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Crónicas, contos e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Viva!

Agora que o Dia dos Namorados "defuntou" – e assim vai permanecer nos próximos 350 dias – não vejo razão para não partilhar contigo os resultados do estudo 'European Consumer Payment Report 2018', que revela que 37% dos portugueses mantém-se emparelhado pelo simples facto de não ter dinheiro para se fazer à estrada sozinho.

O ficar 'preso' a uma relação que já não é desejada é uma constatação que não me surpreende de todo, até porque quando andava na vida do engate online tive conhecimento de inúmeros casos de homens comprometidos que procuravam afeto como se solteiros fossem mas que continuavam a manter vida de casado por não terem bolso com a profundidade necessária para arcarem com os custos de se sustentarem sozinhos e ainda sustentarem as ex's com rebentos.


Reconheçamos ou não, a verdade é que os problemas financeiros influenciam sobremaneira o prazo de validade de muitas relações, demasiadas até. Isto porque "grande parte dos casais tem créditos bancários que não conseguem liquidar e em caso de separação, cada um continua a ser responsável pelas dívidas existentes. Assumir a responsabilidade pelas finanças pessoais, juntamente com a plena noção das consequências de uma dívida, são questões que têm um peso muito grande no momento da separação", esclarece Luís Salvaterra, diretor-geral da Intrum Justitia.

Outro dado curioso deste estudo é que a mesma percentagem de inquiridos assumiu que a sua situação financeira tem sido um fator crucial para o fracasso dos relacionamentos. Dito de outra forma: são duplamente infelizes; primeiro porque não têm dinheiro para deixar quem já não lhes faz feliz; segundo porque não têm dinheiro para ir atrás de quem lhes possa fazer feliz. Moral da estória: a felicidade conjugal só está ao alcance das contas bancárias mais robustas!


Quem foi mesmo que inventou aquela frase de que o dinheiro não traz felicidade? Aposto que não deveria ser nenhum dos entrevistados deste estudo, pobres almas condenadas a estarem acorrentadas a quem que já não amam, mas de quem não podem separar.

Bom fim de semana!

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Viva!

Como o Dia é dos Namorados dedico estes versos (de autor desconhecido) a todos os enamorados espalhados por este mundo fora:

Namoro
Namora
Namora sempre
Namora muito
Deixa-te namorar
Namora o mundo
Enamora-te do mundo
Namoro é plural e não faz mal
Paixão é prazer, namoro é gozo
Amor é teoria, namoro é prática
Paixão é chama, namoro é lume
Amor é alegria, namoro é festa
Paixão queima, namoro aquece
Amor é ser, namoro é estar
Paixão é entrega, namoro é partilha
Que desperdício este Dia de Namorados
Se podes namorar todos os dias
E – NA – MO – RA – TE
Enamora-te perdidamente e ama
Apaixonadamente enamorada.

Que o teu dia seja transbordante de amor, romance, beijos, abraços, mimos, prendas e gemidos de prazer!

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Viva!

A menos de 48 horas do dia mais romântico do ano, que melhor tema para uma crónica do que a emoção que o poeta-mor da lusofonia descreveu, entre outras estrofes, como "querer estar preso por vontade".

Por mais que respeite e admire a genialidade de Luís de Camões, não estou incondicionalmente de acordo com esta frase do épico 'Amor é fogo que arde sem se ver'. Isto porque, para mim, amor é liberdade, liberdade para ser (mais) feliz!


Com isso quero deixar claro que me recuso a encarar o amor – o sentimento mais sublime que um ser humano é capaz de experienciar – como uma prisão, ainda que voluntária. Vejo-a sim como um escape para uma existência mais plena e infinitamente mais realizada. Logo, encaro-a como uma libertação. 

O amor, quando sincero e correspondido (convém!), nada mais é do uma via verde para a felicidade. Quando amamos transpiramos felicidade por todos os poros, contaminando tudo e todos ao nosso redor (como referi há dias num outro post). Quando amamos somos mais generosos, mais solidários, mais tolerantes e mais gratos, no fundo, mais fiéis à nossa essência divina.


