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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Ora viva!

 

A crónica de hoje é fruto da inspiração matinal da Elsex, que lá da terra faz questão de contribuir para a boa dinâmica deste espaço. Obrigada, minha deusa de ébano.

 

"Bom diaaa...
Tudo de bom nesta sexta-feira:
sorriso na cara...
alma leve..
coração calmo...
respeito aos outros...
simpatia...
boa alimentação...
cuidar da tua pessoa...
pensar nas pessoas queridas...
descansar...
beber muita água...
não se irritar...
desejar bem aos outros...
se amar...
fazer diferente...
elogiar...
confiar...
abraçar...
dormir..."

 

Meu bem, faço votos para que o teu dia seja bem feliz e o fim de semana excelente. Até segunda!

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Ora viva!

 

Este meu dia não está nada bom – nada mesmo. E a prova disso é que há horas que estou a tentar parir um artigo decente, e nada. Quando não dá não dá, há que saber reconhecer isso.

 

Porque não tens culpa dos dramas-meus-de-todos-os-dias e porque este blogue ainda não desenvolveu o dom da autossuficiência, o artigo de hoje é praticamente um copy-paste de um texto que uma amiga postou logo cedo na rede social master. Só espero que ela não me acuse de apropriação ilícita de publicações alheias. Nah… acho que dessa purga estou safa, a não ser que me chamasse Tânia Ribas de Oliveira.

 

Se dúvidas restassem sobre o papel que a escrita assume, cada vez mais, na minha vida, estas acabam de ser dissipadas. Bálsamo, analgésico, anestesia, terapia, balão de oxigénio, alimentação intravenosa…bom, acho que percebeste a ideia. Minutos atrás estava eu lavada em lágrimas, e foi só começar a escrever para que o desânimo esvaísse, o coração aquietasse, a alma desanuviasse e a boa disposição, ainda que timidamente, começasse a despontar no espírito. Diz-se que quem canta seus males espanta. No meu caso é: quem escreve seus males prescreve.

 

Ainda assim, o nível de inspiração, a crescer a olhos vistos a cada caracter digitado, não atingiu os padrões normais para uma crónica (minimamente) cativante. É por isso que, saindo daqui, vou refugiar-me no meu encantando mundo da fantasia, não sem antes, claro está!, deixar-te com alguns conceitos associados à maturidade espiritual.

 

Afinal o que é a maturidade espiritual?
1. É quando paras de tentar mudar os outros e te concentras em mudar-te a ti mesmo.
2. É quando aceitas as pessoas tal como elas são.
3. É quando entendes que todos estão certos na sua própria perspetiva.
4. É quando aprendes a "deixar ir".
5. É quando és capaz de não ter "expectativas" num relacionamento, e te dês pelo bem de se dar.
6. É quando entendes que o que fazes, fazes em nome da tua própria paz.
7. É quando paras de provar para o mundo aquilo que és.
8. É quando não buscas aprovação dos outros.
9. É quando paras de te comparares aos outros.
10. É quando estás em paz contigo mesmo.
11. É quando és capaz de distinguir entre "precisar" e "querer" e és capaz de deixar ir o teu querer.
12. É quando paras de associar "felicidade" a coisas materiais.

 

Depois desta, só me resta desejar-te a ti, e a mim igualmente, uma vida espiritualmente amadurecida. E feliz!

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Ora viva!

 

Acordei com a ideia de que hoje podíamos falar sobre delírios eróticos alheios (DEA), o meu conceito para definir aquelas conversas de merda sobre sexo que não me interessam minimamente, mas que (alguns) gajos, carentes e delirantes, insistem em levar avante, não obstante a minha absoluta falta de entusiasmo e cooperação.

 

Preparava-me para traduzir em palavras os pensamentos que andaram a rondar-me a mente durante o sono quando o Mr. FB, tal qual a visita inesperada de um ente querido: bem vinda, porém invasiva, me estampa com esta memória, datada de há seis anos, sobre os sábios ensinamentos de uma das maiores inspirações que o mundo conheceu: Mahatma Gandhi.

