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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Ora viva!

 
Cá estamos nós para mais uma semana; esta que, pesarosamente, arranca com acontecimentos trágicos e registos térmicos pouco habituais nesta altura do ano. Aparte isso, estou em condições de afirmar que tudo corre bem no reino da solteirice.
 
Cumprido o protocolo da cordial saudação, é hora de dizer que a crónica deste dia incide sobre dois elementos essenciais no erotismo, em primeira instância, e na autoestima, em última, de qualquer pessoa, sobretudo pertencente ao sexo feminino: o sexo e a pele.
 
Não deve ser novidade para ti que existe uma relação flagrantemente intimista, uma espécie de elo em cadeia, entre estes dois elementos. Ou seja, boa pele pode render em bom sexo e bom sexo pode traduzir-se numa boa pele. 
 
A propósito dessa dinâmica, explica Yael Adler, dermatologista alemã que anda nas bocas do mundo devido ao livro O Fascinante Mundo da Pele, que: "O sexo aumenta as hormonas femininas ou masculinas, o que faz bem à pele, e diminui o cortisol, a tal hormona do stress, que a afeta negativamente. Nas mulheres, o aumento dos níveis de estrogénio combate as borbulhas, torna a pele mais macia e fortalece o cabelo. Nos homens, a testosterona fortalece os músculos e a barba, embora faça perder cabelo. Há estudos que mostram que o sémen quando «aplicado» por via intravaginal tem efeitos antidepressivos nas mulheres (não estudaram a administração oral). E sabe-se que o sexo reduz o risco de enfarte do miocárdio e de osteoporose, assim como a intensidade das depressões. A natureza inventou o sexo para que fosse muito praticado, para garantir a continuação da espécie. E faz bem à saúde, física e mental."
 
A ser assim, é caso para se perguntar se a pele pode ser considerada um órgão sexual. Ao que parece, sem dúvida, já que: "todo o nosso erotismo está relacionado com a pele. Não há sexo sem pele ou sem toque. E as nossas zonas erógenas, os órgãos genitais, o ânus, os mamilos, etc., todos estão cobertos de pele e é esta que contém os recetores sensoriais e terminações nervosas que proporcionam o prazer. Por isso, para mim, a pele é «o» órgão sexual."
 
Dado que este é um assunto caro a qualquer solteira bem resolvida, recomendo uma espreitadela a esta obra. Com uma linguagem simples e cheia de humor, esta especialista, para quem a pele não tem tabus, explora todos os recantos do «tecido» que envolve o corpo humano, o sexo inclusive.
 
Boa leitura e uma excelente semana.

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Ora viva!

 
Convicções e preferências à parte, é dado empírico que o sexo é um elemento sine qua non para a condição humana. Imensuráveis, incontestáveis porque não assumir, são os benefícios desta prática que estimula a produção de hormonas associadas ao prazer, à felicidade e ao bem-estar, sem esquecer a preservação da espécie, a mais impactante de todas.
 
Precisamente por ser tão bom, a sua não prática repercute-se, sob os mais diversos aspetos, na nossa disposição em geral. Por saber muito bem o que isso é, o artigo de hoje debruça-se sobre algumas das consequências da falta de sexo, elencadas pelo Vida Ativa, página da qual sou leitora assídua:
 
Stress e compulsividade
A falta de atividade sexual pode aumentar os níveis de stress no corpo, assim como os picos de hipertensão. Além disso pode traduzir-se em reações mais extremas, como roer as unhas, morder os lábios ou comer compulsivamente. 
 
Insegurança, ansiedade e depressão
Apesar de não ser uma consequência taxativa, é algo que pode acontecer com frequência. Isto porque a prática sexual ajuda a melhorar a autoestima de um indivíduo, na medida em que faz com que este se sinta desejado, atraente e com as necessidades (básicas) satisfeitas. 
 
Redução da libido
Apesar da relatividade da condição humana (com isso quero relembrar que tudo varia de pessoa para pessoa), a falta de sexo reduz a produção das hormonas que estimulam o desejo sexual, o que faz com que, quando não há prática, a vontade para momentos íntimos pode ser cada vez menor.
 