Assim, amar é o mais perfeito exercício da liberdade, connosco livres para revelarmos os nossos melhores sentimentos; livres para zelarmos pelo bem-estar alheio; livres para apreciarmos (mais) a vida; livres para melhor nos conectarmos com o que nos rodeia; livres para sermos mais felizes.

Independentemente do alvo da nossa afeição (seja ele namorado, marido, filho, parentes ou amigos), amor será sempre liberdade e em momento algum prisão.

Aproveito esta deixa para mandar um recado a todos aqueles cujo amor remete para prisão ao invés de liberdade. Se tens hipotecado a tua felicidade em nome de uma relação que não te faz sentir mais e melhor pessoa, lamento dizer-te que não é amor. E se não é amor, não te permitas manter acorrentada a algo que não te dá liberdade para seres feliz.

Mais e melhor amor para todos nós!

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Viva!

Depois de duas crónicas salpicadas de episódios tensos e personagens neuróticas, a de hoje chega para descomprimir; afinal a vida não deve ser apenas drama e desgraça.

Assim sendo, é com todo o orgulho que anuncio que, esta terça-feira, o AS alcançou um facto inédito: dois posts em simultâneo nos destaques do Sapo Blogs. Primeiro foi o Stalkers: cuidado que eles andam aí e quando menos esperares... que mereceu constar do painel das melhores publicações do dia. Horas depois foi a vez do Quando pensamos que o racismo é coisa do passado há sempre alguém para nos lembrar do contrário conhecer o mesmo destino.

Não me canso de expressar a minha profunda gratidão por todos aqueles que contribuem para estas conquistas:

Quem lê 
Quem segue 

Quem gosta
Quem subscreve
Quem menciona

Quem partilha
Quem recomenda 
Quem elege
Quem inspira 
Quem ajuda (mesmo quando tenta atrapalhar)
Mas sobretudo pelo facto de, a partir de episódios lamentáveis com tudo para me derrubar, eu conseguir contar uma estória com as quais te identificas, empatizas e solidarizas.

Obrigada, thank you, merci, gracias, grazie, danke, arigatōgozaimasu...

Sou mesmo abençoada por todos os dias ter motivos para ser grata à vida!

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Viva!

Sei que hoje não é dia de nos encontrarmos, mas é que há pouco aconteceu-me uma que não consigo deixar para contrar amanhã ou depois. Se não escrever sobre isso já acho que sou capaz de explodir. Deixa-me só respirar fundo, tomar um (bom) gole de água que já te conto tudo.

À hora do almoço fui ver um quarto que fica na esquina da Artilharia 1 com a Joaquim António de Aguiar. Seguindo as instruções da pessoa com quem falei ao telefone 15 minutos antes, subi de elevador até o 5º andar. Chegada lá dei de caras com uma jovem negra a limpar o hall de entrada e uma senhora loira, ladeada por um rapaz na casa dos 30, que vim a saber pouco depois tratar-se do filho.

Fui convidada a entrar na casa, não sem antes ter-me apresentado e estendido a mão em jeito de cumprimento. Reparei que a senhora me olhou dos pés à cabeça de uma forma nada discreta, mas como estou habituada a que me tirem as medidas e reparem nas minhas vestes, não liguei muito. Só depois viria eu a perceber o porquê daquele olhar.

