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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

29
Set17

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Ora viva!

 

Esta crónica, assinada por Estefânia Barroso e publicada ontem no publico.pt, versa sobre a solteirice, mais concretamente sobre as cobranças a que o sexo feminino está sujeito à conta desta situação amorosa. A impressão que tenho é que este assunto não se esgota e, por mais que se lute por diginificar esta opção, a sociedade continua a insistir numa atitude fiscalista e implacável perante quem optou (ou não) por estar desemparelhado. Espreita só:

 

""Sim, continuo solteira!" — esta será uma das frases que mais utilizei ao longo dos anos. Nos encontros de família, nos reencontros de amigos que não se viam há muito e até nas conversas com pessoas que conheci há pouco tempo. Inevitavelmente, no decorrer destes momentos sociais, vinha a mesma pergunta mascarada de formas diferentes. Desde a forma mais directa "Então, ainda não casaste?", à forma mais discreta "Então, ainda não arranjaste tempo para uma pessoa nessa tua vida ocupada?", à forma mais galante (e ligeiramente patética) "Como é que uma miúda como tu continua sozinha?". E é verdade, contra tudo e contra todos, continuo solteira. Porquê? Vejamos…

 

Analisando a situação:

A primeira ideia que ocorre na mente das pessoas é que, se já és uma mulher feita (digamos, se passaste dos 30…e eu já passei há mais de uma década), só podes interpretar na sociedade um de dois papéis: ou és uma "tia solteirona" que não sai de casa, vive a sua vida através das histórias de amor que assiste na televisão, tem um gato com quem conversa e continua a sonhar com o amor da sua vida enquanto, noite atrás de noite, fica em casa com o seu chá quente e com os pés frios. Ou então, e se tiveres uma imagem, na tua forma de vestir e apresentar, que não se coadune com essa teoria da "tia solteirona", serás a segunda opção: a louca que faz festa todos os dias, que não tem namorado porque não acredita no amor, mas acredita, e bem, nos prazeres físicos, que adora comer e ainda mais beber e por isso tudo não é companhia aconselhável para as amigas casadas porque as poderá enlouquecer com os seus hábitos poucos recomendáveis! Quando muito, poderá ser companhia para as amigas divorciadas que, de algum modo, sofrem do mesmo estigma.

 

E é com estes rótulos que tens que viver, apenas porque escolheste viver a tua vida de uma forma diferente daquela que é socialmente aceite pela sociedade. Não lhes passa pela cabeça que podes não ser nem uma coisa, nem outra. De facto, não sou a tia solteirona que fica em casa a ver novelas. Mas também não sou a louca pintada na segunda opção. Apenas sou uma mulher que até ao momento decidiu não partilhar a sua vida com ninguém porque não encontrou ninguém com quem quisesse ou lhe fosse possível partilhar a sua vida. Serei assim tão diferente da maioria das pessoas? Ou apenas serei exigente demais? Assumo que, como já escrevi noutra crónica, acredito que existe uma alma gémea à nossa espera no mundo. Mas também referi que nem sempre a alma gémea vem no corpo ou nas circunstâncias certas. E só me faz sentido partilhar a minha vida com uma pessoa que eu considere ter sido colocada no mundo para se encontrar comigo, uma pessoa com quem partilhe uma energia especial, uma pessoa que me faça pensar que serei mais feliz estando com ela do que estando sozinha, uma pessoa que terá aparecido nas circunstâncias certas. No fundo, só me faz sentido partilhar a minha vida com aquela que identificaria como a minha alma gémea.

 

Não irei negar que pensei muito sobre o facto de ver passar os anos e sobre o facto de não encontrar uma pessoa com quem quisesse ou pudesse partilhar o meu mundo. Pensei sobre a questão do casamento, do viver junto, da urgência que a sociedade impõe em resolver essas questões a partir dos 25/30 anos. E, para falar verdade, passei, também, a procurar conhecer-me e analisar-me, procurando compreender-me e perceber por que raio não seguia o caminho socialmente aceite.