Saúde cardiovascular
Relacionados com o aumento do stress, os problemas cardiovasculares são outra das consequências da ausência de atividade sexual. As pessoas que não a praticam de forma regular apresentam picos mais elevados de pressão arterial, em resposta a momentos de elevado stress. Achas que é à toa que o sexo é apontado como o mais completo – e, já agora, prazeiroso – exercício físico?
 
Disfunção erétil
Tal como a prática regular de exercício físico contribui para manter uma boa resistência física, também a prática regular de sexo contribui para conservar a potência sexual. Em virtude disso, a sua falta pode propiciar a disfunção erétil.
 
Dores menstruais
Este é um dos impactos associados ao género feminino, visto que fazer sexo com frequência estimula a libertação de uma maior quantidade de estrogénio, uma hormona que vai ajudar a reduzir as dores menstruais.
 
Músculos vaginais
Outra consequência exclusiva das mulheres, dado que os músculos da vagina podem deixar de responder tão bem à excitação e à penetração, tendo maior dificuldade em relaxar nesses momentos.
 
Pouco sono
Não, não é um mito que se dorme mais e melhor após o coito. A explicação é tão simples quanto isso: a atividade sexual ajuda a libertar oxitocina, uma hormona que contribui para um sono mais tranquilo e reconfortante.
 
Se dúvidas houvesse quanto ao papel (fundamental) do sexo no conforto físico, emocional e psíquico do ser humano, estas acabam de ser dissipadas. Dado que solteirice não tem que implicar necessariamente abstinência sexual, toca a "sexar", que da vida só se leva o que se viveu. Nada mais!

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Ora viva!

 

O que se faz quando o tempo não quer nada connosco e a inspiração recusa-se a dar o ar da sua graça? Recicla-se artigos, ora essa, de preferência um que tenha tido bastante aceitação, como é o caso deste, onde revelo alguns dos meus maiores aliados na luta para permanecer uma solteira gostosa, feliz e bem resolvida.

 

1. Pinça – este é sem dúvida um item imprescindível para qualquer solteira que se preze e um dos meus favoritos. Pequeno, leve e fácil de transportar, tenho-o sempre à mão, quando quero livrar-me dos persistentes e inestéticos pelos nas sobrancelhas, na aréolas dos mamilos, nos dedos dos pés, à volta do umbigo, nas virilhas (quando os mais resistentes recusam-se a sair, mesmo depois da depilação). Uso-a ainda para arrancar os (poucos) fios de cabelos brancos, sobretudo nas têmporas, e para remover as cutículas.

 

2. Bicarbonato de sódio – barato, acessível e altamente eficaz para quem deseja uns dentes branquinhos e uma pele suave. Antes de ir dormir, escovo os dentes com pasta dentífrica normal, para no fim repetir a ação, desta vez com um bocadinho deste pó. Mergulho a escova molhada na embalagem, passo pelos dentes e deixo ficar sem cuspir nem enxaguar. Horas depois acordo com os dentes branquinhos e um hálito fresco. Também uso o bicarbonato na esfoliação do rosto. Para tal, basta misturar um pouco deste pó com água e esfregar suavemente no rosto. É tão soft que pode ser usado diariamente (eu não o faço porque, como padeço de urticária, a minha pele fica logo irritada).

 

3. Limão – só não faço sandes de limão pelas razões óbvias, mas de resto uso este citrino para temperar carne, peixe, marisco (na panela, na grelha ou no prato), para limpar o organismo logo pela manhã (a mais que recomendada água morna com limão em jejum), para aclarar a pele, para reduzir as manchas do rosto, para combater a acne (sabias que o limão é um poderoso adstringente?), para retirar cheiros fortes das mãos, para fazer chá, para curar gripe ou constipação, para fazer bolo e biscoitos, enfim… para tudo e mais alguma coisa.