A senhora, a beirar os 60, mandou-me sentar enquanto ia buscar "onde tomar notas". Quando voltou, munida de papel e caneta, pediu-me que lhe recordasse o meu nome. "Sara", respondi-lhe com gosto, após o qual perguntou-me a idade e o telefone. Bem que estranhei aquelas questões todas, inéditas neste tipo de situação, mas pensei para comigo que deveria ser uma forma de ela depois se organizar e decidir qual o melhor candidato ao alojamento. Nisto, pergunta-me o que tinha na cara (as borbulhas mutantes voltaram ao ataque, para desgosto meu). Lá expliquei que, quando sob stress e ansiedade, ficava com borbulhas, ao que ela retorquiu que era psoríase. Intrigada com a abordagem, deveras despropositada e inconveniente, lá expliquei que se tratava de um descontrolo hormonal, ao que ela volta a diagnosticar como psoríase. Sabendo eu que não era de todo psoríase, perguntei-lhe delicadamente se era dermatologista, ao que retrucou: "Não sou, mas percebo do assunto!", para depois acrescentar que não era contagioso, portanto escusava de ficar preocupada (no comment).

Nisto, interrompe-a o filho para lhe pedir que vá até à cozinha porque ele acabou de entornou algo (no comment, again). Depois de explicar ao marmanjo de 1,80 que estava ocupada – como se não fosse óbvio – volta ela a concentrar-se na minha cada vez mais perplexa pessoa, deste feita para saber onde morava. Depois disso, se eu estava a trabalhar e qual o horário. Quando lhe disse, cada vez mais intrigada, "horário normal, de segunda a sexta, das 9 às 18", sai-me ela com esta:
- “Como vai trabalhar para mim se já trabalha noutro sítio?”
- “Desculpe, não percebo a sua pergunta”, balbuciei eu com ar de tótó.
Repete ela:
- “Como vai trabalhar para mim se já tem trabalho?”
Ao que eu respondo:
- “Mas eu não vim procurar trabalho, vim ver o quarto!”
Ela:
- “Ahhhh! É que eu pus dois anúncios, um para o quarto e outro para empregada e eu pensei que a Sara veio para a entrevista de empregada!”.

Ainda que de salto alto, saia charuto e blusa de seda, o lugar da preta será sempre na área de serviço. Mais não digo que ainda estou a digerir a coisa!

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Viva!

Single mine, vai uma pausa para pormos a conversa em dia? É que quero conversar contigo sobre um assunto que venho adiando há já algum tempo: stalking, para mim uma das palavras do momento na atual conjuntura das relações interpessoais.

A maioria de nós quando ouve essa palavra associa-a automaticamente ao contexto amoroso; ora acontece que o stalking extravasa a fronteira do amor. Eu, por exemplo, há coisa de um mês, passei por uma situação perfeitamente encaixável no seu conceito, ao ponto de ter que bloquear nas redes sociais, mudar de contacto telefónico, alterar o meu percurso e afastar-me de pessoas em comum.

 

Antes de entrar em mais detalhes, convém dizer que por stalking, perseguição ou importunação gravosa (na linguagem jurídica) entende-se os comportamentos de assédio persistente que visam perturbar, atemorizar e alarmar a vítima. Geralmente, o perseguidor partilha uma ligação com a vítima e o que origina este tipo de comportamento é um "rompimento indesejado" e consequentemente, um desejo de reconciliação – que acaba muitas vezes em vingança.

O parágrafo anterior narra com uma precisão alarmante o tal episódio de que te falei há pouco e que passo a descrever da forma mais sucinta que conseguir. 

 

Durante oito meses, vivi num apartamento que pertencia a uma conhecida, a quem cheguei a considerar amiga, ao ponto de irmos ao ginásio, sairmos para a noite, trocarmos confidências e tudo o mais que costuma pautar uma relação de convivência próxima.

 

Quando me mudei para a casa dela, juntamente com outra rapariga com quem já partilhava alojamento há alguns anos, ficou acordado entre as partes que o valor da renda seria simbólico, já que nenhuma de nós tinha condições de pagar o valor do mercado: ela auferia um salário que rondava os 500 euros e eu os 400.

 

Em agosto passado essa colega acabou por emigrar, ficando eu a residir sozinha na casa. Dado que, mesmo tendo arranjado um trabalho com um salário digno, não tinha como assumir na íntegra o valor da renda, ficou assente que iria partilhar a habitação de dois quartos de dormir e dois wc’s com outro inquilino, mantendo cada um a sua própria casa de banho.

