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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


18
Abr17

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Ora viva!

 
Há que tempos que estou para partilhar contigo um artigo que aborda a realidade de um fenómeno cada vez mais flagrante: pessoas que moram sozinhas.
 
Como já aqui referi, divido casa com mais duas colegas (uma conterrânea e outra tuga), não por vontade própria (vê-se logo), mas por falta de condições financeiras para sustentar um cantinho só meu. Não se quiser continuar a residir no centro da cidade.
 
Na minha terra, por duas vezes vivi sozinha. Arrumada, asseada, amante do sossego, ciosa da privacidade e cada vez mais adepta do silêncio, ter um espaço só meu é o meu sonho de consumo, desde sempre. Nessas ocasiões, fui de tal modo feliz que faço questão de manter viva a esperança de conseguir voltar a viver esse sonho aqui em Portugal, de preferência na Estefânia Street, a Manhattan de Lisboa, como gosto de chamar o meu adorado bairro.
 
É por isso que não poderia estar mais de acordo com o artigo Por que é que há cada vez mais gente a querer viver sozinha? – publicado há cerca de dois meses no noticiasmagazine – quando este assume que morar só é cada vez menos um constrangimento e cada vez mais uma escolha.
 
O artigo, cujo primeiro parágrafo começa por referir que este é um fenómeno em crescimento nos países mais desenvolvidos e ligado à melhoria das condições socioeconómicas e à emancipação das mulheres, faz uma análise detalhada do perfil de quem vive só.
 
Para além de dados estatísticos (p.e., em duas décadas, o fenómeno quase duplicou em Portugal), cita vários testemunhos de quem escolheu esse modo de vida. Pelo meio, o texto (extenso, porém compensador) faz referência a estudos sobre a temática, abordagens sociodemográficas, dados de recenseamento populacional, pareceres de peritos na matéria, e por aí fora, culminando nesses termos: "um futuro em que viver só seja uma escolha cada vez mais acessível a quem quer fazê-la e cada vez menos significado de solidão, isolamento e olhares oblíquos, porque é apenas isso: uma escolha".
 
O que importa aqui salientar é que nunca como nos dias de hoje, tanta gente viveu sozinha. E mais: quem escolhe viver sozinho não quer outra coisa, isso posso garantir. Convém é saber se esta realidade é "resultado de constrangimento, de escolha, de constrangimento que se tornou escolha ou de escolha que acabou em constrangimento".

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2 comentários

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De Pedro Lopes a 18.04.2017 às 13:54

Penso que só em países mediterrânicos (falando em termos europeus claro) é que este é um fenómeno novo.
Em países de leste e nórdicos é bastante comum perto dos 18/20 anos ires morar sozinho e teres o teu espaço, os chamados (single apartments) que a uns anos virou moda por cá com o nome de Studios.

A cultura do sul da europa, sempre foi muito mãe galinha para os filhos e estes por regra só saem de casa quando for para casar ou juntar os trapos.

Tenho vários colegas de trabalho na casa dos 25 e a trabalhar a cerca de 2 anos ou mais e estão felizes e contentes em casa dos pais. Tal como também tenho primos com mais alguma idade que a primeira vez que moraram fora de casa dos pais foi quando se casaram!...

Como a cultura e sociedade não foi pensada para esta emancipação do lar, não existe alojamento compatível, não é fácil encontrares t0 ou t1 a preços suportáveis por uma só pessoa, (e nem falo no centro da cidade) e muito menos em zonas nos arredores, em que a tipologia mais comum é t3 ou t2.
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De LegoLuna a 18.04.2017 às 16:09

Oh Pedro como me entendes...

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