 

Foi aí que percebi que desde pequenos nos vendem a ideia de que a felicidade só vem a dois, em casal e, de preferência, com filhos. Compreendi que estamos habituados a viver no barulho e na confusão. Compreendi que "ser sozinho" é, por isto, visto de modo negativo. Compreendi que o silêncio assusta. Compreendi que criaram em nós a ideia de que precisamos estar sempre acompanhados. Mais! Criaram em nós a ideia de que não somos completos a não ser quando temos ao nosso lado um "mais que tudo". Por isso, quando segues um caminho diferente desse socialmente aceite, tens de ser rotulada. Ou és uma perigosa amante das festas e dos prazeres mundanos ou és uma triste tia relegada ao conforto do sofá. De qualquer maneira, não podes ser feliz. Porque a fórmula da felicidade está no casamento e nos filhos.

 

Nada mais errado, digo eu. Com o tempo percebi que só se encontra a paz e a harmonia, o silêncio, dentro de si próprio. Percebi que não se pode ter medo de estar sozinho. Estar com outra pessoa tem de ser uma escolha e não uma necessidade. Só assim poderemos ser uma boa companhia para o outro. Só assim poderemos dar o tempo que for necessário para encontrar a pessoa que se julga ser a certa… ou não a encontrar de todo e, ainda assim, ser feliz e completa.

 

Concluindo: só depois de gostarmos da nossa própria companhia é que "outro alguém" poderá, também ele, apreciá-la. Gosto da minha companhia. Gosto de estar no meu silêncio, como gosto de do barulho por estar com amigos, em família, ou numa qualquer festa ou celebração. Continuo a acreditar em almas gémeas. Continuo a acreditar no amor. E sei que apenas deixarei de ser solteira porque encontrei alguém com quem sinto vontade de partilhar os meus silêncios. E não porque a sociedade assim me impôs."

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Ora viva!

 

Correu bem o fim de semana, single mine? O meu – feliz ou infelizmente, já nem sei dizer – foi passado a trabalhar. Abro aqui um parêntesis para te fazer um balanço da minha situação profissional, coisa que há muito não acontece.

 

Durante este mês, abracei o cargo de cuidadora (de um amoroso casal nonagenário), cujas tarefas se regem nos seguintes termos: dias úteis, entrada ao final da tarde e saída na manhã seguinte, e aos fins de semana, entrada na sexta à tarde e saída à mesma hora de domingo.

 

Como podes imaginar, a minha vida social, que já andava ligada a soro, neste momento só sobrevive à custa do suporte básico de vida. E logo agora que, quiça inspirada pelas festas juninas, pelos arraiais, pelos festivais de música, pelos eventos ao ar livre, pelo arranque da época balnear, pelo regresso dos sunset party ou pela perspetiva de um (escaldante) amor de verão, me predispus a atravessar a fronteira da solteirice e dar uma oportunidade ao amor.

 

Mas fazer o quê? Trabalho é trabalho, e enquanto não chega a tão ambicionada estabilidade económico-profissional, não me posso dar ao luxo de dispensar as oportunidades que me vão surgindo, venham elas de onde vierem.

 

Dramas meus à parte, hoje escrevo-te a propósito dos resultados de um estudo da Aston Medical School sobre os benefícios do casamento na saúde humana. Ao que apurou esta recente pesquisa, o matrimónio ameniza os efeitos de problemas como hipertensão, colesterol alto ou diabetes tipo 2, os principais fatores de risco para o aparecimento de doenças cardíacas fatais.

 

A explicação para esta relação causa-efeito parece residir no facto de os cônjuges se incentivarem mutuamente no que toca a cuidar da saúde e da alimentação, a tomar medicação e a praticar exercício físico.

 

A dita pesquisa, que contou com mais de um milhão de participantes com cerca de 60 anos e desenrolou-se ao longo de 13 anos, vem confirmar os resultados de vários outros estudos anteriormente realizados, como a descoberta da OMS de que o casamento reduz o risco de ansiedade e depressão ou da Universidade da Califórnia, que concluiu que a taxa de mortalidade nos pacientes oncológicos casados é menor do que nos pacientes solteiros (assunto já aqui abordado aquando do artigo Três razões porque compensa namorar). 

 

Contudo, parece que as benesses do enlace marital são bem mais flagrantes na vida deles do que na delas. Isto porque os efeitos nefastos da solteirice são mais amenos quando se trata delas.