 

Ora acontece que essa pseudoamiga/senhoria, à última da hora, decide aceitar não um mas sim dois inquilinos, sendo um deles do sexo masculino, quando desde a primeira hora deixei claro que não me agradava de todo essa possibilidade. Se eu quisesse dividir casa com um gajo, arranjava um para mim, certo? Como se não bastasse, ainda teria que passar a partilhar wc, esta segunda condição ainda mais penosa que a primeira.

 

Por sentir que já não tinha condições para continuar naquela casa, tive a infeliz ideia de ser sincera com essa pseudoamiga, que também era senhoria, comunicando-lhe que tinha decidido procurar outro sítio para viver. Mama mia, o que eu fui fazer. A dita cuja, numa reação absolutamente tresloucada, gritou-me, chamou-me de tudo e mais alguma coisa (mentirosa, mau-carácter, desleal e egoísta) e deu-me um prazo de 10 dias para deixar a casa. Só faltou bater-me.

 

Como isso aconteceu no dia 21 de dezembro, poucas horas antes da minha ida a Paris, de onde regressaria somente no dia 2 de janeiro, na prática a fulana deu-me dois dias negativos (sim leste bem) para arranjar um sítio para onde ir. Não obstante todos os meus apelos, numa das posturas mais malvadas que já tive o desprazer de presenciar num ser humano, ela foi irredutível: tinha até o fim do mês para "tirar as minhas coisas e a minha pessoa da casa", palavras da própria.

 

Em pânico, e a conselho de pessoas próximas, pedi perdão (mesmo achando que não tinha feito nada de errado), praticamente implorando por um prazo razoável para deixar a casa. De nada resultou. A dita cuja queria sangue, queria castigar-me por ter-me atrevido a contestar o seu desmando, queria ver-me na merda, sem casa, sem trabalho (estava em crer ela que a partir do dia 31 de dezembro estaria eu desempregada), sem família e sem amigos a quem recorrer, ou seja, sem ninguém que me amparasse naquela hora de aflição.

 

Mesmo me sabendo junto dos meus para passar a mais sagrada de todas as celebrações, o Natal, continuou implacável na sua sede de vingança. Exigiu que alterasse a data do meu regresso de modo a cumprir o prazo dado. Quando percebeu que eu não iria abrir mão de estar com a minha família, ao invés de estar com a dela (como era sua intenção), endureceu o ataque. Passou a enviar-me mensagens cada vez mais perturbadoras, ao ponto de eu preferir dormir num hostel quando regressei à cidade por medo que me fizesse algum mal.

 

Só para teres uma ideia da psicose dela, digo-te que primeiro deu-me até 15 de janeiro para sair da casa, depois até 4 de janeiro e por fim até meio-dia do dia 3; tudo isso em menos de 24 horas. Não satisfeita, e furibunda por eu não reagir aos seus ataques, exigiu que lhe transfirisse 150 euros de "despesas que só a mim cabiam", quando o combinado foi tudo incluído no valor da renda. Pelo meio, enviava mensagens a dizer que sempre me considerou uma amiga e que me desejava tudo de bom na vida, que a minha atitude de não lhe responder às mensagens era inaceitável. Enfim... o seu assédio obsessivo assumiu tal proporção que, temendo pela minha integridade física, recorri a um advogado para me orientar no processo de apresentar queixa por assédio moral e importunação gravosa.

 

Finalmente, dois dias depois de regressar a Lisboa, no dia 4 de janeiro, deixei a casa, não sem antes receber outra mensagem a avisar-me para não “levar nada que não me pertencia”. Quanto mais desprezo eu lhe dava – nunca respondi a nenhuma das suas mensagens – mais enfurecida ela ficava e mais violento se tornava o próximo ataque. Com o passar das investidas era-me cada vez mais óbvio que o que ela queria era a minha atenção, que lhe desse munição para continuar com os bombardeios, no fundo que lhe desse um pretexto para justificar a sua postura desprezível. Queria por tudo que eu me rebaixasse ao seu nível. 