 

4. Cor vermelha – não é à toa que o vermelho é a cor associada à paixão, à sedução, ao desejo, à fúria, ou seja, a sentimentos fortes. Talvez por isso, seja a minha cor predileta. Solteira que se preze deve ter pelo menos um exemplar dos seguintes artigos em versão encarnada: sapato, mala, casaco, vestido, acessórios, batom, écharpe, lingerie, lençol, almofada, velas, cortinado, luvas, chapéu e verniz.

 

5. Água micelar/água termal – a meu ver um dos mais bem conseguidos artigos da dermocosmética. A micelar dá-me um jeitão na hora de limpar rápida e convenientemente a pele (de manhã ou à noite, tanto faz) e a termal para refrescar durante o dia. Sabe-me, literalmente, a uma lufada de ar fresco.

 

6. Açúcar/sal – o que estes ingredientes têm de prejudiciais à saúde (quando usados sem moderação), têm de benéficos à pele. Geralmente no primeiro dia de cada mês, ponho-me de molho na banheira durante uns 20 minutos, para depois fazer uma esfoliação com sal grosso. É só misturar um punhado com um pouco de gel de banho e esfregar suavemente com a ajuda de uma bula (aquelas luvas de esfoliação) para se obter uma pele macia e uma aura imaculada, já que, por ser o mais puro dos cristais (sabias disso?), o sal está associado à limpeza energética e ao afastamento das energias negativas.

 

7. Limpeza de pele – nada como uma limpeza de pele profunda - e com isso refiro-me a uma intervenção feita por profissionais - para que me sinta a própria Cleópatra, não rainha do Egito, mas da Estefânia. E nesse aspeto sou fiel ao Ruana Spa, já que nenhum outro sítio cuidou tão bem da minha pele. A pele fica macia, sedosa (põe-se a mão e ela escorrega), iluminada e rejuvenescida.

 

8. Duche frio – "água fria em pele nua tanto bate até que firma", não poderia ser mais verdade. A água fria faz milagres na pele humana, em especial naquela que começa a perder a firmeza e a elasticidade (culpa do maldito colagénio que, a partir dos 30 anos, começa a ficar forreta). Além de deixar a pele brilhante e rijinha, ajuda ainda a melhorar a circulação sanguínea e a minimizar o risco de constipações.

 

9. Batom – Acho que este item é indispensável a qualquer descendente direta de Eva com mais de 10 anos, mas para as solteiras é uma das mais poderosas armas de autoafirmação, atração e sedução. Não sou de me maquilhar no dia a dia, mas o batom esse não dispenso. Prefiro os tons mais escuros, já que os meus lábios dispensam destaque, em versão gloss (quando baixa em mim o espírito da cantora funk) ou em versão nude (sem brilho).

 

10. Água-de-colónia – Uma das coisas de que uso e abuso diariamente. A seguir ao duche, ponho a loção corporal, para em seguida espalhar água-de-colónia pelo corpo todo. Como os poros ainda estão dilatados, isto é, mais propensos a absorver tudo o que se lhes põem em cima, a essência da colónia entranha-se na pele e vai sendo libertada ao longo do dia. No tempo das vacas gordas e da (ex) BFF assistente de bordo costumava usar os da Victoria Secret, importados diretamente da América. Agora, contento-me com aqueles que se compram nos supermercados (1l custa menos de 10 euros). Como são baratos e cheiram divinamente não economizo na dose. Assim fico a cheirar bem o dia todo, mesmo no ginásio quando estou alagada em suor, sinto que o meu odor sabe a colónia.

 

Amanhã há mais, até lá toma conta de ti e orgulha-te do teu status quo, que ser solteira é o que está a dar por estes tempos (sem querer desmerecer os emparelhados).

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Ora viva!

 

Apanhei de tal modo o gosto a essa coisa de escrever out of the house que a crónica de hoje saiu limpinha da lavandaria. Não é dos sítios mais inspiradores, é certo, mas com a chuva a cair mansinha lá fora, o barulho das máquinas de lavar e secar, o wi-fi gratuito e pouco mais a fazer para ocupar o tempo, a vontade de escrever flui que é uma maravilha.