 

Estar casado traz ainda outras vantagens para o sexo masculino que não são tão significantes nas mulheres. Segundo o America's Institute for Family Studies, os benefícios do casamento para os homens "são substanciais em todos os parâmetros". Incluem ganhar mais dinheiro, ter uma vida sexual melhor e "saúde física e mental claramente melhor", afirma o estudo.

 

A ser verdade tudo isso, porque relutam tanto eles em deixar-se enlaçar? E porque é a sociedade tão impiedosa com a solteirice feminina, quando, no final das contas, são eles quem mais lucram com o casamento?

 

Terá a ciência uma resposta cabal e convincente a estas minhas questões? Aguardemos, pois, o desenrolar das próximas investigações. Até lá, uma semana ausipiciosa para todos nós e um bom feriado para os alfacinhas!

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Ora viva!

 

Porque não começar o fim de semana com um manifesto a favor da dignidade feminina, temática sempre oportuna e pela qual não me canso de batalhar, seja através da minha escrita, seja através da partilha de algumas das mais criativas e comoventes iniciativas do género.

 

Curiosa, intrigada ou apenas expectante? Seja lá qual for o teu estado de espírito neste momento, digo-te que me refiro a mais uma, brilhante por sinal, abordagem sobre um mal que insiste em assolar as sociedades, por mais modernas que estas sejam: o machismo.

 

Através do vídeo Ahora o nunca (Agora ou nunca, em português), com mais de 600 mil visualizações no Youtube, uma jovem espanhola de 17 anos, de nome Alicia Ródenas, enceta (mais) uma chamada de atenção para a violência de género, numa abordagem tão bem conseguida que já está a ser exibida em escolas espanholas, quando o assunto é machismo e igualdade de direitos.

 

O script desta curta pode ser resumido desta forma: a protagonista, a própria autora, encara despudoradamente a câmara, enquanto vai elencando uma série de frases consideradas machistas, que vão desde o: "Que menina mais bonita! És uma princesa", ou "Judo não. É melhor ginástica rítmica", passando pelo "Informática? Não preferes dança?", sem esquecer o clássico "Se me deixares faço uma loucura", num total de cem citações.

 

O que motivou Alicia para um assunto tão sensível? A importância de falar da violência, já que, na opinião desta jovem: "É preciso começar desde criança. Caso contrário fica muito difícil entender que dizer este tipo de coisa é mau".

 

O grande finale tem como cenário um fundo negro, legendado nestes termos: "A violência de género não é só física. Vivemo-la desde a infância e persegue-nos até ao fim. É agora ou nunca."

 

Single mine, que tal dares uma olhadela ao vídeo e depois partilhares connosco a tua opinião? Fico à espera, mas até lá bom fim de semana.

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16
Mai17

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Ora viva!

 

Olha só este genial texto da Bia Lopes, publicado no obvius, sobre a dinâmica das relações nos tempos atuais.

 

"Não há dúvidas sobre os benefícios da tecnologia. Sem ela, por exemplo, não me seria possível escrever esse texto a essa hora da noite sem incomodar meu companheiro de quarto. No momento não disponho de lâmpada acesa, nem de papel, caneta ou máquina de escrever, mas o aparelho celular resolve o problema. Acontece que nem só de bondade vive a ciência. Com ela, manias, fobias, dependências e mais outra leva de complicações também se instalaram em nossas vidas. É como uma rede infinita de conexões que poderiam nos manter ligados uns aos outros, mas estão nos afastando cada vez mais. Ou ando vendo coisa onde não tem?

 

Estamos nos aproximando de quem está longe e nos distanciando de quem está perto. Não podemos deixar o amigo virtual mais de cinco minutos sem resposta, enquanto o que está sentado à mesa bem à nossa frente é obrigado a esperar quase a noite inteira.