 

Na altura não percebi isso; só depois quando fui pesquisar sobre o assunto é que encontrei uma explicação científica que refere que "as vítimas passam a ocupar uma importância muito grande no espaço mental do stalker que quer a sua atenção e, por vezes, alimenta o desejo de causar dano", in Stalking - Boas Práticas no Apoio à Vítima.

 

Só que a minha atenção ela não teve e nem nunca mais terá. Em momento algum revidei nem aceitei as suas provocações; primeiro porque temia as represálias, depois porque cheguei à conclusão que de mim ela não merecia absolutamente nada além de um profundo desprezo, pelo que me fez, mas sobretudo pelo tipo de pessoa que revelou ser: abjeta. 

 

Essa psicótica, desequilibrada, histérica e conflituosa causou-se tamanho abalo emocional que estive dias e dias sem conseguir dormir nem comer. De cada vez que recebia uma sms ficava num estado de nervos que, ainda antes de me instalar na casa nova, tratei de mudar o meu número de telefone.

 

Como o texto já vai para Atlas, o resto desta estória sórdida terá que ficar para uma próxima oportunidade. Antes de me despedir deixo-te com o perfil dos vários tipos de stalkers, para que consigas identificá-los antes que te aconteça o mesmo que a mim:

- Stalker rejeitado: é o tipo mais intrusivo e com mais probabilidades de se tornar violento. Pratica a perseguição numa tentativa de reatar uma relação terminada ou de se vingar da vítima, muitas vez um/ ex-companheiro/a.

- Stalker ressentido: a sua motivação é a vingança, sendo que recorre muitas vezes a ameaças, mas raramente à violência. O objetivo da perseguição é a intimidação da vítima, que geralmente já é sua conhecida.

- Stalker em busca de intimidade: o assédio persistente decorre de um ambiente de solidão e de ausência de um parceiro. As celebridades costumam ser as vítimas mais frequentes deste tipo de stalker.

- Stalker cortejador inadequadoperseguição inadequada da vítima com o objetivo de criar um relacionamento com a mesma.

- Stalker predadora perseguição é um dos estágios iniciais da relação que culmina em agressão sexual. Este é geralmente um desconhecido da vítima.

 

Até à próxima e que o universo te livre dos stalkers!

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Viva!

Para fechar com ânimo redobrado esta semana implacavelmente pluviosa nada melhor que estas reveladoras e muito transformadoras previsões energéticas da conselheira espiritual deste blog: a iluminada Isabel Soares dos Santos, a quem não me canso de agradecer estas cedências pro bono.

Eis pois o que nos reservam os astros para o segundo mês do ano, o mais romântico de todos:

Fevereiro surge-nos com uma energia de transformação profunda. Para aqueles que têm vindo a fugir de olharem para o seu interior e que não querem tomar consciência de que a mudança faz parte da vida, vai ser um mês duro... Muita compaixão será necessária para apoiar a quantidade de almas perdidas, que a cada dia que passa mais perdidas ficam. Porque têm medo da mudança, porque têm medo de se libertarem de antigas crenças, porque têm medo de se sentirem sozinhos e no vazio.

Mas o mais importante é quando chegas a esse momento de profundo vazio. É aí que a transformação começa a acontecer: quando consegues despir-te de crenças, quando consegues deitar fora tudo o que já não te faz feliz, quando deixas de ouvir a voz dos outros para passares a ouvir apenas a tua voz interior, a tua intuição. A tua intuição é o teu maior dom. Aprende a ficar no teu silêncio, aprende a ser feliz sozinha, aprende a amar-te sem limitações.

