto pelos dedos os namoros/casamentos em que me revejo, que não sejam mais que uma imposição social, só porque: "ah e tal, Maria já estás a caminho dos 30/40 anos. Não achas que está na altura de arranjares alguém?!"
Só a palavra "arranjar" já me faz vomitar.
Na mesma ótica, tenho lido por aqui, e por mais que uma vez, a expressão "encalhada". Considero essa palavra muito infeliz; parece que a maioria dos casais com quem conviveis amiúde e que "desencalharam" são mais felizes que vós, só por viverem na mesma casa (sim, porque muitas vezes é a única partilha que fazem).
Atenção: isto não quer dizer que um verdadeiro amor, alimentado continuamente e incondicionalmente, não seja bem melhor que estar sozinho… Disso também não tenho dúvidas, já amei uma (única) vez e sei como é magnífico. Agora, não façam do ser "solteiro" ou "divorciado" um drama, porque acreditem que somos bem mais felizes que muitos casais. E se não encontrarmos novamente o amor, qual o problema? Vamos casar com a amiga de um amigo que também está "encalhada" só para "português ver"?
Caramba, se encontrarem alguém que vos faça fervilhar por dentro e sentirem que é recíproco não hesitem em arriscar, independentemente do vosso passado. Mas se não encontrarem qual é o mal? Ainda não se paga multa, pessoal 😌
Desculpem a frontalidade, mas considerei importante falar sobre isto.

Como sabe bem ler este tipo de texto, uma verdadeira ode ao nosso estado civil. Termino com esta prece: mais respeito e menos depreciação, que a solteirice não é nenhum cancro social, pelo contrário!

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Ora viva!

Single mine, acaso já ouviste falar do Match 74, a primeira agência de relacionamentos em Portugal, que foi apresentada esta quarta-feira? À conta deste blog, e provavelmente na expectativa de uma divulgação a custo zero, recebi em primeira mão a dica sobre a sua apresentação. 

Mal a recebi, acometida de uma enorme curiosidade, desatei a disparar cliques em busca de mais informações sobre este novo conceito de emparelhamento amoroso em terras lusas. Infelizmente, até à data, só me foi possível atinar com duas fontes: o site da própria agência e um artigo do Público. Portanto, esta crónica assenta em dados recolhidos por via destas duas entidades.

Na minha busca, até tive direito a um ebook gratuito sobre os erros a não serem cometidos no primeiro encontro. Sobre isso falarei noutra altura que o assunto hoje é outro. Falemos então do Match74, uma empreitada do Eduardo Torgal, o coach de relacionamentos que fez parte da equipa de profissionais que acompanhava os concorrentes de Casados à Primeira Vista. Yep, esse mesmo!


"Sem jogos, sem máquinas a testar relações. Aqui não há algoritmos, fotos falsas ou encontros frustrantes. Dedicado a pessoas reais, que querem relações reais", assim se define a agência na sua homepage, assumindo a transparência, o profissionalismo, a confidencialidade e a discrição como os valores pilares da sua estratégia comercial.

Absolutamente consciente da existência de tantos – demasiados até – corações solitários, o Match74 ambiciona fazer a diferença, desempenhando o papel de um cupido real, sério e competente. Como, deverás estar tu a perguntar? Oferecendo aquilo que as apps e sites de encontro não conseguem: proximidade, familiaridade e conectividade com os clientes. Nas palavras do seu mentor, a missão "é juntar pessoas. Ninguém é um número ou apenas um nome. Nós conhecemos a história da pessoa. Queremos ter sempre essa proximidade com os nossos clientes e queremos que as pessoas que não estão confortáveis no Tinder sejam nossas clientes".

Almejando promover relações sérias e duradouras, o especialista em relacionamentos não se inibe em reconhecer que o público-alvo da agência é essencialmente aquele que deseja – e está preparado para – ter uma relação pra valer. Se for para andar na "caranganhada" (expressão típica da minha terra que significa safadice) que façam bom uso dos Tinders da vida, lê-se nas entrelinhas.

Sobre os valores cobrados pelos serviços prestados, só se sabe, para já, que o Love Card, a primeira fase após a entrevista inicial, tem um custo de 140 euros. Daí para a frente, será preço sob consulta, o que é uma forma sutil de dizer que não será para todas as carteiras. Para a minha com certeza que não.

Pelos vistos, ainda não é desta que vou recorrer aos serviços personalizados de um provedor de amor profissional. Só me resta então continuar a aguardar por algum outro casamenteiro certificado mais à medida das minhas possibilidades, uma coisa assim mais low coast, se é que me entendes. Enquanto isso vou postando, cuscando, curtindo a minha solteirice e sendo feliz do jeito que dá.