 

Perante isto, está-se mesmo a ver que os DEA, por muito pertinentes que sejam, vão ter que ficar para uma outra oportunidade, já que é sempre oportuno lermos, retermos e refletirmos sobre os fatores que, segundo este grande senhor, destroem os seres humanos:


"A Política, sem princípios,
O Prazer, sem compromisso,
A Riqueza, sem trabalho,
A Sabedoria, sem caráter,
Os Negócios, sem moral,
A Ciência, sem humanidade,
A Oração, sem caridade,
A vida ensinou-me que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável,
Que as pessoas são tristes, se estou triste,
Que todos me querem, se eu os quero,
Que todos são ruins, se eu os odeio,
Que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
Que há faces amargas, se eu sou amargo,
Que o mundo está feliz, se eu estou feliz,
Que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
Que as pessoas são gratas, se eu sou grato.
A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta.
A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim.
Quem quer ser amado, ame!"

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Por estes dias a Rádio Renascença publicou um artigo sobre a fórmula da felicidade até aos 100 anos. Ao que parece, esta pode ser resumida a um conceito japonês: ikigai, "a felicidade de estar sempre ocupado", em tradução livre.

 

As regras para se alcançar a felicidade eterna, num total de dez, foram extraídas da sabedoria dos anciãos de Ogimi, aldeia com maior índice de longevidade do mundo, situada no arquipélago de Okinawa, no Japão, e compiladas no livro Ikigai - Viva Bem Até aos Cem.

 

Apesar de eu não ser um dos autores da obra, sou eu que tenho o privilégio de revelar-te os segredos mais bem guardados para se ter uma vida longa, saudável e feliz. Faire attention s'il tu plaît.

 

1. Sempre ativo

"Quem abandona as coisas que ama e sabe fazer perde o sentido da vida", escrevem os autores. O fim da vida laboral 'oficial' não deve travar-nos de "fazer coisas que tenham valor", pelo que o segredo é manter-se sempre ativo e esquecer a palavra reforma.

 

2. Calma na vida

A pressa é "inversamente proporcional à qualidade de vida". "Quando deixamos para trás as urgências, o tempo e a vida ganham um novo significado". É como gosto de dizer: "Calma na vida, sossego no espírito e paz na alma".

 

3. Comer menos

"Para preservarmos a nossa saúde por mais tempo devemos comer um pouco menos do que a fome que temos, em vez de nos empanturrarmos". Lembro-me de uma idosa lá da minha terra que reconhecia que o seu truque para se manter magra era levantar-se da mesa com fome.

 

4. Bons amigos

São o "melhor remédio para esquecermos as preocupações", para contar e ouvir histórias que nos façam sorrir, para pedir conselhos, para nos divertirmos, para compartilhar e sonhar… Em suma, para viver". Amigos reais e verdadeiros valem ouro, não valem?

 

5. Em forma

O exercício físico "segrega as hormonas da felicidade". E o corpo precisa de "manutenção diária" para que dure muitos anos. É por isso que os sábios japoneses recomendam que se deva ficar em forma para o próximo aniversário.

 

6. Sorrir

"É bom aperceber-se das coisas que estão mal, mas não se esqueça do privilégio que é estar aqui e agora". Afinal, argumentam, o mundo está "cheio de possibilidades". Não poderia estar mais de acordo.

 

7. Contacto com a natureza

"Fomos feitos para nos fundirmos com a natureza", garantem os dois autores. Mesmo o mais empedernido dos citadinos, precisa de "voltar a ela regularmente" para recarregar as "baterias da alma".

 

8. Agradecer

"Dedique um momento do dia para agradecer e a sua felicidade aumentará". A quem? Aos antepassados, à natureza, aos companheiros, "a tudo o que ilumina o seu dia e fá-lo sentir-se feliz por estar vivo". Lembras-te de ter já escrito que quando agradecemos, mostramos ser dignos de receber mais e melhor?

 

9. Viver o momento

"Tudo o que temos é o dia de hoje", lembram os autores. Por isso, "pare de se lamentar pelo passado e de temer o futuro", o que conta é o aqui e agora.

 

10. Seguir o ikigai

"Dentro de si há uma paixão, um talento único que dá sentido aos seus dias e incentiva-o a dar o melhor de si mesmo até ao fim". Se ainda não o encontrou, "a sua próxima missão será encontrá-lo". Onde estará o meu?