A cura e a verdadeira transformação só acontecem quando te aprendes a amar, sem esperares nada em troca e sem esperares nada de ninguém. Enquanto não o fizeres, vais apenas mudando de roupagem e, com isso, vais mudando de problema e acumulando mais crenças e mais limitações. O teu medo cresce na mesma proporção que as tuas limitações. Por isso, aproveita esta energia de libertação e transformação que o mês de tevereiro te traz, para arriscares a ser um pouco mais feliz.

Arrisca a mudar. O que de tão grave pode acontecer se arriscares mudar? Nada! Apenas cresces e ficas mais próxima da tua verdadeira essência. E é só quando vibras na tua verdadeira essência que a magia da vida acontece.

Infelizmente, 99% da população sobrevive apenas, ao invés de viver. Agarrados a medos e limitações, acabam por viver à distância os sonhos alheios. Sou muito abençoada e grata por fazer parte daquele 1% que arrisca todos os dias, que quer crescer e aprender todos os dias, que não se limita a sobreviver no dia a dia e que vibra na sua verdadeira essência todos os dias da sua vida.

Quando queres realmente vibrar na tua essência e seres imensamente feliz, é quando assumes o poder pela tua vida. Queres assumir o poder e seres dona da tua vida ou queres "sobreviver" e à distância desejares os sonhos dos outros? Esta é a pergunta que deves fazer em fevereiro. Se, com a tua consciência conseguires responder a esta pergunta, já deste um passo em direção a uma vida mais plena. Mas a verdadeira mudança só acontece quando entras em ação, quando começas a dar os primeiros passos, quando começas a libertar-te de pessoas ou situações que não são as melhores para ti.

Não percas mais tempo a viver através dos sonhos dos outros! Define qual o teu maior sonho e transforma radicalmente a tua vida para o alcançares. Milagres acontecem quando arriscamos.

Se quiseres receber a tua carta deste mês, partilha esta publicação e escreve nos comentários “Eu quero!” Irei responder a todos os pedidos por mensagem privada.

Desejo-te de um mês muito abençoado e luminoso, em que saibas fazer as escolhas certas e te transformes. A transformação começa por ti, jamais te esqueças disso!

Abraço de Luz,

Isabel 💗

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29
Jan19

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Viva!

 

Esta madrugada, entre uma ida à casa de banho e outra – que esta minha bexiga está a anos-luz da minha idade biológica – tive uma pequena epifania sobre o amor, mais concretamente sobre a panóplia de emoções que nos assola o coração, o espírito e a alma quando atingidos pela fecha do cupido.

 

Antes de prosseguir, sinto-me na obrigação de deixar claro que não me refiro a essa versão descartável de amor que a sociedade moderna nos tem vindo a impingir sustentada naquela lógica de "à falta de um amor maior, contenta-te com um amor menor". Refiro-me sim àquele AMOR que vem dar (mais) sentido à nossa existência e nos torna na mais perfeita criação divina.

 

Se bem me lembro, quando um amor assim nos bate à porta somos acometidos por vários feelings, que passo a enumerar:

- Ao pé da pessoa amada, sentes (como nunca antes) que só agora a tua vida faz sentido

- Finalmente, percebes porque não deu certo com ninguém antes

- Aceitas que os teus fracassos amorosos anteriores só serviram para te conduzir até "o tal"

- Sentes-te capaz de desafiar e conquistar o mundo só com o poder do teu amor

- Podes ter tido o pior dia da tua vida, mas assim que chegas ao pé da pessoa amada tudo fica bem

- Sentes-te a mais sortuda e corajosa das criaturas, com a constante sensação de que nada nem ninguém neste mundo tem poder suficiente para te abalar

- O abraço da pessoa amada é remédio santo para todo o stress do teu dia a dia

- Sorrisos rasgados e contínuos e olhos cintilantes são uma constante na tua fisionomia

- Preocupas-te mais do que nunca com a tua aparência e fazes tudo para estar sempre bonita, cheirosa, depilada e tudo o mais que faz parte do cardápio de uma mulher vaidosa

- Queres desfrutar da companhia dessa pessoa o tempo todo, em detrimento dos demais