Aquele abraço amigo e desejos de um ótimo fim de semana!

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09
Out19

À procura do Amor

por LegoLuna

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Viva!

Para tudo que hoje trago uma novidade bombástica, algo que vai revolucionar o atual panorama da procura de amor em Portugal. Qual Tinder qual quê, a resposta às preces da comunidade desemparelhada está na revista Ana, mais concretamente na sua secção de classificados, intitulada À procura do Amor.
 
O nome por si só já nos deixa com as orelhas em pé, mas os anúncios que lá constam deixam-nos com os olhos em bico. Nunca vi ou ouvi falar de nada parecido. Posso dizer que a minha odisseia em busca do amor divide-se entre antes e depois de chegar a esse site, cujo conteúdo é tão surreal que ainda estou a tentar decifrar a sua veracidade. 

Qualquer dia destes dá-me uma louca e tiro a prova dos nove. Escolherei um anúncio à medida, enviarei um sms e depois virei para aqui contar-te que tipo de caramelo me saiu na rifa.
 
Tomei conhecimento da página ontem à tarde, por intermédio de uma colega de trabalho. O que nos divertimos a ler aquelas coisas todas! Fiquei de tal forma fascinada com a descoberta que só pensava em partilhar tudo contigo. Desafio-te, pois, a ir comprovar o motivo do meu fascínio.

Antes disso, convém alertar que o nível gramatical que por lá reina deixa muito a desejar, pelo menos na maior parte das vezes. Só para teres uma ideia, o anúncio mais popular é um em que o "procurante" diz que o seguinte":
Olá procuro ou senhora pode ser casada em sigilo ou casal para momentos íntimos sem stresss para algo íntimo sem compromisso Máximo sijilo ijiene acima de tudo sem tabus aguardote Zona norte.
 
Vai lá ver por ti mesma e depois vem dizer quem é amiga.

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07
Out19

Regras para ser feliz

por LegoLuna

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Viva!

Segunda-feira é um dia que dificilmente inspira sentimentos efusivos. Que o diga a classe assalariada. Como se não bastasse o retorno à rotina, sabemos ter à nossa espera uma carga adicional de trabalho, à custa de novos assuntos que entraram durante o fim de semana ou de coisas pendentes que herdamos da semana que findou.

Assim, é unânime que se trata do dia mais exigente da semana, em que as horas tardam a passar e os assuntos teimam em deixar-se despachar. Tendo isso em mente, escolhi para tema desta crónica, inspirada num artigo do Delas, algumas regras capazes de nos proporcionar uma existência (mais) feliz, não só no início da semana, mas em qualquer altura da vida. 

Anota aí quais são as oito atitudes que tens de passar a cultivar, a par de sentimentos recorrentes que tens de abandonar. Isto, claro, se é tua intenção ser feliz!
 
Não tentes agradar a todos
A felicidade não é algo que se deva terceirizar, sob pena de a tornar refém da atuação alheia. Assim, a tua prioridade deverá ser sempre corresponder primeiro às tuas expectativas e só depois às dos outros. É claro que por vezes é preciso fazer cedências, mas convém teres sempre em mente que tu és o elemento mais importante da equação.

Acaba com as reclamações a custo zero
Reclamar é um vício altamente desgastante, e tóxico. Quanto mais reclamamos mais motivos a vida nos dá para isso. Se for esse o teu caso, que tal, se em vez de estares sempre a mandar vir com tudo e todos, agradeceres por teres vida, saúde e capacidade intelectual para reagir ao que te incomoda? Vais ver que assim terás (mais) tempo para apreciar o lado bom da vida. Sem falar que as coisas só têm a importância que lhes atribuímos.

Esquece os rótulos
Uns são saloios, outros betos, alguns freaks e o resto totó. Assumo que dou comigo, mais vezes do que gostaria, a rotular aqueles que cruzam o meu caminho, etiquetando a maioria de anormal e raramente me sentindo bem na companhia de quem quer que seja. Resultado: estou quase sempre sozinha e identifico-me cada vez menos com os outros. Com este post desafio a mim mesma a parar com essa mania e a passar a dar mais importância às semelhanças do que às diferenças.

Aceita que nem sempre tens razão
Se até mesmo os génios se enganam, porque fazer questão de ter sempre razão? Sempre que te sentires convicta disso, fica com a tua certeza e embarca o resto do mundo numa viagem de circunavegação à volta da Atlântida. Se, pelo contrário, sentires que a estória não é bem assim, recua, pede desculpas (se for o caso) e relaxa, que da vida queres muito mais do que ser dona e senhora da razão.
 