 

Meu bem, espero de todo o coração que estas máximas te tenham tocado tanto como a mim e te façam repensar algumas prioridades na tua vida. Aquele beijinho amigo e votos de um fim de semana tudo de bom.

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06
Set16

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Desculpa lá o atraso, mas é que este calor simplesmente derrete-me os neurónios. Ficam tal e qual gelado em dias de verão, que só consegue cumprir com eficácia a função que lhe cabe a uma determinada temperatura.

 

Adiante… Hoje quero falar-te da felicidade. Não sei se costumas dissertar sobre o (real) significado dela. Não me refiro àquele conceito pré-fabricado que nos vendem desde que somos concebidos: ser bem sucedido, seja nos estudos, amor, família, profissão, sociedade, finanças, e por aí adiante.

 

Nesta ótica, ser feliz resume-se essencialmente a ter sucesso. Vejamos, se tens sucesso no amor, só podes ser uma pessoa feliz. Se tens sucesso em qualquer outra das esferas acima mencionadas, tens igualmente que ser feliz, ainda que não completamente. É o que espera de nós a família, em primeira instância, e a sociedade, em última instância.

 

Eu costumo pensar, bastante até, sobre o conceito da felicidade. E para mim, ela mais não é do que o resultado desta simples equação matemática, a que passo a chamar de fórmula da felicidade, e que assenta nestas três simples premissas: situação/opção+decisão=felicidade.

 

Perante tudo o que nos acontece – situação –, seja de bom ou mau, a vida nos brinda com a possibilidade de escolher – opção – a forma como vamos encarar o sucedido. Isto é, podemos ficar felizes, tristes ou indiferentes. De seguida tomamos a decisão sobre qual a melhor solução a ser adotada: deixar-se abater; reagir e solucionar a coisa; aceitar que há coisas que simplesmente nos ultrapassam e seguir em frente; ou simplesmente ficar paralisado a carpir as mágoas.

 

Esta minha fórmula da felicidade é o meu mantra para tentar sobreviver a esta vida tantas vezes madrasta, perversa até, mas que nem por isso deixa de valer a pena. Claro que há momentos em que ela funciona na perfeição e outras em que de pouco me vale. Ainda assim é a luz que me guia diante das adversidades da vida, o calor que me aquece nos momentos de desespero, o colo que me ampara quando me falta ânimo e a mão que me afaga a alma quando me falta a esperança.

 

Gostava de saber o que é para ti a felicidade.

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22
Jun16

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Este artigo é para ler, reter e ter sempre à mão, afinal nunca se sabe quando pode dar jeito usá-lo como atestado de atrasadez (essa acabei de inventar). Agora falando a sério, um estudo britânico, publicado no Nuffield Department of Clinical Neurosciences, sugere que forçar alguém a acordar antes das 10 da manhã é extremamente prejudicial para o metabolismo corporal, de tal modo que equivale a tortura.

 

De acordo com Paul Kelley, da Universidade de Oxford, forçar alguém a trabalhar e estudar antes dessa hora afeta fisica e emocionalmente o desempenho do corpo, podendo causar stress e exaustão.

 

A explicação para tal parece residir no argumento de que, antes dos 55 anos de idade, o ritmo circadiano dos humanos, o ciclo biológico influenciado principalmente pela variação de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite, é iniciado a partir das 10 horas da manhã. Para quem tem o hábito de dormir tarde e acordar cedo, os efeitos no cérebro é comparado à embriaguez.

 

Os investigadores defendem ser necessário uma mudança global nos horários, de modo a haver uma melhor sincronização. A ser assim este é um argumento mais do que válido para justificar os atrasos, especialmente quando levamos nas orelhas por parte das chefias.

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O lifehack.org publicou há dias um artigo com 20 conselhos de uma mulher de 40 anos destinadas a nós trintinhas e trintonas. Ei-las:

 

1. Ama a ti mesma e aceita-te por completo

Estou convencida de que poderia ter evitado muitos erros se, quando mais jovem, tivesse aceitado o bom e o mau que existe em mim. Depois de aprenderes a amar-te a ti mesma, poderás também amar e aceitar as outras pessoas. Isto é muito importante para te relacionares de maneira saudável com os outros.