- Começas a falar, pensar e agir na primeira pessoa do plural

- Contas os segundos para estares com o alvo do teu afeto

- Sentes-te no auge da tua beleza, feminilidade, sensualidade e magnificência

- Mal te consegues lembrar daquelas feridas e cicatrizes amorosas que tanta dor e amargura te causaram no passado

- Transpiras felicidade por todos os poros e queres contaminar tudo e todos à tua volta

- O tempo passado com o teu amor parece nunca ser suficiente

 

É precisamente por já ter experienciado um amor assim que continuo solteira. Por esse amor estou disposta a esperar o tempo que for preciso e abrir mão do meu celibato. Se o universo me considerar digna de voltar a viver algo parecido, cá estarei para receber essa bênção de braços abertos e coração repleto de gratidão e humildade.

 

É melhor dar por concluída estar crónica que a continuar por este caminho ainda sou bem capaz de ficar deveras deprimida por estar ainda solteira.

 

One heart, one love, one hug!

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26
Jan19

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Viva!

 

As primeiras linhas desta crónica tinham como alvo aqueles a quem batizei de “amigos acessórios”, uma categoria de camaradas que enfeitam a nossa vida que é uma beleza, dando-nos a falsa sensação de são pau para toda a obra. Sabes aqueles amigos que ficam sempre bem nas fotos de grupo, que nos bombardeiam com juras de amizade eterna nas redes sociais, que estão sempre disponíveis para a paródia, mas que na hora do aperto simplesmente viram fumaça?

 

É precisamente deles que te queria falar hoje. Só que aí vi uma notícia que considerei bem mais atinada com este sábado soalheiro que se faz na capital tuga: licença de namoro.

 

Segundo o jornal South China Morning Post, algumas empresas do país mais populoso do mundo estão a conceder uma dispensa especial às trabalhadoras do sexo feminino em idade reprodutiva, de modo que passem a ter (mais) tempo para "confraternizarem" (digamos assim) com o sexo oposto.

 

Aquilo que eles chamam de "licença de namoro” ou "licença amorosa" na teoria serve para as mandarinas desemparelhadas terem mais tempo para encontrarem o amor. Contudo, na prática esta oferta, aparentemente generosa, serve o flagrante propósito de garantir que as celibatárias tratem de cumprir o papel para o qual a família e a sociedade as formatou: garantir a preservação da espécie.

 

Num país em que desemparelhadas são descaradamente estigmatizadas – as com mais de 20 anos são frequentemente associadas ao termo pejorativo "sheng nu" (mulheres que sobram) – a solteirice é uma realidade cada vez mais corriqueira, à medida que mais mulheres decidem se investir nas carreiras ou optam por permanecer solteiras, pelo simples facto de não estarem dispostas a contentar-se com o primeiro par de calças que lhes acene com um anel.

 

Só que as pressões para que se casem e procriem não esmorecem. Pelo contrário! O governo já se assumiu seriamente inquieto com o envelhecimento da população e a consequente redução da força laboral.

 

Pelo que se conseguiu apurar, a tal licença de namoro até foi bem acolhida entre o seu público-alvo. Pudera, quem não aceitaria de bom grado mais days-off? Só que elas já não são assim tão tapadas para não se aperceberem que tudo não passa de (mais) um esforço para as pressionar, em especial as mais instruídas, a constituir família.

 

Será que este incentivo ao amor vai render os frutos desejados por aqueles que a promovem? Só o tempo o dirá. Convém é ter em atenção que nós as mulheres (inclusive, as chinesas) temos cada vez menos pressa em casar ou ter filhos.

 

Beijo no ombro e aproveita este sábado para tirares a tua licença amorosa. Quem sabe…

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Viva!

 

Depois de um repasto divinal na companhia de uma das minhas mais queridas amigas de sempre, eis-me aqui altamente inspirada para mais uma crónica, desta feita dedicada ao lado M (leia-se mau) da solteirice.