 

Nesta novela da vida real, o papel de antagonista é irmamente repartido entre o tablet, que decididamente não foi pensado para quem gosta de parir conteúdos com mais de 100 caracteres, e a versão android do sapo blog, uma granda m* que, ao invés de facilitar, só complica.

 

Dado que de nada adianta teimar com a tecnologia, já que ela quase sempre leva a melhor, só me resta fazer uma apropriação lícita de alguns excertos de um artigo publicado este sábado no Expresso, que fala justamente sobre como a tecnologia matou o amor. Penso que vais gostar do que aí vem.

 

"Muito por culpa das redes sociais, nunca tivemos tantas oportunidades para sermos felizes: aquela mulher que sempre admirámos está à distância de uma mensagem no Facebook, o amor pode nascer de um 'match' no Tinder, o engate invadiu até o Linkedin, uma rede de contactos profissionais... As possibilidades multiplicaram-se como nunca e, contudo, basta falar com pessoas solteiras para perceber que não ficou mais fácil encontrar quem se procura.

 

Perante tanta abundância de escolhas, bloqueamos. Tornámo-nos mais exigentes, mais indecisos, mais frustrados, sempre à procura de algo melhor. E também mais impacientes: despachamos alguém mal surge o primeiro grão na engrenagem, com a mesma facilidade com que fechamos uma janela no Facebook e abrimos outra. “Olá, o que fazes esta noite?” Alguns, mais audazes, talvez vistam a pele do Henry Chinaski das 'Mulheres' de Bukowski: "Bora foder?"

 

O psicólogo Barry Schwartz chamou-lhe "o paradoxo da eleição": essa liberdade de escolha não nos faz mais livres ou mais felizes, antes aumenta a nossa insatisfação. Sempre ávidos de encontrar algo melhor, tornamo-nos peritos na incapacidade de assumir as nossas decisões. De dar passos em frente. De arriscar. Quase precisamos de uma folha Excel para nos lembrarmos dos dados de todas as pessoas que conhecemos no Tinder ou no Facebook, mas raras vezes procuramos conhecer verdadeiramente alguém.

 

Este paradoxo não é apenas no amor. Como explicar que, numa era em que o sexo é tão acessível como um hambúrguer do McDonald's, os jovens adultos o pratiquem menos do que as gerações que os antecederam, como apontam vários estudos? Andamos tão entretidos a acumular 'matches' no Tinder, ou a saltar de janela em janela no Facebook, ou a trocar fotos e vídeos com bolinha vermelha no WhatsApp, que nos esquecemos que há um mundo lá fora. Temos tantas oportunidades para sermos felizes, por uma noite ou por uma vida, e boicotamo-nos."

 

Este artigo espelha ipsis verbis a vida amorosa da esmagadora maioria dos desemparelhados com os quais convivo ou tenho contacto, incluindo a minha pessoa. É mesmo triste que, perante tantas ofertas, tantas facilidades, tantas opções, continuemos a deambular pelas estradas da solteirice, abarrotados de predicados, mas de coração esvaziado.

 

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Este artigo é contribuição de Sílvia C., amiga de há muito lá na terra sab, companheira de solteirice e fiel leitora das minhas crónicas, que logo pela manhã enviou-me uma mensagem pelo Viber. Sabias que antigamente, na Inglaterra, as pessoas que não fossem da realeza tinham que pedir autorização ao monarca para terem relações sexuais, começou ela por perguntar-me.

 

Perante o meu ensonado não, remete-me ela um elucidativo texto sobre a origem de algumas palavras do nosso calão, consideradas por muito obscenas, mas que na sua origem tiveram motivações bem legítimas e legais. Por exemplo, quando os súbditos queriam ter filhos, pediam ao rei, que autorizava o coito e mandava entregar-lhes uma placa que deveria ser pendurada à porta da casa com a frase: Fornication Under Consent of the King (fornicação sob o consentimento do rei). Daí a sigla F.U.C.K, que originou fuck.