 

Então, qual o sentido dessas relações? Sou uma pessoa nostálgica. Podem me chamar de velha, mas sou do tipo que diz "no meu tempo as coisas eram diferentes". E eram mesmo. Talvez essa geração nunca saiba a graça que há em receber um telefonema sem ser previamente avisada pelo WhatsApp ou passar dias e noites suspirando, pensando numa maneira de dizer a quem a gente gosta o quanto a gente gosta, sem nos escondermos por trás das mensagens inbox. No meu tempo era olho no olho, expectativa, frio na barriga. Mas quem liga para um olhar quando as emoções podem ser expressadas via emoticons? Estamos substituindo o cotidiano real pelo virtual. E ainda há quem diga que é romântico. #chateada

 

Não, não sou contra a tecnologia. Eu mesma a uso (e até abuso, confesso) diariamente. Ela facilita o meu trabalho, economiza o meu tempo, me distrai, informa, situa, orienta, ensina, me abre portas e… É muita coisa, viu? Sem contar que ela permite realmente o encurtamento de certas distâncias. Parentes e amigos que moram longe podem participar do dia a dia do outro, mesmo que virtualmente. Tenho alguns amigos que se conheceram pelas redes sociais, casaram, tiveram filhos e estão juntos até hoje. Os benefícios são incontáveis. O problema é que os malefícios também.

 

Incontáveis vezes perco a noção do tempo olhando coisas que em nada me acrescentam. Sabe aquele vizinho que nem te conhece bem, mas sabe tudo da sua vida? É como me sinto nas redes sociais. Às vezes acabo sabendo tanto da vida da pessoa sem sequer ter lhe dirigido um "oi", que me sinto constrangida.

 

Nossa vida virou um grande reality show, onde alguns mostram o lado que melhor lhes convém e outros não conseguem manter por muito tempo as aparências. Só que neste caso não há uma premiação milionária, garantia de fama ou contratos publicitários. É a nossa vida que está em jogo. É o nosso tempo que está sendo desperdiçado. E no final não dá para resetar ou reiniciar o sistema. Não se pode simplesmente desativar uma conta e criar outra. Talvez por isso as pessoas se refugiem tanto no mundo virtual. A vida real dá muito mais trabalho.

 

Os celulares se tornaram nossos companheiros em praticamente todos os momentos do dia, o que me faz pensar que nunca estamos 100% ligados à realidade. As refeições são devoradas em meio a inúmeras pausas. As atualizações da timeline não podem esperar, mesmo que elas só estejam mostrando um mero "like ou share".

 

Aliás, é bom aproveitar a pausa para gostar e partilhar aquele post que você achou genial. E não esqueça de responder aos amigos que chamaram no "whats". Como assim, não há nenhuma mensagem por lá? Então é hora de conferir como está seu pacote de dados ou se sua última mensagem foi visualizada, afinal de contas a única que não pode lhe bloquear nesse cenário é a sua comida.

 

Resolvi deixar meu celular de lado por um período do dia e comecei a observar as pessoas ao meu redor. E, confesso, me senti meio esquisita sabendo que faço parte dessa geração de "cabeças baixas". Ninguém olha mais para a frente, nem para o lado, muito menos para trás. O display é o campeão das atenções. Não se fazem mais amizades nas salas de espera e não temos tempo para ouvir o desconhecido que sentou ao nosso lado no autocarro. Não nos desconectamos sequer para ir à casa de banho. Trocamos as refeições em família pela companhia de milhares de pessoas que, assim como nós, buscam desesperadamente por atenção. Somos solitários em meio a uma multidão. E eu temo que em breve as relações se resumam a add, chat e unfollow.

 

Há uma linha ténue entre o saudável e o vício. Para isso existe o bom senso. O uso inteligente evita o dependente. É muito bom trocar mensagens online, mas emoticon nenhum substitui um abraço. Conversar olho no olho ajuda a fortalecer a relação muito mais do que um bonequinho segurando um coração. Passar algum tempo se distraindo com o que as aplicações podem nos oferecer é útil e até muito divertido. A questão é quando a utilidade dá lugar ao prejudicial. Que saibamos diferenciar o hábito do excesso. Que a ciência nos traga o avanço e não um retrocesso. Que a tecnologia encurte a distância e não as relações."

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18
Abr17

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Ora viva!

 
Há que tempos que estou para partilhar contigo um artigo que aborda a realidade de um fenómeno cada vez mais flagrante: pessoas que moram sozinhas.
 
Como já aqui referi, divido casa com mais duas colegas (uma conterrânea e outra tuga), não por vontade própria (vê-se logo), mas por falta de condições financeiras para sustentar um cantinho só meu. Não se quiser continuar a residir no centro da cidade.
 