Não te leves tão a sério
Uma das citações que mais me inspiram na vida é aquela que diz: "Não leves a vida tão a sério que podes não sair dela vivo!". Ora nem mais! Quando levamos as coisas demasiado a peito, estamos a autoinflingir-nos uma enorme carga emocional, com sérias consequências para a nossa saúde física e mental. São exemplos dessas consequências o stress, a depressão, a ansiedade, o desafeto, o conflito e a autocensura; tudo coisas que não contribuem em nada para a nossa felicidade.
 
Não sejas derrotista
Se quiseres muito uma coisa, e fizeres por ela, dificilmente vais deixar de consegui-la. Não desistas, mesmo quando a tua voz interior te disser que vais fracassar. Lembra-te que, por conhecer melhor que ninguém todas as tuas fraquezas, ela poderá ser a tua maior inimiga. Sempre que ela te quiser sabotar, repete para ti mesma: "Eu consigo e não hás de ser tu a impedir!". Neste momento tenho em mente um projeto ousado que me poderá levar ao estrelato, pelo que diariamente me debato com essa mesma voz que me diz que estou a sonhar alto demais, que não vou conseguir e que vão desdenhar de mim. Noutros tempos, desistiria na hora. Hoje, usa-a como motivação extra, nem que seja pelo brio em provar que ela não é mais forte do que a minha determinação em provar que sou capaz.
 
Não adies o que tens para fazer
Lá diz, e bem, o dito popular: para quê deixar para amanhã o que se pode fazer hoje? Tirando, o maldito artigo para o P3, posso dizer que sou uma aluna exemplar nessa matéria. Não gosto de deixar nada pendente, sejam afazeres domésticos, tarefas no trabalho, exercícios no ginásio ou assuntos burocráticos. Já que tenho que fazer mais vale fazer assim que possível.
 
Brinca como se fosses uma criança
Resgata a criança que há (ou houve) em ti e faz coisas que te divertem, sem culpa nem censura. Reserva um tempo para brincar, tal e qual fazias quando eras pequena. Fazer algo sem outro intuito que não a pura diversão é das coisas que mais bem fazem à alma. Eu, por exemplo, adoro dançar no meio da rua. Todos ficam a olhar para mim, achando que não bato bem da tola, mas quero lá saber. O que importa é que me sinta bem e não esteja prejudicando ninguém.
 
De forma consciente ou não, todos nós cultivamos (em algum momento da nossa existência) hábitos e atitudes que atentam contra a nossa felicidade, mais não seja porque põem em causa a harmonia das nossas relações interpessoais. Como vamos sempre a tempo de mudar para melhor, com este artigo tens um bom apoio para dares os primeiros passos rumo a uma existência mais feliz. Faz bom uso dela.
 
Até à proxima!

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Viva!

Se não tivesse acontecido o que aconteceu há uns meses, o meu pai completaria ontem 65 anos. Foi um dia especialmente duro para a família, com o luto a intensificar-se, não só porque era uma data por ele aguardada com enorme expectativa (ia reformar-se oficialmente), mas porque os filhos (todos radicados na diáspora) tinham combinado festejar com ele na pátria amada.

À conta disso, por estes dias o desânimo, a tristeza e, por tabela, a desinspiração andam nas nuvens comigo. Atendendo que a vida tem que seguir (numa sexta-feira mais ainda), que tal se em vez de uma crónica original partilhar contigo o relato de um homem maduro sobre a sua aventura de uma semana no ginásio? Garanto que vais adorar ter uma perspetiva do que te (perdão, nos) espera daqui a uns anos.

Acabei de completar 60 anos. A minha mulher ofereceu-me um voucher de uma semana num dos melhores ginásios da cidade. Estou em excelente forma mas achei boa ideia diminuir a minha "barriguinha". Ao fazer a marcação, fiquei a saber que a personal trainer que me vai seguir chama-se Catarina, tem 26 anos, é monitora de aeróbica e modelo.

Recomendaram-me que escrevesse um diário para documentar o meu progresso, que transcrevo a seguir:

Segunda-feira
Com muita dificuldade levantei-me às 6 da manhã. O esforço valeu a pena. A monitora parece uma deusa grega: loira, olhos azuis, grande sorriso, lábios carnudos e corpo escultural. Primeiro mostrou-me todos os aparelhos de ginástica. Comecei pela bicicleta. Ao fim de 5 minutos mediu a minha pulsação e ficou alarmada porque estava muito acelerada. Mas não era da bicicleta: era por causa dela, por estar vestida com uma malha de lycra justíssima que lhe moldava as formas todas. Gostei do exercício. Ela consegue dar-me imensa motivação. Começo a sentir uma dor constante na barriga de tanto a encolher.