 

É do conhecimento geral da blogosfera que o celibato é algo do qual não me envergonho. Pelo contrário! Ainda que me assuma como uma solteira feliz e bem resolvida com o seu status amoroso, reconheço que nem tudo é um mar de rosas. É por isso que hoje quero falar-te de dois dos aspetos que mais acuso na solteirice: beijo e amparo. Sim, isso mesmo que acabaste de ler.

 

É sabido que o contacto físico é um aspeto fundamental em qualquer relação amorosa. Sem querer desmerecer o papel do sexo, não reconheço nenhuma intimidade física mais prazerosa que o beijo; a meu ver, capaz até de superar uma boa performance sexual. Sabes porquê? Porque beijo bom traz a reboque sexo bom. Do contrário é que já não estou convicta.

 

Abro aqui um parêntesis para assumir a minha incapacidade em visualizar de que forma bom sexo poderá advir da falta de bom beijo. Do género: serviram-te um prato delicioso, só que sem direito a uma entrada a condizer. Por melhor que este seja, a sensação de que ficou a faltar something vai perseguir-te sempre que te vier à memória aquela refeição.

 

Retomando o fio à meada antes que a mente comece a navegar por conteúdos de bolinha vermelha, longe de mim dizer que o sexo não é bom ou que não o aprecio. O que quero frisar é que tenho preferência pelo beijo porque sei que quando ele é bom dificilmente o sexo não será também. O estranho é que enquanto debutante do baile do amor não achava grande piada à coisa, para não dizer que até tinha nojo. Mas assim que lhe apanhei os passos e passei a dominar a coreografia… you know.

 

A oportunidade de uma solteira, deveras seleta no que toca a bocas na qual encostar a sua, exercer o exercício desta arte torna-se escassa, para não dizer inexistente. Este é, sem sombra de dúvida, o aspeto que mais acuso na solteirice: não poder beijocar sempre que me apetecer; beijar como cumprimento, beijar como preliminar, beijar como despedida, beijar por beijar. Só porque sim!

 

O segundo aspeto que mais me custa no celibato é a falta de amparo (físico e emocional). Nunca tive tanta consciência disso como há umas semanas atrás quando, de uma hora para outra – literalmente falando – me vi envolvida num drama caseiro de quinta categoria, cuja consequência imediata foi o despejo. Já passei por muito nesta vida, já lidei com (quase) todo o tipo de provação que imaginar possas, mas não me lembro de alguma vez me ter sentido tão perdida, tão solitária, tão desamparada. O desalento foi tanto que só conseguia pensar: "Se ao menos tivesse um homem do meu lado, teria com quem desabafar, com quem analisar soluções, com quem contar".

 

No meio daquele desespero todo, profundamente abalada pelos insultos, gritos, humilhações e ameaças de que fui alvo, saber-me longe da minha família e dos meus verdadeiros amigos e com poucos dias para encontrar um novo sítio para morar, e a poucas horas de viajar para França onde ia passar o natal com os meus, a solteirice pesou-me como nunca antes.

 

Senti tanta falta de ter quem me defendesse, quem me desse um abraço, quem me afagasse os cabelos, me enxugasse as lágrimas e me dissesse que tudo iria ficar bem e que eu poderia contar com o seu apoio para o que fosse preciso. Sem falar que precisava de ajuda física para procurar alojamento e tratar de toda a logística inerente à mudança de casa.

 

É por isso que decidi que das duas uma: ou não mais voltarei a passar por semelhante situação de todo ou, a voltar a passar, ter ao meu lado alguém capaz de me dar o amparo e o aconchego necessários para lidar com tudo. Dado que a primeira premissa não depende exclusivamente da minha atuação (por mais que assim o queira), só me resta investir na segunda. Com isso quero dizer que neste 2019 é minha intenção abandonar o celibato prolongado e arranjar um namorado. E mais não digo por ora, que a crónica já vai no décimo parágrafo.

 

Despeço-me com um "para a próxima há mais"!

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