Na minha terra, por duas vezes vivi sozinha. Arrumada, asseada, amante do sossego, ciosa da privacidade e cada vez mais adepta do silêncio, ter um espaço só meu é o meu sonho de consumo, desde sempre. Nessas ocasiões, fui de tal modo feliz que faço questão de manter viva a esperança de conseguir voltar a viver esse sonho aqui em Portugal, de preferência na Estefânia Street, a Manhattan de Lisboa, como gosto de chamar o meu adorado bairro.
 
É por isso que não poderia estar mais de acordo com o artigo Por que é que há cada vez mais gente a querer viver sozinha? – publicado há cerca de dois meses no noticiasmagazine – quando este assume que morar só é cada vez menos um constrangimento e cada vez mais uma escolha.
 
O artigo, cujo primeiro parágrafo começa por referir que este é um fenómeno em crescimento nos países mais desenvolvidos e ligado à melhoria das condições socioeconómicas e à emancipação das mulheres, faz uma análise detalhada do perfil de quem vive só.
 
Para além de dados estatísticos (p.e., em duas décadas, o fenómeno quase duplicou em Portugal), cita vários testemunhos de quem escolheu esse modo de vida. Pelo meio, o texto (extenso, porém compensador) faz referência a estudos sobre a temática, abordagens sociodemográficas, dados de recenseamento populacional, pareceres de peritos na matéria, e por aí fora, culminando nesses termos: "um futuro em que viver só seja uma escolha cada vez mais acessível a quem quer fazê-la e cada vez menos significado de solidão, isolamento e olhares oblíquos, porque é apenas isso: uma escolha".
 
O que importa aqui salientar é que nunca como nos dias de hoje, tanta gente viveu sozinha. E mais: quem escolhe viver sozinho não quer outra coisa, isso posso garantir. Convém é saber se esta realidade é "resultado de constrangimento, de escolha, de constrangimento que se tornou escolha ou de escolha que acabou em constrangimento".

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13
Abr17

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Ora viva!

 

Porque nunca é demais vestir a camisola desta causa; porque a violência é um atentado ao mais básico direito humano; porque a tolerância da sociedade para com tal prática deve ser zero; porque as vítimas não devem ficar caladas; porque os agressores não podem ficar impunes; porque quem cala torna-se conivente; porque mulher merece ser tratada com afeto e respeito; porque este é o tipo de coisa que me revolta; porque antes solteira do que numa relação abusiva; partilho contigo uma publicação da atriz Camila Pitanga sobre os vários tipos de agressão (física, psicológica, moral, sexual, etc.) a que pode estar sujeita uma mulher.

 

"Toda e qualquer violência física e psicológica contra a mulher deve, sim, ser repudiada. Quando se fala em agressão, não devemos pensar apenas em socos, tapas e chutes. A agressão também se faz com palavras, atitudes e manipulações que ferem a nossa dignidade. Estar presa em um relacionamento abusivo é também não ter real dimensão da gravidade da situação. É preciso que fique claro aqui que as atitudes de Marcos Harter são de truculência e violência, principalmente psicológica, contra Emilly Araújo. Sempre é importante destacar: a lei Maria da Penha enquadra a tortura psicológica como violência doméstica.

Para além dessa nossa fala, o protagonismo do público em denunciar e amplificar o caso é comovente. Que nossa voz ecoe e ajude a não deixar uma de nós só. Porque se mexeu com uma, mexeu com todas, SIM."

 

Acredito que este tomar de posição, não só dela, mas de muitas outras figuras públicas e anónimas, seja uma reação ao caso de assédio sexual que envolveu, há coisa de dias, um conhecido galã das telenovelas brasileiras.

 

Junta-te a nós neste retumbante não à violência contra a mulher partilhando este artigo. Juntas somos mais fortes.

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Ora viva (novamente)!

 
Sei que já nos falamos hoje, mas acabo de deparar com algo que tenho mesmo que partilhar contigo. E tem que ser agora, pois há coisas tão fantásticas que se adiarmos, ainda que por um dia, perdem todo o encanto.
 
Refiro-me a duas iniciativas, registadas em vídeo, da campanha de sensibilização No es de hombres (Não é de homem), levada a cabo pelas autoridades mexicanas, no intuito de consciencializar os homens para a praga que é o assédio sexual de que as mulheres são diariamente vítimas nos transportes públicos.
 