 

Em Portugal, devido à baixa natalidade, as pessoas eram obrigadas a manter relações sexuais por ordem do rei. Isso era chamado Fornicação Obrigatória por Despacho Administrativo. Daí a sigla F.O.D.A., da qual resultou a palavra foda.

 

Por sua vez, quem fosse solteiro e estivesse há muito tempo em abstinência, tinha que ter à porta da sua casa a frase Processo Unilateral de Normalização Hormonal por Estimulação Tática  Autoinduzida. Daí a sigla P.U.N.H.E.T.A.

 

Pode-se até dizer palavrão, mas com cultura o nível é outro. Votos de um excelente fim de semana, se for o caso. Começo hoje um trabalho -  reforço de Natal - numa grande superfície comercial. Quero só ver como vou adaptar-me a trabalhar da meia-noite às nove da manhã. Se não tiveres novas minhas nos próximos dias, já sabes…

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06
Out16

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Para mim, o beijo é um tema que nunca se esgota, mais não seja porque é-me algo muito prazeroso, para não dizer a melhor coisa do mundo. Não tenho qualquer problema em assumir que valorizo bem mais o beijo do que o que (geralmente) lhe costuma suceder. Quando se beija só por beijar, sem outra finalidade, aí sim é o prazer sublime. Só lamento que tantas pessoas desconheçam ou subestimam a sua importância, em detrimento de um contacto físico mais íntimo (sexo).

 

Por aspirar voltar a sentir o gosto de um beijo comme il faut e por considerar que os homens que passaram, ou hão de passar, pela minha vida precisam estar por dentro do verdadeiro poder de um beijo, o artigo de hoje versa sobre três curiosidades sobre este gesto de amor.

 

1. De acordo com as estatísticas, 53 por cento das mulheres preferem beijar um homem que tenha a barba feita. Cá para mim isto justifica-se pelo facto de que uma pele lisinha ser muito mais afrodisíaca. Para que não restem dúvidas, digo que a nossa posição em relação a pelos faciais é a mesma que a dos homens em relação à depilação na zona púbica. Fui clara?

 

2. Para além da boca, o sítio onde mais gostamos de ser beijadas é o pescoço. Eu pessoalmente adoro no canto da boca e na parte de dentro dos cotovelos - fico hum... O curioso é que apenas 10 por cento dos homens gosta de sentir os lábios nessa parte do corpo. Eu cá sei onde gostam eles de sentir os lábios... tu também sabes, não te faças de desentendida!

 

3. As nossas principais queixas em relação aos homens no que ao beijo toca é que por não variarem muito. Mais parecem autómatos - para não dizer robots -, sem falar nos beijos repetitivos e destituídos de qualquer carga de entusiasmo. Tão focados em chegar ao destino do que propriamente em apreciar a viagem, eles acabam por descurar este importante gesto de amor, afeto, atração e tesão. Rapazes, vejam a coisa desta forma: uma mulher bem beijada é mais do que caminho andado para uma boa performance sexual. Por estar feliz e satisfeita, ela vai caprichar na hora de retribuir. E como...

 

Queremos vários beijos longos, apaixonados, húmidos e sobretudo sentido, seja onde for: no pescoço, nas orelhas, chupões (com moderação), mordidelas, lambidelas… o que importa é serem criativos, ousados e dedicados.

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Solteiro meu que me segue e atura as minhas "bocas", presta atenção que isto pode ser do teu interesse: um estudo canadiano diz que há uma coisa que muitos de homens não fazem na cama, mas deviam, e que está a comprometer a vida amorosa e o prazer das mulheres. Adivinha lá que coisa é essa.

 

Não? Porque não estou surpreendida? Assistência pós-sexo, meu caro. E com assistência quero dizer beijos, abraços e mimos, não antes mas depois do Ohhhhhh. E não me venhas com essa de que tudo não passa de conversa da treta para colmatar a carência crónica do mulherio.