 

2. Enriquece a tua alma

Se nãos sabes do que precisa a tua alma e nem do que realmente gostas, experimenta algo novo, vai a eventos aos quais nunca tinhas ido, por exemplo, até que encontres algo que te dê a sensação de seres livre e te preencha como pessoa.

 

3.Encontra apoio

Durante muito tempo tentei, sozinha ou com a ajuda dos amigos, esquivar-me das dificuldades. Logo entendi que ter amigos e entes queridos que possam ajudar e apoiar ativamente em situações difíceis é muito importante.

 

4. Sê honesta

Antes, quando perante alguma dificuldade, simplesmente punha uma máscara com um sorriso e fazia de conta que nada aconteceu. Só pessoas muito próximas sabiam o que na realidade se passava. Mas a verdade é que não há nada de mau em demonstrares o que se passa contigo, todos passamos por situações difíceis na vida e isso faz parte da nossa existência. Além disso, as pessoas que sentem um carinho sincero por ti vão-se aproximar mais ao saber que, assim como elas, também tens problemas, alegrias e tristezas.

 

5. Vive por ti

Dediquei grande parte da minha vida a cuidar dos outros, sem deixar tempo para mim. O resultado disso foi que consegui fazer a minha vida mais complicada do que poderia ter sido na realidade. Lembra-te, nunca conseguirás fazer felizes todos os que te rodeiam, por isso começa a fazer coisas que te alegram e a tua vida será bem melhor.

 

6. Não te sacrifiques com tanta frequência

O sacrifício é necessário em qualquer relacionamento porque somos diferentes e temos necessidades distintas. E é aceitável, desde que ambas as partes o façam por igual. Se és sempre tu quem sacrifica as suas necessidades e desejos para satisfazer os outros, então é hora de repensares se esses relacionamentos valem a pena. Precisas realmente ter algo assim na tua vida?

 

7. Viaja mais

Talvez seja isso o que mais lamento. Não viajei o suficiente quando era mais jovem e ainda não tinha filhos. Foi um erro. Podes escolher no que gastar o teu dinheiro: comprar lembranças ou coisas. Se eu tivesse entendido isto antes, teria deixado de gastar em coisas de que na verdade não precisava e teria investido dinheiro em visitar ao menos um novo país por ano. As viagens dão a sensação de liberdade, abrem a mente e permitem que te dês conta do quanto diferente a vida pode ser num outro lugar do mundo.

 

8. Preocupa-te menos

Antes, eu andava sempre a braços com a preocupação e a angústia. As preocupações alimentavam a angústia e a minha personalidade mudava até tornar-se quase irreconhecível. Mas logo te dás conta de que o facto de te preocupares não irá mudar a situação de maneira nenhuma. E então começarás a aceitar o que acontecer. Entenderás que, no fim das contas, tudo acabará se encaixando e que deves fazer aquilo que está dentro do possível, do contrário é inútil preocupares-te. Quando parei de me preocupar tanto, o meu nível de estresse baixou imediatamente.

 

9. Para de comparar

Às vezes penso que as redes sociais deveriam acabar agora mesmo. Uma coisa é comparares a tua vida com a da tua melhor amiga, outra muito diferente é compará-la com a de alguém da tua lista de 500 'amigos' do Facebook. Isso machuca, e só irás superar isso quando entenderes que o facto de te comparares aos outros não mudará nada na tua vida, irá apenas diminuir a tua autoestima. Haverá sempre alguém mais inteligente, mais bonito ou melhor que eu, e aceitei isso. No momento em que sinto que vou começar a comparar-me, foco o meu pensamento no quão agradecida sou pelo que tenho, e desta forma tiro algo bom daquilo que poderia ter chegado a deprimir-me.

 

10. Esquece as expectativas
Cresci com a 'síndrome da Disney'. Cresci pensando que um dia encontraria o meu príncipe encantado, casaria e viveria feliz para sempre. Mas isto não é verdade, não tem nada a ver com a realidade. Depois de ter aguentado dois maus casamentos, joguei minhas expectativas no lixo. Feito isso, podes começar a pensar na tua vida sem esperar nada das outras pessoas, e passarás a viver aqui e agora.