Viral nas redes sociais, infelizmente esta diligência tem gerado muita polémica, sobretudo por parte do sexo masculino. Isto porque uma das ações deste marketing social consiste num banco em formato de homem com o pénis exposto, afixado numa das carruagens de metro da Cidade do México. Acima do banco pode ler-se o aviso: "Exclusivo para homens" e abaixo o texto: "É mau viajar aqui mas não se compara à violência sexual que as mulheres sofrem durante as suas deslocações no dia-a-dia". 

Noutra parte da campanha, os rabos dos homens que esperavam por este meio de transporte subterrâneo foram exibidos nos ecrãs da estação, numa sequência de imagens que termina com a mensagem: "As mulheres sofrem isto todos os dias".

Era de se esperar que ELES se sentissem desconfortáveis, melindrados até, com algo nestes moldes, mas, a meu ver, só sentindo na pele o calvário porque passam todo o santo dia milhares de mulheres – que podem perfeitamente ser suas mães, namoradas, irmãs, esposas, primas, amigas, colegas, vizinhas ou apenas conhecidas –, não só no México, mas em qualquer ponto deste planeta.
 
Só é pena que os energúmenos que praticam estes atos infames estão nem aí para iniciativas destas, até porque a enfermidade patológica de que padecem é crónica e degenerativa.
 
Da minha parte, tenho a dizer que esta é uma das melhores campanhas do género de que já tive conhecimento, mais não seja pela sua componente didática, já que com ela fiquei a saber que os muchachos mexicanos são portadores de um derrière deveras apetecível.
 
Vivendo e aprendendo, meu bem...

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Ora viva!

 

Porque gente feliz não incomoda (pelo contrário); porque de fel e fealdade deve-se manter distância; porque a felicidade é um dos poucos sentimentos infecto-contagiosos que queremos, necessitamos e devemos ter por perto; porque acredito que a vida só vale a pena se for para ser e fazer os outros felizes; porque a essência deste blog é promover uma solteirice feliz; porque sim; deixa-me partilhar contigo este texto de Marcel Camargo, publicado este domingo no CONTI outra, um sítio bastante interessante onde volta e meia vou inspirar-me.

 

"A sociedade nos dita regras e normas de convivência, como se existissem manuais de como se portar perante os outros, como se houvesse homogeneidade naquilo que podemos ou não fazer, naquilo que devemos sempre sentir, em tudo o que é errado, inconveniente, e no que é o correto. Esquecem-se de que sentimentos não vêm com manuais, muito menos caráter. Esquecem-se de que não são as regras de etiqueta, mas sim o nosso comportamento com o próximo, que nos define a essência humana.

 

Existem pessoas extremamente polidas, bem vestidas, com um currículo académico impecável, mas que não cumprimentam ninguém por onde passam. Existem indivíduos que vivem em missas e cultos religiosos, que ditam de memória qualquer versículo bíblico, que participam ativamente dos eventos das paróquias, mas que só sabem fofocar e criticar a vida dos outros. Não podemos confundir apenas o que vemos superficialmente com o que cada um possui dentro de si.

 

Por outro lado, há pessoas que são solidárias, acolhedoras, agradáveis, éticas, que nos abraçam com verdade, que nos orientam com propriedade, que nos ouvem em silêncio reconfortante, sem precisar se mostrar, brilhar, sem afetações. São os sorrisos mais sinceros e curativos que existem. Pessoas que nos curam a alma, que nos resgatam dos escombros emocionais, que nos guiam para longe do nosso pior, que são felizes e por isso não aborrecem ninguém.

 

São aquelas pessoas doidas, simplesmente porque não se ajustam às convenções impostas, caso tenham que perder aquilo que as define, caso tenham que se anular para se adequar à suposta normalidade de uma sociedade hipócrita, cujos discursos, em sua maioria, cheiram a mofo. Na verdade, são doidas pela verdade, são loucas para ajudar, são malucas pelo bem do todo, pelo contentamento natural, sentindo-se bem quando quem caminha junto também está bem, sem inveja, sem mesquinharia alguma.