 

A pesquisa, realizada pelo Conselho de Educação e Informação Sexual do Canadá, em parceria com uma marca de preservativos, não poderia estar mais correta: de facto, manifestações (físicas) de carinho – e não de desejo – aumentam a satisfação sexual feminina em 30%.

 

Para nós mulheres estes carinhos são tão importantes como os preliminares. Surpreso? Mais surpreso vais ficar quando te disser que, de acordo com os dados recolhidos, 53% – ou seja, mais de metade –, dos homens saltam essa parte, abandonando logo o leito do amor, adormecendo ou, pior, assediando o smartphone.

 

A principal autora deste estudo, Robin Milhausen, em conversa com a Men's Health, destacou que apostar no aconchego pós-coito é a forma "mais fácil" de melhorar a relação, sendo esta uma oportunidade de ligação muito importante, mas tantas vezes esquecida.

 

Só para rematar, e aniquilar de vez com qualquer réstia tua de reticência para com estes dados, fica a saber que a análise levada a cabo aponta ainda que os aconchegos fazem (igualmente) bem a vocês, como já havia revelado um outro estudo da Universidade de Toronto.

 

Se gostamos nós, se gostam vocês, consegues explicar-me porque não o fazem (mais vezes)? No aguardo da tua resposta, despeço-me com aquele abraço amigo.

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Para hoje um reprise de um artigo publicado há uns mesitos sobre uma nova espécie de sedutores: Cinderfella.

 

Afinal alguém tratou de dar um nome àquele tipo de gajo que está desesperado por trocar calores e ansioso pelo O (de orgasmo) com que me deparo praticamente todos dias na rede (sim, por cá continuo, afinal enquanto há vida, há esperança) e na vida real. Nessa então... é o que mais há.

 

Segundo Michelle Martin, bloger do Huffington Post e inventora do conceito, estes tipos nada mais são do que "Cinderfellas", isto é "homens que se sentem desesperados por uma relação emocional e física íntima. Querem paixão! Querem fogo-de-artifício! Querem sentir-se vivos! Querem ser retirados de uma vida solitária. E querem isto tudo logo no segundo ou no terceiro encontro", considera Martin.

 

De acordo com esta, o Cinderfella é atraente, romântico e carinhoso, mas é também carente e obsessivo. Não gosta de conflitos, mas adora situações dramáticas. A autora diz mesmo que, na maioria dos casos, são homens que se divorciaram recentemente.

 

Por experiência própria, e acredito que a maior parte das fêmeas que preencham os requisitos mínimos de beleza e sex apeal também, subscrevo totalmente esta teoria da Martin. O que não me falta é estórias de gajos que querem passar, em modo via verde (ou seja, sem pagar portagem nem fila de espera), do "olá como te chamas" para o finalmente.

 

Afinal, no auto (sim, auto!) da sua deficiência emocional, a corte é pura perda de tempo, portanto bora lá dar o corpo ao manifesto, sem muita fita, paleio, expectativas ou promessas de sentimentos mais profundos que a tesão. O que importa aqui é despejar os colhões, de preferência a custo zero: zero sentimento, zero despesa, zero compromisso, zero fidelidade, zero relação, zero apego.

 

O que lhes salva a vida, o ego e os colhões, é que para cada Cinderfella há sempre uma fulana qualquer disposta a aderir às suas causas. Generosas elas, liberais, desapegadas e muito (mal) resolvidas. Tudo que esta solteira aqui não é. Nem pretende ser.

 

Felizes daqueles que não complicam e se contentam com aquilo que lhes aparece à frente. Quando pouco se espera da vida, pouco dela se recebe!

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Hoje quero falar-te sobre as conclusões, algumas bastante curiosas e outras surpreendentes até, de um estudo realizado pelo site de encontros Victoria Milan sobre o tipo de corpo que chama mais a atenção na praia (e acredito que em todo o lado).

 

Para os homens, a caraterística física mais atraente são nádegas bem definidas, com 85% a dizer que esta é a que mais lhes chama a atenção quando vêm uma mulher na praia. A atração pelos seios confirma-se, com 70% a assumir que os grandes despertam atenção imediata, enquanto 45% assume que os prefere pequenos.