Terça-feira
Tomei o pequeno-almoço e fui para o ginásio. A monitora estava melhor que nunca. Comecei por levantar uma barra de metal. Depois ela atreveu-se a pôr pesos!!!
Tinha as pernas fracas mas consegui completar UM QUILÓMETRO na passadeira. O sorriso arrebatador que a monitora me deu no fim da manhã convenceu-me de que todo este exercício vale a pena... É uma vida nova para mim.

Quarta-feira
A única forma de conseguir escovar os dentes foi segurar na escova com os cotovelos apoiados no lavatório e mexer a cabeça de um lado para o outro. Conduzir também não foi fácil: estender os braços para meter as mudanças foi um esforço digno de Hércules. Dói-me o peito. As plantas dos pés doem de cada vez que carrego nos pedais. Fisicamente debilitado, estacionei o carro no lugar reservado para deficientes, até porque só consigo andar a coxear. A monitora estava com a voz um pouco aguda. Quando grita incomoda-me muito. Quando me pôs um arnês para fazer escalada todo o corpo me doeu. Para que é que alguém inventa um aparelho para fazer escalada quando isso ficou obsoleto desde a invenção dos elevadores? A monitora disse-me que este exercício me ia ajudar a ficar em forma, ou a gozar a vida...

Quinta-feira
A monitora estava à minha espera com os seus dentes de vampiro horríveis. Cheguei meia hora atrasado: foi o tempo que demorei para conseguir calçar os sapatos. A desgraçada pôs-me a trabalhar com os pesos. Quando se distraiu, fui-me refugiar na casa de banho. A gaja mandou um outro monitor ir buscar-me. Como castigo pôs-me na máquina de remar... Estou todo rebentado.

Sexta-feira
Odeio essa desgraçada. Estúpida, magra, anémica, chata e feminista sem cérebro! Se houvesse uma parte do meu corpo que eu pudesse mexer sem sentir uma dor excruciante, partia ao meio essa sacana. Quis que eu trabalhasse os meus tricípites... EU NEM SABIA O QUE ERA ESSA COISA DOS TRÍCIPETES!!! E como se não bastasse colocar-me pesos nos braços, pôs-me aquelas tretas das barras... Desmaiei na bicicleta. Acordei numa maca. Uma nutricionista, uma idiota com cara de estúpida, deu-me uma seca sobre alimentação saudável.

Sábado
A filha da mãe deixou-me uma mensagem no telemóvel com a sua vozinha de lésbica assumida a perguntar por que é que eu não apareci. Só de ouvir aquela vozinha fiquei com ganas de partir o telemóvel, mas não tive forças para o levantar. Carregar nas teclas do comando da televisão para fazer zapping está a ser um esforço tremendo...

Domingo
Não me consigo levantar. Pedi a um amigo meu para agradecer a Deus por mim na missa por ter sobrevivido a esta semana que felizmente já acabou. Rezei para que no ano que vem a desgraçada da minha mulher me dê qualquer coisa um pouco mais divertida, como um tratamento dentário, um cateterismo ou até mesmo um exame à próstata.

Saudações desportivas!

Bom fim de semana e vê lá se dás um saltinho até ao ginásio! 

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01
Out19

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Viva!

Hoje é dia 1 de outubro. E como tem sido hábito, a cada início de mês partilho contigo as previsões energéticas da conselheira espiritual deste blog, Isabel Soares dos Santos, cujas cartas de tarot auguram um mês extraordinário, pelo menos para aquelas pessoas que querem deixar o medo de lado e abraçar o novo. O melhor mesmo é saberes por ti os que nos reservam os astros para os próximos 31 dias.

Entramos assim no último trimestre de 2019. Uma energia de equilíbrio paira no ar. Muitas pessoas sentem-se serenas, tranquilas, como se soubessem que a sua missão está cumprida. Por outro lado, existe ainda alguma instabilidade no ar, por parte de quem não fez até agora aquilo que se tinha proposto fazer no início do ano.

Quando celebramos um novo ano estamos cheios de energia para abandonar padrões antigos e abraçar novos hábitos e objetivos. Mas o tempo vai passado e os maiores desejos acabam por ficar perdidos numa gaveta qualquer. 
A boa notícia é que hoje é um excelente dia para arregaçar as mangas e tirar da gaveta os sonhos que ficaram perdidos desde o início do ano. É como se uma nova oportunidade nos fosse dada neste momento e só depende de nós abraçá-la, ou não. Para aquelas pessoas que querem deixar o medo de lado e abraçar o novo, outubro será um mês extraordinário para o fazer. Um sentimento de "é agora" fará parte deste mês.