 

Se prestarmos atenção em tudo o que estamos perdendo, por conta de ficarmos dando importância a coisas inúteis, a momentos que devem ser deletados sumariamente e a pessoas desprezíveis, perceberíamos que falta muito pouco para sermos realmente mais felizes e tranquilos. Falta apenas caminhar junto das pessoas certas, guardando no coração somente o que nos fez melhores e nos desviando daquilo que não serve para nada, mas nada mesmo. É assim que deve ser e é de nós que isso depende, de mim e de você."

 

Que tal este artigo, tocou-te ou nem por isso? Dia bem feliz para ti, de preferência partilhado com pessoas felizes.

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Ora viva!

 

Espero que a pausa semanal tenha servido para recarregares as baterias e repores os níveis de energia positiva e boa disposição, já que arranca hoje uma nova maratona de 40 horas laborais, outras tantas de repouso, intercaladas com afazeres domésticos, atividade física, convívio, stress, cansaço, risos, beijos, abraços, insónias e todas as demais coisas que fazem parte do pacote "viver".

 

Infidelidade masculina é o tema do artigo de hoje, mais não seja porque o sonho de consumo amoroso de qualquer mulher é um homem fiel. Pela minha experiência pessoal, digo-te que conseguir um homem assim é tão fácil quanto encontrar um unicórnio na entrada do prédio. Fazendo um diagnóstico do meu histórico amoroso, só consigo garantir a não infidelidade de um único namorado. O que dá uma média de 5%, se tanto, logo eu que sou de uma fidelidade canina. Eis a prova viva de que os opostos, de facto, se atraem.

 

Experiência pessoal à parte, um estudo publicado na revista Social Psychology Quarterly garante que os homens que traem tendem a ter um quociente de inteligência (QI) mais baixo. Isto porque os inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual.

 

A partir do cruzamento de dados de duas pesquisas que mediam atitudes sociais e QI de milhares de adolescentes e adultos, o autor do estudo, o especialista em psicologia evolutiva da London School of Economics, Satoshi Kanazawa, concluiu que aqueles que acreditam na importância da fidelidade sexual para uma relação demonstraram possuir um QI mais alto.

 

Está-se mesmo a ver que a escolha de parceiros amorosos não é de todo o meu forte, pois, a ser verdade esta teoria, torna-se claro que toda a vida só me envolvi com equus asinus. Poderá o facto de ser sagitariana (metade humana metade cavalo) ter alguma coisa a ver com essa minha preferência por espécie semelhante? Até encontrar uma explicação convincente, o melhor que faço é permanecer Ainda Solteira.

 

Aquele beijinho amigo e uma boa semana.

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Ora viva!

 

O Dia de S. Valentim tem muito que se lhe diga, dias antes, no próprio dia e nos dias posteriores. Nem imaginas a quantidade de artigos que foram publicados no day-after ao 14 de fevereiro. Vai-te preparando que nas próximas publicações vais levar com uma data delas, até porque ando constipadíssima, sem condições físicas e psicológicas para escrever crónicas originais.

 

Antes de adentrar pelo tema do post de hoje, gostaria de te perguntar o que foi feito de ti na terça-feira, dia do nosso rendez-vous. Não deste a cara no Evolution nem aqui no blog. É caso para perguntar por onde andaste o dia todo. Estarei perante emparelhado disfarçado de solteiro ou, por um acaso com sentido, conseguiste companhia nesse dia. Conta-me que quero saber porque me deixaste pendurada.

 

O título do artigo de hoje, O mundo nunca foi simpático para os solteiros, é uma produção do Publico, que não poderia ser mais revelador de uma realidade que tão bem conhecemos e pelo qual temos estado a batalhar arduamente para lhe dar uma nova roupagem, mais trendy e bem mais cool.

 

Precisamente porque (ainda) é estigmatizada a solteirice, é mais do que hora de nós (solteiros) fazermos por mudar essa realidade e afirmarmo-nos como uma classe consciente, bem resolvida e absolutamente convicta da sua escolha em permanecer desemparelhado.

 

Bem, deixa-me lá partilhar o dito artigo contigo, caso contrário o texto vai ficar muito extenso e aí já não terás paciência para ler tudo. Despeço-me com aquele abraço amigo de sempre e muita fé de que ainda haveremos de vencer esta batalha social e amorosa.

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