 

11. Vive para trabalhar, não trabalhes para sobreviver

Se eu pudesse voltar a começar do zero, gostaria de tentar profissões diferentes para escolher a que melhor combina comigo. Depois de encontrares uma vocação que possas seguir de verdade até o fim dos teus dias, irás entender que viver para trabalhar significa amar e respeitar a tua escolha. Muitos ficam presos num trabalho de que não gostam apenas pelo salário, e isso está longe de ser saudável.

 

12. Economiza

Pode parecer que não é necessário pensar muito para decidir algo assim, mas eu não o fiz quando era mais jovem. Agora, ao ver meus pais aproveitarem a reforma, penso no que devo fazer para poder garantir financeiramente a minha velhice. A vida muda constantemente e pode fazer-nos uma boa quantidade de surpresas, por isso economizar para as emergências é algo necessário e inteligente.

 

13. Doa-te mais

Compreendi um pouco tarde que gosto de ajudar as pessoas. Seja como voluntária, fazendo obras de caridade ou simplesmente ajudar um amigo próximo que esteja numa situação difícil. Quando fazes algo por outra pessoa, esqueces-te um pouco dos teus próprios problemas. Ao fazeres isto de todo coração, e sem esperar nada em troca, verás que os problemas da tua vida começarão a resolver-se pouco a pouco, e de formas inesperadas.

 

14. Perdoa-te e perdoa os outros

Durante grande parte da minha vida estive aborrecida por causa de situações pelas quais tive de passar e tinha 100% de certeza que a culpa era de outra pessoa. Quando entendi que a impossibilidade de me perdoar e perdoar os outros por erros do passado não me deixaria viver feliz, decidi mudar. Levou algum tempo para que eu tirasse este peso das costas, mas, depois, senti-me realmente livre. Deixa que o passado vá embora e irás entender que a vida é bela.

 

15. Não gastes muito tempo com pessoas negativas

Às vezes é difícil deixar de se relacionar com pessoas negativas, principalmente se são colegas ou membros da família, mas sempre é possível escolher o tipo de amigos que queres e com quem poderás passar a maior parte do tempo. Quando souberes claramente quais são os limites que protegem a tua tranquilidade da energia das outras pessoas, vais sentir que, sem a influência negativa deles, a vida será mais fácil e alegre.

 

16. Diz não mais vezes

Foi-me sempre muito difícil dizer 'não'; queria dizer sempre 'sim' e fazer toda gente feliz, mas isso é impossível. Cada vez que dizia 'não', tentava justificar-me ou explicar a situação. Depois de amadurecer um pouco mais, ficou claro que dizer 'não' com consciência é muito importante e que não sou obrigada a justificar porque não quero tomar a responsabilidade por algo ou não posso fazer algo por alguém. Se estiveres certa de que queres dizer 'não', é provável que a outra pessoa aceite a tua posição com mais facilidade.

 

17. Pensa bem antes de dizer sim

Divorciei-me e é-me difícil aceitar isso, mas agora sei o que quero, o que desejo e o que mereço. É muito fácil afundarmo-nos em emoções e sentimentos. Eu contava o tempo que estava com certa pessoa, queria mais do que tinha e por isso casei-me esperando que tudo mudasse para melhor por si só. De facto, tudo mudou, mas para pior. Se não sentes que o relacionamento em que estás no momento é para a vida toda ou se existem muitos 'mas', então deverias reconsiderar se essa pessoa deve continuar na tua vida. É muito mais fácil acabar uma relação antes que ela se transforme em algo mais sério.

 

18. Alegra-te com as pequenas coisas

Vivemos num mundo no qual cada pessoa está conectada ao seu computador ou smartphone, e ficou mais difícil desconectar-se e simplesmente aproveitar a vida. Presencia um entardecer ou acorda cedo para ver o amanhecer, apaixona-te por uma noite estrelada, para um momento para cheirar uma flor, observa o mar ou as montanhas, reserva um tempo para contemplar a natureza. Como disse um herói de um filme: "a vida passa muito rapidamente. Se você não parar para observá-la, pode até perdê-la".