 

O que me deixou de queixo caído foi o facto de uma barriga lisa ser a caraterística física menos popular entre a amostra estudada, atraindo apenas 28%. Assim como os corpos magros, que atraem apenas 25% dos entrevistados. E eu que me farto de fazer abdominais para estar sequinha e eles nem ligam. Os homens são mesmo umas criaturas muito estranhas, não são? Ou será que nós mulheres é que somos exigentes demais?

 

Já agora, aproveito para dizer-te que, de acordo com esta pesquisa que abordou que 5.874 indivíduos do sexo masculino e 3.412 do sexo feminino, a maioria de nós mulheres (65%) sente-se atraída por um homem com costas largas e torso musculado, valor quase idêntico para as que preferem homens altos (63%). Em relação aos pelos do peito, os dados recolhidos atestam que elas - porque aqui não me revejo - preferem um macho com pelo no peito (37%), em oposição a um peito depilado (10%).


Um último dado bastante interessante neste estudo é que, definitivamente, as mulheres vão atrair mais atenção se escolherem fio dental.

 

Recapitulando: uma gaja para fazer sucesso na praia só precisa de ter um rabo bem definido, peito firme (independentemente do tamanho) e fio dental. Simples assim! Com certeza que eles vão olhar com luxúria e elas com inveja.

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20
Jul16

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Nas minhas andanças pela rede descobri no blog obvious um artigo que, citando o sociólogo polaco Zygmunt Bauman, faz um retrato sem filtros da realidade atual das relações interpessoais.

 

Amor Líquido, talvez a obra mais popular deste que é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade, analisa de forma simples e prática as relações amorosas e algumas particularidades da sociedade atual, a que ele chama de "modernidade líquida".

 

Segundo ele, vivemos tempos líquidos, onde nada é feito para durar, tão pouco sólido. Não obstante o desejo comum a todos, os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água, devido à nossa dificuldade de comunicação afetiva, seja por medo ou insegurança.

 

Para este pensador, as relações terminam tão rápido quanto começam. Perante a adversidade e a contrariedade, resolve-se a situação cortando de imediato os vínculos. O que acaba por acumular (mais) problemas aos já existentes.

 

É um mundo de incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumadas com o mundo virtual e com a facilidade de "desconectar-se", as pessoas não conseguem manter um relacionamento a longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, ou seja, assim que dá defeito descarta-se - ou até mesmo troca-se por "versões mais atualizadas".

 

O romantismo do amor parece estar fora de moda, o amor verdadeiro foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas, as quais se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites de sexo sem compromisso são apelidadas de "fazer amor". Não existe mais responsabilidades de se amar e a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas nem fazem ideia do seu real significado.

 

Para melhor explicar as relações amorosas, Bauman estabelece uma relação entre parentesco e afinidade, afirmando que o primeiro seria o laço irredutível e inquebrável - aquilo que não nos dá escolha -, e o segundo voluntária, ou seja escolhida. No entanto, o objetivo da afinidade é ser como o parentesco. Só que, vivendo numa sociedade de total "descartabilidade", até as afinidades estão se tornando raras.

 

A questão do amor próprio também não escapou à análise deste sociólogo, que considera que as pessoas precisam sentir que são amadas, ouvidas e amparadas. Precisam igualmente saber que fazem falta. Ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar, cabendo a nós aceitar (ou não) essa classificação. Contudo, perante tantas incertezas e relações sem forma - líquidas - nas quais o amor nos é negado, como garantir o amor próprio? Os amores e as relações humanas de hoje são todos instáveis, e assim não temos certeza do que esperar. Relacionar-se é caminhar na neblina sem a certeza de nada - uma descrição poética da situação.

 

Ainda admiram por eu estar (ainda) solteira. Num mundo em ninguém parece ter tempo, nem paciência e muito menos vontade de investir numa relação verdadeira, duradoura e sustentável.

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