Deixo um conselho para a maioria de vós: tentem colocar numa balança e perceber os sacrifícios que tiveram que fazer no passado para chegarem a este momento. Se analisarem bem, chegarão à conclusão de que o universo conspirou a vosso favor e agora é chegado o momento de tudo começar a acontecer. Temos um mês incrível pela frente, onde tudo está em plena harmonia e sincronicidade. E o momento é mesmo agora. Tudo o que deveria ter sido planeado, corrigido e retificado já teve o seu tempo. Agora é o momento de entrar em ação e de aproveitar esta energia de integração que iremos sentir durante todo o mês.

Para aqueles que têm mais dificuldade em tomar decisões e que ficam dominados pelo medo, saibam que até ao final do ano não terão outra oportunidade tão boa. Novembro inicia com Mercúrio retrógrado e tudo fica mais lento. Portanto, não há tempo a perder.

Ainda vamos a tempo de transformar os últimos três meses deste ano, nos melhores meses da nossa vida. Tudo está a mudar rapidamente e em 2020 muita coisa vai ser diferente. Teremos em janeiro um mês de conclusão, de deixar partir de uma vez por todas as frequências da terceira dimensão para começarmos a ascender a energias mais puras e de luz.

Não percas mais tempo à espera do momento certo. Hoje é o momento certo. Cada dia da tua vida é o momento certo. Hoje é o dia certo para seres feliz. Embarca sem medos nesta aventura maravilhosa que é a vida e dá o melhor de ti a cada dia.

Desejos de um mês maravilhoso, pleno de harmonia e amor.

Um abraço de Luz,
Isabel 💗

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Viva!

Como não vou conseguir terminar a tempo um texto sobre a #selfiemania que pretendia partilhar contigo hoje, deixo-te com este que fui catar ao baú de memórias do Facebook. Como já lá vão alguns anos desde a sua publicação, confesso que não consigo identificar o autor da prosa, podendo, inclusive, ser esta solteira aqui. Caso não seja esse o caso, ao (legítimo) autor peço desde já perdão pela não identificação.

Já perdoei erros imperdoáveis
Tentei substituir pessoas insubstituíveis e
Esquecer pessoas inesquecíveis
Já agi por impulso
Já me dececionei com quem nunca pensei me dececionar
Mas também já dececionei alguém
Já abracei para proteger
Já me ri quando não podia
Fiz amigos eternos
Amei e fui amada
Mas também já fui rejeitada
Fui amada e não retribui 
Já gritei e saltei de felicidade
Já vivi de amor
Fiz juras eternas e sofri muitas vezes
Como já fiz sofrer pessoas também
Já me apaixonei por um sorriso
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade
E também já perdi alguém muito especial 
Mas vivi e ainda vivo
O bom mesmo é ir à luta com determinação
Abraçar a vida e viver com paixão
Perder com classe e vencer com ousadia
Porque o mundo pertence a quem se atreve
E a vida é muito curta para ser insignificante

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26
Set19

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Viva!

Para hoje, trouxe-te um conto da minha autoria. Espero que gostes.


Era uma vez um pinto que andava com uma pita, mas que na verdade cobiçava uma puta. 
A pita pensava que tinha encontrado no pinto o seu príncipe encantado, só que o pinto procurava ardentemente uma aventura com uma puta.

A pita olhava para o pinto, que por sua vez olhava para todas... à procura de uma puta.
A pita queria o pinto, mas o pinto queria a puta.
A pita fazia planos de futuro com o pinto, mas o pinto suspirava pelo dia em que cairia nos braços de uma puta.
A pita sentia que o pinto era único, mas o pinto achava que a pita era só mais uma.
A pita sonhava acordada com o pinto e o pinto tinha insónias por causa da puta.
Um dia a pita, cansada de não ver retribuído o seu afeto, desistiu do pinto, que não se importou porque assim teria mais disponibilidade para ir à caça da puta dos seus sonhos.
De tanto procurar, o pinto finalmente encontrou uma puta, aquela que achava que ia realizar todas as suas fantasias e satisfazer todos os seus desejos.
O que o pinto não sabia era que para a puta ele era apenas mais um pinto.
Quando descobriu que era só mais um na vida da puta, o pinto finalmente se apercebeu que a pita era única.
Mas aí já era tarde, pois a pita já não queria mais saber do pinto, que por sua vez não podia ouvir falar na puta.


Moral da estória: às vezes temos tudo o que precisamos para ser feliz, mas andamos demasiado focados naquilo que poderíamos ter que acabamos por perder o que nos fazia feliz!

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