 

19. Deixa de te preocupares com o que os outros pensam

Como eu gostaria de ter entendido isto antes. Estava sempre muito preocupada com o que os outros pensariam de mim, e com certa frequência fazia coisas que pensava que esperavam que eu fizesse. Quando entendi que as conjeturas dos outros nada têm a ver com minha vida, pude finalmente motivar-me com aquilo que realmente desejava. Quando te transformares na tua melhor versão e não tentares agradar os outros, a vida fica mais fácil, e bem mais leve.

 

20. Muda

Quando eu era mais jovem, queria que tudo fosse previsível e estável. Achava que era mais fácil pensar que a minha vida seria de uma forma ou de outra no decorrer dos anos. Quando precisei encarar grandes mudanças, não estava pronta. Agora sei que a única certeza na vida são as mudanças. Quando entenderes que a tua vida pode ter curvas inesperadas, será mais fácil estares preparada para tudo o que possas encontrar pelo longo, interessante e feliz caminho da vida.

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Acabo de ler uma crónica sobre as memórias que me inspirou a escrever sobre o tema. Memórias! Quem não as tem? Quem não gostaria que fossem todas felizes? Quem não gostaria de trocar algumas delas ou até mesmo banir outras para todo o sempre?

 

Haruki Murakami, um popular escritor e tradutor japonês, considera que as memórias tanto podem aquecer-nos por dentro como podem destruir-nos. Não poderia estar mais de acordo com isso e acredito que tu também. Nada dura para sempre, exceto as memórias. Uma parte de nós, mais não são do que o registo das nossas vivências, fazendo de nós o que somos.

 

Bem delas, mal delas, estas dão-nos a oportunidade de recordar bons momentos, relembrar estórias passadas, revisitar lugares que nos marcaram, reviver amores idos, regressar ao passado onde fomos tão in/felizes. Sejam elas que de natureza forem, é facto assente que a qualquer sentimento associamos memó­rias e pes­soas.

 

Não im­porta quanto tempo passou, não im­porta o que acon­teceu entretanto, as me­mó­rias possuem o dom de nos animar, amadurecer, amargurar, curar, perdoar, superar, (re)viver, sonhar, rir, chorar, acreditar, amar, aceitar, etc. Por tudo isso, a nós, mortais embebidos de memórias, cabe aceitá-las ou com­batê-las.

 

As terapias a favor do bem estar físico, emocional e psíquico são consensuais no que toca às memórias: podemos usá-las a nosso favor ou desfavor. E (mais) felizes são aqueles que conseguem apegar-se às felizes e desvalorizar ou mesmo erradicar aquelas que causam sofrimento.

 

Porque a vida é curta. Porque só vi­vemos uma vez. Porque estamos neste mundo para ser feliz. Porque da vida só levamos o que vivemos, lanço a mim mesma – e a ti também se quiseres alinhas – o desafio de investir mais e mais em memórias felizes e dar um chega para lá nas restantes.

 

Agora, mais do que nunca, pretendo fazer uma co­leção de me­mó­rias de que me or­gulhe. Viver a vida à minha maneira (bem isso já faço). Fazer as coisas que sempre desejei e nunca não em atrevi. Ir atrás do que eu quero. Valorizar bem mais as coisas que amo. Falar com pes­soas novas. Manter ou recupera o con­tato com an­tigas relações que me despertam doces e saudosas memórias. Re­solver, de uma vez por todas, as rela­ções me marcaram profundamente – pelos piores motivos.

 

As me­mó­rias que os ou­tros de nós terão serão o nosso único le­gado. De fe­li­ci­dade ou de tris­teza, convém é assegurar de que não serão arrepen­di­mentos. Quero ser capaz de es­boçar um sor­riso e reviver no­va­mente no mo­mento, mesmo que perante memórias que me causaram dor.

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10
Fev16

Definitivo

por LegoLuna

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Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

 

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os concertos e livros e silêncios que gostaríamos e não partilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

 

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

 

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente connosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em compreender-nos.

 

Sofremos não porque nossa equipa perdeu, mas pela euforia sufocada.

 

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está-nos sendo confiscado, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

 

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria não sofrermos, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão especial, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

 

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: iludindo-se menos e vivendo mais!

 

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

 

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...

Martha Medeiros

 

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